Repositório RCAAP
Às expensas da intuição intelectual: para uma fundamentação da atividade da razão transcendental
Kant criticou incisivamente na Crítica da razão pura (1787) a tentativa de manter a noção de Intuição intelectual como válida ao procedimento moderno da argumentação científica. Num sentido inequívoco a pressuposição desse tipo de Intuição como conhecimento intelectual e imediato dos objetos antes descurava das reais condições humanas limitadas de conhecimento, dependente de atos de síntese para constituir objetos. Num roteiro argumentativo diferente, do ponto de vista da sistematização da razão transcendental, Fichte concede na Doutrina da Ciência (1794) e na Segunda Introdução à Doutrina da Ciência (1797) uma atividade à Intuição intelectual, não para uma vinculação intelectual imediata do sensível, mas para evidenciar os atos originários da reflexão do eu (Apercepção), enquanto constituidores do sistema da Filosofia transcendental. Expomos a diferença de registro nas concepções kantiana e fichtiana da noção de Intuição intelectual.
2013
Carlos Utteich, Luciano
A religião nos limites da simples razão
O texto que segue pretende abordar o escrito sobre a religião de Kant enquanto obra, buscando identificar a sua gênese e o propósito investigativo que o orienta. Para tanto, os seguintes passos argumentativos serão abordados: i) aspectos históricos relacionados à sua publicação; ii) reconstrução das quatro partes que compõem o texto e iii) em que termos elas se relacionam entre si.
2013
Machado Spinelli, Letícia
Idealidad y subjetividad en la estética trascendental de Kant
Este ensayo se ocupa del argumento de Kant en torno a la idealidad y la subjetividad del espacio en la Exposición metafísica del espacio, en la Crítica de la razón pura. Sostiene que el argumento kantiano tiene la forma de una reductio sobre el sustantivismo (Newton) y el relacionismo (Leibniz) --las dos concepciones del espacio prevalecientes en tiempo de Kant-- y que, usando la premisa de la aprioricidad del espacio, concluye, en un mismo paso, tanto la idealidad como la subjetividad del mismo. Eso muestra que los alegatos recientes (por parte de comentaristas anglosajones influyentes) en torno a la prioridad justificatoria de la idealidad sobre la subjetividad, o de ésta sobre aquella, resultan infundados. El ensayo propone asimismo una respuesta a la llamada objeción de la alternativa ignorada.
2013
Lazos Ochoa, Efraín
Kant’s universal human reason. A polyphonic, functional, and open concept
Este artigo tem como objetivo investigar o conceito de "razão humana universal" (allgemeine Menschenvernunft) kantiano pelo aprofundamento em seus escritos publicados e não publicados. Baseando-se em visões lógicas e antropológicas de Georg Friedrich Meier, Kant desenvolveu um modelo de razão que reuniu demandas do Iluminismo para o aumento do conhecimento e luta contra os preconceitos, sem, no entanto sucumbir à perversão da verdade absoluta. A razão pode ser encontrada em todos, uma vez que não é exclusiva, mas todos tem acesso a ela apenas em parte, dado que os seres humanos inevitavelmente a seguem, sem, no entanto estarem cientes disso, devido a preconceitos e pontos de vista particulares. Na medida em que, a razão kantiana exige autonomia e comunicação, e é de persistente validade cultural e teórica, como é provado pelo pensamento de Hannah Arendt.
2013
Anna Macor, Laura
Unidade cosmopolítica: o destino final da espécie humana, de Robert Louden
Este artigo objetiva examinar as asserções da predisposição da humanidade à “unidade cosmopolita”, nas diversas anotações sobre antropologia de Kant, que foram a base da elaboração da obra Antropologia de um ponto de vista pragmático. Assim, o autor apresenta um panorama histórico dessas asserções, as quais, ora como um propósito da natureza na medida em que é um fim da espécie humana, ora como um fim do gênero humano, uma vez que exige o exercício da liberdade. Por fim, esta unidade cosmopolita, que “a natureza tem como seu objetivo mais elevado”, é “a matriz na qual todas as Anlagen originais da espécie humana serão desenvolvidas” (IaG, AA 08: 28; cf. 22). Isso também é algo que estamos biologicamente predispostos a realizar, mas, tal realização dependerá das escolhas que nós e nossos descendentes faremos. Assim, afirmar a existência de uma determinação biológica da espécie humana não significa reduzir o seu comportamento a uma grandeza meramente explicável pelas leis da biologia.
2013
Louden, Robert
Not seeing and seeing nothing. Kant on the twin conditions of objective reference
The article deals with the status and significance of Kant's distinction between intuition and concept as the two essential prerequisites for the objective reference of cognitions in the Critique of Pure Reason. More specifically, the article is concerned with Kant's account of the objective reference of cognitions a priori and with the conditions of the possibility of non-empirical knowledge in general and of metaphysical knowledge in particular. Section 1 presents Kant's transcendental project in its strategic role of providing the theoretical foundations for moral freedom. Section 2 elucidates the ground and function of the dualism that permeates Kant's critical philosophy. Section 3 details Kant's innovative account of sensuous intuition as one of the two basic elements of cognition. Section 4 addresses the original limitation of sensuous intuition as a mode of cognition and the latter's functional enhancement by the conceptual mode of cognition.
2014
Zöller, Günter
A noção de "regra" na segunda analogia e a "resposta" kantiana ao problema humeano da indução
Pretende-se discutir a noção de regra envolvida na "resposta" kantiana exposta na Segunda Analogia da Crítica da Razão Pura aos problemas apresentados por Hume quanto à causalidade e à indução. Particularmente, o foco da análise é a investigação referente à extensão para o princípio "mesmas causas, mesmos efeitos" da dedução apresentada por Kant para o princípio "todo evento tem uma causa", a partir do que signifique seguir uma regra, enquanto pressuposto da possibilidade de se determinar uma irreversibilidade da ordem de uma dada sequência temporal. Em especial, o artigo pretende abordar o tema concernente aos possíveis modos pelos quais a filosofia kantiana poderia conferir legitimidade ao princípio "mesmas causas, mesmos efeitos", sem recorrer aos elementos do Apêndice à Dialética Transcendental e da Crítica à Faculdade do Juízo. O artigo se concentrará em duas possibilidades, apontadas pelas leituras de Friedman (1992) e Longenesse (2005; p.143-183; 1993; p.167-197). Assim, respectivamente, o texto expõe a diferença entre a compreensão de que os estados sucessivos sejam determinados em si mesmos por regras causais universais que representam um sistema unificado da Natureza, por um lado, e, por outro, a visão segundo a qual a percepção dessas sequências é produto de um juízo de experiência que pressupõe a construção de regras causais pela subsunção do diverso à categoria de causa.
2014
Cachel, Andrea
Da metafísica à metodologia: Kant e Popper
Neste artigo defendemos que a filosofia do conhecimento de Kant se completa com a "Revolução Copernicana" de Popper. Sustentamos que a maior relevância em ambas as filosofias está na investigação das condições de possibilidade do conhecimento objetivo e que a resposta kantiana ao problema da relação entre o mundo natural e aquilo que afirmamos conhecer acerca dele foi correta, entretanto, insuficiente. Kant propôs um projeto filosófico para a ciência natural que consistiu em converter a metafísica em metodologia crítica. Ele desvendou princípios que julgou necessários ao conhecimento científico e buscou resposta ao aparente paradoxo entre o princípio empirista de que nós não podemos ter conhecimento a priori do mundo e os princípios racionais de não-contradição e de incompletude. Seu projeto teórico para as ciências naturais ficou inacabado e Popper, com seu falibilismo agudo, o completou.
2014
Schorn, Remi
Il pensiero antinomico nella KU
O presente trabalho tem como objetivo investigar um aspecto particular do pensamento de Kant, ou seja, o pensamento antinômico na terceira Crítica, e mais precisamente nos parágrafos 69-70-71. Nestes parágrafos - assim as teses - Kant apresenta as antinomias do juízo refletido, mas ele também tenta explicar como superar essas antinomias. Por esta razão, estes três parágrafos são básicos, como eles funcionam como uma ligação entre a primeira e a segunda parte da terceira Crítica, mas também porque eles nos introduzem na argumentação da segunda parte.
2014
Ferron, Isabella
Tecnologias da informação e impacto na formação do profissional da informação
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2012
Marcondes, Carlos H.
Competencias en el uso de la tecnología y los recursos de la información
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2012
Marcial, Noel Angulo
Base conceitual para implantação de um sistema de inteligência competitiva na Braspetro
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2012
Milani Júnior, Angelo
Inteligência competitiva: definições e contextualização
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2012
Marco, Sueli Aparecida de
A responsabilidade social da Ciência da Informação
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2012
Freire, Isa Maria Araujo, Vânia Maria Rodrigues Hermes de
Referenciais teóricos da área de informação: sobre Isa e Vânia para os professores da ABEBD
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2012
Mostafa, Solange Puntel Moreira, Walter
A leitura em análise documentária
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2012
Fujita, Mariângela Spotti Nardi, Maria Izabel Aspeti
Relação do sujeito com a liguagem: a teoria e a prática da indexação
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2012
Lucas, Clarinda Rodrigues
Leitura do biliotecário acadêmico: formação e atuação
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2012
Pontes, Rute Batista de Válio, Else Benetti Marques
Caveat web surfer! responsabilidade social e recursos da Internet
No summary/description provided
2012
Froehlich, Thomas J.
As garantias no texto de Froehlich
No summary/description provided
2012
Moreira, Wálter Mostafa, Solange Puntel