Repositório RCAAP
Neo-onfaloplastia na dermolipectomia abdominal: técnica do duplo "V"
INTRODUÇÃO: Este trabalho tem como finalidade a reconstrução ou o reimplante do umbigo durante a cirurgia de dermolipectomia abdominal. MÉTODO: Através do isolamento do umbigo antes da dermolipectomia, realiza-se uma incisão triangular e reimplante deste com incisão em "V" no retalho abdominal final e confecção de uma peça em "V" do umbigo anteriormente isolado. RESULTADOS: Observa-se perfeita coaptação destas bordas confeccionadas, situando-se a cicatriz umbilical na parte interna do neoumbigo, permitindo, assim, melhora estética do umbigo. CONCLUSÃO: Observou-se que, em sua totalidade, o resultado demonstrou harmonia e evitou-se a retração umbilical constritiva pós-cicatricial tão comum nas técnicas circulares ou em fenda.
2022-12-06T15:50:27Z
Freitas,José Octávio Gonçalves de Guerreiro,Vidal Sperli,Aymar Edison
Neoumbilicoplastia como opção de reconstrução umbilical nas dermolipectomias abdominais em âncora pós-gastroplastia
INTRODUÇÃO: A abdominoplastia em âncora após grande perda ponderal secundária à cirurgia bariátrica está cada vez mais sendo realizada em nossa especialidade. Ao mesmo tempo, o surgimento de novas técnicas de reconstrução umbilical, bem como a evolução das já existentes, vem sempre acrescentar ao arsenal cirúrgico da especialidade, no intuito de promover melhores índices de satisfação e menores complicações. MÉTODO: O trabalho do tipo série de casos tem como objetivo principal descrever os resultados obtidos com as umbilicoplastias realizadas nas abdominoplastias em âncora em 31 pacientes, no perído de janeiro de 2008 a julho de 2009, apresentando detalhamento técnico de neoumbilicoplastia. Como objetivos secundários são descritas as características gerais e transoperatórias da população estudada. As variáveis idade, sexo, IMC, incidência de hérnias, peso da peça, tempo cirúrgico e complicações foram analisadas. RESULTADOS: Os resultados demonstram que as características gerais, dados transoperatórios e complicações são compatíveis com outros trabalhos publicados na literatura. CONCLUSÃO: A técnica de neoumbilicoplastia descrita se mostrou um método de reconstrução umbilical de fácil realização e com melhores resultados estéticos que a tática de umbilicoplastia por transposição, com menor incidência de complicações, importante satisfação do autor e dos pacientes. Entretanto, um estudo analítico em longo prazo seria necessário para que esses resultados possam ser extrapolados para o universo dos pacientes ex-obesos.
2022-12-06T15:50:27Z
Cavalcanti,Ernando Luiz Ferraz
Retalho fasciocutâneo bipediculado para tratamento de meningomieloceles
INTRODUÇÃO: Os defeitos congênitos do tubo neural e tecidos associados são classificados como disrafismos espinhais, sendo a meningomielocele a forma mais grave. Objetivos: Avaliar a eficácia do retalho fasciocutâneo bipediculado bilateral no tratamento das meningomieloceles. MÉTODO: A técnica foi utilizada em 9 pacientes com diagnóstico de meningomielocele, no período de dezembro de 2006 a janeiro de 2009. Os pacientes foram submetidos à correção cirúrgica nas primeiras 36 horas de vida, com atuação conjunta das equipes de Neurocirurgia e de Cirurgia Plástica. RESULTADOS: Observou-se que a principal localização do defeito foi a região lombossacra (77,78%), seguida da toracolombar (11,11%) e torácica (11,11%). A utilização do retalho fasciocutâneo bipediculado bilateral possibilitou o fechamento da lesão em todos os casos. O defeito apresentava, em média, 32,1 cm². A única complicação observada nesta série foi a epiteliólise segmentar do retalho na linha média, observada em 1 (11,1%) paciente. Discussão: A escolha do retalho fasciocutâneo bipediculado bilateral utilizada nos casos apresentados deve-se à segurança em relação à vascularização, menor tempo cirúrgico quando comparado aos retalhos musculares, facilidade da dissecção, aplicabilidade e baixos índices de complicação. CONCLUSÃO: O retalho fasciocutâneo bipediculado e bilateral é adequado para o tratamento das meningomieloceles.
2022-12-06T15:50:27Z
Fraga,Murillo Francisco Pires Mello,Daniel Perin,Luis Fernando Helene Jr,Américo
Reconstrução vaginal pelo retalho neurovascular pudendo crural na síndrome de Rokitansky
INTRODUÇÃO: Agenesia vaginal relacionada à síndrome de Mayer-Rokitansky-Kuster-Hauser (MRKH) ocorre na proporção de 1 para cada 4000 ou 5000 nascimentos femininos, causando grande limitação à vida afetiva da paciente. O manejo da agenesia vaginal inclui acompanhamento psicológico e reconstrução vaginal. OBJETIVO: Mostrar a experiência do Serviço com a técnica do retalho neurovascular pudendo crural para reconstrução vaginal no tratamento de 8 pacientes com síndrome de Rokitansky. MÉTODO: Apresentam-se oito casos de síndrome de Rokitansky em que a reconstrução vaginal foi realizada pelo retalho neurovascular pudendo crural, chamado retalho de Cingapura. O período de acompanhamento pós-operatório variou de 6 meses e 3 anos. RESULTADOS: Uma neovagina funcional de, no mínimo, 10 cm de profundidade e 5 cm de diâmetro foi criada em todos os casos. Apesar da queixa de dor local de moderada intensidade no pós-operatório imediato, as pacientes apresentaram-se satisfeitas com os resultados. As relações sexuais foram liberadas no 40º dia de pós-operatório, sem relatos de sangramento ou dor. Três pacientes apresentaram crescimento de pêlo no intróito vaginal. CONCLUSÃO: A técnica do retalho de Cingapura permitiu a reconstrução vaginal sem a necessidade de dilatação pós-operatória, mantendo a inervação do períneo e com cicatrizes pouco perceptíveis.
2022-12-06T15:50:27Z
Dornelas,Marilho Tadeu Arruda,Fabrizio Romagnoli de Sant'Anna,Ludmila Leite Mendonça Netto,Gabriel de Souza,Rodrigo Gomes de Machado,Dequitier Carvalho Correa,Marilia de Pádua Dornelas Dornelas,Marcília de Cássia
Cirurgia plástica após grande perda ponderal
O autor apresenta nesse artigo, suas condutas, táticas e técnicas cirúrgicas utilizadas no tratamento dos pacientes ex-obesos mórbidos que obtiveram grande perda ponderal, submetidos ou não à gastroplastia. Relatamos complicações, intercorrências, resultados obtidos e as conclusões de 220 procedimentos adotados.
2022-12-06T15:50:27Z
André,Fernando Sanfelice
Cirurgia pós-bariátrica do tronco superior: abdominoplastia em "Y"
INTRODUÇÃO: Após grande perda de peso, observa-se flacidez de pele em várias regiões do corpo. O abdome com grande excesso de pele necessita da combinação de incisões mistas para correção desta flacidez com maior eficiência. Contudo, as incisões clássicas em âncora permitem o tratamento do abdome médio e inferior, entretanto não corrigem satisfatoriamente a flacidez epigástrica residual em alguns pacientes. MÉTODO: Seis pacientes previamente operadas de dermolipectomia abdominal em âncora e que mantinham flacidez epigástrica residual e mamária realizaram a mamoplastia com pedículo inferior associada à dermolipectomia reversa em âncora no mesmo ato operatório. Com seguimento mínimo pós-operatório de três meses, foram feitas avaliações desta nova técnica, quanto ao tempo de recuperação do paciente, viabilidade da técnica cirúrgica, complicações intra e pós-operatórias, características das cicatrizes, adequada correção da flacidez epigástrica e da ptose mamária e satisfação do paciente. RESULTADOS: As cirurgias foram realizadas sem complicações intra-operatórias. As incisões utilizadas permitiram exposição adequada do campo operatório e facilidade no tratamento das estruturas abordadas com pequeno acréscimo à cicatriz da mastopexia na região esternal. Os pacientes apresentaram expressiva melhora do contorno corporal na região epigástrica e satisfatória correção da ptose mamária. Todos se mostraram satisfeitos com o resultado. CONCLUSÃO: A abordagem permitiu o tratamento da flacidez abdominal em epigástrio e correção da ptose mamária, com resultados satisfatórios, seguros e reprodutíveis para os pacientes com grandes perdas ponderais.
2022-12-06T15:50:27Z
Flores,Luis Roberto Perez Oliveira Junior,Francisco Claro de Zampar,Antonio Gustavo Mélega,José Marcos
Implantes de panturrilha: complicações, prevenção e tratamento
A inclusão de implantes de panturrilha para correção de atrofias e distrofias de membros inferiores vem sendo cada vez mais realizada. Nosso objetivo é avaliar, prevenir e tratar as possíveis complicações deste procedimento. São 21 anos de acompanhamento, 142 casos e sete complicações, sendo seis tratadas cirurgicamente, com remissão do problema.
2022-12-06T15:50:27Z
Teixeira,Augusto César de Aguiar Dib,Carla Colado
Ritidoplastia cervical reversa
Rejuvenescimento da região cervical anterior por técnica usualmente utilizada nas ritidoplastias é indicado para casos de pacientes com problemas de flacidez, associada ou não com bandas de platisma, com ou sem adiposidade localizada ou mesmo generalizada. Nos casos em que estes aspectos estão localizados no terço cervical inferior e, em particular, junto à fúrcula esternal e clavículas, observamos a possibilidade de realizar a ritidoplastia cervical reversa.
2022-12-06T15:50:27Z
Bersou Junior,Aristoteles Bersou,Guilherme
Cervicoplastia na flacidez cutânea por síndrome de Ehlers-Danlos: relato de caso
INTRODUÇÃO: A síndrome de Ehlers-Danlos é um distúrbio raro, caracterizado por anormalidades diversas na estrutura, síntese e secreção do colágeno, resultando em um quadro clínico variado, com alterações cutâneas, articulares e vasculares. Procedimentos cirúrgicos realizados nestes pacientes, muitas vezes, complicam com sangramentos de difícil controle, deiscência de suturas, friabilidade dos tecidos, hematomas recorrentes e dificuldade de cicatrização, com pobres resultados estéticos. RELATO DO CASO: No presente relato, os autores apresentam um caso de cervicoplastia em paciente portadora da síndrome de Ehlers-Danlos, evidenciando seus resultados.
2022-12-06T15:50:27Z
Crisóstomo,Márcio Rocha Gondim,Victor José Timbó Benevides,André Nunes Crisóstomo,Mara Rocha Pessoa,Salustiano Gomes de Pinho
Hipoplasia do músculo grande dorsal: relato de caso
INTRODUÇÃO: O músculo grande dorsal é largo, um retalho muscular muito versátil e bem vascularizado. Devido a sua confiabilidade, é frequentemente usado para reconstrução de mama após mastectomia. Ele pode também ser usado na reconstrução de cabeça, pescoço e tórax, pediculado ou como retalho livre. RELATO DO CASO: Os autores relatam o caso de uma paciente no pós-operatório de 8 anos de uma mastectomia esquerda e reconstrução imediata com implante mamário de silicone, que após radioterapia evoluiu com radiodermite e extrusão do implante. Foi programada, então, reconstrução com o músculo grande dorsal e, durante a cirurgia, foi identificado um músculo hipoplásico, que inviabilizou a sua utilização para o procedimento proposto.
2022-12-06T15:50:27Z
Ferreira,Tatiana Nunes Pinto,Walter Soares Haddad Filho,Douglas
Reconstrução de membros inferiores após excisão de úlcera de Marjolin: relato de casos
INTRODUÇÃO: A úlcera de Marjolin é uma rara complicação de cicatrizes crônicas, mais comum após queimaduras, havendo predominância nos membros inferiores. OBJETIVO: Descrever uma série de pacientes com úlcera de Marjolin nos membros inferiores, atendidos no Hospital Sarah Brasília entre 2001-2008. RELATO DOS CASOS: Foram realizadas a excisão tumoral e a reconstrução com enxertia de pele; retalho sural reverso, amputação e programa de reabilitação. A amputação foi considerada nos casos em que não foi possível a reconstrução. Foi diagnosticado carcinoma epidermóide bem diferenciado por biopsia de congelação transoperatória e exame histopatológico. Não houve relato de recidiva após cinco anos. CONCLUSÃO: Os autores recomendam o seguimento e a avaliação de cicatrizes instáveis com biopsia em intervalos regulares. Nos casos diagnosticados de câncer realizar a excisão completa e atenção para as adaptações funcionais com órteses e próteses.
2022-12-06T15:50:27Z
Batista,Katia Torres Araújo,Hugo José de Paz Junior,Aloysio Campos da
Reconstrução da estrutura facial por biomateriais: revisão de literatura
A região facial apresenta um desafio único para o implante de biomateriais, porque o esforço de tração dos músculos dessa região produz carregamento variável em diferentes regiões. Este trabalho apresenta as causas do amplo uso de biomateriais na reconstrução facial, descrevendo as características, as vantagens e as desvantagens de cada tipo específico de material para cada região da face.
2022-12-06T15:50:27Z
Maia,Mário Klein,Emília Silva Monje,Tatiana Verastegui Pagliosa,Carlos
Utilização de adesivos de cianoacrilatos em suturas de pele
INTRODUÇÃO: Cianoacrilatos (CA) são monômeros líquidos que se polimerizam quando aplicados à pele, formando uma forte cola. Aplicável em várias áreas médicas e resultados promissores em salas de emergência. DISCUSSÃO: A maioria dos estudos revisados demonstra resultados comparáveis desses adesivos aos métodos tradicionais. Seu uso está indicado para lesões limpas, após hemostasia adequada, em locais de baixa tensão e não úmidos, especialmente em pessoas jovens. Algumas vantagens são a redução do tempo operatório proporcional ao tamanho da sutura, fácil aplicação, sem uso de anestesia, não necessidade de remoção, menor risco de acidente perfurocortante, indolor e provável ação antimicrobiana de alguns CA. Como desvantagens há o alto custo do adesivo, menor resistência à tensão e à umidade, sensação de queimação no local da aplicação, aderência do adesivo a roupas e contato com o interior da lesão. Complicações relatadas são maior índice de deiscência de suturas, segundo apenas um autor, e pior aproximação das bordas da lesão. CONCLUSÃO: Quando bem indicados, os CA são uma boa alternativa aos fios de sutura, com resultados estéticos e funcionais comparáveis aos métodos tradicionais e risco de complicações aceitáveis. Há necessidade de mais ensaios clínicos com uso de colas de menor custo, para demonstrar sua segurança e aplicabilidade na prática médica, principalmente em países em desenvolvimento, como o Brasil.
2022-12-06T15:50:27Z
Oliveira,Chreichi Lopes de Santos,Carlos Henrique Marques dos Bezerra,Fernando Márcio Matos Bezerra,Marcelo Matos Rodrigues,Lênin de Lima
Tromboembolismo venoso em cirurgia plástica: protocolo de prevenção na Clínica Ivo Pitanguy
INTRODUÇÃO: A trombose venosa profunda (TVP) e o seu desfecho imediato mais grave, o tromboembolismo pulmonar (TEP), são complicações de incidência elevada em pacientes hospitalizados e principalmente naqueles submetidos à cirurgia. OBJETIVO: Apresentar o protocolo de profilaxia de Tromboembolismo (TEV) da Clínica Ivo Pitanguy, mostrando a incidência de TEV no Serviço antes e após a introdução deste protocolo, assim como a incidência de hematomas, no período de cinco anos. MÉTODO: Estudo de revisão dos prontuários dos pacientes operados no período de julho de 2004 a maio de 2009. Comparou-se a incidência de eventos trombóticos antes e após a introdução do protocolo, assim como a incidência de hematomas. RESULTADOS: Foram analisados 1700 prontuários. Desde a introdução do protocolo, não ocorreu nenhum caso de tromboembolismo venoso, em 711 pacientes operados. A incidência de hematomas com necessidade de revisão cirúrgica foi reduzida, provavelmente pelo controle pressórico mais rigoroso após a introdução do protocolo. CONCLUSÃO: O protocolo tem se mostrado de utilização simples e efetiva. Houve redução da incidência de TEV e hematomas a partir de sua introdução.
2022-12-06T15:50:27Z
Paiva,Rita Azevedo de Pitanguy,Ivo Amorim,Natale F. Gontijo de Berger,Ralf Shdick,Hazel de Andrade Holanda,Thiago Ayres
Utilização do plasma rico em plaquetas autólogo nas cirurgias de enxertos cutâneos em feridas crônicas
INTRODUÇÃO: O plasma rico em plaquetas (PRP) é um produto que estimula a cicatrização e pode ajudar na integração de enxertos cutâneos em feridas crônicas. Neste estudo, objetivou-se avaliar os resultados da aplicação do PRP nas cirurgias de enxerto de pele em feridas crônicas. MÉTODO: Foi realizado um estudo prospectivo randomizado e cego, em relação ao avaliador, da utilização do PRP nas enxertias cutâneas em feridas crônicas. Alocaram-se os pacientes em dois grupos: grupo A (controle), que recebeu enxerto de pele, sem PRP, e grupo B, que recebeu enxerto de pele e em parte da ferida foi utilizado o PRP, enquanto a outra parte serviu de comparação. RESULTADOS: Houve melhor integração dos enxertos no lado que recebeu o PRP (88,99% no 14º DPO e 89,81% no 28º DPO) do que no lado da mesma ferida, mas sem o PRP (78,22% no 14º DPO e 76,83% no 28º DPO). No grupo A, a integração foi menor (77,85% no 14º DPO e 53,45% no 28º DPO). O lado que recebeu o PRP evoluiu de forma mais favorável que o grupo A (p-valor = 0,0004) e houve menos perda total do enxerto no grupo B em comparação ao grupo A (p-valor = 0,049). CONCLUSÕES: A aplicação do PRP nas feridas crônicas melhora a integração e a evolução dos enxertos de pele e diminui a incidência de perda total dos mesmos.
2022-12-06T15:50:27Z
Vendramin,Fabiel Spani Franco,Diogo Franco,Talita Romero
Treinamento inicial em microcirurgia
A técnica microcirúrgica que até a década de 80 do século passado se constituiu um procedimento de exceção, somente utilizada em casos extremos, devido aos avanços facilmente observados em diversas publicações atuais, tornou-se em muitos procedimentos a primeira opção cirúrgica, fazendo com quase que, de maneira obrigatória, todos os médicos que exerçam a especialidade de Cirurgia Plástica tenham que realizar treinamento na citada técnica operatória. O presente artigo se propõe a apresentar um modelo de fácil execução como treinamento básico em microcirurgia.
2022-12-06T15:50:27Z
Dias,Iana Silva Pessoa,Salustiano Gomes de Pinho Benevides,André Nunes Macêdo,José Everardo
Perfil epidemiológico de pacientes internados na enfermaria de queimados da Associação Beneficente de Campo Grande Santa Casa/MS
OBJETIVO: Revelar aspectos epidemiológicos relativos aos pacientes internados na enfermaria de queimados da Associação Beneficente de Campo Grande Santa Casa/MS. MÉTODO: Foram avaliados os dados obtidos a partir do registro de internações de pacientes na enfermaria de queimados da ABCG Santa Casa/MS, do período de janeiro de 2004 a dezembro de 2008, perfazendo um total de 977 pacientes. RESULTADOS: Observou-se maior predominância de indivíduos do sexo masculino (61,41%). Observamos maior concentração de queimados em indivíduos acima dos 16 anos de idade (54,86%). Pudemos verificar períodos de internação inferiores a quinze dias como sendo os de maior incidência, correspondendo a 64,18%. Obtivemos uma taxa de altas hospitalares igual a 93,96% contra uma taxa de óbitos de 6,04%. No que diz respeito aos fatores etiológicos, percebemos maior concentração do caso de queimaduras por chama ocasionadas por álcool, perfazendo 18,93% dos casos. CONCLUSÃO: O estudo retrospectivo demonstrou correspondência do perfil das queimaduras em relação a outros serviços e centros de tratamentos de queimados, ressaltando-se a importância de maior educação populacional e necessidade de políticas que visem coibir a circulação de agentes comburentes líquidos e combater a negligência infantil.
2022-12-06T15:50:27Z
Coutinho,Bruno Barros de Azevedo Balbuena,Marina Buainain Anbar,Rafael Anache Anbar,Rodrigo Anache Almeida,Kleder Gomes de Almeida,Paulete Yuri Nukariya Gomes de
Anatomia aplicada do ramo temporal do nervo facial: estudo do risco potencial de lesão durante a cirurgia do rejuvenescimento facial
INTRODUÇÃO: O ramo temporal do nervo facial é um dos nervos mais comumente lesados, devido à pouca tela subcutânea que o protege a partir da sua saída da glândula parótida. MÉTODO: Vinte e cinco hemifaces de cadáveres foram dissecadas e analisadas as relações entre o ramo temporal e glândula parótida, arco zigomático, SMAS, artéria temporal superficial e músculo frontal. RESULTADOS: Doze ramos temporais dissecados perderam a proteção da glândula parótida a uma distância de 1,7 cm anterior ao trago. O cruzamento do arco zigomático por dois ramos temporais foi o mais frequente. A passagem pelo arco zigomático ocorreu entre 3,2 e 3,9 cm posteriores à borda lateral da órbita. O curso do ramo temporal junto às faces profundas do SMAS e da fáscia temporoparietal, e acima da lâmina superficial da fáscia temporal profunda foi constante. O ramo frontal da artéria temporal superficial foi superior e sua trajetória paralela ao ramo temporal em 92% das dissecções. CONCLUSÃO: O ramo temporal do nervo facial segue um plano constante ao longo da face profunda da fáscia temporoparietal e está muito superficial quando cruza o arco zigomático.
2022-12-06T15:50:27Z
Silva,Maria Lídia de Abreu Aboudib,José Horácio Castro,Cláudio Cardoso de
Utilização do retalho "brow slide" em reconstruções cutâneas
OBJETIVO: Neste trabalho, foi proposta a análise de um procedimento cirúrgico pouco conhecido para o tratamento dos tumores cutâneos. MÉTODO: Os autores descrevem sua experiência na utilização do retalho "brow slide" em reconstruções cutâneas em 47 pacientes e comparam os resultados obtidos, enfatizando a simplicidade de execução da técnica em relação a outras descritas na literatura. Assim, dentro dessa nova perspectiva, o retalho "brow slide" pode ser empregado nas reparações de face ou de outras regiões. CONCLUSÃO: Com base nos resultados obtidos, os autores advogam o uso rotineiro do retalho "brow slide" nas reparações do tecido cutâneo, por obter cicatrizes em ziguezague, quase sempre dentro das linhas naturais da pele.
2022-12-06T15:50:27Z
Wolfenson,Moisés Alencar,Alexandre Herculano de Barros,Teilhard Silva Júnior,Edvaldo Alfredo da Santos Filho,Fernando Cerqueira Norberto dos
Enxerto ósseo em crânio: princípios básicos para a integração óssea
INTRODUÇÃO: A reparação das perdas ósseas evoluiu de maneira significativa a partir do século 20, principalmente na segunda metade, quando a Medicina teve uma evolução importante para resolver os casos de reconstrução de perdas de tecidos. Inicialmente os materiais de inclusão, citando os metais maleáveis, silicone, acrílico de rápida polimerização, apareceram juntamente com o uso de enxerto ósseo autólogo. Os enxertos ósseos autólogos avançaram com muita propriedade, para se tornarem o material de eleição na reparação destas perdas ósseas. Os locais mais importantes para obtenção do enxerto são: crânio, osso ilíaco, costela e tíbia. Nos últimos 30 anos, com o refinamento das técnicas e o uso de material cirúrgico preciso, tanto para retirada do osso para o enxerto, como a colocação do mesmo na área receptora, estes procedimentos se firmaram definitivamente no estudo da reconstrução. Aliado aos recursos citados, salientamos o conhecimento da origem embriológica do osso que é subdividido em ossos cartilaginosos (tíbia, osso ilíaco e costela) e ossos membranosos, portanto, os "ossos parietais" são priorizados para a reparação de ossos cranianos e faciais. Além da origem embriológica, devemos citar também o conhecimento histológico do osso compacto e do osso esponjoso. Citamos, ainda, as células precursoras do tecido ósseo, osteoblastos, osteócitos e osteoclastos.
2022-12-06T15:50:27Z
Macedo,Antonio Lamelo,Santiago Garcia Alencar,Erlanio Caballero,Fedony Gimenes,Edith Zubieta,Cecília