Repositório RCAAP

Avaliação quantitativa da massa fibrosa e vazios em colmos de bambu

Em colmos de Bambusa tuldoides Munro, Bambusa vulgaris Schrad e Dendrocalamus giganteus Munro, determinaram-se as dimensões quanto à altura e ao diâmetro basal, além dos teores de nó, massa fibrosa e vazios ("ocos") dos internódios. Os teores de nó, em relação ao peso úmido do colmo, foram de 6,32, 11,70 e 13,41%, respectivamente, para S. tuidoides, D. giganteus e B. vulgaris. Em volume, os teores de massa fibrosa no colmo de bambu variaram de 46,09%, para D. giganteus, a 61,19%, para B. tuldoides, sendo de 53,32% o valor intermediário para B. vulgaris. Este estudo foi efetuado no Centro Experimental de Campinas (IAC) em 1988.

Ano

1990

Creators

Azzini,Anísio Borges,José Maximiliano Matto Grosso Ciaramello,Dirceu Salgado,Antonio Luiz de Barros

O pessegueiro no sistema de pomar compacto: III. Épocas de poda drástica na diferenciação floral

Pesquisou-se, na região de Jundiaí, SP (23°8'S), a influência das épocas de poda drástica na diferenciação floral dos pessegueiros Tropical' e 'Aurora-2', conduzidos em alta densidade de plantio (1.667 plantas por hectare). Realizaram-se tais podas em 30 de setembro, 30 de outubro e 30 de novembro de 1986. Coletaram-se as gemas para análise mensalmente, a partir do 30° dia da poda: constatou-se, através de cortes histológicos das gemas, que a poda drástica precoce, de 30 de setembro, não prejudicou a diferenciação floral dos pessegueiros, que se iniciou em fevereiro, a cerca de cinco meses da decepa; em abril, a maioria das gemas de flancos encontrava-se com as sépalas, as pétalas, os estames e o pistilo completamente formados. As demais épocas de poda interferiram no processo de diferenciação floral, reduzindo o número de botões florais e, conseqüentemente, a densidade florífera das plantas. Nos pessegueiros conduzidos com poda normal, a organogênese floral, processada no início do verão (dezembro-janeiro), persistiu até o outono (abril).

Ano

1990

Creators

Barbosa,Wilson Campo-Dall'Orto,Fernando Antonio Ojima,Mário Sampaio,Vladimir Rodrigues

Modo e época de aplicação de fosfatos na produção e outras características do algodoeiro

Em ensaio conduzido durante nove anos com o algodoeiro sobre latossolo roxo, pobre em fósforo, em Guaíra, SP, confrontou-se o modo tradicional de adubar com aplicações a lanço de produtos fosfatados. Adubações anuais de 121 kg/ha de P2O5, no sulco de semeação, por ocasião do plantio, durante seis anos sucessivos, foram comparadas à fosfatagem única (728kg/ha de P2O5) a lanço e incorporada no primeiro ano, e à fosfatagem parcelada (364kg/ha/vez de P2O5) realizada no primeiro e no quarto ano, utilizando-se superiosfato triplo, além de uma fosfatagem parcelada com o termofosfato Yoorin. Todos os tratamentos foram comparados a uma testemunha, com adubação NK, básica e sem P. Durante os seis anos de aplicação de adubo fosfatado, o algodoeiro, variedade IAC 18, reagiu mais à aplicação localizada do fósforo, em termos de produtividade, exceção feita ao primeiro ano, quando era muito baixa a disponibilidade do nutriente no solo. Já altas doses de fosfato a lanço provocaram deficiência de potássio nas plantas, com os prejuízos se estendendo a certas características da fibra, como Micronaire e maturidade. Em face do bom desempenho da fosfatagem moderada nos anos de aplicação, sugere-se que uma associação entre os modos de emprego a lanço e localizado seja avaliada nos próximos estudos. Outras características, como peso de capulho e de semente, além do comprimento da fibra, aumentaram significativamente com o uso de P. O efeito residual do superfosfato acumulado durante seis anos, no sulco de plantio, estudado nos três subseqüentes anos, com o cultivo da variedade IAC 20, só se destacou nos resultados de produção.

Ano

1990

Creators

Silva,Nelson Machado da Carvalho,Luiz Henrique Sabino,José Carlos Lellis,Lupêrcio Geraldo Lourenço Sabino,Nelson Paulieri Kondo,Júlio Isao

A calagem nos teores de óleo e proteína em soja

No ano agrícola de 1986/87, nas Estações Experimentais de Mococa e Ribeirão Preto, efetuaram-se experimentos com o objetivo de avaliar o efeito da aplicação de níveis crescentes de calcário dolomítico (0, 4, 8 e 12t/ha) sobre os teores de óleo e proteína nos grãos dos cultivares de soja IAC-Foscarin-31, IAC-11, IAC-12 e Cristalina. Os maiores teores de óleo e de protefna foram observados nos grãos colhidos em Mococa. Independentemente da calagem e das localidades, o 'IAC-12' apresentou as maiores produções médias de óleo e proteína por área, 561 e 963kg/ha respectivamente. Em todas as localidades, a calagem promoveu a elevação do teor de proteína e a redução do teor de óleo nos grãos. A produção de óleo e proteína (kg/ha) aumentou linearmente com os níveis de calagem utilizados, em decorrência de significativo aumento do rendimento em grãos após a correção do solo.

Ano

1990

Creators

Mascarenhas,Hipóuto Assunção Antonio Teixeira,João Paulo Feijão Nagai,Violeta Tanaka,Roberto Tetsuo Gallo,Baulo Boller Pereira,José Carlos Vila Nova Alves

Herbicidas na nodulação e na atividade da nitrogenase em cultura de amendoim

Com o objetivo de estudar os efeitos de trifluralin, metolachlor e linufon, aplicados, respectivamente, em pré-plantio-incorporado, pré-emergência e em pós-emergência, sobre o peso de matéria seca e número de nódulos e sobre a atividade da nitrogenase, foi conduzido um experimento de campo, em cultura de amendoim (Arachis hypogaea cv. Tatu) plantada em rotação com cana-de-açúcar. Os resultados das avaliações feitas aos 30, 50 e 80 dias após a germinação mostraram não haver diferença entre tratamentos inoculados e não inoculados. Linuron foi o único herbicida prejudicial à nodulação, tendo afetado o número e o peso da matéria seca de nódulos, nas diferentes amostragens, e inibido a fixação do nitrogênio (estimada pela técnica da redução do acetileno). Não foi observado efeito prejudicial dos herbicidas metolachtor e trifluralin, na nodulação e na atividade da nitrogenase.

Ano

1990

Creators

Novo,Maria do Sarmo S. Soares Cruz,Luciano Souza Paes Portugal,Edilberto Prince Nagai,Violeta Ortolan,Manoel Carlos Azevedo

Microsporogênese de Coffea canephora Pierre ex Froehner com número duplicado de cromossomos

Realizou-se o estudo do comportamento meiótico de C. canephora tetraplóide com 2n =44 cromossomos por tratar-se de uma espécie considerada possível ancestral de C. arabica (2n = 44): constatou-se, em 92,0% das células-mães de pólen, em todas as fases da microsporogênese estudada, 2n = 44 cromossomos. Em diacinese os cromossomos se apresentaram na forma de mono-, bi-, tri- e tetravalentes. Em metáfase 1, somente 13,16% das células apresentaram 22II sendo a seguinte a fórmula média do pareamento: 3,61I; 15,21II 0,71III e 1,93IV. As irregularidades anafásicas resumiram-se praticamente na disjunção desigual dos cromossomos para os pólos de 21-23, 20-24 e 19-25. Somente 37,65% das células apresentaram segregação normal de 22 cromossomos para cada pólo. Em anáfase II, observaram-se sete tipos diferentes de distribuição cromatídica e, também, somente em 26,0% das células foi encontrada distribuição normal dos cromossomos. Após a citocinese, foram observadas tríades (1,6%), tétrades (77,0%) e políades (21,4%). A inviabilidade dos grãos de pólen foi alta, 79,0%. Observações em cortes transversais medianos de frutos mostraram 43,4% do tipo normal, sendo 11,0% do tipo moca e 32,4% do chato. Em 56,6% dos frutos, não houve desenvolvimento de sementes, formando-se apenas perisperma.

Propagação de pteridófitas in vitro e in vivo através de esporos

Sujeitas ao processo de extinção, em decorrência do extrativismo, as samambaias arbóreas Dicksonia sellowana (Presl.) Hook e Cyathea schanschin Mart, das quais se obtémo xaxim, são espécies ainda pouco estudadas quanto à propagação. Com o objetivo de desenvolver um método adequado à propagação destas espécies, através de esporos, realizaram-se experimentos in vitro e in vivo. Para a desinfecção dos esporos, utilizaram-se soluções de hipoclorito de cálcio, em diferentes concentrações, ou de sódio, comparando-se sua eficiência. Para o cultivo in vitro, empregaram-se os meios nutritivos de Murashige e Skoog modificado e de Jones e a solução de Knop modificada. Na cultura in vivo utilizaram-se xaxim, estagno, terriço ou tijolo fragmentado. Como condições de cultivo, manteve-se a temperatura a 25 ±1°C e o fotoperíodo de 16 horas. Apesar da elevada contaminação durante o processo de germinação in vitro e in vivo, a desinfecção com hipoclorito de cálcio a 2% foi mais eficiente. Os esporos germinaram em 4 a 8 semanas e os prótalos formaram-se após 30 a 40 dias. Obteve-se maior percentagem de germinação e formação de prótalos com os meios de Jones e Knop, bem como xaxim e esfagno, e a germinação de esporos ocorreu mais rapidamente na ausência de esporângios.

Ano

1990

Creators

Borelli,Flávia Próspero Castro,Carlos Eduardo Ferreira de Matthes,Luiz Antonio Ferraz Tombolato,Antonio Fernando Caetano Nagal,Violeta

Época e ciclo de maturação de pêssegos e nectarinas no estado de São Paulo

Na Estação Experimental de Jundiaí (23°08'S), do Instituto Agronômico (IAC), controlou-se o número de dias entre a antese e a maturação dos frutos de vinte cultivates de pêssegos (Prvnus persica L. Batsch) e nectarinas (P. persica L. Batsch var. nucipersica). Com base nos resultados obtidos, elaborou-se nova tabela classificatória para ciclos de frutificação, da qual constam, respectivamente, a faixa de maturação, o número de dias entre a flora da e a colheita dos frutos e os cultivares: ultraprecoce,<74dias (Fia. 7-3); bem precoce, 75-90 dias (Flordaprince, Tropical e Maravilha); precoce, 91-120 dias (Régis-1, Jóia-1, Jóia-4, Delicioso Precoce, Centenária, Doura do-1, Aurora-1, Aurora-2, Ouromel-3 e Josefina); mediana, 121-150 dias (Canário, Cristal e Talismã); tardia, 151-180 dias (Biuti e Rei da Conserva) e bem tardia,>181 dias (Bolão).

Ano

1990

Creators

Barbosa,Wilson Ojima,Mario Campo Dall'orto,Fernando Antonio Martins,Fernando Picarelli

Organogênese floral do pessegueiro in vitro

Coletaram-se meristemas do pessegueiro 'Tropical' (Prunus persica L. Batsch) em 30 de outubro, 30 de novembro e 30 de dezembro de I986 e 30 de janeiro e 28 de fevereiro de 1987 e cultivados in vitro. Aqueles coletados até 30 de novembro desenvolveram-se vegetativamente, produzindo vitroplantas normais de pessegueiro. O mesmo não ocorreu com os meristemas coletados em dezembro, janeiro e fevereiro, os quais se transformaram em botões florais após quinze dias de cultivo in vitro. Evidenciou-se, assim, que o processo de indução floral para o pessegueiro 'Tropical' ocorreu em dezembro na região de Jundiaí, SP (23°08'S.), uma vez que nenhuma vitroplanta se desenvolveu após esse período. Evidenciou-se, ainda, a irreversibilidade dos meristemas após o processo indutivo de diferenciação floral.

Ano

1990

Creators

Barbosa,Wilson Campo Dall'orto,Fernando Antonio Ojima,Mario

Concentrações de 6-benzilaminopurina no desenvolvimento in vitro de embriões de pêssegos e nectarinas precoces

Objetivando melhorar o desenvolvimento in vitro de embriões de pêssegos e nectarinas, de maturação precoce, adicionou-se, em meio básico de cultura, o regulador de crescimento 6-benzilaminopurina (BAP) nas concentrações de 0,5,10,15 e 20µM. Esse meio consistiu na solução salina de Murashige &amp; Skoog acrescido de tiamina, 1mg/l; ácido nicotínico, 0,5mg/l; inositol, 100mg/1, glicina, 250mg/l; glutamina, 500mg/l; asparagina, 250mg/l, ácido giberélico, 0,1mg/l; sacarose, 30g/l, e ágar, 6g/l. A melhor taxa de desenvolvimento dos embriões, após 30dias de cultura, ocorreu nas concentrações de 5 e 10µM de BAP, com uma emissão média de 4,5 brotos por embrião. Nas concentrações de 15 e 20mM de BAP, o número de brotações foi maior, porém com menor aproveitamento, devido à presença dos sintomas indesejáveis de vitrificação. O BAP não eliminou, totalmente, a roseta e o ananismo fisiológico dos embriões.

Ano

1990

Creators

Barbosa,Wilson Campo-Dall'orto,Fernando Antonio Ojima,Mario

Milho verde: avaliação da resistência à lagarta da espiga, da espessura do pericarpo e outras características agronômicas

Em Pariquera-Açu, SP, em maio de 1987, foi plantado um ensaio com o objetivo de avaliar as variedades IAC Azteca Centenário, IAC Maya Latente, IAC-1 e IAC-VD 2 e dois híbridos comerciais de milho verde, Agroceres 162 e Cargill 742, quanto à resistência à lagarta da espiga, espessura do pericarpo do grão e outros caracteres de importância agronômica. O ataque da lagarta foi avaliado utilizando-se a escala modificada por Widstrom e a contagem do furo de saída da lagarta. A espessura do pericarpo, medida através de um relógio comparador, foi retirada de duas posições de grãos embebidos em solução de glicerol e de uma posição em grãos secos. Outros caracteres agronômicos estudados foram: germinação e vigor das sementes usadas; estande final; altura da planta e da espiga; porcentagem de palha na espiga; número, rendimento, peso total e peso médio das espigas comerciáveis; peso de grãos e resistência a Exserohilum turticum (Pass.) Leonard e Suggs. As variedades, com exceção da IAC-VD 2, apresentaram produção inferior aos híbridos. Quanto ao ataque do E. turcicum, o Cargill 742, IAC-VD 2 e IAC Maya Latente foram resistentes, e 'Agroceres 162', intermediário, 'IAC-1' e IAC Azteca Centenário', suscetíveis. Os resultados obtidos pelos métodos de avaliação do ataque da lagarta da espiga - a escala de Widstrom e a contagem do furo de saída - foram equivalentes na discriminação dos genótipos. A 'IAC Azteca Centenária foi a mais resistente e a IAC Maya Latente, a mais suscetível. A espessura do pericarpo variou entre os genótipos, sendo maior no 'Agroceres 162' e IAC Azteca Centenário'.

Ano

1990

Creators

Sawazaki,Eduardo Ishimura,Issao Rossetto,Carlos Jorge Maeda,Jocely Andreuccetti Sáes,Luiz Alberto

Soja: avaliação de linhagens com período juvenil longo e obtenção do cultivar IAC-15

Buscando desenvolver cultivares de soja de maior capacidade produtiva e melhor adaptação às condições paulistas, realizaram-se hibridações entre material genético com período juvenil longo, as quais possibilitaram a obtenção de linhagens que, por sua vez, foram avaliadas em ensaios preliminares e regionais, no âmbito do Instituto Agronômico. Concomitantemente, para que o sojicultor tivesse à sua disposição os cultivares mais produtivos, independentemente da procedência, realizaram-se testes regionais de avaliação pelo Sistema de Avaliação e Recomendação de Cultivares de Soja para o Estado de São Paulo - trabalho de cooperação entre o Instituto Agronômico (IAC) e a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) - nas regiões produtoras, com técnica e recursos ali disponíveis. Os ensaios preliminares foram delineados em látice simples 6 x 6 e os ensaios regionais e os testes em blocos ao acaso, com quatro repetições. Os resultados, tanto dos experimentos desenvolvidos no IAC como os do Sistema de Avaliação IAC-CATI, permitiram avaliar o desempenho e justificar o lançamento e recomendação do cultivar IAC-15 para o Estado de São Paulo.

Ano

1990

Creators

Miranda,Manoel Albino Coelho de Mascarenhas,Hipólito Assunção Antonio Pereira,José Carlos Vila Nova Alves Gallo,Paulo Boller Diehl,Sérgio Rocha Lima Pinzan,Norma Rahal

Novo cultivar de mamona: IAC-226(Tarabay)

Este trabalho descreve um novo cultivar de mamona (Ricinus communis 1.), IAC-226 (Tarabay) originado de linhagem pura, obtida do cruzamento controlado entre o 'Pindorama' e o 'Campinas': trata-se de germoplasma adaptado às condições climáticas normais de cultura no Estado de São Paulo, material de porte alto (250-350cm), diâmetro de copa de 215cm e ciclo vegetativo médio (180 dias, a partir da emergência). A produção econômica é dada pelos racemos primários, secundários, terciários e quaternários, com 19, 30, 23 e 28% da produção total respectivamente, elevado potencial produtivo (2.681kg/ha de sementes e 1.233kg/ha de óleo), e frutos indeiscentes.

Ano

1990

Creators

Savy Filho,Angelo Banzatto,Nicolau Victório Veiga,Renato Ferraz de Arruda Campana,Mario Pércio Pettinelli Junior,Armando

Qualidade da bebida em espécies e populações derivadas de híbridos interespecíficos de Coffea

Avaliou-se, em dois experimentos, a qualidade da bebida das espécies Coffea canephora e C. congensis e derivados de híbridações interespecíficas [C. canephora duplicado (dp) x C. arabica, C. canephora x C. eugenioides, C. arabica x C. dewevrei dp e C. racemosa x C. arabica]. Por tratar-se de análise de bebida de cafés pouco conhecidos, avaliou-se a eficiência de uma escala de 1 a 10 pontos em comparação à escala de 0 a 5 pontos utilizada para C. arabica. Foram, também, acrescentadas pelos provadores indicações relacionadas ao gosto da bebida. A escala de 6 pontos mostrou-se pouco eficaz na discriminação dos tratamentos e a de 10 pontos, utilizada alternativamente, revelou-se mais eficiente nos dois experimentos. No primeiro, verificou-se, quanto à qualidade, uma superioridade dos grupos C arabica x C. dewevrei dp e C. canephora dp x C. arabica pelas duas escalas. No segundo experimento, o grupo C. racemosa x C. arabica apresentou a maior média, apesar de não diferir, pela escala 1, dos demais grupos. Pela escala 2, superou, no entanto, os grupos C. canephora e C. congensis. Gostos incomuns foram observados nas amostras com relação à bebida. Atribuem-se à grande diversidade do material analisado e a falta de familiarização dos provadores com espécies bem diferentes de C. arabica, certas discrepâncias com relação à determinação desses defeitos nas amostras analisadas.

Ano

1990

Creators

Carvalho,Alcides Teixeira,Aldir Alves Fazuoli,Luiz Carlos Guerreiro Filho,Oliveiro

Melhoramento do cafeeiro: XLIII. seleção de cafeeiros resistentes ao bicho-mineiro

Estudaram-se diversos parâmetros agronômicos em progênies oriundas de potinização aberta e de hibridações envolvendo os cafeeiros C 1195-5-6-1 e C 1195-5-6-2, resistentes ao bicho-mineiro (Perileucoptera coffeella). Ambos apresentam florescimento abundante e precocidade de maturação, características da espécie Coffea racemosa, da qual se originaram por retrocruzamentos com C. arabica. Hibridações desses dois cafeeiros foram realizadas com os cafés Icatu, Catimor, Híbrido de Timor e Catuaí. Os três primeiros, derivados de retrocruzamentos de C. canephora com C. arabica, são resistentes ao agente da ferrugem (Hemileia vastatrix) e, o último, cultivar de grande expressão econômica, tem porte reduzido e elevada capacidade produtiva. A análise das progênies realizada em quatro ensaios revelou que todos esses atributos, presentes em tão diverso germoplasma, são geneticamente transmissíveis e se encontram nas progênies investigadas, em associações diversas. Os dados de produção e o fato de não existirem associações antagônicas entre esses atributos sugerem a possibilidade do desenvolvimento de cultivares produtivos, resistentes ao bicho-mineiro e com outras características desejáveis, principalmente resistência ao agente da ferrugem.

Ano

1990

Creators

Guerreiro Filho,Oliveiro Medina Filho,Herculano Penna Gonçalves,Wallace Carvalho,Alcides

Variabilidade genética da produção anual da seringueira: estimativas de parâmetros genéticos e estudo de interação genótipo x ambiente

Selecionaram-se dezenove genótipos de seringueira (Hevea brasiliensis Muell. Arg.) considerados como os melhores em vigor e produção em uma população de pés francos estabelecidos no campo de ensaios da Estação Experimental de Pindorama, com o objetivo de estudar a variabilidade genética e ambiental e a interação genótipo x ambiente sobre a produção durante cinco anos. Com base na análise da variância anual e conjunta, estimaram-se parâmetros genéticos para produção, na tentativa de quantificar o ganho genético com a seleção, e as correlações genéticas e fenotfpicas das produções ano a ano. Os resultados das análises da variância dentro de anos mostraram efeitos significativos para genótipos, sendo os efeitos da interação genótipo x ambiente altamente significativos. As estimativas de herdabilídade, no sentido amplo, ao nível de médias de parcelas, foram altas, com amplitude de 0,57 a 0,77, respectivamente, para o segundo e quinto ano de produção. As maiores percentagens de ganho genético foram obtidas no primeiro e quinto ano de produção, 39,03 e 27,57 respectivamente. Correlações genéticas e fenotípicas entre anos de sangria foram altas e significativas. Os altos valores de herdabilidade e ganho genético para o primeiro ano de sangria indicam que a seleção massal conduzida nesta fase proporciona, efetivamente, maior ganho na seleção.

Ano

1990

Creators

Gonçalves,Paulo de Souza Cardoso,Mario Colombo,Carlos Augusto Ortolani,Altino Aldo Martins,Antonio Lúcio Mello Santos,Ivan Cavalin Ignacio dos

Correlações fenotípicas entre caracteres avaliados nos estádios juvenil e adulto de açaizeiros

São apresentados coeficientes de correlações fenotípicas obtidos entre diferentes idades de alguns caracteres relacionados ao desenvolvimento vegetativo de açaizeiros (Euterpe oleracea Mart). Visa-se auxiliar na identificação de caracteres que possam ser utilizados para a seleção precoce de plantas superiores dessas palmeiras com vistas ao melhoramento genético. Correlações entre os caracteres mensurados em diferentes estádios foram estatisticamente significativas para a quase totalidade das avaliações efetuadas, com magnitude aumentando gradativamente com o tempo. Dada a taxa crescente apresentada pelos coeficientes de correlação e as estimativas de ganho esperado por seleção praticada, especialmente sobre o caráter circunferência da planta, sugere-se que a seleção em açaizeiros possa ter início logo aos 17 meses após o plantio, com maior probabilidade de selecionar genótipos superiores dessas palmeiras a partir do segundo ano de campo.

Ano

1990

Creators

Bovi,Marilene Leão Alves Godoy Júnior,Gentil Spiering,Sandra Heiden Camargo,Sérgio Bueno de

Aproveitamento do café Excelsa em mistura com o café Árábica

O café Excelsa (Coffea dewevrei cv. Excelsa), embora rústico e produtivo, não é comercialmente cultivado. No presente trabalho, procurou-se avaliar a qualidade de sua bebida em mistura, em diferentes proporções, com o café Arábica (C. arabica) de bebida boa. Usou-se delineamento em blocos incompletos balanceados, com oito tratamentos e sete repetições, além de um controle adicional de Arábica de bebida mole, e adotou-se a escala de 0 a 5 pontos, normalmente usada na classificação da bebida do Arábica. Durante a torração, o Excelsa apresentou aroma desagradável; a infusão, logo que colocada na xícara, também mostrou aroma estranho, o qual desapareceu algum tempo depois. As amostras do Arábica deram bebida mole, com média de 3,76 pontos, e, as de Excelsa, bebida inferior, com média de 1,64 ponto apenas. As médias de pontos conferidas à bebida das misturas de 10,20,30,40 e 50% de Excelsa com Arábica foram de 3,23, 2,95, 2,91, 2,67 e 1,91 respectivamente. Os provadores detectaram gosto estranho em 85,71 % das amostras do Excelsa. Nas misturas, esse gosto foi observado em escala crescente com a adição do café Excelsa. Encontrou-se uma correlação positiva e significativa (r =0,91) entre a quantidade do Excelsa na mistura e a porcentagem de amostras com gosto estranho. Houve variação entre os provadores com relação à sensibilidade para esse gosto. Correlação negativa e significativa (r =-0,93) foi notada entre a quantidade do Excelsa na mistura e a qualidade da bebida. Os resultados gerais indicam a possibilidade de se adicionar até 23% desse café em mistura com o Arábica de bebida boa, sem, contudo, provocar grandes alterações na qualidade da bebida.

Ano

1990

Creators

Carvalho,Alcides Fazuoli,Luiz Carlos Teixeira,Aldir Alves Guerreiro Filho,Oliveiro

Produtividade de cultivares IAC de uvas para vinho como produtores diretos e sobre diferentes porta-enxertos

Em experimentos em Tietê (oito anos) e Tatuí (seis anos), compararam-se quatro cullivares IAC de uvas para vinho: IAC 133-22 Máximo e IAC 960-9 Sanches, para os tintos, e IAC 116-31 Rainha e IAC 960-12, para os brancos. Eles foram cultivados tanto como produtor direto (sem enxertia) como enxertados sobre os porta-enxertos IAC 313 'Tropical', IAC 766 e "Ripária do Traviú'. Estudou-se o potencial produtivo desses cultivares como produtores diretos, bem como sua afinidade e produtividade sobre aqueles porta-enxertos, avalíando-se a produção de uvas (grama/planta) e o peso de ramos podados (grama/parcela). No conjunto dos ambientes (anos e locais), as maiores produções, estatisticamente superiores às demais, foram obtidas como IAC 138-22 enxertado sobre o IAC 313 e com o IAC 960-9 sobre o mesmo porta-enxerto. Nas condições de Tietê, o IAC 138-22 e o IAC 960-9 enxertados sobre o IAC 766 apresentaram potencial produtivo semelhante ao obtido quando sobre o IAC 313.0 IAC 138-22 demonstrou maior estabilidade de produção nos ambientes (anos e locais) estudados; o IAC 116-31, grande vigor vegetativo, medido pela quantidade de ramos podados, o que o pode ter levado às suas baixas produções.

Ano

1990

Creators

Terra,Murilo Monteiro Pires,Erasmo José Paioli Pettinelli Jr.,Armando Pommer,Celso Valdevino Sabino,José Carlos Passos,Ilene Ribeiro da Silva Coelho,Sônia Maria Bonilha Marcondes Silva,André Camargo Pereira da Ribeiro,Ivan José Antunes

Avaliação de genótipos de algodoeiro para resistência a Verticillium dahliae

Genótipos de algodoeiro, compreendendo as principais cultivares em uso no Brasil e linhagens provenientes de diversas entidades, foram avaliadas, em condições de casa de vegetação, quanto à resistência genética à murcha de Verticillium. Com o objetivo de proporcionar condições adequadas para a expressão da resistência, foram desenvolvidos, inicialmente, experimentos para verificar a patogenicidade de diferentes isolados e a concentração mais apropriada do inóculo. A partir desses dados, 25 genótipos foram inoculados, na concentração de 10(6) esporos/mL, pelo método "dipping", com quatro isolados de V. dahliae. Houve diferenças estatisticamente significativas entre os genótipos com relação à resistência a esse patógeno. Deltaopal, IAC 04/236, IAC 04/259, PR 0136 e Fibermax 966 destacaram-se como mais resistentes e Coodetec 410, Destak, Coodetec 401 e EPAMIG 0316 como mais suscetíveis. A avaliação da doença mostrou-se eficiente tanto considerando sintomas internos quanto externos na planta, verificando-se correlação r = + 0,85** entre os dois métodos de avaliação.

Ano

2008

Creators

Galbieri,Rafael Cia,Edivaldo Fuzatto,Milton Geraldo Ito,Margarida Fumiko Lüders,Reginaldo Roberto Kondo,Júlio Isao