Repositório RCAAP
Reconstrução labial superior com retalho de pedículo subcutâneo
INTRODUÇÃO: As principais causas de defeitos adquiridos na região labial superior são as lesões traumáticas e as ressecções tumorais, as quais acarretam déficits teciduais importantes. A reconstrução labial deve ser realizada com o intuito de preservar a função e o aspecto estético de toda unidade. Para os defeitos em plano parcial pós-ressecção que atingem até a musculatura do lábio superior, o retalho de pedículo subcutâneo em V-Y mostrou ser de fácil confecção e bastante seguro, apresentando resultados satisfatórios do ponto de vista funcional e estético. OBJETIVO: Apresentar uma alternativa segura e prática para correção dos defeitos em plano parcial na região do lábio superior, com obtenção de resultados satisfatórios no pós-operatório. MÉTODO: Treze pacientes portadores de lesão labial foram operados e tiveram seus lábios reconstruídos em tempo cirúrgico único com retalho de pedículo subcutâneo. RESULTADOS: Os pacientes apresentaram grau elevado de satisfação. Todos os exames histopatológicos demonstraram margens cirúrgicas livres da lesão. CONCLUSÕES: O retalho de pedículo subcutâneo em V-Y demonstrou ser uma boa opção para cobertura de áreas cruentas produzidas pela ressecção de lesões tumorais.
2022-12-06T15:50:40Z
Alves,Paulo José Alves,Sulley Sheila Teixeira
Laserlipólise: redução da pele e prevenção de umbigo flácido nas lipoplastias seguindo parâmetros de segurança no uso do laser de diodo - com duplo comprimento de onda 924 e 975 nm
OBJETIVO: Apresentar as alterações na dimensão da pele, obedecendo aos parâmetros de segurança relativos à energia acumulada em procedimentos de laserlipólise em diversas regiões anatômicas, empregando aparelho de laser diodo com duplo comprimento de onda (924 e 975 nm). MÉTODO: Um estudo prospectivo, transversal, tipo série de casos, incluiu 41 pacientes submetidos à laserlipólise para tratamento de deformidades do contorno corporal, entre junho de 2008 e julho de 2010. A laserlipólise foi realizada com aparelho de laser diodo com dois comprimentos de ondas independentemente controlados, um operando a 924 nm e outro a 975nm, empregando ponteiras de três tamanhos, segundo adequação a pequenas, médias ou grandes áreas de tecido adiposo tratado. As aferições foram comparadas pelo teste de Wilcoxon, em nível de significância de 0,05. RESULTADOS: Em todos os pacientes, houve retração significante da pele, independente do sítio cirúrgico (face, adiposidade mamária, braços ou cintura), em ausência de complicações. CONCLUSÃO: O laser diodo mostrou-se capaz de promover retração da pele, progressiva e persistente, obedecido o parâmetro de segurança proposto.
2022-12-06T15:50:40Z
Wolfenson,Moisés Roncatti,Claudio Alencar,Alexandre Herculano De Barros,Teilhard Silva Neto,João Fernandes Da Santos Filho,Fernando Cerqueira Norberto Dos
Padronização cirúrgica das abdominoplastias em âncora pós-gastroplastia
INTRODUÇÃO: Os autores propõem alterações na técnica empregada nas dermolipectomias abdominais após cirurgia bariátrica, com o intuito de corrigir imperfeições nos resultados obtidos com a padronização clássica (i.e. ressecção de pele em bloco com manutenção da cicatriz umbilical). MÉTODO: Sessenta e sete pacientes ex-obesos foram submetidos à dermolipectomia abdominal em âncora com ressecção parcelada de pele (primeiro o fuso vertical e após o excesso horizontal), confecção de neoumbigo e dermolipectomia pubiana associada. RESULTADOS: A nova padronização adotada permitiu reduzir as insatisfações previamente observadas, com melhor posicionamento da cicatriz horizontal e menor tensão na intersecção das cicatrizes. CONCLUSÃO: A nova sistematização facilitou a marcação pré-operatória e permitiu refinar alguns aspectos que se mostravam insatisfatórios na experiência com estes casos.
2022-12-06T15:50:40Z
Tardelli,Henrique Cardoso Vilela,Daniel Bacco Schwartzmann,Gabriela Lustri Eiras Azevedo,Marcelo Mello Júnior,Antônio Marcos de Júnior,Jayme Adriano Farina
Lipoabdominoplastia: redução das complicações em cirurgias abdominais
INTRODUÇÃO: As deformidades estéticas e funcionais do abdome sempre representaram um grande desafio na Cirurgia Plástica. Em busca de soluções para estes problemas, foi desenvolvida a abdominoplastia, que ao longo dos anos vem apresentando modificações e aperfeiçoamentos, buscando melhores resultados estéticos e funcionais, com menores índices de complicações. A lipoabdominoplastia, desenvolvida em 2000 por Saldanha e publicada em 2001, quando esse termo foi utilizado pela primeira vez na literatura mundial, representa uma opção segura para a associação da lipoaspiração à abdominoplastia. A técnica é baseada na preservação dos vasos perfurantes abdominais, ramos das epigástricas profundas superiores e inferiores. MÉTODO: Foi comparada a incidência de complicações nas abdominoplastias clássicas e a lipoabdominoplastias realizadas no período de janeiro de 1979 a 30 de junho de 2010, na Clínica Saldanha, em Santos - SP. DISCUSSÃO: O descolamento seletivo entre as bordas dos músculos reto abdominais, preconizado pela técnica, promove diminuição da área de descolamento do retalho e preserva os vasos perfurantes da parede abdominal, responsáveis por 80% do suprimento sanguíneo da região e, consequentemente, diminui o sangramento e os riscos de hematoma, de isquemia e necrose do retalho. CONCLUSÃO: Associando a abdominoplastia com a lipoaspiração e preconizando um descolamento seletivo com preservação dos vasos perfurantes, é possível obter melhores resultados estéticos favoráveis, além de menor morbidade pós-operatória e redução da taxa de revisões cirúrgicas.
2022-12-06T15:50:40Z
Saldanha,Osvaldo Ribeiro Azevedo,Daniel Melo De Azevedo,Sérgio Fernando Dantas De Ribeiro,Déborah Vazi Nagassaki,Elisa Gonçalves Junior,Paulo Filho,Osvaldo Ribeiro Saldanha Saldanha,Cristianna Bonetto
Lipoabdominoplastia ampliada associada a múltiplos procedimentos cirúrgicos
INTRODUÇÃO: A lipoabdominoplastia tem se mostrado uma técnica segura, com obtenção de bons resultados estéticos, trazendo uma outra visão à abordagem do contorno corporal. OBJETIVOS: Este trabalho demonstra uma experiência pessoal, com a lipoabdominoplastia, descolando de forma ampla as regiões periumbilical e supraumbilical, com base na anatomia vascular da parede abdominal em sua porção lateral. O trabalho também demonstra a associação frequente a múltiplos procedimentos cirúrgicos. MÉTODO: Foram tratados 138 pacientes, no período de janeiro de 2002 a dezembro de 2009, que tinham indicação tanto para abdominoplastia clássica quanto para a lipoaspiração de abdome simultaneamente. Foram excluídos pacientes com obesidade mórbida e aqueles sem condições clínicas para cirurgia. A cirurgia foi realizada fazendo-se a lipoabdominoplastia com o descolamento do retalho supraumbilical e da região periumbilical, mais ampliado lateralmente, sendo que o retalho infraumbilical não foi lipoaspirado, sendo removido em bloco com a fáscia de Scarpa. Em associação à lipoabdominoplastia foi realizada a lipoaspiração de, no mínimo, três regiões (dorso, flancos e abdome), muita vezes, associada a outros procedimentos de cirurgia plástica ou cirurgias de outras especialidades (50% dos pacientes). RESULTADOS: Todos os procedimentos tiveram resultados considerados satisfatórios pelos pacientes, realizados num tempo médio de 3 horas, com complicações locais pequenas, mas de fácil resolução. CONCLUSÕES: A lipoabdominoplastia sem lipoaspiração do retalho infraumbilical e com remoção da fáscia de Scarpa, mesmo sendo feita com um descolamento maior, nas regiões mediana periumbilical e supraumbilical, demonstrou ser uma cirurgia segura, podendo ser associada a outros procedimentos cirúrgicos.
2022-12-06T15:50:40Z
Oliveira,Claudia Francisco
Metodologia para análise de resultados em lipoaspiração
INTRODUÇÃO: A lipoaspiração é hoje método padrão para tratamento das lipodistrofias. Entretanto, a amplitude das áreas a serem tratadas torna complexa a avaliação dos resultados perioperatórios. MÉTODO: Neste artigo, descrevemos nova tática que objetiva o controle perioperatório da lipoaspiração. Medidas pré-operatórias da espessura da prega cutânea foram realizadas com uso de adipômetro e régua. As regiões aferidas foram padronizadas. A prega axilar anterior entre a nona e décima costela é utilizada como referência para o resultado da lipoaspiração abdominal superior, inferior bilateral e de flancos. Assimetrias ou hipocorreção das áreas tratadas são minimizadas. Durante a consulta médica há a demonstração com números das medidas no pré e pós-operatório. CONCLUSÃO: Esta conduta evita análises subjetivas. Deste modo a relação médico-paciente é facilitada com a redução do risco de conflito.
2022-12-06T15:50:40Z
Almeida,Ataliba Ronan Horta De Mafra,Andre Villani Correa Araújo,Gnana Keith Marques De
Cirurgia estética e funcional do umbigo: técnica de plicatura transumbilical
INTRODUÇÃO: O umbigo é fundamental na estética do abdome, o formato vertical, alongado e fundo é desejado pelas pacientes, entretanto, nas cirurgias estéticas abdominais, a região umbilical e peri-umbilical frequentemente é negligenciada, deixando uma lacuna sem plicatura aponeurótica e sem estreitamento do anel umbilical, resultando em um umbigo alargado e "raso". OBJETIVO: Os autores apresentam uma técnica de tratamento estético e funcional do umbigo, e avaliam a sua eficácia e, principalmente, a sua segurança. MÉTODO: A técnica consiste na abordagem do umbigo com uma sutura em "U", transumbilical, que aproxima a aponeurose, fecha o anel umbilical e aprofunda a sua base. O estudo é retrospectivo do período de um ano, com 30 pacientes de sexo feminino, com idade entre 26 e 59 anos, com média de 42,1 anos, todas submetidas à abdominoplastia, exceto uma na qual foi corrigido isoladamente o umbigo inestético. RESULTADOS: Todas as pacientes ficaram satisfeitas com o tamanho e o formato estético do umbigo, não houve recidiva da diástase da aponeurose nem da hérnia umbilical, não houve complicações isquêmicas, nem de contraturas cicatriciais. CONCLUSÃO: A técnica é simples, eficaz no tratamento funcional e estético, e a sutura transumbilical provou ser segura, sem complicações isquêmicas.
2022-12-06T15:50:40Z
Chia,Chang Yung Roxo,Ana Cláudia Weck Labanca,Luciana Ritter,Patrícia Durgante
Onfaloplastia: técnica "infinito"
INTRODUÇÃO: A onfaloplastia é considerada um dos procedimentos com mais estigmas na abdominoplastia. Diante disso, diversas técnicas foram desenvolvidas com o objetivo de alcançar resultados mais naturais e com cicatrizes ocultas. Essas técnicas foram criadas a partir do princípio básico de uma forma que seja natural e que impeça a retração cicatricial das formas circulares. MÉTODO: Os autores apresentam uma técnica que oferece uma forma oblíqua quebrada por dois pequenos retalhos laterais com o intuito de reduzir a retração cicatricial, obtidos pelo desenho no sentido longitudinal do símbolo do infinito. RESULTADOS: Os umbigos foram avaliados quanto à localização, forma final (oblíqua) e o tamanho. Entre as complicações houve estenoses (2,5%), deiscências parciais (2%) e queloides (1%). O resultado estético foi satisfatório para os pacientes em 91% dos casos, a qualidade da cicatrização do paciente, queloides ou cicatrizes hipercrômicas foram as maiores causas de insatisfação. CONCLUSÃO: A utilização da técnica do "infinito" se mostrou efetiva no tratamento do umbigo em abdominoplastias completas, oferecendo mais uma opção e de fácil execução para as onfaloplastias.
2022-12-06T15:50:40Z
Furtado,Isaac Rocha
Umbilicoplastia: experiência com a técnica do minicírculo de pele
INTRODUÇÃO: A umbilicoplastia compreende mais um detalhe técnico importante no decurso das abdominoplastias tipo incisão pubiana transversal baixa. As técnicas descritas e publicadas têm o mesmo princípio de reservar o umbigo original, deixando com frequência cicatrizes geralmente visíveis, retráteis e mesmo hipertróficas. Paralelamente, a estenose cicatricial ou o inverso, uma área umbilical maior do que a dos padrões estéticos, chama a atenção negativamente, decorrente de uma estreita margem de segurança para se obter efeitos estéticos desejados. MÉTODO: Foram revisados 72 pacientes do sexo feminino, operadas de abdominoplastia no período de 6 meses, com os mesmos detalhes técnicos de umbilicoplastia. Após da dissecação do pedículo umbilical, um minicírculo de pele com cerca de 5 mm de diâmetro é preservado na sua extremidade livre. Após as etapas da bdominoplastia, a reposição do umbigo é realizada mediante a exérese de um cone de gordura no retalho do abdome situado na projeção do mesmo e uma incisão cutânea transversal de 7 mm faz exteriorizar o círculo de ele que é suturado na pele mediantes pontos isolados de fio não absorvível. RESULTADOS: Os resultados obtidos foram considerados satisfatórios pela equipe cirúrgica e pelas pacientes, sem presença de problemas pós- peratórios que exigissem cuidados especiais. CONCLUSÃO: A técnica de umbilicoplastia apresentada tem sido um procedimento de fácil execução, sem problemas secundários de caráter técnico ou estético e pela ausência de cicatrizes visíveis.
2022-12-06T15:50:40Z
Daher,José Carlos Benedik,Alberto Faria,César Augusto Daher Ceva Amaral,Jefferson Di Lamartine Galdino Neto,Jose Nava Rodrigues Cosac,Ognev Meireles Cammarota,Marcela Caetano
Aumento das coxas com implantes de silicone
INTRODUÇÃO: O implante de silicone para correção do volume dos membros inferiores teve início em 1979, com contínuo aumento de solicitação de pacientes em busca da melhoria estética do volume das pernas. Temos utilizado sua aplicação também nas coxas desde 1986, inicialmente em pacientes com sequelas de poliomielite e, a partir de 1995, em pacientes hígidos, interessados na melhoria da forma e do volume das coxas. MÉTODO: Sessenta e oito pacientes de ambos os sexos foram submetidos a implante de silicone nas coxas a partir de 1986 até a presente data. Foram sistematizados procedimentos técnicos para implantes posicionados isoladamente nas regiões ântero-interna e lateral, ou mesmo em conjunto numa mesma paciente no sentido de se obter melhor contorno e volume destas regiões. Detalhes técnicos estão descritos nas suas minúcias para cada tipo de procedimento. RESULTADOS: Na sua maioria, estes pacientes têm sido acompanhados até a presente data, neste período de 15 anos, em que a reduzida incidência de cápsula clinicamente visível ou palpável, retirada de próteses e a ausência de extrusão têm compensado a sua indicação. CONCLUSÃO: Dada a baixa incidência de problemas secundários e a elevada qualidade estética a médio e longo prazo, tem havido contínuo aumento de pacientes que solicitam estes procedimentos.
2022-12-06T15:50:40Z
Netto,Nicola Menichelli
Tratamento cirúrgico da hipertrofia clitoriana
INTRODUÇÃO: Segundo vários autores, a hipertrofia discreta do clitóris está presente em 25% das mulheres. Quando o volume passa a incomodar no ato sexual, acompanhado ou não de distúrbios psicológicos, as pacientes buscam inicialmente ajuda de ginecologistas ou endocrinologistas e não raramente são encaminhadas à cirurgia plástica para a resolução dos problemas. MÉTODO: Nossa experiência é baseada em 9 pacientes, durante 15 anos, portadoras de genitália ambígua, submetidas a tratamento cirúrgico. Foram selecionados 3 casos para ilustrar os resultados obtidos com a técnica. Duas pacientes com hipertrofia clitoriana do tipo II de Prader foram selecionadas; uma de origem adquirida na idade adulta, e outra de origem possivelmente congênita. A terceira paciente apresentava anomalias sexuais múltiplas, de origem congênita: agenesia de vagina, hipertrofia clitoriana, presença de ovários e testículos atrofiados, pseudo-hermafroditismo feminino, catalogada como tipo V de Prader. Todos os três pacientes foram submetidas a redução do clitóris pela dissecção da cobertura músculo-cutânea (desenluvamento) e sepultamento do corpo clitoriano por sutura. RESULTADOS: Os procedimentos cirúrgicos realizados preservaram a estética e a sensibilidade, com redução das dimensões do clitóris. CONCLUSÃO: Os procedimentos apresentam relativa simplicidade, porém dentro de critérios cirúrgicos buscando a preservação das funções e da anatomia da genitália externa.
2022-12-06T15:50:40Z
Sperli,Aymar Edison Freitas,José Octávio Gonçalves De Andrade Mello,Alieksei Clairefont De
Plástica do púbis e da genitália externa: duas décadas de experiência
INTRODUÇÃO: Este artigo registra a experiência de duas décadas de cirurgias realizadas na região do púbis e da genitália externa em pacientes de ambos os sexos. A literatura apresenta limitadas contribuições sobre as alterações morfológicas que têm levado seus portadores a se submeterem a cirurgias para retornarem à normalidade anatômica, ao equilíbrio emocional e a recuperarem a autoestima. MÉTODO: Foram operados 513 pacientes com diferentes tipos de patologias nos genitais externos e no púbis, num período de vinte anos, sendo 469 (91,42%) do sexo feminino e 44 (8,58%) do sexo masculino. A idade variou de 17 a 70 anos. No sexo feminino, as deformidades mais frequentes foram as distrofias do púbis, grandes e pequenos lábios, prepúcio sobre o clitóris, além das distorções secundárias decorrentes de cirurgias realizadas previamente nestas regiões. No sexo masculino, as afecções mais frequentes envolveram a região pubiana, hipotrofias penianas, sinéquias e ausência de testículos. Deformidades congênitas, além das descritas, não foram incluídas no presente artigo. RESULTADOS: Durante o período de 1989 a 2010, os procedimentos aplicados nas disformias pubianas e nas genitálias beneficiaram pacientes física e psicologicamente, pela qualidade dos resultados e pelo baixo índice de complicações (2,31%). CONCLUSÕES: Apesar da limitada divulgação científica nas revistas da especialidade e nos eventos científicos, a importância destas patologias não tem limite nos seus portadores. Uma das razões da presente publicação baseia-se na experiência adquirida e a necessária divulgação aos especialistas que realizam estas cirurgias, face às consequências que determinam quando não executadas dentro da necessária realidade.
2022-12-06T15:50:40Z
Alencar Felicio,Yhelda De
Modelo experimental para estudo de desenluvamento cutâneo no membro inferior
Os desenluvamentos cutâneos são lesões graves e frequentemente há dificuldade para o cirurgião decidir qual o tratamento mais adequado a ser instituído, o reposicionamento e a sutura do retalho ou o desengorduramento do retalho e a enxertia da pele avulsionada. A conduta cirúrgica de reposicionamento e sutura do retalho é mais rápida e simples de ser realizada, mantém as características anatômicas e fisiológicas locais, mas frequentemente evolui com perda parcial ou total do retalho avulsionado. O tratamento cirúrgico de adelgaçamento do retalho desenluvado e enxertia da pele obtida tem a desvantagem de resultar em aspecto estético e protetivo inferiores, mas é o tratamento mais utilizado, devido à maior taxa de integração do enxerto. Medicações com propriedades de aumentar a perfusão do retalho desenluvado podem permitir a conduta cirúrgica de reposicionamento e sutura do retalho ao seu leito original, mantendo as vantagens da cobertura cutânea original e preservando total ou parcialmente a viabilidade do retalho. Para tanto, há necessidade de se desenvolver um modelo experimental para testar medicações com propriedades vasculares. O presente estudo apresenta um modelo animal de desenluvamento cutâneo em membros inferiores de ratos. Os animais foram submetidos ao modelo proposto de desenluvamento de todo membro inferior, resultando em um retalho de fluxo distal, que foi reposicionado ao leito e suturado.
2022-12-06T15:50:40Z
Milcheski,Dimas Andre Ferreira,Marcus Castro Tuma Jr,Paulo Nakamoto,Hugo Alberto
Implicações da mamoplastia de aumento via transaxilar na pesquisa de linfonodo sentinela: revisão da literatura
INTRODUÇÃO: A pesquisa do linfonodo sentinela é o tratamento padrão para o estadiamento da axila em pacientes com câncer de mama precoce, e sua identificação pode evitar um esvaziamento axilar desnecessário. A incidência de câncer de mama vem aumentando a cada ano, concomitantemente, a mamoplastia de aumento transaxilar vem ganhando cada vez mais adeptos. OBJETIVO: Revisão bibliográfica com vistas a avaliar se a mamoplastia de aumento transaxilar poderia modificar a drenagem linfática e prejudicar a identificação do linfonodo sentinela. MÉTODO: Revisão da literatura. CONCLUSÃO: A maioria dos estudos tende a excluir a hipótese de que a mamoplastia de aumento transaxilar possa afetar a identificação do linfonodo sentinela no futuro.
2022-12-06T15:50:40Z
Steffen,Níveo Valiati,André Alves Azambuja Pereira Filho,Gustavo De Cunha,Tiago Falcão Ely,Pedro Bins
Biomateriais para reconstrução da órbita: revisão da literatura
O tratamento de lesões traumáticas da órbita permanece um desafio para o cirurgião maxilofacial. Quando a correção cirúrgica não é realizada ou é feita de maneira inadequada, pode ocorrer enoftalmia, diplopia, distopia ocular, restrição da movimentação ocular e disfunção do nervo infraorbital. A importância da cirurgia consiste em liberar o tecido orbitário herniado pelo foco de fratura, restaurar a arquitetura normal da órbita, objetivando um resultado estético e funcional adequado. Nas últimas décadas, vários avanços ocorreram no tratamento cirúrgico destas fraturas, bem como nos métodos diagnósticos. Com o desenvolvimento de tomografias computadorizadas de múltiplos detectores, tornou-se possível a análise tridimensional da órbita, assim como sua avaliação volumétrica, o que revolucionou o manejo cirúrgico destas fraturas. Outro fator com impacto direto nas reconstruções das órbitas é a disponibilidade de diversos biomateriais, para restauração das paredes orbitárias. Assim, o objetivo desse artigo é revisar os materiais disponíveis para reconstrução nos casos de fraturas do assoalho da órbita, comparar suas aplicabilidades práticas e destacar aqueles mais utilizados no Serviço de Cirurgia Plástica do Hospital de Clínicas da Unicamp, nos últimos anos. Dentre os materiais de escolha, em nosso Serviço, destacamos o osso autógeno de calota craniana, a cartilagem de concha auricular, a tela de titânio e o polietileno poroso de alta densidade. Cada biomaterial apresenta indicações específicas, de acordo com as características da fratura orbitária, sendo considerados, para a escolha do material, os resultados a longo prazo e a experiência do cirurgião.
2022-12-06T15:50:40Z
Cunha Colombo,Luciana Rodrigues Da Calderoni,Davi Reis Rosim,Endrigo Toresan Passeri,Luis Augusto
Mutirões de cirurgia plástica do Instituto Ivo Pitanguy: Fernando de Noronha
Fernando de Noronha é um arquipélago formado por 21 ilhas, ocupando uma área de 26 km². Na área da Saúde, o arquipélago possui o Hospital São Lucas, um Posto de Saúde vinculado ao Programa de Saúde da Família e um SAMU. A I Semana da Cirurgia Plástica do Instituto Ivo Pitanguy em Fernando de Noronha representou a expansão do trabalho feito na 38ª Enfermaria da Santa Casa da Misericórdia para lugares carentes da especialidade. A II Semana foi a continuidade natural deste projeto. O objetivo foi oferecer à população atendimento em cirurgia plástica com consultas, cirurgias e palestra, com o foco na prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de pele, visto que a população local apresenta grande risco para esta doença. A equipe da primeira Missão contou com a participação de dois instrutores e seis residentes do Instituto Ivo Pitanguy, além de uma dermatologista convidada. Já na segunda Missão, houve a participação de um instrutor do Hospital Oswaldo Cruz (SUS-PE). Todos os casos foram documentados e fotografados. Somando-se a primeira e a segunda Missão, foram realizados 280 atendimentos, sendo 93 consultas sem indicação de tratamento cirúrgico e 187 pacientes operados. Do ponto de vista de Saúde Pública, a I e a II Semana da Cirurgia Plástica do Instituto Ivo Pitanguy representaram uma economia significativa para o Estado de Pernambuco. Além disso, este projeto trouxe uma inestimável experiência de vida a todos aqueles que formaram estas equipes. A possibilidade de ajudar à população com as nossas habilidades e conhecimentos só nos orgulha e enaltece ainda mais a tradição de nossa escola.
2022-12-06T15:50:40Z
Maricevich,Pablo Nishimura,Eduardo Berger,Ralf Mazzarone,Francesco Pitanguy,Ivo
Infecções graves de partes moles: relato de caso de fasciíte necrotizante de face utilizando curativo a vácuo e revisão da literatura
INTRODUÇÃO: Fasciíte necrotizante da face é uma doença muito rara. Este artigo descreve, pela primeira vez, um caso clínico de um paciente com fasciíte necrotizante de face tratada com o curativo a vácuo desenvolvido na Universidade de São Paulo. RELATO DO CASO: A infecção do paciente iniciou-se na glândula parótida progredindo para os planos profundos na face, gerando repercussão sistêmica. O tratamento foi baseado em desbridamento cirúrgico seriado e colocação de curativo a vácuo. Após a preparação do leito com este curativo, um retalho de couro cabeludo foi realizado. Este estudo confirma a raridade do caso e expõe as peculiaridades do tratamento, enfatizando a importância do diagnóstico precoce e da abordagem cirúrgica, tanto imediata quanto agressiva para este tipo de infecção grave de partes moles. O paciente foi a óbito em decorrência de choque séptico e falência de múltiplos órgãos, embora a infecção da região cefálica tenha sido controlada e a ferida reduzida. CONCLUSÃO: O tratamento com curativo a vácuo pode ser implementado em fasciítes necrotizantes de face com benefícios. O vácuo USP [Universidade de São Paulo] mostrou-se efetivo em seu funcionamento, com menor custo. Contudo, maior número de casos deverá ser tratado com o vácuo USP para sua validação científica comparando-o com o produto importado disponível no mercado.
2022-12-06T15:50:40Z
Neto,Nuberto Teixeira Giacchetto,Enio Kamamoto,Fabio Ferreira,Marcus Castro
Retalho de omento: uma alternativa em cirurgia reparadora da parede torácica
INTRODUÇÃO: Diversas doenças podem acometer a parede torácica e sua evolução, eventualmente, pode levar a sequelas seriamente deformantes. Dentre as mais comuns citamos tumores de partes moles e ósseos, metástases, infecções como as mediastinites e fasceítes necrotizantes. Diversas formas de reconstrução da parede torácica podem ser empregadas para a reparação de defeitos após ressecções ou desbridamentos, dentre as quais a reconstrução com retalho de omento e enxerto cutâneo. Apesar de pouco empregada e descrita na literatura, esta tem se mostrado uma boa opção em função de sua fácil execução, rapidez e praticidade, podendo cobrir grandes áreas de parede torácica onde não seria possível a obtenção de retalhos de tamanho satisfatório. RELATO DO CASO: Este trabalho tem como objetivo fazer uma revisão da literatura a respeito do retalho omental, discorrendo sobre suas indicações, vantagens e desvantagens e relatar a evolução de dois pacientes operados em nosso serviço, submetidos à correção de defeito em parede torácica após a ressecção de tumores filoides de mama localmente avançados utilizando o retalho de omento. CONCLUSÃO: A reconstrução com retalho omental e enxerto para a reparação de defeitos após ressecção de tumores, quando bem indicada, mostra-se uma maneira eficaz de reparo da parede torácica, com pobre resultado estético, porém com bom resultado funcional, cumprindo o papel ao qual se propõe.
2022-12-06T15:50:40Z
Oliveira Tavares,Francisco Marcelo De Menezes,Cristina Maria Gomes Gil De Moscozo,Marcus Vinícius Alfano Xavier,Gustavo Robson Santos Oliveira,Gustavo Medeiros De Júnior,Marcos Antônio Paiva Amorim Gama,Wilson Nunes Da
Ritidoplastia em face espástica: relato de caso
INTRODUÇÃO: O espasmo hemifacial (EH) é um distúrbio do movimento caracterizado por contrações involuntárias dos músculos inervados pelo nervo facial, a descompressão microvascular (DMV) é considerada tratamento definitivo, com baixas taxas de recidiva. Os casos refratários tornam-se um desafio para o cirurgião plástico. RELATO DO CASO: MSP, sexo feminino, 53 anos, portadora de EH, refratária à DMV, e com queixas de flacidez dos dois terços inferiores da face. Foi submetida à ritidoplastia, neurectomias e miectomias seletivas. Obteve-se ausência completa dos espasmos, manutenção da mímica facial e rejuvenescimento facial. A ritidoplastia cérvico-facial associada a neurectomias e miectomias mostrou-se eficaz no tratamento do EH.
2022-12-06T15:50:40Z
Gomes,Allysson Antonio Ribeiro Pinho Pessoa,Salustiano Gomes De Macedo,Everardo Oliveira,Nelson Gurgel Simas De Dias,Iana Silva
Paralisia de Bell subsequente a ritidoplastia
INTRODUÇÃO: A paralisia facial periférica é uma entidade que pode deixar sequelas estéticas e funcionais importantes nos pacientes. De acordo com a literatura, a paralisia de Bell (PB) é a causa mais comum, representando de 50 a 80% dos casos. Porém deve ser considerada como diagnóstico de exclusão. Estima-se uma prevalência ligeiramente maior entre as mulheres e sua incidência é bimodal, com picos na terceira e oitava décadas de vida. A maioria dos pacientes evolui para a recuperação dentro de algumas semanas, embora seja comum uma piora do quadro nas primeiras 48 horas. O tratamento deve ser realizado no sentido de prevenir complicações e as condutas medicamentosas não estão consagradas. Como fatores de risco para a PB têm sido relatados hipertensão arterial, diabete mellitus, gravidez, puerpério e infecção pelo vírus herpes tipo I. Embora existam vários fatores de risco associados à PB, em relação à cirurgia de face-lifting existe apenas um caso relatado na literatura. RELATO DO CASO: No presente estudo, os autores descrevem o segundo caso de paralisia de Bell após a cirurgia de face-lifting.
2022-12-06T15:50:40Z
Ramos,Cristiano d. Silveira Almeida,Marcelo Wilson Rocha Souza Aguiar,Leonardo Fernandes de Cury,Marcelo Chemin