Repositório RCAAP
Informação, conhecimento e ação ética
A presente coletânea tem como eixo central uma reflexão sobre temas e problemas concernentes à relação entre informação, conhecimento e ação ética, reflexão essa realizada principalmente em uma perspectiva filosófica interdisciplinar que envolve a Filosofia, a Arte, a Ciência da Informação, a Neurociência, a Biologia e a Psicologia. Destacam-se os temas da relação entre liberdade, determinismo e responsabilidade moral; do ficcionalismo moral; da relação entre imaginação e responsabilidade moral; o papel das novas tecnologias informacionais na constituição de uma ética intercultural e reflexões sobre a identidade pessoal. No que se refere aos problemas investigados, são levantados questionamentos tais como: Qual é a relação entre informação e ação? É possível uma ética intercultural fundada nos processos de auto-organização dos meios digitais? Podem a Filosofia e a Arte nos auxiliar no estabelecimento de novas diretrizes para a ética na contemporaneidade? A abordagem filosófico-interdisciplinar contribui para a compreensão da ação ética? Longe de responder tais interrogações, a presente coletânea propõe uma reflexão coletiva sobre instigantes problemas da contemporaneidade.
2012
Gonzalez, Maria Eunice Quilici Broens, Mariana Claudia http://lattes.cnpq.br/6476649401093818
A Linguagem em Kant, a linguagem de Kant
A presente obra de autoria coletiva é composta por contributos que remetem ao X Colóquio Kant “Clélia Martins”, evento no qual foram originalmente expostos e debatidos. Realizados desde 2004, tais colóquios acadêmico-científicos têm sempre contado com Kant scholars brasileiros e estrangeiros amplamente reconhecidos, os quais, consagrando-se aos temas em tais oportunidades abordados, refletem dificuldades, interpretações e debates caros à Kant-Forschung em nível mundial. Quinto livro emerso de tais reuniões [um dos quais foi publicado no exterior pela editora alemã Walter de Gruyter], o presente volume dedica-se a uma temática inda relativamente pouco explorada—a que reúne Kant e a linguagem—, fazendo-o em dupla perspectiva: a linguagem em Kant e a linguagem de Kant.
2018
Hulshof, Monique Marques, Ubirajara Rancan de Azevedo
Informação, conhecimento, ação autônoma e big data: continuidade ou revolução?
Estudos interdisciplinares sobre implicações éticas, epistemológicas, estéticas e políticas do desenvolvimento e uso de recursos de tecnologias de comunicação informacional (TIC), na ciência e na ação cotidiana, estão na agenda quase que obrigatória de cientistas, filósofos e artistas contemporâneos. No universo acadêmico brasileiro, estudos sobre essa problemática vêm sendo desenvolvidos, não sem controvérsia, há mais de duas décadas. Por um lado, os recursos da tecnologia, dentre os quais se destacam atualmente os de Big Data, propiciam a comunicação sem fronteiras e o acesso a fontes informacionais relevantes, outrora inacessíveis e quiçá inimagináveis. Por outro lado, esses mesmos recursos tecnológicos vêm conduzindo à aceleração vertiginosa das ações humanas, com consequências (muitas vezes indesejáveis) políticas, ambientais, éticas, psicológicas, entre outras.
2019
Martínez-Ávila, Daniel Souza, Edna Alves de Gonzalez, Maria Eunice Quilici
Semiótica e pragmatismo: interfaces teóricas: vol. I
Esta obra reúne aproximadamente vinte anos de produção intelectual de Ivo Assad Ibri, pesquisador e referência nos estudos filosóficos sobre Pragmatismo no Brasil e no exterior. Neste primeiro volume, encontram-se artigos sobre Filosofia da Arte – relacionando as filosofias de Peirce e Schelling, Lógica Heurística e Teoria das Crenças.
A instrução pública nas vozes dos portadores de futuros (Brasil – séculos XIX e XX)
Uma narrativa expositiva e crítica sobre os discursos públicos em favor da educação popular, em particular, de vozes identificadas com o liberalismo e o republicanismo do século XIX. Professores, cientistas da pedagogia, jornalistas, juristas, escritores, médicos, militares elogiaram a “instrução pública” por sua funcionalidade para “engendrar comunidades harmoniosas”, destacando a importância de “formar sujeitos educados como ação propedêutica para a conquista do homem social”.
Ficções do ser: o entre-lugar de bichas pretas na escola
Partindo da convicção de que é através da educação, que começa no lar e continua na escola, que se forma indivíduos racistas, sexistas e machistas, o autor se debruça em romper esse ciclo. Por meio de questionamentos, reflexões e discussão de conceitos, visando a sensibilização, a conscientização e a politização, de trabalhar a questão dos preconceitos contra homossexuais negros, mostra como executou uma série de aulas-oficina, algumas até sob formas de festas de confraternização entre os semelhantes e os diferentes em um ambiente de ensino formal.
Ativismo patrocinado pelo Estado: burocratas e movimentos sociais no Brasil democrático
A autora analisa as políticas de HIV e Aids no Brasil para desvendar as relações complexas entre a sociedade e o Estado no contexto do Brasil democrático (e, mais amplamente, na teoria da ciência política sobre transições democráticas na América Latina). A autora enfatiza uma relação muito mais rica do que previamente percebida entre o ativismo da sociedade civil e a presença de um espírito ativista também na burocracia estatal devidamente renovada e empoderada pelo aprofundamento dos processos de redemocratização. No retrato revelado pelo trabalho de Jessica Rich, podemos enxergar a construção de uma coalizão ativista (ou, em inglês, uma coalizão de advocacy) em que ativistas se transformam em burocratas (não no sentido pejorativo muitas vezes associado com a palavra burocrata, mas no seu sentido técnico, como funcionário ou servidor público), enquanto burocratas se transformam em verdadeiros ativistas. É um processo de integração em que os processos políticos são construídos simultaneamente tanto de cima quanto de baixo, com o envolvimento significante de setores governamentais na mobilização social, e com a participação da sociedade civil e as suas organizações (neste caso, especialmente o setor das chamadas ONGs/Aids) na articulação e na implementação das políticas públicas.
Direitos em disputa: LGBTI+, poder e diferença no Brasil contemporâneo
O livro reúne um conjunto diverso de estudos sobre diversidade sexual e de gênero, com uma seleção abrangente e inédita de trabalhos que marcam o conhecimento que se produziu sobre gênero e sexualidade nos últimos 20 anos nas ciências humanas, incluindo saúde coletiva, ciências sociais, direito, educação, psicologia e serviços sociais. Diante dos enfrentamentos colocados pelo cenário atual, os textos convidam à releitura das primeiras duas décadas deste século e apresentam uma abordagem acessível de temas que atingiram grande refinamento conceitual e analítico.
Literaturas africanas comparadas: paradigmas críticos e representações em contraponto
2º lugar no 6º Prêmio ABEU 2020 na categoria Linguística, Letras e Artes. Este livro apresenta um percurso de reflexão desenvolvido em torno dos paradigmas críticos e dos repertórios bibliográficos que pautam os estudos pós-coloniais. Convocando os projetos literários de autores como João Paulo Borges Coelho, Ungulani Ba Ka Khosa, Chinua Achebe, Mia Couto, Ruy Duarte de Carvalho, M. G. Vassanji, NoViolet Bulawayo, Arménio Vieira e Abdulai Sila, surgem possibilidades comparativas insólitas, das quais resultam novos pontos de partida para o campo de estudo das literaturas africanas contemporâneas. Elena Brugioni é professora licenciada em Letras Modernas. Publicou e desenvolveu pesquisas nas áreas de Literaturas Africanas Comparadas, Estudos do Oceano Índico, Teoria Pós-colonial e Literatura Comparada. Seus atuais interesses de pesquisa se debruçam sobre cartografias literárias e paradigmas críticos para o estudo das literaturas africanas contemporâneas e narrativas visuais em perspetiva pós-colonial comparada.
A literatura em questão: sobre a responsabilidade da instituição literária
Os nove capítulos de A literatura em questão são compostos por reflexões a respeito da relação entre literatura e ética. A preocupação de fundo do livro é com a “responsabilidade literária”, isto é, com o modo como a instituição literária responde, ou se recusa a responder, a inquirições sobre as relações entre a literatura e os direitos humanos, a sala de aula, as discursividades indígenas, o luto, o racismo, a loucura e a violência. Nesse exercício, o interesse pela literatura advém da percepção de que ela é um território privilegiado para a dramatização de fantasias associadas à democracia, em particular a crença na possibilidade infinita de inclusão da alteridade e de sua assimilação sem atrito.
Mulheres, poder e ciência política: debates e trajetórias
Este livro tem como objetivo compreender, de diferentes perspectivas, o lugar das mulheres na ciência e na política, ontem e hoje. Investiga como elas foram e são invisibilizadas nesses espaços de poder, sobretudo no Brasil. E como vão, paulatina e arduamente, conquistando seu lugar (ainda desigual, mas maior do que no passado não tão distante). Analisa, também, o papel e a presença das mulheres na construção, na autonomização e na expansão do campo disciplinar da ciência política no Brasil e na América Latina, oferecendo uma contribuição preciosa para o conhecimento da história da disciplina, raramente contada a partir da experiência feminina.
2020
Biroli, Flávia Tatagiba, Luciana Almeida, Carla Hollanda, Cristina Buarque de Oliveira, Vanessa Elias de
Política em São Paulo: uma análise da dinâmica político-partidária no estado
Este livro enfrenta dois grandes desafios. Em primeiro lugar, pretende demonstrar que partidos políticos continuam sendo instituições com capacidade representativa, possuem organização interna, formam quadros e têm importância junto ao eleitorado. Em segundo, busca descrever as características da política paulista, contemplando a organização dos partidos no estado bem como os efeitos da dinâmica eleitoral na definição de posicionamentos e de padrões de votação. O estado de São Paulo é um denso território político, com enorme complexidade estrutural, demográfica e socioeconômica. Conta com a presença de todos os partidos registrados no país, além de ser o principal ponto de origem e de formação dos dois partidos que conduziram a política democrática nacional durante mais de 20 anos, o PT e o PSDB. Nele, uma dinâmica partidária altamente fragmentada no âmbito dos municípios convive com a hegemonia de um só partido no governo estadual.
2020
Meneguello, Rachel Kerbauy, Maria Teresa Miceli
Práticas teatrais: sobre presenças, treinamentos, dramaturgias e processos
Este livro traz reflexões sobre os meandros invisíveis da atuação, da presença e do treinamento em processos criativos. Faz uma análise cuidadosa do tema da presença do artista cênico, articula experimentação e conceitos filosóficos, revela a delicadeza do trabalho do ator enquanto ofício e a potência da relação entre corpos possibilitada pela presença simultânea dos atores e dos espectadores. A busca poética por parte do artista traz potenciais desdobramentos para além da cena, na direção de uma vida aumentada em seu vigor e em sua intensidade de ação. São escritas poéticas permeadas por pensamentos. Pensamentos permeados por conceitos. Conceitos permeados por metáforas. Não há como ser de outro modo ao falar de criação e do suor dos corpos na construção da cena poética no teatro.
2020
Ferracini, Renato Hirson, Raquel Scotti Colla, Ana Cristina
Um sabiá sujo: a aventura científica sobre a descoberta de uma ave e de um continente
Este livro é uma viagem pela América do Sul sob a luz de uma espécie de ave que só foi descoberta em 2007 e formalmente descrita em 2012. Inicialmente a ave mais parecia um sabiá sujo, mas hoje é conhecida como pedreiro-do-espinhaço. Existem mais de dez mil espécies de aves no planeta. Qual seria a importância de mais uma nesse contexto de milhares? A descoberta do pedreiro-do-espinhaço suscitou um enigma biogeográfico, pois ele pertence a um grupo de espécies que se originou e evoluiu nas altas montanhas da Cordilheira dos Andes e nos frios campos da Patagônia. Como poderia ter surgido nas montanhas de Minas Gerais, local tão distante dessas regiões? O livro é sobre esse paradoxo biogeográfico explicado à luz das mais recentes descobertas da biologia evolutiva em linguagem que lembra um thriller investigativo.
Zoológicos humanos: gente em exibição na era do imperialismo
A partir de meados do século XIX, a exibição de pessoas em museus, circos, zoológicos, feiras e instituições científicas se tornou mais frequente no Ocidente, como forma de entretenimento e objeto de estudo. As correntes de pensamento racial da época estabeleciam hierarquias e colocavam negros, índios e outros povos colonizados no início de escalas da evolução humana. Exibidos ao vivo por meses a fio junto a elementos de sua cultura material, os diversos grupos eram apresentados como primitivos para contrastar com as nações mais ricas. Tais exposições ajudavam a dar crédito à noção de inferioridade racial e ensinavam ao público que o racismo era científico, terminando por incutir novos sentimentos de superioridade no branco e ocidental, justificando e desculpando o crescente imperialismo.
Dicionário temático de patrimônio: debates contemporâneos
Este livro reúne 62 autores, de diferentes áreas disciplinares, e 50 verbetes sobre temas relacionados às discussões patrimoniais no Brasil. Eles foram organizados em duas partes: a primeira, voltada para definições de conceitos, instituições, tipologias e legislação, e a segunda, dedicada aos novos temas na área patrimonial, tais como memória da internet e turismo religioso. Rigorosos, mas escritos de forma acessível, os verbetes são sempre acompanhados de referências bibliográficas consideradas fundamentais pelos especialistas. A obra é voltada para estudiosos, gestores públicos e interessados no tema do patrimônio.
Racismo religioso em escolas da Bahia: autoafirmação e inclusão de crianças e jovens de terreiro
Diante da constatação de que, de modo geral, não ocorreram mudanças no currículo das escolas após a implantação da Lei 10.639/2003, esta temática foi objeto de pesquisa pelo autor, objetivando analisar a diversidade da sociedade, procurando, por meio de um modelo de educação fundamentado nos princípios do multiculturalismo crítico, contribuir para a construção de uma sociedade cada vez mais justa e igualitária, onde os espaços de educação formal não mais tratem as crianças de religiões de matriz africana de forma preconceituosa e racista.
Pérolas negras – primeiros fios: experiências artísticas e culturais nos fluxos entre África e Brasil
Aborda as diversas ideias e realizações da arte, da história da arte e da cultura vinculadas às questões da africanidade e da afro-brasilidade, com cortes espaciais e temporais heterogêneos, resultando em uma abordagem de caráter multidisciplinar, com incursões na antropologia, na sociologia e em outras áreas do conhecimento humano. Em 42 ensaios, tece reflexões sobre o legado africano para a sociedade brasileira, observando aspectos como a religião, o artesanato e as representações da arte africana nos museus, além de outros tópicos.
A Liberdade na República dos modernos: teoria e história do liberalismo político francês (1789-1848)
Estuda o pensamento político na França, em um período crucial para a sociedade, compreendido entre a revolução de 1789 e a restauração, concluída em 1848 com a revolução de 22 de fevereiro. O autor discute a constituição de uma linguagem política liberal e de conceitos como república, democracia, soberania, liberdade, opinião pública e sociedade civil. Com este objetivo, analisa o pensamento político vigente, de intelectuais como Madame de Staël, Benjamin Constant, François Guizot, Visconde de Chateaubriand e Alexis de Tocqueville. O livro explicita pontos de consenso ou desacordo desses intérpretes da vida política e suscita reflexões sobre uma grande transformação operada na modernidade, com o aprofundamento do protagonismo do indivíduo na lógica de constituição do corpo político. É no interior desse conflito entre o social e o político que se distinguirá a experiência política que começa a tomar forma com a Revolução Francesa.
Teoria da Literatura e História da Crítica: momentos decisivos
Propõe um olhar sobre temas centrais dos estudos de Teoria da Literatura e da crítica literária, ao mesmo tempo em que permite uma compreensão do desenvolvimento dessas ideias dentro de um contexto historiográfico. Na primeira parte, o autor analisa o clássico Theory of Literature, de René Wellek e Austin Warren, que associou, internacionalmente, o termo “teoria da literatura” à investigação e determinação dos “princípios de crítica”, instituindo a disciplina que leva seu nome como um domínio eminentemente metacrítico. Na segunda parte, iluminam-se questões relativas à historiografia da crítica literária, culminando no advento daquilo que se entende hoje como Theory. As reflexões apresentadas mantém um diálogo com o pensamento filosófico de autores como Kant, Derrida, Nietzsche e Foucault.