Repositório RCAAP

HERANÇA DA RESISTÊNCIA DE MILHO A MELOIDOGYNE JAVANICA

Duas linhagens de milho, resistente (IAC Ip 365-4-1) e suscetível (IAC Ip 48-5-3) a Meloidogyne javanica, suas gerações F1, F2 e retrocruzamentos, bem como os cruzamentos recíprocos, foram avaliados em dois ensaios em casa de vegetação, em 1989/90 e 1992, em Campinas, para estudar a herança da resistência a M. javanica. Utilizou-se o delineamento inteiramente casualizado com número de repetição maior nas gerações segregantes, parcelas de uma planta por vaso plástico com 500 cm3 de areia fina, previamente tratada com brometo de metila e adubada com NPK. Cinco dias após a germinação das sementes, cada vaso foi inoculado com 5.000 ovos e larvas de M. javanica. Aos 70 e aos 60 dias após a inoculação, respectivamente, nos experimentos 1 e 2, avaliaram-se o índice de massa de ovos, o número de ovos por grama de raiz e o fator de reprodução. Não foram observadas diferenças entre os cruzamentos recíprocos. O comportamento da média do F1, a distribuição de freqüência da população F2 e a segregação monofatorial indicaram que a resistência a M. javanica da linhagem IAC Ip 365-4-1 se deve a um gene dominante associado a um pequeno efeito de polígenes.

Ano

1998

Creators

SAWAZAKI,EDUARDO LORDELLO,ANA INES LUCENA LORDELLO,RUBENS RODOLFO ALBUQUERQUE

SOJA IAC/IAS-5: CULTIVAR RESISTENTE AO CANCRO DA HASTE

Há aproximadamente oito anos, o cancro da haste (Phomopsis phaseoli f. sp. meridionalis/Diaporthe phaseolorum f. sp. meridionalis) da soja tem sido o principal fator limitante da produtividade em áreas de manifestação da doença. O seu controle mediante cultivares resistentes é o método mais econômico. Num ensaio em casa de vegetação, visando avaliar o efeito de doses de potássio no controle do cancro da haste, no cultivar IAS-5, moderadamente resistente, verificou-se haver plantas altamente resistentes, comprovadas em três gerações, todas inoculadas com o fungo causador da doença. A importância da obtenção do IAS-5 e de sua multiplicação deve-se a ser o mais cultivado no Estado de São Paulo e apresentar resistência ao cancro da haste.

Ano

1998

Creators

MASCARENHAS,HIPÓLITO ASSUNÇÃO ANTONIO ITO,MARGARIDA FUMIKO

CARACTERÍSTICAS DO CAPULHO E PROPRIEDADES TECNOLÓGICAS DA FIBRA DO ALGODOEIRO EM FUNÇÃO DA CALAGEM E DA GESSAGEM

Em latossolo roxo ácido e de baixa fertilidade do município de Guaíra (SP), desenvolveu-se de 1986/87 a 1989/90 um ensaio de caráter permanente com o algodoeiro para estudar o efeito da aplicação de calcário (0,6; 1,8 e 3,0 t.ha-1) e de gesso (0, 2, 4, 6 t.ha-1) sobre as características do capulho e propriedades tecnológicas da fibra. O delineamento experimental utilizado foi do tipo blocos ao acaso com parcelas subsubdivididas e quatro repetições. O calcário elevou os valores de massa de um capulho e diminuiu o índice Micronaire e a maturidade da fibra, mas não afetou a massa de sementes, a porcentagem, o comprimento, a uniformidade de comprimento e a tenacidade da fibra. O gesso aumentou as massas de capulho e de sementes, especialmente quando associado a maior dose de calcário, assim como o índice Micronaire e a maturidade da fibra, no mais baixo nível de calagem.

Ano

1998

Creators

SABINO,NELSON PAULIERI SILVA,NELSON MACHADO DA KONDO,JULIO ISAO

DETERMINAÇÃO DO NÚMERO E DO ÂNGULO DE CONVOLUÇÃO DA FIBRA DE ALGODÃO E SUA RELAÇÃO COM PROPRIEDADES TECNOLÓGICAS DA FIBRA E DO FIO

A linhagem de algodoeiro IAC 20-233 e as variedades comerciais IAC 21 e IAC 22 foram caracterizadas morfologicamente pelo número e pelo ângulo de convolução de suas fibras, utilizando-se microscopia óptica. A variedade IAC 21 apresentou fibras com menor número e ângulo de convolução que a IAC 20-233 e a IAC 22, enquanto estas foram semelhantes entre si. Os três genótipos apresentaram fibras de maturidade similar. O índice Micronaire (medida do complexo finura + maturidade) da variedade IAC 21 foi maior que o dos demais, correspondendo, portanto, a fibras mais grossas. Isso pode ter contribuído para diminuir o número e o ângulo de convolução e, como conseqüência, deprimido a elongação da fibra e do fio de algodão produzido.

Ano

1998

Creators

ERISMANN,NORMA DE MAGALHÃES GONDIM-TOMAZ,ROSE MARRY ARAÚJO SABINO,NELSON PAULIERI KONDO,JÚLIO ISAO AZZINI,ANÍSIO

CHUVA E PREVISÃO DE ÉPOCAS DE PULVERIZAÇÃO PARA CONTROLE DAS MANCHAS FOLIARES DO AMENDOIM

Foram realizados experimentos de campo, em Ribeirão Preto e Pindorama (SP), no ano agrícola de 1996/97, com o objetivo de avaliar o uso da chuva na previsão de épocas de pulverização para racionalizar o controle da mancha-preta e da mancha-castanha em amendoim. Cada experimento constituiu-se de cinco tratamentos, em blocos ao acaso com cinco repetições, utilizando-se, em todos os experimentos, o cultivar Tatu. Os tratamentos empregados foram: (A) testemunha, sem controle das doenças; (B) quatro pulverizações em datas fixas, a cada 14 dias, com início aos 42 dias após a semeadura; indicação de pulverização após a ocorrência de dois (C), quatro (D) ou seis (E) dias com chuvas diárias >2,5 mm, consecutivos ou não, com monitoramento da chuva no período entre o 35o e o 90o dia após a semeadura. As pulverizações foram realizadas com chlorothalonil, na dosagem recomendada. Para avaliar o desempenho dos tratamentos, mediram-se: índice de severidade (I%), em amostragens semanais realizadas a partir do quarto decêndio após a semeadura, sendo a intensidade das doenças durante o ciclo estimada pela área sob a curva de progresso de cada doença (ASCPD), bem como sua soma (ASCPDT). Também se avaliaram os índices de produção: produtividade (kg.ha-1), rendimento em sementes (%) e massa de 200 sementes. Segundo os resultados dos experimentos, os tratamentos com indicação de pulverização após a ocorrência de dois ou quatro dias com chuva >2,5 mm, revelaram dados semelhantes ao tratamento com pulverizações fixas, nos itens: intensidade de doença (ASCPDT) e produtividade da cultura. O desempenho desses três tratamentos foi superior à testemunha e àquele com indicação de pulverização após a ocorrência de seis dias com chuva >2,5 mm. Devido à ocorrência de elevado número de dias com precipitação pluvial no período, foi possível, nos dois experimentos, apenas a redução de uma pulverização no tratamento D em relação ao tratamento com pulverizações fixas. No C, a recomendação de pulverização com fungicidas foi praticamente semelhante ao de pulverizações fixas.

Ano

1998

Creators

PEZZOPANE,JOSÉ RICARDO MACEDO PEDRO JÚNIOR,MÁRIO JOSÉ MORAES,SÉRGIO ALMEIDA DE GODOY,IGNÁCIO JOSÉ DE PEREIRA,JOSÉ CARLOS VILA NOVA ALVES SILVEIRA,LUIS CLÁUDIO PATERNO

ENXERTIA DE COFFEA ARABICA SOBRE PROGÊNIES DE C. CANEPHORA E DE C. CONGENSIS NO CRESCIMENTO, NUTRIÇÃO MINERAL E PRODUÇÃO

A enxertia de cultivares de Coffea arabica L. sobre Coffea canephora Pierre vem sendo utilizada como alternativa para o cultivo do café em áreas infestadas por nematóides, em vista da resistência de C. canephora a esse patógeno. O objetivo deste trabalho foi estudar no campo, em áreas isentas de nematóides, o desenvolvimento da parte aérea, a nutrição mineral e a produção de cultivares de C. arabica enxertados sobre C. canephora e C. congensis. Em 1986 , instalaram-se experimentos em três regiões cafeeiras paulistas - Campinas, Garça e Mococa - no espaçamento de 3,5 x 2,0 m, com duas plantas por cova. Como porta-enxerto, utilizaram-se duas progênies de C. canephora (Apoatã IAC 2258 e IAC 2286) e uma de C. congensis (IAC Bangelan coleção 5), tolerantes a nematóides e, como enxerto, dois cultivares de C. arabica (Catuaí Vermelho IAC H 2077-2-5-81 e Mundo Novo IAC 515-20). Também se efetuaram auto-enxertias no Catuaí e no Mundo Novo e, como testemunhas, consideraram-se plantas desses cultivares não enxertadas. Os dados mostraram que, mesmo na ausência de nematóides, a utilização de progênies de C. canephora e de C. congensis como porta-enxerto conferiu maior desenvolvimento e produção (médias de cinco anos) aos cultivares de C. arabica, sendo esse efeito mais acentuado no 'Catuaí'. O crescimento sazonal em altura, em todos os tratamentos, foi maior na primavera e no verão e menor no outono e no inverno. De modo geral, a enxertia aumentou o crescimento em altura em todas as estações do ano, principalmente no outono e no inverno. As plantas enxertadas apresentaram maiores teores foliares de potássio e menores de manganês, em relação às não enxertadas. A enxertia não alterou de modo consistente os teores dos demais nutrientes.

Ano

1998

Creators

FAHL,JOEL IRINEU CARELLI,MARIA LUIZA CARVALHO GALLO,PAULO BOLLER COSTA,WALDIR MARQUES DA SOARES NOVO,MARIA DO CARMO DE SALVO

EFEITOS DA QUALIDADE DA ÁGUA DE PULVERIZAÇÃO SOBRE A EFICÁCIA DE HERBICIDAS APLICADOS EM PÓS-EMERGÊNCIA

Com o objetivo de estudar o efeito da qualidade da água utilizada na pulverização, sobre a eficácia de herbicidas aplicados em pós-emergência, instalou-se um experimento no ano agrícola 91/92, em área da Fazenda Experimental da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da UNESP, município de Jaboticabal (SP), com 21 tratamentos e três repetições. Os tratamentos foram constituídos pelas combinações de formulações comerciais de glifosate, mistura pronta de glifosate + 2,4D, MSMA e paraquat com as águas deionizada, destilada, limpa (poço profundo), turva 1 (limpa + 2 g.L-1 de solo) e turva 2 (limpa + 10 g.L-1 de solo), além de uma testemunha, na qual não se efetuou a aplicação de herbicidas. Avaliações visuais de controle, geral e por espécie, aos 14, 30 e 45 dias após a aplicação, mostraram que nenhum dos tipos de água utilizados interferiu significativamente na eficiência dos herbicidas, independentemente do produto e da época de avaliação. As quantidades de argila adicionadas às águas denominadas de turva 1 e turva 2 não adsorveram os herbicidas paraquat e glifosate a ponto de prejudicar-lhes a ação. A análise e interpretação dos resultados obtidos, portanto, permitem concluir que o emprego de água turva, oriunda de um reservatório aberto, foi viável para aplicação de alguns herbicidas (glifosate, glifosate + 2,4-D, MSMA e paraquat) em pós-emergência, não influenciando significativamente na sua eficácia .

Ano

1998

Creators

RAMOS,HAMILTON HUMBERTO DURIGAN,JULIO CEZAR

RENDIMENTO DO FEIJOEIRO IRRIGADO EM ROTAÇÃO COM CULTURAS GRANÍFERAS E ADUBOS VERDES

Avaliou-se o efeito residual de culturas graníferas e adubos verdes no rendimento do feijoeiro irrigado, cultivar IAC-Carioca, em experimentação instalada em latossolo roxo distrófico, no Núcleo de Agronomia da Alta Mogiana (IAC), em Ribeirão Preto (SP), de maio de 1992 a janeiro de 1996. Utilizou-se o delineamento experimental em blocos ao acaso, com seis tratamentos e seis repetições. Os esquemas de rotação compreenderam o cultivo do feijoeiro, de julho a dezembro, seguido por milho de ciclo curto, híbrido C-701, de dezembro a abril e, posteriormente, por pousio, pelas culturas graníferas milho e aveia-preta (Avena strigosa) e pelas leguminosas para adubação verde, crotalária júncea (Crotalaria juncea L.), guandu [Cajanus cajan (L.) Millsp.] e mucuna-preta (Mucuna aterrima), de março a agosto. Os teores de nutrientes do solo na camada de 0-20 cm de profundidade foram decrescentes durante o período da experimentação, sendo normais para a matéria orgânica e médios para fósforo, potássio, cálcio e magnésio. A acidez média a alta não restringiu a produtividade do feijoeiro. A utilização da mucuna-preta, da crotalária júncea e do milho é viável na rotação com o feijoeiro e o com milho de ciclo curto. Os maiores valores de rendimento de fitomassa verde e de velocidade de infiltração básica do solo também foram obtidos com o uso dessas culturas na rotação. Como efeito das rotações ao longo dos anos, em relação ao pousio, a inclusão da mucuna-preta, no período não convencional de outono-inverno, após a seqüência feijoeiro irrigado/milho de ciclo curto, contribuiu para o aumento nos rendimentos do feijoeiro.

Ano

1998

Creators

WUTKE,ELAINE BAHIA FANCELLI,ANTÔNIO LUIZ PEREIRA,JOSÉ CARLOS VILLA NOVA ALVES AMBROSANO,GLÁUCIA MARIA BOVI

CONDUTÂNCIA ESTOMÁTICA DE EUCALYPTUS CITRIODORA E E. GRANDIS, EM RESPOSTA A DIFERENTES NÍVEIS DE ÁGUA NO SOLO E DE CONVIVÊNCIA COM BRACHIARIA BRIZANTHA STAPF

Objetivou-se avaliar os efeitos da interferência de Brachiaria brizantha sobre a condutância estomática (gs) de mudas de Eucalyptus citriodora e E. grandis, cultivadas em solos com diferentes níveis de água, em condições de casa de vegetação, entre dezembro de 1995 e fevereiro de 1996. O delineamento foi o de blocos ao acaso, com quatro repetições, em arranjo fatorial (2 x 3 x 4): duas espécies de eucalipto (E. citriodora e E. grandis), três níveis de água (20, 23 e 26%) e quatro populações de B. brizantha (zero, uma, duas e três plantas por vaso). O nível de água nos vasos foi mantido praticamente constante, até a última avaliação do experimento, aos 70 dias após o transplante das mudas, por microtensiômetro e pesagens diárias, com reposições de água evapotranspirada. A mensuração da condutância estomática foi realizada com um analisador de gás infravermelho (IRGA). A presença de B. brizantha cultivada em um mesmo vaso com E. citriodora e/ou E. grandis promoveu redução da condutância estomática dos eucaliptos, independentemente do nível de água no solo. As folhas do terço superior das mudas de E. citriodora e/ou E. grandis cultivadas em um mesmo vaso com e sem B. brizantha, apresentaram maior condutância estomática que aquelas dos terços mediano e inferior, independentemente dos níveis de água no solo e das populações de B. brizantha. Os maiores valores da condutância estomática foram apresentados pelas folhas do terço superior da planta dos eucaliptos quando o nível de água no solo foi de 26% (próximo à capacidade de campo).

Ano

1998

Creators

SILVA,WILSON DA SEDIYAMA,TOCIO SILVA,ANTÔNIO ALBERTO DA FERREIRA,FRANCISCO AFFONSO

EFEITO DA INOCULAÇÃO COM BRADYRHIZOBIUM SP., NITROGÊNIO E MICRONUTRIENTES NO RENDIMENTO DO GRÃO-DE-BICO

A cultura do grão-de-bico (Cicer arietinum L.) inexiste comercialmente no Brasil. No presente estudo, num podzólico vermelho-amarelo em Coimbra, microrregião de Viçosa, Minas Gerais, desenvolveram-se dois experimentos com grão-de-bico: um com o cultivar IAC-Marrocos e o outro com o 'IAC Índia-4'. Os tratamentos constituíram um fatorial 24, no qual os fatores foram: Bradyrhizobium sp. (inoculação das sementes ou não), adubação nitrogenada em cobertura (0 ou 30 kg.ha-1 de N), molibdênio em pulverização foliar, na forma de molibdato de amônio (0 ou 40 g.ha-1) e micronutrientes (aplicação ou não de Zn, B, Cu, Fe, Mn e Mo na forma FTE BR-12). Todas as parcelas receberam o equivalente a 450 kg.ha-1 de superfosfato simples. A inoculação com rizóbio aumentou 104% a produção do cv. IAC Marrocos e 187% a do cv. IAC Índia-4, em relação à testemunha, enquanto o N trouxe aumentos de 22 e 59% respectivamente. Na presença do rizóbio, a adubação nitrogenada não teve efeito. A aplicação do FTE BR-12 apenas teve algum efeito positivo sobre o cv. IAC Marrocos. O Mo via foliar não aumentou o rendimento.

Ano

1998

Creators

BRAGA,NELSON RAIMUNDO VIEIRA,CLIBAS

EFICIÊNCIA DE ABSORÇÃO E UTILIZAÇÃO DE POTÁSSIO POR PLANTAS DE SOJA EM SOLUÇÃO NUTRITIVA

Em casa de vegetação, desenvolveu-se o experimento em blocos casualizados com esquema fatorial 4 x 2 x 3 e três repetições a fim de estudar a influência da idade sobre as relações de eficiência (EAB, eficiência de absorção; EC, eficiência de conversão, e EUK, eficiência de utilização de potássio) e sobre o índice de utilização (IU). Os cultivares de soja IAC 17, IAC 18, IAC 11 e FT 2, crescidos em solução nutritiva com dois níveis de potássio (0,50 e 1,82 mmol.L-1), foram coletadas e separadas em folhas inferiores, medianas e superiores, caule e raiz aos 20, 40 e 60 dias após a transferência para a solução nutritiva. Depois da secagem, as partes foram preparadas para a determinação de K. Verificou-se que plantas deficientes, independentemente do cultivar, retranslocaram K tentando manter seu conteúdo nas folhas medianas, a expensas de demais órgãos. Destacam-se, nesse comportamento, 'IAC 18' e 'IAC 11'. Plantas adequadamente nutridas em K apresentaram maior EAB, ocorrendo o contrário para plantas deficientes. 'IAC 17' e 'IAC 18' apresentaram maior EAB em ambas as condições nutricionais em K e 'FT 2', a maior EUK em condições de deficiência, aos 40 dias (antes do início da floração) e, a menor, aos 60 dias. 'IAC 11' teve a maior EUK e 'IAC 18', a menor, aos 60 dias. O IU permitiu atribuir critérios de plasticidade aos cultivares ao se adaptarem à deficiência de K. A maior plasticidade foi observada para 'FT 2' aos 40 dias e, para 'IAC 18', aos 60. Plantas K-deficientes foram mais eficazes na EC, produzindo mais matéria seca por unidade do mineral absorvido.

Ano

1998

Creators

SACRAMENTO,LUIS VITOR SILVA DO ROSOLEM,CIRO ANTONIO

RESPOSTA DA SERINGUEIRA CLONE RRIM 600 À ADUBAÇÃO NPK EM SOLO PODZÓLICO VERMELHO-AMARELO

O presente estudo, que teve por objetivo determinar respostas da seringueira [Hevea brasiliensis (Willd. ex. Adr. de Juss.) Muell. Arg.] à adubação NPK durante o período de formação do seringal, relata os resultados de experimento com o clone RRIM 600 em solo podzólico vermelho-amarelo de textura arenosa, no município de Avaí (SP), Brasil. O delineamento foi de blocos ao acaso em esquema fatorial fracionado 1/2 (4 x 4 x 4), com doses anuais de 0, 40, 80 e 120 kg.ha-1 de N, P2O5 e K2O, aplicados no período entre dois e oito anos de idade das plantas. Avaliou-se o perímetro do caule a 1,20 m acima do calo de enxertia, a cada quatro meses, e calculou-se a porcentagem de plantas aptas para sangria e o tempo de imaturidade do seringal em cada parcela. Efetuaram-se análises de solo aos 27 e 51 meses de idade das plantas e análises de folhas, anualmente, no verão. A partir de 60 meses de idade das plantas, aproximadamente três anos após o início das adubações, observou-se efeito linear da adubação nitrogenada sobre o perímetro do caule. A adubação fosfatada teve efeito linear a partir da idade de 72 meses e a interação NP linear foi consistente depois de 75 meses. Usando como indicador a porcentagem de plantas aptas à sangria, houve efeito linear significativo para as adubações nitrogenada e potássica. O período de imaturidade foi abreviado até em oito meses, comparando-se o tratamento sem adubação com os de melhor desempenho. Adubações desequilibradas, como no tratamento 0-80-120, provocaram retardamento até de 12 meses no período de imaturidade em relação ao tratamento de melhor desempenho (120-120-120). Um ano depois da interrupção da aplicação de fertilizantes, no fim do experimento, não se observou efeito residual dos tratamentos sobre os indicadores de crescimento utilizados.

Ano

1998

Creators

BATAGLIA,ONDINO CLEANTE SANTOS,WAGNER RODRIGUES DOS IGUE,TOSHIO GONÇALVES,PAULO DE SOUZA

PRODUÇÃO E COMPOSIÇÃO MINERAL DE CENOURA ADUBADA COM RESÍDUOS ORGÂNICOS

Este trabalho objetivou avaliar o estado nutricional, a produção e a qualidade de raízes de cenoura, cultivar Brasília, influenciados pelos seguintes tratamentos: sete tipos de compostos orgânicos produzidos com dejeto de suínos na forma líquida e material palhoso (bagaço de cana-de-açúcar, capim-napier e palha de café), com o bagaço de cana-de-açúcar contendo ou não gesso ou superfosfato triplo; um tratamento com dejeto seco de suínos; um com adubação mineral e uma testemunha, sem adubação. O experimento foi realizado em 3 de maio a 23 de agosto de 1994, em condições de campo, no delineamento de blocos casualizados com quatro repetições, na Fazenda Experimental da EPAMIG, em Ponte Nova (MG). De modo geral, a maior altura de planta e a produção de parte aérea foram obtidas nos tratamentos com compostos orgânicos e dejeto seco de suínos. Os tratamentos com compostos produzidos com palha de café mais dejeto líquido, bagaço de cana-de-açúcar mais dejeto líquido mais superfosfato triplo e capim-napier mais palha de café mais dejeto líquido proporcionaram produções totais de raízes superiores a 50 t.ha-1. O composto produzido com palha de café e dejeto líquido proporcionou a maior produção de raízes total e comerciável. O enriquecimento do composto, bagaço de cana-de-açúcar mais dejeto líquido, com gesso ou superfosfato triplo, não alterou a produção de raízes nem os teores de Ca e P nas folhas e raízes. As raízes de cenoura, cujos tratamentos receberam adubação orgânica ou mineral, apresentaram teores de P e K superiores e Ca semelhante aos teores considerados padrões para elaboração de dietas para o ser humano.

Ano

1998

Creators

SEDIYAMA,MARIA APARECIDA NOGUEIRA VIDIGAL,SANZIO MOLLICA PEREIRA,PAULO ROBERTO GOMES GARCIA,NEUSA CATARINA PINHEIRO LIMA,PAULO CÉSAR DE

RESPOSTA DO FEIJOEIRO A DOSES DE BORO EM CULTIVO DE INVERNO E DE PRIMAVERA

Um experimento em vasos foi instalado em casa de vegetação com o objetivo de estudar a resposta do feijoeiro à aplicação de boro (B) em solo com baixa disponibilidade desse nutriente. Os tratamentos consistiram na aplicação de doses correspondentes a 0, 1, 2, 4, 8 e 16 kg.ha-1 de B, na forma de bórax. Dois ensaios foram desenvolvidos, sendo o primeiro no inverno (junho a julho) e o outro na primavera (setembro a outubro). No ensaio do inverno, foi observada a deficiência de B, apenas na testemunha, fato comprovado pela análise de tecidos. Nos demais tratamentos não apareceram sintomas de deficiência e os teores do elemento na parte aérea das plantas foram considerados adequados. No ensaio de primavera, não foi observada deficiência visual de B, mesmo na testemunha. Em ambos os ensaios, aplicações superiores a 2 kg.ha-1 de B proporcionaram teores muito elevados do elemento nas plantas (138 a 710 mg.kg-1). Os dados sugerem que a deficiência é mais relevante no inverno e que o excesso é prejudicial, em qualquer época, ocasionando toxicidade.

Ano

1998

Creators

MASCARENHAS,HIPÓLITO ASSUNÇÃO ANTONIO TANAKA,ROBERTO TETSUO NOGUEIRA,SANDRA DOS SANTOS SEVÁ CARMELLO,QUIRINO AUGUSTO DE CAMARGO AMBROSANO,EDMILSON JOSÉ

TESTE E ANÁLISE DE MODELOS AGROMETEOROLÓGICOS DE ESTIMATIVA DE PRODUTIVIDADE PARA A CULTURA DA SOJA NA REGIÃO DE RIBEIRÃO PRETO

A modelagem agrometeorológica permite, antecipadamente, o conhecimento quantitativo da influência das condições climáticas sobre o desenvolvimento e a produção de culturas agrícolas. A maior abrangência e confiabilidade de utilização dos modelos de estimativa de produtividade pode ser conseguida mediante teste dos modelos para determinada região. Os dados fenológicos e de produtividade para a análise foram oriundos de experimentos realizados no Núcleo de Agronomia da Alta Mogiana, do Instituto Agronômico, com sede em Ribeirão Preto (SP), durante os anos agrícolas de 1983/84, 1984/85, 1989/90 e 1990/91. Foram analisados os cultivares de soja IAC-13 (precoce), IAC-12 (semiprecoce) e IAC-11 (médio). Os modelos considerados baseiam-se na penalização da produtividade potencial da cultura em função das relações evapotranspiração real/evapotranspiração potencial (ER/EP) e dos excedentes hídricos derivados de balanços hídricos decendiais seqüenciais ocorridos durante os diferentes estádios fenológicos. Foram testados modelos aditivo e multiplicativo. O modelo que considera penalização incluindo excedente hídrico apresentou o melhor desempenho, para os três grupos de maturação da soja estudados, com coeficientes de determinação (R2) de 0,69 e índice de concordância (d) de 0,85 para o cultivar de ciclo precoce IAC-13; para o semiprecoce, 'IAC-12', R2 de 0,79 e d de 0,86 e, para o 'IAC-11', de ciclo médio, R2 de 0,87 e índice d de 0,84.

Ano

1998

Creators

MORAES,ADRIANA VIEIRA DE CAMARGO CAMARGO,MARCELO BENTO PAES DE MASCARENHAS,HIPÓLITO ASSUNÇÃO ANTONIO MIRANDA,MANOEL ALBINO Coelho DE PEREIRA,JOSÉ CARLOS VilLa Nova Alves

Inheritance of malate dehydrogenase in wild pepper

Leaf extracts from wild pepper (Capsicum flexuosum Sendt) were analysed for the presence of malate dehydrogenase (E.C. 1.1.1.37; MDH) isozymes using starch gel electrophoresis. Seven phenotypes for MDH isozymes were observed in the genitors. Genetic analysis in F1 progenies revealed five loci coding for MDH. Isozyme banding patterns of hybrids indicated that MDH-3 and MDH-4 genes code for monomeric enzymes, while MDH-5 for a dimeric isoform. In MDH-2 loci, one particular F1 progeny showed a significant deviation from the expected isozyme pattern. It is possible that other genes are controlling the expression of MDH-2 in pepper. Also, there are two alleles coding for MDH-2 isozyme. On the other hand, MDH-1 was monomorphic for all genotypes used in the experiment.

Ano

1999

Creators

SCHUELTER,ADILSON RICKEN CASALI,VICENTE WAGNER DIAS FINGER,FERNANDO LUIZ

Análise da capacidade combinatória em berinjela

Cinco acessos de berinjela (Solanum melongena L.) - 1: PI 206472; 2: 'Long green'; 3: 'Campineira'; 4: 'Flórida Market' e 5: 'E-22' - e os seguintes híbridos entre eles, 1 x 3; 1 x 4; 2 x 4; 2 x 5 e 3 x 5 de frutos comerciais, foram avaliados quanto ao comprimento médio, ao diâmetro médio, ao peso médio, ao número médio por planta e à produção de frutos. As médias dos híbridos 1 x 2, 1 x 5, 2 x 3, 3 x 4 e 4 x 5 foram preditas, com base no método para dialelo circulante. O objetivo deste estudo foi identificar acessos e híbridos de berinjela promissores para programas de melhoramento. A análise dialélica demonstrou a predominância dos efeitos gênicos aditivos para todos os caracteres analisados. Com base nas estimativas de capacidade geral de combinação, os acessos PI 206472 e 'Campineira' foram indicados para programas de melhoramento intrapopulacional. Entre os híbridos analisados e preditos 1 x 3, 1 x 4, 1 x 5, e 3 x 5 apresentaram potencial para exploração comercial.

Ano

1999

Creators

SILVA,DERLY JOSÉ HENRIQUES DA COSTA,CYRO PAULINO DA CASALI,VICENTE WAGNER DIAS DIAS,LUÍZ ANTÔNIO DOS SANTOS CRUZ,COSME DAMIÃO

Interferência da redução no volume de aplicação sobre o controle da mancha preta (Guignardia citricarpa Kiely) em frutos de laranja 'Valência'

O controle químico do agente causal da mancha-preta-dos-citros (MPC) tem merecido destaque pelo excessivo número de pulverizações, elevando sobremaneira os custos de produção na citricultura. A busca por melhorias na eficiência das pulverizações e reduções na quantidade dos produtos fitossanitários já tem sido realizada, mas os resultados dessa prática ainda não são consistentes para que possa ser aplicado em escala comercial. Sendo assim, essa pesquisa objetivou avaliar a interferência da redução no volume de aplicação, sobre o controle químico da mancha preta em frutos cítricos. O experimento foi conduzido em pomar comercial com plantas de 16 anos de idade, da variedade Valência durante o ano agrícola 2007. Os tratamentos consistiram de três volumes de calda, 3,5; 4,5 e 8,5 L planta-1, aplicados por pulverizador de jato transportado Arbus 2000/Export, com ramal especial de bicos, utilizando-se fungicidas e períodos recomendados para o controle da doença em um total de quatro pulverizações e mais um tratamento testemunha (sem pulverização). As avaliações de incidência e severidade da doença ocorreram através de escala visual diagramática de notas em duas épocas (pré-colheita e colheita), em três alturas (baixo, médio e alto) da planta e mais três setores horizontais (entrada, frontal e saída) em dois lados da planta. Os frutos caídos foram contados quinzenalmente, em plantas previamente selecionadas, do início da maturação até a colheita com a quantificação da produção (kg planta-1). A incidência e severidade da doença foram menores quando as pulverizações foram realizadas com 8,5 L planta-1 na primeira época de avaliação (pré-colheita), porém na colheita, não houve diferenças entre os mesmos parâmetros, quando pulverizados 4,5 ou 8,5 L planta-1. Nenhum tratamento reduziu a doença no setor alto da planta, em comparação a testemunha. Os setores da planta com os frutos mais expostos aos raios solares, lado direito e alto da planta, apresentaram maior incidência e severidade da doença. A redução no volume de 8,5 para 4,5 L planta-1 pode ser praticada na citricultura sem prejuízo do nível de controle da MPC.

Ano

2013

Creators

Araújo,Demétrius de Raetano,Carlos Gilberto Ramos,Hamilton Humberto Spósito,Marcel Belatto Prado,Evandro Pereira

Supressividade por incorporação de resíduo de leguminosas no controle da fusariose do tomateiro

A utilização de materiais orgânicos que melhoram as características físicas, químicas e biológicas do solo vem sendo estudada como indutor da supressividade a fitopatógenos. Objetivou-se avaliar o efeito da incorporação da parte aérea de leguminosas no controle da fusariose do tomateiro. Os resíduos frescos das leguminosas leucena, feijão guandu, amendoim forrageiro e feijão de porco foram incorporados ao solo nas concentrações 0; 20; 40; 60 e 80 g L-1. Sementes de tomateiro da variedade Santa Cruz Kada Gigante foram semeadas em bandejas contendo terra autoclavado e húmus de minhoca. As mudas foram transplantadas para vasos, contendo substrato (terra autoclavada + resíduo fresco), 15 dias após a semeadura. Aos 15 dias após o transplantio realizou-se a inoculação, por meio de ferimento de raízes em meia lua, aplicando em seguida 20 mL da suspensão de 1x10(6) conídios mL-1 por planta. A avaliação foi realizada 21 dias após a inoculação através de escala de notas variando de 1 a 5. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com quatro repetições, sendo a unidade experimental duas plantas por vaso. A incorporação da parte aérea das leguminosas leucena, feijão guandu, amendoim forrageiro e feijão de porco demonstrou eficiência no controle da fusariose. Maior percentual de controle foi obtido com os resíduos de amendoim forrageiro (40 g L-1), feijão de porco (60 g L-1) e leucena (80 g L-1), apresentando um percentual de controle de 73,3%. O amendoim forrageiro pode ser considerado o mais eficiente, por necessitar de uma menor concentração para atingir o mesmo percentual de controle da fusariose.

Ano

2013

Creators

Cruz,Sandra Maria da Costa Rodrigues,Antônia Alice Costa Silva,Erlen Keila Candido e Oliveira,Leonardo de Jesus Machado Gois de

Sobrevivência de Bradyrhizobium japonicum em sementes de soja tratadas com fungicidas e os efeitos sobre a nodulação e a produtividade da cultura

A fim de garantir patamares mais elevados de fixação biológica de nitrogênio (FBN) e a sanidade das sementes de soja, o objetivo do estudo foi avaliar a influência da aplicação de diferentes fungicidas na sobrevivência de bactérias fixadoras de nitrogênio em sementes de soja e seus efeitos na nodulação das plantas e no rendimento de grãos da cultura. As avaliações de sobrevivência foram realizadas por meio do número mais provável-NMP (processo direto e indireto). Foram conduzidos ensaios sob condições de casa de vegetação, em vasos com terra não esterilizada e estudo a campo, num Latossolo Vermelho Distrófico. Os resultados obtidos demonstraram que as estirpes de rizóbio podem ser afetadas por determinados fungicidas aplicados às sementes de soja. No estudo conduzido sob condições controladas de casa de vegetação com terra de mata nativa, verificou-se um efeito negativo da aplicação dos fungicidas, promovendo redução no número e na matéria seca dos nódulos. Na avaliação a campo, em solos com população estabelecida de Bradyrhizobium japonicum/ B. elkanii, a nodulação e o rendimento de grãos da soja não foram afetados pelos diferentes fungicidas avaliados.

Ano

2013

Creators

Costa,Maira Rejane Cavalheiro,Juliana Cristina Touro Goulart,Augusto César Pereira Mercante,Fábio Martins