Repositório RCAAP
Sarcoidose renal
Em uma mulher de 62 anos, branca, em avaliação pré-operatória de facectomia, foram detectadas alterações urinárias, tendo sido firmados os diagnósticos de calculose renal esquerda e exclusão renal homolateral. No pré-operatório da nefrectomia foram evidenciados processo pulmonar intersticial bilateral e adenopatia torácica, cuja investigação foi adiada para após a cirurgia. No rim retirado foram detectados granulomas epitelióides não necrotizantes, o mesmo ocorrendo posteriormente em biópsia transbrônquica. A paciente foi tratada com metilprednisolona, com discreta melhora pulmonar, o que não ocorreu com a função renal. O diagnóstico final foi de sarcoidose com envolvimento pulmonar, ganglionar torácico e renal.
2022-12-06T14:05:49Z
AQUINO,MARIA ENEDINA CLAUDINO DE SALES,ROBERTA KARLA BARBOSA DE SANTOS,JOSÉ ANTÔNIO FREIRE DOS RÉGIS,ANA LIDIA MORRONE,NELSON
Pneumonia em organização secundária ao uso de amiodarona
A pneumonia em organização secundária ao uso de amiodarona é rara, com apenas oito casos relacionados na literatura. No presente relato uma paciente de 75 anos, com uso cumulativo de 43g, apresentou tosse produtiva, dispnéia progressiva e infiltrados bilaterais na radiografia do tórax. A biópsia transbrônquica confirmou o diagnóstico. Com a retirada da droga houve melhora clínica e funcional.
2022-12-06T14:05:49Z
GULMINI,LIA AUGUSTA DE SOUZA PEREIRA,CARLOS ALBERTO DE CASTRO COLETTA,ESTER N.A.M.
Tabagismo e ocupação: elo de exposições pouco explorado como estratégia de combate ao tabagismo
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2022-12-06T14:05:49Z
ALGRANTI,EDUARDO
Avaliação da inflamação de vias aéreas em asmáticos após o teste de broncoprovocação com metacolina
Introdução: O teste de broncoprovocação com metacolina é comumente empregado em pneumologia para medir a reatividade brônquica com finalidade de diagnóstico ou acompanhamento da asma. Objetivo: Pesquisar efeitos tardios da inalação de metacolina na inflamação brônquica avaliada pelo escarro induzido. Casuística e métodos: Foram selecionados dez pacientes com asma leve ou moderada, não tabagistas, com medicação e quadro clínico estáveis. Às 12:00h, os pacientes receberam inalação, aleatoriamente designada, de metacolina (broncoprovocação) ou soro fisiológico. Às 18:00h, foi realizada a indução de escarro. Em outro dia, com intervalo de uma semana, os pacientes completaram o protocolo, recebendo a outra inalação (metacolina ou soro fisiológico) e nova indução de escarro. Resultados: Após metacolina, obtiveram-se 8,6 ± 9g de escarro, 8,6 ± 6 milhões de células, sendo 78 ± 10% viáveis e 6,8 ± 7% eosinófilos. Esses dados não foram significativamente diferentes dos resultados obtidos após soro fisiológico: escarro = 7,6 ± 6g, células = 12,4 ± 12 milhões, 82 ± 10% viáveis e 6,6 ± 9% eosinófilos. A queda de pico de fluxo observada durante a indução de escarro também não diferiu: 21,4 ± 12% após metacolina e 18,4 ± 15% após soro fisiológico. A queda de pico de fluxo durante a indução correlacionou-se com a quantidade de escarro (p = 0,018) e percentagem de eosinófilos (p = 0,003). Outras correlações entre parâmetros funcionais e do escarro não foram significantes. Conclusão: O teste de broncoprovocação com metacolina realizado seis horas antes da indução de escarro não altera significativamente a quantidade e nem a constituição celular do escarro.
2022-12-06T14:05:49Z
MATOS,FABRÍCIO LINO DE TERRA FILHO,JOÃO MARTINEZ,JOSÉ ANTONIO BADDINI SALA,TATIANA FURLAN VIANNA,ELCIO OLIVEIRA
Fatores preditivos para drenagem de derrames pleurais parapneumônicos em crianças
Objetivo: Avaliar os critérios de Light et al. para drenagem em derrames pleurais parapneumônicos (DPP) em crianças. Métodos: Estudo transversal prospectivo realizado com 85 crianças admitidas no Hospital da Criança Santo Antônio, Porto Alegre, no Estado do Rio Grande do Sul, região Sul do Brasil, que apresentaram pneumonia e derrame pleural confirmado por radiografia de tórax e/ou ultra-sonografia. Os critérios de exclusão foram: drenagem prévia, derrame associado com outras doenças. A análise do pH foi em aparelho de gasometria. Glicose e desidrogenase láctica foram analisadas por espectrofotometria. A indicação de drenagem foi feita pelo médico assistente sem participação dos pesquisadores. Resultados: Neste estudo, os DPP com pH menor que 7,2 e glicose igual ou inferior a 40mg/dl apresentaram índices de drenagem superiores aos da DHL > 1.000UI/l. O pH e a glicose apresentaram especificidades elevadas na predição de drenagem (89% e 88%) e superiores às da DHL (65%). Os mesmos resultados foram observados quando líquidos não purulentos foram analisados (pH < 7,2 -- 94%; glicose < 40 -- 88%; e DHL > 1.000 -- 68%). Em pacientes com pH < 7, DHL > 1.000UI/l e glicose < 40mg/dl predominaram líquidos com aspecto turvo ou purulento. Em torno de 21% dos pacientes com indicação de drenagem, segundo os critérios bioquímicos, encontrou-se líquido com aspecto límpido. Conclusões: Estes dados indicam que os exames bioquímicos podem apoiar a decisão de drenagem torácica de derrame pleural parapneumônico em líquidos não purulentos. A especificidade para drenagem foi de 89% para o pH, 88% para glicose e em torno de 65% para DHL.
2022-12-06T14:05:49Z
MOCELIN,HELENA TERESINHA FISCHER,GILBERTO BUENO
Má percepção da limitação aos fluxos aéreos em pacientes com asma moderada a grave
Introdução: Este estudo avaliou a percepção da obstrução das vias aéreas em pacientes ambulatoriais com asma moderada a grave e a capacidade da ausculta torácica em identificar a limitação aos fluxos aéreos. Métodos: Trinta e três pacientes foram avaliados em sete visitas semanais usando escores de sintomas por meio de escala visual analógica de sintomas (EVAS, 0-100mm), índice clínico de hiper-reatividade brônquica (1-10), a classificação clínica de gravidade da asma (GINA, 1-4) e um escore de ausculta torácica (EAT, 0-5), espirometria e pico de fluxo expiratório (PFE), que foram correlacionados por meio do coeficiente de Spearman. Os pacientes foram classificados como percebedores (--1 <FONT FACE=Symbol>£ </FONT>r < 0) e não percebedores (0 <= r <= 1) através das correlações entre a EVAS para dispnéia e o VEF1. A correlação entre a ausculta e a obstrução brônquica foi considerada acurada quando um r <= --0,5 (EAT vs. VEF1) era observado. Resultados: Dezessete asmáticos (51,5%) não perceberam acuradamente o grau de obstrução das vias aéreas (não-percebedores). Nenhuma característica clínica pôde distinguir os grupos. Apenas 39,4% das correlações individuais entre EAT e VEF1 indicaram discriminação acurada pela ausculta. Asma grave não foi associada com ausculta não-acurada ou com má percepção neste estudo. Conclusão: Uma proporção significativa desta amostra de asmáticos não percebeu acuradamente a obstrução das vias aéreas. Além disso, o exame torácico mostrou ser um marcador inadequado da limitação aos fluxos aéreos em asmáticos moderados a graves, estáveis e ambulatoriais.
2022-12-06T14:05:49Z
SOUZA-MACHADO,ADELMIR CAVALCANTI,MANUELA N. CRUZ,ÁLVARO A.
Doenças respiratórias como causa de internações hospitalares de pacientes do Sistema Único de Saúde num serviço terciário de clínica médica na região nordeste do Rio Grande do Sul
Objetivo: Levantamento epidemiológico das internações hospitalares por doenças respiratórias no Serviço de Clínica Médica do Hospital Geral de Caxias do Sul no Estado do Rio Grande do Sul, região sul do Brasil. Pacientes e métodos: Estudo retrospectivo realizado no Hospital Universitário entre novembro de 1998 e novembro de 1999. Os dados de: a) causa primária da internação; b) doenças associadas; c) variação sazonal; d) duração da internação; e) mortalidade foram obtidos do arquivo médico informatizado do SCM-HG. Resultados: De 1.200 internações no SCM-HG, 228 (19%) apresentaram como causa primária enfermidade respiratória. As causas mais freqüentes de admissão hospitalar foram DPOC -- 94 pacientes (41,3%), pneumonias -- 68 (29,8 %) e asma brônquica -- 22 (9,6%). Cinqüenta (21,9%) indivíduos apresentaram comorbidades: insuficiência cardíaca -- 18 (7,7%), hipertensão arterial sistêmica -- 15 (6,4%) e diabetes melito -- 10 (4,4%). As pneumonias tiveram maior prevalência no período compreendido entre setembro e novembro, a asma brônquica entre outubro e novembro e a DPOC entre maio a novembro. O tempo médio de internação foi de 10,4 ± 10 dias. A mortalidade da amostra, de 26 (11,4%) pacientes. Conclusões: 1) Doenças respiratórias foram responsáveis por aproximadamente 1/5 das internações no SCM-HG. 2) Portadores de DPOC representam a maior parcela dos pacientes. 3) A duração média de internação dos com doença respiratória foi maior do que o restante dos pacientes do hospital (10,4 dias versus 7,7 dias, respectivamente). 4) DPOC, pneumonias e asma brônquica apresentaram a variação sazonal esperada.
2022-12-06T14:05:49Z
GODOY,DAGOBERTO VANONI DE DAL ZOTTO,CRISCHIMAN BELLICANTA,JAMILA WESCHENFELDER,RUI FERNANDO NACIF,SAMIRA BARRENTIN
Estudo comparativo entre tomografia computadorizada de alta resolução e radiografia de tórax no diagnóstico da silicose em casos incipientes
Introdução:A radiografia de tórax (RX) ainda é, no dias atuais, o principal método de diagnóstico da silicose, seguindo-se as normas da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A interpretação radiológica de casos iniciais é difícil, podendo ocorrer divergências mesmo entre leitores experientes. Recentemente, tem sido considerada a possibilidade de utilização da tomografia computadorizada com técnica de alta resolução (TCAR) para avaliação de casos incipientes. Objetivo: Comparar os resultados da RX com a TCAR. Material e métodos: Foi avaliado um grupo inicial de 135 ex-mineiros, cujas radiografias foram examinadas por três leitores, no período de novembro de 1997 a dezembro de 1999. Indicou-se TCAR para 68 pacientes, cuja mediana de três leituras radiológicas foi menor ou igual a 1/0. As tomografias foram avaliadas por dois leitores e, em casos de divergência, houve participação de um terceiro leitor. As TCAR foram classificadas de acordo com a profusão de micronódulos em categorias de 0 a 3. Os resultados de TCAR e RX foram comparados através do teste de McNemar, coeficiente Kappa ponderado e modelos log-lineares. Resultados e conclusão: Houve boa concordância entre os métodos quanto à classificação na categoria 0, ou seja, os dois métodos mostraram-se equivalentes para excluir o diagnóstico de silicose. Porém, para o diagnóstico da doença, caracterizado por classificação na categoria 1 ou superior, não foi obtida boa concordância entre os métodos.
2022-12-06T14:05:49Z
CARNEIRO,ANA PAULA SCALIA SIQUEIRA,ARMINDA LUCIA ALGRANTI,EDUARDO FERREIRA,CID SÉRGIO KAVAKAMA,JORGE ISSAMU BERNARDES,MARIA LUIZA CASTRO,THAÍS ABREU DE MENDES,RENÉ
Asbesto, asbestose e câncer: critérios diagnósticos
As doenças asbesto-induzidas constituem um grave problema de saúde em decorrência de grande número de trabalhadores expostos ao asbesto ao longo dos últimos 50 anos. Processos judiciais contra indústrias que lidam com asbesto somam centenas, com crescente adição de novos casos. O assunto relativo à asbestose é complexo e, muito embora a história natural das doenças induzidas esteja bem estabelecida, muitas áreas importantes, como a patologia, permanecem ainda pouco compreendidas. No Brasil, desde 1940, o asbesto é explorado comercialmente e nos últimos anos sua produção foi da ordem de 200.000 toneladas por ano, estimando-se que na atividade de mineração cerca de 10.000 trabalhadores foram expostos a essa fibra, desconhecendo-se a estimativa do número de pessoas expostas na produção de fibrocimento, especialmente telhas e caixas d'água. Um estudo, com metodologia de investigação científica apropriada, para avaliar as repercussões sobre a saúde dos trabalhadores nas minas de asbesto em nosso país, foi elaborado e intitulado "Morbidade e mortalidade entre trabalhadores expostos ao asbesto na atividade de mineração 1940-1996", de cunho interinstitucional. O objetivo deste trabalho foi fornecer uma visão ampla das doenças asbesto-induzidas, com ênfase nas dificuldades no diagnóstico histopatológico, através da experiência adquirida com o desenrolar desse projeto.
2022-12-06T14:05:49Z
CAPELOZZI,VERA LUIZA
Pneumonia grave por "Chlamydia psittaci"
A psitacose, também conhecida como ornitose, é causada pela Chlamydia psittaci; caracteriza-se por doença de início insidioso, sintomas brandos e inespecíficos, lembrando infecção de vias aéreas superiores. Acomete principalmente o pulmão, sendo raramente doença sistêmica e fatal. Descreve-se um caso raro de pneumonia por Chlamydia psittaci que evoluiu para insuficiência respiratória aguda, necessitando de ventilação mecânica. Destaca-se a importância em considerar o diagnóstico, especialmente em casos de pneumonia comunitária que evolui de modo insatisfatório, que não responde à terapia antimicrobiana e cuja epidemiologia é positiva para exposição às aves. O diagnóstico precoce é fundamental devido à excelente resposta terapêutica. O diagnóstico tardio pode levar a curso grave e fatal da doença.
2022-12-06T14:05:49Z
MOSCHIONI,CRISTIANE FARIA,HENRIQUE PEREIRA REIS,MARCO ANTÔNIO SOARES SILVA,ESTEVÃO URBANO
Hidatidose do esterno e musculatura peitoral
A hidatidose é uma infecção ciclozoonótica causada pela tênia Echinococcus granulosus, cuja forma larvária acomete acidentalmente o homem, formando cistos hidáticos, preferencialmente nos pulmões e no fígado. A hidatidose óssea é um evento raro, caracterizado por crescimento lento e com poucos sintomas. Relata-se o caso de um homem de 36 anos com história de nódulos na parte anterior do tórax havia nove anos. Os exames de diagnóstico por imagem evidenciaram massas expansivas, loculadas e de conteúdo espesso nos músculos peitorais e lesão lítica no esterno. O diagnóstico de hidatidose foi feito na exploração cirúrgica. Recebeu alta sob tratamento com albendazol 2.400mg/dia por 28 dias.
2022-12-06T14:05:49Z
GOMES,NILTON HAERTEL RENCK,DÉCIO VALENTE CUNHA,DANIEL ENGEL DA ORLANDINI,LEANDRO PRETTO
Imagem anular em tomografia computadorizada do tórax de alta resolução
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2022-12-06T14:05:49Z
LOPES,AGNALDO JOSÉ CAPONE,DOMENICO SÁ,WANESSA LEITE DE JANSEN,JOSÉ MANOEL
Hérnia diafragmática traumática transpericárdica (tréplica)
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2022-12-06T14:05:49Z
PORTO,ANTONIO SEBASTIÃO
Emprego da determinação de monóxido de carbono no ar exalado para a detecção do consumo de tabaco
Introdução: O tabagismo é o principal fator de risco prevenível de morbidade e mortalidade em países desenvolvidos e está em ascensão nos países em desenvolvimento. Apesar deste fato, e do maior conhecimento sobre seus efeitos, a prevalência de tabagistas continua elevada. Com o objetivo de comparar o valor de monóxido de carbono no ar exalado (COex) entre indivíduos fumantes e não fumantes, avaliar fatores que influenciam estes valores entre os que fumam e também avaliar a possível influência do tabagismo passivo, foram medidos níveis de COex em funcionários e pacientes do Instituto do Coração HC-FMUSP. Materiais e métodos: Este estudo transversal incluiu 256 voluntários que responderam a um questionário e foram submetidos à mensuração de COex em aparelho micromedidor de CO. Resultados: Dos entrevistados, 106 eram do sexo masculino e 150 do feminino e a idade média foi de 43,4 anos (Vmin-max: 15-83). 107 informaram ser tabagistas, 118 não fumantes e 31 fumantes passivos. A média de COex dos fumantes foi de 14,01ppm (Vmin-max: 1-44), dos fumantes passivos 2,03ppm (Vmin-max: 0-5) e, dos não fumantes, 2,50ppm (Vmin-max: 0-9). Houve diferença estatisticamente significante ente o grupo de fumantes e os demais (p < 0,001), mas não entre os fumantes passivos e os não fumantes. Foi encontrada correlação positiva entre número de cigarros fumados por dia e valores de COex e negativa entre o intervalo após ter fumado o último cigarro e o valor de COex. Para um valor de corte de COex igual a 6ppm, foram encontradas sensibilidade de 77% e especificidade de 96%. Conclusão: A mensuração de COex constitui-se um indicador de fácil emprego, baixo custo, não invasivo e que permite a obtenção de resultado imediato, com o valor de corte de COex de 6ppm apresentando boa especificidade para aferir o hábito tabágico.
2022-12-06T14:05:49Z
SANTOS,UBIRATAN P. GANNAM,SILMAR ABE,JULIE M. ESTEVES,PATRICIA B. FREITAS FILHO,MARCO WAKASSA,THAIS B. ISSA,JAQUELINE S. TERRA-FILHO,MARIO STELMACH,RAFAEL CUKIER,ALBERTO
Variação na prevalência de asma e atopia em um grupo de escolares de Porto Alegre, Rio Grande do Sul
Introdução: Considerável aumento na prevalência da asma e da atopia vem sendo mundialmente observado ao longo das últimas décadas, porém, em nosso país, os dados epidemiológicos ainda são insuficientes. Objetivo: Este estudo foi realizado a fim de determinar a prevalência de asma e atopia em um grupo de escolares e comparar tais dados com outros dois levantamentos previamente realizados em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Métodos: A prevalência de asma foi identificada através de um questionário aplicado a 855 alunos de cinco escolas de Porto Alegre. Foram considerados atópicos aqueles escolares que, submetidos a testes cutâneos, apresentaram pelo menos uma reação cutânea positiva. Assinatura do termo de consentimento pós-informação de um dos pais foi exigida para a realização dos testes cutâneos. Resultados: Foi identificada prevalência de 42,5% de asma cumulativa e 22% de asma ativa, com predominância nas meninas. Atopia foi identificada em 50,1% da amostra. Tais resultados foram significativamente superiores aos 6,7% (1980) e 16% (1989) de asma cumulativa, 10,9% (1989) de asma ativa e 15,8% (1980) de atopia encontrados nos dois estudos previamente realizados. Conclusões: Altas prevalências de asma e atopia foram identificadas em nossos estudantes. Futuros estudos deverão ser realizados a fim de elucidar o fenômeno aqui demonstrado.
2022-12-06T14:05:49Z
FIORE,RENATA WAGNER COMPARSI,ADRIANA BARBIERI RECK,CLÁUDIA LOSS OLIVEIRA,JÉFERSON KRAWCYK DE PAMPANELLI,KARINA BRASCO FRITSCHER,CARLOS CEZAR
Estudo de casos hospitalizados por pneumonia comunitária no período de um ano
Introdução: Apesar dos avanços obtidos nos métodos propedêuticos, cerca de 50% dos casos de pneumonia adquirida na comunidade não têm sua etiologia esclarecida, inclusive os hospitalizados. Apesar disso, a terapêutica adequada proporciona baixas taxas de mortalidade na maioria dos casos. Objetivos: Descrever a epidemiologia, formas de apresentação, o rendimento dos testes diagnósticos, a permanência hospitalar, a morbidade e mortalidade de 42 pacientes consecutivos, internados para tratamento de PAC. Métodos: Foram incluídos pacientes com quadro clínico compatível com PAC, opacidade radiológica pulmonar recente e com dois itens entre febre, tosse produtiva e leucocitose. A solicitação de exames complementares obedeceu à necessidade de cada caso. Resultados: Dos 42 pacientes, com idade de 64,7 ± 16,8 anos, 27 (64,3%) masculinos, 27 (64%) apresentavam co-morbidades. Dezessete (40,5%) estavam em uso de antibióticos à admissão. Pneumonia grave ocorreu em oito casos (19%); não houve diferença quanto à gravidade (p = 0,57) e permanência hospitalar (p = 0,25) entre os grupos > de 60 ou <= de 60 anos. A permanência hospitalar média foi de 14,3 ± 7,6 dias. Diagnóstico etiológico definitivo foi obtido em três casos: Legionella sp em dois, S. aureus em um caso. Em 31 (74%), manteve-se o antibiótico inicial; em 11 (26%) houve troca, seis (54,5%) devido à má resposta clínica e cinco (45,5%) devido ao resultado microbiológico. Hemoculturas foram feitas em 16 casos (38%), positivas em apenas um (6,3%). Nove amostras de escarro (9/22, 41%) foram validadas. Ocorreu um óbito (2,4%), por pneumonia grave, em um paciente com neoplasia. Conclusões: O diagnóstico etiológico em PAC, mesmo em internados, é obtido em uma minoria de casos, contribuindo para isso o uso concorrente de antibióticos. A terapêutica empírica adequada proporciona baixas taxas de mortalidade. Os testes diagnósticos devem ser empregados de maneira individualizada.
2022-12-06T14:05:49Z
CORRÊA,RICARDO DE AMORIM LOPES,REGINA MAGALHÃES OLIVEIRA,LUCIANA MACEDO GUEDES DE CAMPOS,FREDERICO THADEU ASSIS FIGUEIREDO REIS,MARCO ANTÔNIO SOARES ROCHA,MANOEL OTÁVIO DA COSTA
Efeito broncodilatador do salbutamol inalado através de espaçadores com e sem tratamento antiestático
Objetivos: Comparar o efeito broncodilatador do salbutamol inalado através de aerossol dosimetrado acoplado a espaçadores com e sem tratamento antiestático prévio. Pacientes e métodos: Estudo prospectivo, aleatório, aberto e cruzado, no Ambulatório de Pneumologia do Hospital Júlia Kubitschek-FHEMIG, Belo Horizonte, Minas Gerais. Onze pacientes com asma estável leve a moderada foram submetidos a quatro testes de inalação com 100mig de salbutamol: A) boca aberta, B) espaçador de pequeno volume (50ml) sem tratamento antiestático prévio, C) espaçador de pequeno volume (50ml) com tratamento antiestático prévio e D) espaçador de grande volume (750ml) Fisonair<FONT FACE=Symbol>Ò</FONT> com tratamento antiestático prévio. O tratamento antiestático consistiu em mergulhar o espaçador em uma solução de água e detergente por dez minutos e deixá-lo secar livremente, sem enxágüe. O principal parâmetro de avaliação foi a variação do pico de fluxo expiratório (PFE), 15 minutos após cada teste, em valores absolutos, % do previsto e % do basal. Resultados: A mediana (mín.-máx.) de variação absoluta do PFE foi de 25 (5-85), 40 (0-70), 70 (25-83) e 60 (15-90) l/min para os testes A, B, C e D, respectivamente. A mediana de variação do PFE % do basal foi de 7,6, 11,0, 15,0 e 13,3, e a mediana de variação do PFE % do previsto foi de 6,0, 8,7, 12,7 e 10,7 para os testes A, B, C e D, respectivamente. Os resultados dos testes C e D foram significativamente superiores aos dos testes A e B (p < 0,01) nos três métodos analisados. Não houve diferença significativa entre os resultados dos testes C e D. Conclusão: O tratamento antiestático de um espaçador de pequeno volume com solução de água e detergente pode aumentar o efeito antiasmático de drogas inaladas através de aerossol dosimetrado, como ocorreu com o salbutamol neste estudo. Tal fato pode tornar-se ainda mais relevante no tratamento da asma com corticóide inalatório.
2022-12-06T14:05:49Z
MENDES-CAMPOS,LUIZ EDUARDO BIAGIONI,CLARISSA MARINA
Tratamento do tabagismo com bupropiona e reposição nicotínica
Introdução: Aproximadamente um terço da população adulta mundial usa produtos derivados do tabaco. Devido ao novo entendimento sobre o vício tabágico e ao surgimento de novas modalidades terapêuticas, as possibilidades de sucesso nas tentativas de abandono do fumo aumentaram significativamente. Objetivos: Avaliar os percentuais de sucesso/fracasso entre os fumantes tratados no Ambulatório de Auxílio ao Abandono do Tabagismo da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (AAAT-PUCRS) e analisar possíveis fatores de risco para o fracasso no abandono do tabagismo. Pacientes e métodos: Através de ensaio clínico aberto, não randomizado, avaliaram-se os fumantes que procuraram o AAAT-PUCRS entre julho de 1999 e outubro de 2000, submetidos ao programa padronizado de auxílio ao abandono do tabagismo utilizado na instituição. A análise estatística foi feita por medidas de tendência central para variáveis quantitativas, pelo cálculo do risco relativo (com intervalo de confiança de 95%) para fatores associados e pela análise da curva de Kaplan-Meier para estudo do desfecho ao longo do tempo. Resultados: O estudo incluiu 169 pacientes (67,5% mulheres), com idade média de 46,4 (± 10,4) anos; a maioria fumava em média 20 cigarros/dia por 30 anos. Mesmo sendo esta uma coorte muito recente, pode-se verificar que, em relação aos desfechos sucesso/fracasso pontuais, 49% pararam de fumar, 14% diminuíram significativamente o número de cigarros fumados e 37% fracassaram. Entre as variáveis estudadas, a dependência grave à nicotina foi a única que esteve associada a maior risco de fracasso. Conclusões: Foi possível a obtenção de índices de abandono ao fumo satisfatórios utilizando metodologia padronizada, mas particularizada para cada paciente. O uso de terapêutica farmacológica aliada a técnicas cognitivo-comportamentais foi associado a maiores proporções de sucesso.
2022-12-06T14:05:49Z
HAGGSTRÄM,FÁBIO MARASCHIN CHATKIN,JOSÉ MIGUEL CAVALET-BLANCO,DANIELA RODIN,VANESSA FRITSHER,CARLOS CEZAR
Discinesia ciliar primária
Discinesia ciliar primária é uma doença autossômica recessiva caracterizada pela história de infecções repetidas do trato respiratório superior e inferior, otite média, bronquite e rinossinusite, associada a situs inversus na metade dos casos. O diagnóstico é estabelecido pela análise ciliar ultra-estrutural de espécimes respiratórios, após a exclusão inicial de outras doenças, como fibrose cística, deficiência de alfa-1-antitripsina, imunodeficiências (IgG, neutrófilos e complemento) e síndrome de Young. O propósito deste artigo é revisar os achados clínicos, o diagnóstico e o manejo da discinesia ciliar primária, incluindo um fluxograma diagnóstico.
2022-12-06T14:05:49Z
SANTOS,JOSÉ WELLINGTON ALVES DOS WALDOW,ALAND FIGUEIREDO,CLAUDIUS WLADIMIR CORNELIUS DE KLEINUBING,DIEGO ROSSI BARROS,SEVERO SALLES DE
Mediastinite descendente necrosante pós-angina de Ludwig
A angina de Ludwig é uma infecção do espaço submandibular originada, em geral, da infecção do 2º ou 3º molar inferior. Como conseqüência, pode causar mediastinite descendente necrosante, que representa uma forma grave e rara de infecção mediastinal, a qual exige diagnóstico precoce e tratamento cirúrgico para reduzir a alta mortalidade associada a esta doença. Dois casos de mediastinite descendente necrosante pós-angina de Ludwig foram tratados com excelentes resultados em nosso hospital. A drenagem mediastinal transcervical está justificada em pacientes com doença limitada ao mediastino superior. Porém, sepse com comprometimento extenso do mediastino requer drenagem através de toracotomia sem demora.
2022-12-06T14:05:49Z
BROMMELSTROET,MARICÉLIA ROSA,JOSÉ FIORAVANTE TOSATTI DA BOSCARDIM,PAULO CÉSAR BUFFARA SCHMIDLIN,CARLOS AUGUSTO SHIBATA,SÉRGIO