Repositório RCAAP
FORMAÇÃO DE PROFESSORES: entre a “estetização” que afirma a vida, como ela é, e a “racionalização” que a nega
O autor utiliza o pensamento de Nietzsche e de comentaristas, além de alguns filósofos da educação brasileira, como referências teóricas para analisar o que chamou de “a decadência da formação de professores, no Brasil”. Inicia sua análise no período mítico-trágico dos gregos antigos, época de uma cultura estética e afirmadora da vida e analisa o processo de ruptura, que silencia a cultura trágica e estética e dá voz à cultura racional que emerge, sobretudo com Platão, Paulo de Tarso e Agostinho. Com este último, a “metafísica cristã” se institucionaliza como laudatória do catolicismo em direção a toda Europa medieval, além de outros povos. O autor situa na ruptura mencionada a origem do ressentimento ou da reatividade que são dois fenômenos culturais que fundamentam o que ele chamou “Pedagogia do Ressentimento”, ou seja, um discurso pedagógico reativo, responsável, no entendimento do autor, pela decadência do processo de formação de professores.
DE HANNAH ARENDT A KARL MARX: O NOVO E PRECÁRIO MUNDO DO TRABALHO, NO SÉCULO XXI
A partir dos conceitos de ação, trabalho e labor Hannah Arendt elaborou uma das críticas mais contundentes aos pressupostos de Marx e à sua interpretação da sociedade moderna. Esses pressupostos de Arendt são apresentados a partir do ideário liberal e da tradição antiga que, em sua concepção, apontam para a glorificação do trabalho no âmbito da modernidade capitalista. No presente artigo procuramos demonstrar que a argumentação teórica da autora não se sustenta ao equiparar o estatuto do trabalho de Marx ao da Economia Política clássica, reduzindo a teoria social marxiana aos fundamentos teóricos do liberalismo que legitimam a propriedade privada a partir da defesa da “produtividade natural” do trabalho. Arendt desconsidera, assim, não apenas a crítica de Marx à Economia Política, como o cerne de seu projeto de emancipação do homem: a abolição da propriedade privada e do trabalho alienado. Somos da opinião de que a classe trabalhadora no século XXI, em plena era da globalização, é mais fragmentada, mais heterogênea e ainda mais diversificada. Pode-se constatar, neste processo, uma perda significativa de direitos e de sentidos, em sintonia com o caráter destrutivo do capital vigente. O sistema de metabolismo, sob controle do capital, tornou o trabalho ainda mais precarizado, por meio das formas de subempregado, desempregado, intensificando os níveis de exploração para aqueles que trabalham.
INFÂNCIA, NATALIDADE E FORMAÇÃO DO PROFESSOR: DIÁLOGOS COM HANNAH ARENDT
O texto discute e aproxima os conceitos de infância, formulados por Giorgio Agamben e Walter Kohan, do conceito de natalidade, desenvolvido por Hannah Arendt. Temos o objetivo de apontar e de problematizar aspectos fundamentais da formação inicial do professor que atua com crianças pequenas em instituições de educação infantil. A polêmica entre "protecionistas" e "autonomistas", em torno da proclamação da Convenção Internacional dos Direitos da Criança, no ano de 1989, é tomada como referência para propor a natalidade como alternativa superadora das posições polarizadas. Elaborado por Hannah Arendt, no interior de sua filosofia política, este conceito pode revigorar tanto as pesquisas para com a criança e sobre a criança, além da infância e da educação infantil. Entendemos que os projetos de formação inicial, deste modo, possibilitam ao professor perceber que o seu trabalho reconhece e afirma o direito da criança à liberdade e à igualdade quando a prepara para os desafios da vida adulta. Nessa perspectiva, a natalidade, como capacidade que a criança tem de iniciar algo inteiramente novo, dialoga com as concepções de infância que sustentam a capacidade da a criança de aprender e de entrar no mundo humano da linguagem, conquistando cada vez mais autonomia e liberdade. Para isso, o texto argumenta que o poder da infância de falar e de dizer o que pensa e sente a respeito de si mesma, dos outros e do mundo precisa ser educado.
A POSSIBILIDADE DE UMA PEDAGOGIA ARTÍSTICA NA FORMAÇÃO DE EDUCADORES E DE EDUCANDOS
Com base nos escritos de Nietzsche sobre educação, especificamente os elaborados na primeira fase de sua obra, pretendemos esclarecer sua proposta para o desenvolvimento da cultura – verdadeira cultura/cultura filosófica (NIETZSCHE, 2003) - nos estabelecimentos de ensino, analisando, especificamente, a prática da dança na concepção do filósofo alemão. Assim, abordamos o tema “A possibilidade de uma pedagogia artística na formação de educadores e DE educandos.” Nossa proposta é analisar, a partir dos textos da bibliografia primária e secundária do filósofo, o desenvolvimento da cultura e da educação nos estabelecimentos de ensino de hoje. Focamos a importância da arte na visão pedagógica nietzschiana, destacando a relevância da dança como expressão estética e como modelo de um aprendizado que liberta todas as potencialidades criativas do discente. Consideramos a prática da dança como um dos caminhos possíveis para o alcance de uma educação plena, afirmando a cultura como base formadora do homem e de suas diversas capacidades: intelectuais, corporais, artísticas.
A CONCEPÇÃO DE SUPER-HOMEM COMO UM PROCESSO DE TRANS-FORMAÇÃO HUMANA
O artigo analisa a relação do termo “super-homem”, presente na filosofia de Friedrich Nietzsche, com uma perspectiva de educação que prioriza a transformação humana. Pretende-se demonstrar que para esse filósofo é mais coerente pensar a educação como um processo mais de transformação do que de formação, pois na perspectiva nietzschiana, a ideia da formação remete a visões estáticas de ser humano, enquanto a transformação remete ao seu sentido como um devir vital. No itinerário de enfrentamento a essas questões é preciso analisar: quem é o super-homem de Nietzsche e qual a sua relação com a educação? O aprofundamento sobre o tema parte do estudo dos conceitos de gênio, espírito livre e super-homem, cada qual elaborado em uma das três fases do pensamento nietzschiano: metafísica de artista, positivismo e consolidação da obra, respectivamente. O texto aborda a relação de continuidade e descontinuidade entre esses três conceitos e mostra como a partir da ideia de super-homem é possível encontrar uma visão educativa que remete à transformação humana.
NOTAS SOBRE A (TRANS)FORMAÇÃO HUMANA, NA FILOSOFIA DE NIETZSCHE
Como a sentença nietzscheana como alguém se torna o que é pode nos ajudar a pensar uma educação que exceda ao sentido de transmissão, modelação, conformação e adequação humanas, vinculado aos processos formativos e desenvolvido ao longo da tradição educativa ocidental? Por meio dessas reflexões, entendemos como evidenciada a atualidade da filosofia nietzscheana que nos dirige a uma (trans)formação humana. A defesa de uma cultura e de uma educação afinadas à vida mostra-se capaz de acolher os desafios elucidados nas análises contemporâneas da Filosofia da Educação, em torno da formação humana e dos novos rumos na construção do sujeito humano, enquanto um ser em devir. Por conseguinte, o sentido da formação humana se afastará das apropriações metafísicas e teleológicas, alcançando uma acepção diferenciada
SOB O OLHAR DE NIETZSCHE: SUBJETIVIDADE, CIENTIFICISMO E EDUCAÇÃO
Este artigo busca a compreensão do sentido educacional que restabeleça novos caminhos na atual sociedade, pois, é imprescindível a valorização tanto da subjetividade quanto da objetividade. Com vistas a uma análise renovadora, tomamos Nietzsche, filósofo alemão do século XIX, crítico das bases tradicionais do humanismo ocidental. Nietzsche interpela todo o sistema social, econômico e educacional para reconfigurar as bases de uma sociedade cujo sentido deve ser promover a condição de os indivíduos terem o espírito, um pouco mais nobre, livre, desvinculado dos ideais tradicionais, abstratos e metafísicos. Percebe-se a educação como exígua no desenvolvimento ou valorização efetivamente da cultura, nem tampouco se busca a difusão dos conteúdos historicamente constituídos pela humanidade. Por isso, acredita-se ter a educação, por função principal, valorizar ambos os caminhos, como em um amálgama. Finalmente, Nietzsche ao tentar reconstituir o valor histórico do homem, considera-o como sendo o principal agente de suas ações em detrimento do transcendente, coloca-o de frente com os problemas reais, logo, inseriu o homem no mundo concreto.
O MODELO DE LETRAMENTO DO PROGRAMA INTERNACIONAL DE AVALIAÇÃO DE ESTUDANTES (PISA)
Investiga a concepção de letramento em leitura do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA) coordenado pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Analisa os seguintes documentos oficiais do PISA: Itens Liberados de Leitura 2009 (OCDE, 2012), Matriz de Avaliação de Leitura (OCDE, 2013) e Draft Reading Literacy Framework. (OCDE, 2013b). Compara a prova de leitura do PISA com a teoria do educador brasileiro Paulo Freire, que, segundo Street (1999), se aproxima da concepção mais emancipatória de letramento. Conclui que o teste do PISA não exige leitura crítica e conhecimento histórico, numa perspectiva muito diferente do modelo de Paulo Freire. Para completar o teste, o leitor deve se ater apenas ao que está explícito no texto, e não nas relações entre texto e contexto.
2018
André, Tamara Cardoso de Araújo, Enaide Severo
A CRISE ECONÔMICA E A AMEAÇA DO NÃO CUMPRIMENTO DO PNE
A educação é um dos pilares para o desenvolvimento de um país e seu povo. A grande questão é como promover os ideais educacionais e como prover seu financiamento. O Brasil, tomando como modelo o Chile e a Argentina, tem destinado uma fatia do PIB para a área educacional, e a preocupação é cada vez aumentar o percentual aplicado para, quem sabe assim, começar a buscar resolutividade para os inúmeros problemas. Gradativamente o percentual está crescendo, mas a quantia gasta por estudante ainda é pequena. Alguns intercursos podem atrapalhar os planos de investimento, como a crise econômica. O Plano Nacional de Educação (PNE), Lei nº13.005, de 2014 atrela o investimento em educação ao PIB brasileiro. Além disso, a Meta de número 20 do PNE ordena que até 2024 dez por cento do PIB deva ser investido em educação. Com a economia em queda e o aporte extra do pré-sal e royalties do petróleo apenas no papel, de onde então viriam os recursos? Com a meta 20 ameaçada, todo o PNE também pode estar em risco. Este artigo, então, busca demonstrar como tem sido efetivado o gasto em educação em relação ao PIB e como a crise econômica tem interferido na aplicação desses recursos. O que esperar para o fim do decênio 2014-2024? A expectativa do setor educacional é que haja vontade política e a retomado do crescimento econômico.
2018
Pacheco, Eduardo José Faria, Ludmila Bahia Franco
A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS E SUAS RELAÇÕES COM AS PRÁTICAS DE LEITURA
Neste trabalho assume-se a concepção de que o contato com a literatura infantil por meio da arte de contar histórias pode levar a criança, conforme Maciel (2008), ao encantamento próprio às experiências artísticas, a chamada fruição estética, o que pode despertar na criança o interesse pela leitura por prazer. O objetivo geral é identificar nas produções acadêmicas as possíveis relações entre a arte de contar histórias e as práticas de leitura de crianças nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Para fundamentar essa reflexão, foi realizada a revisão bibliográfica das temáticas: arte de contar histórias, práticas de leitura e formação de professores. A pesquisa também tem o aporte dos dados obtidos a partir do levantamento realizado em bancos on-line de teses e dissertações dos programas de Pós-Graduação em Educação de três instituições de ensino superior do Estado de São Paulo. Sobre os dados encontrados nas produções acadêmicas analisadas, foi possível identificar um movimento a favor da literatura dentro da sala de aula voltada para a fruição da leitura e a ênfase para que a oralidade não seja deixada de lado. Contudo, ao proporem práticas para utilizar o recurso da oralidade, os trabalhos mencionam a leitura em voz alta feita pelo professor, o que não deixa de ser uma atividade importante para a criança no processo de alfabetização e letramento. Mas é preciso destacar que não é apenas a leitura em voz alta que contempla a oralidade. A arte de contar histórias tem na palavra proferida oralmente seu instrumento principal para encantar.Palavras-chave: arte de contar histórias; práticas de leitura; formação de professores; anos Iniciais do ensino fundamental.
2018
Artussa, Lucimara - Monteiro, Maria Iolanda
EDITORIAL
A Revista Poíesis Pedagógica traz ao público leitor o seu Volume 14, Número 01, com 07artigos científicos o dossiê temático sobre a História da Educação na Região Centro-Oeste. Estedossiê temático é resultado das atividades de pesquisa discutidas no III Encontro Regional deHistória da Educação da Região Centro-Oeste (EHECO/2016) realizado na Universidade Federal deGoiás, Regional Catalão-GO.
A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO NA REGIÃO CENTRO-OESTE : TEMAS, ABORDAGENS TEÓRICAS E FONTES
Convidada para compor o texto de abertura para o presente dossiê temático sobre a História da Educação na região centro-oeste, antes mesmo de receber os artigos, resolvi organizar um quadro geral dos Programas de pós graduação em educação (PPGEs) das principais universidades da região, visando observar o lugar da história da Educação nas linhas de pesquisa do conjunto de programas identificados.
ESCRITA COMO UM PROCESSO: INTERVENC?A?O COM CRIANC?AS PEQUENAS
Este artigo apresenta a si?ntese de uma pesquisa realizada em uma turma de 3o ano, do primeiro ciclo do Ensino Fundamental. Segundo dados do Censo (2010) e da Prova ABC (2011), muitas crianc?as do primeiro ciclo, em processo de alfabetizac?a?o, apresentam baixo i?ndice de aproveitamento no que concerne a? leitura e escrita. A referida pesquisa teve como objetivo verificar o desempenho e os avanc?os de alunos em suas produc?o?es textuais, a partir de uma intervenc?a?o pedago?gica, apoiada em estrate?gias de autorregulac?a?o da aprendizagem para a escrita. Foram desenvolvidas atividades relacionadas a? produc?a?o textual, especialmente aos aspectos convencionais da escrita, utilizando estrate?gias de aprendizagem baseadas nos processos do modelo ci?clico da autorregulac?a?o da aprendizagem. Os resultados indicam que a intervenc?a?o contribuiu para o melhor desempenho das crianc?as em suas produc?o?es textuais.
2018
Frison, Lourdes Maria Bragagnolo Benitez, Aline
PANORAMA DE PRODUÇÕES NOS CURSOS DE PÓS GRADUAÇÃO SOBRE AS LICENCIATURAS EM EDUCAÇÃO DO CAMPO NO BRASIL (1996-2016)
O presente estudo objetiva conhecer o cenário atual de produções científicas em Programas de Pós-graduações em Instituições de Ensino Superior do Brasil, que tenha tratado sobre as Licenciatura em Educação do Campo. Trata-se de uma pesquisa quali-quantitaviva. Com a coleta de dados das produções científicas no Banco de Dados da Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações. Foram encontradas 16 Dissertações e seis Teses, totalizando 22 trabalhos. Esse fato demonstra um pequeno número de estudos que envolvem a temática da Licenciatura em Educação do Campo, que pode ser explicado pelo fato de ser uma Licenciatura recente, tendo se iniciado em 2007 através das experiências-pilotos em quatro Universidades, se expandindo para 42 cursos até 2015. A concentração de produções na UFMG e na UnB de onde vem metade das dissertações e teses. Verificou-se que poucos estudos se propuseram a se debruçar sobre as questões dos Projetos Políticos-pedagógicos, além disso, os PPP quando foram analisados se debruçam sobre uma única realidade, tendo uma prevalência de pesquisas focadas nas Universidades que sediaram as experiências-pilotos da licenciatura, não tendo estudos que olhem as LEdoCs de maneira mais ampla, e que tentem resgatar sua dimensão em âmbito nacional, e que tente olhar para outras experiências, que fazem parte de institucionalizações mais recentes.
PROTEGENDO A CASA DOS OPERÁRIOS BRANCOS: AS PRÁTICAS ODONTOLÓGICAS DOS PELOTÕES DE SAÚDE
Esta pesquisa é parte integrante da Tese de Doutorado em andamento desenvolvida na Universidade do Estado de Santa Catarina e objetiva preencher uma lacuna existente na História da Educação. O estudo procura reconstituir a história dos Pelotões da Saúde que foram constituídos na Escolas de Santa Catarina a partir do ano de 1941 demonstrando o lugar dessas instituições e o trabalho que as crianças desenvolviam nas escolas primárias. A pesquisa se baseou nos documentos como Atas, Relatórios Anuais, Relatórios Mensais e Reuniões Pedagógicas localizados no Arquivo Público do Estado de Santa Catarina. O presente texto enfatiza as criações dos pelotões de saúde, que faziam parte das Associações Auxiliares das Escolas, contando inicialmente em 75 escolas no Estado, entre elas, Grupos Escolares, Escolas Mistas Municipais, Escolas Mistas Estaduais, Escolas Estaduais, Escolas Isoladas Mistas Municipais, Escolas Isoladas Mistas Estaduais, Escolas Mistas Desdobradas, Escolas Femininas Estaduais, Escolas Isoladas Estaduais, Colégios Particulares, Escolas Públicas Estaduais.
A ESCOLA DE TEMPO INTEGRAL NAS PERCEPÇÕES DOS PROFESSORES
Este trabalho objetivou analisar as percepções de professores acerca da Escola de Tempo Integral (ETI) na Escola Estadual Amélia Issa, localizada em Orizona-Go, pertencente à Rede Estadual de Educação de Goiás. A pesquisa de natureza qualitativa teve como técnica de coleta de dados a análise documental, a observação e aplicação de questionários aos professores. Os dados mostraram que a maioria dos professores consideram a ETI muito necessária, embora suas percepções ainda apontam marcas assistencialistas, além de constatarmos também a precariedade nas condições de trabalho, o que implica na reorganização dos espaços e tumulto na escola. Concluímos que o estado exerce uma “aparente” atuação ao ofertar o tempo integral, e, diante dos nossos achados, enfatizamos que não basta estender a jornada escolar no tocante à carga horária, é preciso que seja subsidiado todo o trabalho envolvido, desde à infraestrutura à recursos pedagógicos para que esta política pública seja eficaz para os envolvidos.
2018
DA SILVA CAIXETA, WENDER MARIA RIBEIRO, CRISTIANE
ADEUS PROFESSOR, ADEUS PROFESSORA? NOVAS EXIGÊNCIAS EDUCACIONAIS E PROFISSÃO DOCENTE
Resenha livre da obra: LIBÂNEO, J. C. Adeus professor, adeus professora?: novas exigências educacionais e profissão docente. 13 ed. São Paulo: Cortez, 2011.
2018
SILVA, ALEXANDRE LEITE DOS SANTOS TAKAHASHI, EDUARDO KOJY
CONCEPÇÕES DE CRIANÇAS SEM DEFICIÊNCIAS SOBRE AS DEFICIÊNCIAS: PESQUISA BIBLIOGRÁFICA
A diversidade humana possibilita o enriquecimento das pessoas, assim, as relações sociais com as deficiências contribuem com as vivências de experiências positivas, a partir disso, indagaram-se: como os alunos sem deficiência concebem a inclusão de pessoas com deficiência? Buscando responder a essa problematização, o objetivo da pesquisa cujo resultado está apresentado neste texto, consiste em descrever as concepções de crianças sem deficiências, sobre as deficiências a partir de uma pesquisa bibliográfica. Para isso, utilizou-se a Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações e a biblioteca científica Scielo que estão disponíveis on-line. Nas consultas, foram utilizadas as seguintes palavras-chave: “concepções de crianças sobre deficiência” e “concepções infantis sobre deficiência”, “sentimentos infantis sobre deficiência” e “sentimentos de crianças sobre deficiência”. Constatou-se de maneira geral, que os estudos sobre essa temática abordam a importância da compreensão das concepções das crianças sem deficiências sobre as deficiências, pois as concepções indiciam as atitudes. Concepções que podem ser alteradas a partir do contato da pessoa sem deficiência com a pessoa com deficiência, ou pela intervenção com programas informativos sobre a temática.
2018
Conceição, Aline de Novaes Souza, Maewa Martina Gomes da Silva e
INFÂNCIA, MIGRAÇÃO E A ESCOLA RURAL DE LAGUNITA (SUL DE MATO GROSSO - 1916)
No presente texto aborda-se o tema da educação primária rural no então sul do estado de Mato Grosso. Para tanto, desenvolve-se a narrativa numa abordagem histórica, valendo-se das contribuições e aportes teórico-metodológicos do Paradigma Indiciário do historiador Carlo Ginzburg. O objeto em torno do qual realizou-se a pesquisa é o que diz respeito a uma escola isolada mista, localizada na povoação de Lagunita (região de Ponta Porã), pelos idos de 1916, conforme mencionou o professor em relatório produzido à época. A partir dessa fonte, explorou-se a relação entre a existência da escola, os alunos e a migração, como uma estratégia de estabelecer panorama das regiões isoladas no país, como foi o caso da mencionada. Como se pode constatar facilmente pelas pesquisas mais recentes e os dados que estamos apontando o então território do estado de Mato Grosso, no início do século XX, era composto por imensos espaços vazios, exceção feita ao extremo sul, cuja presença humana passou a ser mais considerável após o fim da Guerra do Paraguai, e, posteriormente, pela extração do mate nos ervais naturais amplamente dispersos campos daquela região.
2018
Paes, Ademilson Batista Paes, Fernando Luís Oliveira Athayde
MEMÓRIA PARA HENRI BERGSON E PAUL RICOEUR: BUSCANDO APROXIMAÇÕES
Este trabalho versa sobre o conceito de memória, evidenciando sua centralidade no processo de construção do conhecimento histórico. Tem-se, como objetivo nesse escopo, entender o conceito de memória, para este pressuposto, toma-se como referência o pensamento de Henri Bergson e Paul Ricoeur. Trata-se, portanto, de uma pesquisa de cunho bibliográfico, pautada na reflexão de autores que dialogam frente à esta proposição. Os dois filósofos apresentam diferentes concepções em relação ao conceito da memória. Nossa reflexão não pretende escolher entre uma das concepções, nosso intento é aprofundar o debate teórico pretendendo colaborar com questões que implica diretamente na construção do conhecimento e na prática historiográfica.PALAVRAS-CHAVE: memória; Paul Ricoeur; Henri Bergson.
2018
Dias, Kamila Gusatti Carneiro Magalhães de Almeida, Maria Zeneide