Repositório RCAAP

Controle institucional e meio ambiente em Pernambuco, Brasil: o que o Tribunal de Contas tem a aprender com a experiência do Ministério Público?

A pesquisa realizada enfocou as relações entre a sociedade, o Estado e o meio ambiente, do ponto de vista histórico e na atualidade, destacando a função de controle como instrumento relevante para o aprimoramento da gestão pública e, conseqüentemente, da qualidade de vida da população. Dentre os diversos temas de interesse social, o estudo devotou-se ao do meio ambiente, investigando as formas com que o controle institucional é exercido nesse campo, seja sobre o próprio Estado (controle horizontal), seja sobre o particular (controle vertical). Os resultados dos estudos, baseados na revisão da literatura sobre o tema e na experiência do Ministério Público de Pernambuco, sinalizam caminhos objetivos para desenhar uma estratégia específica de ingresso do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco na área de controle ambiental fundada na indicação de princípios de ação política que deve ser precedida de reflexões internas voltadas a formar a convicção sobre sua pertinência e oportunidade. As atividades da pesquisa compreenderam a revisão da literatura sobre a atuação e o controle do Estado, com ênfase na área de meio ambiente, e a realização de trabalhos de campo, efetuados por meio de entrevistas a membros das diversas instâncias do Ministério Público sediadas em Recife e do levantamento in loco de dados e informações referentes à atuação específica do Ministério Público de Pernambuco no controle ambiental. A abordagem utilizada revestiu-se de caráter exploratório, tendo em vista o estado incipiente em que este ramo do controle ainda se encontra no âmbito dos Tribunais de Contas. Constatou-se que o Ministério Público de Pernambuco desenvolve controle externo ambiental desde 1987, acumulando uma vasta experiência na área. Em 2006, essa atuação redundou na instauração de 268 procedimentos ou ações, destacando-se a tomada de 132 Termos de Compromisso de Ajustamento de Conduta. Este estudo oferece uma visão geral da organização e do funcionamento do Ministério Público e dos Tribunais de Contas, detalhando-se a situação destas instituições no Estado de Pernambuco. De modo particular, identificaram-se as lições que a experiência do Ministério Público de Pernambuco na área de controle ambiental oferece para o desenvolvimento de um modelo de atuação do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco nesse campo de controle. O uso de instrumentos derivados de comandos constitucionais já vigentes (Auditoria Operacional e Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta) - a ser detalhado em eventual revisão dos regulamentos que orientam a atuação desse órgão (Lei Orgânica ou Regimento Interno) - constitui exemplo efetivo nesse sentido

Ano

2014-06-12T19:04:29Z

Creators

FARIAS, Willams Brandão de

Formigas (Hymenoptera; formicidae) como indicador biológico na floresta atlântica nordestina

Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico

Ano

2014-06-12T16:04:24Z

Creators

Pessoa Gomes, Juliana

Remoção de tiofeno utilizando adsorventes preparados por mistura física

Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior

Ano

2014-06-12T19:04:31Z

Creators

Giovanni Galvão Nascimento das Chagas, Felipe

Vaqueiros do Sítio do Meio (Lagoa Grande/PE) e mamíferos nativos das Caatingas Pernambucanas: percepções e interações

Este trabalho objetivou analisar a percepção e a interação da comunidade de vaqueiros do Sítio do Meio, distrito de Barra Bonita, município de Lagoa Grande, localizado na Depressão Sertaneja Pernambucana, acerca das espécies de mamíferos nativas, visando compreender as relações existentes entre esses dois grupos e identificar estratégias que enfatizem a conservação da fauna de mamíferos no local. Para tal, foi realizado um levantamento mastofaunístico na região, em duas campanhas: uma na estação seca e a outra na estação chuvosa (julho e setembro de 2004). Na abordagem etnobiológica os dados foram coletados, em três campanhas, através de entrevistas semi-estruturadas e pranchas de imagens da mastofauna local, que auxiliaram na identificação das espécies (julho/setembro de 2004 e dezembro 2006). Foram registradas 28 espécies de mamíferos no local. A população estudada (sertanejos) demonstrou um vasto conhecimento biológico, classificatório e utilitário destas espécies nativas. Particularmente de informações referentes ao comportamento e à dieta foram descritas de maneira muito elucidativa pela maioria dos entrevistados, demonstrando um profundo conhecimento dos vaqueiros de Sítio do Meio sobre a mastofauna local. Em função do prejuízo ou não que os mamíferos podem causar ao gado e às culturas de subsistência, os mamíferos são percebidos localmente como malinos e não-malinos . As interações entre essas duas comunidades giram em torno de conflitos entre gado/onça/vaqueiro, invasão dos animais aos roçados, caça de subsistência, uso medicinal e espiritual da mastofauna e, ainda, a criação e o manejo de algumas espécies selvagens pelos moradores e o aproveitamento da pele de alguns animais, empregadas em utilidades domésticas. Como resultado de algumas dessas interações, determinadas espécies da mastofauna local já se encontram extintas ou em vias de extinção, como: a onça-de-bode (Puma conconlor), a onça-pintada (Panthera onca), o tatu-bola (Tolypeutes trincinctus) e o porco queixada (Tayassu pecari). Algumas estratégias utilizadas pela própria população, se incentivadas, podem atuar de maneira efetiva na conservação das espécies mastofaunísticas presentes no local

Ano

2014-06-12T19:04:34Z

Creators

VALLE, Yumma Bernardo Maranhão

Caracterização de genes de resistência a patógenos em eucalipto (Eucalyptus ssp.), cana-de-açúcar (Saccharum ssp.) e feijão-caupi (Vigna unguiculata)

Os genes de resistência (R) respondem pela primeira interação entre planta e patógeno, sendo responsáveis pela ativação ou não de mecanismos de resistência em plantas. Este trabalho analisou genes R em sequências expressas de eucalipto, cana-de-açúcar e feijão-caupi, geradas através de bibliotecas produzidas a partir de diferentes tecidos em várias fases de desenvolvimento. Depois da análise in silico foi possível a identificação de todas as classes de genes de resistência em eucalipto, com destaque para a classe NBS-LRR (Nucleotide Binding Site; Sítio de Ligação de Nucleotídeo - Leucine Rich Repeats; Repetições Ricas em Leucina) (50% das 208 sequências candidatas que apresentaram domínios completos) e em cana-de-açúcar, com destaque para a classe KINASE (46% das 196 sequências candidatas que apresentaram domínios completos). No feijão-caupi o número de seqüências disponíveis foi escasso, observando-se maior abundância da classe NBS-LRR (80% das 38 sequências candidatas), entretanto estiveram ausentes as classes KINASE e LRR-KINASE. Observaram-se genes R em cana e eucalipto em todos os tecidos analisados, em diferentes níveis de expressão sob condições não induzidas. Quando analisados através de alinhamentos múltiplos os genes R apresentaram maior semelhança entre espécies pertencentes à mesma família, geralmente agrupando mono e dicotiledôneas em clados distintos, sugerindo que tenham surgido antes da separação entre essas classes. Os resultados do presente estudo têm potencial para colaborar com o desenvolvimento de marcadores moleculares para o melhoramento, para o entendimento da abundância e diversidade e evolução destes genes, com ênfase das espécies estudadas, bem como para identificação dos genes R em outras culturas de interesse econômico

Ano

2014-06-12T19:04:34Z

Creators

NOGUEIRA, Ana Carolina Wanderley

A verticalização do espaço urbano : o caso do bairro do Prado Recife/PE.

A cidade é um espaço dinâmico que está em constante movimento, em constante mudança. Junto a essas mudanças, alteram-se também a sua paisagem, suas formas e as suas funções. Muitos são os atores responsáveis por essas alterações, contudo, nesse trabalho, busca-se analisar o papel das intervenções imobiliárias no processo de formação do espaço. O presente trabalho tem como objetivo fazer uma discussão sobre o processo de verticalização dentro da cidade do Recife, numa área onde ela ocorre de forma incipiente, com o intuito de detectar os mecanismos ou processos envolvidos na modelação do espaço urbano. Para tanto foi realizada uma análise do bairro do Prado, que está localizado numa área de transição onde de um lado temos um núcleo de bairros que estão se adensando rapidamente e de outro temos bairros mais populares que sofrem uma verticalização mais modesta. O bairro do Prado está se adensando através de um processo de verticalização lento. Seus limites com os bairros da Madalena, Zumbi, Cordeiro, San Martin, Bongi e Ilha do Retiro, mostram claramente que esta é uma área de transição entre um espaço em que prevalecem residências de uma população mais abastada e outra em que reside uma população de menor renda. Por isso seria essa área, também, o limite da verticalização que invade aos bairros beira rio. Enquanto espaço de transição o bairro possui contradições que podem inibir essa verticalização. O fato de o bairro ser composto em grande parte por Zonas Especiais de Interesse Social - ZEIS inibe o avanço construtivo na totalidade do bairro, resultando no adensamento vertical restrito, limitado no perímetro que não se constitui enquanto ZEIS. Em contrapartida os elementos locacionais como proximidade de vias de circulação de acesso aos principais centros comerciais e de serviços da cidade, a disponibilidade de equipamentos públicos e a amenidade ambiental tem contribuído para a atração de novos investimentos imobiliários. Diante de tais condicionantes a verticalização se dá nesse espaço de forma lenta, concentrada, buscando implantar-se nos espaços mais receptíveis do bairro alterando as formas tradicionais e imprimindo uma feição moderna e vertical

Ano

2014-06-12T19:04:33Z

Creators

SILVA, Luciana Helena da

Configuração, anisotropia e defeitos em uma rede de vórtices na presença de nanoarmadilhas

Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico

Ano

2014-06-12T19:04:34Z

Creators

LIMA, Cléssio Leão Silva

Hidrólise e oxidação catalítica dos carboidratos do bagaço de cana-de-açúcar em operações descontínuas

Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior

Ano

2014-06-12T19:04:34Z

Creators

SOARES, Isaías Barbosa

Personalismo ético e trabalhado em Max Scheler como fundamentos de uma ética social

A dissertação, apoiada na antropologia scheleriana, tem como intuito verificar o personalismo e o trabalho apontados para o âmbito metafísico, assim entendido por Max Scheler, em que se dá a passagem do homem do estado de natureza para o estado cultural. Parte-se da investigação dos conceitos de pessoa e ato, conduzida pelo nosso autor sob o enfoque fenomenológico de Edmund Husserl, e a sua relação com a cultura, tendo a filosofia do trabalho como fio condutor. Pontuamos, também, as concordâncias e divergências que são apontadas, primeiro, entre Scheler e Ernst Cassirer quanto a ato e sentido como correlativos da cultura; e, segundo entre Scheler e o entendimento de ato e potência por Tomás de Aquino no qual é ressaltada a relação entre ser e essência. É nesse ponto que, antropologicamente, foi observado que se instala uma possível correspondência da atividade POIÉTICA, a partir de registros de Aristóteles principalmente na ÉTICA A NICÔMACO e na METAFÍSICA, com a moderna noção do trabalho. Nosso enfoque situa-se neste horizonte e percorremos o caminho da Filosofia do Trabalho scheleriana no sentido daquele âmbito metafísico em que, pragmaticamente, o homem realiza a passagem de um estado (natureza) a outro (cultura) e tentar compreender como esse homem, ao realizar essa compenetração espírito e vida, torna-se pessoa que existe exclusivamente na realização de seus atos. Registramos, por fim, a possibilidade acenada pelo filósofo da passagem de uma metafísica de âmbito fenomenológico-eidético para uma metafísica que se pode denominar de prático-poiética, a partir da sua contribuição à teoria da percepção em que integra os princípios pragmáticos e fenomenológicos

Ano

2014-06-12T19:04:34Z

Creators

Jandira Varela de Araújo, Luiza

Poder Nacional e produção do espaço na Amazônia : o 5º pelotão especial de fronteira : vetor estatal e suas funcionalidades na Cabeça do Cachorro.

A pesquisa destaca que, historicamente, o Brasil não sabe aproveitar seu extenso território. São mais de 183.000.000 de habitantes distribuídos por, aproximadamente, 8.500.000 km2. É uma histórica distribuição desigual. Fruto da ação indutora (errada) do Estado, a população encontra-se localizada na faixa litorânea. O interior do território e, mais precisamente, a Amazônia tem ficado à margem dos sucessivos processos de integração. E a chave para entender o início desse processo está lá no Renascimento e no sucessivo processo de expansão comercial europeu, fato que culminou no descobrimento do Novo Mundo , quando uma nova sociedade era formada no continente americano, mesclada por modos, valores e hábitos ibéricos e nativos, inicialmente, e posteriormente, sendo adicionados também elementos da cultura negra. Uma sociedade se fez no território que hoje é conhecido como Brasil. Um País que ainda não pode ser caracterizado como uma Nação, em seu sentido mais amplo. Um território que viu o Estado nascer antes da Nação. A pesquisa aponta que a falta de planejamento pode ser um dos fatores que indicam um Estado sem Nação. A base territorial que o País dispõe foi conquistada durante as poucas fases de planejamento. Na Amazônia, espaço não-integrado, a questão ganha mais dramaticidade. Com o advento da globalização, os espaços a ser inseridos na dita economia-mundo seguem uma cartilha pré-determinadas pelos centros do poder mundial. No entanto, nesta região, um ator tem estado presente mais que os demais: as Forças Armadas. No município de São Gabriel da Cachoeira/AM, também, conhecido como Cabeça do Cachorro , o Exército Brasileiro, representado pela Brigada Ararigbóia e Batalhão Forte São Gabriel, materializa uma das parcas presenças do Estado nacional. Porém, ainda mais destacados da sede do município de São Gabriel da Cachoeira, distante 850 km de Manaus, estão os Pelotões Especiais de Fronteira (PEF). Na comunidade de Maturacá, sopé do Pico da Neblina, e distante 100 km da cidade está localizado o 5º PEF, com uma população aproximada de 100 indivíduos. A proximidade da fronteira com a Venezuela e Colômbia torna a escala continental um possível campo de futuras pesquisas. No entorno do PEF, gravitam duas aldeias indígenas, com 900 indivíduos, aproximadamente. É nessa problemática relacional, (indígenas, militares, globalização, Estado, dentre outros atores) que a pesquisa analisa como o poder nacional tem agido para produzir seu espaço de atuação, tendo no poder um elemento que impregna as diversas relações que acontecem. Outro elemento presente nas análises é o atual processo de globalização, que se faz presente por intermédios dos ditos vetores da pós-modernidade. Para a análise são utilizados alguns dos conceitos básicos da Geografia, como espaço, território, região e lugar. A pesquisa lançamão de extenso levantamento bibliográfico, assim como de uma pesquisa de campo elaborada por intermédio de entrevistas e questionários. Conclui que o Estado ainda detém o poder para modificar o espaço sob seu domínio. Não obstante, no caso do Brasil, essa organização não soube utilizar o planejamento para a total integração do território, antes, tal fato (o território) tem sido encarado como um legado dos antecessores. O histórico da formação do Estadonação traduz, igualmente, o descaso com que a sociedade, em geral, e a classe dirigente, em particular, associam a Amazônia ao Brasil. As Forças Armadas ainda é a única instituição que se faz presente na região, o que, de modo algum, resolve os diversos conflitos territoriais

Ano

2014-06-12T19:04:36Z

Creators

AMADOR, Maria Betânia Moreira

Estudo dos macro-restos vegetais do sítio arqueológico Furna do Estrago, Brejo da Madre de Deus, Pernambuco, Brasil

Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior

Ano

2014-06-12T16:04:24Z

Creators

MENEZES, Ana Valeria Araujo

A deposição carbonática na faixa costeira Recife-Natal: aspectos estratigráficos, geoquímicos e paleontológicos

Este trabalho apresenta resultados de uma análise geológica regional, com o objetivo de fornecer uma melhor compreensão da deposição da seção cretácica carbonática que ocorre na faixa costeira entre as cidades de Recife e Natal, Nordeste do Brasil. Esta faixa costeira faz parte da Bacia da Paraíba (localizada entre a Zona de Cisalhamento de Pernambuco e a Falha de Mamanguape, que corresponde a uma ramificação da Zona de Cisalhamento Patos) e a Plataforma de Natal, (localizada entre a Falha de Mamanguape e o Alto de Touros). A abordagem utilizada nesta pesquisa baseou-se em dados estratigráficos, sedimentológicos, petrográficos (incluindo catodoluminescência), paleontológicos e geoquímicos com o intuito de determinar o limite norte da Bacia da Paraíba, e as relações entre a sucessão carbonática existente nesta bacia e os estratos carbonáticos depositados nas sub-bacias Canguaretama e Natal, da Plataforma de Natal. O embasamento da faixa costeira e da plataforma adjacente das bacias da Paraíba e da Plataforma de Natal é caracterizado por uma rampa estrutural suavemente inclinada para leste, com uma quebra abrupta do talude. Sobre esta plataforma se desenvolveu em ambas as bacias uma rampa carbonática estreita e alongada, distalmente inclinada. O perfil do embasamento no trecho sul da plataforma, que corresponde aos domínios da Bacia da Paraíba, apresenta maior gradiente de inclinação, o que resultou em uma faixa sedimentar costeira mais espessa. No trecho norte, que corresponde à plataforma de Natal, o perfil do embasamento apresenta uma menor inclinação, o que resultou em uma deposição restrita sobre regiões de altos topográficos e uma faixa sedimentar costeira menos espessa. A investigação estratigráfica, sedimentológica e paleontológica dos depósitos sedimentares das duas bacias mostraram que o empilhamento sedimentar de ambas evoluiu a partir do Cretáceo Superior. No caso da Bacia da Paraíba a partir do Coniaciano?-Santoniano, e no caso da Plataforma de Natal a partir do Turoniano. A compartimentação tectônica daplataforma neste trecho da margem Atlântica, através de altos do embasamento e zonas de cisalhamento, atuou como um fator de individualização, formando sub-bacias. Durante a fase inicial de deposição (Turoniano-Coniaciano), o preenchimento sedimentar da Bacia da Paraíba foi de origem continental, ao passo que, a deposição na Plataforma de Natal já estava sobre alguma influência marinha. Após um evento tectônico, datado do Meso- Campaniano, que afetou toda a região ocorreu um rápido pulso transgressivo que alcançou toda a faixa, desde a Bacia potiguar até a Zona de Cisalhamento de Pernambuco, limite sul da Bacia da Paraíba. Durante o Maastrichtiano, as duas bacias estiveram sob um regime de mar alto, a partir do qual se desenvolveu uma rampa carbonática sobre a estreita faixa de plataforma. Na Bacia da Paraíba, a plataforma carbonática evoluiu para um ambiente dominado por lama carbonática. No caso da Plataforma de Natal, a rampa carbonática esteve sempre sob condições de deposição mista e restrita. A diferenciação da deposição carbonática nos dois trechos da plataforma foi resultante da variação topográfica do embasamento nos dois trechos. As análises geoquímicas foram realizadas em amostras das unidades carbonáticas identificadas nas duas bacias, e incluíram análises de isótopos estáveis de C e O, bem como análises dos elementos através do método de Fluorescência de Raios-X. Para a Bacia da Paraíba foram analisadas amostras das seguintes formações: Itamaracá (Neo-Campaniano- transgressivo) Gramame (Maastrichtiano - mar alto) e Maria Farinha (Paleoceno - regressivo). Para a Plataforma de Natal foram estudados os depósitos carbonáticos correspondentes a porção superior da sucessão sedimentar ali existente, de idade neo-campaniana-maastrichtiana, e que, também representam depósitos dos tratos transgressivo e de mar alto. Este intervalo superior da sucessão sedimentar da Plataforma de Natal foi denominado de depósitos carbonáticos indivisos neste estudo. Os dados geoquímicos obtidos permitiram estabelecer uma caracterização para as unidades carbonáticas das bacias em questão, bem como forneceram importantes informações sobre a evolução diagenética destas. Na Bacia da Paraíba, a Formação Itamaracá é caracterizada pela diminuição ascendente do conteúdo de siliciclastos presente em sua sucessão. Na Bacia da Paraíba, a Formação Gramame apresenta forte dominância carbonática, estabilidade dos valores isotópicos de C durante o Maastrichtiano e influência terrígena na forma de argilominerais. A Formação Maria Farinha apresenta um incremento no aporte terrígeno em sua porção superior, e variação nos valores isotópicos de C devido ao evento regressivo ocorrido na bacia durante oPaleoceno. Os depósitos carbonáticos indivisos da Plataforma de Natal mostram na sua porção inferior uma forte influência terrígena junto com a deposição carbonática. Esta influência sofre uma redução em direção ao topo da seção, onde ocorre o aumento da influência marinha, observado através da redução do componente terrígeno e aumento do conteúdo de carbonato, além do aumento nos valores isotópicos de C. Os perfis quimioestratigráficos gerados foram utilizados na realização de uma correlação estratigráfica das formações investigadas a partir dos conceitos de estratigrafia de seqüências. A partir da correlação executada concluiu-se que a porção basal do intervalo de depósitos carbonáticos indivisos da Plataforma de Natal correlaciona-se com a fase transgressiva que ocorreu na Bacia da Paraíba (Formação Itamaracá Neo-Campaniano/Eo-Maastrichtiano), e a porção superior apresenta correlação com os depósitos do estágio de mar alto da Bacia da Paraíba (Formação Gramame - Maastrichtiano). Os fósseis de invertebrados marinhos encontrados nos depósitos carbonáticos indivisos da Plataforma de Natal forneceram uma datação relativa maastrichtiana, incrementando os poucos dados bioestratigráficos existentes sobre a área. Apesar de correlatos aos depósitos carbonáticos da Bacia da Paraíba, os depósitos carbonáticos da Plataforma de Natal mostram clara diferença em relação ao paleoambiente e sistemas deposicionais envolvidos. Os fósseis e os depósitos encontrados na Plataforma de Natal indicam a existência de sistemas de lagunas costeiras e baías rasas, franjas recifais e bancos carbonáticos com constante influência terrígena. Os fósseis coletados também sugerem uma fauna endêmica, incluindo nanismo, devido, possivelmente, a condições de baixa salinidade e stress ambiental causado pelas condições de restrição do ambiente marinho que dominaram a deposição carbonática da Plataforma de Natal

Ano

2014-06-12T19:04:36Z

Creators

BARBOSA, José Antonio

Modelos esféricos quânticos de SPIN

Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico

Ano

2014-06-12T19:04:39Z

Creators

Henrique Bento Gonçalves e Oliveira, Mário

Do chão da fábrica ao chão da comunidade: educação ambiental como eixo gerador de responsabilidade socioambiental

Esta dissertação tem como objetivo analisar os reflexos das práticas de educação ambiental desenvolvidas pelas empresas na vida do trabalhador, no âmbito profissional e pessoal. Tem como foco de atenção à responsabilidade social empresarial. Busca compreender a cadeia de significados da educação ambiental e os instrumentos de gestão socioambiental na perspectiva da sustentabilidade, no sentido de apreender a Responsabilidade Social Empresarial. Trabalha com três categorias de análise, a saber: políticas ambientais, educação ambiental e responsabilidade socioambiental. O processo metodológico foi baseado no método de análise quantitativa aplicação de 213 questionários; e no método de análise qualitativa: 42 entrevistas, documentos oficiais e observação participante realizada em 06 empresas do Estado de Pernambuco. Seus sujeitos foram, principalmente, as empresas que vêm estabelecendo práticas de responsabilidade social como balizadoras de uma gestão voltada ao aperfeiçoamento da qualidade das suas relações com seus empregados, acionistas, clientes, concorrentes, governos, fornecedores e comunidades. Parte do pressuposto de que através das práticas de educação ambiental adotadas no "chão da fábrica", as empresas como um agente de transformação, vêm contribuindo social e ambientalmente para a adoção de uma nova ética ambiental nos relacionamentos, interno e externo, que envolve mudanças na percepção e comportamento de seus trabalhadores em relação ao meio ambiente no "chão da comunidade". A participação das empresas, que até então se reduzia à questão econômica, expande-se passando a introduzir em suas preocupações as variáveis sociais e ambientais. Destaca, por fim, que a construção de uma sociedade ambientalmente sustentável é, antes de tudo, uma prática cotidiana de cidadania que requer a participação consciente dos indivíduos. Nesse papel a responsabilidade socioambiental empresarial é um forte instrumento dessa mudança. O estudo comprovou a hipótese de estudo: as práticas de Educação Ambiental nas empresas refletem na vida do trabalhador além do muro da fábrica

Ano

2014-06-12T19:04:37Z

Creators

Maria Pinho André Gomes, Fernanda

Indução de mutação e seleção em Feijão-Caupi [Vigna unguiculata (L) Walp.] visando tolerância à salinidade

O feijão-caupi [Vigna unguiculata (L.) Walp.] é uma importante cultura para a economia e nutrição dos povos de países em desenvolvimento, em especial para a população do Nordeste brasileiro. Apesar da sua capacidade de cultivo nas mais diversas condições de solo e clima (rusticidade), é uma cultura que ainda sofre com grandes perdas de produção devido a danos causados por fatores bióticos e abióticos. A salinização de solos, fenômeno originado em parte pelo manejo incorreto do solo e irrigação, cresce e afeta, principalmente, as zonas áridas e semi-áridas do globo, sendo um dos maiores limitantes da expansão do cultivo do feijão-caupi nessas áreas. Devido a seu alto potencial produtivo, nutricional e variabilidade genética, se apresenta como promissor material para programas de melhoramento genético. Novas ferramentas e abordagens não-convencionais no melhoramento vegetal (marcadores moleculares, mutagêneses, etc.) podem auxiliar o processo de obtenção de novas cultivares. O presente trabalho avaliou indução de mutação via radiação gama e a seleção in vivo e in vitro em V. unguiculata cv. IPA 206, visando tolerância à salinidade (NaCl). Os resultados do trabalho mostraram que a dose de 258 mM foi identificada como ideal para a seleção in vitro, permitindo selecionar 12 plantas tolerantes em 3000 sementes inoculadas. Na seleção in vivo foi possível identificar quatro plantas tolerantes à concentração de 60 mM de NaCl. Tais resultados atestam que a indução de mutação, em especial a utilização de raios gama, aliada às técnicas de cultivo e seleção in vitro ou in vivo podem gerar plantas com novas características agronômicas de grande interesse em feijão-caupi

Ano

2014-06-12T19:04:39Z

Creators

Gazzaneo, Luiz Rodrigo Saldanha

Dominância estocástica na avaliação da concentração de riqueza no Brasil : uma comparação entre distribuição de terra e de renda nos anos de 1985 e 1995

Neste trabalho apresentamos uma abordagem econométrica para a avaliação da concentração (ou desigualdade) de riqueza no Brasil, onde as riquezas abordadas são a propriedade de terra e a renda. A avaliação da concentração de riqueza baseia-se na análise das principais medidas de concentração, tais como: as da classe entropia generalizada, da classe de Atkinson e o índice de Gini, complementada pelo estudo da dominância estocástica. O interesse no estudo da concentração de terra deve-se ao fato de que estudos dessa natureza são bastante escassos no Brasil. Neste sentido, o objetivo desse trabalho é identificar qual medida de concentração reflete as pequenas mudanças ocorridas na distribuição de terra e na distribuição de renda no Brasil entre 1985 e 1995. Para isso, são utilizados dados do censo agropecuário do IBGE e dados da PNAD nos anos considerados, a partir dos quais foram obtidos os valores das medidas de concentração e construídas curvas de dominância estocástica para avaliar a concentração da riqueza no Brasil. A partir dos resultados obtidos, foram comparadas as concentrações de terra com renda em cada ano e as concentrações do mesmo tipo de riqueza entre os anos. A partir da análise dos resultados, observamos que a concentração de terra é superior à concentração de renda no Brasil nos anos estudados. Além disso, constatamos uma redução muito pequena, tanto na concentração de terra, quanto na concentração de renda de 1985 para 1995

Ano

2014-06-12T19:04:38Z

Creators

da Costa Abensur, Themis

Soluções exatas para arranjos periódicos de bolhas na célula de hele-shaw

Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico

Ano

2014-06-12T19:04:40Z

Creators

Márcio Pereira Silva, Antônio