Repositório RCAAP
ÍNDICES DE EFICIÊNCIA DE VARIEDADES LOCAIS E MELHORADAS DE MILHO AO FÓSFORO
Avaliaram-se dez variedades locais e melhoradas de milho (Zea mays L.) a fim de verificar sua eficiência ao fósforo (P) em solução nutritiva e em campo. Em solução nutritiva, o experimento foi realizado no Instituto Agronômico, Campinas (SP), durante 1995-1996; o delineamento adotado foi o de em blocos ao acaso, com cinco repetições. Os tratamentos, dispostos em fatorial, constituíram-se de três concentrações de P (0,0645; 0,129 e 0,258 mmol.L-1) e dez variedades de milho. Em campo, o experimento foi instalado na Embrapa Agrobiologia, em Seropédica (RJ), durante 1998-1999, em blocos ao acaso, com seis repetições, utilizando-se a dose de 44 kg.ha-1 de P (100 kg.ha-1 de P2O5) e as mesmas variedades de milho utilizadas em solução nutritiva: Caiano de Sobrália, Carioca, Antigo Maya, Catetão, Pedra Dourada, Nitrodente, Sol da Manhã (BRS Sol da Manhã), BR 105, BR 106 e BR 107. Determinaram-se a produção de matéria seca e/ou de grãos, conteúdo de P e índices de eficiência nas plantas de ambos os experimentos. As variedades Nitrodente e BR 106 acumularam mais matéria seca na parte aérea em solução nutritiva e apresentaram maiores produções de grãos e índices de eficiência em campo. Catetão, a menos produtiva em campo, mostrou uma das menores produções de matéria seca da parte aérea e de raízes em solução nutritiva. Os resultados para Pedra Dourada, BR 105, BR 107, Antigo Maya e Sol da Manhã foram intermediários e, também, comparáveis entre os ensaios de campo e em solução nutritiva. Foram exceções as variedades Carioca e Caiano, com as menores produções de matéria seca em solução nutritiva e as mais produtivas em campo.
2001
MACHADO,CYNTHIA TORRES DE TOLEDO FURLANI,ANGELA MARIA CANGIANI MACHADO,ALTAIR TOLEDO
USO DA ADUBAÇÃO FOLIAR NITROGENADA E POTÁSSICA NO ALGODOEIRO
Desenvolveu-se o experimento na região de Selvíria (MS), no ano agrícola de 1998/99, a fim de avaliar a aplicação foliar de nitrogênio e/ou potássio em complemento à adubação de semeadura na cultura do algodão (cv IAC 22), em diferentes períodos. O delineamento experimental adotado foi o de blocos ao acaso com 13 tratamentos e quatro repetições. Os tratamentos constituíram-se de uma testemunha (sem aplicação foliar) e de uma aplicação foliar de N, K e NK, variando entre duas, quatro, seis e oito semanas após o início do florescimento. Utilizou-se a uréia como fonte de N e o cloreto de potássio como a de K. Em cada pulverização, aplicaram-se 250 L.ha-1 de solução, utilizando uréia na concentração de 10% e cloreto de potássio a 4%. Analisaram-se as características: altura de plantas, número médio de entrenós, número médio de ramos frutíferos, número médio de capulhos, massa média de 30 capulhos, produtividade e porcentagem de fibra. Observou-se que o aumento das doses de N com ou sem K, em pulverização foliar, propiciou aumento na produtividade de algodão em caroço e diminuição no rendimento de fibra. O uso de nitrogênio via foliar aplicado durante oito semanas após o início do florescimento proporcionou maior produtividade. Não houve resposta à aplicação de K ou NK.
2001
CARVALHO,MARCO ANTONIO CAMILLO DE PAULINO,HELDER BARBOSA FURLANI-JÚNIOR,ENES BUZETTI,SALATIÉR SÁ,MARCO EUSTÁQUIO DE ATHAYDE,MANOEL LUIZ FERREIRA DE
ESTUDO DO CONSUMO DE ENERGIA POR ÓRGÃOS ATIVOS DE ROÇADORA
O Brasil é um país com mais de 40 milhões de hectares ocupados com pastagem de braquiária (Brachiaria sp.) e o segundo maior criador de bovinos do mundo. Nas atividades desenvolvidas para condução das pastagens, a limpeza é considerada uma das tarefas mais importantes. Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivo estudar os órgãos ativos de uma roçadora, avaliando os oito tipos de componentes atuantes na máquina: lâmina nova com e sem afiamento, com e sem defletor; lâmina usada com e sem defletor; correntes com e sem defletor, substituindo as lâminas. O experimento foi delineado em blocos ao acaso com oito tratamentos e seis repetições. Analisaram-se o desempenho do conjunto trator/roçadora e o consumo de energia que não apresentaram diferenças estatísticas entre os tratamentos.
2001
SILVEIRA,GASTÃO MORAES DA BERNARDI,JOSÉ AUGUSTO
TEMPERATURA DO AR NO INTERIOR DO CANAL DE CULTIVO E CRESCIMENTO DA ALFACE EM FUNÇÃO DO MATERIAL DE COBERTURA DA MESA DE CULTIVO HIDROPÔNICO - NFT
Estudou-se o efeito de diferentes tipos de material de cobertura de mesas de cultivo hidropônico-NFT na temperatura do interior das canaletas e no crescimento da alface (Lactuca sativa L.), cv. Verônica. Em comparação ao tratamento-controle (tubos de polipropileno), utilizaram-se mantas de polietileno dupla face (branco e preto) e de Tetra-Pak®. O experimento foi realizado no Núcleo Experimental de Campinas, do Instituto Agronômico (22°54'S, 47°05'W, 674 m de altitude), usando-se mesas de cultivo com 24 m de comprimento, dividida em quatro blocos simétricos com os tratamentos distribuídos ao acaso. Sessenta termopares foram instalados no interior dos tubos para avaliar a temperatura interna do ar; armazenaram-se os sinais em um datalogger. Os valores medidos no interior dos tubos foram sempre superiores aos externos. Entretanto, nos tubos protegidos com Tetra-Pak®, os dados da temperatura interna do ar foram sempre de menor magnitude e, os de massa fresca de plantas de alface, superiores aos demais tratamentos. Essas diferenças foram estatisticamente significativas pelo teste de Tukey ao nível de 5%. No período noturno, nenhuma diferença de comportamento foi obtida entre os três tratamentos usados.
2001
MATTOS,KAREN MARIA DA COSTA ANGELOCCI,LUIZ ROBERTO FURLANI,PEDRO ROBERTO NOGUEIRA,MARIA CRISTINA STOLF
BIOENSAIO PARA DETERMINAÇÃO DA RESISTÊNCIA DE PLANTAS DANINHAS AOS HERBICIDAS INIBIDORES DA ENZIMA ALS
Com o uso intensivo de herbicidas inibidores da acetolactato sintase (ALS) em áreas cultivadas com soja, no município de São Gabriel d'Oeste (MS), Brasil, selecionou-se um biótipo resistente da planta daninha Bidens pilosa. A confirmação bioquímica desta resistência, no entanto, é muito difícil de ser feita em campo. Assim, realizou-se um bioensaio com o objetivo de testar a sensibilidade da ALS desse biótipo aos herbicidas inibidores dessa enzima, por meio da aplicação simultânea de herbicidas inibidores da ALS e da KARI (cetoácido reductoisomerase). Para a inibição desta última enzima, utilizou-se o teste CPCA (ácido 1,1-ciclopropanodicarboxílico). Por ele, confirmou-se que a resistência do biótipo de Bidens pilosa é decorrente da insensibilidade da ALS aos herbicidas, que visam inibi-la; pois, quanto maior a quantidade de acetoína, maior é a atividade da enzima e mais intensa a coloração desenvolvida, proporcionando maiores valores nas leituras de absorbância.
2001
CHRISTOFFOLETI,PEDRO JACOB
Interação entre famílias de cana-de-açúcar e locais: efeito na resposta esperada com a seleção
Trinta e três famílias obtidas de cruzamentos biparentais e policruzamentos foram avaliadas em duas localidades paulistas, Piracicaba e Jaú, a fim de quantificar o grau da interação entre famílias e locais (FL) e sua implicação na resposta esperada com a seleção. Avaliaram-se os caracteres altura e diâmetro médio dos colmos, número de perfilhos, teor de açúcar (Brix), produtividade de cana (TCH) e de Brix por hectare (TBH). Os resultados mostraram forte interação FL (p < ,01) entre as localidades para todos os caracteres avaliados. Embora sempre inferior à variância de famílias (<img src="../../../../img/revistas/brag/v61n1/o_circ2f.gif" align=absmiddle>), a variância da interação FL (<img src="../../../../img/revistas/brag/v61n1/o_circ2fa.gif" align=absmiddle>) teve sua proporção relativa à <img src="../../../../img/revistas/brag/v61n1/o_circ2f.gif" align=absmiddle>oscilando entre 12,3% para o diâmetro e 75,7% para a TBH. A decomposição da variância da interação FA, ao nível de valores fenotípicos e genotípicos, mostrou-se complexa em quase sua totalidade, destacando a dificuldade na seleção de famílias adaptadas a ambos os locais. Os cálculos das respostas esperadas com a seleção (RSf) mostraram que a seleção indireta (seleção em um ambiente e resposta esperada no outro) é pouco eficiente, apresentando, algumas vezes, resposta negativa para a TBH. Já a seleção com base nas médias dos dois locais apresentou ganho, cujo índice poderia ter sido 62% e 43% maior, respectivamente, para Piracicaba e Jaú, caso a seleção e a resposta ocorressem em um mesmo ambiente.
2002
Bressiani,José Antonio Vencovsky,Roland Burnquist,William Lee
Tolerância à toxicidade de alumínio de linhagens e híbridos de milho em solução nutritiva
Avaliaram-se dez linhagens de milho do programa de melhoramento do Instituto Agronômico (IAC), em cruzamentos dialélicos e os 45 híbridos resultantes quanto à tolerância à toxicidade de alumínio em laboratório. Estimou-se a tolerância pelo comprimento líquido da radícula (CLR) de plântulas em solução nutritiva contendo 4,5 mg.L-1 de alumínio, em ensaio sob delineamento experimental de blocos casualizados com quatro repetições, utilizando-se como padrões linhagens sensível e tolerante de IAC Taiúba. Apresentam-se, ainda, resultados da produtividade desses cruzamentos em ensaios de campo. Identificaram-se linhagens que constituem fontes de tolerância (L 06 e L 09) e híbridos tolerantes à toxicidade de alumínio com elevada produtividade em solos corrigidos. Na análise dialélica, o desdobramento dos efeitos de tratamentos, em capacidade geral (CGC) e específica (CEC) de combinação, indicou a predominância de efeitos aditivos na manifestação da tolerância ao alumínio tóxico. Obtiveram-se elevados valores de heterose, indicando a existência de interações não alélicas na manifestação do CLR. O híbrido HS 10X11 (denominado IAC 21) aliou alta produtividade e tolerância ao alumínio, apresentando a maior estimativa da CEC para CLR.
2002
Paterniani,Maria Elisa Ayres Guidetti Zagatto Furlani,Pedro Roberto
Caracterização e avaliação de três grupos de arroz-de-sequeiro de diferentes procedências por meio da sensitividade à radiação gama
A caracterização e avaliação de variedades de arroz auxiliam na seleção dos parentais e na ampliação da base genética dos programas de melhoramento. Este trabalho teve como objetivo caracterizar e avaliar três grupos de arroz-de-sequeiro (Oryza sativa L.) de diferentes procedências por meio da sensitividade à radiação gama. Sementes de 84 variedades procedentes do Japão, Filipinas e Brasil foram submetidas a várias dosagens de radiação gama e semeadas em caixas de madeira no delineamento em blocos completos ao acaso com três repetições. O experimento foi instalado em casa de vegetação, em 1991, no Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA), da Universidade de São Paulo (USP). Mediu-se a sensitividade por meio dos efeitos fisiológicos produzidos na geração M1; determinaram-se as porcentagens de emergência, a sobrevivência e a altura das plântulas. Os resultados mostraram diferenças significativas de sensitividade à radiação gama entre grupos em todos os caracteres avaliados.
2002
Rodrigues,Luís Roberto Franco Ando,Akihiko
Produção de frutos e estolhos do morangueiro em diferentes sistemas de cultivo em ambiente protegido
Este trabalho teve por objetivo comparar a produção de frutos e de estolhos do morangueiro (Fragariaxananassa Duch.) cv. Campinas IAC-2712, em função de três sistemas de condução em ambiente protegido (solo, hidropônico-NFT e hidroponia em casca de arroz carbonizada em colunas verticais). O experimento foi realizado no período de junho de 2000 a fevereiro de 2001, na Estação Experimental de Agronomia de Jundiaí (latitude: 23:06'S, longitude: 46:55'W, altitude média: 715 m, clima Cwa), do Instituto Agronômico, seguindo-se o delineamento de parcelas subdivididas com três repetições, em casa de vegetação modelo semi-arco com abertura zenital superior. Nos dois sistemas hidropônicos foram usadas duas composições de soluções nutritivas, respectivamente, para a fase de crescimento vegetativo e para a produção de frutos. Os resultados obtidos permitiram concluir que no sistema vertical, embora as produções de frutos e de estolhos por planta tenham sido menores que nos demais sistemas estudados, há possibilidade de melhor aproveitamento interno do ambiente protegido, com reflexos positivos no aumento do rendimento por área e maior facilidade de manejo da cultura, incluindo as operações de transplante, limpeza das plantas e colheitas de frutos e remoção de estolhos. Essas vantagens também se aplicam ao sistema hidropônico-NFT mesmo não tendo apresentado diferenças de produção em relação ao cultivo convencional.
2002
Fernandes-Júnior,Flavio Furlani,Pedro Roberto Ribeiro,Ivan José Antunes Carvalho,Cassia Regina Limonta
Avaliação da produção de grãos e características agronômicas em genótipos de trigo, em 1999 e 2000
Avaliaram-se 18 linhagens e duas cultivares de trigo, em experimentos instalados em condição de irrigação por aspersão, solo corrigido e adubado, na Estação Experimental de Agronomia de Tatuí (SP), em 1999 e 2000. Determinaram-se as seguintes características agronômicas: produção de grãos, altura das plantas, ciclo - em dias - da emergência ao florescimento, número de grãos por espiga, massa de cem grãos e comprimento, largura e espessura dos grãos. Correlações simples entre todas essas características foram estimadas para os dois experimentos. As geadas ocorridas na época de enchimento dos grãos, em 2000, ocasionaram em todos os genótipos de trigo redução nas produção de grãos e, na maioria dos genótipos, no número de grãos por espiga e na massa de cem grãos. Os genótipos mais altos tenderam ser menos afetados pela ação das geadas. Destacaram-se, em 1999, o genótipo 9 (BANACORA T 88) pelo porte baixo; os genótipos 2 (KAUZ*2/MNV//KAUZ), 9 e 14 (WH 542) pelo maior número de grãos por espiga e, o genótipo 3 (SAWGAI) pela maior massa de cem grãos, constituindo-se em fontes genéticas dessas características para programas de cruzamentos de trigo.
2002
Mistro,Júlio César Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira
Avaliação de cultivares de pepino tipo caipira sob ambiente protegido em duas épocas de semeadura
Avaliaram-se sob cultivo protegido na Fazenda Experimental São Manuel (FCA/UNESP, Câmpus de Botucatu) quatro variedades (Branco Colonião, Caipira Hortec, Prêmio e Rubi) e três híbridos (Caipira AG-221, Guarani AG-370 e Safira) de pepino tipo caipira em duas épocas: verão e inverno. O delineamento experimental foi o de blocos ao acaso, com quatro repetições e cinco plantas por parcela. O híbrido Safira foi o mais produtivo na semeadura de verão (41,3 frutos por planta), enquanto no inverno `Prêmio' produziu menor número de frutos comercias (6,7 frutos por planta) que todos os demais. Iniciaram-se as colheitas, em média, 51 e 87 dias após a semeadura no verão e no inverno respectivamente. Os híbridos foram mais precoces que as variedades na semeadura de verão. Os frutos passavam do ponto mais rapidamente no cultivo de verão, apresentando maior massa média. Concluiu-se que o híbrido Safira foi o melhor para o cultivo no verão, enquanto no inverno a produtividade de todas as cultivares foi muito prejudicada.
2002
Cardoso,Antonio Ismael Inácio
Efeito de fontes de potássio na infestação de Bemisia tabaci biótipo B e nas características de frutos de tomateiro sob ambiente protegido
Bemisia tabaci (Gennadius) biótipo B é considerada a espécie de mosca- branca mais nociva à agricultura, pois é responsável por grandes perdas de comercialização e por baixos preços no mercado, principalmente na cultura do tomateiro. Dentre os fatores ambientais, a nutrição mineral pode influenciar a manifestação de resistência da planta em relação ao inseto. Objetivou-se avaliar a influência de diferentes fontes de potássio no tomateiro sobre a infestação de mosca-branca e as principais características dos frutos. O experimento foi realizado no Núcleo Experimental de Campinas (IAC), de dezembro de 1999 a maio de 2000. O híbrido Rocio foi cultivado em "slabs" contendo substrato agrícola, em condições de ambiente protegido. Foram utilizadas quatro soluções nutritivas com variação nas fontes de potássio: KCl + K2SO4 + K2SiO3; KCl + K2SO4; K2SO4 e KCl. Realizaram-se três avaliações do número de ovos + ninfas aos 15, 30 e 45 dias após a infestação com adultos de mosca-branca. Avaliaram-se, ainda, a produtividade e a qualidade dos frutos. Observa-se que as soluções nutritivas com base nas diferentes fontes de potássio não influenciaram a infestação de B. tabaci biótipo B; não se verificou diferença entre os tratamentos em relação à qualidade dos frutos e à produtividade para o híbrido Rocio, em condições de ambiente protegido.
2002
Feltrin,Deise Maria Lourenção,André Luiz Furlani,Pedro Roberto Carvalho,Cassia Regina Limonta
Ocorrência de Hyblaea puera (Cramer, 1777)(Lepidoptera: Hyblaeidae) em teca no Brasil
Relata-se a ocorrência de Hyblaea puera (Cramer, 1777) em povoamentos homogêneos de teca, Tectona grandis L.f., no Brasil. Infestações dessa praga foram observadas em reflorestamentos localizados nos municípios de Cáceres e Rosário Oeste, Estado de Mato Grosso. Cita-se, também, a ocorrência deste lepidóptero em outras localidades brasileiras: Chapada dos Guimarães (MT), Nobres (MT), Jataí (GO), Dourados (MS) e Rio de Janeiro (RJ).
2002
Peres-Filho,Otávio Dorval,Alberto Berti-Filho,Evôneo
O uso da hidratação para estimar o desempenho de sementes de soja
Estudos têm sugerido que a hidratação das sementes pode ser afetada pela qualidade fisiológica. Com o objetivo de estudar as relações entre as variações na hidratação inicial, no tamanho e na qualidade fisiológica das sementes de soja, foi realizada a presente pesquisa, no Laboratório de Análise de Sementes da ESALQ/USP. Para tanto, três lotes (cultivar BRS-157), com qualidade fisiológica distinta, tiveram as sementes padronizadas por espessura (5,16 mm) e submetidas a embebições a 20 ºC em períodos variáveis (3, 6, 9 e 12 horas). Após as embebições, as sementes foram reclassificadas por espessura e, posteriormente à estimativa da freqüência de indivíduos presentes em cada fração, submetidas às avaliações da qualidade fisiológica. Verificou-se que a qualidade fisiológica afeta o teor de água e a espessura alcançados pelas sementes de soja durante a embebição; assim, há a possibilidade de comparar o desempenho fisiológico relativo de lotes por intermédio dos dados de freqüência de espessura em sementes hidratadas.
2002
Beckert,Osmar Paulo Silva,Walter Rodrigues da
Conservação refrigerada de cherimóia embalada em filme plástico com zeolite
Com o objetivo de avaliar a eficiência da embalagem plástica "zeolite" no retardamento da maturação de cherimóias, mantidas sob armazenamento refrigerado, colheram-se frutos de cherimóia (Annona cherimola Mill.), cv. Fino de Jete, de pomar comercial de Conceição dos Ouros (MG), no início de março de 2000. Selecionaram-se frutos de boa qualidade, os quais foram submetidos a dois tratamentos: a) embalados com filme de polietileno coextrusado com incorporação de mineral tipo zeólito (zeolite) e b) controle (sem filme plástico). Os frutos foram colocados em caixas de papelão e submetidos ao armazenamento refrigerado (12 ± 1 ºC; 90% a 95% de umidade relativa - UR) no Instituto Agronômico, em Campinas (SP). Avaliaram-se nos frutos: a perda de massa, a coloração externa, a aparência e a firmeza. Determinaram-se na polpa, o teor de sólidos solúveis totais (SST), o pH, o teor de acidez total titulável (ATT) e a relação SST/ATT, ao longo de quatro semanas. Observou-se que os frutos do controle começaram a apresentar alterações físicas e químicas a partir do intervalo entre a segunda e a terceira semana de avaliação, apresentando-se consideravelmente depreciados na terceira semana, enquanto o tratamento com "zeolite" proporcionou melhor conservação dos frutos, até a quarta e última avaliação, tanto no aspecto estético, quanto nos atributos internos. Concluiu-se que os frutos não embalados podem ser conservados até por duas semanas em câmara a 12 ºC e 90% a 95% de UR e os embalados em "zeolite", mantidos sob essa temperatura até por quatro semanas.
2002
Melo,Marcelo Rosa Castro,Josalba Vidigal de Carvalho,Cássia Regina Limonta Pommer,Celso Valdevino
Equipamento para ensaios estáticos de transmissões a cardan
Os componentes das transmissões a cardan, utilizados intensivamente nas áreas automotiva e agrícola, estão sujeitos a cargas torcionais, axiais e de flexão, as quais podem ser estudadas em banco dinamométrico. Descreve-se neste trabalho o projeto de equipamento para ensaios estáticos, no qual torques relativamente altos, na árvore de saída, necessários nos ensaios em questão, são obtidos por meio de dois redutores de rosca-sem-fim, a partir de torques baixos, impressos na árvore de entrada por uma alavanca de acionamento manual. Uma célula de carga indica a força aplicada a um braço de alavanca, enquanto um goniômetro indica o ângulo de torção correspondente à deformação do espécime testado. O equipamento foi submetido a testes experimentais a fim de ajustar e comprovar sua resistência mecânica e detectar possíveis deformações na sua estrutura, alcançado-se torque máximo de 3.139 N*m (320 kgf*m). Analisaram-se, também, as magnitudes de erros prováveis.
2002
Moreira,Cláudio Alves Maziero,José Valdemar Gonzalez Yanai,Kiyoshi
Estimativa do coeficiente de cultura do cafeeiro em função de variáveis climatológicas e fitotécnicas
Com base em pesquisa realizada no cafezal do Departamento de Produção Vegetal da ESALQ, Universidade de São Paulo, utilizando a cultivar Mundo Novo IAC 388-17, enxertada na cultivar Apoatã IAC 2258, plantada no espaçamento de 2,5 m x 1,0 m (4.000 plantas.ha-1), propôs-se um método para a estimativa do coeficiente de cultura (Kc) de café. O método fundamentou-se na estimativa da transpiração do cafeeiro em função de variáveis climatológicas e fitotécnicas (área foliar, densidade de plantas e manejo de plantas daninhas). Entre 15 e 40 meses após a implantação do cafezal, realizaram-se estimativas de Kc nas condições de densidade de plantio e da área foliar do cafeeiro, bem como simulações para diferentes densidades, na presença e na ausência de plantas daninhas. Os resultados evidenciaram a dinâmica do coeficiente de cultura (Kc) com a variação da área foliar e a densidade de plantio. O Kc estimado foi superior na presença de mato até 30 meses após o plantio, para o espaçamento adotado neste experimento. Em comparação com os dados de Kc para café indicados na literatura, o método proporcionou resultados consistentes, com a vantagem de permitir simulações para diferentes densidades de plantas. Em vista dos resultados, sugerem-se estudos adicionais da relação entre área foliar e densidade de plantas elevada, ou seja, que ultrapasse o limite adotado neste experimento, de 4.000 plantas.ha-1.
2002
Villa Nova,Nilson Augusto Favarin,José Laércio Angelocci,Luiz Roberto Dourado-Neto,Durval
Bases morfofisiológicas para maior tolerância dos híbridos modernos de milho a altas densidades de plantas
O lançamento de híbridos de milho tolerantes ao aumento da densidade de plantas contribuiu para o incremento do potencial produtivo da cultura na segunda metade do século XX. Objetiva-se com esta revisão de literatura discutir características morfológicas, fisiológicas, fenológicas e alométricas que contribuíram para maior adaptação do milho a elevadas densidades de plantas. Os processos de seleção utilizados pelos melhoristas minimizaram a natureza protândrica da planta, reduzindo o tamanho do pendão. Isso propiciou desenvolvimento alométrico mais equilibrado entre as inflorescências masculina e feminina, limitou a esterilidade feminina e favoreceu a sincronia entre antese e espigamento. O ideotipo de planta compacto dos híbridos modernos, caracterizado pela presença de plantas baixas, com menor número de folhas e folhas eretas, melhorou a qualidade da luz no interior do dossel, contribuindo para reduzir a dominância apical do pendão sobre as espigas. A menor produção de fitomassa reduziu a competição intra-específica e aumentou a eficiência de uso dos fatores ambientais, disponibilizando mais carboidratos para atender às diferentes demandas da planta na fase reprodutiva. O maior equilíbrio nas relações entre fonte e dreno contribuiu para retardar a senescência foliar, resultando em maior absorção de nutrientes e maior eficiência de uso do nitrogênio. O desenvolvimento de híbridos com menor estatura e espigas mais próximas do solo reduziu a quantidade de plantas acamadas e quebradas. A compreensão das bases morfofisiológicas responsáveis pela maior tolerância do milho à competição intra-específica auxiliará melhoristas e fisiologistas a maximizar a eficiência do arranjo de plantas para alcançar altos rendimentos.
2002
Sangoi,Luís Almeida,Milton Luiz de Silva,Paulo Regis Ferreira da Argenta,Gilber
Temperature-dependent alterations of respiration in leaves of two selected vascular plant species: the role of the alternative oxidase pathway
Effects of higher temperatures on respiration and activity of alternative oxidase (AOX) were studied in mature leaves of Ajuga reptans L. and Rhodiola rosea L. Total respiration in both A. reptans and R. rosea increased exponentially with the increasing temperature of 10 °C to 35 °C. Respiration in the presence of benzhydroxamic acid (BHAM) also increased exponentially in accordance with the increasing temperature in the leaves of both A. reptans and R. rosea. Relative activity of the alternative pathway decreased significantly in the leaves of A. reptans with increasing temperatures. However, an increase in the relative activity of the alternative pathway was detected in the leaves of R. rosea. Thermoresistance of the alternative respiratory pathway was considered to be higher in R. rosea compared to A. reptans. We suppose that A. reptans and R. rosea have different mechanisms regulating partitioning of electrons to the alternative respiratory pathway.
2002
Pystina,Natalia V. Danilov,Roman A.
Reação de cultivares de tangerineira à antracnose sob diferentes sistemas de irrigação
A tangerineira é uma das espécies de Citrus mais importantes, comercialmente. No entanto, é elevada a quantidade de patógenos que afetam a cultura, destacando-se o fungo Colletotrichum gloeosporioides, causador da antracnose. A antracnose pode resultar em grandes prejuízos econômicos, ocasionando perdas de produção e qualidade dos frutos. O objetivo deste trabalho foi avaliar a resistência de cultivares de tangerineira à antracnose em diferentes sistemas de irrigação. Foi estudada a incidência da antracnose em três cultivares de tangerineira, sob três sistemas de cultivo. Utilizaram-se as cultivares 'Murcote', 'Ponkan' e 'Cravo', enxertadas sobre porta-enxerto de limão Cravo e os sistemas de irrigação por microaspersão e por gotejamento. Uma testemunha de sequeiro foi incluída. Os resultados mostraram que as plantas cultivadas sob irrigação são mais resistentes à antracnose que aquelas sob regime de sequeiro, sendo que a cultivar Ponkan apresentou maior resistência genética á antracnose. Verificou-se também que existe correlação positiva entre a incidência baseada no percentual de plantas afetadas e a incidência com base no número de ramos afetados por planta.
2015
Viana,Francisco Marto Pinto Lima,Joilson Silva Cardoso,José Emilson Martins,Marlon Vagner Valentim