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Desenho urbano e bairros centrais de São Paulo: um estudo sobre a formação e transformação do Brás, Bom Retiro e Pari

Este trabalho analisa um setor urbano de São Paulo que é formado pelo anel de bairros que envolve o núcleo central da cidade. Seu objetivo é identificar como a espacialidade dos bairros centrais foi definida e para isso foram investigados os agentes e fenômenos que regeram a formação desse setor urbano e como se assemelharam ou diferenciaram dentro do processo de urbanização da cidade. Foram focalizados três distritos em particular, o Brás, o Bom Retiro e o Parí, que reúnem uma série de bairros cuja estruturação reporta a própria estruturação da cidade. Buscou-se compreender as condicionantes que definiram as características da morfologia urbana dos bairros mencionados e as mudanças ocorridas nessas áreas, que se constituíram no primeiro locus da industrialização da cidade, e que também abrigaram funções habitacionais e comerciais diversificadas. A análise aborda a implantação da infra-estrutura de transportes na cidade, considerando-a junto com a normatização do uso do solo, as principais componentes da estruturação espacial dos bairros centrais até a década de 1940. A partir desse período, outros processos interferiram no arranjo desse setor urbano, provocando ao mesmo tempo, a permanência das suas características morfológicas e funcionais e uma crescente sub-utilização para fins habitacionais. O trabalho foi organizado em três escalas de abrangência para o estudo das questões relativas ao tema: . Escala da cidade envolvendo a macro-configuração, a estruturação dos bairros centrais e as interfaces existentes no arranjo intra-urbano entre os bairros e entre o núcleo central. Relação das políticas públicas com os aspectos ligados à infra-estrutura, ao parcelamento e à edificação. Análise das características funcionais e morfológicas gerais e tendências recentes de transformação. . Escala dos bairros caracterização dos bairros centrais presentes nos distritos Brás, Bom Retiro e Parí. Delimitação dos setores e sub-setores, estudo das características funcionais e morfológicas. Planos e projetos incidentes e articulação com as propostas de requalificação física-ambiental. . Escala local estudo de alternativas e cenários para o desenho urbano local, relacionando as propostas urbanísticas formuladas para essas áreas e hipóteses de desenho urbano para espaços nesses bairros.

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2022-12-06T14:53:25Z

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Decio Amadio

Modernidade e assimetrias na paisagem: a fragmentação de ecossistemas naturais e humanos na baía noroeste de Vitória - ES

O espaço moderno produz segundo uma lógica de simultaneidade paisagens contrastantes e com caracteríscas de ocupação distintas. A cidade de Vitória revela uma paisagem de dimensão singular e plural, de natureza fragmentada: a paisagem da região nordeste, correspondente à orla marítima, expressa a riqueza e os signos da cidade global, criando assim, uma condição antagônica à paisagem da região noroeste, cujos ecossistemas naturais e humanos coexistem precariamente. Essas assimetrias espaciais representam um processo dialético de inclusão e exclusão social inerentes à modernidade. A pesquisa teve por objetivo analisar a paisagem da Baía Noroeste no âmbito do município, buscando compreender os processos sociais e espaciais cumulativos que impuseram profundas transformações à sua base natural e sócio-espacial, considerando os seguintes aspectos: os impactos e correspondências que se estabelecem entre as regiões - nordeste e noroeste - a partir da instauração do capital industrial e da solicitação de um espaço compatível com a modernização; a forma como a região da Baía Noroeste se integra à produção e à gestão empresarial do município; os desafios e expectativas que se apresentam para a paisagem e a comunidade da Ilha das Caieiras a partir de sua inserção no Pólo Turístico; e por fim, a discussão da importância da participação da população na preservação do ecossistema manguezal como elemento estruturador da paisagem, da identidade e da cultura urbana capixaba. Desse modo, pretende-se uma nova abordagem sobre a paisagem do lugar, mostrando que a globalização se configura, não pela ausência de referenciais locais, mas por um excesso de representações ideológicas materializadas no cotidiano que redefinem seu conteúdo. E nesse contexto, mostrar que, a articulação do espaço econômico inclui o político, não apenas como externalidade, mas como estruturante na conformação da paisagem.

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2022-12-06T14:53:25Z

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Isabella Batalha Muniz Barbosa

A gestão local na reabilitação urbana de áreas centrais: os casos de Lisboa e São Paulo

Esta dissertação apresenta e analisa as experiências realizadas em São Paulo e Lisboa com reabilitação urbana de suas áreas centrais, degradadas fisicamente e habitadas por população provida de escassos recursos econômicos, com o objetivo de apontar aspectos limitantes e outros bem sucedidos na gestão do processo de reabilitação, do ponto de vista institucional e operacional de sua implementação pelos governos municipais. Resguardadas as especificidades dessas duas realidades abordadas, a dissertação destaca as similaridades referentes ao papel desempenhado pela dimensão habitacional como força motriz alavancando o processo da reabilitação, suas premissas, e a concepção de escritórios de base geográfica (GTL em Lisboa e EA em São Paulo), enquanto extensão do poder público municipal para coordenar a reabilitação. Assinala a importância do suporte político e social e a adoção de um modelo institucional alternativo, por meio desses escritórios, que viabilize a instauração de um processo participativo e integrado no planejamento e na gestão da reabilitação urbana, buscando na experiência portuguesa elementos para reflexão sobre a insipiente experiência brasileira.

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2022-12-06T14:53:25Z

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Paula Wernecke Padovani

Arquitetura para educação: escolas públicas na cidade de São Paulo (1934-1962)

Este trabalho tem como objeto de estudo a arquitetura das escolas públicas, construídas na cidade de São Paulo, entre 1934 e 1962, a qual é analisada de duas maneiras distintas: uma geral e uma específica. A análise geral identificou uma maneira de projetar que impregna todos os projetos, com exceção dos últimos, do período escolhido. Nesse sentido, a arquitetura daquelas escolas teve como uma das referências principais os conhecimentos técnicos, científicos e pedagógicos como base fundamental para a definição dos seus espaços internos e para sua organização volumétrica. Ao final da década de 1950 e início da década de 1960 desaparecem totalmente os referenciais científicos e parte dos referenciais técnicos, restando os referenciais pedagógicos e construtivos. A análise específica permitiu identificar cinco tipos de soluções arquitetônicas: a concepção por extrusão (1934-1947), a composição aditiva de volumes especializados (1948-1958), a concepção de um volume gerado pela seqüência de pórticos aparentes em concreto armado (1959-1961), a concepção por sobreposição de planos estruturais e planos de vedação (1962) e as soluções emergenciais, que foram as escolas sem arquitetura e as construções temporárias (1954-1959). Essa classificação ao longo da história da arquitetura de escolas públicas na cidade possibilitou visualizar os elos que elas possuem em comum, até o final da década de 1950. Nesse momento, encerrando a periodização histórica adotada, ocorre uma série de mudanças na maneira pela qual o poder público (Estado e Município) exerce sua capacidade de ampliar a rede física da educação pública na cidade, contribuindo para a alternância de concepções arquitetônicas para os projetos de escolas.

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2022-12-06T14:53:25Z

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Mário Henrique de Castro Caldeira

Ubatuba - SP: urbanização, paisagem e meio ambiente

Este é um trabalho que mostra um processo de modificação na paisagem e meio-ambiente de uma área litorânea, notado no decorrer das últimas décadas, por sucessivas ações antrópicas sobre o meio natural, sobretudo as que dizem respeito aos procedimentos de urbanização. Trata-se da área correspondente ao Município de Ubatuba, inserida na região do Litoral Norte do Estado de São Paulo, que apresenta dentro de seus limites territoriais um recorte significativo, para a elaboração de um estudo dessa natureza, principalmente: por estabelecer um trecho preciso de Zona Costeira quanto à sua delimitação; por ser uma área ambientalmente sensível ao manejo em geral, mas sobretudo aos processos de ocupação; por apresentar um quadro natural diversificado, seja pela beleza cênica e riqueza de sua paisagem, seja pela complexidade e biodiversidade de seus ecossistemas; por ser um pólo de atração turística (estância balneária), que demanda conservação da qualidade do ambiente, principalmente nos períodos de alta estação; por estar sujeita a um processo de especulação imobiliária, dada a grande procura por segundas residências; enfim, por apresentar atualmente um perfil urbanístico de grandes contrastes, alternando situações extremamente processadas a outras muito pouco (ou nada) processadas. Parte-se do pressuposto de que a terra litorânea tem sido explorada ao máximo e sem planejamento adequado, em função de uma indústria turístico/imobiliária, que só tem como expectativa os lucros imediatos, e estabelece práticas de um urbanismo padronizado através do uso de velhas fórmulas, acarretando sérios danos à paisagem e ao meio ambiente. Sob este prisma, tem-se como objetivo mostrar, através de estudos comparativos, os impactos da urbanização sobre o meio natural (paisagem/meio ambiente) e os procedimentos urbanísticos do município, na última década, visando a um posicionamento ético/crítico sobre uma situação já estabelecida e/ou em estabelecimento, segundo a óptica de um arquiteto e urbanista, que busca alternativas para um manejo sustentável, quanto ao desenvolvimento urbano (incorporando o elemento natural, a conservação da paisagem e a manutenção da dinâmica ambiental). O trabalho está dividido em três partes, a saber: 1 - ASPECTOS DA PAISAGEM REGIONAL E MAIS ALGUNS CONCEITOS. Expõe-se uma vista global, sobre a inserção da área de estudo em relação à região (Litoral Norte), levantando alguns pressupostos, conceitos iniciais, e aspectos da paisagem regional como: o processo de ocupação, a política de desenvolvimento, e o quadro de modificações nas últimas décadas. 2 - A ÁREA DE ESTUDO: UBATUBA-SP. Apresenta-se um quadro descritivo sobre a área de estudo (Município de Ubatuba), enfocando aspectos urbanísticos, paisagísticos e ambientais, tendo como base o desenvolvimento, as modificações notadas nas últimas décadas e a situação geral atual, além de alguns outros questionamentos. 3 - ESTUDO DE CASOS E CONCLUSÕES. Trata-se de um levantamento analítico de todas as áreas urbanizadas do município, caso a caso, padronizando-as de modo a possibilitar a leitura comparativa, objeto e foco principal desse trabalho. Ao final deste estudo, apresentam-se algumas conclusões. Este é um trabalho que visa a abrir caminho para as novas discussões sobre velhos e novos processos e modelos de ocupação, bem como de seus respectivos impactos, seja na Paisagem, seja no Meio Ambiente.

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2022-12-06T14:53:25Z

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Omar de Almeida Cardoso

Princípios de Arquitetura Moderna na obra de Oswaldo Arthur Bratke

O trabalho analisa a produção do arquiteto paulista Oswaldo Arthur Bratke segundo os princípios da arquitetura moderna, com o objetivo de demonstrar sua fidelidade a esse movimento. A primeira parte apresenta as idéias modernas iniciais, identifica os princípios sob os quais se desenvolveu a produção arquitetônica moderna, confere sua adaptação na América, com destaque a um desdobramento exemplar, o programa Case Study House, dada sua estreita relação com a produção de Bratke. Analisa a introdução da arquitetura moderna no Brasil e as particularidades do seu desenvolvimento. A Segunda parte do trabalho analisa a obra do arquiteto através dos princípios levantados. Bratke foi um dos profissionais mais produtivos na cidade de São Paulo, tendo desenvolvido mais de 1500 projetos, de elementos construtivos a cidades, entre as décadas de 30 a 60. Seu início foi à frente de uma construtora, onde desenvolveu o racionalismo construtivo por meio da experimentação de estilos variados e foi incorporando paulatinamente os princípios da nova arquitetura. A partir de 1942, passou a dedicar-se exclusivamente ao projeto, produzindo uma arquitetura funcional, caracterizada pela simplicidade formal, elaborada com rigor, segundos os princípios modernos. Sua produção coincide com a introdução e o desenvolvimento da arquitetura moderna no país e sua análise permite resgatar seus paradigmas, dilemas, certezas e confrontos, o que a torna absolutamente adequada à discussão dos princípios da arquitetura moderna.

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2022-12-06T14:53:25Z

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Monica Junqueira de Camargo

Da Califórnia a São Paulo: referências norte americanas na casa moderna paulista 1945-1960

Da Califórnia a São Paulo é um estudo da casa paulista moderna, situando-a em relação à arquitetura norte-americana, especialmente a que teve origem na Costa Oeste. A conexão entre os projetos de São Paulo e as inovações surgidas na Califórnia, propagadas pelo mundo afora ao fim da Segunda Guerra, é uma vertente ainda não abordada. Ela pode ajudar a reconhecer os princípios que estimularam certas modificações na tipologia da casa paulista. No estudo da relação entre a casa moderna paulista e a americana convergem três referências simultâneas. Além da Califórnia, com seu programa das Case Study Houses, é preciso considerar a obra de Marcel Breuer, na Costa Leste, e a Escola de Sarasota, na Florida, representada por Paul Rudolph e Ralph Twitchell. A casa torna-se o centro das atenções nos Estados Unidos do Segundo Pós-guerra. Em São Paulo, cidade aberta às diversas tendências internacionais, o exemplo americano é acompanhado com atenção. A modernização torna-se sinônimo de americanização.

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2022-12-06T14:53:25Z

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Adriana Marta Irigoyen de Touceda

Modernizada ou moderna?: a arquitetura em São Paulo, 1938-45

O presente trabalho pretende delinear, de forma compreensiva, o panorama da arquitetura praticada na cidade de São Paulo, a partir do material publicado na revista paulistana de arquitetura ACRÓPOLE, criada em 1938, até 1945. Dentro deste quadro, objetiva-se identificar as tendências visando a renovação dos valores arquitetônicos estabelecidos, utilizando, para tanto, os critérios propostos por ARGAN para caracterização da arquitetura moderna. A partir de tal contexto, discutem-se os parâmetros e limites dentro dos quais é possível falar-se na existência de uma tendência efetivamente moderna na arquitetura paulistana do período em estudo, e quem seriam seus protagonistas, destacando sua produção arquitetônica identificada na pesquisa. Esta evidenciou, ademais, a importância da aglutinação destes arquitetos em torno do IAB-SP, razão pela qual o marco cronológico final de nossa pesquisa é a realização do 1º Congresso Brasileiro de Arquitetos (janeiro de 1945), evento que, a nosso ver, representa a culminação de seus esforços, e o início de uma nova etapa no desenvolvimento da arquitetura paulistana.

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2022-12-06T14:53:25Z

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Maria Lucia Bressan Pinheiro

Casas para o ensino: as escolas de Vilanova Artigas

Esta dissertação é uma análise do conjunto de edifícios escolares projetados pelo arquiteto Vilanova Artigas (1915-1985). A série inicia-se com o ginásio de Itanhaém, projetado em 1959, e se estende até 1978, ano dos últimos projetos destinados à atividade educacional, perfazendo um total de 24 escolas (23 voltadas ao ensino público). Para uma melhor contextualização dessa obra, o primeiro capítulo descreve o desenvolvimento dos edifícios escolares em São Paulo e, o segundo, apresenta uma análise da trajetória profissional de Artigas, procurando estabelecer relações entre sua formação, suas atividades didáticas e políticas, com sua obra arquitetônica, em especial com os edifícios escolares. O resultado desta pesquisa evidenciou a importância desses projetos não só no conjunto da produção do arquiteto, como em relação ao quadro da arquitetura moderna brasileira. Os edifícios escolares projetados por Artigas tornaram-se referências marcantes para a arquitetura produzida em São Paulo ao longo da década de 1960. A institucionalização desse repertório formal fez com que o próprio Artigas buscasse caminhos diversos em seus projetos escolares nos primeiros anos da década seguinte. Na segunda metade dos anos 70, Artigas projeta 11 escolas para o governo do Estado de São Paulo, dentro de um sistema de total padronização dos edifícios, produção bastante diversa da que caracterizou suas escolas mais conhecidas.

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2022-12-06T14:53:25Z

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Fábio Rago Valentim

A cidade cognitiva: proposição para o desenvolvimento local na era do conhecimento

Formular uma proposição para processos de desenvolvimento local a serem institucionalizados por organizações governamentais e/ou nãogovernamentais nas comunidades através de ações destinadas a estimular a conexão entre economia regional e mundial é o objetivo deste estudo. Esta preocupação advém de que os modelos econômicos baseados em localidades, concebidos e estruturados através da percepção dos indivíduos, enquanto seres intelectuais e capazes de contribuir com sua cultura e sua criatividade para o crescimento econômico local, necessitam de um processo coletivo para a criação e condução de ações de desenvolvimento endógenas. Percebeu-se que há urgência de uma mudança radical na mentalidade coletiva como a que determinou a importância da tecnologia na Revolução Industrial no processo de transformação da sociedade agrária na sociedade industrial. Agora, com a metamorfose desta na sociedade digital, a relevância é a cognição, onde a meta é o entendimento do entrelaçamento do microcosmo da localidade com a dimensão mundial, para estabelecer um modelo de desenvolvimento econômico através da capacidade da sociedade de planejar e conduzir sua própria experiência local. A proposição desta tese é que esta capacitação, normalmente função do desenvolvimento institucional decorrente de um processo histórico, se desencadeie nas regiões a partir de um processo cognitivo coletivo. O conhecimento, onde se encontram elementos que possibilitam a compreensão de relações complexas e abstratas, como as econômicas, dessa maneira gerenciado, deverá estabelecer formas de organização e julgamento das idéias e conceitos necessários para a construção de um modelo original resultante de características culturais da população, que dessa maneira poderá contribuir para o desenvolvimento sustentável global com criatividade e inovação.

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2022-12-06T14:53:25Z

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Robinson Antonio Vieira Borba

Planejamento urbano e políticas públicas em projetos de requalificação de áreas portuárias: Porto de Santos - desafio deste novo século

O presente trabalho busca traçar um panorama urbano atual das políticas públicas implantadas no município de Santos, em especial nas áreas de interface porto/cidade com foco nas propostas realizadas nas duas últimas décadas. Trata do conflito da gestão da cidade com a gestão do porto, enfatizando a análise comparativa dos planos desenvolvidos para a cidade e para o porto, com recorte temporal do último século. Compara: o caso da área central de Santos com os projetos de requalificação urbana de outras áreas portuárias (Boston, Baltimore, Londres, Barcelona, Argentina, Plano Estratégico do Rio de Janeiro e projeto da Estação das Docas em Belém). Pretende responder as seguintes questões: As estratégias destas requalificações urbanas resolveriam os conflitos santistas entre a cidade e o porto? Estas estratégias viabilizariam a requalificação da área central santista?

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2022-12-06T14:53:25Z

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Clarissa Duarte de Castro Souza

A invenção da luz moderna

Este estudo visa comprovar a tese de que é possível identificar estratégias de apropriação da luz natural consistentes com o sistema arquitetônico da Arquitetura Moderna que chamamos de Luz Moderna. Esta perspectiva enfoca a luz natural como um elemento de composição da arquitetura tanto quanto um fator técnico. Assim fica ampliado o foco sobre a apropriação da luz natural que deixa de estar submetida apenas aos critérios técnicos e passa a obedecer a todos os demais parâmetros da própria arquitetura seja o sistema construtivo, a forma, a estrutura, seja a restrição de custos ou da legislação. Para tanto foi realizado um levantamento cronológico da invenção e desenvolvimento da Luz Moderna, bem como um comparativo com a arquitetura produzida durante a década de 1990 que visa o reconhecimento de seus desdobramentos e suas influências.

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2022-12-06T14:53:25Z

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Lêda Maria Brandão de Oliveira

Os lugares da urbanização - O caso do interior fluminense.

A preocupação central deste trabalho é estudar os processos atuais de urbanização no interior fluminense à luz da compreensão da urbanização enquanto um fator crucial para a estruturação do território, que na atual etapa transcende os limites físicos da aglomeração. Com base em uma recuperação do conceito de urbanização, através de um recorte epistemológico; de um resgate da conformação histórica e desenvolvimento deste objeto procedemos a uma análise em três escalas articuladas (regional, municipal e distrital), das tendências recentes da urbanização no interior fluminense. Conseguimos delinear dois grandes padrões, em que se inserem outros mais específicos; que estão de distintas maneiras relacionados a processos de exclusão social e espacial em escala regional: · um primeiro, difuso, nas áreas mais dinâmicas, que se caracteriza pela ocupação intersticial do espaço com a formação de nodalidades dispostas estrategicamente entre diversos lugares com diferentes especializações, que apresenta uma configuração multipolarizada, que põe por terra as hierarquias urbanas; ·e um segundo, em que se mantém a tendência a concentração em poucos lugares, nas áreas com atividades econômicas pouco diversificadas e com baixo dinamismo, que se caracteriza pelo acúmulo e concentração crescente de atividades e população em uma reduzida quantidade de sedes municipais. As tendências que se descortinam sinalizam para uma crescente dissolução da velha dicotomia rural-urbano e para a necessidade de se relativizar a onipresença metropolitana no território.

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2022-12-06T14:53:25Z

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Ester Limonad

Metrópole sem metrô: transporte público, rodoviarismo e populismo em São Paulo (1955-1965)

A tese aborda como a questão metroviária paulistana inseriu-se na agenda da Municipalidade entre 1955 e 65, sob as perspectivas urbanística e sócio-política conjugadas, considerando conflitos técnico-políticos, origens, desdobramentos e iniciativas de solucioná-los na prática construindo-se a primeira linha do metrô. Abrange o lapso temporal de 1898 a 1975, centrado na \"vida institucional\" do Ante-projeto de um Sistema de Transporte Rápido para São Paulo (1955-1965) elaborado pela Comissão do Metropolitano da PMSP presidida por Francisco Prestes Maia e nas motivações eleitorais do populismo no período. Problemas de circulação e transportes durante a formação da metrópole paulistana motivaram as primeiras propostas de transporte rápido. Seu agravamento obrigou o Estado a intervir, com a PMSP tomando medidas aparentemente práticas em 1955 e a reconhecer em 1975 a magnitude dos problemas urbanísticos resultantes de quase oitenta anos de omissão a esse respeito. Complementarmente, o Ante-projeto foi analisado à luz de diferentes concepções de \"cidade\" defendidas para São Paulo por \"correntes\" de pensamento urbanístico conflitantes, polarizadas pelos técnicos Prestes Maia, Luiz Ignácio Romeiro de Anhaia Mello e pelo político de carreira Adhemar Pereira de Barros, as quais revelaram a existência de grupos sócio-econômicos postos em conflito político por livre comércio ou protecionismo entre as décadas de 1920 e 50, quando da passagem do país pelo processo de substituição do modelo civilizatório da Europa pelos Estados Unidos. Ao fundo tem-se a difusão e a gradativa institucionalização do rodoviarismo urbano a partir da década de 1910 com Washington Luiz, Vargas e Adhemar. Em 1956 chegou-se ao paradoxo da apresentação de uma proposta ferroviária de transporte coletivo de massas no momento em que a economia brasileira dava um importante salto qualitativo, com a implantação de uma indústria automobilística brasileira centrada ideologicamente no transporte individual urbano e no atendimento preferencial à demandas de transporte na agro-exportação.

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2022-12-06T14:53:25Z

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Marco Aurelio Lagonegro

Formar não é informar: um percurso sensível na formação do arquiteto

Esta é uma investigação sobre a formação do arquiteto em sua dimensão sensível. A visão persistente de que ser artista é uma condição inata de alguns seres humanos tem gerado dificuldades na ação de criar, entre os aprendizes de arquitetura, à revelia das descobertas da Ciência sobre as capacidades cerebrais do ser humano, descobertas que interferem nas reflexões sobre como acontece o conhecimento. Ainda dificulta essa formação, um mundo atual consumista e negativamente pragmático que interfere na missão formadora da instituição escola de arquitetura, querendo forçá-la a ser mero curso profissionalizante. Esse panorama apresenta uma estrutura de formação sem a condição de poder alcançar a sensibilidade do aprendiz para fazê-lo perceber, intuir, criar espaços com sua dimensão que supera a função de abrigo das atividades humanas: sua condição de Arte. Este é o motivo desta Tese: propor uma modificação na fisionomia das estruturas vigentes de formação do arquiteto para que ela possa ser mais estimuladora da sensibilidade de seus aprendizes.

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2022-12-06T14:53:25Z

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Maria de Jesus de Britto Leite

Repensar a formação do arquiteto

O ensino institucional da arquitetura no Brasil é considerado insatisfatório de forma quase consensual. Tem sido objeto de inúmeras e continuadas reformulações em sua curta história de pouco mais de seis décadas, sem contudo se obter maiores avanços. Este trabalho reconstitui o processo dessas reformas centrado nas experiências da FAUUSP, muitas das quais tiveram papel decisivo na organização dos cursos da maioria das escolas do país. O autor vivenciou em parte esse processo e analisa algumas questões e propostas que considera importantes para a reflexão sobre a questão. A partir da hipótese de que o problema do ensino da arquitetura é, na realidade, problema do ensino do projeto, analisa o conflito conceitual e organizacional entre o ateliê, considerado locus privilegiado para o ensino de projeto, e a estrutura disciplinar em que está inserido. Este conflito estaria, aparentemente, na raiz da persistência do problema do ensino do projeto, apesar das sucessivas reformulações. O trabalho procura aprofundar estas e outras questões consideradas importantes para um encaminhamento mais conseqüente do problema.

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2022-12-06T14:53:25Z

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Minoru Naruto

Seis conventos, seis cidades

Não disponível

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2022-12-06T14:53:25Z

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Murillo de Azevedo Marx

Conjunto Nacional: a construção do Espigão Central

O edifício do Conjunto Nacional, projetado por David Libeskind em 1955, é uma referência da arquitetura em São Paulo. O projeto proporciona qualidades urbanas e indica questões importantes para a compreensão da cultura brasileira. Ocupa um quarteirão inteiro da cidade, ampliando suas possibilidades de configuração espacial. Baseia-se na idéia da quadra como fração urbana mínima. O projeto incorporou um desenho que revela menos a idéia de um monumento independente à metrópole e mais o desejo de construir espaços de uso coletivo. O trabalho pretende revelar essas características a partir de uma leitura do projeto. Uma análise crítica que aponte ações futuras. O empreendimento está inserido num processo de expansão do centro da cidade rumo ao Espigão Central. O crescimento acelerado da capital e a ocupação da região da Avenida Paulista revelam a construção de uma nova geografia urbana, da qual o Conjunto Nacional é um marco na paisagem. As referências diretas e indiretas do arquiteto, no momento de concepção do edifício, foram reunidas através de seus depoimentos. O processo de projeto e execução foi descrito baseando-se em desenhos originais que assinalam as mudanças ocorridas ao longo dos anos de uma obra que \"nunca terminou\". Este objeto desperta interesse ainda maior quando entendido não como fato isolado, mas como parte do contexto da cultura brasileira do período. A obra integra a produção arquitetônica brasileira de excelente qualidade que foi produzida na década de 50, que dialogava com outras manifestações sociais e artísticas. O Conjunto Nacional sugere a idéia de que o seu desenho reflita a concretização de um projeto coletivo. Um arquiteto com 26 anos só poderia conceber um edifício desta qualidade e complexidade se esse desejo comum estivesse introjetado ao seu processo de trabalho.

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2022-12-06T14:53:25Z

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Fernando Felippe Viégas

São Paulo: quatro imagens para quatro operações [da dissolução dos edifícios e de como atravessar paredes]

A violência urbana que se experimenta cotidianamente em São Paulo põe em crise a idéia de cidade e, por decorrência, o propósito da atividade do arquiteto. Uma possível resposta contra tal situação terá de se armar, contraditoriamente, a partir do mesmo ambiente que lhe instaura a crise, pois a vivência da cidade informa o modo de pensar e operar em arquitetura. Por isso, essa atividade é pensada aqui através de distintas abordagens do ambiente urbano, como num método de aproximações sucessivas, com o intuito de lhe conferir um sentido propriamente humano em oposição à inversão da razão que predomina. A hipótese é de que esse sentido é amparado pelas imagens poéticas, que surgem sem exigir pré-condições nos abrigos do mundo da vida. Assim, proponho um percurso pelo centro histórico de São Paulo para reconstituir a noção de lugar, que é o espaço de resistência onde aqueles abrigos ainda podem existir. Ali, justamente naquilo que a cidade nos nega, as imagens explodem para sustentar as operações de projetos.

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2022-12-06T14:53:25Z

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Ângelo Bucci

Fibra de coco e resinas de origem vegetal para produção de componentes de mobiliário e da construção civil

A pesquisa trata do desenvolvimento de tecnologia experimental para produção de material compósito de alto desempenho a partir de fibras e resinas de origem vegetal. A fibra extraída do fruto do coqueiro (Cocos nucifera) combinada a resinas comerciais obtidas da casca da acácia negra (Acacia mearnsii) e do óleo de mamona (Ricinuscommunis) foram utilizadas para a fabricação de peças de mobiliário e telhas de cobertura destinadas à construção civil. Corpos de prova e protótipos foram produzidos e testados nos laboratórios da Divisão de Produtos Florestais do IPT - Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo com financiamento da Fapesp- Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.Os resultados dos ensaios indicam que o compósito de fibra e resina pode substituir materiais convencionais como aglomerados e laminados de madeira, apresentando vantagens como resistência à umidade, resistência ao ataque de cupins e maior elasticidade, além de ser moldável, estrutural e isolante térmico.

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2022-12-06T14:53:25Z

Creators

Guilherme Alexandre Wiedman