Repositório RCAAP

Fitobezoar associado à endometriose intestinal: uma rara causa de obstrução intestinal

A endometriose intestinal é uma patologia benigna que afeta preferencialmente a porção retossigmóidea, sendo pouco frequente a localização em íleo terminal. Trata-se de um caso de uma paciente de 29 anos que foi admitida com dor abdominal difusa, náuseas e vômitos. Na propedêutica da obstrução intestinal a tomografia computadorizada revelou massa heterogênea em topografia ileocecal. Submetida a laparotomia exploradora onde foi feita a remoção de fibras vegetais mal digeridas aglomeradas em íleo terminal e ressecção de segmento íleoceco cólico devido a presença de estenose na válvula ileocecal. O exame anátomo patológico revelou endometriose intestinal e fitobezoar. A paciente evoluiu bem com alta no terceiro dia de pós operatório.

Ano

2009

Creators

Amorim,Carlos Roberto Faria,Diogo Melgaço Castro Filho,Dilmar de Grande,Rogério Mendes Souza,Virgínio Cândido Tosta de

Papulose bowenóide: um aspecto clínico da infecção pelo HPV

Papulose bowenóide é uma doença que acomete a pele da região anogenital e que se caracteriza pelas múltiplas pequenas pápulas planas ou aveludadas e de coloração que varia do róseo ao castanho-escuro. É provocada pelo HPV e a transmissão sexual é a forma mais freqüente de contaminação. As queixas mais comuns são prurido e dor. O aspecto é característico e o exame histopatológico confirma o diagnóstico. Junto com a doença de Bowen e a eritroplasia de Queyrat, é considerada como carcinoma in situ, ou neoplasia intra-epitelial de alto grau (NIAA), a lesão precursora do carcinoma espinocelular (CEC) anal. Sem tratamento, a maioria das lesões permanece benigna e estável. Várias modalidades terapêuticas estão disponíveis, incluindo as medicações tópicas para citodestruição e as técnicas ablativas. Os esquemas tópicos são efetivos. Cabe ao profissional médico escolher a terapia adequada, tendo em mente que a doença é benigna e raramente evolui para carcinoma. Como as recidivas são freqüentes e ainda persistem dúvidas quanto ao potencial de malignização, os doentes devem ser examinados periodicamente para diagnosticar as lesões iniciais.

Ano

2009

Creators

Nadal,Sidney Roberto Formiga,Fernanda Bellotti Manzione,Carmen Ruth

Análise de 33 peças cirúrgicas de colectomias laparoscópicas para câncer, durante a curva de aprendizado inicial: margens oncológicas e número de linfonodos não diferem de colectomias abertas

INTRODUÇÃO: A colectomia laparoscópica é considerada um procedimento com longa curva de aprendizado. Apesar de cirurgiões experientes em laparoscopia apresentarem resultados oncológicos semelhantes aos de colectomias abertas, é importante avaliar se durante a curva de aprendizado esses resultados também podem ser alcançados. O objetivo deste trabalho foi avaliar as margens de ressecção e o número de linfonodos obtidos nas peças cirúrgicas dos casos iniciais de colectomias laparoscópicas realizadas por cirurgiões especialistas, comparando-os com colectomias abertas. MÉTODOS: Foram avaliadas as peças cirúrgicas dos 33 primeiros casos de colectomias laparoscópicas para câncer colorretal. As seguintes variáveis foram analisadas: idade, gênero, localização do tumor, classificação anátomo-patológica, número de linfonodos e margens proximal e distal. Os dados foram comparados com grupo controle de 45 pacientes submetidos a colectomia aberta para câncer colorretal. Foram utilizados os testes estatísticos qui-quadrado , teste t de Student e Mann-Whitney. RESULTADOS: Os grupos laparoscópico e aberto foram semelhantes em relação à idade, localização do tumor e estadiamento loco-regional. O grupo laparoscópico apresentou predominância do sexo feminino. As margens cirúrgicas distais foram semelhantes nos dois grupos [média de 7,15 cm (DP ± 9,98) e 8,26 cm (DP ± 11,5) para os grupos aberto e laparoscópico, respectivamente, p=NS]. O número de linfonodos por peça cirúrgica também não apresentou diferença entre os grupos. A média de linfonodos para o grupo aberto e laparoscópico foram 19 (DP ± 19,41) e 21 (DP ± 14,73) respectivamente, (p=NS). CONCLUSÃO: Não houve diferença entre as margens oncológicas e o número de linfonodos quando comparadas peças cirúrgicas de colectomias laparoscópicas durante a curva de aprendizado com peças de colectomias abertas. Apesar da dificuldade técnica comumente observada no início da experiência com colectomia laparoscópica, os critérios para ressecção oncológica podem ser preservados quando os procedimentos são realizados por cirurgiões especialistas trabalhando com equipe especializada em patologia gastrointestinal.

Ano

2010

Creators

Neiva,Augusto Motta Lacerda-Filho,Antônio Cabral,Mônica Maria Demas Álvares Luz,Magda Maria Profeta da Fonseca,Leonardo Maciel da Hanan,Bernardo Silva,Rodrigo Gomes da

Cirurgia por orifícios naturais transcolônica: acesso NOTES peri-retal (PNA) para excisão mesoretal total

OBJETIVOS: Cirurgia por orifícios naturais tem sido recentemente aplicada em series clínicas para cirurgia abdominal. Apesar de potenciais vantagens do acesso NOTES transcolônico para doenças colorretais, este ainda não havia sido utilizado clinicamente. O presente trabalho descreve a primeira aplicação bem-sucedida de NOTES transcolônico da literatura, em uma nova abordagem de excisão mesoretal total (TME) para cancer de reto. MÉTODOS: Foi obtida aprovação de Comitê de Ética em Pesquisa para cirurgias por orifícios naturais, e o paciente assinou termo de consentimento informado. Em um paciente de 54 anos portador de adenocarcinoma de reto, o procedimento de retossigmoidectomia e linfadenectomia, com excisão mesoretal total foi realizada utilizando um acesso posterior transcolônico pouco acima da borda anal. A dissecção mesorretal foi conseguida utilizando um colonoscópio flexível e instrumentos endoscópicos, com assistência laparoscópica. O espécime foi retirado via transanal, e anastomose foi transorificial, com estoma proximal de proteção. RESULTADOS: O tempo operatório foi de 350 min, não ocorrendo complicações operatórias. A evolução pós-operatória foi favorável, e o paciente recebeu alta no sexto dia de pós-operatório com dieta plena. CONCLUSÃO: Este primeiro relato bem sucedido de cirurgia NOTES transcolônica traz potencialmente novas fronteiras de aplicações clínicas na cirurgia minimamente invasiva. O tratamento de doenças colorretais utilizando o novo acesso flexível PNA (Perirectal NOTES Access) é uma promissora nova abordagem, paralelamente à laparoscopia e cirurgia aberta, para melhoria do tratamento dos pacientes.

Ano

2010

Creators

Zorron,Ricardo Coelho,Djalma Flach,Luciana Lemos,Fabiano Batista Moreira,Moacyr Simas Oliveira,Priscila Saraiva Barbosa,Alain Marcel

Manometria Anorretal no Divertículo de Reto

Divertículo localizado no reto é um achado excepcional, estimando-se que existam pouco mais de 50 casos publicados. A doença apresenta aspectos controversos, quanto a ser de origem congênita ou adquirida. Recentemente, distúrbios defecação vêm sendo relacionado à maior possibilidade do desenvolvimento da doença. Contudo, até a presente data, as alterações manométricas em portadores de divertículo do reto ainda não foram estudadas. OBJETIVO: O objetivo do presente estudo é demonstrar os resultados de estudo eletromanométrico anorretal, realizado em dois doentes portadores divertículo do reto. CASUÍSTICA E MÉTODO: Um homem e uma mulher, com 56 e 58 anos, respectivamente, foram submetidos à colonoscopia, enema opaco, ultrassonografia endorretal e ressonância magnética da pelve, para confirmação e documentação diagnóstica de divertículo localizado no reto. Os enfermos foram submetidos à eletromanometria anorretal com cateter de oito canais sob perfusão de água a 0,3 ml/min/canal, através de sistema de infusão capilar pneumático e hidráulico. RESULTADOS: O resultado dos exames em ambos os doentes mostrou perfil pressórico esfincteriano normal, tanto em repouso, como em contração voluntária máxima, não se encontrando assimetrias esfincterianas. O reflexo reto-anal inibitório encontrava-se presente e dentro de valores normais, assim como a sensibilidade e complacência retal. A análise pelo vetor volume não mostrou alterações significativas concluindo-se por estudo manométrico ano-retal normal. CONCLUSÃO: O estudo manométrico anorretal não demonstrou existência de distúrbios pressóricos nos esfíncteres anorretais reforçando a possibilidade de que o divertículo de reto possa ter origem congênita, desenvolvendo-se em pontos onde exista maior fraqueza da parede retal.

Ano

2010

Creators

Martinez,Carlos Augusto Real Palma,Rogério Tadeu Crepaldi Filho,René Rezende Júnior,Hermínio Cabral de Nonose,Ronaldo Margarido,Nelson Fontana

Tratamento laparoscópico de 98 pacientes com endometriose intestinal

OBJETIVO: Identificar os tipos de tratamento cirúrgico e a morbidade operatória na endometriose intestinal. MÉTODOS: Estudo retrospectivo de pacientes operadas no Biocor Instituto (Belo Horizonte, MG) por uma equipe multidisciplinar para tratamento de endometriose no período de janeiro de 2002 a junho de 2009. RESULTADO: Noventa e oito pacientes foram submetidas aos seguintes procedimentos para tratamento da endometriose intestinal: ressecção segmentar do reto (n 46; 45,5%), ressecção em disco (n 25; 24,7%), "shaving" (n 18; 17,8%), apendicectomia (n 5; 5%), liberação de aderências sem ressecção (n 5; 5%), ressecção segmentar do sigmóide (n 1; 1%) e ressecção segmentar do colo direito (n 1, 1%). A cirurgia concomitante mais freqüente foi a ressecção de endometriomas ovarianos (n 45). A morbidade operatória foi de 9,2%, sendo as complicações maiores uma fístula retovaginal (1%) e uma deiscência de anastomose (1%). Quarenta e duas pacientes tiveram seguimento médio de 14 meses com recidiva clínica em 8 casos (dor pélvica e dispareunia) e 4 recidivas de imagem à ultrassonografia em parede intestinal, assintomáticas. CONCLUSÃO: O tratamento da endometriose por laparoscopia é factível e seguro, com baixos índices de recidiva.

Ano

2010

Creators

Costa,Luciana Maria Pyramo Ávila,Ivete de Filogonio,Ivone Dirk Souza Machado,Luiz Gonzaga Rodrigues Carneiro,Márcia Mendonça

Avaliação da qualidade de vida em pacientes submetidos à ressecção colorretal por via laparoscópica ou aberta em período pós-operatório inicial

INTRODUÇÃO: A publicação de estudos controlados e metanálises que evidenciaram a segurança, a efetividade e a equivalência oncológica da abordagem laparoscópica com relação aos procedimentos abertos, fez com que a cirurgia colorretal minimamente invasiva fosse adotada por um número crescente de serviços em todo o mundo. O objetivo desse estudo foi avaliar se há diferenças na qualidade de vida dos pacientes no período pós-operatório inicial de cirurgias colorretais laparoscópicas e convencionais. PACIENTES E MÉTODO: Trata-se de um estudo prospectivo observacional sobre qualidade de vida, envolvendo pacientes submetidos à cirurgia colorretal laparoscópica e convencional. No período de maio a novembro de 2008, 42 pacientes submetidos à cirurgia colorretal foram acompanhados desde a cirurgia até o 60º DPO. Os questionários foram aplicados no 3º, 7º e 30º dias de pós-operatório e as respostas obtidas constituíram o banco de dados a ser analisado. A análise estatística consistiu em análise descritiva do escore do estado global de saúde, dos escores funcionais e de sintomas do questionário EORTC/QLQ 30, tendo sido utilizado os testes de Shapiro-Wilk, Mann-Whitney e t de Student. O nível de significância (a) considerado foi de 0,05. RESULTADOS: Houve predominância de pacientes do sexo feminino (57,1%), com uma média de idade de 61,5 anos. Foi detectada diferença significativa do escore "estado global de saúde" no 30º dia de pós-operatório, com valores de 75,0 e 58,3 para as cirurgias laparoscópicas e abertas, respectivamente (p = 0,005). Com relação à função física, assim como na análise das demais funções (desempenho, emocional, cognitiva e social), sintomas (fadiga, náusea, dor, dispnéia, insônia, apetite, constipação) e dificuldades financeiras, não foram observadas diferenças significativas. CONCLUSÃO: Os resultados demonstraram que os pacientes submetidos à cirurgia colorretal por via laparoscópica apresentaram melhor qualidade de vida ao final do primeiro mês de pós-operatório, quando comparados com os pacientes submetidos à cirurgia aberta.

Ano

2010

Creators

Oliveira,Teon Augusto Noronha de Queiroz,Fábio Lopes de Lacerda-Filho,Antônio Mansur,Eliane Sander Carmona,Maria Zuleime Resende,Marcelo Santos Lamounier,Paulo César de Carvalho Paiva,Rodrigo de Almeida Alves Filho,Valdivino

Alterações gastrointestinais em pacientes com câncer colorretal em ensaio clínico com fungos Agaricus sylvaticus

INTRODUÇÃO: Fungos medicinais podem normalizar a função intestinal, aumentar o apetite e reduzir os efeitos adversos do tratamento convencional do câncer. OBJETIVO: Avaliar as alterações gastrointestinais de pacientes com câncer colorretal em fase pós-operatória após suplementação dietética com fungos Agaricus sylvaticus. METODOLOGIA: Ensaio clínico randomizado, duplo-cego, placebo-controlado, realizado no Hospital de Base do Distrito Federal. Amostra constituída de 56 pacientes (24 homens e 32 mulheres), estádios I, II e III, seguindo determinados critérios de inclusão e exclusão, separados em grupos placebo e Agaricus sylvaticus (30mg/kg/dia) e acompanhados por um período de seis meses. Para avaliar as alterações gastrointestinais foram utilizados um formulário-padrão e uma anamnese dirigida-padrão. O método de análise dos resultados foi qualitativo e descritivo, utilizando os programas Microsoft Excel 2003 e Epi Info 2004 para Windows, versão 3.3.2. RESULTADOS: Após seis meses de tratamento, observou-se, no grupo Agaricus sylvaticus, aumento do apetite e redução da constipação, diarréia, diarréia alternada com constipação, flatulência, retenção de flatos, pirose, plenitude pós-prandial, náuseas, distensão e dor abdominais, fatos não observados no grupo placebo. CONCLUSÃO: Os resultados sugerem que a suplementação dietética com fungos Agaricus sylvaticus é capaz de melhorar as alterações gastrointestinais de pacientes no pós-operatório de câncer colorretal, promovendo melhoria na qualidade de vida desses pacientes.

Ano

2010

Creators

Fortes,Renata Costa Recôva,Viviane Lacorte Melo,Andresa Lima Novaes,Maria Rita Carvalho Garbi

Correlação entre a incompetência esfincteriana anal e a prática de sexo anal em homossexuais do sexo masculino

INTRODUÇÃO: a incontinência anal (IA) é uma disfunção de origem multifatorial com impacto significativo na qualidade de vida do indivíduo. Dentre as diversas etiologias para IA encontra-se a traumática, provocada pela penetração de objetos no canal anal. A inclusão do ânus na atividade sexual, já vem sendo descrita, principalmente entre homossexuais do sexo masculino. A partir desta premissa, questionou-se nesta pesquisa a possibilidade da penetração do pênis no ânus se enquadrar como etiologia traumática da incontinência anal. OBJETIVO: verificar a possível correlação entre a incontinência anal e a prática de sexo anal utilizando variáveis como idade, tempo de prática e a freqüência semanal de sexo anal. Métodos: 100 homossexuais masculinos passivos responderam um questionário elaborado pelas pesquisadoras e um Índice de Incontinência Anal. RESULTADOS: a incontinência anal estava presente em 62%, sendo que a perda de gases foi considerada a mais significativa. Contudo, as correlações propostas não se apresentaram estatisticamente significantes. CONCLUSÃO: a maioria dos homossexuais apresentou algum grau de incontinência anal, provavelmente em decorrência da prática do sexo anal.

Ano

2010

Creators

Ferreira,Maíra Costa Braz,Tatiana Pereira Machado,Ana Maria Oliveira Ribeiro,Gabriel Andrade,Rosana Cristina Pererira de

Resultados do registro de cirurgias colorretais videolaparoscópicas realizadas no Estado de Minas Gerais - Brasil de 1996 a 2009

INTRODUÇÃO: A partir de 1991, a videolaparoscopia começou a ser considerada no tratamento de doenças colorretais. O aprimoramento da técnica cirúrgica associado aos benefícios encontrados em diversos estudos publicados levou a modificações nas perspectivas da videolaparoscopia. A partir da publicação do estudo COST as ressecções oncológicas laparoscópicas foram reconhecidas como alternativa viável, com resultados semelhantes à cirurgia convencional. PACIENTES E MÉTODOS: Realizou-se pesquisa através de formulário específico e consulta a prontuários dos principais serviços de coloproctologia de Belo Horizonte. Avaliando-se sexo, idade, indicação cirúrgica, procedimento realizado, técnica laparoscópica, complicações, conversão, estadiamento e recidiva (no caso de neoplasias). RESULTADOS: Foram levantados dados sobre 503 cirurgias colorretais laparoscópicas: 347 (68,9%) em mulheres e 156 (31,1%) homens. A técnica cirúrgica foi totalmente laparoscópica em 137 casos, vídeo-assistida 245 casos. O procedimento mais realizado foi a retossigmoidectomia (41,1%), seguido pela colectomia direita (12,5%), colectomia esquerda (6,9%). Doenças benignas foram responsáveis por 259 (51,5%) casos, destes as principais indicações cirúrgicas foram endometriose 126 (48,6%), pólipos 40 (15,4%), doença diverticular 30 (11,6%). Das 240 cirurgias realizadas por doenças malignas as mais frequentes foram retossigmoidectomia 102 (42,5%), colectomia direita 46 (19,1%), colectomia esquerda 18 (7,5%), amputação abdominoperineal 18 (7,5%). Houve 54 conversões (10.7%) dos casos, 12,9% (31/240) nos casos de neoplasias, 8,5% (22/259) nos de doenças benignas. Complicações sistêmicas ou cirúrgicas ocorreram em 31 (6,1%) e 56 (11,1%) casos, respectivamente. Foram registrados onze (2,18%) óbitos nos primeiros 30 dias após a cirurgia. CONCLUSÃO: O estudo atual foi o primeiro levantamento da implantação de cirurgias colorretais laparoscópicas realizado de forma multicêntrica em Minas Gerais. Os dados levantados são consistentes com registros nacionais de videocirurgia colorretal, mostrando a eficiência do método de aprendizado com realização de cirurgias com tutor. Além disso, que pequena parte das cirurgias colorretais são realizadas por via laparoscópica no estado, restritos apenas a centros especializados, sobrecarregando esses serviços e limitando o acesso para a população.

Ano

2010

Creators

Queiroz,Fábio Lopes de Côrtes,Marcelo Giusti Werneck Rocha Neto,Paulo Alves,Adriana Cherem Freitas,Antônio Hilário Alves Lacerda Filho,Antonio Neiva,Augusto Motta Hanan,Bernardo Côrtes,Bruno Giusti Werneck Bechara,Christiane de Souza Maia Junior,Cleber Luiz Scheidegger Fernandes,Cristiane Koizimi Martos Mansur,Eliane Sander Cruz,Geraldo Magela Gomes da Silva,Hélio Antônio Mendonça,Isabela Alvarenga Vasconcelos,Jander Bairral Figueiredo,Juliano Alves Sena,Kanthya Arreguy de Maciel,Leonardo Costa,Luciana Pyramo Luz,Magda Maria Profeta da Santos,Marco Antônio Miranda dos Carmona,Maria Zuleime Maranhão,Ramon Pires Paiva,Rodrigo de Almeida Silva,Rodrigo Gomes da Leite,Sinara Mônica de Oliveira Oliveira,Teon Augusto de Noronha Silva,Thaísa Barbosa da Alves Filho,Valdivino Lamounier,Paulo Cesar de Carvalho

Diferença entre hospitais privado e universitário na taxa de linfonodos de peça cirúrgica de câncer colorretal: o papel do patologista

Tem sido demonstrado que o número de linfonodos obtidos em peças cirúrgicas de câncer colorretal é fundamental para o adequado estadiamento da doença e, consequentemente, para a obtenção de melhores resultados oncológicos. A percepção de diferenças no número de linfonodos dissecados em peças cirúrgicas de câncer colorretal pelos mesmos cirurgiões em hospitais diferentes motivou este estudo. O objetivo do presente estudo foi avaliar se há diferença no número de linfonodos e em determinados parâmetros histopatológicos em peça cirúrgica de pacientes com câncer colorretal operados por dois cirurgiões que atuam tanto em hospital universitário, como em hospital privado. MÉTODO: Foram avaliados retrospectivamente 122 pacientes, obtendo-se dados relativos a tipo de instituição (universitária versus privada), aspectos demográficos, estadiamento, localização do tumor, tipo de operação, via de acesso (aberta versus laparoscópica ), indicação de radioterapia, número de linfonodos dissecados, número de linfonodos positivos e negativos, assim como o tipo histológico, presença de invasões vascular, linfática e perineural e resposta linfocítica). RESULTADOS: Sessenta e cinco pacientes foram operados em instituição universitária e 57, em instituição privada. Não houve diferença entre os grupos quanto à idade, gênero, estadiamento, localização do tumor, indicação de radioterapia e tipo de operação. A via laparoscópica foi mais comum na instituição universitária. A mediana de linfonodos dissecados foi de 25 (P25-75: 15-34) na instituição universitária versus 15 (P25-75;12-17) (p<.0001). A média de linfonodos positivos foi de três na instituição universitária e de um na privada. O achado de 12 ou mais linfonodos foi mais comum em instituição universitária (55/64 versus 40/58; p=.024). A presença da informação de invasões linfática, vascular e perineural foi mais comum na instituição universitária. CONCLUSÃO: Mantendo a mesma técnica cirúrgica e com população comparável de pacientes, observou-se considerável diferença no número de linfonodos dissecados entre instituições universitária e privada e na apresentação de outros dados histopatológicos importantes para o estadiamento da doença e para a indicação de terapia sistêmica. O entrosamento entre a equipe cirúrgica e o patologista deve ocorrer em todos os tipos de instituições, sendo que a melhora da qualidade do exame anátomo-patológico deve ocorrer em instituições não-universitárias.

Ano

2010

Creators

Silva,Rodrigo Gomes da Lacerda-Filho,Antônio Côrtes,Bruno Giusti Werneck Sousa,Priscila Sedassari Santos,Carlos Renato Maulais Cabral,Mônica Maria Demas Álvares

Invasão do reto por carcinoma prostático avançado com disseminação linfática simulando câncer retal: relato de caso

O carcinoma da próstata é uma doença freqüente em idosos e em casos avançados pode invadir o reto, simulando um carcinoma primário deste órgão. Nestas situações, a maioria dos pacientes apresenta sintomas retais exuberantes e sintomas urinários leves ou ausentes. É relatado um caso de um paciente com diagnóstico de tumor de próstata localmente agressivo, concomitante a um tumor viloso retal, que foi diagnosticado e tratado erroneamente como um tumor primário do reto. Tal lesão, curiosamente, apresentava comportamento biológico compatível com câncer retal, inclusive com disseminação linfática típica desta doença. A incidência relatada de invasão do reto por tumores de próstata avançados varia entre 1 e 11% em diferentes séries. O aspecto do tumor de próstata com envolvimento retal traz dificuldades em diferenciá-lo de um tumor primário. Exames radiológicos e ou endoscópicos podem não esclarecer o diagnóstico, enquanto o exame histopatológico em ambos os tumores costuma revelar adenocarcinoma pouco diferenciado. A diferenciação diagnóstica entre estes dois tumores é essencial, uma vez que o tratamento é absolutamente diferente para as duas doenças. A alta incidência do carcinoma prostático o torna importante para que todos os médicos estejam atentos à possibilidade deste tumor invadir o reto e simular um tumor primário deste órgão.

Ano

2010

Creators

Fonseca,Leonardo Maciel da Nogueira,Ana Margarida Miguel F. Hanan,Bernardo Luz,Magda Maria Profeta da Silva,Rodrigo Gomes da Lacerda-Filho,Antônio

Carcinoma espinocelular de reto: relato de caso

O Carcinoma Espinocelular de Reto é entidade extremamente rara e seu comportamento biológico permanece desconhecido. O tratamento pode variar entre radio e quimioterapia isoladamente ou complementar ao tratamento cirúrgico. Relatamos caso de carcinoma espinocelular de reto superior, tratado com radio e quimioterapia, com regressão total da lesão.

Ano

2010

Creators

Lopes,Juliana Magalhães Salem,Juliana Barreto Balsamo,Flávia Sobral,Hernán Augusto Centurión Sarmanho,Letícia Formiga,Galdino José Sitonio

Técnica de delorme como opção para o tratamento da procidência retal recidivada: relato de Caso

O prolapso retal é uma protrusão de todas as camadas do reto no sentido anal caracterizando um aspecto clínico de um tumor anal, inicialmente ele resulta de um esforço intenso com uma redução espontânea e posteriormente ele resulta de um esforço menor com dificuldade na redução. A incidência é maior em mulheres. O diagnóstico é essencialmente clínico e o tratamento é cirúrgico. Relato de caso: NM, 65 anos, diabético e hipertenso, submetido a sacropromontofixação associada a técnica de Moscowicz com recidiva após um mês, então a técnica de Delorme foi utilizada com sucesso. Discussão: os procedimentos abdominais são indicados para pacientes com menor risco cirúrgico devido a grande complexidade e menor taxa de recidiva. Dentre os procedimentos perineais, a técnica de Delorme possui uma aplicação simples, contudo com uma alta taxa de recidiva. A técnica de Delorme possui uma menor taxa de mortalidade e foi a melhor conduta para este paciente.

Ano

2010

Creators

César,Maria Auxiliadora Prolungatti Vasconcellos,Bruna Moratore Soares,Carla Beatriz Carneiro da Cunha Campos,Carolina Calafiori de Salera,Camila Bortman,Daniela Sansoni,Gabriel Contreira Leite,Júlia Mota Gomes,Luciana Vendramel Tenório Silva,Nina Rosa Konichi da Muniz,Rafaela Cristina Coelho Coradini,Renata Martins

Colangiocarcinoma associado a Retocolite Ulcerativa: relato de caso e revisão de literatura

A Retocolite Ulcerativa (RCU) é uma doença inflamatória intestinal crônica, que acomete a camada mucosa do intestino grosso, e que pode estar associada a manifestações extra-intestinais, como a colangite esclerosante que pode malignizar para colangiocarcinoma. Relatamos um caso de paciente do gênero masculino, 21 anos, procedente de Poço Redondo-SE, natural de Cubatão-SP, admitido no Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe em 23 de maio de 2008, com RCU associada à colangite esclerosante e colangiocarcinoma.

Ano

2010

Creators

Torres Neto,Juvenal da Rocha Santiago,Rodrigo R. Prudente,Ana Carolina Lisboa Mariano,Dan Rodrigues Ramos,Fernanda Mendonça Torres,Felipe Augusto do Prado Torres,Júlio Augusto do Prado Santana,Raquel Matos de

Uso de imiquimode tópico no tratamento da infecção anal pelo papilomavírus humano

Dos diversos tratamentos da infecção anal pelo papilomavírus humano, uma opção é o imunomodulador imiquimode. Derivado da família imidazoquinolina, o imiquimode é quimioterápico e imuno-estimulante com atividade antitumoral e antiviral. A medicação é aplicada em esquema domiciliar, três vezes por semana em noites alternadas, por oito a 16 semanas. Os efeitos adversos locais são comuns, mas bem tolerados. A droga atinge remissão de 74 a 84%, sendo completa entre 25 e 77% dos doentes, com menor taxa de remissão completa e maior índice de recidiva em imunodeprimidos. Aguardamos estudos com grandes casuísticas para avaliar melhor a eficácia dessa medicação, incluindo a incidência de recidivas e o tempo livre de novas lesões.

Ano

2010

Creators

Manzione,Carmen Ruth Formiga,Fernanda Bellotti Nadal,Sidney Roberto