Repositório RCAAP

Agenesia isolada da artéria pulmonar direita ou esquerda: avaliação da evolução natural e a longo prazo, após intervenção corretiva

OBJETIVO: Agenesia da artéria pulmonar, direita ou esquerda, rara como anomalia isolada, foi relatada em 119 casos desde 1978. Apresenta-se clinicamente com hipertensão pulmonar (HP) na infância e com hemoptise no adulto. Intervenções como reconstrução arterial pulmonar e lobectomia foram realizadas em 17% dos casos. Analisamos quatro destes casos, sendo dois em evolução natural e dois com regressão da HP, após longo tempo da correção operatória. MÉTODOS: Quatro crianças, três do sexo masculino, com 22,10 e 35 meses de idade e uma do sexo feminino com 20 meses, com insuficiência cardíaca direita (ICD) e cianose na primeira e ICD na segunda e cansaço aos esforços nas outras duas. Todas tinham sinais de HP, sobrecarga ventricular direita no ECG e cardiomegalia. Cateterismo cardíaco mostrou pressões sistêmicas na artéria pulmonar contralateral na agenesia à direita em três e na agenesia à esquerda em um caso. RESULTADOS: Restabelecimento cirúrgico da continuidade arterial pulmonar foi possível em dois casos, na criança de 22 e na de 10 meses de idade, pela interposição de Goretex de diâmetro de 7 mm entre as artérias pulmonares até o hilo pulmonar contralateral hipoplásico. Houve regressão dos sinais de HP em período imediato e tardio, com 7 e 2,5 anos de idade respectivamente. A relação das pressões entre os ventrículos direito e esquerdo era de 30 e 40%, nos dois casos. A perfusão pulmonar aumentou de 8 para 44% e de 8 para 23%, nos dois casos. O mesmo procedimento foi programado para os outros pacientes. CONCLUSÃO: Esta técnica se torna a operação de escolha para casos similares, raramente descritos na literatura, mesmo em presença de acentuada HP e hipoplasia arterial pulmonar contralateral.

Ano

2006

Creators

Atik,Edmar Tanamati,Carla Kajita,Luiz Barbero-Marcial,Miguel

Características do transplante cardíaco neonatal e infantil

OBJETIVO: Relatar as características do transplante cardíaco neonatal e pediátrico em crianças portadoras de cardiopatias complexas e cardiomiopatias retratarias à terapêutica convencional. O presente trabalho mostra a experiência de três anos e meio deste procedimento no Instituto do Coração HC-FMUSP. MÉTODOS: A metodologia empregada consistiu-se na técnica cirúrgica nos casos de cardiopatias congênitas, critérios de indicação para o transplante e viabilidade do doador, manuseio pós-operatório, imunosupressão, prevenção e tratamento de potenciais complicações. RESULTADOS: De novembro de 1992 a junho de 1996, 14 crianças foram transplantadas com idade de 12 dias a seis anos (média de 2,2 anos); 57% do sexo masculino; peso de 3,5 kg a 17,8 kg (média de 10,3 kg). Os doadores tinham de 21 dias a dez anos de idade(média de 4,4 anos); 80% do sexo masculino; peso variando de 3,8 a 20 kg (média de 14,3 kg). A sobrevida foi de 85,7% (2 óbitos em 14 pacientes). O tempo de seguimento foi de um mês a três anos e seis meses (média de 16 meses). As principais complicações foram hipertensão arterial sistêmica, rejeição aguda e infecção. O número de rejeições por paciente foi de 3,5 episódios e de infecção foi de 3,3 episódios. CONCLUSÃO: O transplante cardíaco consistiu-se em promissora opção terapêutica com sobrevida de 85,7% a médio prazo.

Ano

1996

Creators

Barbero-Marcial,Miguel Azeka,Estela Camargo,Paulo Roberto Jatene,Marcelo B Riso,Arlindo Auler Júnior,José Otávio C Soares,José Monteiro,Cristina Uip,Davi Camargo,Luis Santos,Sílvia Coelho,Verônica Atik,Edmar Ebaid,Munir Jatene,Adib D

Revascularização transmiocárdica a laser

A doença coronária aterosclerótica apresenta situações em que as técnicas cirúrgicas habituais ou as realizadas em laboratórios de hemodinâmica não são passíveis de utilização. São pacientes portadores de comprometimento grave e difuso das artérias coronárias, mas ainda com preservação da viabilidade miocárdica e que evoluem com importante sintomatologia anginosa, apesar da terapêutica clínica adequada. Técnicas de endarterectomia são preconizadas em algumas situações, porém com resultados trans e pós-operatórios muitas vezes desfavoráveis. Em outras ocasiões pode, inclusive, ser necessária a indicação de transplante cardíaco. Para este grupo de pacientes uma nova abordagem vem sendo desenvolvida a partir dos estudos do Dr. Mirhoseini, com a confecção de vários túneis transmiocárdicos com o uso de raios laser de CO2 de alta potência (850 watts). Os autores relatam sua experiência clínica inicial no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, com a utilização da Revascularização Transmiocárdica a laser (Heart Laser) no período de abril de 1995 a fevereiro de 1996. Foram operados 11 pacientes com essa técnica (em um deles foi utilizada revascularização associada), sendo a média de idades de 68 anos. Sete deles eram casos de reoperações. Desses pacientes, 9 encontravam-se em grupo funcional IV. Houve 2 óbitos no período pós-operatório, ambos em pacientes com idade superior a 80 anos. Sete pacientes foram avaliados com 3 meses de pós-operatório, mostrando melhora clínica e maior tolerância a esforços. Em 4 pacientes foi realizado mapeamento cardíaco com isótopos e, em 1, houve melhora da perfusão. Os resultados, embora promissores, ainda requerem uma avaliação mais prolongada em um maior grupo de pacientes, para que sua utilização seja melhor estabelecida.

Ano

1996

Creators

Galantier,Maurício Moreira,Geisha Barbosa Bub,Rolf Francisco Galantier,João Buffolo,Ênio Carvalho,Antônio Carlos Armaganijan,Dikran Féher,Jozef

Artéria radial na ampliação do uso de enxertos arteriais para revascularização do miocárdio: considerações anatômicas e tática cirúrgica

A artéria radial (AR) foi estudada sob o ponto de vista anatômico, histológico, imunohistoquímico e ultramicroscópico. Paralelamente, foram analisados os resultados de seu emprego na revascularização do miocárdio de 269 pacientes. No total, 319 artérias coronárias foram revascularizadas pela AR. Houve predomínio do sexo masculino (80,7%) e da raça branca (93,7%). A artéria torácica interna esquerda (ATIe) foi empregada em 246 pacientes. Outros 17 já haviam sido previamente revascularizados com a ATIe, perfazendo um total de 97,8%. A artéria torácica interna direita (ATId) foi empregada em 59 (21,9%) pacientes, a artéria gastroepiplóica direita (AGEd) em 17 (6,3%) pacientes e em 161 (59,8%) foram também realizadas 1 a 4 pontes de veia safena. A média de enxertos por paciente foi de 3,4. Não houve complicações isquémicas ou infecciosas no membro em que a AR foi retirada. Os estudos imuno-histoquímicos e ultramicroscópicos permitiram observar o grande espessamento da membrana limitante elástica interna da AR e o predomínio de fibras colágenas sobre as elásticas na camada média. As principais complicações pósoperatórias foram a fibrilação atrial em 21 (7,8%) pacientes, insuficiência respiratória em 21 (7,8%), alterações no ECG e/ou elevação de CKMB em 12 (4,5%) pacientes. O balão intra-aórtico foi utilizado em 6 (2,2%) pacientes. O cateterismo no pós-operatório precoce foi realizado em 21 pacientes. Em 1 paciente houve dissecção sem oclusão do óstio da AR pelo cateter, 1 (4,7%) apresentou sinais de espasmo da AR; nos demais a AR encontrava-se pérvia e sem lesões. Houve 6 (2,2%) óbitos hospitalares, sendo 3 por acidente vascular cerebral, 2 por baixo débito cardíaco e 1 paciente teve morte súbita. Nos últimos meses temos visado à revascularização miocárdica com o emprego máximo de enxertos arteriais. Como tática especial usamos a AR para anastomoses seqüenciais com as artérias de parede inferior e lateral do ventrículo esquerdo. A anastomose do coto proximal é realizada na ATIe que, por sua vez, é habitualmente anastomosada ao ramo interventricular anterior (RIA). As artérias AGEd e ATId in situ ou, como enxerto livre, têm complementado o procedimento. Dentre 64 pacientes operados nos últimos 3 meses com a utilização da AR, 62 (96,9%) receberam pelo menos 2 enxertos arteriais, 27 (42,2%) receberam pelo menos 3 enxertos arteriais e 8 (12,5%) pacientes receberam 4 ou 5 enxertos arteriais. Em 29 (45,3%) deles a AR foi anastomosada à ATIe ou ATId. Acreditamos que essa técnica reduza a excessiva pressão conseqüente à anastomose direta da AR na aorta e que o maior fluxo decorrente das anastomoses seqüenciais auxilie na manutenção da perviabilidade da AR. A despeito de considerarmos o enxerto pediculado da ATIe o principal método de revascularização do miocárdio, os resultados preliminares indicam que a AR constitui uma excelente via complementar na busca da revascularização completa do miocárdio com enxertos arteriais.

Ano

1996

Creators

Dallan,Luís Alberto Oliveira,Sérgio Almeida de Jatene,Fábio B Corso,Ricardo Iglésias,José Carlos R Prates,Nadir Souza,Januário M Verginelli,Geraldo Jatene,Adib D

Revascularização do miocárdio minimamente invasiva

OBJETIVO: Tendência atual em todas as áreas da cirurgia aponta para táticas e técnicas cirúrgicas que tornem o ato operatório cada vez menos invasivo. O objetivo do presente estudo foi avaliar a viabilidade da revascularização do miocárdio através de mínima incisão torácica (minitoracotomia esquerda), sem circulação extracorpórea. CASUÍSTICA E MÉTODOS: De setembro de 1995 a março de 1996, um total de 19 pacientes portadores de lesões isoladas do ramo interventricular anterior (RIA) e/ou diagonal (Dg) foram submetidos a revascularização do miocárdio, tendo, como via de acesso, toracotomia anterior paraesternal esquerda, de aproximadamente 7 cm de extensão, ao nível do 4º espaço intercostal. Através dessa incisão foi dissecada a artéria torácica interna esquerda (ATIE) em extensão suficiente para a realização da anastomose com o RIA efetuada sem circulação extracorpórea. No 2º dia de pós-operatório esses pacientes foram submetidos a arteriografia e eco-Doppler transtorácico da ATIE para verificação das condições do enxerto e da persistência de fluxo pelos ramos intercostais não ligados por ocasião da dissecção parcial da artéria. RESULTADOS: Todos os pacientes tiveram boa evolução pós-operatória. O resultado da ATIE realizado em 16 dos 19 pacientes operados mostrou padrões angiográficos excelentes em 13 deles. Não se demonstrou contrastação dos ramos intercostais não ligados durante a dissecção. O Doppler transtorácico se correlacionou com as condições dos enxertos. CONCLUSÃO: Os resultados iniciais obtidos na revascularização do miocárdio através de minitoracotomia esquerda sugerem ser esta uma boa alternativa tática para portadores de lesão isolada do RIA com excelente resultado estético.

Ano

1996

Creators

Teles,Carlos A Buffolo,Ênio Petrizzo,Antônia Ribeiro,Expedito Silva,Lélio A Mathias Jr,Wilson

Experiência cirúrgica inicial com a operação de Ross (auto-enxerto pulmonar)

FUNDAMENTO: Em decorrência dos excelentes resultados tardios observados com a operação de Ross, sua utilização tem sido cada vez mais freqüente em vários Centros de todo o mundo. OBJETIVO: Relatar a experiência cirúrgica inicial com essa operação em nosso meio. CASUÍSTICA E MÉTODOS: De maio/95 a fevereiro/96,24 pacientes com média de idades de 28,3 anos foram submetidos à operação de Ross pelo método de substituição do segmento proximal da aorta ascendente. Para a reconstrução da via de saída do ventrículo direito, foram utilizados 17 homoenxertos pulmonares e 7 homoenxertos aórticos preservados em solução de antibióticos. Em todos os pacientes foram realizados ecocardiograma bidimensional com Doppler e cateterismo cardíaco no pós-operatório imediato, para avaliar a função ventricular e desempenho hemodinâmico dos auto e homoenxertos utilizados. Três pacientes com evolução clínica superior a seis meses realizaram novo ecocardiograma. RESULTADOS: A mortalidade hospitalar foi de 4%. Os sobreviventes tiveram alta hospitalar em ritmo sinusal e sem sopro diastólico de insuficiência aórtica. O desempenho hemodinâmico dos auto-enxertos foi muito satisfatório, com baixos gradientes de pico (4,0 ± 1,3 mmHg pelo ecocardiograma e 2,8 ± 1,2 mmHg pelo cateterismo). Vinte e um pacientes apresentaram auto-enxertos suficientes e/ou com insuficiência trivial, e 2 pacientes tiveram insuficiência leve. Nenhum paciente teve insuficiência moderada ou importante. Os gradientes de pico dos homoenxertos também foram baixos (3,0 ± 0,9 mmHg pelo ecocardiograma e 4,3 ± 1,4 mmHg pelo cateterismo) e apenas 2 apresentaram insuficiência leve. Houve significativa redução das dimensões sistólica e diastólica do ventrículo esquerdo no pós-operatório imediato, assim como da massa ventricular esquerda. Após um tempo médio de seguimento clínico de 5,1 meses (1-9 meses), todos os pacientes encontram-se em classe funcional I e livres de eventos. Três pacientes, com tempo de evolução superior a seis meses, realizaram ecocardiograma, que demonstrou normalização da função e massa ventricular, assim como manutenção do adequado desempenho hemodinâmico dos enxertos. CONCLUSÕES: A operação de Ross pode ser realizada em nosso meio com baixa mortalidade e resultados satisfatórios a curto prazo. Acreditamos que será amplamente empregada.

Ano

1996

Creators

Costa,Francisco Diniz Affonso da Poffo,Robinson Gaspar,Rogério Abuchaim,Décio Cavalet Soarer Melo,Rubem Sualete de Quintaneiro,Valdemir Sallum,Fábio Said Faraco,Djalma Luís Costa,Iseu Affonso da

Proteção farmacológica da medula espinal isquémica

Estudou-se a ação protetora da quetamina (30mg/kg, EV) e da clorpromazina (2mg/kg, EV), sobre a medula espinal de ratos Wistar, submetida à isquemia de 30 min, por oclusão da aorta torácica, seguida de reperfusão. Em 70 animais, com peso médio de 380g, divididos em 7 grupos iguais, obtiveram-se os seguintes resultados porcentuais referentes à integral recuperação sensitivo-motora: 1) "Sham-operation": 100%; 2) isquemia-reperfusão: 0%; 3) quetamina, 1 min antes da isquemia: 30%; 4) quetamina, 10 min antes da isquemia: 50%; 5) clorpromazina, 1 min antes da isquemia: 50%; 6) clorpromazina, 1 min antes da reperfusão: 10%; 7) quetamina + clorpromazina, 1 min antes da isquemia: 60%. Tanto a quetamina quanto a clorpromazina protegeram parte dos animais cuja medula espinal fora submetida à isquemia-reperfusão. Contudo, ao se comparar os animais protegidos, as diferenças de resultados só alcançaram significância estatística entre os grupos 6 e 7. O estudo histológico, por microscopia óptica, confirmou a ação protetora de ambos os agentes farmacológicos. A perfusão do espaço subaracnóideo dos animais cuja medula espinal fora submetida à isquemia-reperfusão demonstrou quantidade excessiva dos aminoácidos neuroexcitadores, L-aspartato e L-glutamato.

Ano

1996

Creators

Sader,Albert Amin Coutinho Netto,Joaquim Lachat,João José Roselino,José Eduardo de Salles Ballerini,Flávio José

Utilização do azul de metileno no tratamento da síndrome vasoplégica após cirurgia cardíaca

Relata-se a restauração da resistência vascular sistêmica com o uso do azul de metileno (AM) em pacientes submetidos a cirurgia cardíaca com e sem circulação extracorpórea. Todos os pacientes apresentaram no pós-operatório imediato quadro de taquicardia, oligúria, manutenção da perfusão periférica e importante hipotensão arterial sistêmica, retrataria a grandes doses de catecolaminas. As avaliações hemodinâmicas pela técnica de termodiluição com cateter de Swan-Ganz monstraram padrão compatível com síndrome vasoplégica, com índice de resistência vascular sistêmica média de 868 dina. s. cm5, sem resposta a drogas vasoativas. À semelhança do choque endotóxico, a síndrome foi interpretada como decorrente da estimulação da enzima óxido nítricosintetase com conseqüente formação de óxido nítrico (NO) pelas células endoteliais. Utilizou-se então AM, como bloqueador do NO no sistemaguanililciclase/guanino-monofosfatociclase, na dose de 1,5 mg/kg peso, em infusão intravenosa por uma hora. O restabelecimento do tônus vascular sistêmico (IRVS = 1693 dina. s. cm5) com normalização da pressão arterial e do quadro clínico, foi efetivo e rápido, mostrando ser o AM uma promissora droga na diminuição da morbi-mortalidade da síndrome vasoplégica.

Ano

1996

Creators

Andrade,José Carlos S. de Batista Filho,Mário Lúcio Évora,Paulo Roberto B Tavares,José Roberto Buffolo,Ênio Ribeiro,Expedito E Silva,Lélio A Teles,Carlos A Petrizzo,Antônia Barata Filho,Vitor V Duprat,Renato

Cardioplegia cristalóide, barotrauma e função endotelial: considerações experimentais

O presente ensaio experimental estudou o efeito da infusão de solução cardioplégica cristalóide a altas pressões sobre a função endotelial de artérias epicárdicas de cães. Não se encontraram alterações a nível de receptores (curvas dose-respostas à ACH e ADP; da transdução do sinal iniciado nos receptores/sitema de G-proteínas (fluoreto de sódio) e nos processos intracelulares da produção de EDRF/ NO (fosfolipase C e ionóforo do cálcio A23187). A função da musculatura lisa vascular não foi afetada quando se analisaram as respostas relaxantes (nitroprussiato de sódio e isoproterenol) e contrateis (KCI e prostaglandina 2alfa). Estes achados permitem as seguintes considerrações especulativas: a) O barotrauma produzido pela infusão da cardioplegia cristalóide a altas pressões ocorreria apenas em circulações coronarianas previamente doentes? b) Uma vez que as infusões duraram de 2 a 3 minutos, seria o barotrauma coronariano um fenômeno dependente do tempo de infusão? c) Para que ocorra o barotrauma seriam necessários níveis mais elevados de potássio? d) Questionar a existência do fenômeno do barotrauma coronariano produzido pela infusão de soluções cadioplégicas pelo menos nas condições experimentais utilizadas, e) A metodologia empregada estuda apenas as reatividades vasculares de artérias coronárias epicárdicas. Estas artérias seriam menos sensíveis aos efeitos da pressão de infusão da cardioplegia do que a microcirculação coronariana? f) Seria a circulação coronária do cão menos sensível a altas pressões do que do homem? Estas observações experimentais sugerem que a infusão de cardioplegia cristalóide, moderadamente hipocalêmica, a altas pressõe em um tempo de 2 a 3 minutos, não interfere com a produção de EDRF/NO pelo endotélio de coronárias epicárdicas do cão.

Ano

1996

Creators

Évora,Paulo Roberto B Pearson,Paul J Oeltjen,Marilyn Discigil,Berent Schaff,Hartzell V

Correção cirúrgica simultânea da fibrilação atrial e da insuficiência mitral em criança

Plastia valvar mitral combinada com cirurgia de COX (labirinto) foi realizada em uma paciente de 12 anos, para correção de insuficiência mitral reumática e fibrilação atrial crônica. Um ano após a cirurgia, a paciente encontra-se assintomática e em ritmo sinusal. O ecodopplercardiograma mostrou redução importante do átrio esquerdo e o cateterismo, assim como o ecodopplercardiograma confirmaram sístole atrial efetiva.

Ano

1996

Creators

Gregori Jr,Francisco Silva,Samuel Silva da Croti,Ulisses Alexandre Hayashi,Sergio Shiguero Ribeiro,Icanor Antônio Kreling,Pedro Aloizio

Controvérsias na cirurgia da origem anômala das artérias coronárias

Seis casos de origem anômala das artérias coronárias são relatados: artéria coronária esquerda nascendo no tronco pulmonar 3 casos, artéria coronária direita nascendo no tronco pulmonar 2 e uma coronária direita nascendo no seio de Valsalva esquerdo. Foi realizado a reparo cirúrgico sem mortalidade. As controvérsias sobre as opções cirúrgicas são discutidas.

Revascularização do miocárdio sem circulação extracorpórea com derivação intraluminal temporária (DILT) na emergência pós angioplastia transluminal coronária (ATC)

No período de novembro 1989 a dezembro 1995, 18 doentes foram submetidos a cirurgia de emergência para revascularização do miocárdio sem circulação extracorpórea (CEC), devido a insucesso de angioplastia transluminal percutânea (ATC). Todos os pacientes apresentavam lesões do ramo interventricular anterior (RIA), coronária direita (CD) ou coronária diagonal (Dg), passíveis de abordagem sem CEC. Em todos utilizamos derivação intraluminal temporária (DITL) para manter o fluxo coronariano e minimizar a isquemia. Três (16,66%) doentes foram operados na vigência de infarto agudo do miocárdio e 4 (22,22%) doentes com importante corrente de lesão ao ECG. O choque cardiogênico estava presente em 3 (16,66%) doentes. Não houve mortalidade. Realizamos estudo estatístico para comparação da mortalidade referida por diversos autores utilizando revascularização com CEC.

Ano

1996

Creators

Pinto,Ana M. Rocha Pochini,Marcelo Marinelli,Itagiba Campagnucci,Valquíria P Gandra,Sílvio M. A Rivetti,Luiz Antônio

Cirurgia de revascularização do miocárdio através de minitoracotomia ântero-lateral esquerda

No período de outubro de 1995 a fevereiro de 1996, 16 pacientes selecionados foram submetidos a cirurgia de revascularização do miocárdio através de minitoracotomia ântero-lateral esquerda. Em todos os casos a artéria torácica interna esquerda foi dissecada, para posterior anastomose com o ramo interventricular anterior (RIA) sem a utilização de circulação extracorpórea. A idade variou de 43 a 77, com média de 60 anos. Sessenta e dois por cento dos pacientes eram do sexo masculino. Não houve complicações tais como: hemorragias, acidente vascular cerebral, insuficiência renal aguda, mediastinite ou infarto agudo do miocárdio. Não houve mortalidade no grupo em questão. Em 4 (25%) pacientes foi realizado estudo hemodinâmico, que demostrou uma normalidade da anastomose da artéria torácica interna para o ramo interventricular anterior. Devido aos excelentes resultados iniciais, acreditamos que este procedimento possa ser empregado com maior freqüência e com a familiarização dos grupos cirúrgicos, e que as artérias diagonais e marginais da circunflexa possam ser beneficiadas com este tipo de procedimento.

Ano

1996

Creators

Lobo Filho,J. Glauco Oliveira,Francisco M. de Ciarline,Ciro Feitosa,J. Acácio Rolim,Ana Virginia Erirtônio Façanha,J Lobo,Roberto A. C. de M Dantas,M. Chirstian B. R Lima,Ricardo de Carvalho Escobar,Mozart A. S. de Mendonça,José Teles de Wanderley Neto,José

Valva mitral heteróloga sem suporte: resultados clínicos a médio prazo

OBJETIVO: O uso da prótese mitral porcina sem suporte ("Stentless") propicia manutenção das características de fluxo e contratilidade do ventrículo esquerdo. No presente estudo, são analisados os resultados a médio prazo com o uso desse substituto valvar. CASUÍSTICA E MÉTODOS: No período de março de 1992 a dezembro de 1995, 108 pacientes foram submetidos a implante de valva mitral "Stentless". A idade variou de 11 a 65 anos (média 35,22 ± 14,98). A etiologia predominante foi a doença reumática (94 casos), seguida da disfunção de bioprótese mitral (6), degeneração mixomatosa (5), endocardite infecciosa (2) e lesão isquêmica (1). Vinte e seis (24,1%) tinham estenose mitral, 24 (22,2%) insuficiência mitral e 58 (53,7%) dupla lesão. Operações cardíacas prévias haviam sido realizadas em 21,3% dos pacientes. Procedimentos associados foram necessários em 10 (9,3%) casos. RESULTADOS: A mortalidade hospitalar foi de 6,5% (7 pacientes); em apenas 1 caso a endocardite precoce foi relacionada à valva. Dos 101 restantes, 3 foram reoperados, 2 devido a erro na medida da valva e 1 devido a deiscência da fixação ao músculo papilar. Com 2 pacientes perdidos no seguimento, 96 foram seguidos por 3,2 a 45 meses. No seguimento tardio ocorreram 6 óbitos devidos a: endocardite (1), infarto agudo do miocárdio (1), pancreatite (1), acidente vascular cerebral (1) e reoperações para retroca valvar (2). Foram reoperados tardiamente 12 pacientes, 8 devido a insuficiência mitral (1 óbito), 2 devido a diminuição da área valvar mitral e 2 a endocardite profética (1 óbito). Atualmente, 80 pacientes têm sido avaliados trimestralmente. Os estudos ecodopplercardiográficos têm mostrado 63 pacientes com valvas funcionalmente normais, 15 com insuficiência mitral discreta e estável e 2 com redução da área valvar. Com exceção destes 2 últimos pacientes, todos os outros têm mostrado melhora da função ventricular esquerda, com redução dos volumes sistólico e diastólico final, em avaliações ecocardiográficas seriadas CONCLUSÃO: As valvas mitrais porcinas sem suporte têm mostrado melhor performance hemodinâmica, com maior possibilidade de manutenção da função e do tamanho do ventrículo esquerdo. Embora este estudo tenha demonstrado uma curva de aprendizado bem definida relacionada a um novo substituto valvar e à técnica cirúrgica, estes fatores são superados com treino e aderência à técnica atualmente em uso.

Ano

1996

Creators

Vrandecic,Mario O Gontijo Filho,Bayard Fantini,Fernando Antônio Martins Jr,Idail Costa Oliveira,Marcelo H Avelar,Sandra O. S Oliveira,Ozanam Vrandecic,Erika Vrandecic,Ektor Silva,João Alfredo Paula e

Plástica da valva aórtica em pacientes portadores de insuficiência aórtica: resultados imediatos e tardios

No período de agosto de 1980 a maio de 1995, foram estudados 31 pacientes que apresentavam insuficiência aórtica e que foram submetidos à plástica da valva aórtica (P V A). Dezoito (58,06%) pacientes eram do sexo masculino e 13 (42,94%) do sexo feminino. A média de idades foi de 20.9 +/- 18,3, com a idade variando de 2 a 68 anos. A etiologia das lesões foi congênita em 21 (67,65%) pacientes, reumática em 6 (19,35%), degenerativa em 3 (9,67%) e endocardite infecciosa em 1 (3,25%). O tipo de plástica realizada foi: plicatura junto às comissuras com fixação na parte externa da aorta em 10 pacientes, plicatura junto às comissuras com fixação interna das vávulas em 10, anuloplastia parcial em 4, plicatura valvular central em 5 e correção valvular com placa de pericárdio bovino em 2. As principais operações associadas foram: ventriculosseptoplastia em 14 e plástica de valva mitral em 7 pacientes. O tempo médio de pinçamento aórtico foi de 70,53 minutos. O tempo médio de circulação extracorpórea (CEC) foi de 96,43 minutos. Não houve mortalidade operatória. Um paciente foi submetido a nova plástica no mesmo ato operatório para a correção de insuficiência aórtica residual. Um paciente faleceu após 19 meses de insuficiência cardíaca. Vinte e cinco (80,6%) apresentam-se em classe funcional I (N Y H A) no pós-operatório tardio. Podemos concluir que os pacientes submetidos à P V A apresentaram baixo risco e boa evolução tardia.

Ano

1996

Creators

Neves Júnior,Marcondes T Pomerantzeff,Pablo M. A Brandão,Carlos M. A Grinberg,Max Barbero-Marcial,Miguel Stolf,Noedir A. G Verginelli,Geraldo Jatene,Adib D

Emprego de condutos de pericárdio bovino na conexão ventrículo-arterial pulmonar: resultados tardios

A reconstrução biventricuiar de uma série de cardiopatias congênitas requer a interposição de condutos valvados ventrículo-arteriais. Com o objetivo de analisar a evolução a longo prazo de um conduto de pericárdio bovino valvulado com bíoprótese porcina sem suporte tratado com glutaraldeído, foram revistos os prontuários de 33 pacientes operados de novembro de 1985 a outubro de 1995. A idade variou de 15 dias a 18 anos (média 5,7 ± 4,3 anos). A atresia pulmonar com comunicação interventricular (CIV) foi a lesão mais freqüente (16 casos), seguida da síndrome da valva pulmonar ausente (5), truncus arteriosus (4), transposição das grandes artérias com CIV e estenose pulmonar (3) e outras (5). A mortalidade imediata foi de 18,2%, diretamente relacionada à condição pré-operatória. Vinte e três (70%) pacientes foram acompanhados por períodos que variaram de 3 meses a 10 anos (média 4,8 ± 3,0 anos). A complicação mais freqüentemente observada no seguimento tardio foi a estenose da anastomose distai do conduto, presente em 17,4% (4/23) dos pacientes. Foram reoperados 3 (13%) pacientes, sendo que 2 deles por estenose distal (p=0,02) e 1 por endocardite tardia do conduto. A mortalidade tardia foi de 17,4% (4/23), em 1 caso devido a estenose distai. A causa da estenose distal parece ser devida a retração tecidual na área de transição entre o pericárdio bovino e o tronco pulmonar. Em até 10 anos de seguimento não ocorreu calcificação significativa que prejudicasse a função tanto da valva quanto do conduto. Em conclusão, os condutos de pericárdio bovino apresentaram uma performance satisfatória como substitutos vasculares, não tendo ocorrido calcificação significativa da valva porcina ou das paredes do conduto no seguimento tardio. A incidência de estenose na anastomose distal parece estar mais relacionada a um fenômeno de retração tecidual do que a problemas técnicos.

Ano

1996

Creators

Fantini,Fernando Antônio Gontijo Filho,Bayard Cristiane,Martins Lopes,Roberto Max Horta,Maria G Drumond,Leonardo F Castro,Marcelo Frederico de Oliveira,Carla Ferrufino,Arturo Silva,João Alfredo de Paula e Peredo,Eduardo Barbosa,Juscelino Teixeira Vrandecic,Mário O

Correção cirúrgica da persistência do canal arterial em crianças de baixo peso e neonatos

A persistência do canal arterial ocorre com freqüência em neonatos prematuros, provocando um grave quadro de disfunção cardiopulmonar. O tratamento envolve duas abordagens, sendo uma clínica e outra cirúrgica. A operação para a ligadura do canal arterial é praticada desde 1938. O enfoque clínico preconiza o uso da indometacina, com o intuito de promover a oclusão do canal arterial. O presente trabalho tem por objetivo avaliar os resultados obtidos com o tratamento cirúrgico da persistência do canal arterial, através de toracotomia e ligadura em 14 pacientes, incluindo crianças de baixo peso e neonatos prematuros com quadro clínico instável. A principal indicação cirúrgica, nestes casos, foi a presença de insuficiência respiratória aguda e insuficiência cardíaca. A técnica empregada foi a tripla ligadura do canal arterial. Nos 14 casos não obtivemos nenhum tipo de complicação e sem mortalidade. A presença de uma Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal (U.T.I) no Hospital foi de extremo valor no preparo dos pacientes e na evolução no período de pós-operatório. Este trabalho comprova a eficácia do método cirúrgico empregado, com baixas taxas de morbidade e mortalidade e a importância da U.T.I neonatal no acompanhamento dos pacientes.

Ano

1996

Creators

Herdy,Ciro Denevitz de Castro Abílio,Fued Michel Vieira,Nelson Brancaglion,Sérgio Blanes Castro,Leonardo Silveira de Oliveira,Júlio César Peclat de Pinto,Carlos Alberto M Thomaz,João B Azevedo,Sérgio L. de

Efeitos da pentoxifilina sobre as plaquetas e hemodinâmica de pacientes com valvopatias adquiridas, operados com circulação extracorpórea

Pentoxifilina (Trental®), vasodilatador com ação reológica, foi administrada a valvopatas adquiridos (7 pacientes - 2 reoperações), antes (1.200mg v.o./dia/3 dias) e durante a operação (1 mg/kg/90 min e.v.) a fim de avaliar seus efeitos sobre as plaquetas e hemodinâmica (grupo pentoxifilina - GP) Oxigenadores de bolhas, hipotermia moderada e cardioplegia sangüínea, fria, intermitente foram usados. Hematócrito, hemoglobina, número de plaquetas e índice de agregados plaquetários circulantes, perdas sangüíneas, volume de transfusões e débito cardíaco, entre outras variáveis, foram seguidos até a 12º hora do p.o.. Os resultados foram comparados com os de um grupo controle (GC) (6 pacientes -1 reoperação) através de testes não paramétricos de Wilcoxon e Mann Whytnei). A pentoxifilina, protegendo as plaquetas, determinou melhores condições de coagulação e menor sangramento p.o. Entretanto, seu efeito vasodilatador foi reduzido ou nulo, sem nenhum benefício para a circulação periférica, resistência vascular sistêmica e débito cardíaco.

Ano

1996

Creators

Tannus Filho,José Manoel Carneiro,João José Piccinato,Carlos Eli Vicente,Walter Villela Andrade Rodrigues,Alfredo José Basseto,Solange Sader,Albert Amin

Mediastinite em cirurgia cardíaca: análise dos fatores de risco e avaliação do tratamento utilizando irrigação contínua com solução de PVPI a 1%

Com o objetivo de avaliar a eficácia do tratamento da mediastinite com irrigação contínua com solução de polivinilpirrolidona-iodo (PVPI) a 1 %, associada a antibioticoterapia e analisar os fatores de risco desta grave infecção, foram estudados, retrospectivamente, 1113 pacientes submetidos a cirurgia para correção de lesões cardíacas, entre janeiro de 1993 e abril de 1995, no Instituto do Coração do Hospital Madre Teresa, Belo Horizonte, Minas Gerais. Onze fatores de risco para mediastinite foram analisados (idade, sexo, peso, diabetes, hipertensão arterial sistêmica, tabagismo, transfusão sangüínea, tempo de circulação extracorpórea, utilização de enxerto de artéria torácica interna, drenagem pleural e tempo de internação preoperatorio). A análise estatística demonstrou serem fatores de risco: peso (p=0,0001), utilização de enxerto de artéria torácica interna (p=0,001), drenagem de pleura (p=0,001) e tempo de internação pré-operatório (p=0,01). Dezoito (1,6%) pacientes desenvolveram mediastinite no pós-operatório e foram submetidos a tratamento por aesbridamento cirúrgico, ressutura de esterno e instalação de irrigação contínua com solução de PVPI a 1 %, por um período médio de 8 dias. A média de internação hospitalar foi de 37 dias neste grupo de pacientes. O germe predominante foi o S. Aureus (72%). A mortalidade foi de 27% (5 pacientes), devido a infecção fora de controle. Os autores consideram que a facilidade de emprego e manejo da irrigação contínua com solução de PVPI a 1 %, associada a baixa taxa de mortalidade, demonstrou ser um método eficaz no tratamento desta grave complicação pós-operatória.

Ano

1996

Creators

Lima,Luiz Cláudio Moreira Reis Filho,Fernando Antônio Roquete Gonçalves,Leonardo A Gomes,Maurício C Casséte,Luciana Rabelo,Raul Corrêa Bernardes,Rodrigo de Castro

Ativação de citocina (fator de necrose tumoral - α) e resposta clínica induzida pela circulação extracorpórea

A síndrome de resposta inflamatória sistêmica induzida pela circulação extracorpórea (CEC) é responsável pela disfunção de órgãos observada em alguns pacientes. O fator de necrose tumoral alfa (TNFα) tem sido implicado em várias manifestações clínicas no pós-operatório de cirurgia cardíacas com utilização de CEC, principalmente na síndrome vasoplégica. O objetivo deste estudo foi verificar a liberação e os possíveis efeitos do TNFα em pacientes com aterosclerose coronária, submetidos a revascularização do miocárdio, com ou sem CEC. Foram estudados 20 pacientes, sendo 10 com uso de CEC (Grupo I) e 10 sem CEC (Grupo II). Amostras sangüíneas seriadas foram colhidas durante a intervenção e até 48 horas após, sendo analisados a presença de TNFα circulante (método imunoenzimático ELISA), contagem de leocócitos e velocidade de hemosedimentação (VHS). Também foram comparados na evolução pós-operatória dos pacientes os parâmetros hemodinâmicos (pressão arterial e freqüência cardíaca), temperatura, tempo de intubação orotraqueal, sangramento pós-operatório e necessidade de drogas vasoativas. Na análise estatística foram considerados significativos valores de p<0,05. No Grupo I, níveis plasmáticos de TNFα (&gt; 10 pg/ml) foram detectados em 6 (60%) pacientes. No Grupo II não ocorreu detecção da citocina. Os picos de TNFα ocorreram logo após o inicio da CEC e foram detectados até 48 horas após. Houve maior predominância no Grupo I em relação ao Grupo II de hipotensão arterial (7,4 ± 1,0 vs 8,5 ± 0,67), maior necessidade de drogas vasoativas (8 vs 1), freqüência cardíaca mais elevada (114,2 ± 8,0 vs 98 ± 10 bpm), maior hipertemia (37,17 ± 0,54 vs 36,67 ± 0,35ºC), maior sangramento pós-operatório (820 ± 120 ml vs 360 ± 84 mL), tempo de intubação orotraqueal mais prolongado (13,6 ± 2,2 vs 9,3 ± 1,4 horas) e maior leucocitose. Concluímos que a CEC induz a liberação de TNFα e predispõe a alterações hemodinâmicas e orgânicas que podem ser deletérias para os pacientes. É possível que o TNF α esteja envolvido na fisiopatogenia das alterações observadas no presente estudo e a inibição de sua ativação poderia, então, contribuir para minimizar estes efeitos.

Ano

1996

Creators

Brasil,Luiz Antônio Gomes,Walter José Salomão,Reinaldo Buffolo,Ênio