Repositório RCAAP
Atributos florais, ornitofilia e sucesso reprodutivo de Palicourea longepedunculata (Rubiaceae), um arbusto distílico no sudeste do Brasil
Os atributos florais, a ornitofilia e o sucesso reprodutivo de Palicourea longepedunculata Gardner foram estudados em fragmento de Floresta Atlântica do sudeste do Brasil. Essa espécie é um arbusto distílico que ocorre em sub-bosque úmido de florestas. Em uma área de sete hectares, os indivíduos dos morfos brevistilo e longistilo foram encontrados em uma taxa muito próxima da esperada, 1:1. O período de floração estendeu-se de março (final da estação chuvosa) a setembro, com um pico em maio/junho (estação seca). Os atributos florais dos morfos foram similares, isto é, a floração dos morfos florais foi sincronizada e os números de inflorescências por planta, de flores por inflorescência, de flores abertas por inflorescência e por planta dos morfos foram semelhantes. Os grãos de pólen dos morfos apresentaram tamanho e viabilidade similares. Palicourea longepedunculata é autoincompatível e polinizada principalmente por Phaethornis ruber (Aves, Trochilidae), que realizou 62,07% das ondas de forrageamento. Os morfos apresentaram sucessos reprodutivos similares: os números de frutos por inflorescência foram, em média, 85,7 (longistilo) e 107,1 (brevistilo) e não houve diferença significativa na produção de sementes (uma ou duas) por fruto entre os morfos. Os frutos foram similares em altura, largura e peso.
2022-12-06T14:11:41Z
Silva,Celice Alexandre Vieira,Milena Faria Amaral,Cibele Hummel do
Corticolous green algae from tropical forest remnants in the northwest region of São Paulo State, Brazil
The algae inhabit a wide variety of terrestrial environments and substrates; however the taxonomic knowledge for tropical regions is still scarce. This survey was conducted in ten forest remnants in São Paulo State where visible growths of algae and bryophytes were collected and studied for the main algal components of the communities. Results reveal the occurrence of nine species of green algae, distributed through the class Trebouxiophyceae (one species), Charophyceae (one species) and Ulvophyceae (seven species). Desmococcus olivaceus (Persoon ex Archerson) J. R. Laundon and Printzina effusa (Krempelhüber) Thompson & Wujek are new records for Brazil. The most frequent organisms found in the areas pertain to Trentepohliales that is mainly represented by Trentepohlia species. On the basis of results found, it is recommended that such communities receive more attention in future investigations to improve the knowledge about this important group of primary producers.
2022-12-06T14:11:41Z
Lemes-Da-Silva,Nadia Martins Branco,Luis Henrique Zanini Necchi-Júnior,Orlando
Molecular systematics of Thorea (Rhodophyta, Thoreales) species in Brazil
This study aimed to evaluate species level taxonomy and phylogenetic relationship among Thorea species in Brazil and other regions of the world using two molecular markers - RUBISCO large subunit plastid gene (rbcL) and nuclear small-subunit ribosomal DNA (SSU rDNA). Three samples of Thorea from Brazil (states of Mato Grosso do Sul and São Paulo) and one sample from Dominican Republic (DR) were sequenced. Analyses based on partial sequences of rbcL (1,282 bp) and complete sequences of SSU (1,752 bp) were essentially congruent and revealed that Thoreales formed a distinct monophyletic clade, which had two major branches with high support, representing the genera Thorea and Nemalionopsis. Thorea clade had four main branches with high support for all analyses, each one representing the species: 1) T. gaudichaudii C. Agardh from Asia (Japan and Philippines) - this clade occurred only in the rbcL analyses; 2) T. violacea Bory from Asia (Japan) and North America (U.S.A. and DR); 3) T. hispida (Thore) Desvaux from Europe (England) and Asia (Japan); 4) a distinct group with the three Brazilian samples (sequence identity: rbcL 97.2%, 1,246 bp; SSU 96.0-98.1%, 1,699-1,720 bp). The Brazilian samples clearly formed a monophyletic clade based on both molecular markers and was interpreted as a separate species, for which we resurrected the name T. bachmannii Pujals. Morphological and molecular evidences indicate that the Thoreales is well-resolved at ordinal and generic levels. In contrast, Thorea species recognized by molecular data require additional characters (e.g. reproductive and chromosome numbers) to allow consistent and reliable taxonomic circumscription aiming at a world revision based on molecular and morphological evidences.
2022-12-06T14:11:41Z
Necchi Júnior,Orlando Oliveira,Mariana Cabral de Salles,Patrícia
Microscopic variability in mechanical defence and herbivory response in microphyllous leaves of tropical herb species from Serra do Cipó, Brazil
Tropical high altitude grasslands present several species with both microphyllous and highly sclerophyllous leaves, and co-occur in specific soil patches, thus exposed to identical environments. In this article we describe herbivory among co-occurring microphyllous species in a tropical high altitude grassland ecosystem of Serra do Cipó, Minas Gerais state, and we tested the effect of variable anatomic traits on leaf herbivory patterns. Leaf anatomical traits were investigated for Baccharis imbricata Heering , Lavoisiera imbricata DC. and L. subulata Triana (focal species). Herbivory was measured from branches and leaves of individual plants and compared among co-occurring species within one multispecific shrub patch and among L. subulata individuals from this patch and an adjacent monospecific patch. For all present plant species and individuals we estimated the proportion of leaves with different levels of area lost. For the focal species, six leaves were sorted and taken for histological sectioning, in order to allow precise measures of defensive structures. Relative mean leaf area lost differed significantly among the six species found in the multispecific patch. Lavoisiera subulata individuals were more attacked in the multispecific than in the monospecific patch. Leaf margin protection traits in both B. imbricata and L. imbricata showed significant effect against herbivory. Data suggest that some anatomic traits have direct effect against herbivory but their effect are not clearly perceptible among branches within individual plants or among plants within the same species.
2022-12-06T14:11:41Z
Ribeiro,Sérvio Pontes Corrêa,Tatiana Lopez Sousa,Hildeberto Caldas de
Chlorophyceae das represas Billings (Braço Taquacetuba) e Guarapiranga, SP, Brasil
A biodiversidade de Chlorophyceae foi estudada em duas das maiores represas da Região Metropolitana da cidade de São Paulo, Billings e Guarapiranga, que fornecem água para o abastecimento de milhões de pessoas. As coletas bimensais foram realizadas durante o período de janeiro a dezembro de 2004, em uma estação localizada próximas à captação de água da Sabesp, em cada represa. As amostras foram filtradas com rede de plâncton de 20 µm de abertura de malha, preservadas em formol. Foram identificados, descritos e ilustrados 36 táxons de Chlorophyceae, distribuídos em duas ordens, dez famílias e 24 gêneros. O gênero Desmodesmus apresentou maior riqueza de espécies (quatro), seguido de Ankistrodesmus e Scenedesmus (três espécies cada). Dez táxons constituíram primeiras citações para as represas estudadas. Oito táxons ocorreram exclusivamente na represa Guarapiranga e três foram registrados exclusivamente na represa Billings, sendo que 70% das espécies foi comum aos dois reservatórios. A elevada riqueza de espécies de clorofíceas confirma o predomínio florístico desta classe em corpos de água tropicais e, geralmente, eutrofizados.
2022-12-06T14:11:41Z
Rodrigues,Luciano Luna Sant'Anna,Célia Leite Tucci,Andrea
Uma nova espécie de Tibouchina Aubl. (Melastomataceae), endêmica do Paraná, Brasil
Tibouchina goldenbergii F. S. Mey., P. J. F. Guim. & Kozera pertence a Tibouchina sect. Pleroma, e assemelha-se muito a Tibouchina martialis (Cham.) Cogn., Tibouchina frigidula (Schrank & Mart. ex DC.) Cogn. e Tibouchina serrana P. J. F. Guim. & A. B. Martins. Destas difere especialmente pelo indumento seríceo que reveste o hipanto, pelas folhas com 7 nervuras e lacínias do cálice de maior comprimento. Até o momento, T. goldenbergii foi encontrada apenas na localidade Ponte dos Arcos, município de Balsa Nova, Paraná, Brasil, em vegetação de Estepe Gramíneo-Lenhosa (campo natural), encontrando-se ameaçada de extinção e enquadrada na categoria em Perigo Crítico (CR), segundo critérios da IUCN.
2022-12-06T14:11:41Z
Meyer,Fabrício Schimitz Guimarães,Paulo José Fernandes Kozera,Carina
Biologia floral de Manilkara subsericea e de Sideroxylon obtusifolium (Sapotaceae) em restinga
Manilkara subsericea (Mart.) Dubard e Sideroxylon obtusifolium (Roem. & Schult.) T.D. Penn. apresentam inflorescências fasciculadas, com flores perfeitas, nectaríferas, odoríferas e hercogâmicas. Apresentam dicogamia protogínica e antese diurna. A corola é gamopétala, com a região basal dos lacínios formando um pequeno tubo. Os lacínios medianos, em ambas as espécies, curvam-se em direção ao eixo da flor, formando uma espécie de canaleta, na qual fica alojado o estame. As anteras são versáteis, extrorsas e rimosas. A liberação dos grãos de pólen ocorre na forma de nuvem por um mecanismo explosivo proveniente do acionamento do dispositivo lacínio-estame. As flores foram visitadas por abelhas, borboletas, besouros, moscas e Thysanoptera, sendo polinizadas pelas abelhas Xylocopa ordinaria e Apis mellifera, pela vespa Brachygastra lecheguana e pela borboleta Isanthrene incendiaria.
2022-12-06T14:11:41Z
Gomes,Rejane Pinheiro,Maria Célia Bezerra Lima,Heloísa Alves de Santiago-Fernandes,Lygia Dolores Ribeiro
Three new species of Eugenia sect. Racemosae (Myrtaceae) from the cerrados of the state of Mato Grosso, Brazil
Three new species of Eugenia sect. Racemosae (Myrtaceae) from cerrado vegetation of central region in Brazil are described and illustrated. They are: Eugenia hatschbachii Mazine, Eugenia mattogrossensis Mazine and Eugenia glabrescens Mazine. Data on the geographic distribution and habitat are given for the new taxa.
2022-12-06T14:11:41Z
Mazine,Fiorella Fernanda Souza,Vinicius Castro
Estrutura genética em populações naturais de Tibouchina papyrus (pau-papel) em áreas de campo rupestre no cerrado
O presente trabalho teve como objetivo utilizar marcadores RAPD para conhecer a variabilidade genética de populações de Tibouchina papyrus (Pohl) Toledo, provenientes da região de Serra Dourada e Serra dos Pirineus, no Estado de Goiás. Os seis iniciadores RAPD produziram um total de 147 locos, variando entre 23 e 26 por iniciador. A avaliação hierárquica da estruturação da variabilidade genética, realizada pela a AMOVA, considerando a existência de duas regiões (Serra dos Pirineus e Serra Dourada) apresentou uma estimativa de F ST = 0,3439. O valor do componente entre regiões (F CT) foi igual a 18,96% e a variação entre populações dentro de regiões igual a 15,43%. As estimativas de fluxo gênico sugerem a existência de uma baixa proporção de migrantes entre populações. As análises multivariadas (UPGMA e NMDS) indicam que existe uma relação entre distância genética e espaço geográfico, hipótese esta que foi confirmada por uma análise de padrão espacial utilizando o teste de Mantel (r = 0,71; P = 0,015 com 1000 permutações aleatórias). Os resultados indicam assim que esta estrutura tenha se originado seguindo um modelo de diferenciação estocástica (neutro), ou seja, por um balanço entre fluxo gênico a curtas distâncias e deriva genética nas populações. Os valores de diversidade genética obtidos apóiam a hipótese de que a espécie T. papyrus é uma espécie xenógama facultativa e o fato de não serem encontrados altos níveis de homozigose, indica que devem existir mecanismos relacionados à biologia reprodutiva da espécie, que previnem, de alguma maneira, a ocorrência de elevadas taxas de endogamia, que poderia ter um efeito deletério em médio e longo prazo.
2022-12-06T14:11:41Z
Telles,Mariana Pires de Campos Silva,Sandra Pereira da Ramos,Juliana Rosa Soares,Thannya Nascimento Melo,Dayane Borges Resende,Lucileide Vilela Batista,Eliane cotrim Vasconcellos,Breno de Faria
Morfoanatomia da flor de cinco espécies de Galipea Aubl. e seu significado na evolução de flores tubulosas entre as Rutaceae neotropicais
A maioria dos gêneros da subtribo neotropical Galipeinae (tribo Galipeeae, Rutoideae) tem flores tubulosas, com várias formas e graus de conação e adnação. Galipea e outros gêneros na subtribo apresentam apenas duas anteras férteis mais cinco ou mais estaminódios, o que é intrigante porque na tribo predominam flores pentâmeras isostêmones. Visando elucidar a condição anatômica dessas características e estabelecer estados acurados para caracteres em análises filogenéticas, um estudo morfoanatômico de flores de cinco espécies de Galipea foi realizado, buscando os padrões de vascularização, posição, e união dos segmentos da flor. Destacam-se os resultados: 1) um tubo floral genuíno se forma no terço basal da flor por conação dos filetes e adnação desse tubo estaminal às pétalas; 2) as pétalas são distalmente coerentes umas às outras e aderentes aos filetes por meio de entrelaçamento de tricomas densos - um caso de pseudossimpetalia; 3) dentre as cinco (às vezes seis) estruturas tratadas como estaminódios, apenas as três externas são de fato homólogas a estames esterilizados, as demais surgem como ramificações adaxiais das pétalas; 4) os carpelos são peltados, congenitalmente conatos axial e lateralmente da base do ovário até o nível das placentas, e no estilete e estigma; na zona mediana e superior do ovário eles são unidos apenas posgenitalmente, com a epiderme diferenciada de carpelos contíguos e suturas evidentes na região ventral de cada carpelo; 5) a vascularização do disco sugere origem receptacular. As implicações desses dados para o entendimento da evolução das flores tubulosas em Galipea e grupos relacionados são discutidas.
2022-12-06T14:11:41Z
Pirani,José Rubens El Ottra,Juliana Hanna Leite Menezes,Nanuza Luiza de
Atividade inseticida do extrato das folhas de Piper hispidum (Piperaceae) sobre a broca-do-café (Hypothenemus hampei)
Este trabalho teve como objetivo avaliar o potencial inseticida do extrato acetônico das folhas de Piper hispidum Kunth sobre Hypothenemus hampei (Ferrari, 1867) em aplicação tópica, superfície contaminada e efeito de repelência. Adotou-se as diluições de 25,0; 5,0; 0,1; 0,02; 0,004 e 0,0008 mg mL-1 para exposição em superfície contaminada e aplicação tópica. No teste de repelência, utilizou-se a diluição 0,5 mg mL-1 do extrato. As avaliações foram realizadas nas 48 horas após a exposição ao extrato. Na exposição em superfície contaminada, obteve-se 100% de mortalidade, na diluição 25,0 mg mL-1, e de 50 a 80% nas diluições 0,004 a 5,0 mg mL-1, enquanto 0,0008 mg mL-1 e o controle resultaram em apenas 5% de mortalidade. Na aplicação tópica, atingiu-se 60 a 65% de mortalidade, com as diluições de 0,1 a 25,0 mg mL-1. As diluições de 0,2 a 0,0008 mg mL-1 não diferiram do controle. Os índices de repelência foram inferiores ao valor mínimo preconizado na literatura para se considerar uma substância como repelente. Este estudo evidencia a atividade inseticida do extrato de folhas de P. hispidum sobre H. hampei, o que sugere seu potencial no controle deste inseto.
2022-12-06T14:11:41Z
Santos,Maurício Reginado Alves dos Silva,Andrina Guimarães Lima,Renato Abreu Lima,Daniella Karine Souza Sallet,Lunalva Aurélio Pedroso Teixeira,César Augusto Domingues Polli,Aline Roberta Facundo,Valdir Alves
Estrutura genética espacial em populações naturais de Dimorphandra mollis (Fabaceae) na região norte de Minas Gerais, Brasil
O conhecimento e o entendimento da estruturação genética intrapopulacional são importantes para o manejo e conservação dos recursos genéticos florestais, bem como para avaliar os impactos da exploração e fragmentação e estabelecer estratégias de amostragem em populações naturais. O objetivo deste estudo foi determinar a estrutura genética espacial (EGE) dentro das populações de Dimorphandra mollis Benth., visando gerar informações para a conservação genética in situ das populações naturais da espécie. Dez locos aloenzimáticos foram utilizados para estimar as frequências de 20 alelos referentes a 180 indivíduos, distribuídos em três populações naturais (Campina Verde, Pau de Fruta e Vargem da Cruz) no norte de Minas Gerais, Brasil. A diversidade genética média (Ĥe) para a espécie foi de 0,463, considerada alta e todos os locos foram polimórficos, com média de 2,0 alelos por loco. Os genótipos de D. mollis nas populações Vargem da Cruz e Pau de Fruta encontram-se distribuídos espacialmente de maneira aleatória (b log = -0,007, P = 0,171; b log = -0,004, P = 0,772, respectivamente). Por outro lado, os indivíduos da população Campina Verde apresentaram EGE positiva na menor classe de distância (F(300,m) = 0,05, P < 0,001), indicando agrupamentos de indivíduos aparentados. A EGE significativa nessa população foi confirmada pela estatística Sp, com valor de 0,047 (P < 0,001). Fatores como a dispersão de pólen e sementes restritas e o histórico de perturbação antrópica dessa população podem ter contribuído para esse padrão de estrutura familiar dos genótipos. Os níveis de estruturação genética detectados nas populações estudadas devem ser considerados para estratégias mais eficientes de amostragem visando à conservação genética in situ.
2022-12-06T14:11:41Z
Gonçalves,Ana Cecília Reis,Cristiane Aparecida Fioravante Vieira,Fábio de Almeida Carvalho,Dulcinéia de
Biologia reprodutiva de Miconia angelana (Melastomataceae), endêmica da Serra da Canastra, Minas Gerais
A biologia reprodutiva de M. angelana R. Romero & R. Goldenberg foi estudada por meio de polinizações controladas, viabilidade polínica, crescimento do tubo polínico e germinação de sementes. Miconia angelana floresce entre o final de outubro e o início de novembro, é autocompatível e independente de polinização vibrátil. A autogamia, facilitada pela presença de anteras com dois poros que facilitam a saída do pólen sem que haja vibração e estames dispostos simetricamente ao redor do estilete, foi responsável pelas maiores porcentagens de frutificação (91,5%) e germinação das sementes (92%). Miconia angelana é uma das cinco espécies de Melastomataceae conhecidas até o momento que apresenta frutificação a partir de autopolinização espontânea e uma das cinco espécies do gênero Miconia com produção de néctar, que juntamente com o odor desagradável das flores, possibilita uma maior variedade de visitantes florais como mariposas, vespas, moscas, formigas, besouros e abelhas com comportamento vibratório ou não.
2022-12-06T14:11:41Z
Santos,Ana Paula Milla dos Romero,Rosana Oliveira,Paulo Eugênio A. M. de
Própolis marrom da vertente atlântica do Estado do Rio de Janeiro, Brasil: uma avaliação palinológica
Diversos ecossistemas são encontrados ao longo da área litorânea do Estado do Rio de Janeiro onde se desenvolvem atividades apícolas visando à produção de própolis, entretanto, poucos são os trabalhos que tratam da análise palinológica da própolis dessa região. Foram analisadas vinte e quatro amostras de própolis coletadas ao longo do ano de 1997 e procedentes de três apiários localizados em áreas distintas da vertente atlântica na zona oeste do município do Rio de Janeiro. As análises palinológicas foram realizadas a partir da remoção da cera e resina com etanol e, pelo uso da acetólise, contando-se 500 grãos de pólen por amostra. Em todas as amostras houve a predominância do tipo polínico Eucalyptus em conjunto com Mimosa caesalpiniaefolia, além de Mimosa scabrella que, no entanto, foi observado com valores mais baixos. Cecropia esteve presente na maioria das amostras, mas seus percentuais variaram muito. Anacardiaceae (quatro tipos polínicos), Asteraceae, Citrus, Cocos e Poaceae também ocorreram na maioria das amostras, mas sempre com baixos valores. As formações vegetais originais da região (mata atlântica e restinga) foram representadas por alguns tipos polínicos com percentuais abaixo de 3% (Astronium, Casearia, Celtis, Mansoa/Sparattosperma, Myrcia, Schinus e Tabebuia). As análises estatísticas refletiram a correlação entre as espécies de plantas reconhecidas através de seus grãos de pólen e as áreas de estudo. A análise palinológica da própolis marrom demonstrou principalmente a semelhança dos espectros polínicos nessas três áreas, evidenciando a vegetação alterada (de áreas degradadas e cultivo).
2022-12-06T14:11:41Z
Freitas,Alex da Silva de Barth,Ortrud Monika Luz,Cynthia Fernandes Pinto da
Musgos acrocárpicos (Bryophyta) do Parque Estadual das Sete Passagens, Miguel Calmon, Bahia, Brasil
Os musgos acrocárpicos são representados no Parque Estadual das Sete Passagens por 29 espécies distribuídas em 14 gêneros e oito famílias. Dessas espécies, seis espécies representam novas citações para o Estado da Bahia, sendo três novas para a região Nordeste e uma redescoberta para o Brasil. Caracterização morfológica, comentários, grupos briocenológicos, ambiente, distribuição geográfica e distribuição no Brasil são apresentados para todas as espécies estudadas. Ilustrações são apresentadas para as primeiras referências.
2022-12-06T14:11:41Z
Ballejos,Jana Bastos,Cid José Passos
Photosynthetic properties of three Brazilian seaweeds
Photosynthetic performance of distinct marine macroalgae, Ulva fasciata Delile (green alga), Lobophora variegata (J. V. Lamouroux) Womersley ex E. C. Oliveira (brown alga), and Plocamium brasiliensis (Greville) M. A. Howe & W. R. Taylor (red alga), were compared using a pulse amplitude-modulated fluorometer. The maximum quantum yield (Fv/Fm) ranged from 0.80 to 0.51, and the lowest value was found in P. brasiliensis. Under 400 µmol photons m-2 s-1 irradiance, the highest value of photochemical quenching (qP = 0.92 ± 0.13) was observed for U. fasciata. The red alga P. brasiliensis dissipated high amounts of excitation energy (qN = 0.56 ± 0.09), resulting in relatively low values for the effective quantum yield of PS-II (0.23 ± 0.04), as well as for the relative electron transport rate (3.3 ± 0.7). The high photosynthetic potential found for U. fasciata partially explains the species ability for rapid growth and high productivity.
2022-12-06T14:11:41Z
Chaloub,Ricardo M. Reinert,Fernanda Nassar,Cristina A. G. Fleury,Beatriz G. Mantuano,Dulce G. Larkum,Anthony W. D.
Tetrameristaceae (Angiospermae: Ericales): primeiro registro da família para o Brasil
Tetrameristaceae é uma pequena família da ordem Ericales com três gêneros conhecidos, Tetramerista, Pentamerista e Pelliciera, e nenhuma espécie até então registrada para o Brasil. Expedições de inventário biológico na região do interflúvio Madeira-Purus, realizadas nos períodos de abril a maio de 2007 e julho de 2007, registraram a ocorrência de Pentamerista neotropica Maguire no Brasil, sendo primeira citação da família Tetrameristaceae para o País. Este registro dista aproximadamente 1000 km das localidades para qual era anteriormente conhecida. Descobertas como estas demonstram a necessidade de muito esforço de campo para um conhecimento satisfatório da diversidade florística na Amazônia brasileira.
2022-12-06T14:11:41Z
Viana,Pedro Lage Carvalho,Fernanda Antunes Silva,Isabel Reis
Pólen de Magnoliopsida (Asteridae) e Liliopsida do perfil sedimentar de uma turfeira em São Francisco de Paula, planalto leste do Rio Grande do Sul, Sul do Brasil
(Pólen de Magnoliopsida (Asteridae) e Liliopsida do perfil sedimentar de uma turfeira em São Francisco de Paula, Planalto Leste do Rio Grande do Sul, Sul do Brasil). O trabalho tem por finalidade fornecer material de referência para pesquisas paleopalinológicas no sul do Brasil através da análise do perfil sedimentar de uma turfeira do Planalto Leste do Rio Grande do Sul. São apresentados os grãos de pólen de Asteridae, Alismatidae, Commelinidae e Liliidae. O perfil possui 286 cm de comprimento correspondendo, aproximadamente, aos últimos 25.000 anos. O processamento químico das 22 amostras obtidas seguiu o método padrão e a análise foi feita em microscopia óptica. As descrições morfológicas, incluindo medidas dos eixos polar e equatorial, são acompanhadas de fotomicrografias e dados ecológicos do esporófito de origem. Foram identificados grãos correspondentes a 21 Asteridae, uma Alismatidae, quatro Commelinidae, três Liliidae e mais três grãos de pólen indeterminados de Angiospermas.
2022-12-06T14:11:41Z
Leonhardt,Adriana Lorscheitter,Maria Luisa
Fissidentaceae (Bryophyta) da Chapada da Ibiapaba, Ceará, Brasil
(Fissidentaceae (Bryophyta) da Chapada da Ibiapaba, Ceará, Brasil). Foram encontradas na Chapada da Ibiapaba, Ceará, 20 espécies de Fissidentaceae sendo oito novas ocorrências para o Estado e Fissidens cryptoneuron P. de la Varde, F. angustifolius Sull., F. lindbergii Mitt. e F. santa-clarensis Thér. para a Região Nordeste. São fornecidas chaves de identificação para as espécies encontradas, bem como distribuição geográfica e comentários referentes a ambiente, substrato e caracteres taxonômicos importantes. Ilustrações foram feitas para as espécies pouco ilustradas na literatura.
2022-12-06T14:11:41Z
Oliveira,Hermeson Cassiano de Bastos,Cid José Passos
In vitro culture at low temperature and ex vitro acclimatization of Vriesea inflata an ornamental bromeliad
(In vitro culture at low temperature and ex vitro acclimatization of Vriesea inflata an ornamental bromeliad). In vitro culture by seeds is a technique for preservation of threatened species because it may provide a large number of plants with genetic diversity. The bromeliad Vriesea inflata (Wawra) Wawra, an ornamental bromeliad, is extensively and illegally collected from the nature and must be preserved. It is possible to form plant threatened collections in vitro by reducing the temperature of culture, while occupying little space, with the consequent reduction of maintenance costs. This work evaluated the influence of temperature on in vitro growth and morphology of plants of V. inflata, with the aim of establishing a slow growth-rate and analyzing the ex vitro acclimatization. Seeds were germinated in vitro in Murashige and Skoog (MS) medium, with macronutrients reduced to 50% (MS/2). After three months the plants were transferred to flasks of new same medium and kept in two germination chambers with the temperature adjusted to 15 °C and to 28 °C. After 24 months the plants were subject to biometric, photosynthetic pigments content and anatomical analyses. Results showed that plants maintained at 15 °C were smaller than those at 28 °C. Nevertheless, there were no alterations in pigments content, anatomy. In both treatments there was a survival rate of 100%. This work showed that plants of this species can be kept in vitro at 15 °C with the aim of forming a slow-growth collection, thereby seeking its preservation, and can be transferred to growth at ex vitro condition to achieved 100% survival rate.
2022-12-06T14:11:41Z
Pedroso,Andrea Nunes Vaz Lazarini,Rosmari Aparecida de Morais Tamaki,Vívian Nievola,Catarina Carvalho