Repositório RCAAP
Cirurgia de Glenn bidirecional: importância da manutenção de fluxo "pulsátil" na artéria pulmonar
Com o objetivo de avaliar a importância clínica da presença de fluxo pulsátil na artéria pulmonar de pacientes submetidos à cirurgia de Glenn bidirecional, 36 casos consecutivos operados no período de outubro de 1990 a julho de 1994 foram revistos. As crianças, com idade variando de 11 meses a 14 anos (média, 4,4 ± 3,4 anos), eram portadoras das seguintes lesões: atresia tricúspide (18), ventrículo único (16), atresia mitral (1) e atresia pulmonar sem comunicação interventricular (1). Dezenove (52,8%) pacientes haviam sido submetidos a 22 procedimentos cirúrgicos prévios, sendo que 2 fizeram duas e outro, três anastomoses sistêmico-pulmonar. Circulação extracorpórea foi utilizada em todos os casos, sendo com hipotermia leve em 11 e com hipotermia profunda e parada cardiocirculatória total nos demais. A técnica cirúrgica básica foi a anastomose término-lateral da veia cava superior à artéria pulmonar ipsilateral. Nos casos com fluxo anterógrado, o tronco pulmonar foi ligado somente quando a pressão média ao nível da anastomose era superior a 15 mmHg, sendo que em 2 casos recentes com pressão acima de 20 mmHg, optouse por cerclar o tronco pulmonar, ajustando-se, assim, os níveis pressóricos. Ocorreram 3 óbitos imediatos; a sobrevida hospitalar foi de 91,7%. Uma criança, que evoluiu no pós-operatório com baixa saturação arterial sistêmica, foi submetida após 7 dias à anastomose sistêmico-pulmonar com prótese vascular de 3 mm. Vinte e oito pacientes foram acompanhados por um período de tempo que variou de 3,1 meses a 4,1 anos (média 1,8 ± 1,2 anos) e foram divididos em 2 grupos: A-18 crianças com fluxo pulmonar dependente exclusivamente do Glenn; B -10 crianças com outra fonte de circulação pulmonar promovendo fluxo "pulsátil" ao nível da anastomose. No Grupo A a saturação arterial sistêmica tem variado de 68% a 85% (média, 77,6 ± 5,5%) e no Grupo B de 80% a 90% com média de 86,0 ± 3,8% (p<0,001). Os pacientes do Grupo B encontram-se em classe funcional I e II, enquanto que 2 crianças do Grupo A estão em classe III e outras 2 estavam em classe IV (p=0,05), sendo que uma foi a óbito e a outra foi submetida à cirurgia de Fontan modificada, com bom resultado. Não foram observadas complicações relacionadas ao Glenn em nenhum dos dois grupos. Assim, a presença de fluxo pulsátil na artéria pulmonar melhora a saturação arterial sistêmica e a tolerância aos exercícios em crianças submetidas à cirurgia de Glenn bidirecional, sem efeitos adversos na circulação pulmonar e no fluxo sangüíneo da veia cava superior.
2022-12-06T14:00:36Z
Fantini,Fernando Antônio Gontijo Filho,Bayard Lopes,Roberto Max Castro,Marcelo Frederico de Barrientos,Arturo Silva,João Alfredo de Paula e Barbosa,Juscelino Teixeira Miotto,Heberth César Masci,Tereza Lúcia de Melo Martins,Cristiane Vrandecic,Mário O
Emprego de uma nova emulsão de perfluorocarbonos (OxygentMR) em circulação extracorpórea: estudo experimental em cães
Testou-se uma nova emulsão de perfluorocarbonos (OxygentMR, Alliance Pharmaceutical, San Diego, CA 92121, EUA) em circulação extracorpórea (CEC) com hipotermia de 32ºC e hematócrito de 12%. Estudaram-se 42 cães, 12 dos quais não receberam a droga e serviram de controle (Grupo 1), enquanto os demais constituíram 3 grupos de 10 animais cada, tratados com doses de Oxygent de 1,5 ml/kg (Grupo 2), 3 ml/kg (Grupo 3) e 6 ml/kg (Grupo 4) as quais geraram fluorocritos de, respectivamente, 1 %, 2% e 3%. Foram analisadas variáveis do metabolismo do oxigênio (O2) em 6 diferentes fluxos de perfusão (Q), ordenados ao acaso. Reaqueceram-se os cães, interrompeu-se a CEC e acompanharam-se os animais por 1 hora. Diferenças intergrupos foram analisadas pelo teste das médias dos quadrados mínimos e pelo teste de Duncan, considerando-se significantes os valores de p< 0,05. Embora algo maiores no Grupo 4, a pressão parcial bem como o conteúdo arterial de oxigênio (CaO2) foram estatisticamente semelhantes ao grupo controle. A pressão parcial de O2 no sangue venoso misto (PvO2) do Grupo 4, em função do Q, mostrou-se significativamente maior (p < 0,03) que a do grupo controle, conquanto isto não tenha se repetido ao ser analisada em função da oferta tecidual de O2 . Também não houve diferença quanto ao consumo de O2 total e dissolvido, nem quanto aos gradientes sistêmico e miocárdico de lactato, porém a maior dose da emulsão (Grupo 4) expressa efeito dose-dependente benéfico, ainda que de natureza especulativa, do Oxygent sobre o metabolismo do oxigênio.
2022-12-06T14:00:36Z
Vicente,Walter V. A Holman,William L Spruell,Russell D Ferguson,Edward R Clymer,Janice J Murrah,C. Patrie Pacifico,Albert D
Cirurgia de revascularização do miocárdio associada a endarterectomia de carótida
A oportunidade para realização de endarterectomia de carótida (EC) e revascularização do miocárdio (RM) para doença concomitante ainda é controversa. Entre 1979 e 1994, 10940 pacientes foram operados para revascularização do miocárdio. Cirurgia combinada RM/EC foi realizada em 46 (0,43%) pacientes, no mesmo período. A idade variou de 48 a 76 anos, média de 65,2 anos, sendo 34,7% (16/46) com 70 anos ou mais; 80,4% eram do sexo masculino. Infarto do miocárdio prévio estava presente em 23 (50%) pacientes. Diabetes mellitus em 10 (21,7%), insuficiência renal crônica em 5 (10,8%); 29 (63%) estavam em classe funcional III ou IV para angina; havia ICC em 4 (8,6%), lesão obstrutiva significativa em 9 (19,5%) pacientes em tronco da coronária esquerda; 5 pacientes estavam sendo reoperados para RM e 1 para RM e EC. Dos 25 pacientes com lesão carotídea bilateral, 4 tinham uma artéria carótida interna ocluída. Vinte e três pacientes tinham tido isquemia cerebral transitória (ICT) e 2 pacientes acidente vascular cerebral (AVC) com seqüela permanente; 21 não tinham manifestação neurológica. Endarterectomia de carótida foi realizada na carótida esquerda em 23, na direita em 14 e bilateral em 9. A RM foi realizada com pontes de safena e artéria torácica interna (ATI), variando de 1 a 4 pontes, com média de 2,8 pontes por paciente; 11 receberam ATI. A mortalidade imediata foi de 8,6% (4/46); AVC permanente não ocorreu no trans-operatório. Três dos 4 óbitos ocorreram em pacientes com idade igual ou superior a 70 anos. A EC foi realizada após preparo e heparinização do paciente para circulação extracorpórea (CEC). Nos 4 pacientes que apresentavam oclusão da artéria carótida interna contralateral a EC foi realizada após o estabelecimento da CEC com hipotermia sistêmica 25º C. Em nenhum caso foi utilizado sfrunf carotídeo. Nos casos de lesões cirúrgicas bilaterais, o lado com lesão de maior risco foi operado juntamente com a RM, sendo a outra carótida operada em segundo tempo (em torno de uma semana). Considerando que nenhum dos pacientes apresentou AVC transoperatório, achamos ser a conduta adequada para essa associação de lesões.
2022-12-06T14:00:36Z
Souza,Januário M Berlinck,Marcos F Oliveira,Paulo Agostinho Fernandes de Ferreira,Rogério Petrassi Mazzieri,Ricardo Oliveira,Sérgio Almeida de
Análise da evolução tardia de 291 pacientes submetidos a substituição valvar por próteses metálicas
No período de janeiro de 1980 a dezembro de 1993, 291 pacientes foram submetidos a substituição valvar por próteses metálicas, no Instituto do Coração do HCFMUSP. Cento e oitenta e sete (64,3%) pacientes eram do sexo masculino, com idade variando de 2 meses a 78 anos (média de 38,3 +/-18,5). A etiologia das lesões foi reumática em 132 (45,4%) pacientes. Foram realizadas 201 substituições da valva aórtica, 77 da valva mitral, 15 duplas substituições mitro-aórticas, 2 substituições da valva tricúspide, 1 dupla substituição mitro-tricuspídea e 1 tríplice substituição mitro-aórtico-tricuspídea, totalizando 315 substituições valvares. Cirurgias associadas foram realizadas em 164 (56,4%) pacientes, sendo a mais freqüente a correção de aneurisma de aorta ascendente em 49 (16,8%) pacientes Cento e quarenta e um (48,4%) pacientes foram submetidos anteriormente a cirurgias valvares. Os pacientes foram avaliados clinicamente no pós-operatório tardio, segundo a classe funcional (NYHA) e o aparecimento de complicações relacionadas às próteses e à anticoagulação. A mortalidade imediata foi de 36 (12,4%) pacientes. Foram estudados 159 pacientes no pós-operatório tardio, com um tempo médio de evolução de 40,6 meses (10078 meses/paciente). As taxas linearizadas para tromboembolismo, hemorragia relacionada à anticoagulação, óbito tardio, endocardite, escape paravalvar e hemólise no pós-operatório tardio foram, respectivamente, 1,33%, 0,95%, 1,9%, 0,19%, 0,57% e 0,57% pacientes/ano. A curva actuarial de sobrevida em 14 anos é de 63,8%. Oitenta e dois porcento dos pacientes encontram-se em classe funcional I no pós-operatório tardio. Podemos concluir que os nossos resultados foram bastante satisfatórios com a utilização de próteses metálicas.
2022-12-06T14:00:36Z
Brandão,Carlos M. A Pomerantzeff,Pablo M. A Brandão,Luiz C. A Grinberg,Max Stolf,Noedir A. G Verginelli,Geraldo Jatene,Adib D
Enxerto venoso intercoronariano na revascularização de artéria coronária comprometida por dissecção de aorta tipo I
Paciente de 39 anos, portador de hipertensão arterial não controlada, submetido a cirurgia para tratamento de dissecção aguda de aorta tipo I. Devido ao grande envolvimento do óstio coronário direito pela dissecção aórtica, optou-se pela ressecção da porção comprometida do vaso, com interposição de tubo não valvulado de Dacron na aorta ascendente, suspensão da valva aórtica e ligadura do óstio da artéria coronária direita. Como não havia presença de aterosclerose no ramo interventricular anterior e na artéria coronária direita, decidimos realizar um enxerto venoso entre as artérias. O enxerto intercoronário apresentou bom funcionamento e todo o território dependente da coronária direita manteve boa contratilidade. O paciente recebeu alta hospitalar em boas condições clínicas, com função rniocárdica preservada.
2022-12-06T14:00:36Z
Abreu Filho,Carlos Alberto C Cabral,Richard H Gaspar,Alexandra P Dallan,Luís Alberto Oliveira,Sérgio Almeida de Jatene,Adib D
Recuperação por desbridamento manual da valva aórtica estenótica calcificada
Os autores analisam os resultados clínicos e evolução ecocardiográfica em uma série de pacientes em que foi possível recuperar a valva aórtica calcificada. Entre janeiro de 1993 e outubro de 1994, 31 pacientes foram considerados para recuperação valvar, sendo obtido sucesso imediato em 21. A etiologia era congênita em 8 e senil em 13 pacientes; o sexo masculino em 10 e feminino em 11 e as idades variaram de 44 a 78 anos (média ± DP = 63,8 ± 9,5 anos). Procedimentos associados foram 6 revascularizações miocárdicas e 1 comissurotomia mitral, com tempos de perfusão de 53,8 ± 21,4 min e de isquemia miocárdica de 33,7 ±12,1 min. O cálcio retirado com auxílio de pinças saca-cálcio usuais auxiliadas por aspiração e raspagem das válvulas. Em duas ocasiões as válvulas foram perfuradas e suturadas com Propilene 5-0. Comissurotomia com bisturi foi realizada, se necessário. Dezesseis pacientes foram avaliados por ecocardiograma no pós-operatório imediato ou após 6 m a 1 ano. Todos os casos estão em acompanhamento. Não houve mortalidade na fase hospitalar e 4,8% (1 caso) na tardia. Não ocorreram complicações pós-operatórias significativas no período estudado, encontrando-se os pacientes em classe funcional I ou II. A avaliação ecocardiográfica mostrou gradiente instantâneo máximo na via de saída do VE de 90,7 ± 23,3 mmHg (média ± DP) no exame pré-operatório e 33,0 ± 7,9 no pós-operatório (p < 0,01). A espessura septal era 2,0 ± 0,5 cm no pré e 1,2 ± 0,1 no pós-operatório (p < 0,01). Insuficiência aórtica ao ecocardiograma pós-operatório foi considerada moderada em 2, leve em 9 e mínima em 5 casos. A recuperação da valva aórtica em estenose calcificada de etiologia congênita ou senil é factível com resultado funcional bom, a curto e médio prazo. Nas calcificações senis consegue-se recuperação em maior número, porém a reconstrução valvar também é obtida em muitas estenoses congênitas calcificadas. Mesmo em válvulas severamente comprometidas por calcificações, a recuperação funcional sem substituição deve ser tentada.
2022-12-06T14:00:36Z
Kalil,Renato A. K Teixeira Filho,Guaracy F Sant' Anna,João Ricardo M Prates,Paulo R Lucchese,Fernando A Brauch,Carla R Pereira,Edemar M. C Costa,Altamiro R. da Santos,Marisa F Nesralla,Ivo A
Tratamento cirúrgico da embolia pulmonar crônica: análise da experiência inicial
Após a tromboembolia pulmonar aguda, na maioria dos casos, ocorre lise com recanalização dos ramos pulmonares. Entretanto, em pequeno, mas indeterminado número de pacientes (pts) com embolia pulmonar (EP) crônica, a incompleta resolução do material embólico pode resultar em grave hipertensão pulmonar. A tromboendarterectomia pulmonar (TP) é uma opção, especialmente quando a obstrução é proximal e os pts apresentam falência ao tratamento clínico. Dentre as técnicas cirúrgicas já empregadas, a que utiliza, atualmente, a esternotomia com circulação extracorpórea (CEC) e parada circulatória total (PCT) é a que tem apresentado melhores resultados. Até janeiro/95 foram operados 15 pts portadores de EP recurrente. A arteriografia pulmonar mostrou comprometimento bilateral em 66,7% dos casos. Esternotomia foi realizada em 73,3% dos pts. Nestes pts, a técnica utilizada foi a TP por tração retrógrada dos trombos. Circulação extracorpórea foi utilizada em todos os pts, com tempo médio de 124,8 min, sendo em 66,7% dos casos realizada PCT, com tempo médio de 34,2 min. Os valores pressóricos médios na artéria pulmonar eram 91/32/55 mmHg no pré e apresentaram queda para 52/15/27 mmHg no pós-operatório.Houve 1 (6,7%) óbito hospitalar por coagulopatia e 1 tardio devido a problemas não relacionados à operação. Dos 13 pts vivos, 1 (7,7%) apresentou reobstrução e 12 (92,3%) encontram-se assintomáticos sob anticoagulação oral, tendo retornado às atividades habituais, em um período de seguimento de até 165 meses (média 47m). Em conclusão, a TP realizada por esternotomia e, quando necessário, com auxílio de PCT é procedimento viável e seguro para resolução de EP crônica, levando à remissão da sintomatologia destes pts e à manutenção do resultado a longo prazo.
2022-12-06T14:00:36Z
Jatene,Fábio B Pêgo-Fernandes,Paulo M Poveda,Sérgio Monteiro,Rosângela Cukier,Alberto Mady,Charles Jatene,Adib D
Revascularização do miocárdio com a artéria radial
Os enxertos com a artéria radial foram utilizados há mais de 20 anos e praticamente abandonados após constatação de elevadas taxas de oclusão ou estenose em estudos pós-operatórios. Mais recentemente, seu emprego foi reiniciado associado ao uso dos bloqueadores dos canais de cálcio. Nos últimos 6 meses, em 30 pacientes realizamos 31 enxertos aorto-coronários com a artéria radial. Concomitantemente, a artéria torácica interna esquerda foi empregada em todos (100%) os pacientes, a artéria torácica interna direita em 9 (30%) pacientes e em 24 (80%) também foram realizadas pontes de veia safena. A média de enxertos por paciente foi de 3,5.0 enxerto de artéria radial foi realizado para a artéria diagonal em 10 (33,3%) pacientes, artéria circunflexa em 8 (26,6%), artéria coronária direita em 8 (26,6%), artéria diagonalis em 4 (13,3%) e artéria interventricular anterior em 1 (3,3%). Quatorze (46,6%) pacientes tinham antecedentes de infarto do miocárdio e em 2 (6,6%) tratava-se de reoperação. Em 3 pacientes realizou-se a endarterectomia coronária e uma dessas artérias recebeu enxerto com artéria radial. A artéria radial esquerda foi utilizada em 28 (93,4%) pacientes e a direita em 2 (6,6%). A artéria radial foi anastomosada à aorta ascendente como enxerto livre, diretamente com sutura contínua de Polipropileno 7-0. Completada a anastomose, a pinça da aorta era removida, para avaliação do fluxo sangüíneo através da artéria radial. Todos os pacientes receberam nifedipina no intra e no pós-operatório, quando se associou o AAS. O calibre da artéria radial variou de 2,5 mm a 3,75 mm e nenhum paciente apresentou sinais de isquemia ou outras alterações na mão. Não houve mortalidade nesta série, nem complicações per-operatórias conseqüentes ao uso do enxerto. O cateterismo precoce, antes da alta hospitalar, foi realizado em 7 (23,3%) pacientes e em todos o enxerto encontrava-se pérvio e sem espasmo (um deles para a artéria submetida a endarterectomia). A artéria radial parece constituir uma alternativa de grande importância na revascularização do miocárdio, especialmente após o advento dos bloqueadores dos canais de cálcio. Entretanto, é necessário maior número de estudos e o seguimento a longo prazo dos pacientes, para conclusões definitivas.
2022-12-06T14:00:36Z
Dallan,Luís Alberto Oliveira,Sérgio Almeida de Corso,Ricardo C Pereira,Ana N Iglesias,José Carlos R Verginelli,Geraldo Jatene,Adib D
Fatores de risco cardiovasculares em adolescentes: indicadores biológicos e comportamentais
OBJETIVO: Oferecer informações descritivas e investigar a extensão com que os fatores de risco para doenças cardiovasculares de natureza comportamental estão associados aos fatores de risco biológicos na população jovem. MÉTODOS: Amostra de 452 adolescentes (246 moças e 206 rapazes) com idades entre 15 e 18 anos, selecionados de uma escola de ensino médio da cidade de Londrina, Paraná. Fatores de risco de natureza comportamental foram analisados mediante prática insuficiente de atividade física, ingestão excessiva de gorduras e de colesterol e uso de tabaco. Como indicadores dos fatores de risco biológicos recorreu-se ao sobrepeso, aos níveis elevados de pressão arterial e concentrações não-favoráveis de lipídios-lipoproteínas plasmáticas. RESULTADOS: Por volta de 20% das moças e 16% dos rapazes apresentaram pelo menos um fator de risco biológico para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. O sobrepeso se associou significativamente com a ingestão excessiva de gorduras, enquanto a pressão arterial elevada se relacionou com o estilo de vida sedentário e o uso de tabaco. A excessiva ingestão de gorduras e de colesterol indicou risco aumentado de concentrações indesejáveis de lipídios-lipoproteínas plasmáticas. Adolescentes fumantes tenderam a demonstrar risco de pressão arterial e de lipídios-lipoproteínas plasmáticas alterados duas vezes maior que não-fumantes. CONCLUSÃO: Os resultados reforçam a necessidade de que intervenções direcionadas à adoção de um estilo de vida saudável, incluindo prática regular de atividade física, padrões dietéticos adequados e abstenção ao uso de tabaco, deverão ser iniciadas em idades jovens.
2022-12-06T14:00:36Z
Guedes,Dartagnan Pinto Guedes,Joana Elisabete Ribeiro Pinto Barbosa,Decio Sabbatini Oliveira,Jair Aparecido de Stanganelli,Luiz Cláudio Reeberg
Valor preditivo de variáveis ventilatórias e metabólicas para óbito em pacientes com insuficiência cardíaca
OBJETIVO: Avaliar o valor preditivo de variáveis respiratórias, metabólicas e hemodinâmicas, no teste de esforço cardiopulmonar, para óbito em pacientes com insuficiência cardíaca. MÉTODOS: Foram estudados 87 pacientes em classe funcional II e III da NYHA, faixa etária de 51±0,5 anos, dos quais 26 eram de etiologia chagásica, 30 isquêmica e 31 idiopática. O teste de esforço cardiopulmonar consistiu de protocolo em rampa com incremento de 5 a 15W/min, realizado em cicloergômetro, até a exaustão. RESULTADOS: A análise dos fatores de controle, realizada com regressão múltipla de Cox, mostrou que a idade, estatura, peso, superfície corporal e sexo não foram estatisticamente significativos. O consumo de oxigênio, o equivalente ventilatório de oxigênio, o equivalente ventilatório de dióxido de carbono, o pulso de oxigênio, a pressão parcial de dióxido de carbono ao final da expiração, no limiar anaeróbio, no ponto de compensação respiratória e no pico do exercício apresentaram-se como importantes preditores de óbito. A relação do aumento de dióxido de carbono como função da elevação da ventilação minuto e a relação do aumento do consumo de oxigênio e da elevação da carga de trabalho do início do exercício até o limiar anaeróbio apresentaram correlação estatisticamente significativa com óbito (p<0,05). CONCLUSÃO: O teste de esforço cardiopulmonar possibilita a avaliação de variáveis ventilatórias, metabólicas e hemodinâmicas, que podem ser utilizadas como marcadores importantes do prognóstico de vida, nesses pacientes.
2022-12-06T14:00:36Z
Braga,Ana Maria F. Wanderley Rondon,Maria Urbana P. B. Negrão,Carlos Eduardo Wajngarten,Maurício
Exercício resistido na avaliação da disfunção endotelial na insuficiência cardíaca
OBJETIVO: Avaliar o uso de exercício físico resistido no estudo da disfunção endotelial na insuficiência cardíaca comparativamente à hiperemia reativa (HR). MÉTODOS: Dezoito portadores de insuficiência cardíaca (IC) e 15 voluntários realizaram esforço físico manual de preensão intermitente em bolsa pneumática com intensidade correspondente a 75% da carga máxima previamente avaliada. Foram avaliados por ultra-sonografia vascular de alta resolução para análise dos diâmetros da artéria braquial e fluxos bem como determinação do débito cardíaco em repouso, após HR e após exercício. Foram calculados o índice de fluxo sistólico na artéria braquial e o índice cardíaco. RESULTADOS: Houve aumento do índice de fluxo sistólico na artéria braquial nas condições HR e exercício físico sendo maior nessa última. Houve aumento do índice cardíaco nas condições de estudo comparativamente ao repouso. CONCLUSÃO: O exercício físico resistido, na carga avaliada, aumenta o fluxo sanguíneo local de forma mais intensa que a HR, constituindo-se numa opção fisiológica à avaliação da disfunção endotelial na IC .
2022-12-06T14:00:36Z
Carvalho,Ricardo Tavares de Vieira,Marcelo Luis Campos Romano,Ângela Kopel,Liliane Lage,Silvia G.
Disfunção endotelial venosa em pacientes com doença de Chagas sem insuficiência cardíaca
OBJETIVO: Analisar a função endotelial venosa em pacientes chagásicos sem insuficiência cardíaca. MÉTODOS: O grupo Chagas (G1) foi composto por quatorze mulheres e dois homens com idade de 46 ± 2,7 anos, e o grupo controle (G0), por sete mulheres e um homem, pareados em idade, peso, altura. A Técnica de Complacência da Veia Dorsal da Mão foi utilizada para avaliação da função endotelial venosa. Foram infundidas doses crescentes de fenilefrina para se obter pré-constrição de 70% do basal; a seguir, foram administradas acetilcolina e nitroprussiato de sódio para avaliar as respostas de venodilatação, respectivamente, dependentes e independentes do endotélio. RESULTADOS: Não houve variação entre os valores hemodinâmicos nos grupos durante o experimento. A dose média de fenilefrina necessária para pré-constrição da veia foi significativamente maior no G1 (1116 ± 668,2 ng/ml), comparada à do G0 (103 ± 28 ng/ml) p = 0,05. A resposta de venodilatação máxima dependente do endotélio foi significativamente menor no grupo G1 (65,5 ± 8%), comparada à do G0 (137 ± 20 %) p = 0,009. Não houve diferença nas respostas de venodilatação independente do endotélio entre os grupos. CONCLUSÃO: Pacientes com doença de Chagas sem insuficiência cardíaca apresentam disfunção endotelial venosa.
2022-12-06T14:00:36Z
Plentz,Rodrigo Della Méa Irigoyen,Maria Claudia Muller,Andreia Simone Casarini,Dulce Elena Rubira,Marcelo Custodio Moreno Junior,Heitor Mady,Charles Ianni,Bárbara Maria Krieger,Eduardo Moacir Consolim-Colombo,Fernanda
Letalidade por doenças isquêmicas do coração no Estado do Rio de Janeiro no período de 1999 a 2003
No summary/description provided
2022-12-06T14:00:36Z
Benchimol-Barbosa,P. R. Von Issendorff,Philipp
Apresentação
No summary/description provided
2022-12-06T14:00:36Z
Chalela,William Azem Meneghetti,José Cláudio
Efeitos do exercício agudo na lipemia pós-prandial em homens sedentários
OBJETIVO: Examinar os efeitos de uma sessão isolada de exercício físico isométrico na trigliceridemia pós-prandial em homens sedentários com valores de triglicérides em jejum < 150 mg/dl (NTG) ou > 150 mg/dl (TG ALT). MÉTODOS: Foram avaliados 27 indivíduos (10 NTG e 17 TG ALT), com idade entre trinta e 55 anos. Os triglicérides foram determinados no início, e após duas, quatro e seis horas da ingestão oral de uma solução com 50g/m² de gordura em duas oportunidades, em repouso e após exercício isométrico em esteira. RESULTADOS: O exercício agudo não modificou os níveis pós-prandiais de triglicérides, ou a área sob a curva (AUC) de triglicérides. Entretanto, o padrão anormal da curva de lipemia pós-prandial associou-se a maior trigliceridemia basal com exercício (TG basais: 147 ± 90 versus 238 ± 89 mg/dl, p = 0,02) e sem exercício (TG basais: 168 ± 93 versus 265 ± 140 mg/dl, p = 0,04). A análise das curvas ROC (receive operating characteristics) mostrou valores de corte de triglicérides basais com atividade física de 166,5 mg/dl (sensibilidade: 0,78; especificidade: 0,72) e AUC de 0,772 [IC 95%: 0,588-0,955], e sem atividade física de 172 mg/dl (sensibilidade: 0,78; especificidade: 0,61) e AUC de 0,722 [IC 95%: 0,530-0,914]. CONCLUSÃO: A trigliceridemia pós-prandial em homens sedentários não foi modificada pelo exercício agudo, sendo os valores basais de triglicérides preditores de uma resposta anormal dos triglicérides pós-prandiais.
2022-12-06T14:00:36Z
Teixeira,Mônica Kasinski,Nelson Izar,Maria Cristina de Oliveira Barbosa,Luiz Alberto Novazzi,José Paulo Pinto,Leonor Almeida Tufik,Sérgio Leite,Turíbio Ferreira Fonseca,Francisco Antonio Helfenstein
Efeitos da redução de peso superior a 5% nos perfis hemodinâmico, metabólico e neuroendócrino de obesos grau I
OBJETIVO: Avaliar os efeitos da redução de peso superior a 5% nos perfis hemodinâmico, metabólico e neuroendócrino de obesos grau I. MÉTODOS: Estudo observacional com 47 obesos grau I, média de idade de 33 anos, submetidos a orientação mensal quanto a dieta, exercício físico e comportamento alimentar, durante quatro meses. A pressão arterial, pelo método auscultatório, e a freqüência cardíaca, pelo método palpatório, foram avaliadas mensalmente, enquanto as seguintes variáveis (e respectivos métodos) foram medidas no início e final do estudo: colesterol total, triglicerídeos, HDL-colesterol (enzimático), LDL-colesterol (fórmula de Friedwald), glicemia (enzimático hexoquinase), leptina, adiponectina, renina, aldosterona, insulina (radioimunoensaio) e índice de resistência à insulina (HOMA). RESULTADOS: Observamos, após ajuste para outras variáveis, reduções significativas de 6 mmHg na pressão arterial diastólica, 7 pg/ml na renina, 13 mg/dl no colesterol total e 12 mg/dl no LDL-colesterol, no grupo com redução de peso superior a 5%. Notamos, também nesse grupo, tendência ao aumento de maior magnitude da adiponectina ao final do estudo, bem como diminuição três vezes maior dos níveis de glicemia, insulina e HOMA, e seis vezes maior da leptina. CONCLUSÃO: Medidas não-farmacológicas capazes de promover redução de peso superior a 5% produzem efeitos hemodinâmicos, metabólicos e neuroendócrinos que melhoram o risco cardiovascular de obesos.
2022-12-06T14:00:36Z
Barbato,Kelly Biancardini Gomes Martins,Rita de Cássia Vieira Rodrigues,Maria de Lourdes Guimarães Braga,José Ueleres Francischetti,Emílio Antonio Genelhu,Virginia
Tratamento cirúrgico das valvopatias aórticas com bioprótese de pericárdio bovino sem suporte: resultados imediatos
OBJETIVO: Apresentar os resultados imediatos e avaliar o desempenho clínico e hemodinâmico das biopróteses sem suporte de pericárdio bovino (stentless) em posição aórtica. MÉTODOS: Foram operados 20 pacientes com indicação de troca valvar aórtica por bioprótese, sendo 11 homens, 16 com estenose aórtica; a média de idade foi 66,3 ± 8,8 anos. A técnica operatória utilizada foi o implante subcoronariano. Cinco pacientes receberam procedimentos associados. No pós-operatório, a morbidade-mortalidade e o desempenho hemodinâmico foram avaliados por meio de ecocardiograma transtorácico. RESULTADOS: Os tempos médios de circulação extracorpórea e anóxia foram, respectivamente, 136,5 ± 24,41 min e 105,2 ± 21,62 min. A mortalidade hospitalar foi 5% (um paciente). A permanência na UTI foi, em média, 3,65 ± 3,23 dias. A média dos gradientes transvalvares no pós-operatório foi 25,39 ± 7,82 mmHg. A fração de ejeção do ventrículo esquerdo no pré-operatório era 67 ± 13,49% e, no pós-operatório, foi 63,24 ± 16,06% (p = 0,45). Onze pacientes não apresentaram nenhum grau de refluxo valvar, 8 apresentaram refluxo leve, e um, refluxo leve a moderado. CONCLUSÃO: As próteses stentless podem ser utilizadas no tratamento cirúrgico das valvopatias aórticas, com morbidade e mortalidade na fase hospitalar semelhante à descrita na literatura para procedimentos semelhantes, e apresentam desempenho hemodinâmico satisfatório.
2022-12-06T14:00:36Z
Araújo,Wesley Ferreira de Gerola,Luis Roberto Kin,Hyoung C. Pereira Filho,Armindo Vargas,Guilherme Flora Catani,Roberto Buffolo,Enio
Análise de marcadores de estabilização da placa aterosclerótica após evento coronariano agudo
OBJETIVO: Avaliar o tempo para a estabilização da placa aterosclerótica nas síndromes coronarianas agudas (SCA) utilizando-se marcadores inflamatórios. MÉTODOS: Estudo prospectivo, quarenta pacientes com SCA sem supradesnivelamento de ST versus quarenta indivíduos sem doença coronariana. Proteína C-reativa (PCR), fibrinogênio, fator VIIIc, interleucina-6 e TNF (fator de necrose tumoral)-alfa foram coletados na internação, na alta hospitalar e após três e seis meses. RESULTADOS: Comparada ao controle, a PCR foi significativamente maior na internação e na alta, mas não após três e seis meses. Os níveis de fibrinogênio não apresentaram variações, exceto aos seis meses, quando foi significativamente menor que o controle. O fator VIIIc não diferiu do controle na internação, mas foi significativamente maior na alta, e sem diferenças aos três e seis meses. A IL-6 foi significativamente maior que o controle em todos os períodos. Entretanto, houve queda significativa dos seus níveis entre a alta e três meses. O TNF-alfa não foi significativamente diferente do controle em nenhum momento. Somente a IL-6 se correlacionou significativa e independentemente com eventos cardiovasculares futuros. CONCLUSÃO: Quanto a PCR e fator VIIIc, sugere-se estabilização da placa em até três meses; a análise da IL-6 sugere estabilização a partir do terceiro mês, apesar de permanecer elevada em relação ao controle em até seis meses. Apenas a IL-6 mostrou valor prognóstico de eventos futuros em um ano.
2022-12-06T14:00:36Z
Mouco,Osana Maria Coelho Costa Nicolau,José Carlos Souza,Tatiana da Rocha e Maia,Lilia Nigro Ramires,José Antônio Franchini
Determinantes de risco para doenças cardiovasculares em escolares
OBJETIVO: Conhecer a ocorrência e associação de hipertensão arterial com algumas variáveis relacionadas ao estilo de vida. MÉTODOS: Estudo transversal, base populacional, amostra aleatória em indivíduos (7 a 14 anos) de escolas (rede pública e particular). Investigados o estado nutricional, pressão arterial e hábitos de vida (tabaco, álcool, atividade física e hábito alimentar). RESULTADOS: Dos 3.169 escolares avaliados, destacaram-se 5,0% de hipertensão arterial e 6,2% de pressão normal-alta. A categorização por sexo mostra 6,4% meninos e 6,0% meninas com pressão normal-alta e 4,3% meninos e 5,7% meninas com hipertensão arterial. O índice de massa corporal (IMC) identificou 16,0% com excesso de peso, dos quais 4,9% já obesos. Houve associação significante (p = 0,01) entre hipertensão arterial e excesso de peso. Dentre os investigados, 11,6% não faziam aulas de educação física e 37,8% eram sedentários no lazer. O tabagismo foi informado por vinte 0,6% escolares, e a experimentação de bebida alcoólica por 32,7%. Nenhuma dessas variáveis apresentou significância estatística em relação aos valores pressóricos e estado nutricional. CONCLUSÃO: Diante do encontro de escolares com valores médios de pressão arterial e IMC com freqüência acima da esperada, associado a hábitos de vida que tendem a favorecer o desenvolvimento das doenças cardiovasculares, sugere-se a proposição de medidas de intervenção cujo foco seja o escolar, como elemento capaz de disseminar as informações no núcleo familiar. Essa possibilidade nos mobiliza para uma proposta de atuação nas escolas como parceiras na promoção da saúde.
2022-12-06T14:00:36Z
Monego,Estelamaris T. Jardim,Paulo César Brandão Veiga
Pré-hipertensão arterial e pressão de pulso aumentada em adolescentes: prevalência e fatores associados
OBJETIVO: Estimar a prevalência de pré-hipertensão e pressão de pulso aumentada em escolares, e verificar associação dessas duas condições com sexo, idade, maturidade sexual, obesidade e atividade física. MÉTODOS: Em amostra de 456 estudantes de 12 a 17 anos, de escolas públicas e privadas do bairro do Fonseca, Niterói-RJ, entre 2003 e 2004, mediu-se a pressão arterial em duas visitas, aplicou-se questionário e foram feitas medidas antropométricas. RESULTADOS: Trinta e nove (8,6%) adolescentes apresentaram pré-hipertensão (PH) e 13,4%, pressão de pulso (PP) aumentada. Na análise bivariada, a PH mostrou associação significativa com sexo, idade e obesidade, com prevalência maior em meninos, naqueles de 15 a 17 anos, e nos obesos. A PP aumentada associou-se somente com o sexo - maior prevalência nos meninos. A maturidade sexual não mostrou associação com a PH ou PP aumentada. Na regressão logística, as associações se mantiveram, com razões de chance de prevalência de PH de 7,7 para sexo; 4,3 para idade e 4,6 para obesidade; e de PP aumentada, de 10,8 para sexo. A PP mostrou correlação positiva com a atividade física. O aumento da PP ocorreu com o aumento da pressão arterial sistólica. CONCLUSÃO: A PH e a PP aumentadas estão presentes em adolescentes em uma população com baixa prevalência de hipertensão, principalmente em meninos, indicando a necessidade de realização de estudos com desenhos prospectivos para examinar a persistência e o impacto dessas condições.
2022-12-06T14:00:36Z
Rosa,Maria Luiza Garcia Fonseca,Vania Matos Oigman,Gabriela Mesquita,Evandro Tinoco