Repositório RCAAP
Caso Clínico ARP Nº13: Torção com Enfarte de Mioma Pediculado
Mulher de 73 anos que recorre à médica ginecologista por dor pélvica persistente desde o último mês. Sem outras queixas nomeadamente sintomas sistémicos ou metrorragias. O estudo ecográfico realizado mostra volumosa massa tumoral pélvica não sendo possível determinar o órgão de origem. Os valores de Ca-125 são normais. Foi pedida RM pélvica para caracterização adicional da massa pélvica e determinar órgão de origem. A RM magnética revelou lesão tumoral sólida, bem delimitada, localizada na linha média independente dos ovários e da bexiga mas que contacta com o fundus uterino por um pequeno pedículo. A massa revela sangue no seu interior e aquando do contraste não exibe qualquer captação de contraste. O diagnóstico avançado e confirmado na cirurgia foi de mioma fundico pediculado complicado com torção e enfarte.
Fibromatose Agressiva do tipo Desmoide - Revisão Pictórica
Fibromatoses agressivas do tipo desmoide consistem em tumores mesenquimatosos raros que se caraterizam histologicamente por proliferação de fibroblastos e miofibroblastos. Apresentam comportamento intermédio, com tendência a comportamento infiltrativo e recidivante, sem capacidade metastização. Podem localizar-se na parede abdominal, ou em topografia intra ou extra-abdominal. A RM oferece vantagens na avaliação e estadiamento das lesões, evidenciando massas heterogéneas bem ou mal definidas, com sinal intermédio nas sequências ponderadas em T1 e T2, centradas ao plano inter-muscular, com bandas de hipocaptação interna (bandas de colagéneo), e que geralmente exibem halo de gordura (“split fat” sign), e extensão aos planos fasciais (“fascial tail” sign). Lesões com maior intensidade de sinal T2 apresentam maior probabilidade de recorrência. Na ausência de excisão cirúrgica, total ou parcial, a diminuição da intensidade do sinal T2, redução dimensional e a ausência de captação de contraste são características que sustentam eficácia terapêutica.
2022-11-18T14:08:20Z
Almeida Costa, Nuno Santos, João Garrido Fonseca, Diogo Ribeiro, Maria Filipa Malheiro, Maria Leonor
Hemangioendotelioma da Parótida: um Diagnóstico Imagiológico Incomum
Tumores não inflamatórios das glândulas salivares são extremamente raros em crianças. O hemangioendotelioma da glândula parótida é, no entanto, o tumor mais comum das glândulas salivares na infância, representando cerca de 50% dos casos. O exame físico é geralmente diagnóstico nos casos típicos e os exames de imagem podem auxiliar no diagnóstico nos casos mais difíceis. Apresentamos o caso de uma criança de 1 mês e 18 dias de idade com tumefação submandibular direita indolor, de início súbito. A ecografia demonstrou uma área hipoecogénica com aumento da vascularização que poderia representar um processo inflamatório /infeccioso ou uma malformação vascular. A Ressonância Magnética realizada posteriormente demonstrou uma formação lobulada que substituía praticamente toda a glândula parótida e confirmou a suspeita de hemangioendotelioma. A criança iniciou o tratamento com propanolol e a tumefação diminuiu consideravelmente. Este caso ilustra uma apresentação atípica de um hemangioendotelioma parotídeo, uma vez que não existe envolvimento da pele suprajacente à lesão, dificultando desta forma o diagnóstico. Conhecer as características imagiológicas do hemangioendotelioma da parótida é por isso essencial para se chegar ao diagnóstico imagiológico e evitar biópsias desnecessárias.
2022-11-18T14:08:20Z
Rio, Gisela Costa, Nuno Almeida Fernandes, João Soares Torrão, Helena Silva, Pedro Oliveira
Editorial
Este editorial será o ultimo que escrevo na qualidade de Presidente da SPRMN. Volvidos quatro anos é tempo de fazer um balanço do que foi a vida da nossa estimada Sociedade Científica, extrapolando e antevendo porventura o futuro. Findo este 2º mandato, a primeira constatação que faço é que o tempo de vigência da Direcção da SPRMN deveria ser mais longo nunca inferior a um espaço de 3 anos. Há muitas coisas para concretizar, muitas acções que se prolongam par além dos 2 anos vigentes e que necessitariam da manutenção em funções da Direcção que possui todos os dados para as levar a bom porto. Feita esta afirmação é com enorme orgulho, satisfação e sentido do dever cumprido que iremos completar o nosso mandato no próximo dia 15 de Março de 2019. Gostaria de vos convidar para marcar presença pois a vitalidade da SPRMN não é mais do que aquela que todos os sócios lhe concederem. Em jeito de balanço final, julgo que foram levados a cabo alguns dos mais bem sucedidos eventos da sociedade a começar pelo nosso Congresso Nacional. Estamos e devemos estar orgulhosos da criação da Escola da SPRMN, inciativa que visou dois objectivos: educar e transmitir ciência e aproximar os sócios da nossa sociedade. Foi sem sombra de dúvida uma aposta ganha.
Fluoroscopia na remoção de implantes profundos de etonogestrel
A fluoroscopia é uma técnica de imagem que permite obter imagens em tempo real com recurso a raio-X. Apesar de descrita na literatura a utilização da fluoroscopia em diversas áreas da medicina, na Ginecologia esta técnica permanece pouco difundida. Neste sentido, os dois casos clínicos descritos demonstram o sucesso na extração de implantes radiopacos de etonogestrel profundos através do uso da fluoroscopia, revelando-se uma técnica promissora alternativa ou complementar às técnicas convencionais utilizadas, o raio-X e a ecografia. A fluoroscopia tem um perfil de segurança elevado com uma fácil curva de aprendizagem, pelo que o seu domínio pela ginecologia e obstetrícia poderá contribuir para a resolução de casos mais complexos de extração de implantes subcutâneos.
2022-11-18T14:08:20Z
Coelho, Alexandra Ruivo Isidro Amaral, Patrícia Silveira Reis, Inês Machado, Ana Isabel Machado, Ana Isabel
O Cancro da Mama em Idade Avançada
Introdução: O cancro da mama representa uma das principais causas de morte a nível mundial, porém, apesar da tendência de aumento da incidência desta patologia com o avançar da idade, persiste uma lacuna na adequada caracterização desta doença nas mulheres com idades mais avançadas. Objetivo: Caracterização clínica, imagiológica e histológica da patologia tumoral mamária em mulheres de idade igual ou superior a 80 anos e comparação com uma população representativa de idades inferiores. Métodos: Estudo unicêntrico retrospetivo de dados clinico-epidemiológicos, imagiológicos e histopatológicos de mulheres com idade igual ou superior a 80 anos, submetidas a estadiamento por ressonância magnética mamária e comparação com uma população representativa de mulheres com idades inferiores a 80 anos. Resultados: As doentes mais idosas apresentam-se com doença em estádios mais avançados, existindo uma diferença estatisticamente significativa em relação ao estadiamento clínico entre os dois grupos (P-Value = 0.004). As mulheres com idades inferiores a 80 anos têm maior prevalência de carcinoma ductal in situ (P-Value = 0.02), com maior extensão de doença nestes casos (P-Value = 0.025). Os casos de CDIS em mulheres com idade avançada estão mais frequemente associados com positividade para os recetores de estrogénio (P-Value = 0.03). Existe uma concordância moderada entre o estadiamento por ressonância magnética e o estádio patológico tanto no grupo das mulheres com idade superior ou igual a 80 anos (Kappa=0.50) como no grupo das mulheres em faixa etárias inferiores (Kappa=0.55). Conclusão: O cancro da mama nas mulheres com idade avançada apresenta características diferentes da patologia tumoral mamária em doentes de faixas etárias inferiores.
2022-11-18T14:08:20Z
Abrantes, João Carneiro, Carolina Rodrigues, Bernardete Lameiras, Raquel Marques, José Carlos
Albano Ramos, Radiologista e Professor Universitário de Excelência
RESUMO Introdução: Albano Ramos foi um dos pioneiros da Radiologia em Portugal. Dedicou-se de forma irrepreensível à prática clínica e à formação universitária. Esta dissertação tem como objetivo enaltecer o Médico e Professor Universitário de enorme relevo na história da Radiologia portuguesa e da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP). Material e Métodos: A pesquisa bibliográfica foi fundamentada tanto no acervo documental da Biblioteca da FMUP e do Museu de História da Medicina “Maximiano Lemos” da FMUP, em conteúdos disponíveis online, como em entrevistas realizadas a uma das suas filhas. Resultados: Iniciou o seu percurso clínico no Hospital Geral de Santo António (HGSA) e nas enfermarias da Patologia Médica da FMUP. Conciliou de forma brilhante a vertente académica com a clínica, tendo sido o primeiro diretor do serviço de Radiologia do Hospital Escolar de São João (HESJ), e percorrido todos os graus académicos até Professor Catedrático. Discussão: Promoveu a formação de médicos e de técnicos na especialidade, organizou e pertenceu aos corpos de gestão de inúmeros congressos e não descorou a formação cultural que preencheu com a pintura e a leitura. Conclusão: Aprendeu com o Professor Roberto de Carvalho a arte da Radiologia e modernizou-a ao acompanhar os avanços da especialidade no estrangeiro. Exemplo de um gosto incomensurável pelo conhecimento, o Professor Albano Ramos é lembrado como uma personalidade médica dotada de extraordinárias capacidades de gestão e inovação aliadas a uma dedicação total, atributos que personificam em pleno os indivíduos dedicados à ciência e à Escola Médica onde professou. Palavras-chave: Radiologia. História da Medicina. Biografia Médica.
2022-11-18T14:08:20Z
Dias Teixeira, Sara Isabel Ferraz, Amélia Ricon
Editorial
A Radiologia Portuguesa vive tempos interessantes. A concentração da propriedade dos prestadores privados numa mão cheia de grupos criou dinâmicas comerciais e de gestão difíceis de prever e antecipar. Felizmente os Radiologistas já perceberam que apesar de sozinhos não terem praticamente nenhuma força ou poder negocial, se unirem esforços e vontades ainda são capazes de ser ouvidos e de influenciar o rumo dos acontecimentos. É no entanto importante referir que não nos devemos deixar iludir ou esmorecer após uma ou outra vitória inicial. Devemos permanecer mobilizados e focados na defesa da nossa Especialidade, não apenas de um ponto de vista monetário mas também de competências e âmbito profissional. A “Imagem” é uma área apetecível para muitas outras Especialidades e classes profissionais mas devemos manter a nossa ambição e convicção de sermos os profissionais melhor qualificados para fornecer uma resposta completa e integral nesta área. Em primeiro lugar devido à nossa formação médica e clínica e por outro lado por dominarmos as diferentes técnicas de imagem e podermos decidir, para cada dúvida ou questão clínica, qual o método mais apropriado para a esclarecer.
Caso ARP Nº 16
69 year-old female referred to our institution for abdominal discomfort, epigastric pain and weight loss (10Kg in 6 months). Abdominal e thoracic CT was performed and later on additional abdominal MR.
2022-11-18T14:08:20Z
Candelária, Isabel Costa, Rui Alves
Caso Clínico ARP Nº15: Atrésia da Válvula Pulmonar com Defeito do Septo Interventricular e Macroartérias Colaterais Aortopulmonares
No summary/description provided
2022-11-18T14:08:20Z
Silva, Nuno Pereira Donato, Paulo
Cancro do Cólon: chegou a altura da RM?
Even if the only currently curative treatment for colon cancer is surgery, recently there has been a growing discussion about the benefit of neoadjuvant chemotherapy (nChT) for patients with locally advanced cancers at increased risk of recurrence, upon recognition of adverse prognostic factors. The first works about nChT in colon cancer have showed promising results.1-3 In specific, results from the FOXTROT trial, designed to evaluate the potential benefits of nChT for patients with locally advanced colon cancer, are greatly expected.1 If that treatment will become standard, pre-operative imaging will become a valuable tool to select patients for nChT.4 On the other hand, as some colon tumours are now surgically removed by laparoscopy, is important to recognize those patients in whom laparoscopy might not be appropriated, either because the tumor is bulky or locally advanced.5 Therefore, imaging could be important to select: 1) early cancers that may undergo surgical excision directly; 2) locally advanced cancers that may need nChT or require an open approach/radical surgery because of involvement of adjacent organs; and 3) metastatic cancers for which curative surgery is not primarily indicated.6 Traditionally, this selection has been performed by computed tomography (CT), but this method has some important limitations.7 As such, some recent works have focused on the role of magnetic resonance imaging (MRI) in colon cancer staging.4,6,8-10
João Bexiga Martins Pisco (1941-2019)
Conhecido pela maioria do meio Médico Nacional como Professor Pisco, marcou a Medicina Portuguesa e mais concretamente a Radiologia Nacional e Internacional com o seu trabalho, deixando um extenso legado. Diferenciou-se na área da Radiologia de Intervenção, à qual dedicou grande parte da sua vida profissional e pessoal. Fez o Internato da Especialidade de Radiologia nos Hospitais Civis de Lisboa de 1972 a 1975. Em seguida fez um Fellowship em Radiologia Cardíaca no National Heart Hospital de Londres de 1975 a 1976. Posteriormente perseguiu uma carreira internacional, ocupando os cargos de Fellow, Instrutor e Assistente de Radiologia na Universidade de Louisiana nos EUA entre 1977 e 1980. Esta ligação aos EUA marcou toda a sua carreira, na forma de abordar a Medicina, o Ensino e a Investigação. Quem conheceu e trabalhou com o Professor Pisco sabe que o seu lema era muito americano: “see one, do one, teach one”. Regressou a Portugal na década de 1980 e, desde então, foi um dos pioneiros na implementação da Radiologia de Intervenção a nível nacional. Foram, quase 40 anos a formar Radiologistas de Intervenção em Portugal, sempre disposto a partilhar os seus conhecimentos e competências técnicas em angiografia. Os primeiros 20 anos da carreira nacional foram passados como Director do Serviço de Radiologia do Hospital de Santa Marta, entre 1980 a 1998. Em seguida foi Director do Serviço de Radiologia do Hospital de Pulido Valente, de Outubro de 1998 a Setembro de 2005, quando deixou o Sistema Nacional de Saúde. Assumiu o cargo de Director do Serviço de Angiografia Diagnostica e Terapêutica do Hospital Saint Louis, desde Setembro de 1998 até aos últimos dias de vida, sempre com enorme energia e entusiasmo.
2022-11-18T14:08:20Z
Bilhim, Tiago Jalles, Nuno Sousa, Luís Aires Ramos, Henrique Vilaça
Osteomielite Multifocal Crónica Recorrente: Caso Clínico de uma Doença Rara nas Crianças
A osteomielite multifocal crónica recorrenteé uma doença inflamatória rara do osso de etiologia desconhecida, acometendo principalmente crianças e adolescentes. Caracteriza-se tipicamente por envolvimento ósseo multifocal e simétrico, com exacerbações e remissões ao longo do curso da doença. Apresentamos um caso de uma menina de catorze meses com o diagnóstico de osteomielite multifocal crónica recorrente. Inicialmente foi diagnosticada como osteomielite crónica de etiologia infeciosa, sendo tratada com antibioterapia prolongada.
2022-11-18T14:08:20Z
Sousa, Célia Peixoto Moreira, Adriana Teixeira, Inês Portugal Viamonte, Barbara Rego-Costa, Francisco
Tumor Neuroectodérmico Primitivo Periférico do Recto: Caso Clínico e Correlação Anatomo-Radiológica
Apenas alguns casos de tumores neuroectodérmicos primários periféricos (TNPP) do reto foram descritos na literatura. Reportamos o caso de um homem com 54 anos com retenção urinária e dor no hipogastro, cuja TC e RM demonstraram uma massa pélvica comprimindo o reto e a bexiga. Após excisão cirúrgica, os achados histológicos e imunohistoquímicos foram compatíveis com TNPP do reto, com um índice de proliferação de 10%. Este caso destaca uma patologia rara e agressiva, que não apresenta sintomas específicos ou achados imagiológicos típicos, consistindo num tumor de rápido crescimento com mau prognóstico, mesmo após excisão cirúrgica e quimioterapia.
2022-11-18T14:08:20Z
Freire, Gonçalo Mira, Catarina Primitivo, Ana Sousa, Pedro Madureira, Rosa Valentim, Maria Helena
Peritonite esclerosante encapsulante relacionada com diálise peritoneal
A peritonite esclerosante encapsulante é uma complicação rara e importante da diálise peritoneal. É caracterizada por espessamento fibroso difuso do peritoneu, que conduz a encapsulamento intestinal e que se pode complicar de oclusão intestinal. O diagnóstico desta entidade é clínico e pode ser confirmado radiologicamente, sendo a tomografia computorizada o melhor método de imagem para o seu diagnóstico. Apresentamos o caso dum doente diagnosticado com peritonite esclerosante encapsulante que ocorreu após descontinuação de diálise peritoneal, e que apresentou achados característicos desta patologia na tomografia computorizada.
2022-11-18T14:08:20Z
Amado Costa, Luísa Gaio, Raquel Roque, Mariana Fonseca Santos, José
Pneumomediastino espontâneo
O pneumomediastino espontâneo é uma entidade rara e habitualmente auto-limitada, caraterizada pela presença de ar livre no mediastino sem causa evidente. Apresentamos um caso de pneumomediastino espontâneo num doente de 17 anos, que se apresentou no serviço de urgência com um quadro clínico de toracalgia, cervicalgia, disfagia e dispneia. Achados imagiológicos característicos de pneumomediastino foram documentados nas radiografias e tomografia computorizada de tórax e pescoço. É fundamental que os radiologistas conheçam esta entidade habitualmente benigna de pneumomediastino e que estejam familiarizados com as suas características imagiológicas.
2022-11-18T14:08:20Z
Amado Costa, Luísa Rosa, Eduardo Pires, Fátima Fonseca Santos, José
Cistoadenoma Seroso do Pâncreas e Sarcoidose Pulmonar
Doente de 69 anos referenciada para a nossa instituição por desconforto abdominal, dor epigástrica e perda ponderal (10kg em 6 meses). Sem antecedentes de patologia ou internamentos prévios. Realizou TC computadorizada abdominal e torácica. Posteriormente realizou estudo adicional de RM abdominal
2022-11-18T14:08:20Z
Candelária, Isabel Costa, Nuno Alves
ARP Caso ARP Nº 17
39 year old female, presenting at ER with aphasia and right hemiparesis. A few hours later, develops mild hemoptysis. Thoracic CT performed to exclude pulmonary embolism. Patient taking immunosupressants for suspected demyelinating disease (multiple sclerosis?), due to relapsing-remitting but progressive episodes of limb weakness and numbness and impaired and blurred vision.
2022-11-18T14:08:20Z
Ferreira, Margarida Neves, Nuno
Uma Cintigrafia Óssea no Síndrome de McCune-Albright
O Síndrome de McCune-Albright é uma doença rara caracterizada por fibrodisplasia óssea, alterações endócrinas e manchas de “café com leite” na pele. Nós apresentamos uma imagem de uma cintigrafia óssea de um homem de 34 anos com síndrome de McCune-Albright.
2022-11-18T14:08:20Z
Gouveia, Patrícia Barros Teixeira, Ricardo Pinto, Adriana Sá Amorim, Inês
Editorial
Sendo este o meu primeiro editorial após as eleições de Março passado acho importante partilhar e refletir sobre as principais linhas mestras que irão balizar a ação da nova Direção. Mas antes uma palavra de apreço a todas as Direções anteriores pelo seu trabalho em prol da Radiologia Portuguesa, aumentando de modo gradual a sua visibilidade externa e mantendo sempre uma particular ênfase na formação contínua dos Radiologistas. A migração de conteúdos para plataformas online é uma tendência mundial que teremos de acompanhar. A Sociedade dispõe em arquivo de um grande manancial de trabalhos apresentados nos Congressos e Reuniões de elevada qualidade e que irá disponibilizar na área reservada aos Sócios para consulta. A Acta Radiológica irá manter o seu importante papel como veículo de disseminação da produção científica nacional e está em curso a sua indexação. A Escola da Sociedade tem tido um papel fundamental na formação dos Internos e irá ser mantida. Dado o seu grande sucesso procuraremos alargar o seu âmbito de modo a permitir aos Especialistas que também possam usufruir dela. Iremos manter a organização de todos os Cursos e Congressos habituais, bem como as parcerias vigentes com as Sociedades Científicas congéneres. A formação dos Internos também será um ponto fundamental da nossa ação. A Sociedade Portuguesa de Radiologia e Medicina Nuclear, apesar de ser uma sociedade de índole científica não se pode alhear dos problemas “não científicos” que afetam os Radiologistas, nomeadamente a nível do seu exercício profissional pelo que continuará a apoiar e organizar fóruns de discussão em que esses assuntos possam ser debatidos e discutidos. Para conseguirmos alcançar estes objetivos precisamos da colaboração de todos! Façam por favor chegar sugestões e / ou críticas à Sociedade acerca do modo como poderemos melhorar a nossa ação. Nesta altura em que a nossa Especialidade é alvo de múltiplos ataques das mais variadas direções apenas conseguiremos prevalecer se nos mantivermos unidos e focados nos nossos objetivos.