Repositório RCAAP

Videocirurgia no manejo da doença de Crohn intestinal

A doença de Crohn é uma moléstia com um amplo espectro de manifestações. Seu tratamento é complexo e freqüentemente os pacientes portadores desta afecção necessitam de intervenções cirúrgicas. Com o surgimento da laparoscopia e sua popularização no tratamento das afecções intestinais, demonstrando resultados superiores ao acesso convencional e quebrando paradigmas como sua utilização no tratamento do câncer colorretal, passou-se a cogitar se esse acesso seria indicado também nas doenças inflamatórias intestinais. Ainda hoje, a utilização desta via de acesso na doença de Crohn é tema controverso. Devido à natureza inflamatória desta patologia, o grau de dificuldade cirúrgico está aumentado e muitas dúvidas persistem: há benefício para o paciente? A taxa de conversão não está exageradamente aumentada? É possível indicar esse acesso em casos complicados? Qual o grupo de pacientes que se beneficia da técnica? Nesta revisão apresentamos os dados mais recentes e as evidências científicas que sustentam a indicação da via de acesso laparoscópica no tratamento cirúrgico da doença de Crohn.

Ano

2010

Creators

Araújo,Sergio Eduardo Alonso Dias,Andre Roncon Seid,Victor Edmond Campos,Fábio Guilherme Nahas,Sergio Carlos

Avaliação dos níveis de peroxidação lipídica em células da mucosa cólica após aplicação de enemas com peróxido de hidrogênio: estudo experimental em ratos

A aplicação de clisteres contendo peróxido de hidrogênio (H2O2) determina o aparecimento de quadros graves de colite, algumas vezes de evolução fatal. É possível que a colite induzida por H2O2 possa ocorrer pela quebra da barreira funcional do epitélio cólico por estresse oxidativo. Objetivo: Avaliar os níveis de peroxidação lipídica em células da mucosa cólica após instilação de H2O2 no reto excluso de trânsito fecal. Método: Vinte seis ratos Wistar machos foram submetidos a colostomia proximal terminal no cólon descendente e fístula mucosa distal. Os animais foram randomizados em dois grupos segundo o sacrifício ter sido realizado duas ou quatro semanas após a derivação intestinal. Cada grupo experimental foi dividido e dois subgrupos segundo aplicação de clisteres, em dias alternados, contendo solução fisiológica a 0,9% ou H2O2 a 3%. O diagnóstico de colite foi estabelecido por estudo histopatológico e os níveis de dano oxidativo tecidual pela dosagem de malondialdeído por espectrofotometria. Os resultados foram analisados com os testes de Mann-Whitney e Kruskal-Wallis, estabelecendo-se nível de significância de 5% (p<0,05). Resultados: Os níveis de malondialdeído nos irrigados com SF nos cólons com e sem trânsito fecal após duas e quatro semanas de irrigação foram de: 0,05 ± 0,006; 0,06 ± 0,006 e 0,05 ± 0,03, 0,08 ± 0,02, respectivamente. Os níveis de malondialdeído nos irrigados com H2O2, nos cólons com e sem trânsito, após duas e quatro semanas de irrigação foram de 0,070 ± 0,006; 0,077 ± 0,01 e 0,052 ± 0,01, 0,08 ± 0,04, respectivamente. Após duas semanas os níveis de malondialdeído foram maiores nos animais irrigados com H2O2 em relação ao grupo controle (p= 0,007 e p= 0,01, respectivamente). Após quatro semanas não houve diferenças significantes Não ocorreu variação nos níveis de malondialdeído com o decorrer tempo de irrigação. Conclusão: Clisteres com H2O2, podem determinar o aparecimento de colite por ocasionarem estresse oxidativo nas células epiteliais da mucosa intestinal.

Ano

2010

Creators

Marques,Letícia Helena Sousa Silva,Camila Morais Gonçalves da Lameiro,Thais Miguel do Monte Almeida,Marcos Gonçalves de Cunha,Fernando Lorenzetti da Pereira,José Aires Martinez,Carlos Augusto Real

Polimorfismos das isoformas M1, T1 e P1 da glutationa S-transferase e associação com os aspectos clínico-patológicas no carcinoma colorretal

As variáveis clínico-patológicas são importantes fatores que possam estar associados à progressão da neoplasia e, conseqüentemente, ao prognóstico da doença. As glutationas S-Transferases GSTM1, GSTT1 e GSTP1 são enzimas da segunda fase de biotransformação que atuam na destoxificação de uma ampla variedade de agentes exógenos incluindo os carcinógenos. Os genes GSTM1, GSTT1 e GSTP1 são polimórficos em humanos e suas variantes têm sido associadas, em algumas populações, ao aumento dos riscos de neoplasia, entre elas o carcinoma colorretal. Neste estudo retrospectivo 50 biópsias de pacientes com carcinoma colorretal do Rio Grande do Sul foram analisadas os polimorfismos nos genes GSTM1, GSTT1 e GSTP1 por PCR multiplex e RFLP, quanto às variáveis clínico-patológicas: localização, estadiamento e diferenciação. Não foram encontrados valores p significativo nas variáveis: estadiamento (p=0,28, p=0,93 e p=0,67), diferenciação (p=0,70 e p=0,37) e localização (p= 0,23. p= 0,58 e p= 0,60 ) respectivamente e o presença do polimorfismos dos genes GSTM1, GSTT1 e GSTP1 nas variáveis estadiamento e localização. A única variável clínico-patológica que apresentou valor significativo na diferenciação do CCR foi o polimorfismo do gene GSTP1 Ile/val e val/val (p= 0,046) entretanto, mais pesquisas são necessárias para confirmar estes achados ,visto que, esses resultados podem ter sido influenciados pelo número reduzido de biópsias analisadas.

Ano

2010

Creators

Ansolin,Poliana L Damin,Daniel C Alexandre,Cláudio O. P

Qualidade de vida e perfil nutricional de pacientes com câncer colorretal colostomizados

INTRODUÇÃO: O câncer colorretal, uma das neoplasias malignas mais frequentes no ocidente, é considerado a quarta causa mais comum de câncer no mundo. OBJETIVO: O estudo teve como objetivo relacionar a qualidade de vida e o perfil nutricional em pacientes com câncer colorretal colostomizados. METODOLOGIA: Os pacientes com idade entre 31 e 70 anos, atendidos no Ambulatório Central da Universidade de Caxias do Sul-RS, foram avaliados através do Índice de Massa Corporal (IMC), Percentual de Perda de Peso (%PP) e Prega Cutânea Tricipital (PCT), e responderam a questões sobre fatores biológicos, familiares, sócioeconômicos, de saúde e atividade física, e para avaliação da qualidade de vida, foi utilizada a escala WHOQOL-bref. RESULTADOS: Observou-se que a média de idade foi de 57,9 anos, 55% dos pacientes eram do sexo feminino e quanto ao IMC 65% eram eutróficos. Quanto às relações sociais, foi o domínio que apresentou pior qualidade de vida, com 63,8%. Tratando-se da correlação IMC x domínio físico, também foi observado pior qualidade de vida (p=0,014). CONCLUSÃO: Os resultados sugerem a necessidade de realizar educação nutricional, com o intuito de orientar os pacientes na melhora da qualidade de vida, relativo aos hábitos alimentares e as relações sociais.

Ano

2010

Creators

Attolini,Raquel Cozer Gallon,Carin Weirich

Perfil epidemiológico e morbimortalidade dos pacientes submetidos à reconstrução de trânsito intestinal: experiência de um centro secundário do nordeste Brasileiro

Racional- A reconstrução do trânsito intestinal não está isenta de riscos cirúrgicos e apresenta taxas consideráveis de complicações pós-operatórias, sendo que a infecção continua a ser um dos maiores desafios existentes neste procedimento. Métodos- Foram analisados retrospectivamente 86 prontuários de pacientes com colostomia ou ileostomia, através de fatores que tivessem impacto sobre a morbimortalidade após a reconstrução de trânsito intestinal, de janeiro de 2003 a abril de 2009. Resultados- Houve 20 mulheres e 60 homens, com idade média de 43 anos. A colostomia em alça (n: 34) e o trauma abdominal indicando colostomia ou ileostomia foram as condições mais frequentes. O intervalo médio entre a confecção do estoma e a reconstrução de trânsito intestinal foi 15,7 meses. O índice de morbidade foi 56,8%, sendo a infecção incisional a complicação mais comum (27.47%). A permanência hospitalar média foi 7,6 dias. Houve regressão linear positiva entre permanência hospitalar pós-operatória e a idade do paciente. Demonstrou-se associação estatisticamente significativa entre o prolongamento da permanência hospitalar e a ocorrência de complicações (p<0,001). Conclusão- Pode-se inferir que ocorrência de complicações pós-operatórias e idade associam-se a prolongamento da permanência hospitalar.

Ano

2010

Creators

Silva,Jeany Borges e Costa,Djalma Ribeiro Menezes,Francisco Julimar Correia de Tavares,José Marconi Marques,Adryano Gonçalves Escalante,Rodrigo Dornfeld

Análise das complicações tardias em operações anorretais: experiência de um serviço de referência em coloproctologia

INTRODUÇÃO: as operações anorretais correspondem a 80% do movimento do coloproctologista. O índice de complicações tardias após estas operações é indefinido, e varia de acordo com o tipo de operação e serviço onde estas são realizadas. OBJETIVO: estabelecer a taxa de complicações tardias decorrentes das operações anorretais e fatores de risco que pudessem estar associados a estas complicações. MÉTODO: estudo retrospectivo (série de casos) dos pacientes submetidos a operações anorretais entre janeiro de 2007 e julho de 2009. Variáveis estudadas: sexo, idade, operação, sistema de saúde, técnica de anestesia, complicações tardias, além da taxa de reoperações realizadas. RESULTADOS: foram avaliados 430 pacientes (234 mulheres - 54,4%), submetidos a 453 operações anorretais. A hemorroidectomia foi o mais freqüente procedimento realizado: 50,3% das operações. Encontrou-se 102 complicações tardias pós-operatórias, representando 22,52% dos casos. A fissura anal residual foi a complicação mais freqüente (54%/ n=55). Somente 38 pacientes necessitaram de reintervenção cirúrgica (8,83%). Não houve diferença significativa em relação ao sexo, idade, sistema de saúde e ao tipo de operação realizada com as complicações encontradas. CONCLUSÕES: a taxa de complicações tardias foi de 22,52%, com reintervenções cirúrgicas em 8,83% dos pacientes. Não houve fator de risco para complicações identificado nesta série de casos.

Ano

2010

Creators

Steckert,Juliana Stradiotto Sartor,Maria Cristina Miranda,Eron Fábio Rocha,Juliana Gonçalves Martins,Juliana Ferreira Wollmann,Maria Cecília Ferraz de Arruda Sarti Freitas,Cristiano Denoni Steckert Filho,Alvaro Kotze,Paulo Gustavo

Complicações da sedação e realização da colonoscopia

A realização da colonoscopia pode acarretar complicações decorrentes do preparo, sedação e dos procedimentos diagnósticos e/ou terapêuticos. Esses eventos, relativamente comuns, possuem taxa de morbidade em torno de 1% e, em geral, são transitórios e subnotificados. Objetivo: Avaliar a incidência de complicações da sedação e realização da colonoscopia, durante e imediatamente após a mesma; relacioná-las às variáveis: gênero, idade, co-morbidades, dose das drogas para sedação/analgesia, hipertensão, hipotensão, hipóxia, taquicardia, bradicardia. Método: Estudo observacional, prospectivo e descritivo, acompanhando-se a colonoscopia de 90 pacientes em clínica privada. Utilizou-se midazolan e meperidina para a sedação. Foi aferida pressão arterial, saturação de oxigênio e freqüência cardíaca durante e imediatamente antes e após o exame. Resultados: Dos pacientes examinados, 53,3% (n=48) eram homens. A média de idade foi 48,4 anos. Para sedação utilizaram-se 2,95mg de midazolan e 29,5mg de meperidina em média. Dos inicialmente hipertensos, 11 (40,7%) permaneceram hipertensos ao final do exame. Observou-se saturação de oxigênio menor que 90% em 16 (17,8%) pacientes; bradicardia em 19 (21,1%) e taquicardia em 13 (14,4%). Náuseas, vômitos e dor abdominal foram alterações presentes em 11 (12,2%) pacientes e foram devido ao preparo do cólon para a colonoscopia. Nenhuma complicação importante foi verificada.

Ano

2010

Creators

Torres Neto,Juvenal da Rocha Silvino,Cristiane Jesus Prudente,Ana Carolina Lisboa Teixeira,Fábio Ramos Torres,Felipe Augusto do Prado Torres,Júlio Augusto do Prado

Hidradenite supurativa crônica perianal e glútea: tratamento cirúrgico com ressecção ampla e rotação de retalho dermogorduroso

OBJETIVO: Avaliar a utilização de retalho dermogorduroso de vizinhança, numa única etapa, na reparação da área resultante da ressecção de lesões de hidradenite supurativa. PACIENTE E MÉTODOS: Estudo epidemiológico transversal e retrospectivo de prontuários de pacientes com hidradenite supurativa crônica extensa em regiões perianal e glútea submetidos à ressecção ampla e rotação de retalho cutâneo de vizinhança, no período de janeiro de 2000 a novembro de 2008. RESULTADOS: O retalho dermogorduroso permitiu, em única etapa, a cobertura total da área ressecada em oito pacientes. Não houve necrose ou infecção em nenhum dos casos. No seguimento, seis pacientes compareceram a todas as consultas ambulatoriais agendadas. Todos se mostraram satisfeitos com o resultado. CONCLUSÃO: O tratamento da hidroadenite supurtiva perianal e/ou glútea deve ser individualizado segundo a extensão, gravidade e grau de interferência na qualidade de vida. A ressecção cirúrgica com procedimentos plásticos como a rotação de retalho de vizinhança em única etapa é segura e traz resultados satisfatórios e deve ser sempre considerada nos casos crônicos, extensos e refratários ao tratamento clínico e com grandes áreas ressecadas.

Ano

2010

Creators

Paula,Pedro Roberto de Freire,Sueli Terezinha Uemura,Lívia Alkmin Zanlochi,Ana Glenda Santarosa

Cirurgias êntero-colorretais: abordagem cirúrgica de 129 pacientes do SUS no Programa de Pós-Graduação Sensu Lato em coloproctologia

Dentro do Programa de pós-graduação em Coloproctologia, durante o ano 2009, os dois pós-graduandos de segundo ano realizaram, como cirurgiões principais, 129 cirurgias de grande porte, sempre assistidos, efetivamente, por um ou dois preceptores. Todas as cirurgias foram realizadas em pacientes do SUS, na Santa Casa de Belo Horizonte, com absoluta presença dos membros do Grupo de Coloproctologia da Santa Casa e Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais (GCP-SCBH-FCMMG). Foi feita uma análise retrospectiva dos 129 prontuários, permitindo várias observações importantes. A média etária dos pacientes foi 56,9 anos, com extremos de 25 e 87 anos, sendo as sexta e sétima décadas a mais representativa, respectivamente com 25,6% e 24,8%, totalizando 50,4% dos 55 pacientes (p<0,05). Dos 129 pacientes, 51,2% eram sexo feminino (51,2%) (p&gt;0,05). A entidade nosológica mais comum foi o câncer colorretal (74 casos; 57,4%), seguindo as ileostomias (16 casos; 12,4%) e as complicações cirúrgicas (11 casos; 8,5%). As cirurgias mais realizadas foram as retossigmoidectomia com anastomose colorretal (35 casos; 27,1%), as hemicolectomias direitas com anastomose ileo-transverso (20 casos; 15,5%) e o restabelecimento de trânsito intestinal de ileostomia (16 casos;12,4%). Das 129 cirurgias 53 (41,1%) não envolveram anastomoses e 76 (58,9%) envolveram ressecções intestinais e anastomoses. Houve oito co-morbidades (6,2%), sendo a caquexia (três casos) a mais comum. Houve 17 complicações (13,2%), 11 envolvendo as 76 ressecções com anastomose (14,5%) e seis as ressecções sem anastomoses (11,3%). As complicações mais comuns entre as 11 provenientes de ressecções e anastomoses foram as deiscências (sete; 9,2%). As anastomoses mecânicas (55) complicaram mais (16,3%) que as manuais (21) (9,5%). Houve 14 óbitos (10,8%), sendo seis (4,6%) devidos à sepse, quatro (3,1%) devido a TEP e quatro (3,1%) devido a falência múltipla de órgãos. Dos 14 óbitos, quatro (3,1%) foram decorrentes de complicações cirúrgicas e dez (7,7%) foram decorrentes de co-morbidades.

Ano

2010

Creators

Oliveira,Rodrigo Guimarães Faria,Flavia Fontes Lima Junior,Antonio Carlos Barros Rodrigues,Fabio Gontijo Andrade,Mônica Mourthé de Alvim Gomes,Daniel Martins Barbosa Medeiros Neves,Peterson Martins Constantino,José Roberto Monteiro Braga,Áurea Cássia Gualbeto Ferreira,Renata Magali Silluzio Alvarenga,Isabella Mendonça Lanna,David de Teixeira,Ricardo Guimarães Valle Junior,Heraldo Neves Leite,Sinara Mônica Oliveira Costa,Luciana Maria Pyramo Silva,Ilson Geraldo da Cruz,Geraldo Magela Gomes da

Polipose hiperplásica: relato de caso

A polipose hiperplásica é uma condição rara, caracterizada pela presença de pólipos hiperplásicos múltiplos no cólon. Relata-se o caso de um paciente de 29 anos que apresentou polipose hiperplásica associada a pólipos mistos.

Ano

2010

Creators

Poswar,Fabiano de Oliveira Carneiro,Jair Almeida Monteiro,Vinícius Afonso Freitas,Magno Otávio Salgado de

Perfuração retal incompleta após enema opaco: relato de caso

O enema opaco, apesar de atualmente apresentar indicações restritas, continua útil na propedêutica radiológica do cólon. A perfuração colorretal é a mais grave complicação do enema opaco, ocorrendo em 0,02 a 0,23% dos exames realizados, com taxa de mortalidade de até 50%. É relatado caso de paciente masculino, 40 anos, há dois meses apresentou dor anal intensa e sangramento durante a realização de enema opaco para investigação etiológica de constipação, com melhora espontânea após um mês. Ao exame proctológico constatou-se infiltração da margem anal, submucosa do canal anal e reto extraperitoneal por sulfato de bário, sem locais de perfuração. O enema opaco trazido pelo paciente e a radiografia simples de pelve após dois meses do exame mostravam perfuração retal incompleta por sulfato de bário. Optado por observação clínica e intervenção cirúrgica se houver complicação. Atualmente o paciente segue em acompanhamento ambulatorial, permanecendo assintomático há 15 meses.

Ano

2010

Creators

Batista,Rodrigo Rocha Castro,Carlos Alberto Torres de Pincinato,André Luigi Albuquerque,Idblan Carvalho de Formiga,Galdino José Sitonio

Leiomiossarcoma perineal: relato de caso e revisão da literatura

Lemiossarcomas são neoplasias malignas que se originam no músculo liso. Quando presentes na região perineal são agressivos e o tratamento cirúrgico mais adequado ainda não está bem definido. Os autores relatam o caso de uma paciente jovem, sexo feminino, com sintomatologia de nodulação perineal há oito meses. Ao exame físico apresentava abaulamento em região perineal esquerda, onde palpava-se massa fibroelástica de aproximadamente 10 cm de diâmetro. Ressonância nuclear magnética mostrava volumosa formação sólida de contornos regulares em região perineal à esquerda sem sinais de infiltração perilesional. O tratamento realizado foi a excisão com margens amplas. A paciente encontra-se em acompanhamento ambulatorial, sem sinais de recidiva local.

Ano

2010

Creators

Lima,Meyline Andrade Pozzobon,Bárbara Heloisa Zanchetta Fonseca,Marcus Fabio Magalhães Horta,Sérgio Henrique Couto Formiga,Galdino José Sitonio

Linfoma primário de cólon: relato de caso

O linfoma colorretal primário é uma doença rara (0.2 a 0.6% de todas as neoplasias colônicas), apresentando pior prognóstico quando comparado com o linfoma gástrico primário ou com o adenocarcinoma do cólon. É uma doença com sintomatologia inespecífica, o que dificulta o diagnóstico precoce. O objetivo deste relato é mostrar um caso de linfoma primário do cólon, revisar critérios diagnósticos e tratamento.

Ano

2010

Creators

Luporini,Rafael Luís Roma Júnior,Antonio Carlos Almeida,Elaine Cristina Henrique Marciano,Marcelo Rodolfo Sipriani,Luiz Vagner Gonçalves Filho,Francisco de Assis Carvalho,Alexandre Lopes de Melo,Marcelo Maia Caixeta Ronchi,Luís Sérgio Cunrath,Geni Satomi Netinho,João Gomes

Melanoma de canal anal simulando doença hemorroidária: relato de caso

O Melanoma Anorretal é um tumor maligno raro com a possibilidade de simular uma doença anorretal, tornando o diagnóstico difícil. Tem baixos índices de cura e elevados índices de mortalidade em curto prazo. Os autores descrevem um caso de melanoma de canal anal cuja interpretação por parte do paciente tratava-se de uma doença hemorroidária que exteriorizava às evacuações. Os autores fazem uma extensa revisão da literatura dando ênfase aos sintomas e a melhor opção terapêutica a ser instituída.

Ano

2010

Creators

Gama,Lorena Reuter Motta Clara,Rafael Coimbra Gama,Pedro Luciano Almeida Nogueira da Zambom,Aline Cruz e Sousa Ribeiro,Flávia Lemos Moura Loureiro,Giovanni José Zucoloto Gama,Luciano Pinto Nogueira da Gama,Rossini Cipriano

Utilidade da citologia anal no rastreamento dos homens heterossexuais portadores do HPV genital

Os papilomavírus humanos (HPV) de alto risco estão fortemente relacionados à etiologia do carcinoma espinocelular (CEC) anogenital e suas lesões precursoras. O HPV-16 é o tipo mais freqüente, estando presente em até 87% dos CEC do canal anal HPV-positivo. Apesar de ser relativamente raro, vem sendo cada vez mais diagnosticado, nas últimas décadas, sobretudo em indivíduos do sexo masculino. A incidência é ainda mais elevada nos grupos considerados de risco, particularmente, os homens e as mulheres HIV-positivo e os homens que fazem sexo com homens (HSH). Grande parte das pesquisas direcionadas à infecção anal pelo HPV e sua relação com neoplasia intraepitelial-anal (NIA) e com o carcinoma esteve focada nos grupos de risco. Pouco interesse vem sendo destinado à investigação dos homens heterossexuais. Estudos epidemiológicos da prevalência da infecção pelo HPV em homens, mostraram que os heterossexuais masculinos apresentavam infecção anal pelo HPV em até 12%. As Sociedades médicas e os especialistas recomendam o rastreamento dos portadores de imunodepressão e dos HSH com citologia do raspado do canal anal. Entretanto, até o momento, não há recomendação de rastreamento para homens que fazem sexo com mulheres.

Ano

2010

Creators

Marianelli,Raphael Nadal,Sidney Roberto

Preparo do intestino grosso para a coloscopia: usos, abusos e idéias controversas

O uso rotineiro do exame coloscópico para avaliação, diagnóstico e procedimentos terapêutico das doenças dos cólons e do reto, bem como para rastreamento e prevenção do câncer colorretal, seja em pessoas jovens portadores de doenças reconhecidamente pré-malignas ou em pessoas acima do 50 anos de idade, tem sido considerado um dos mais bem sucedidos projetos de saúde pública de extensão mundial. A fácil aceitação se deve a três principais fatores: primeiro, à adequação técnica e evolução dos aparelhos e a segurança do exame; segundo, ao desenvolvimento prático das habilidades do examinador e, terceiro, a magnificência da imagem revelando amplo acesso às finas características da mucosa, com critérios abrangentes para o diagnóstico. Nesse contexto, o preparo necessário para o resultado expressivo que se intenta tornou-se a parte pior ou menos tolerável da coloscopia, razão pela qual o que está em discussão atualmente é a necessária busca com o objetivo de se encontrar um método de preparo, rápido, eficiente, barato, agradável e, principalmente seguro. Nos últimos 40 anos, entre as várias fórmulas - mecânicas e farmacológicas - com diferentes associações de drogas laxativas, tem sido possível destacar três produtos que, pelo menos por algum tempo, foram referências mundiais na limpeza dos cólons que antecede a coloscopia. São eles: primeiro, a solução de manitol a 10% - descartado por causa de acidentes explosivos; segundo, as soluções de polietileno glicol (PEG), depreciado por conta da exigência da ingestão oral de grandes volumes, pelos consequentes distúrbios do equilíbrio hidroeletrolítico e pela rejeição por parte do paciente; e, o terceiro, o fosfato de sódio (NaP) que poderia parecer ideal, mas vem recebendo críticas veementes por causa de seus efeitos colaterais, mormente os nefrotóxicos. Não está em jogo a eficácia desses três produtos, mas a segurança que deveria determinar seus usos indiscriminados para propiciar as melhores condições para os mais adequados exames. Estamos diante de um impasse: o manitol, mundialmente proscrito, continua sendo indicado entre nós, sem causar problemas, num esquema posológico diferente do que foi usado no passado e que influenciou os acidentes. Por outro lado, a industria farmacêutica não conseguiu popularizar o PEG; o NaP, fabricado para uso retal, substituiu os antecessores com limpeza eficiente, mas com ações lesivas significativas, principalmente renais. Assim, o que nos resta é resgatar o manitol - demonstrar por meio de um estudo prospectivo, casualizado, que o manitol a 10% ingerido pelo menos até 4 horas antes da coloscopia é totalmente inócuo para o procedimento de diagnóstico e de terapêutica.