Repositório RCAAP

Información, conocimiento y percepción sobre el riesgo de contraer el dengue en Argentina: dos experiencias de intervención para generar estrategias locales de control

Con objetivos de prevención de dengue, promoción de la salud e investigación-acción se desarrollaron dos experiencias en zonas piloto de Buenos Aires y Vicente López. En cada zona se identificaron referentes comunitarios, gubernamentales y no gubernamentales. Se realizó un diagnóstico entomológico (mediante ovitrampas), ambiental (con observaciones en terreno, encuestas y talleres), y social (utilizando cuestionarios, entrevistas y reuniones). Se construyeron espacios de diálogo y trabajo conjunto con la comunidad, generando acciones participativas y empoderamiento. Se fomentó el ordenamiento ambiental y la reducción de criaderos de mosquitos a través de incorporación de temas ambientales y prevención de enfermedades vectoriales a los currícula escolares; talleres vecinales de difusión; capacitación de promotoras ambientales para transmitir información y para capacitar a pares; planificación de proyectos ambientales de la comunidad. Se entró en los domicilio, buscando integrar a sus habitantes en el diagnóstico ambiental propio y comunitario. Se registraron diferencias significativas entre conocimientos y prácticas sociales, para ambas zonas piloto, pero no por nivel socioeconómico. Las escuelas y los entornos de promoción de salud resultaron ser los principales referentes comunitarios para fomentar prácticas ambientales saludables.

Ano

2009

Creators

Schweigmann,Nicolas Rizzotti,Andrea Castiglia,Gabriela Gribaudo,Fabio Marcos,Edgardo Burroni,Nora Freire,Gabriela D'Onofrio,Vanesa Oberlander,Sara Schillaci,Héctor Gómez,Sandra Maldonado,Santiago Serrano,Claudia

Health and sustainable development: challenges and opportunities of ecosystem approaches in the prevention and control of dengue and Chagas disease

A world of healthy people living in healthy ecosystems has proven to be an elusive goal of the sustainable development agenda. Numerous science-based assessments agree on the fundamental interdependence between people's health, the economy, and the environment, and on the urgency for more determined and concerted action based on multi-sector participatory approaches at the global and local levels. For knowledge to be policy-relevant and capable of contributing to healthy and sustainable development, it must take into account the dynamic and complex interactions between ecological and social systems (systems thinking), and it must be linked to development actions. This in turn requires greater interaction and exchange between decision-makers, researchers and civil society (a multi-stakeholder participatory process); and the harnessing of different disciplines and of different kinds of knowledge (a transdisciplinary approach). Ecosystem approaches to human health (ecohealth) link these elements in an adaptable framework for research and action. This paper presents an overview of ecohealth research approaches applied to vector-borne diseases, with particular attention to multi-stakeholder participation given its prominence in the sustainable development policy discourse.

Ano

2009

Creators

Boischio,Ana Sánchez,Andrés Orosz,Zsófia Charron,Dominique

The ecological dimensions of vector-borne disease research and control

Alarming trends in the resurgence of vector-borne diseases are anticipated to continue unless more effective action is taken to address the variety of underlying causes. Social factors, anthropogenic environmental modifications and/or ecological changes appear to be the primary drivers. The ecological dimension of vector-borne disease research and management is a pervasive element because this issue is essentially an ecological problem with biophysical, social, and economic dimensions. However there is often a lack of clarity about the ecological dimension, the field of ecology (e.g. role, limitations), and related concepts pertinent to ecosystem approaches to health. An ecological perspective can provide foresight into the appropriateness of interventions, provide answers to unexpected vector control responses, and contribute to effective management solutions in an ever-changing environment. The aim of this paper is to explore the ecological dimension of vector-borne diseases and to provide further clarity about the role of "ecological thinking" in the development and implementation of vector control activities (i.e. ecosystem approaches to vector-borne diseases).

House improvements and community participation in the control of Triatoma dimidiata re-infestation in Jutiapa, Guatemala

The deterioration or absence of plaster walls in houses and poor hygienic conditions are the most important risk factors for indoor Triatoma dimidiata infestation in Guatemala. A cross-disciplinary study was conducted addressing T. dimidiata infestation, household hygiene, and housing construction. The study focused on local materials and cultural aspects (including gender roles) that could lead to long-term improvements in wall construction. A new plaster mix for walls was developed on the basis of laboratory studies on construction materials recommended by local villagers. Four villages with persistent (post-spraying) T. dimidiata infestation were studied. In two villages, an ecosystem approach was implemented, and the homeowners conducted wall improvements and household sanitation with the support of the interdisciplinary team (the ecosystem intervention). In the other two villages, a vector control approach based on insecticide spraying was adopted (traditional intervention). Both interventions were associated with a reduction in T. dimidiata infestation, but only the ecosystem approach produced important housing improvements (sanitation and wall construction) capable of preventing T. dimidiata re-infestation in the long term.

Ano

2009

Creators

Monroy,Carlota Bustamante,Dulce Maria Pineda,Sandy Rodas,Antonieta Castro,Xochitl Ayala,Virgilio Quiñónes,Javier Moguel,Bárbara

Pesquisa sobre o aborto no Brasil: avanços e desafios para o campo da saúde coletiva

O texto apresenta um panorama dos estudos sobre aborto no país, no campo da Saúde Coletiva, apontando lacunas e desafios para a investigação. A maioria das pesquisas está concentrada em hospitais públicos, com mulheres admitidas para tratamento do aborto incompleto, restringindo-se portanto aos abortos que apresentaram complicações. Descrevem o perfil das mulheres, métodos e razões para o aborto e conseqüências imediatas para a saúde física. Entretanto, permanecem limites relacionados à necessidade de estudos para mensuração da incidência do aborto; para investigação das especificidades dos óbitos por aborto e casos de morbidade grave; para análise da relação do aborto com anticoncepção; para investigação das repercussões do aborto na saúde mental das mulheres e para incorporação da perspectiva masculina. É urgente o desenvolvimento de pesquisas de avaliação da atenção ao aborto nos serviços públicos. Os resultados dos estudos devem ser divulgados, contribuindo para superar a visão ideologizada da discussão do direito ao aborto no país.

Ano

2009

Creators

Menezes,Greice Aquino,Estela M. L.

Violência e saúde: contribuições teóricas, metodológicas e éticas de estudos da violência contra a mulher

Tecem-se considerações teóricas, metodológicas e éticas acerca da violência contra a mulher como violência de gênero e objeto da Saúde Coletiva. São reflexões epistemológicas com base em cotidianos de pesquisas, com base em investigações qualitativas e quantitativas, populacional e com usuários de serviços de saúde, abordando-se mulheres e homens. Define-se a violência como tema complexo e sensível, de qualidade médico-social quanto à sua tomada teórico-metodológica, apontando-se a interdisciplinaridade como referencial para sua construção como objeto da saúde. Discutem-se as dificuldades na articulação de distintas ciências, metodologias e perspectivas teóricas. Aponta-se também a especial dinâmica entre o visível e o invisível em violência, com implicações para os desenhos de pesquisa, em particular na delimitação do empírico, o que se torna uma relevante questão diante das necessidades tecnológicas da intervenção em Saúde. Essas especificidades da violência colocam ainda questões éticas particulares para a produção do conhecimento, havendo necessidade de cuidados especiais como parte da qualidade metodológica da pesquisa. A ética da pesquisa mostra-se igualmente responsável pela cientificidade dos dados produzidos. Situações das pesquisas realizadas ilustram as considerações desenvolvidas.

Ano

2009

Creators

Schraiber,Lilia Blima d' Oliveira,Ana Flávia Pires Lucas Couto,Márcia Thereza

Eqüidade em saúde: uma análise crítica de conceitos

A eqüidade em saúde tem sido estudada principalmente a partir de uma perspectiva epidemiológica e pouca atenção tem sido dada às questões conceituais. Em grande parte dos estudos revisados, a eqüidade tem sido utilizada como sinônimo de igualdade, e seu oposto, a iniqüidade, como sinônimo de desigualdade. As tentativas de melhor precisar seus significados têm sido, em boa parte, descritivas, com lacunas no que diz respeito à discussão das relações entre eqüidade em saúde, justiça e o processo de determinação social da saúde-doença. Neste ensaio, pretendemos analisar criticamente a série significante diversidade, diferença, desigualdade, iniqüidade, distinção no que concerne à produção da saúde-doença-cuidado em grupos sociais e suas possibilidades de articulação a uma teoria social da saúde. Nesse percurso, estaremos apoiados, por um lado, no conceito de Perelman de eqüidade e em alguns dos argumentos de Heller sobre a justiça e, por outro lado, na sociologia das práticas de Bourdieu, com o objetivo de melhor desenvolver esses conceitos, procurando discutir implicações para a formulação de políticas públicas no campo da saúde.

Ano

2009

Creators

Vieira-da-Silva,Ligia Maria Almeida Filho,Naomar de

Práticas contraceptivas e iniciação sexual entre jovens de três capitais brasileiras

Este estudo investigou o uso de contraceptivos na primeira relação sexual de 2.790 homens e mulheres. Trata-se de inquérito domiciliar em três capitais brasileiras, com entrevistas de amostra probabilística (Pesquisa GRAVAD). Utilizou-se análise de regressão logística. As variáveis foram agrupadas em: determinantes macrossociais, socialização e entrada na sexualidade, contexto da iniciação sexual e características da/o jovem e da/o parceira/o. A prevalência de foi de 68,3% e de 65,3% na dos homens. Entre elas, a contracepção associou-se à: renda familiar per capita, cor/raça e revistas femininas como fontes de informação sobre gravidez e contracepção. Para ambos os sexos, o uso foi mais freqüente quando houve conversa prévia sobre o tema entre parceiros, a iniciação sexual foi mais tardia e em motel, e o/a parceiro/a paciente. O tempo entre o início do relacionamento e a iniciação sexual mostrou-se associado ao uso na iniciação sexual dos rapazes. Fatores macrossociais parecem determinar a contracepção mais freqüente na iniciação sexual das mulheres, enquanto para os homens o contexto rela-cional é mais importante.

Ano

2009

Creators

Marinho,Lilian F. B. Aquino,Estela M. L. Almeida,Maria da Conceição C. de

Avaliação da implantação de atividades de prevenção das DST/AIDS na atenção básica: um estudo de caso na Região Metropolitana de São Paulo, Brasil

Desde os anos 1990, a incorporação da prevenção das DST/AIDS na atenção básica é internacionalmente recomendada. No Brasil, investimentos para essa incorporação vêm sendo feitos pelo Ministério da Saúde. Esta pesquisa realiza uma avaliação da implantação dessas atividades, mediante estudo de caso em profundidade, realizado numa unidade de saúde da família da Região Metropolitana de São Paulo. Analisam-se o conjunto das atividades da unidade e aquelas específicas de prevenção das DST/AIDS, por meio de observações diretas e entrevistas semi-estruturadas com profissionais do serviço. Verifica-se que o perfil tecnológico da unidade se assemelha ao dos tradicionais serviços da atenção básica brasileiros, apresentando limitado potencial de concretização do princípio da integralidade. Incorporam-se atividades de prevenção das DST/ AIDS, porém esvaziadas de importantes sentidos tecnológicos, como o diálogo e a atenção à singularidade dos usuários. Esta e outras características revelam um tensionamento entre as propostas tecnológicas do programa e o perfil tecnológico atual da atenção básica. Entretanto, a explicitação desse tensionamento pode favorecer a reflexão sobre novos valores no cotidiano da atenção básica, potencializando a concretização de arranjos tecnológicos mais integrais.

Ano

2009

Creators

Ferraz,Dulce Aurélia de Souza Nemes,Maria Ines Battistella

Unintended consequences: evaluating the impact of HIV and AIDS on sexuality research and policy debates

The HIV epidemic has had a profound impact on how we think about, talk about, and carry out research on sexuality. The epidemic opened up a wide range of approaches and methodologies within sexuality research, helping to encourage more open public discussion and debate concerning sexuality, sexual values, and sexual norms. Sexuality became one of the key contested spaces of public discourse in a previously unimaginable way, and both conservative and progressive forces have entered the debate in ways that have had a lasting impact on sexual policies in the last two decades. The current article seeks to briefly evaluate some of these important changes. It suggests that recent advances have decelerated or become more timid, while emphasizing the continued importance of seeking to address sexuality as a central issue within the context of HIV and AIDS. Although such developments may have been unintended, the ways we respond to the epidemic can have a significant impact (for better or worse) on how issues related to sexuality and sexual health are addressed.

Acesso universal? Obstáculos ao acesso, continuidade do uso e gênero em um serviço especializado em HIV/AIDS em Salvador, Bahia, Brasil

Desde 1996, o Brasil mantém políticas internacionalmente conhecidas como de acesso universal ao tratamento especializado em HIV/AIDS. Observa-se, que o impacto da iniciativa tem sido desigual entre diferentes populações e regiões brasileiras. Desde uma perspectiva de gênero, o estudo buscou avaliar o acesso a um serviço especializado em HIV/AIDS localizado em Salvador, Bahia, identificando fatores facilitadores e obstaculizadores ao acesso e continuidade do uso vivenciados por mulheres vivendo com HIV/AIDS. Foram realizadas observação participante e entrevistas semi e não estruturadas com 13 usuárias. Resultados indicaram que a organização das rotinas do serviço e as relações travadas entre usuários e entre eles e trabalhadores em saúde condicionavam-se por valores, concepções e práticas associados a gênero, classe e aparência. O acesso e continuidade do uso no Serviço de Atenção à AIDS de Salvador eram condicionados à disponibilidade de bens sociais e simbólicos; o serviço apresentava capacidade limitada de adequação às especificidades dos usuários. Os achados apontam para limitações da operacionalização das políticas de acesso universal; e reforçam a necessidade de estudos que considerem a noção de vulnerabilidade e regionalização da epidemia no Brasil.

Ano

2009

Creators

Oliveira,Isadora Borges Nolasco

Assistência em contracepção e planejamento reprodutivo na perspectiva de usuárias de três unidades do Sistema Único de Saúde no Estado do Rio de Janeiro, Brasil

Este artigo apresenta dados parciais de ampla pesquisa qualitativa, sócio-antropológica, realizada em cinco estados do Brasil, para captar a perspectiva de usuárias de áreas urbanas e rurais sobre suas experiências contraceptivas e reprodutivas, bem como sobre o atendimento em contracepção e planejamento reprodutivo no Sistema Único de Saúde. Enfocam-se resultados do Estado do Rio de Janeiro, mediante sessenta entrevistas individuais semi-estruturadas, com usuárias entre 18 e 49 anos, de duas unidades básicas de saúde da capital e de uma unidade do Programa Saúde da Família (PSF), no interior, em área rural. Constatou-se maior diversidade no uso de métodos na capital, em contraste com o interior, onde apenas a laqueadura se apresenta como alternativa à pílula. O trabalho educativo em grupo na capital amplia as possibilidades de escolha de métodos e aprendizado coletivo, embora o acesso ao DIU e à ligadura ainda seja considerado problemático, devido às dificuldades no atendimento. Os serviços de saúde privilegiam assistência às mulheres em trajetória reprodutiva; há necessidade de atenção às mulheres adultas não grávidas e adolescentes, além do fortalecimento do trabalho educativo no PSF.

Ano

2009

Creators

Heilborn,Maria Luiza Portella,Ana Paula Brandão,Elaine Reis Cabral,Cristiane da Silva

Avaliação da implantação de serviços de saúde reprodutiva no Município de Maringá, Paraná, Brasil

O objetivo deste estudo foi desenvolver um instrumento para avaliar a implantação da assistência em contracepção em serviços de saúde, bem como aplicá-lo nas 23 unidades básicas de saúde no Município de Maringá, Paraná, Brasil. Elaborou-se o modelo teórico-lógico, correspondente a uma "imagem-objetivo" do programa de planejamento familiar. Por meio da técnica Delphi e conferência de consenso, seis especialistas validaram a imagem-objetivo do programa, que contemplou três dimensões e 60 critérios de avaliação. Elaborou-se um instrumento para coleta de dados e uma planilha para avaliar o grau de implantação do programa de planejamento familiar, que constituíram o Questionário de Avaliação de Serviços de Saúde Reprodutiva (QASAR). A grande maioria das unidades básicas de saúde (91,3%) recebeu a classificação "intermediária" na implantação do programa de planejamento familiar, 8,7% foram categorizadas "incipientes" e nenhuma obteve escore para ser considerada "avançada". O grau de implantação "avançado" na dimensão estrutural contrastou com as dimensões organizacional e assistencial. O instrumento constitui ferramenta para avaliar programas de saúde reprodutiva, aplicável aos processos de planejamento e gestão dos serviços de saúde.

Ano

2009

Creators

Nagahama,Elizabeth Eriko Ishida

Acesso a cuidados relativos à saúde sexual entre mulheres que fazem sexo com mulheres em São Paulo, Brasil

O objetivo deste trabalho é investigar a relação entre adoção de cuidados à saúde entre mulheres que fazem sexo com mulheres e as representações relativas a gênero, sexualidade e ao corpo. O estudo utilizou observação etnográfica e entrevistas em profundidade, realizadas entre 2003 e 2006, com trinta mulheres entre 18 e 45 anos, de diferentes segmentos sociais, trajetórias e identidades sexuais, residentes na grande São Paulo, Brasil. A análise do material aponta maior dificuldade em acessar cuidados ginecológicos entre mulheres das camadas populares; que nunca tiveram sexo com homens ou que possuem uma gramática corporal masculinizada. Não só as representações e as experiências negativas em relação aos serviços de saúde, mas também as construções identitárias relativas a gênero e sexualidade estão relacionadas às dificuldades em acessar cuidados à saúde. Embora boa parte da bibliografia internacional a respeito enfatize a relação entre homofobia e menor acesso a serviços, os resultados sugerem que apesar de as situações envolvendo discriminação constituírem realidade, elas não foram consideradas impedimentos para a busca de cuidado, estando muito mais associadas ao relato das práticas e preferências eróticas nos serviços.

Ano

2009

Creators

Barbosa,Regina Maria Facchini,Regina

Cobertura do teste de Papanicolaou e fatores associados à não-realização: um olhar sobre o Programa de Prevenção do Câncer do Colo do Útero em Pernambuco, Brasil

Buscou-se avaliar a cobertura do teste Papanicolaou no Estado de Pernambuco, Brasil, nos três anos anteriores à pesquisa, entre mulheres de 18-69 anos, e identificar fatores associados à sua não-realização. Trata-se de um estudo transversal, de base populacional, utilizando-se dados de inquérito realizado no período 2005-2006 com 640 indivíduos, selecionados por amostragem por conglomerados em três estágios de seleção. Foram analisadas informações sobre 258 mulheres. A cobertura do Papanicolaou entre mulheres de 18-69 anos foi de 58,7% e de 25-59 anos de 66,2%. Viver sem companheiro, não ter dado à luz e não ter realizado consulta médica no último ano mostraram associação com a não-realização do teste. Na análise multivariada, o baixo grau de escolaridade mostrou também efeito significativo. A cobertura do Papani-colaou em Pernambuco foi satisfatória, porém insuficiente para impactar no perfil epidemiológico do câncer do colo uterino. É preciso fortalecer e qualificar as ações de promoção da saúde, visando reduzir as desigualdades e estimular o protagonismo das mulheres nas ações de prevenção do câncer do colo uterino.

Ano

2009

Creators

Albuquerque,Kamila Matos de Frias,Paulo Germano Andrade,Carla Lourenço Tavares de Aquino,Estela M. L. Menezes,Greice Szwarcwald,Célia Landmann

Prevalência e fatores associados a não utilização de mamografia em mulheres idosas

O objetivo deste estudo transversal foi avaliar a prevalência de não utilização de mamografia em mulheres com 60 ou mais anos, de acordo com características sócio-demográficas, estado de saúde e o uso de serviços preventivos de saúde. Foram entrevistadas 4.621 mulheres, com idades entre 60 e 106 anos, a maioria viúva (51,8%), com pouco/nenhum estudo (53,8%), com morbidade auto-referida (89%) e uso de serviços privados de saúde (66,4%). A prevalência de mamografia auto-referida foi de 72,1%. Consulta com ginecologista (RP = 2,39; IC95%: 2,04-2,80), exame de Papanicolaou (RP = 3,24; IC95%: 2,89-3,63), escolaridade (RP = 1,07; IC95%: 1,02-1,12), serviço público de saúde (RP = 1,16; IC95%: 1,11-1,20), consultas médicas (RP = 1,23; IC95%: 1,11-1,37), idade (RP = 1,12; IC95%: 1,08-1,17), estado conjugal (RP = 1,05; IC95%: 1,01-1,09) e falta de acesso ao serviço de saúde (RP = 0,94; IC95%: 0,89-0,98) mostraram associação com a diminuição da não utilização de mamografia. Essas associações podem ser parcialmente explicadas pela falta de conhecimento dos riscos, pela inacessibilidade aos serviços de saúde e fatores culturais relacionados ao processo de envelhecimento.

Ano

2009

Creators

Novaes,Cristiane de Oliveira Mattos,Inês Echenique

Contextos de vulnerabilidade para o HIV entre mulheres brasileiras

Este artigo tem como objetivo identificar os contextos de vulnerabilidade para o HIV entre mulheres brasileiras. Entre novembro de 2003 a dezembro de 2004 foi realizado um estudo de corte transversal em 13 municípios distribuídos nas cinco regiões do país, incluindo, respectivamente, 1.777 mulheres com diagnóstico positivo para HIV e 2.045 mulheres usuárias de serviços públicos de atenção à saúde da mulher sem diagnóstico conhecido de soropositividade para o HIV. A comparação entre os dois grupos mostrou que as mulheres com diagnóstico de HIV/AIDS não apresentaram um número de parceiros significativamente diferente com relação às mulheres sem diagnóstico de HIV/AIDS. No entanto, as mulheres vivendo com HIV/AIDS apresentaram início da vida sexual mais precoce, menor aderência ao uso de preservativos, e uma maior proporção dessas mulheres relatou uso de drogas, ocorrência de DST e de violência sexual na vida. Tais resultados sugerem a importância de pensar em estratégias de prevenção voltadas para o fortalecimento das mulheres e não apenas focadas em seus comportamentos individuais.

Ano

2009

Creators

Santos,Naila J. S. Barbosa,Regina Maria Pinho,Adriana A. Villela,Wilza V. Aidar,Tirza Filipe,Elvira M. V.

Non classical risk factors for gestational diabetes mellitus: a systematic review of the literature

Age, obesity and family history of diabetes are well known risk factors for gestational diabetes mellitus. Others are more controversial. The objective of this review is to find evidence in the literature that justifies the inclusion of these other conditions among risk factors. The MEDLINE, Cochrane, LILACS and Pan American Health Organization databases were searched, covering articles dating from between 1992 and 2006. Keywords were used in combination (AND) with gestational diabetes mellitus separately and with each one of the risk factors studied. The methodological quality of the studies included was assessed, resulting in the selection of 41 papers. Most studies investigating maternal history of low birth weight, low stature, and low level of physical activity have found positive associations with gestational diabetes mellitus. Low socioeconomic levels, smoking during pregnancy, high parity, belonging to minority groups, and excessive weight gain during pregnancy presented conflicting results. Publication bias cannot be ruled out. Standardization of techniques, cutoff points for screening and diagnosis, as well as studies involving larger sample sizes would allow future meta-analyses.

Ano

2009

Creators

Dode,Maria Alice Souza de Oliveira Santos,Iná S. dos

Adverse drug events in hospitals: a systematic review

The objective of this study was to evaluate studies on the occurrence of adverse drug events (ADEs) in hospitals in order to learn about their frequency and characteristics, comparing the methods for identifying them and the various definitions. A search was conducted on MEDLINE and identified studies published from 2000 to 2009. Inclusion criteria were: studies in populations not selected for specific diseases or drugs and ADEs that occurred during hospitalization. Twenty-nine studies were selected, displaying multiple sources of heterogeneity, including differences in the study populations, surveillance techniques, definitions of ADEs, and indicators. The proportion of patients with ADEs ranged from 1.6% to 41.4% of inpatients and the rates ranged from 1.7 to 51.8 events/100 admissions. A considerable share of these events could have been avoided. The findings show that ADEs in inpatients are a public health problem. However, further studies are needed to monitor these adverse events in order to effectively promote safe drug use.

Ano

2009

Creators

Cano,Fabíola Giordani Rozenfeld,Suely

Risk factors for healthcare-associated infection in pediatric intensive care units: a systematic review

A systematic review of observational studies on risk factors for healthcare-associated infection in pediatric Intensive Care Units (ICU) was carried out. Studies indexed in MEDLINE, LILACS, Cochrane, BDENF, CAPES databases published in English, French, Spanish or Portuguese between 1987 and 2006 were included and cross references added. Key words for search were "cross infection" and "Pediatric Intensive Care Units" with others sub-terms included. 11 studies were selected from 419 originally found: four studies had healthcare-associated infection as the main outcome without a specific site; three articles identified factors associated with lower respiratory tract infection (pneumonia or tracheitis); three articles were concerned with laboratory-confirmed bloodstream infection; and a single retrospective study analyzed urinary tract infection. The production of evidence on risk factors Paediatric ICU has not kept up the same pace of that on adult - there are few studies with adequate design and statistical analysis. The methodological diversity of the studies did not allow for a summarized measurement of risk factors.

Ano

2009

Creators

Mello,Maria Júlia Gonçalves de Albuquerque,Maria de Fátima Pessoa Militão de Lacerda,Heloísa Ramos Souza,Wayner Vieira de Correia,Jailson B. Britto,Murilo Carlos Amorim de