Repositório RCAAP

Correção da orelha de abano pela técnica de incisão cartilaginosa, definição da antélice com pontos de Mustardé e fixação da cartilagem conchal na mastoide

INTRODUÇÃO: A orelha de abano é o mais comum de todos os defeitos congênitos da orelha, com incidência de 5% em caucasianos. O tratamento cirúrgico deve corrigir os ângulos auriculocefálico e escafoconchal, bem como a protrusão do lóbulo, quando presente. O objetivo deste trabalho é demonstrar a experiência de nosso serviço no tratamento da orelha de abano com a combinação de diversas técnicas disponíveis. MÉTODO: Foram avaliados 47 pacientes, operados com a associação de técnicas já descritas anteriormente, sendo utilizados incisão cartilaginosa, pontos de Mustardé para definição de antélice e fixação da concha na mastoide. Os pacientes com menos de 15 anos de idade foram operados sob anestesias geral e local, e os demais foram submetidos somente a anestesia local. Todos os pacientes foram reavaliados no primeiro dia de pós-operatório. RESULTADOS: Os resultados pós-operatórios foram considerados satisfatórios pelos pacientes e pela equipe cirúrgica, sem o aparecimento do estigma de orelha operada. CONCLUSÕES: O melhor tratamento de orelhas proeminentes é obtido com a associação de diversas técnicas. A abordagem empregada nos pacientes avaliados tem apresentado resultados naturais e com baixos índices de complicação, satisfazendo a equipe cirúrgica e, principalmente, os pacientes.

Ano

2022-12-06T15:50:40Z

Creators

Goulart,Francisco de Oliveira Arruda,Danilo Santos Vidal de Karner,Bruno Menezes Gomes,Pedro Lopes Carreirão,Sérgio

Estudo retrospectivo da abordagem das fraturas nasais no Hospital de Clínicas da Unicamp

INTRODUÇÃO: As fraturas nasais são lesões de grande incidência, frequentemente consideradas de menor importância. No entanto, podem trazer prejuízos importantes do ponto de vista tanto funcional como estético. MÉTODO: Foram analisados prontuários médicos de 144 pacientes submetidos a tratamento de fratura nasal na Área de Cirurgia Plástica do Hospital de Clínicas da Unicamp, no período de fevereiro de 2002 a outubro de 2008. RESULTADOS: Observou-se predomínio de pacientes do gênero masculino (75,7%), com proporção entre gêneros masculino e feminino de 3,1:1. A faixa etária mais acometida foi aquela entre 21 anos e 30 anos de idade. A maioria das fraturas (31,8%) foi causada por agressão física. Todos os pacientes foram tratados por meio de redução fechada, sob anestesia local e tópica, após um período médio de 8 dias. Entre os pacientes analisados, 13 evoluíram com deformidade residual. CONCLUSÕES: O paciente tipicamente afetado pelas fraturas nasais é o indivíduo adulto jovem e do gênero masculino. O tratamento cirúrgico por meio de redução fechada promove resultados aceitáveis, se respeitados os princípios de avaliação correta da lesão e do momento de indicação do tratamento.

Ano

2022-12-06T15:50:40Z

Creators

Borghese,Bruna Calderoni,Davi Reis Passeri,Luis Augusto

Tratamento cirúrgico da columela retraída em narizes primários

INTRODUÇÃO: A columela retraída pode estar presente em narizes primários e em pacientes já submetidos a rinoplastias estéticas e/ou funcionais. O objetivo deste trabalho é demonstrar a utilização do músculo depressor do septo nasal (músculo depressor da ponta nasal) em sua porção labial e do músculo orbicular do lábio superior na correção da columela retraída. MÉTODO: No total, 20 pacientes com idades variando entre 20 anos e 35 anos, sendo 4 do sexo masculino e 16 do sexo feminino, foram submetidos a rinoplastia estética primária. RESULTADOS: Presença de edema moderado pós-operatório foi observada em todos os casos, com resolução dentro de 1 mês a 3 meses. As cicatrizes em "V" na base da columela apresentaram excelente aspecto estético. CONCLUSÕES: A técnica cirúrgica é de fácil execução e apresenta curva de aprendizado rápida. A correção da columela com a técnica apresentada proporcionou resultados naturais e previsíveis.

Ano

2022-12-06T15:50:40Z

Creators

Sperli,Aymar Edison Freitas,José Octávio Gonçalves de Fischler,Rinaldo

Avaliação da satisfação a longo prazo dos pacientes submetidos a rinoplastia no Serviço de Cirurgia Plástica da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre

INTRODUÇÃO:A rinoplastia, assim como diversos procedimentos estéticos, apresenta parcos estudos objetivos quanto à satisfação dos pacientes. O objetivo do presente estudo é avaliar o grau de satisfação a longo prazo dos pacientes submetidos a rinoplastia na Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, em um estudo retrospectivo, utilizando questionário validado. MÉTODO: Foram selecionados todos (n = 119) os pacientes submetidos a rinoplastia no Serviço de Cirurgia Plástica da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, nos anos de 2007, 2008 e 2009, para aplicação de um questionário validado, com o objetivo de avaliar o grau de satisfação pós-operatória. RESULTADOS: Foram contatados 60 (50,42%) pacientes no estudo. Quanto à satisfação global com o resultado estético-funcional da rinoplastia, 85,48% dos pacientes afirmaram estar satisfeitos. Estratificando esse valor, foi observado que 88,3% dos pacientes estavam muito ou completamente satisfeitos com o aspecto estético pós-operatório do nariz; quanto à função nasal pós-operatória, 83,3% reportaram estar muito ou completamente aptos a respirar pelo nariz; quanto à impressão de amigos e familiares sobre o aspecto final do nariz, 93,3% afirmaram estar muito ou completamente satisfeitos com o resultado; 93,3% afirmaram que raramente ou nunca tiveram limitação das atividades sociais ou profissionais em decorrência do aspecto nasal pós-operatório; 75% afirmaram estar muito ou completamente confiantes de que a aparência de seu nariz era a melhor possível de ser obtida; 76,7% afirmaram que definitivamente não gostariam de alterar a aparência do nariz com outra cirurgia; e 83,4% afirmaram que definitivamente não gostariam de alterar a função nasal com outra cirurgia. CONCLUSÕES: Constatou-se que a rinoplastia realizada no Serviço de Cirurgia Plástica da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre apresentou alto índice de satisfação dos pacientes.

Ano

2022-12-06T15:50:40Z

Creators

Pereira Filho,Gustavo de Azambuja Valiati,André Alves Minuzzi,Antônio Carlos Schilling Cunha,Tiago Falcão Pires,Jefferson André Garcia,Adriano C. Steffen,Níveo Ely,Pedro Bins

Avaliação do crescimento craniofacial em portadores de fissuras labiopalatinas submetidos a palatoplastia em tempo único

INTRODUÇÃO: As cirurgias primárias, queiloplastia e palatoplastia, interferem na morfologia e na fisiologia do complexo maxilofacial, provocando alterações em seu crescimento nos portadores de fissura transforame incisivo unilateral (FTIU). Este estudo tem por objetivo avaliar precocemente os efeitos das cirurgias sobre o crescimento maxilofacial, por meio da relação dos arcos dentários desses pacientes. MÉTODO: Foram avaliados 45 pacientes portadores de FTIU submetidos a cirurgias primárias de lábio e palato. Foi realizado estudo comparativo de modelos dos arcos dentários decíduos em que a relação maxilomandibular foi avaliada por 2 ortodontistas, que aplicaram o índice Atack. RESULTADOS: Dentre os pacientes analisados, 44,4% se encontravam nos escores 1 e 2, apresentando condições mais favoráveis de crescimento maxilomandibular. O escore intermediário (escore 3) correspondeu a 40% da amostra e os escores 4 e 5, a 15,6%, apresentando tendência a crescimento desfavorável. A média obtida aos 4 anos de idade foi de 2,62 + 0,98. Ao relacionar os escores 1 e 2 com outros estudos, houve diferença significativa (P = 0,023) comparativamente à série de Bongaarts, que apresentou os melhores resultados. Nos resultados para os escores 3, 4 e 5, observaram-se proporções semelhantes às de três dos estudos relacionados e melhores em relação ao primeiro a utilizar o índice Atack na avaliação de suas cirurgias primárias. CONCLUSÕES: A aplicação do índice Atack possibilitou a análise dos resultados de cirurgias primárias sobre o crescimento maxilofacial e a comparação destes com os dados obtidos por centros de referência para tratamento da FTIU.

Ano

2022-12-06T15:50:40Z

Creators

Pereira,Rui Manuel Rodrigues Melo,Edna Maria Costa de Coutinho,Sônia Bechara Vale,Dione Maria do Siqueira,Niedje Alonso,Nivaldo

Estudo comparativo entre pacientes fissurados portadores de insuficiência velofaríngea tratados com fonoterapia e faringoplastia

INTRODUÇÃO: A inadequação da fala e da voz decorrente da insuficiência velofaríngea é o principal estigma do paciente fissurado; assim, o estudo dessa condição clínica é fundamental, proporcionando melhor desenvolvimento das crianças e de suas relações sociais. O objetivo do presente estudo é avaliar alterações fonoaudiológicas, do esfíncter velofaríngeo, da laringe de pacientes fissurados palatais e labiopalatais tratados com queiloplastia, palatoplastia e fonoterapia, que desenvolveram insuficiência velofaríngea transitória, e fissurados palatais e labiopalatais, que desenvolveram insuficiência velofaríngea persistente tratados com queiloplastia, palatoplastia, fonoterapia, faringoplastia e fonoterapia complementar. MÉTODO: No período de junho de 1997 a maio de 2002, foram avaliados 132 fissurados palatais e labiopalatais que desenvolveram insuficiência velofaríngea transitória e insuficiência velofaríngea persistente, com idade entre 4 anos e 11 meses e 19 anos e 3 meses. Observando-se os critérios de inclusão e exclusão, 44 pacientes, sendo 18 do gênero feminino e 26 do gênero masculino, foram divididos em 2 grupos: grupo I, 20 pacientes submetidos a queiloplastia, palatoplastia e fonoterapia; e grupo II, 24 pacientes submetidos a queiloplastia, palatoplastia, fonoterapia, faringoplastia e fonoterapia complementar. O tratamento fonoaudiológico consistiu de terapia articulatória de fluxo aéreo bucal, terapia miofuncional, técnica de aquisição fonêmica rápida e terapia de voz. O tratamento cirúrgico consistiu de confecção de retalho da parede posterior da faringe, de pedículo superior. RESULTADOS: As alterações fonoaudiológicas, do esfíncter velofaríngeo e da laringe foram mais frequentes nos pacientes do grupo I, quando comparados aos do grupo II. CONCLUSÕES: Pacientes fissurados que evoluíram para insuficiência velofaríngea persistente devem ser tratados com faringoplastia e fonoterapia complementar para correção das alterações fonoaudiológicas, do esfíncter velofaríngeo e da laringe.

Ano

2022-12-06T15:50:40Z

Creators

Araujo Netto,Belmino Corrêa de Cervantes,Onivaldo

Qualidade de vida de crianças com fissura labiopalatina: análise crítica dos instrumentos de mensuração

INTRODUÇÃO: A equipe multidisciplinar que trata crianças portadoras de fissura labiopalatina busca promover qualidade de vida (QV) a essa população. O objetivo do presente trabalho foi identificar, na literatura, instrumentos que possibilitem a avaliação global da QV dessa população, envolvendo aspectos estéticos, funcionais e resposta do indivíduo ao tratamento. MÉTODO: Foi realizada revisão da literatura disponível no PubMed, no período de 2001 a 2011, em busca de instrumentos específicos para avaliação de QV em crianças portadoras de fissura labiopalatina, com as seguintes palavras-chave (em língua inglesa): quality of life & oral cleft, quality of life & craniofacial deformities, quality of life & oral cleft speech, voice related quality of life. RESULTADOS: Foram identificados 457 artigos relacionados ao tema. Foram avaliados os seguintes instrumentos específicos para a faixa etária pediátrica utilizados na mensuração da QV de pacientes com fissura labiopalatina: Quality of Life Instrument - Craniofacial Surgery (YQOL-CS), Youth Quality of Life Instrument-Facial Differences (YQOL-FD), Child Oral Health Quality of Life Questionnaire (COHQOL), Child Oral Health Impact Profile (COHIP), Pediatric Voice Outcome Surgery (PVOS) e Pediatric Voice-Related Quality of Life Survey (PVRQOL). CONCLUSÕES: Não se identificou, na literatura, um instrumento que avaliasse integralmente as crianças com fissura labiopalatina, no que se refere aos aspectos estéticos, às consequências conceituais e perceptuais, bem como a todos os aspectos funcionais (aparelhos mastigatório e respiratório e ressonância vocal) que envolvem essa importante anomalia craniofacial congênita.

Ano

2022-12-06T15:50:40Z

Creators

Raposo-do-Amaral,Cassio Eduardo Kuczynski,Evelyn Alonso,Nivaldo

Fratura de mandíbula: estudo epidemiológico de 70 casos

INTRODUÇÃO: As fraturas de mandíbula são frequentemente causadas por traumatismo direto, mas, eventualmente, podem surgir fraturas patológicas, em função de lesões tumorais. A abordagem cirúrgica é determinada pelo tipo e pela localização da fratura na mandíbula. O objetivo deste estudo foi avaliar o perfil epidemiológico de 70 pacientes que sofreram fratura de mandíbula e foram operados no Instituto Dr. José Frota (Fortaleza, CE) no período de janeiro de 2005 a dezembro de 2009. MÉTODO: Foram analisados prontuários de 70 pacientes submetidos a cirurgia para correção de fratura de mandíbula, avaliando-se sexo, idade, cor, procedência, sítio anatômico da fratura, etiologia, fraturas associadas, tratamento, tempo de internação e complicações. RESULTADOS:Houve predomínio do sexo masculino (90%), com média de idade de 28,25 + 11,04 anos. A maioria dos pacientes (80%) era de cor branca e procedente do interior (68%). Os locais da mandíbula mais acometidos foram a região da parassínfise, o corpo e o ângulo, tendo como principal causa os acidentes de trânsito (70%), sendo os acidentes motociclísticos (55,7%) mais prevalentes. As principais fraturas de face associadas foram de maxila do tipo Le Fort e zigomático-orbitário. O tratamento cirúrgico foi feito com fixação interna rígida na maioria dos pacientes (75%). A única complicação foi infecção, observada em um paciente. CONCLUSÕES: A redução e a fixação das fraturas mandibulares devem ocorrer tão precisa e rapidamente quanto possível, visto que a maloclusão é uma complicação grave a longo prazo. Neste estudo, essa complicação não foi observada, havendo apenas um caso de infecção. Coincidindo com os achados de outros estudos, houve prevalência de adultos jovens do sexo masculino e de acidentes de trânsito como etiologia. As fraturas foram localizadas preferencialmente na região da parassínfise e corrigidas por meio de fixação interna rígida em 75% dos casos.

Ano

2022-12-06T15:50:40Z

Creators

Silva,Joaquim José de Lima Lima,Antonia Artemisa Aurélio Soares Dantas,Thalita Brito Frota,Mariana Hadassa Alencar da Parente,Ramon Veras Lucena,Ana Luiza Sá Pinto da Nóbrega

Uso do retalho miogorduroso segmentar do músculo latíssimo do dorso em decúbito único para reconstrução da mama pós-quadrantectomia externa

INTRODUÇÃO: Cada vez mais são realizadas reconstruções imediatas da mama pós-tratamento do câncer. Para as mastectomias radicais, há várias técnicas consagradas. Na quadrantectomia, as opções de reparação do defeito vão do fechamento primário à utilização de técnicas de cirurgia oncoplástica. Para os tumores dos quadrantes externos, a opção de rotação de todo o músculo latíssimo do dorso é desnecessária, uma vez que usualmente excede ao necessário à reparação do volume perdido. Neste trabalho é proposta uma nova opção para a reconstrução pós-quadrantectomia em quadrantes externos. MÉTODO: A técnica cirúrgica consiste na dissecção do segmento lateral do músculo latíssimo do dorso pelo prolongamento da incisão para a retirada da lesão, no mesmo decúbito dorsal, seguida de sua rotação e modelagem para reparar o defeito decorrente da extirpação do câncer. No total, 21 mulheres com idade entre 33 anos e 69 anos foram submetidas a quadrantectomias de quadrantes externos, seguidas da reconstrução com a técnica descrita neste trabalho. Para a avaliação do método, cada resultado teve atribuído um escore a volume, forma, simetria e alterações do complexo areolopapilar, da cicatriz e da superfície do quadrante operado. RESULTADOS: Os resultados obtidos na avaliação do volume e da forma foram superiores em relação aos da simetria. A nota média foi 7,048, equivalente ao conceito B. CONCLUSÕES: A nova técnica propiciou diminuição do tempo cirúrgico. A aquisição do conceito B demonstra a viabilidade do método.

Ano

2022-12-06T15:50:40Z

Creators

Araújo,João Batista Fortaleza de Pinheiro,Luiz Gonzaga Porto Sousa,Sérgio Saboya Pinheiro de Rocha,João Ivo Xavier Gaspar,Patrícia Lopes Fortaleza,Leila Yasmim Maria Cidrão

Reconstrução de mama usando o músculo grande dorsal: descrição de uma nova técnica com cicatriz reduzida

INTRODUÇÃO: O retalho de músculo grande dorsal (MGD) é uma das opções cirúrgicas mais usadas nas reconstruções mamárias. A cicatriz da área doadora no dorso, embora por vezes situada sob a alça do sutiã, frequentemente é extensa e pode ser de qualidade ruim (alargada ou hipertrófica). O objetivo deste trabalho é descrever a dissecção e rotação do MGD através de duas incisões reduzidas. MÉTODO: No total, 12 pacientes do sexo feminino foram submetidas a reconstrução mamária unilateral com retalho de MGD isolado (sem pele). Dessas pacientes, 10 eram portadoras de síndrome de Poland e tiveram suas mamas reconstruídas com expansor tecidual num primeiro tempo, com posterior rotação do retalho de MGD para cobrir a prótese de silicone definitiva; e outras 2 pacientes tinham evoluído com diminuição do volume, irregularidades e retrações da mama após adenomastectomia, e tiveram sua prótese coberta pelo MGD. O procedimento cirúrgico consistiu de incisão longitudinal de 5 cm sobre a borda lateral do MGD e no sulco inframamário. Realizou-se dissecção, secção e rotação do músculo somente com a retração da pele. RESULTADOS: Em seguimento ambulatorial, a extensão da cicatriz apresentou média de 6,2 cm. O tempo cirúrgico médio para rotação do retalho e síntese da área doadora foi de 80 minutos. Não foram observadas complicações pós-operatórias nesta série. CONCLUSÕES: A incisão reduzida para dissecção do MGD nas reconstruções mamárias mostrou-se bastante factível e segura, com vantagem estética e sem aumento dos custos e do tempo cirúrgico.

Ano

2022-12-06T15:50:40Z

Creators

Scomação,Isis Freitas,Renato da Silva Tolazzi,André Ricardo Angeli,Rodrigo Maranha,Luana

Mastopexia com uso de implantes associados a retalho de músculo peitoral maior: técnica utilizada na Disciplina de Cirurgia Plástica da Unicamp

INTRODUÇÃO: A correção da ptose mamária associada à flacidez de pele e baixa projeção é ainda tema de discussões e controvérsias na literatura. O objetivo deste estudo é descrever a experiência da Disciplina de Cirurgia Plástica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) com a técnica de mastopexia com implante mamário associado a retalho de sustentação do músculo peitoral maior. MÉTODO: Foi realizado estudo retrospectivo de 20 pacientes com ptose mamária graus II ou III, operadas no período de junho de 2008 a setembro de 2010. RESULTADOS: Após seguimento pós-operatório entre 9 meses e 12 meses, não foram observados casos de deformidades mamárias ou torácicas e nenhuma paciente evoluiu com recidiva da ptose. Foram observados, em todas as pacientes, manutenção de boa projeção da mama e adequado preenchimento do polo superior mamário, gerando resultados duradouros e satisfatórios. CONCLUSÕES: A técnica de mastopexia com uso de implantes associados a retalho de músculo peitoral maior é de fácil realização, com curva de aprendizado relativamente curta, boa reprodutibilidade, e resultados duradouros e satisfatórios.

Ano

2022-12-06T15:50:40Z

Creators

Soares,Andrea Boldrin Franco,Fernando Fabrício Rosim,Endrigo Torezan Renó,Brenda Artuzi Hachmann,Jussara Olivo Pinheiro Alves Guidi,Marcelo de Campos Bueno,Marco Antonio de Camargo Kharmandayan,Paulo

Avaliação das técnicas de mamoplastia quanto a sua influência tardia na distância do complexo areolopapilar ao sulco inframamário

INTRODUÇÃO: A cirurgia plástica mamária tem como foco adequação do volume, suspensão e forma da mama. Diversas técnicas são utilizadas para redução e mastopexia, com grande atenção ao pedículo responsável pelo suprimento vascular do complexo areolopapilar (CAP). O objetivo deste trabalho é avaliar a técnica e a escolha do pedículo na manutenção da forma do polo inferior da mama no seguimento pós-operatório de 6 meses. MÉTODO: Foi realizada análise prospectiva de 20 pacientes do sexo feminino, totalizando 40 mamas, com índice de massa corporal (IMC) entre 22 e 25 e idade variando de 21 anos a 54 anos, submetidas a mamoplastia (redutora e mastopexia) no Serviço de Cirurgia Plástica e Queimaduras do Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo. Foram empregadas técnicas baseadas em pedículos superior e medial e pedículo tipo I de Liacyr Ribeiro. A distância entre a cicatriz vertical do CAP e o sulco inframamário foi mensurada no pós-operatório imediato e depois de 6 meses, a fim de comparar o efeito de cada pedículo na manutenção da distância vertical. A análise estatística foi feita pelo teste t de Student, considerando significativos valores de P < 0,005. RESULTADOS: Os pedículos utilizados foram superior (n = 16), medial (n = 20) e tipo I de Liacyr Ribeiro (n = 4). A distância da cicatriz vertical (CAP-sulco inframamário), no pós-operatório imediato, variou de 5 cm a 6 cm, com média de 5,6 cm. As medidas pós-operatórias tardias variaram entre 5,5 cm e 8 cm, com média de 6,6 cm. No que se refere às variações na medida da distância CAP-sulco inframamário quando relacionadas às técnicas de pedículo tipo I de Liacyr Ribeiro (P = 0,2048), de pedículo superior (P = 0,0012) e de pedículo medial (P = 0,0057), apenas o pedículo superior apresentou significância quanto ao alargamento dessa distância. CONCLUSÕES:A medida da distância vertical entre a porção mais caudal do CAP e a cicatriz horizontal posicionada no sulco inframamário (CAP-sulco inframamário) pode ser obtida de forma simples, a fim de entender a influência de cada pedículo no resultado tardio das mamoplastias.

Ano

2022-12-06T15:50:40Z

Creators

Souza,Alexandre Andrade Faiwichow,Leão Ferreira,Álvaro de Azevedo Simão,Tiago Sarmento Pitol,Débora Nassif Máximo,Felipe Rodrigues

Incisão transareolopapilar para mamoplastia de aumento: experiência dos últimos 10 anos do Instituto Ivo Pitanguy

INTRODUÇÃO: Várias vias de acesso foram criadas para a inclusão de implantes na cirurgia de aumento das mamas. Em 1966, Pitanguy descreveu a via de acesso transareolopapilar. O objetivo do presente estudo é avaliar as mamoplastias de aumento realizadas no Instituto Ivo Pitanguy (Rio de Janeiro, RJ, Brasil), nas quais se utilizou a incisão transareolopapilar, nos últimos 10 anos. MÉTODO: Realizado estudo retrospectivo, analisando-se os seguintes parâmetros: tamanho dos implantes, indicação da incisão transareolopapilar e complicações pós-operatórias, como alterações cicatriciais. RESULTADOS: Foram incluídas no estudo 53 pacientes, com média de idade de 33,54 anos e tempo médio de seguimento de 11,6 meses. A maioria (60,4%) dos implantes possuía menos de 200 ml. Doze pacientes foram submetidas a reintervenções pelas seguintes razões: nódulo mamário (1 caso), infecção (1 caso), contratura capsular (1 caso), e insatisfação com a forma das mamas (4 casos), com o volume (4 casos) e com a cicatriz unilateral (1 caso). Dezesseis (30,2%) pacientes desenvolveram alguma complicação menor no pós-operatório e 13 (24,5%) apresentaram alguma alteração cicatricial no pós-operatório: hipocromia (18,9%), hipertrofia unilateral (1,9%), retração cicatricial unilateral (1,9%), e aréola bífida (1,9%). Vinte (37,7%) pacientes realizaram seguimento pós-operatório superior a um ano e relataram satisfação com a cicatriz. CONCLUSÕES: A incisão transareolopapilar permite a inclusão de implantes de tamanho pequeno a moderado, com baixo índice de complicações pós-operatórias e cicatriciais, desde que seguida a correta técnica cirúrgica.

Ano

2022-12-06T15:50:40Z

Creators

Verbicário,João Paulo Mendes Ferreira,André Ventura Holanda,Thiago Ayres Amorim,Natale Ferreira Gontijo de Pitanguy,Ivo

Dermolipectomia abdominal pós-gastroplastia: avaliação de 100 casos operados pela técnica do "peixinho"

INTRODUÇÃO: A obesidade classe III é uma doença endêmica em todo o mundo. Trata-se de problema de saúde pública em decorrência de sua incidência progressiva. A cirurgia bariátrica oferece alternativa de redução ponderal, visando ao melhor controle das doenças que têm a obesidade como fator de risco e à melhoria da qualidade de vida. O tratamento cirúrgico das deformidades secundárias a grandes emagrecimentos é um novo desafio ao cirurgião plástico. O objetivo deste trabalho é apresentar uma nova técnica para abdominoplastia do paciente ex-obeso, portador de cicatriz abdominal mediana decorrente de gastroplastia. MÉTODO: Foram analisados 28 homens e 72 mulheres, submetidos a dermolipectomia abdominal pós-gastroplastia, segundo a técnica do "peixinho", apresentada neste trabalho. RESULTADOS: A técnica apresentada demonstrou-se satisfatória, resultando em novo contorno corporal, com baixo índice de complicações. CONCLUSÕES: A abdominoplastia com marcação em peixe é mais uma opção no arsenal do cirurgião plástico para tratamento do excedente cutâneo do abdome de pacientes submetidos a cirurgia bariátrica.

Ano

2022-12-06T15:50:40Z

Creators

Lage,Renato Rocha Amado,Bruno Navarro Sizenando,Rodrigo Pimenta Heitor,Bruno Spini Ferreira,Bruno Meilman

Reconstruções pelveperineais com uso de retalhos cutâneos baseados em vasos perfurantes: experiência clínica com 22 casos

INTRODUÇÃO: As lesões pelveperineais representam grande parcela das interconsultas para o cirurgião plástico em hospitais gerais. O objetivo do presente trabalho é apresentar a experiência obtida no tratamento de pacientes com lesões perineais, sacrais e de quadril com o uso de retalhos com vasos perfurantes. MÉTODO: Foram estudados, retrospectivamente, os pacientes submetidos a avaliação pela equipe da Divisão de Cirurgia Plástica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, nos meses de fevereiro a maio de 2009, que apresentavam feridas em região pelveperineal e no quadril. No total, 22 pacientes foram submetidos a reconstrução com retalhos cutâneos e fasciocutâneos baseados em vasos perfurantes, de acordo com os critérios de inclusão. O período de seguimento médio foi de 6 meses. RESULTADOS: A lesão pelveperineal foi úlcera por pressão em 20 (91%) casos, infecção profunda em 1 (4,5%), e hidradenite perineal em 1 (4,5%). A opção dos retalhos foi previamente estabelecida, dependendo do local da ferida: úlceras sacrais, retalho baseado nas perfurantes da artéria glútea superior em 15 (68,2%) casos; úlceras isquiáticas, retalho baseado nos vasos perfurantes da artéria glútea inferior em 3 (13,6%) casos; e úlceras trocantéricas, retalho tensor da fascia lata perfurante em 2 (9,1%) casos. Retalho fasciocutâneo inervado gluteofemoral foi a opção para a reconstrução pós-síndrome de Fournier em um paciente e após ressecção de hidradenite perineal em outro. Houve necessidade de nova sutura para fechamento primário tardio em deiscência < 10% do perímetro da lesão em 3 (13,6%) casos, durante os primeiros 15 dias de pós-operatório. Não houve casos de necrose &gt; 3% da superfície do retalho. Os resultados foram mantidos no período de seguimento avaliado. CONCLUSÕES: Os resultados obtidos no presente estudo foram satisfatórios e ficou demonstrada a utilidade de retalhos cirúrgicos sem incorporação de músculo para reconstruções pelveperineais. Essa alternativa para tratamento é menos mórbida para as áreas doadoras e preserva o tecido muscular para possível intervenção futura.

Ano

2022-12-06T15:50:40Z

Creators

Barreiro,Guilherme Cardinali Millan,Lincoln Saito Nakamoto,Hugo Montag,Eduardo Tuma Jr,Paulo Ferreira,Marcus Castro

Abordagem psicológica em cirurgia plástica pós-bariátrica

Atualmente, a cirurgia plástica vem se firmando cada vez mais como parte integrante do tratamento cirúrgico da obesidade mórbida, na medida em que visa a devolver as melhores condições de contorno corporal ao enorme contingente de pacientes submetidos a grandes perdas ponderais. Os aspectos peculiares que acompanham essa nova trajetória do paciente obeso exigem abordagem interdisciplinar, com cuidadoso acompanhamento psicológico, antes e depois da cirurgia bariátrica, que deverá prepará-lo continuamente para as grandes transformações impostas a sua imagem corporal. Com a popularização das gastroplastias e a crescente demanda por procedimentos de contorno corporal após grandes emagrecimentos, é cada vez mais comum a presença desses pacientes nos consultórios de cirurgiões que não estão ligados aos serviços multidisciplinares, e que, portanto, precisam conhecer, avaliar e lidar também com os aspectos psicológicos envolvendo candidatos a cirurgia plástica pós-bariátrica. Este trabalho estabelece uma revisão da literatura acerca do complexo ambiente psicológico na obesidade, voltada para o cirurgião plástico, com ênfase na identificação e no controle das condições psíquicas desfavoráveis, possibilitando o melhor planejamento operatório em pacientes com perda significativa de peso após cirurgia bariátrica.

Ano

2022-12-06T15:50:40Z

Creators

Pinho,Priscilla Rocha Chillof,Cristiane Lara Mendes Mendes,Flavio Henrique Leite,Celso Vieira de Souza Viterbo,Fausto

Modelo de treinamento em palatoplastia

A fissura labiopalatina é o defeito facial mais facilmente encontrado e implica diversos problemas estéticos e funcionais. O uso de modelos de treinamento é uma opção recomendável no treinamento de jovens cirurgiões, principalmente em cirurgias da cavidade oral, em que o acesso cirúrgico e o manejo dos instrumentos são dificultados. O objetivo deste artigo é descrever um modelo reprodutível de treinamento em fechamento de fendas palatinas, desenvolvendo segurança e habilidade técnica nos jovens cirurgiões para realização da palatoplastia. O modelo de treinamento é constituído de cinco etapas, incluindo aulas teóricas, vivência do ato operatório e confecção do modelo de treinamento. O modelo de treinamento proposto neste artigo permite que o cirurgião se familiarize com o trabalho em cavidade pequena e profunda, aprenda a utilizar lentes de aumento e/ou microscópio, e treine incisões, dissecção e sutura em profundidade, podendo ser confeccionado manualmente e com baixo custo. O simulador proposto permite treinamento realístico em palatoplastia, podendo ser usado para o ensino da técnica cirúrgica, sendo facilmente reprodutível.

Ano

2022-12-06T15:50:40Z

Creators

Gomes,Allysson Antonio Ribeiro Soares,Flavius Vinícius Cabral Pessoa,Salustiano Gomes de Pinho

Substitutos cutâneos: conceitos atuais e proposta de classificação

Feridas complexas podem resultar na perda completa do revestimento cutâneo. A solução consagrada pela cirurgia plástica é a enxertia de pele autógena, porém há casos em que ocorre escassez de área doadora cutânea, um problema ainda não totalmente solucionado. Assim, atualmente há muito interesse por materiais sintéticos ou biológicos que possam ser utilizados como substitutos cutâneos. O objetivo deste estudo foi introduzir uma forma mais didática de agrupar diferentes tipos de substitutos cutâneos. Acreditamos que esses produtos podem ser classificados de forma mais abrangente se forem divididos segundo três critérios: camada substituída da pele, subdivididos em epidérmicos (E), dérmicos (D) e compostos dermoepidérmicos (C); duração no leito da ferida, subdivididos em temporários (T) e permanentes (P); e origem do material constituinte, subdivididos em biológicos (b), biossintéticos (bs) e sintéticos (s).

Ano

2022-12-06T15:50:40Z

Creators

Ferreira,Marcus Castro Paggiaro,Andre Oliveira Isaac,Cesar Teixeira Neto,Nuberto Santos,Gustavo Bastos dos

Complicação pós-implante mamário na síndrome de Poland

A síndrome de Poland é descrita como ausência do músculo peitoral maior, associada a deformidade das mãos, como sindactilias variáveis, ausência de falanges médias, fusão dos ossos do carpo ou encurtamento do antebraço. Pode haver variação na extensão do comprometimento torácico, desde o sunken chest, termo utilizado para as depressões torácicas associadas a displasia esquelética em geral, até a ausência das porções anteriores das costelas ou cartilagens costais. Em geral, o complexo areolopapilar é posicionado mais superiormente nos homens e nas mulheres a mama é hipoplásica. É relatado o caso de paciente portadora de síndrome de Poland, com 32 anos de idade, que procurou nosso ambulatório de residentes com o desejo de melhorar a aparência do tórax e da mama. Foi realizada intervenção cirúrgica sete anos antes, com implante de prótese mamária de silicone, no intuito de amenizar a deformidade torácica característica. Após avaliação, optou-se pela troca da prótese. No intraoperatório, observou-se área de reabsorção osteocartilaginosa com cerca de 4 cm de diâmetro, em região de articulação costocondral. Após a cirurgia, a paciente evoluiu conforme o esperado. Foi realizada investigação ampla da deformidade encontrada e a paciente avaliada foi encaminhada ao cirurgião torácico. A reabsorção óssea regional anterior no hemitórax esquerdo pode ser um achado cirúrgico e representar diminuição da proteção cardíaca, tornando necessária maior atenção para os casos de substituição de prótese mamária, com realização de exame de imagem específico, como tomografia computadorizada, com o objetivo de minimizar o risco cirúrgico.

Ano

2022-12-06T15:50:40Z

Creators

Pinto,Ewaldo Bolívar de Souza Saldanha,Osvaldo Ribeiro Rocha,Rogério Porto da Carvalho,Alexandre Sanfurgo de Belboni,Pablo Frizzera

Retalho fasciocutâneo de região interna de coxa para reconstrução escrotal na síndrome de Fournier

A síndrome de Fournier é uma doença grave e que deve ser agressivamente tratada com desbridamentos e antibioticoterapia de amplo espectro. Geralmente causa perda de grande área de tecido, podendo espalhar-se para outras áreas além do períneo, como abdome, membros inferiores, dorso, tórax e retroperitônio. A perda da bolsa escrotal é uma situação frequente nessa doença. São relatados dois casos de reconstrução de bolsa escrotal com retalho fasciocutâneo de região interna de coxas, com excelente recuperação, bom resultado estético e poucas complicações.