Repositório RCAAP

Desenvolvimento e validação da versão em português da Escala de Barreiras para Reabilitação Cardíaca

FUNDAMENTO: As doenças cardiovasculares possuem alta incidência e prevalência no Brasil, porém a participação na Reabilitação Cardíaca (RC) é limitada e pouco investigada no país. A Escala de Barreiras para Reabilitação Cardíaca (CRBS) foi desenvolvida para avaliar as barreiras à participação e aderência à RC. OBJETIVO: Traduzir, adaptar culturalmente e validar psicometricamente a CRBS para a língua portuguesa do Brasil. MÉTODOS: Duas traduções iniciais independentes foram realizadas. Após a tradução reversa, ambas versões foram revisadas por um comitê. A versão gerada foi testada em 173 pacientes com doença arterial coronariana (48 mulheres, idade média = 63 anos). Desses, 139 (80,3%) participantes de RC. A consistência interna foi avaliada pelo alfa de Cronbach, a confiabilidade teste-reteste pelo coeficiente de correlação intraclasse (ICC) e a validade de construto por análise fatorial. Testes-T foram utilizados para avaliar a validade de critério entre participantes e não participantes de RC. Os resultados da aplicação em função das características dos pacientes (gênero, idade, estado de saúde e grau de escolaridade) foram avaliados. RESULTADOS: A versão em português da CRBS apresentou alfa de Cronbach de 0,88, ICC de 0,68 e revelou cinco fatores, cuja maioria apresentou-se internamente consistente e todos definidos pelos itens. O escore médio para pacientes em RC foi 1,29 (desvio padrão = 0,27) e para pacientes do ambulatório 2,36 (desvio padrão = 0,50) (p < 0,001). A validade de critério foi apoiada também por diferenças significativas nos escores totais por sexo, idade e nível educacional. CONCLUSÃO: A versão em português da CRBS apresenta validade e confiabilidade adequadas, apoiando sua utilização em estudos futuros.

Ano

2022-12-06T14:01:12Z

Creators

Ghisi,Gabriela Lima de Melo Santos,Rafaella Zulianello dos Schveitzer,Vanessa Barros,Aline Lange Recchia,Thais Lunardi Oh,Paul Benetti,Magnus Grace,Sherry L.

Prevalência de hipertensão arterial em Adventistas do Sétimo Dia da capital e do interior paulista

FUNDAMENTO: Sabe-se que hábitos de vida inadequados favorecem a hipertensão, e os adventistas preconizam hábitos saudáveis. OBJETIVO: Avaliar a prevalência da hipertensão nos adventistas do sétimo dia na capital e no interior paulistas. MÉTODOS: Foram estudados 264 adventistas (41,17 ± 15,27 anos, 59,8% mulheres, com alto nível de religiosidade avaliada pela escala Duke-DUREL). A medida da pressão arterial foi realizada com aparelho automático validado. Nível de significância adotado foi p < 0,05. Resultados: A prevalência total de hipertensão foi 22,7%, (27,4% no interior e 15% na capital). Os adventistas da capital diferiram dos do interior (p < 0,05), respectivamente, quanto: escolaridade superior (62% vs 36,6%); ter vínculo empregatício (44%) vs autônomos (40,9%); renda familiar (8,39 ± 6,20 vs 4,59 ± 4,75 salários mínimos) e renda individual (4,54 ± 5,34 vs 6,35 ± 48 salários mínimos); casal responsável pela renda familiar (35% vs 39,6%); vegetarianismo (11% vs 3%); pressão arterial (115,38 ± 16,52/68,74 ± 8,94 vs 123,66 ± 19,62/74,88 ± 11,85 mmHg); etnia branca (65% vs 81,1%); casados (53% vs 68,9%); menor apoio social no domínio material (15,7 ± 5,41 vs 16,9 ± 4,32) e lembrar da última vez que mediu a pressão arterial (65% vs 48,8%). A análise multivariada associou hipertensão com: 1) vegetarianismo (OR 0,051, IC95% 0,004-0,681), 2) escolaridade (OR 5,317, IC95% 1,674-16,893), 3) lembrar quando mediu a pressão (OR 2,725, IC95% 1,275-5,821), 4) aposentado (OR 8,846, IC95% 1,406-55,668), 5) responsável pela renda familiar (OR 0,422, IC95% 0,189-0,942). CONCLUSÃO: A prevalência de hipertensão dos adventistas foi menor se comparada com estudos nacionais, sendo menor na capital em relação ao interior possivelmente por melhores condições socioeconômicas e hábitos de vida.

Ano

2022-12-06T14:01:12Z

Creators

Silva,Leilane Bagno Eleutério da Silva,Stael Silvana Bagno Eleutério da Marcílio,Amanda Garcia Pierin,Ângela Maria Geraldo

Ativação adrenérgica alterada se associa à recuperação anormal da Frequência Cardíaca?

FUNDAMENTO: Frequência Cardíaca de Recuperação (RFC) reflete a capacidade do sistema cardiovascular de reverter a supressão vagal ocasionada pelo exercício. A cintilografia com metaiodobenzilguanidina (I¹²³ MIBG) avalia a inervação e ativação adrenérgica cardíaca. A associação entre esses dois métodos não está bem esclarecida. OBJETIVO: Avaliar associação entre RFC e Taxa de "Washout" (WO) de I¹²³ MIBG em pacientes com Insuficiência Cardíaca (IC). MÉTODOS: Vinte e cinco pacientes com fração de ejeção < 45% realizaram teste ergométrico, sendo analisada a variação da RFC do 1º ao 8º minuto pós-esforço. Submetidos a I¹²³ MIBG foram separados em grupos pela WO: G1) < 27% e G2) &gt; 27%. Para análise estatística, foi utilizado teste U de Mann Whitney e o coeficiente de correlação de Spearman. RESULTADOS: G2 demonstrou uma variação mais lenta da RFC: 1º minuto: G1: 21,5 (16,12 - 26,87) vs G2: 11,00 (8,5 - 13,5) bpm, p = 0,001; 2º minuto: G1: 34 (29 - 39) vs G2: 20 (14 - 26) bpm, p = 0,001; 3º minuto: G1: 46 (37,8 - 54,1) vs G2: 30 (22 - 38) bpm, p = 0,005; 5º minuto: G1: 51,5 (42 - 61) vs G2: 39 (31,5 - 46,5) bpm, p = 0,013; e no 8º minuto: G1: 54,5 (46,5 - 62,5) vs G2: 43 (34 - 52) bpm, p = 0,037. A RFC no 1º (r = -0,555; p = 0,004), e 2º minuto (r = -0,550; p = 0,004) apresentaram correlação negativa com WO. CONCLUSÃO: Pacientes com IC e WO elevado apresentaram uma RFC anormal em comparação com pacientes com WO normal. Tais achados sugerem que a ativação adrenérgica pode influenciar na RFC.

Ano

2022-12-06T14:01:12Z

Creators

Messias,Leandro Rocha Carreira,Maria Angela M. de Queiroz Miranda,Sandra Marina Azevedo,Jader Cunha de Gava,Isabela Ambrósio Rodrigues,Ronaldo Campos Maróstica,Elisabeth Mesquita,Claudio Tinoco

Função diastólica do ventrículo esquerdo em obesos graves em pré-operatório para cirurgia bariátrica

FUNDAMENTO: Obesidade é uma doença crônica, multifatorial, associada a aumento do risco cardiovascular, especialmente a insuficiência cardíaca diastólica. OBJETIVO: Avaliar a função diastólica do ventrículo esquerdo em obesos graves em pré-operatório para cirurgia bariátrica, relacionando com os fatores de risco cardiovascular e a estrutura cardíaca. MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal, com 132 pacientes candidatos a cirurgia bariátrica, submetidos a avaliação ecocardiográfica transtorácica e dos fatores de risco cardiovascular, sendo: 97 mulheres (73,5%), idade média de 38,5 ± 10,5 anos e IMC de 43,7 ± 7,2 Kg/m². Foram divididos em três grupos: 61 com função diastólica normal, 24 com disfunção diastólica leve e 47 com disfunção diastólica moderada/grave, dos quais 41 com disfunção diastólica moderada (padrão pseudonormal) e seis com disfunção diastólica grave (padrão restritivo). RESULTADOS: Hipertensão arterial sistêmica, idade e gênero foram diferentes nos grupos com disfunção diastólica. Os grupos com disfunção tiveram maior diâmetro do átrio esquerdo, do ventrículo esquerdo, volume do átrio esquerdo em quatro e duas câmaras, índice de volume atrial esquerdo e índice de massa do ventrículo esquerdo corrigido para a superfície corpórea e para altura. CONCLUSÃO: A elevada frequência de disfunção diastólica do ventrículo esquerdo na fase pré-clínica em obesos graves justifica a necessidade de uma avaliação ecocardiográfica criteriosa, com o objetivo de identificar indivíduos de maior risco, para que medidas de intervenção precoce sejam adotadas.

Ano

2022-12-06T14:01:12Z

Creators

Tavares,Irlaneide da Silva Sousa,Antonio Carlos Sobral Menezes Filho,Raimundo Sotero Aguiar-Oliveira,Manuel Hermínio de Barreto-Filho,José Augusto Brito,Amanda Ferreira de Oliveira,Joselina Luzia Menezes

A influência do genótipo da ECA sobre a aptidão cardiovascular de jovens do sexo masculino moderadamente ativos

FUNDAMENTO: O gene da enzima conversora de angiotensina (gene ECA) tem sido amplamente estudado em relação a fenótipos de aptidão cardiorrespiratória, contudo a associação do genótipo da ECA com corridas de meia-distância tem sido pouco investigada. OBJETIVO: O presente estudo investigou a possível influência da enzima conversora de angiotensina (ECA) (I/D) sobre a aptidão cardiovascular e o desempenho em corridas de meia-distância por parte de brasileiros jovens do sexo masculino. A validade da previsão de VO2max em relação ao genótipo da ECA também foi analisada. MÉTODOS: Um grupo homogêneo de homens jovens moderadamente ativos foi avaliado em um teste de corrida (V1600 m; m.min-1) e em um teste adicional em esteira ergométrica para a determinação de VO2max. Posteriormente, o [(0,177*V1600m) + 8.101] VO2max real e previsto foi comparado com os genótipos da ECA. RESULTADOS: O VO2max e V1600m registrados para os genótipos DD, ID e II foram 45,6 (1,8); 51,9 (0,8) e 54,4 (1,0) mL.kg-1.min-1 e 211,2 (8,3); 249,1 (4,3) e 258,6 (5,4 ) m.min-1, respectivamente e foram significativamente mais baixos para os genótipos DD (p < 0,05). O VO2max real e previsto não diferiram entre si, apesar do genótipo da ECA, mas o nível de concordância entre os métodos de VO2max real e estimado foi menor para o genótipo DD. CONCLUSÃO: Concluiu-se que existe uma possível associação entre o genótipo da ECA, a aptidão cardiovascular e o desempenho em corridas de média distância de jovens do sexo masculino moderadamente ativos e que a precisão da previsão do VO2max também pode ser dependente do genótipo da ECA dos participantes.

Ano

2022-12-06T14:01:12Z

Creators

Almeida,Jeeser Alves Boullosa,Daniel Alexandre Pardono,Emerson Lima,Ricardo Moreno Morais,Pâmella Karoline Denadai,Benedito Sérgio Souza,Vinícius Carolino Nóbrega,Otávio Toledo Campbell,Carmem Silvia Grubert Simões,Herbert Gustavo

Avaliação do tratamento cirúrgico da cardiopatia congênita em pacientes com idade superior a 16 anos

FUNDAMENTO: O número crescente de crianças com cardiopatias congênitas em evolução demanda maior preparo dos profissionais e das instituições que as manuseiam. OBJETIVO: Descrever o perfil dos pacientes com idade superior a 16 anos com cardiopatia congênita operados e analisar os fatores de risco preditivos de mortalidade hospitalar. MÉTODOS: Mil, quinhentos e vinte pacientes (idade média 27 ± 13 anos) foram operados entre janeiro de 1986 e dezembro de 2010. Foram realizadas análise descritiva do perfil epidemiológico da população estudada e análise dos fatores de risco para mortalidade hospitalar, considerando escore de complexidade, ano em que a cirurgia foi realizada, procedimento realizado pelo cirurgião pediátrico ou não e presença de reoperação. RESULTADOS: Ocorreu um crescimento expressivo no número de casos a partir do ano 2000. A média do escore de complexidade foi 5,4 e os defeitos septais corresponderam a 45% dos casos. A mortalidade geral foi 7,7% e o maior número de procedimentos (973 ou 61,9%) com maior complexidade foi realizado por cirurgiões pediátricos. Complexidade (OR 1,5), reoperação (OR 2,17) e cirurgião pediátrico (OR 0,28) foram fatores de risco independentes que influenciaram a mortalidade. A análise multivariada mostrou que o ano em que a cirurgia foi realizada (OR 1,03), a complexidade (OR 1,44) e o cirurgião pediátrico (OR 0,28) influenciaram no resultado. CONCLUSÃO: Observa-se um número crescente de pacientes com idade superior a 16 anos e que, apesar do grande número de casos simples, os mais complexos foram encaminhados para os cirurgiões pediátricos, que apresentaram menor mortalidade, em especial nos anos mais recentes. (Arq Bras Cardiol. 2012; [online].ahead print, PP.0-0)

Ano

2022-12-06T14:01:12Z

Creators

Caneo,Luiz Fernando Jatene,Marcelo B. Riso,Arlindo A. Tanamati,Carla Penha,Juliano Moreira,Luiz Felipe Atik,Edmar Trindade,Evelinda Stolf,Noedir A. G.

Realce Tardio miocárdico por Ressonância Magnética Cardíaca pode identificar risco para Taquicardia Ventricular na Cardiopatia Chagásica Crônica

FUNDAMENTO: Testes invasivos e não invasivos têm sido usados para identificar risco para Taquicardia Ventricular (TV) em pacientes com Cardiopatia Chagásica Crônica (CCC). Ressonância Magnética Cardíaca (RMC) pela técnica do Realce Tardio (RT) pode ser útil para selecionar pacientes com disfunção ventricular global ou segmentar, com alto grau de fibrose e maior risco para TV clínica. OBJETIVO: Melhorar a identificação de elementos preditivos de TV em pacientes com CCC. MÉTODO: Quarenta e um pacientes com CCC foram pesquisados, sendo 30 (72%) do sexo masculino, com média de idade de 55,1 ± 11,9 anos. Vinte e seis pacientes apresentavam histórico de TV (grupo TV), e 15 não apresentavam TV (grupo NTV). Todos os pacientes incluídos tinham RT e disfunção segmentar ventricular. Volume, porcentagem de comprometimento da espessura da parede ventricular em cada segmento, e distribuição de RT foi determinado em cada caso. RESULTADOS: Não houve diferença estatística em termos de volume de RT entre os dois grupos: grupo TV = 30,0 ± 16,2%; grupo NTV = 21,7 ± 15,7%; p = 0,118. A probabilidade de TV foi maior se duas ou mais áreas contíguas de fibrose transmural estivessem presentes, sendo um fator preditor de TV clínica (RR 4,1; p = 0,04). A concordância entre os observadores foi de 100% nesse critério (p < 0,001). CONCLUSÃO: A identificação de dois ou mais segmentos de RT transmural por RMC está associado com a ocorrência de TV clínica em pacientes com CCC. Portanto, a RMC melhora a estratificação de risco na população estudada. (Arq Bras Cardiol. 2012; [online].ahead print, PP.0-0)

Ano

2022-12-06T14:01:12Z

Creators

Mello,Ronaldo Peixoto de Szarf,Gilberto Schvartzman,Paulo Roberto Nakano,Edson Minoru Espinosa,Mariano Martinez Szejnfeld,Denis Fernandes,Verônica Lima,João A. C. Cirenza,Claudio Paola,Angelo A.V. De

Qualidade de Vida de pacientes hipertensos e comparação entre dois instrumentos de medida de QVRS

FUNDAMENTO: Medir Qualidade de Vida (QV) relacionada à saúde auxilia na avaliação da eficiência de um tratamento e identifica problemas de maior impacto na QV do paciente. No entanto, essas medidas são mais seguras se avaliadas por instrumentos genéricos e específicos conjuntamente, fazendo-se necessário verificar se há compatibilidade entre esses e evitar repetições e contradições entre os domínios. OBJETIVO: Descrever o perfil de qualidade de vida de pacientes hipertensos e avaliar a compatibilidade de um instrumento específico (MINICHAL) e outro genérico (SF-36). MÉTODOS: Cem pacientes hipertensos adultos em tratamento ambulatorial entrevistados. A média da QVRS medida pelo MINICHAL foi de 6,64 (DP 6,04) no estado mental e média de 5,03 (DP 4,11) no estado manifestações somáticas. As médias para o instrumento SF-36 foram por ordem de classificação: limitação por aspectos físicos 47,3 (DP 42,9), vitalidade 57,4 (DP 19,7), limitação por aspectos emocionais 58 (DP 44,7), capacidade funcional 58,7 (DP 27,8), dor 60,4 (DP 26,3), estado geral de saúde 60,7 (DP 22,7), saúde mental 66,8 (DP 22,1) e aspectos sociais 78 (DP 26,1). RESULTADOS: O MINICHAL apresentou correlação significativa (p < 0,001) com o SF-36 em todos os domínios. CONCLUSÃO: O MINICHAL provou ser um instrumento útil na avaliação da QVRS em pacientes hipertensos. (Arq Bras Cardiol. 2012; [online].ahead print, PP.0-0)

Ano

2022-12-06T14:01:12Z

Creators

Carvalho,Michelle Adler Normando Silva,Isabela Bispo Santos Ramos,Sarah Brito Pinheiro Coelho,Laura Fernandes Gonçalves,Isabela Dias Figueiredo Neto,José Albuquerque de

Parâmetros clínicos e ecocardiográficos associados a baixo índice cronotrópico em pacientes não idosos

FUNDAMENTO: Apesar das inúmeras evidências de aumento da morbimortalidade, a incompetência cronotrópica (IC) ainda não é um diagnóstico rotineiro e bem definido nos protocolos de avaliação cardiológica e sua importância clínica ainda é subestimada. OBJETIVO: Avaliar os parâmetros clínicos e ecocardiográficos associados à IC em pacientes não idosos submetidos à ecocardiografia sob estresse físico (EEF). MÉTODOS: Foram avaliados 1.798 pacientes com idade média de 48,4 ± 7,5 anos submetidos à EEF entre Janeiro/2000 e Agosto/2009. Pacientes com índice cronotrópico menor que 0,8 foram considerados incompetentes cronotrópicos e comparados aos competentes quanto às características clínicas e ecocardiográficas. RESULTADOS: A duração do esforço físico foi em média de 9,3 ± 2,4 minutos. Duzentos e setenta (15%) pacientes eram incompetentes cronotrópicos. O índice cronotrópico de tal grupo foi de 0,7 ± 0,1 vs. 1,0 ± 0,1 para os competentes. A análise de regressão logística multivariada identificou os seguintes parâmetros como independentemente associados à IC: dispneia no exame [odds ratio (OR) = 4,27; p < 0,0001], dor torácica prévia na história clínica (OR = 1,51; p = 0,0111), maiores valores de índice de massa do ventrículo esquerdo nos incompetentes (IMVE) (OR = 1,16; p = 0,0001), equivalentes metabólicos (METs) (OR = 0,70; p = 0,0001), infradesnivelamento do segmento ST (OR = 0,58; p = 0,0003) e elevação da pressão arterial sistólica (ΔPAS) (OR = 0,87; p = 0,0011). Isquemia miocárdica não se associou à IC. CONCLUSÃO: A IC está associada a parâmetros funcionais, tais como: dispneia ao esforço, história de dor torácica e menores valores de METS. Está também associada ao parâmetro estrutural índice de massa do ventrículo esquerdo. Além disso, incompetência cronotrópica não parece aumentar a chance de isquemia miocárdica em pacientes não idosos. (Arq Bras Cardiol. 2012; [online].ahead print, PP.0-0)

Ano

2022-12-06T14:01:12Z

Creators

Secundo,Paulo Fernando Carvalho Santos,Bruno Fernandes de Oliveira Secundo Júnior,José Alves Silva,Joiciane Bárbara da Souza,Adriana Ribeiro de Faro,Gustavo Baptista de Almeida Barreto- Filho,José Augusto Sousa,Antônio Carlos Sobral Oliveira,Joselina Luzia Menezes

Valor prognóstico da troponina I de alta sensibilidade versus troponina T nas síndromes coronarianas agudas

FUNDAMENTO: Apesar da superior precisão diagnóstica das troponinas cardíacas de alta sensibilidade, seu valor prognóstico ainda não foi validado contra troponinas cardíacas convencionais. OBJETIVO: Testar o valor prognóstico da troponina I de alta sensibilidade (TnI-as) em comparação com a troponina T convencional (TnT-c) no cenário de síndromes coronarianas agudas sem supradesnivelamento do segmento ST (SCA). MÉTODOS: No momento da admissão, uma amostra de plasma foi coletada de 103 pacientes consecutivos com angina instável ou infarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST. Nessa amostra, a troponina foi medida tanto pelo método TnI-as quanto pelo método TnT-c. O valor prognóstico das duas troponinas foi comparado em relação à ocorrência de evento cardiovascular maior, definido como o composto de morte, infarto agudo do miocárdio não fatal ou angina instável refratária durante a internação. RESULTADOS: Durante uma hospitalização mediana de 8 dias (intervalo interquartil = 5-11), a incidência de eventos cardiovasculares foi 10% (5 mortes, 3 infartos não fatais e 2 anginas refratárias não fatais). Troponina I de alta sensibilidade predisse significativamente eventos cardiovasculares, com C-estatísticas de 0,73 (95% CI = 0,59-0,87), à semelhança da TnT-c (0,70; 95% CI = 0,55-0,84) - P = 0,75. A definição de troponina positiva que proporcionou melhor acurácia prognóstica foi TnI-as > 0,055 mg / L e TnT-c > 0,010 mg / L, com sensibilidade de 90% e especificidade de 52% para ambos os ensaios. CONCLUSÃO: Troponina I de alta sensibilidade prediz eventos cardiovasculares de forma semelhante à troponina T convencional no cenário de SCA. (Arq Bras Cardiol. 2012; [online].ahead print, PP.0-0)

Ano

2022-12-06T14:01:12Z

Creators

Correia,Luis Cláudio Lemos Sodré,Fábio L. Lima,José C.C. Sabino,Michael Brito,Mariana Garcia,Guilherme Maraux,Mayara Sousa,Alexandre C. Rabelo,Márcia Noya Esteves,J. Péricles

Utilidade clínica da angiografia coronariana em pacientes com disfunção ventricular esquerda

FUNDAMENTO: A realização da angiografia coronariana na insuficiência cardíaca sem etiologia definida é frequentemente justificada para avaliação diagnóstica de cardiopatia isquêmica. Porém, o benefício clínico dessa estratégia não é conhecido. OBJETIVO: Avaliar a prevalência de cardiopatia isquêmica mediante critérios angiográficos em pacientes com insuficiência cardíaca e fração de ejeção reduzida sem etiologia, assim como o seu impacto na decisão terapêutica. MÉTODOS: Foram avaliados pacientes ambulatoriais consecutivos com insuficiência cardíaca e disfunção sistólica, que tiveram a angiografia coronariana indicada para esclarecimento etiológico da cardiopatia, no período de 1º de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2010. Os pacientes com diagnóstico de doença arterial coronariana, sorologia positiva para doença de Chagas, cardiopatia congênita, valvopatia grave ou pacientes submetidos a transplante cardíaco foram excluídos da análise. A amostra foi dividida em dois grupos conforme a indicação do cateterismo. Grupo-1: Sintomáticos em razão de angina ou insuficiência cardíaca refratária. Grupo-2: Presença de > 2 fatores de risco para doença arterial coronariana RESULTADOS: Cento e sete pacientes foram incluídos para análise, sendo 51 (47,7%) pacientes pertencentes ao Grupo-1 e 56 (52,3%), ao Grupo-2. A prevalência de cardiopatia isquêmica foi de 9,3% (10 pacientes), e todos pertenciam ao Grupo-1 (p = 0,0001). Durante o seguimento, apenas 4 (3,7%) tiveram indicação de revascularização miocárdica; 3 (2,8%) pacientes apresentaram complicações relacionadas ao procedimento. CONCLUSÃO: Em nosso trabalho, a realização da angiografia coronariana em pacientes com insuficiência cardíaca e disfunção sistólica sem etiologia, apesar de embasada pelas atuais diretrizes, não evidenciou benefício quando indicada apenas pela presença de fatores de risco para doença arterial coronariana.

Ano

2022-12-06T14:01:12Z

Creators

Melo,Rodrigo Morel Vieira de Melo,Eduardo França Pessoa de Biselli,Bruno Souza,Germano Emilio Conceição Bocchi,Edimar Alcides

Morfologia e contratilidade em cardiomiócitos de ratos com baixo desempenho para o exercício físico

FUNDAMENTO: A capacidade aeróbica é fundamental para o desempenho físico, e a baixa capacidade aeróbica está relacionada ao desencadeamento de diversas doenças cardiovasculares. OBJETIVO: Comparar a contratilidade e a morfologia de cardiomiócitos isolados de ratos com baixo desempenho e desempenho padrão para o exercício físico. MÉTODOS: Ratos Wistar, com 10 semanas de idade, foram submetidos a um protocolo de corrida em esteira até a fadiga, e foram divididos em dois grupos: Baixo Desempenho (BD) e Desempenho Padrão (DP). Em seguida, após eutanásia, o coração foi removido rapidamente e, por meio de dissociação enzimática, os cardiomiócitos do ventrículo esquerdo foram isolados. O comprimento celular e dos sarcômeros e a largura dos cardiomiócitos foram medidos usando-se um sistema de detecção de bordas. Os cardiomiócitos isolados foram estimulados eletricamente a 1 e 3 Hz e a contração celular foi medida registrando-se a alteração do seu comprimento. RESULTADOS: O comprimento celular foi menor no grupo BD (157,2 ± 1,3µm; p < 0,05) em relação ao DP (161,4 ± 1,3 µm), sendo o mesmo resultado observado para o volume dos cardiomiócitos (BD, 25,5 ± 0,4 vs. DP, 26,8 ± 0,4 pL; p < 0,05). Os tempos para o pico de contração (BD, 116 ± 1 vs. DP, 111 ± 2ms) e para o relaxamento total (BD, 143 ± 3 vs. DP, 232 ± 3 ms) foram maiores no grupo BD. CONCLUSÃO: Conclui-se que os miócitos do ventrículo esquerdo dos animais de baixo desempenho para o exercício físico apresentam menores dimensões que os dos animais de desempenho padrão, além de apresentarem perdas na capacidade contrátil.

Ano

2022-12-06T14:01:12Z

Creators

Quintão Júnior,Judson Fonseca Natali,Antônio José Carneiro Júnior,Miguel Araújo Castro,Cynthia Aparecida de Drummond,Lucas Rios Lavorato,Victor Neiva Felix,Leonardo Bonato Cruz,Jader dos Santos Prímola-Gomes,Thales Nicolau

Prosthesis-Patient Mismatch Negatively Affects Outcomes after Mitral Valve Replacement: Meta-Analysis of 10,239 Patients

Abstract Objective: This study sought to evaluate the impact of prosthesis-patient mismatch on the risk of perioperative and long-term mortality after mitral valve replacement. Methods: Databases were researched for studies published until December 2018. Main outcomes of interest were perioperative and 10-year mortality and echocardiographic parameters. Results: The research yielded 2,985 studies for inclusion. Of these, 16 articles were analyzed, and their data extracted. The total number of patients included was 10,239, who underwent mitral valve replacement. The incidence of prosthesis-patient mismatch after mitral valve replacement was 53.7% (5,499 with prosthesis-patient mismatch and 4,740 without prosthesis-patient mismatch). Perioperative (OR 1.519; 95%CI 1.194-1.931, P<0.001) and 10-year (OR 1.515; 95%CI 1.280-1.795, P<0.001) mortality was increased in patients with prosthesis-patient mismatch. Patients with prosthesis-patient mismatch after mitral valve replacement had higher systolic pulmonary artery pressure and transprosthethic gradient and lower indexed effective orifice area and left ventricle ejection fraction. Conclusion: Prosthesis-patient mismatch increases perioperative and long-term mortality. Prosthesis-patient mismatch is also associated with pulmonary hypertension and depressed left ventricle systolic function. The findings of this study support the implementation of surgical strategies to prevent prosthesis-patient mismatch in order to decrease mortality rates.

Ano

2022-12-06T14:01:12Z

Creators

Sá,Michel Pompeu Barros Oliveira Cavalcanti,Luiz Rafael Pereira Rayol,Sérgio da Costa Diniz,Roberto Gouvea Silva Menezes,Alexandre Motta Clavel,Marie-Annick Pibarot,Philippe Lima,Ricardo Carvalho

Innominate vs. Axillary Artery Cannulation in Aortic Surgery: a Systematic Review and Meta-Analysis

Abstract Objective: To investigate whether axillary artery cannulation has supremacy over innominate artery cannulation in thoracic aortic surgery. Methods: A comprehensive search was undertaken among the four major databases (PubMed, Excerpta Medica dataBASE [EMBASE], Scopus, and Ovid) to identify all randomized and nonrandomized controlled trials comparing axillary to innominate artery cannulation in thoracic aortic surgery. Databases were evaluated and assessed up to March 2017. Results: Only three studies fulfilled the criteria for this meta-analysis, including 534 patients. Cardiopulmonary bypass time was significantly shorter in the innominate group (P=0.004). However, the innominate group had significantly higher risk of prolonged intubation > 48 hours (P=0.04) than the axillary group. Further analysis revealed no significant difference between the innominate and axillary groups for deep hypothermic circulatory arrest time (P=0.06). The relative risks for temporary and permanent neurological deficits as well as in-hospital mortality were not significantly different for both groups (P=0.90, P=0.49, and P=0.55, respectively). Length of hospital stay was similar for both groups. Conclusion: There is no superiority of axillary over innominate artery cannulation in thoracic aortic surgery in terms of perioperative outcomes; however, as the studies were limited, larger scale comparative studies are required to provide a solid evidence base for choosing optimal arterial cannulation site.

Ano

2022-12-06T14:01:12Z

Creators

Harky,Amer Chan,Jeffrey SK Bithas,Christiana Hof,Alexander Sharif,Monira Froghi,Saied Bashir,Mohamad

Mal-Positioning of Dialysis Catheter in Anomalous Left Superior Pulmonary Vein in a Patient with Acute Type A Dissection, a Case Report

Abstract The partial anomalous pulmonary vein drainage is a rare congenital defect. The pulmonary vein drains in to a systemic vein instead of draining in to the left atrium. In this rare birth defect, the right sided pulmonary vein involvement is more prevalent than the left sided pulmonary veins. We present a case where the anomalous left superior pulmonary vein was diagnosed when a renal dialysis catheter (size = 12F x 16cm) was mal-positioned in to the Anomalous left superior pulmonary vein, demonstrating confusing blood results. We describe how a systematic multidisciplinary approach and use of advanced imaging techniques can recognise and deal with this rare clinical dilemma.

Ano

2022-12-06T14:01:12Z

Creators

Minhas,Tariq Pillai,Jane Bhaskara Lau,Ting

Endovascular Repair of a Penetrating Axillary Artery Injury

Abstract We report a 16-year-old boy who sustained a gunshot injury on his upper left side of the chest that resulted in an injury to the left axillary artery and was treated with endovascular repair. An endovascular repair has been increasingly accepted for the management of hemorrhage in critically ill trauma patients; using covered endovascular stents provides an alternative modality for both controlling hemorrhage and preserving flow.

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2022-12-06T14:01:12Z

Creators

Altoijry,Abdulmajeed Nouh,Thamer Alburakan,Ahmed Ibrahim,Magdi Altuwaijri,Talal A

Transesophageal Echocardiography-Guided Thrombectomy of Level IV Renal Cell Carcinoma without Cardiopulmonary Bypass

Abstract Advanced renal cell carcinoma accompanied by tumor thrombus in the venous system is present in up to 10% of cases. Extension of tumor thrombus above the diaphragm or into the right atrium represents level IV disease. Level IV tumors are typically treated with sterno-laparotomy approach with or without deep hypothermic circulatory arrest and veno-venous bypass. In this case report, the surgical technique for the resection of advanced RCC were described, with the concomitant use of transesophageal echocardiography for thrombus extraction without the veno-venous or cardiopulmonary bypass.

Ano

2022-12-06T14:01:12Z

Creators

Zlatanovic,Petar Koncar,Igor Jakovljevic,Nenad Markovic,Dejan Mitrovic,Aleksandar Davidovic,Lazar

Left Ventricular Assist Device Implantation Combined with Bentall Procedure

Abstract Ventricular assist devices (VADs) are an important technological development for patients with end-stage heart failure, and approximately 50% of these patients require various additional cardiac procedures. Here we presente the case of a patient suffering from severe aortic insufficiency, aortic root dilatation, and an ascending aortic aneurysm with end-stage decompensated heart failure. We performed the Bentall procedure combined with a left VAD implantation during the same session. The postoperative period was uneventful for this patient, and he was discharged on the 32nd postoperative day. The heart failure symptoms of the patient are reasonable, and he is still on the heart transplantation waiting list.

Ano

2022-12-06T14:01:12Z

Creators

Gode,Safa Erkanlı,Korhan Başgoze,Serdar Turen,Selahattin Kahraman,Meliha Zeynep

Left Ventricular Reconstruction Surgery in Candidates for Heart Transplantation

Abstract Objective: To report our center’s experience in the surgical treatment of ventricular reconstruction, an effective and efficient technique that allows patients with end-stage heart failure of ischemic etiology to have clinical improvement and increased survival. Methods: Observational, clinical-surgical, sequential, retrospective study. Patients with ischemic cardiomyopathy and left ventricular aneurysm were attended at the Heart Failure, Ventricular Dysfunction and Cardiac Transplant outpatient clinic of the Dante Pazzanese Cardiology Institute, from January 2010 to December 2016. Data from 34 patients were collected, including systemic arterial hypertension, ejection fraction, New York Heart Association (NYHA) functional classification (FC), European System for Cardiac Operative Risk Evaluation (EuroSCORE) II value, Society of Thoracic Surgeons (STS) score, ventricular reconstruction technique, and survival. Results: Overall mortality of 14.7%, with hospital admission being 8.82% and late death being 5.88%. Total survival rate at five years of 85.3%. In the preoperative phase, NYHA FC was Class I in five patients, II in 18, III in eight, and IV in three vs. NYHA FC Class I in 17 patients, II in eight, III in six, and IV in three, in the postoperative period. EuroSCORE II mean value was 6.29, P≤0.01; hazard ratio (HR) 1.16 (95% confidence interval [CI] 1.02-1.31). STS mortality/morbidity score mean value was 18.14, P≤0.004; HR 1.19 (95% CI 1.05-1.33). Surgical techniques showed no difference in survival among Dor 81% vs. Jatene 91.7%. Conclusion: Surgical treatment of left ventricular reconstruction in candidates for heart transplantation is effective, efficient, and safe, providing adequate survival.

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2022-12-06T14:01:12Z

Creators

Contreras,Carlos Alberto Méndez Orellana,Pedro Xavier Almeida,Antonio Flávio Sanchez de Finger,Marco Aurélio Rossi Neto,João Manoel Chaccur,Paulo

Comparative Analysis of Myocardial Protection with HTK Solution and Hypothermic Hyperkalemic Blood Solution in the Correction of Acyanogenic Congenital Cardiopathies - A Randomized Study

Abstract Objective: The goal of the present study was to compare the myocardial protection obtained with histidine-tryptophan-ketoglutarate (HTK) cardioplegic solution (Custodiol®) and with intermittent hypothermic blood solution. Methods: Two homogenous groups of 25 children with acyanotic congenital heart disease who underwent total correction with mean aortic clamping time of 60 minutes were evaluated in this randomized study. Troponin and creatine kinase-MB curves, vasoactive-inotropic score, and left ventricular function were obtained by echocardiogram in each group. The values were correlated and presented through graphs and tables after adequate statistical treatment. Results: It was observed that values of all the studied variables varied over time, but there was no difference between the groups. Conclusion: We conclude that in patients with acyanotic congenital cardiopathies submitted to total surgical correction, mean aortic clamping time around one hour, and cardiopulmonary bypass with moderate hypothermia, the HTK crystalloid cardioplegic solution offers the same myocardial protection as the cold-blood hyperkalemic cardioplegic solution analyzed, according to the variables considered in our study model.

Ano

2022-12-06T14:01:12Z

Creators

Valente,Acrisio Sales Lustosa,Gustavo Porto Mota,Lia Alves Martins Lima,Adriano Mesquita,Fernando Antônio de Gondim,Aloísio Rodrigues,Fábio Alércio Pompeu,Ronald Guedes Branco,Klébia Castelo