Repositório RCAAP

Formação de educadores para o terceiro setor

Este artigo apresenta uma pesquisa que se voltou para a análise e reflexão de questões pertinentes à formação de educadores para o Terceiro Setor. Especificamente, optou-se pela realização de um estudo de caso sobre o curso Formação de Formadores para o Terceiro Setor oferecido pelo Senac-SP. A partir de levantamento bibliográfico, foram indicadas as origens do conceito Terceiro Setor e as principais teorias e abordagens que se relacionam ao Setor na atualidade. Procurou-se, ainda, explicitar as características centrais da educação no Terceiro Setor, suas origens históricas e os principais processos de ensino-aprendizagem que permeiam essa modalidade educacional. Os referenciais teóricos identificados sobre Terceiro Setor e Educação orientaram a análise do curso estudado. Além de identificar as matrizes teóricas e metodológicas subjacentes ao curso Formação de Formadores para o Terceiro Setor, buscou-se apresentar, ao final deste estudo, sugestões e propostas que possam contribuir para a melhoria do próprio curso e oferecer dados sistematizados para o desenvolvimento de outros programas de formação de educadores para o Terceiro Setor.   Palavras-chave: formação de educadores. educação no terceiro setor. cidadania e educação.

Ano

2022-12-06T14:13:55Z

Creators

dos Santos, Deivis Perez Bispo

Autonomia, democracia e diversidade: práticas pedagógicas que favorecem esses valores

O presente artigo aborda parte do trabalho de pesquisa concluído no ano de 2002. Apresento o projeto pedagógico “Ensino para a Diversidade” que promove, no interior da sala de aula, práticas pedagógicas favorecedoras de valores como a autonomia, a democracia e a diversidade. O Projeto referido foi implementado em nove escolas judaicas da cidade de Buenos Aires, Argentina a partir de 1997. O projeto original foi desenvolvido em Israel na década de 70, a partir de uma inquietação com a heterogeneidade presente nas escolas desse país advinda do grande fluxo de imigrantes. A motivação desse Projeto foi o respeito pelas diferenças, considerando que o papel da escola é dar respostas a estas diferenças adaptando o ambiente educativo às necessidades dos alunos e aos objetivos do programa de estudos. O nome original do Projeto é Hora’a Mutemet (hebraico) que significa Ensino Adaptado.

Ano

2022-12-06T14:13:55Z

Creators

Chaluh, Laura Noemi

Um olhar interdisciplinar para o ser-educador

Neste artigo, discutem-se questões atuais que permeiam o sentido de ser do educador dentro de uma perspectiva interdisciplinar de análise e estudo. Busca-se refletir sobre seu compromisso com a sociedade em que vive e com seu crescimento pessoal. Parte-se da questão que indaga qual seria o alimento que nutre um educador em sua profissão e discute-se, também, sua identidade como facilitador ou questionador da aprendizagem, dentro de sua prática em sala de aula.

Ano

2022-12-06T14:13:55Z

Creators

Miranda, Raquel Gianolla

As gurias do Sul: representações das jovens gaúchas em artefatos culturais midiáticos impressos

Minha intenção, no presente artigo, é analisar as representações de jovens gaúchas em determinados artefatos culturais midiáticos impressos, os quais podem ser interpelativos, podem governar e subjetivar os sujeitos. Essa análise é realizada na perspectiva dos Estudos Culturais, que consideram a cultura como um dos principais lócus onde são estabelecidas e, ao mesmo tempo, contestadas divisões desiguais próprias das sociedades capitalistas industriais, como as divisões de gerações, de classes, de etnias e de sexo. Nesse campo de estudos, os mencionados artefatos podem ser vistos como uma forma de pedagogia cultural que, no caso da leitura realizada, aponta para o fato de que não se deve ignorar a possibilidade de muitas jovens, inclusive as de nossas escolas, estarem continuamente expostas e, possivelmente, governadas por tais discursos midiáticos. Mostra, também, que é importante desconfiar desses discursos subjetivadores, os quais, ao representar ou narrar, ensinam as jovens a agir e a ser como mostram as representações que delas fazem. Logo, continuar a problematizar olhares produzidos nas culturas pode ser um dos caminhos necessários para compreender os significados de tais representações, a fim de se possa desnaturalizar aquilo que é aceito como verdade.

Ano

2022-12-06T14:13:55Z

Creators

Rossi, Rossana Cassanta

Corpos deslocados em Mulheres Alteradas

Assumindo o corpo como ponto de encontro entre história, natureza, ciência e cultura, como um constructo mutante, passível de intervenções, engendrado em redes de poder e controle, produzido pela linguagem e dotado de significação, nos encontramos presentificados no mundo. Nosso contexto “pós-moderno” apresenta-se conflituoso e ambíguo, pois se revela ao mesmo tempo repressor e libertador, estando a todo tempo a dizer de nós, de nosso corpo e de nossos comportamentos, determinando e representando nossa experiência como seres humanos. Assim, através dos aparatos midiáticos, discursos são veiculados e destinados à regulação do sujeito através de sua identificação ou não com determinadas verdades construídas, ou através de efeitos de verdade. Atendendo à lógica capitalista do mercado de consumo, a mídia contribui para uma visão de corpo como artefato sócio-econômico-cultural que, ao ser constantemente construído e reconstruído na discursividade, se concretiza. A partir de tais entendimentos localizamos a obra da cartunista argentina Maitena como oblematizadora da questão do corpo, pois retrata sua provisoriedade de forma satírica.

Ano

2022-12-06T14:13:55Z

Creators

da Silva, Thais Coelho

Gênero, masculinidade e magistério: horizontes de pesquisa

O magistério da educação infantil e séries iniciais do ensino fundamental é um campo feminizado, sendo raros os estudos empíricos sobre a docência nele exercida por homens. Este texto objetiva refletir sobre essa questão a partir das categorias gênero e masculinidade, entendidas como construções sociais e históricas, pressupondo-se a possibilidade de reconstruções cotidianas das identidades de homens, mulheres e docentes. Considerar a docência masculina no espaço escolar majoritariamente feminino remete à discussão sobre novas identidades masculinas e femininas e sobre o próprio exercício da docência, na direção de uma sociedade não-sexista e da eqüidade de gênero.

Ano

2022-12-06T14:13:55Z

Creators

Ferreira, José Luiz de Carvalho, Maria Eulina Pessoa

A epistemologia do ensino da arte frente aos parâmetros curriculares nacionais: confluências e oposições conceituais

O presente trabalho apresenta um panorama das correntes teóricas do Ensino da Arte e propõe uma reflexão sobre as confluências e oposições entre as mesmas, com o objetivo de oferecer subsídios para análise da posição epistemológica dos Parâmetros Curriculares Nacionais de Arte. Concluiu-se que o documento, apesar de oferecer uma proposta muito abrangente e buscar resgatar os conhecimentos específicos da área, apresenta ao longo do texto de fundamentação trechos nos quais se entrecruzam noções com bases teóricas diferenciadas ou mesmo incompatíveis. Assim, ficam comprometidas a coerência e a finalidade de oferecer ao professor de arte fundamentos teóricos sólidos para embasarem sua prática pedagógica.

Ano

2022-12-06T14:13:55Z

Creators

Fisch, Carolina Betioli Ribeiro

O ensino da literatura e a interpretação textual: uma abordagem histórico-cultural

Por meio do estudo aqui enfocado pretende-se investigar a influência da leitura de obras literárias no ensino e aprendizado da Literatura numa escola da rede pública estadual da cidade de Ituverava, interior de São Paulo. A pesquisa desenvolvese com os 34 alunos de uma das segundas séries do Ensino Médio e com a professora de Língua Portuguesa e Literatura da respectiva classe, a partir de uma revisão bibliográfica embasada na perspectiva histórico-cultural, bem como de uma pesquisa empírica do tipo etnográfico, priorizando-se o caráter qualitativo. Realiza-se no contexto escolar, no dia-a-dia das aulas. Os dados são coletados por meio da observação das atividades do grupo analisado, pela aplicação de questionários para detectar a vivência literária dos alunos, por algumas conversas com finalidade feitas com alunos e professora, entrevista com a bibliotecária e análise documental do planejamento anual da professora e das produções dos alunos. As análises revelam que, no grupo estudado, há correlação positiva e mediada entre o hábito da leitura e a produção textual dos jovens, apesar de apresentarem dificuldades na interpretação. Por meio da leitura de obras literárias, o ensino da Literatura incentiva a leitura e a escrita, além de desenvolver o espírito crítico dos alunos. Uma obra literária pode gerar vários caminhos, desde que tenha havido a autopercepção do texto, a apreensão das idéias depreendidas pelo pensamento do narrador.

Ano

2022-12-06T14:13:55Z

Creators

Mirandola, Sônia M. Machado Spazziani, Maria de Lourdes

PEDAGOGIA DO IMAGINÁRIO E FUNÇÃO IMAGINANTE: REDEFININDO O SENTIDO DA EDUCAÇÃO

O objetivo deste artigo é contribuir para a reflexão sobre a importância do imaginário na educação e oferecer pistas para uma pedagogia do imaginário. Numa perspectiva durandiana, considera-se que, se através do imaginário nos reconhecemos como humanos e atribuímos sentido às coisas e ao mundo, só uma pedagogia que valorize o imaginário aprendente, poderá efetivamente se apropriar do seu sentido original de construção da cultura por meio da educação. Tendo como fio condutor a interrogação sobre a possibilidade de se ensinar alguém a se comportar imaginativamente, desenha-se em breves traços uma pedagogia do imaginário como metáfora do processo de humanização por meio da função imaginante.

Ano

2022-12-06T14:13:55Z

Creators

Teixeira, Maria Cecília Sanchez

A construção do pensamento pedagógico em um quintal da globalização

Com este artigo objetivamos comentar o processo histórico de elaboração do ideário pedagógico brasileiro e as influências que o impregnaram. Ele faz parte da revisão de literatura na pesquisa que culminou em nossa tese de Doutoramento1. Na introdução do tema discorremos sobre a evolução do processo de Ocidentalização do Mundo, também denominado de Globalização. Delineamos a explicação do entendimento da Nova Ordem Mundial como sendo a organização do mundo em uma grande aldeia global (concretizada por meio da internacionalização da economia, bem como da revolução informacional). Desse modo, cada país seria um quintal dessa Aldeia e, o Brasil, um quintal da globalização. Nessa estrutura, as implicações da atual fase,matizam a reorganização do pensamento pedagógico nos diversos quintais do mundo e, inclusive no Brasil  objeto de reflexões neste texto. Por meio do estudo de diversos autores, no decorrer do trabalho, demonstramos que a influência e a interferência das organizações políticas e econômicas globalizadas têm se mostrado presentes na história brasileira, em todas as áreas componentes da Sociedade e em todas as reformas educacionais, ao longo do seu percurso. Entendemos que, além dessas nossas reflexões, muitas outras questões educacionais demonstram o quanto a educação escolar ainda é incipiente, precária e, assim também, o pensamento pedagógico brasileiro. Concluindo: estas constatações contribuirão para se documentar a evolução da educação escolar remetendo ao tema proposto. Em outras palavras, julgamos importante investigar a expressão do pensamento pedagógico brasileiro nos contextos regionais e locais na contemporaneidade, sendo este o tema de nossas pesquisas nos últimos anos.

Ano

2022-12-06T14:13:55Z

Creators

de Miranda, Marília Faria

PESQUISAS, ESTUDOS E SUJEITOS: QUE IMBRICAMENTOS NA PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO?

Problematizo, neste artigo, os modos pelos quais as distintas posições de sujeito que podemos assumir durante a ação de pesquisar atuam, perpassam e constituem a maneira pela qual construímos conhecimento em nossas investigações. Para isso apresento, desde uma perspectiva pós-estruturalista, os caminhos pelos quais desenvolvi uma investigação durante o curso de mestrado que realizei, atentando para algumas considerações sobre os acontecimentos que perpassaram esses atos de escrever, investigar e estudar. No desenvolvimento de tais problematizações discuto, num primeiro momento este texto, alguns elementos que compõem a corrente de pensamento ora denominada de pós-estruturalista, à qual estive inserido no decorrer destas discussões e na realização de meu estudo. A seguir, a partir de tal perspectiva teórica, destaco como os imbricamentos existentes entre as distintas posições do sujeito que pesquisa, acabam por influenciar e delinear aquilo que investiga e escreve.Por fim, procuro articular tais pressupostos e discussões com o modo pelo qual realizei e experimentei uma prática específica de pesquisa, a qual resultou em meu estudo durante o curso de mestrado.

Ano

2022-12-06T14:13:55Z

Creators

Manske, George Saliba

CONSIDERAÇÕES ACERCA DO PROFESSOR-PESQUISADOR: A QUE PESQUISA E A QUE PROFESSOR SE REFERE ESSA PROPOSTA DE FORMAÇÃO?

O objetivo deste artigo é apresentar considerações, entendidas aqui, enquanto exames atentos ou reflexões, acerca da formação do professor-pesquisador, uma proposta de formação docente que está amplamente presente no discurso educacional contemporâneo. O principal argumento trazido, por meio deste texto, é que caso esse programa de formação não se articule com uma discussão bastante séria a respeito da profissionalização e do trabalho docente, corre-se o risco de que tal proposta caia em um discurso vazio, mais um lugar comum na produção acadêmica sobre educação.

Ano

2022-12-06T14:13:55Z

Creators

Pereira, Júlio Emílio Diniz Allain, Luciana Resende

ESCOLA NOVA E JOHN DEWEY NA ARGUMENTAÇÃO DE AUTORES CATÓLICOS

O presente artigo versa sobre o discurso veiculado por seis obras de autores vinculados ao pensamento católico, publicadas no Brasil entre 1930 e 1960, as quais contêm argumentos críticos às propostas da Escola Nova e às concepções filosóficas, sociais e pedagógicas de John Dewey. O objetivo é elucidar as técnicas argumentativas utilizadas pelos autores, tomando por base a metodologia de análise oriunda de Chaïm Perelman e Lucie Olbrechts-Tyteca, em Tratado da argumentação: a nova retórica , e de Stephen Toulmin, em Os usos do argumento.

Ano

2022-12-06T14:13:55Z

Creators

da Cunha, Marcus Vinicius da Costa, Viviane

A EMERGÊNCIA DAS INSTITUIÇÕES DE EDUCAÇÃO INFANTIL

O presente artigo procura discutir as condições de emergência das instituições de Educação Infantil. Nesta perspectiva, tais estabelecimentos são compreendidos desde sua “entrada em cena”, enquanto espaços pedagógicos, disciplinadores e educadores, implicados no “seqüestro” dos corpos, dos tempos e espaços dos indivíduos. Dessa forma, ao longo do artigo são destacadas algumas relações que se estabeleceram entre sociedade, crianças e adultos, a começar de suas atribuições, suas histórias, seus discursos e condições de existência a partir da segunda metade do século XVIII. Ressalto que as instituições de Educação Infantil enquanto maquinarias disciplinares modernas evidenciam sua positividade à medida que participam da produção de sujeitos autogovernados. Desse modo, procuro evidenciar que esses estabelecimentos foram postos em funcionamento no intuito de ordenar e regular as massas populacionais difusas, permitindo a produção de saberes sobre os indivíduos, a classificação, a diferenciação e a normalização dos mesmos.

Ano

2022-12-06T14:13:55Z

Creators

de Carvalho, Rodrigo Saballa

EDUCAÇÃO INFANTIL E A ESCOLA FUNDAMENTAL DE 9 ANOS

Este artigo discute a implementação da Lei nº. 11.274, de 6 de fevereiro de 2006, que institui e normatizou o Ensino Fundamental obrigatório com duração de 9 anos, alterando a L.D.B.de nº. 9394/96, do ponto de vista das discussões e lutas travadas pelos fóruns de defesa da educação da criança de zero a seis anos. O artigo contempla três blocos de discussão O primeiro refere-se ao entendimento da formulação da lei, já que procura mostrar que a ampliação de um ano da escolaridade não fazia parte da agenda política e das reivindicações dos movimentos sociais; portanto entende-s como uma política econômica de educação. Uma segunda discussão refere-se ao entendimento da idéia da infância como experiência e, deste modo, discute-se o que a escola fundamental propõe como exercício da infância para as crianças. E uma terceira discussão versa sobre a relação entre raça, pobreza e fracasso escolar, mostrando a mecânica racista mo interior as escola fundamental e formulando a pergunta sobre o que essa escola propõe para a criança negra para além da antecipação do fracasso e da vivência da temática racial de maneira institucionalizada. A partir de um referencial baseado em Michel Foucault, Giorgio Agamben e Gilles Deleuze, discutem-se as propostas que estão colocadas para a educação da infância na perspectivada experiência.

Ano

2022-12-06T14:13:55Z

Creators

Abramowicz, Anete

A CONSTRUÇÃO DO CURRÍCULO EM SALA DE AULA: DESAIOS E POSSIBILIDADES

Este trabalho pretende socializar e discutir os resultados de uma pesquisa que objetiva analisar o processo de construção do currículo em sala de aula, ou seja, do currículo em ção e refletir sobre ele. Na análise, buscamos identificar e compreender s desafios e possibilidades de tal construção curricular, tanto no processo de formaçãonicial deprofessores, como na formação contínua do professor de Ensino Superior.Esta possibilidade construtiva nos leva ao encontro da compreensão de que professor e alunos são sujeitos no processo de ensino e aprendizagem quando, efetivamente, ambos sãonvolvidos na arquitetura das ações curriculares, favorecendo, continuamente, o exercício da auto-formação. Partindo do pressuposto que a sala de aula é um espaço fundamental e necessário às relações pessoais e cognitivas, destacamos a possibilidade de construir um currículo em uma perspectiva horizontal, ou seja, em um processo dialógico permanente, rompendo com a lógica da hierarquização do conhecimento com as relações autoritárias de der. Sustentados, teoricamente, nas proposições de Alves (2002), Freire (1987, 1997, 2000), iroux (2001), Hadji (2001) e Saul (2000), analisamos os dados provenientes de uma experiência desenvolvida durante o segundo semestre de 2004, na disciplina de Didática, ministrada no quarto período do Curso Normal Superior, da Universidade do Vale do Paraíba (Univap), onde constatamos a possibilidade de construir o currículo em sala de aulacom indícios de autonomia e emancipação, uma vez que nessa experiência foi possível democratizar a relação professor-aluno, bem como as ações curriculares no desenvolvimento do curso.

Ano

2022-12-06T14:13:55Z

Creators

Felício, Helena Maria dos Santos de Oliveira, Ronaldo Alexandre

O LUGAR DO DEVER DE CASA NA SALA DE AULA

O dever de casa constitui problemática pouco pesquisada, ausente da formação docente e planejamento pedagógico. Tem implicações familiares e escolares, pressupondo articulação entre tarefas de casa e classe. Sua eficácia na melhoria do aproveitamento escolar tem sido apontada, mas seu lugar no planejamento pedagógico não tem tido atenção. Qual o lugar do dever de casa na sala de aula as práticas docentes atuais? Esta questão é explorada empiricamente em turmas de 4ª série do Ensino Fundamental de escolas públicas de João Pessoa, através da observação e entrevistas com professoras. Os resultados indicam que o dever de casa é uma prática rotineira de exercícios individuais de aplicação e fixação, sendo prescrito e corrigido em aula, tomando para isso muito tempo. Articula-se de forma mais ou menos sistemática ou precária ao planejamento pedagógico, segundo um modelo curricular e pedagógico tradicional que requer monitoramento doméstico cotidiano ou desenvolvimento de hábitos de estudo independente, o que não tem obtido sucesso generalizado. Diante do desafio da equidade, considerando que sua produtividade depende das condições familiares e do bom planejamento pedagógico, são urgentes inovações pedagógicas que superem o modele em que o dever de casa é parte intrínseca da aula.

Ano

2022-12-06T14:13:55Z

Creators

de Carvalho, Maria Eulina Pessoa Nascimento, Conceição dos S. de Paiva, Clotilde M.

AS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DE LEITURA NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR

Este texto refere-se a uma pesquisa desenvolvida em duas escolas da rede estadual de ensino das cidades de Matinhos (PR) e Pontal do Paraná (PR), envolvendo professores de Língua Portuguesa, Ciências e História das séries finais do Ensino Fundamental. O estudo investigou o papel formativo das práticas pedagógicas de leitura, exercidas por professores dessas disciplinas, sobre suas próprias formações. Trabalhamos com o mundo da leitura, com as experiências profissionais e os saberes dos professores. Consideramos que por meio das práticas pedagógicas de leitura, os professores também produzem, mobilizam e ressignificam saberes que se voltam para sua formação. Assim, assumimos uma atitude de reconhecimento da relevância do contexto das práticas para a formação continuada docente. Pelo método da Análise de Conteúdo, encontramos as categorias leitura, aluno, livro didático e tempo, que foram discutidas a fim de responder à questão norteadora da investigação. Constatamos, então, que as práticas pedagógicas de leitura são formativas e que, tanto a leitura, os alunos e os livros didáticos quanto o tempo, promovem a formação continuada dos professores,à medida que contribuem para a (re) construção de seu saber eseu fazer.

Ano

2022-12-06T14:13:55Z

Creators

Cavalli, Suzana Cristina

ALFABETIZAÇÃO: UMA INDIVIDUALIZAÇÃO DO ENSINO?

O presente trabalho tem como objetivos retomar os níveis propostos por Ferreiro (1986) na construção da linguagem escrita e propor estratégias que auxiliem os professores a olucionarem as dificuldades apresentadas pelos alunos durante ocesso de alfabetização. Considera essencial que o professor observe a heterogeneidade presente em sala de aula. Propõe uma reflexão sobre o trabalho com diversidade, destacando a necessidade da ealização de um diagnóstico prévio (sondagem). Enfatiza a importância da interação entre professor e aluno enquanto fonte básica da criação de zonas de desenvolvimento proximalem sala de aula, bem como asinterações com outros membros do contexto cultural em que a criança vive, as quais resultarão em novas conquistas intelectuais importantes para a aprendizagem.

Ano

2022-12-06T14:13:55Z

Creators

Bierksteker, Tatiane Christine

OS PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO DE ONGS: UMA NOVA CATEGORIA DOCENTE?

O objetivo desta pesquisa é compreender a tipologia do quadro de recursos humanos que compõem as ONGs envolvidas com a causa educativa, nesse início de século XXI, no Brasil. Ante a ausência de pesquisas próprias para essas organizações, estabeleceu-se como referência conceitual as discussões, trazidas pelo tema de formação de professores e pelo trabalho docente, relativas à educação escolar. Diante disso, a questão que se coloca, tendo em mente o cenário maior da educação nacional, é de teor comparativo: os profissionais da educação de ONGs podem ser considerados uma nova categoria docente? A partir das premissas da educação como um processo amplo – que extrapola limites institucionais – e do reconhecimento das ONGs como uma nova tipologia de agentes educacionais brasileiros, discute-se a qualidade do trabalho educativo desenvolvido por duas delas:a Ação Educativa e o Projeto EmCantar. Dentre as diversas atividades observadas, depoimentos recolhidos e relatos desenvolvidos no período de pesquisa de campo junto às organizações, selecionou-se para a presente análise aquelas relativas à temática da formação de seus trabalhadores como uma nova categoria profissional. A conclusão que se infere, ao final da presente pesquisa, é sobre um novo tempo para a educação nacional: tempo de parcerias e de cooperação.

Ano

2022-12-06T14:13:55Z

Creators

de Almeida, Cíntia Pereira Dozono