Repositório RCAAP

Psychic Unity

No summary/description provided

Ano

2020-12-21T15:04:01Z

Creators

Gontier, Nathalie Facoetti, Marta

Nitrogen assimilation and transport in carob plants

Most of the nitrate reductase activity (80%;) in carob (Ceratonia siliqua L. cv. Mulata) is localised in the roots. The nitrate concentration in the leaves is relatively low compared to that in the roots, suggesting that nitrate influx into the leaf may be a major factor limiting the levels of nitrate reductase in the shoot. Transport of nitrate from root to shoot appears limited by the entrance of nitrate into the xylem. In order to study this problem, we determined the nitrate concentrations and nitrate reductase activities along the roots of nitrate-grown plants, as well as the composition of the xylem sap and the nitrate levels in the leaves. Some of the the bypocotyl, in order to bypass the loading of nitrate into the xylem of the roots. The results show that the loading of nitrate into the xylem is a limiting step. The cation and anion concentrations of nitrate- and ammonium-fed plants were similar, showing almost no production of organic anions. In both nitrate- and ammonium-fed plants, the transport of nitrogen from root to shoot was in the form of organic nitrogen compounds. The nitrate reductase activity in the roots was more than sufficient to explain all the efflux of OH− into the root medium of nitrate-fed plants. In carob plants the K-shuttle may thus be operative to a limited extent only, corresponding to between 11 and 27%; of the nitrate taken up. Potassium seems to be the cation accompanying stored nitrate in the roots of carob seedlings, since they accumulate nearly stoichiometric amounts of K+ and NO−3.

Ano

2011-11-24T10:49:17Z

Creators

Cruz, C. Lips, S. H. Martins-Loução, M. A.

Ecophysiological characterization of metallophyte species candidates for phytoremediation

A mais extensa área metalífera da Península Ibérica, de nome Faixa Piritosa Ibérica (FPI), abrange parte de Portugal e Espanha. Atualmente, na zona portuguesa da FPI, existem apenas duas minas ativas: Aljustrel e Neves Corvo. Esta última encontra-se localizada na povoação de Santa Bárbara de Padrões. Até há poucas décadas, a atividade mineira desta formação vulcano-sedimentar era bastante intensa, no entanto tem vindo a diminuir. Como resultado deste decréscimo de atividade, existem hoje diversas minas abandonadas, como é o caso da mina de São Domingos. Além disso, uma outra consequência da atividade intensa diz respeito à degradação ambiental, causada acima de tudo por elevados níveis de poluição, nomeadamente poeiras, águas ácidas, erosão, entre outros. Estes locais apresentam um ambiente inóspito para a maioria das espécies. Existem, no entanto, algumas espécies - vegetais e não só - que conseguem tolerar as contaminações elevadas de metais tóxicos e pH ácido do solo. Estes organismos possuem adaptações fisiológicas que lhes garantem não apenas a sobrevivência, mas também a reprodução em ambientes metalíferos, sendo designadas, em face disso, de espécies metalófitas. Uma vantagem adicional da maior parte destas espécies passa pela contribuição para uma diminuição da biodisponibilidade de metais tóxicos através de processos de fitorremediação. Desta forma, para o sucesso de projetos de restauro ecológico que se venham a realizar, é essencial que os mesmos tenham em consideração a existência das espécies vegetais presentes nesse local. Um projeto de restauro ecológico que integre as espécies metalófitas vegetais provenientes do mesmo local terá fortes probabilidades de alcançar o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 15 das Nações Unidas – Mineração e Proteção à Vida Terrestre. Este trabalho teve por base dois objetivos, ambos relacionados com oito espécies vegetais presentes na zona da mina de S. Domingos. O primeiro foi avaliar o desempenho fisiológico dessas espécies e o segundo foi avaliar o nicho ecológico das mesmas. As espécies em questão foram: Agrostis castellana, Anarrhinum bellidifolium, Cistus ladanifer, Cistus salviifolius, Cistus monspeliensis, Erica andevalensis, Erica australis and Lavandula stoechas. Como tal, foram realizados dois tipos de testes: um em estufa e outro no local. Ambos os testes foram realizados utilizando o pH como indicador de contaminação. Isto porque, os minérios descobertos, em contacto com a água e o ar, são submetidos a um processo de hidrólise. A hidrólise é um processo químico que causa a diminuição do pH, pelo que podemos inferir que o aumento da concentração de metais tóxicos está correlacionado com um pH mais acído. Os testes de estufa consistiram na germinação de sementes das oito espécies escolhidas, sementes essas que foram submetidas a dois pré-tratamentos de calor em quatro substratos de diferentes graus de contaminação, designadamente: comercial, mistura (combinação comercial:contaminado 1 50%:50%), contaminado 1 e contaminado 2. Os substratos contaminados utilizados, designados contaminado 1 e contaminado 2 são originários das minas de S. Domingos e Santa Bárbara de Padrões, respectivamente. A mina de São Domingos encontra-se atualmente abandonada, situação que se verifica desde 1966. Por sua vez, Santa Bárbara de Padrões é, presentemente, uma povoação afetada pelas poeiras derivadas da mina ativa Neves Corvo, que ainda se encontra em atividade. O solo proveniente desta povoação tem uma contaminação bastante inferior ao da mina de S. Domingos. Apesar de pertencerem a formações litológicas diferentes, estas duas minas encontram-se na zona da Faixa Piritosa Ibérica. Como tal, crêse que esta razão nos permite justificar o uso de ambos os solos para avaliar se as espécies em causa poderão ser utilizadas em programas de restauro de outras minas, também localizadas na mesma zona. Em cada tratamento, foi escolhido apenas um indivíduo sobrevivente, que foi seguido fisiologicamente através de dois parâmetros – altura e refletância das folhas. Para o efeito, foram usados três índices, tais como: Normalized Difference Vegetation Index (NDVI), Photochemical Reflectance Index (PRI) e Chlorophyll (CHL). Os testes levados a cabo no local consistiram em três transectos, realizados em quatro áreas de amostragem ao longo da mina de S. Domingos. As espécies de interesse que foram intercetadas nestes transectos, posicionados ao longo de um gradiente de pH, tiveram diferentes medidas fisiológicas tais como: altura, cobertura e refletância das folhas. Para além disso, os substratos dos testes da estufa, assim como os solos recolhidos nos transectos, foram caracterizados a nível de pH, matéria orgânica, granulometria e condutividade elétrica. No geral, observou-se que as espécies estudadas tendem a preferir solos acídicos, ainda que com um valor de pH superior ao encontrado na mina de S. Domingos (substrato mistura). As espécies não demonstraram alterações fisiológicas significativas entre diferentes pHs, o que poderá indicar que, como as espécies já estão adaptadas às pressões existentes, a variação destas não afeta a performance fisiológica. No entanto, o mesmo não se aplica ao desempenho ecológico. Foi constatado que, neste aspeto, a performance ecológica de algumas espécies foi afetada, especificamente, em relação à restrição do nicho. Em particular, a espécie E. andevalensis foi a que demonstrou maior adaptação ao pH mais ácido. Contudo, isto verificou-se apenas para o caso dos substratos provenientes da mina de S. Domingos, dado que as plantas não germinaram nos substratos comercial e contaminado 2, proveniente de Santa Bárbara de Padrões. Adicionalmente, esta foi a única espécie a conseguir estabelecer-se no substrato contaminado 1. Ecologicamente, foi observado que esta espécie tende a estar presente nas margens dos corpos de água com origem em Drenagem Ácida de Minas (DAM), cujo pH rondou o valor 2.5, ou junto a zonas de escorrência, sendo possível constatar que esta restrição do seu nicho poderá ser provocado devido à presença de outras espécies como, por exemplo, a C. ladanifer. No que diz respeito à C. monspeliensis e à E. australis, estas foram as espécies com menor número de indivíduos estabelecidos. Contudo, a espécie C. monspeliensis foi a que demonstrou menor viabilidade de germinação. Não foi possível encontrar uma razão específica para este resultado. Haverá várias hipóteses que o possam justificar, entre elas, a amostragem precoce das sementes que poderá ter inviabilizado a maturação destas. Localmente, C. ladanifer foi a espécie dominante da área da mina. No entanto apenas se conseguiu estabelecer nos substratos comercial e mistura, neste último substrato com um indivíduo com valor superior de NDVI. Em relação a L. stoechas e A. bellidifolium, estas duas espécies estabeleceram-se com sucesso nos substratos comercial e mistura e, no geral, mantiveram o desempenho fisiológico estável. Localmente, A. bellidifolium foi a espécie com menor cobertura. A espécie A. castellana foi a que demonstrou maior plasticidade de habitat, uma vez que foi a única a conseguir estabelecer-se no substrato contaminado 2, com valores superiores nos três índices para as plantas sobreviventes. Esta espécie da família Poaceae é, das oito espécies estudadas, a candidata com maior potencial para eventuais ações de cobertura vegetativa a efetuar noutras áreas mineiras, para além da mina de S. Domingos. Adicionalmente, com base nestes testes, foi possível verificar que a competição entre espécies é um fator mais forte e determinante do que a contaminação, dado que as espécies encontradas localmente já se encontram adaptadas ao grau de contaminação existente. Devido a tudo o que foi exposto acima, este projeto contribuiu para o aumento do conhecimento sobre os desempenhos ecológico e fisiológico das oito espécies escolhidas, que habitam esta área metalífera e que poderão ser utilizadas em futuros projetos de restauro ecológico na mina de S. Domingos.

Ano

2020-12-21T15:22:38Z

Creators

Domingues, Inês Alexandra Moreira

From species presences to abundances: Using unevenly collected plant species presences to disclose the structure and functioning of a dryland ecosystem

Species abundance data is essential to understand ecosystems structure and functioning and to support species and habitat conservation. However, most regional to global databases provide only presence or presence/absence data. The main aim of this paper is to develop a methodology to estimate plant species abundances from a presence/absence database using as a case-study the largest and one of the most diverse tropical dry forest of the world – the understudied Caatinga vegetation, that dominates in the drylands of Brazil. Plant data missed abundance estimations and derived from different sources, with uneven sampling efforts over space and time. Starting from the raw data, we considered only the presence records of terrestrial plant individuals identified to the species-level. Afterwards, we applied the re-sampling method to estimate species abundances thus obtaining database DB1. To deal with the uneven sampling effort along the study area and increase information reliability, we filtered DB1 in two ways: (i) we excluded re-sampling units with a lower sampling effort and produced the Database DB2; (ii) we excluded low occurrence species and build the Database DB3. The reliability of the databases was compared by calculating a measure of their completeness. DB1 had 789 species over 323 sampling units, DB2 retained 530 species distributed in 38 sampling units, and DB3 retained 48 species over 113 sampling units. In DB1 and DB2, despite the different number of species considered, the percentage of exotic (7%), endemism (14%), woody (44%), climber (12%), and herbaceous species (45%) was similar. DB3 included only native species (no exotic species) and displayed a higher percentage of endemism (29%) and woody species (79%), and a lower proportion of herbaceous species (21%) than DB1 and DB2. The databases obtained provide an important basis to improve Caatinga ecological knowledge and conservation: we suggest the use of DB2 to support conservation strategies, and of DB3 to support ecosystem structure and functioning studies. Moreover, the re-sampling methodology proposed to estimate plant abundances from presence data, dealing with uneven sampling efforts across large areas and over time, provides an important tool that may be used to obtain abundance data, often essential to the development of plant-based indicators of ecosystem structure and functioning, and to support conservation studies.

Ano

2022-06-04T01:30:23Z

Creators

Pereira de Oliveira, Ana Cláudia Nunes, Alice Pinho, Pedro Matos, Paula Garcia Rodrigues, Renato Branquinho, Cristina

Enhancing biodiversity and ecosystem services in quarry restoration – challenges, strategies, and practice

Although covering less than 1% of the land surface, extraction activities have long‐lasting impacts on local ecosystems, inevitably damaging biological diversity and depleting ecosystem services. Many extractive companies are now aware of their impacts and, while pressured by society, demand concrete solutions from researchers to reverse the effects of exploitation and restore biodiversity and ecosystems services. In this article, we compile and synthesize the contributions of the latest available research on quarry restoration. We depict and discuss some of the most pressing issues regarding (1) the challenges of restoring quarries; (2) the opportunities for biodiversity and ecosystem services delivery; and (3) outline further research addressing current gaps. We conclude that quarries pose different abiotic and biotic constraints that act interdependently, hampering the attainment of effective restoration if considered solely. Such constraints need to be addressed holistically to lastly encourage the self‐sustainability of the system by reinstating ecological processes. However, a restored site does not have to specifically mimic the pristine situation, as under certain conditions alternative approaches may uphold valuable natural assets contributing to the conservation of rare, restricted, or protected species and habitats.

Ano

2021-05-08T01:30:20Z

Creators

Salgueiro, Pedro A. Prach, Karel Branquinho, Cristina Mira, António

Avaliação de metodologias de aprendizagem automática na classificação de culturas agrícolas com base em imagens do Sentinel-2

O elevado potencial das imagens de satélite abre novas possibilidades à recolha de informação para o desenvolvimento de produtos úteis ao mapeamento e monitorização agrícola que, a par do desenvolvimento de metodologias de análise de grandes volumes de dados, são instrumentos fundamentais na implementação de uma política agrícola comum (PAC) a nível europeu assente na automatização de processos de monitorização. O presente estudo tem como objetivo testar várias metodologias e algoritmos de aprendizagem automática para classificação de imagem com vista a construir modelos de classificação de culturas agrícolas e potenciar a transferência da aprendizagem que o classificador ganha em treino para permitir a sua aplicação em dados novos, atualizados anualmente. Usaram-se 84 imagens do satélite Sentinel-2 para seguimento do ciclo anual agrícola das culturas de verão em Portugal, entre Março e Setembro dos anos de 2018 e 2019, de três zonas geográficas distintas. Destas, extraíram-se as variáveis para a caracterização do perfil de cada parcela agrícola: os valores de refletância de cada banda e alguns marcadores fenológicos. Os dados foram processados e introduzidos em algoritmos de classificação supervisionada, para posterior comparação. De seguida, adotando o algoritmo que devolveu melhores resultados (Random Forest, RF) foram realizadas diversas classificações e análises de desempenho seguindo diferentes estratégias de amostragem. Os modelos de classificação com o RF mais bem sucedidos mostraram classificações com uma exatidão global (EG) entre os 78% e os 90%. Os modelos de classificação gerados com dados treino de 2018 permitiram classificar dados de qualquer zona do ano subsequente com uma EG superior a 77%. Houve uma maior degradação na EG da classificação na transferência do conhecimento entre regiões no mesmo ano ou em anos distintos do que na mesma região entre anos diferentes. Os resultados obtidos permitiram compreender os mecanismos de classificação de 37 classes de culturas agrícolas e delinear estratégias de amostragem baseadas em técnicas de transferência da aprendizagem para melhorar os modelos de classificação e possibilitar a sua aplicação entre anos e/ou zonas geográficas: a incorporação anual de dados de treino e a amostragem seletiva de parcelas corretamente classificadas (técnica de adaptação de domínio) podem ser estratégias a considerar futuramente para a melhoria dos modelos já desenvolvidos. O presente trabalho está integrado no projeto ‘Desenvolvimento de trabalho técnico-científico de apoio à implementação de um sistema de alerta para a monitorização da atividade agrícola com base em imagens de satélite e inteligência artificial (SAMAS-IA)’, do Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas, I.P. (IFAP) em parceria com a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Ano

2020-12-21T15:50:33Z

Creators

Silva, Inês de Carvalho Fernandes Martins da

Ancient divergence, a crisis of salt and another of ice shaped the evolution of the west Mediterranean butterfly Euchloe tagis

The Mediterranean region is an extremely complex hotspot where, since the Miocene, extensive geological, habitat and climate changes have taken place, alternating between warm and cold periods. These phenomena have taken a toll on the genetic composition of species, and surviving lineages have often adapted locally and diverged to the point of (complete) speciation. To study these phenomena, in this study we used one of the most enigmatic butterflies, the Portuguese dappled white, Euchloe tagis, a west Mediterranean endemic with fragmented, morphologically differentiated populations whose status have long been disputed. Even its affiliations with other Anthocharidini are largely unresolved. We used mitochondrial and nuclear markers under a phylogenetic and phylogeographical framework to evaluate its placement among relatives and population differentiation, reconstructing its evolutionary history. We found that this species had a Miocene origin ~15 Mya and was nearest to Euchloe s.s. and Elphinstonia. Its populations showed high genetic diversity but all coalesced to 5.3 Mya, when European and all but one African population diverged. Our multiple findings concerning the evolution of E. tagis through a changing, narrow habitable area might provide a more general perspective on how species survive within this hotspot of paramount importance.

Ano

2021-11-01T01:30:20Z

Creators

Marabuto, Eduardo Pina-Martins Rebelo, Maria Teresa Paulo, Octávio S.

As mineralizações de Sn, W e Au na Mina de Vale Pião (Góis): mineralogia e geoquímica

As mineralizações de W-Sn-(Au) do jazigo de Vale Pião encontram-se hospedadas e distribuídas, em várias estruturas epigenéticas ou mesmo disseminadas nos metassedimentos que integram a região de Góis. Os metassedimentos correspondem a alternâncias de xistos (compostos por intercalações de níveis pelíticos e psamíticos) e grauvaques, pertencentes ao Grupo das Beiras do Complexo Xisto-Grauváquico que se insere na Zona Centro Ibérica. Presume-se que estas mineralizações estejam espacialmente associadas a uma cúpula granítica subaflorante, com base em dados geoquímicos e geofísicos apresentados em estudos prévios e na análise mineralógica e geoquímica realizada no presente relatório. Com o intuito de compreender os processos geológicos que concorreram para a génese e evolução do jazigo de Vale Pião foram amostradas três sondagens (S1, S8 e S11) efectuadas, na década de 80, pelo Serviço de Fomento Mineiro. A amostragem foi direcionada para os intervalos de sondagem com maiores teores de W, Sn e Au, e com evidências de fenómenos de alteração hidrotermal. A caracterização detalhada das mineralizações e dos principais tipos de alteração hidrotermal associados, foi conduzida fundamentalmente com o objetivo de identificar potenciais vectores e/ou guias geoquímicos e mineralógicos úteis à prospecção mineral. Os dados de natureza petrográfica, mineralógica e geoquímica, combinados com dados coligidos da literatura, permitiram estabelecer três estádios principais de deposição, associados aos metassedimentos e aos veios: i) estádio precoce composto pelos silicatos principais, tungstatos (volframite e scheelite), óxidos (cassiterite, rútilo, ilmenite), apatite e arsenopirite; ii) estádio sulfuretado, sendo a arsenopirite, pirite, pirrotite, esfalerite e calcopirite os sulfuretos principais; iii) estádio tardio composto por electrum e carbonatos. A recorrência de episódios ao longo de cada estádio é comum, evidenciando o carácter polifásico do sistema de Vale Pião. Neste trabalho, a volframite apenas foi identificada nos metassedimentos com alteração filítica; o electrum, embora raramente, foi identificado no xisto negro com sulfidização; a scheelite (predominante em relação à volframite) e a cassiterite foram reconhecidas tanto em veios como em metassedimentos com alteração hidrotermal. As estruturas epigenéticas que contêm mineralização em W-Sn são as mais tardias e mais complexas composicionalmente, revelando a focalização e circulação de fluidos em zonas preferenciais. Os tipos de alteração hidrotermal identificados nos metassedimentos e veios possibilitaram constatar o seguinte: i) nos níveis pelíticos do xisto predomina a turmalinização acompanhada por biotitização (alteração potássica) e, ainda, a cloritização (alteração propilítica), e a mineralização associada a cada tipo de alteração corresponde a scheelite ± cassiterite e cassiterite ± scheelite, respectivamente; ii) nos níveis psamíticos prevalece a alteração filítica (silicificação, sericitização e piritização) e a mineralização associada é representada por volframite + cassiterite ± scheelite; iii) nos níveis de xisto negro a alteração é marcada por sulfidização intensa e a mineralização associada é de Au/Ag. A turmalinização e biotitização foram definidas como tipos de alteração proximais e de mais alta T, enquanto a cloritização, silicificação, sericitização e piritização como tipos de alteração hidrotermal de mais baixa T e distais relativamente à fonte, indicando a diminuição da temperatura ao longo da evolução do sistema. As interações fluido/rocha, com contribuições de elementos transportados pelo fluido mineralizante de origem magmático-hidrotermal (tais como B, F, Cl, P, Sn, W, Zn, Mn, Na, Mo, Nb, Ta, As, Co, Ni, Ce, Au?) e de elementos disponíveis por parte dos metassedimentos hospedeiros da mineralização (tais como Ca, Mg, Fe, K, Ti, Al, Sb), concorreram para a formação das mineralizações de W-Sn do jazigo de Vale Pião e dos diferentes estilos de alteração hidrotermal associados. Os elementos F, Cl, B e P afiguram-se como os principais agentes responsáveis pelo transporte e concentração dos metais que compõem o jazigo de Vale Pião. Foram ainda reconhecidas as seguintes associações: conteúdos elevados, associados ao evento de mineralização, de W-Sn no rútilos, Fe-F nas turmalinas e As-Co-Ni nas arsenopirites; as fraturas das arsenopirites são as principais armadilhas estruturais para a deposição de electrum; conteúdos superiores de Fe nas apatites associadas às fases sulfuretadas; decréscimo da razão Cd/Mn na esfalerite e Ca/Mn na apatite, incremento da razão Ta/Nb na cassiterite e no rútilo e dos conteúdos de (Zn+Mn) na ilmenite, à medida que aumenta a distância à fonte dos fluidos hidrotermais associados à mineralização de W-Sn. Tais associações poderão constituir bons vectores ou indicadores de mineralizações de W-Sn e Au, em sistemas análogos, na Zona Centro Ibérica. O sistema de Vale Pião é caracterizado por sucessivos pulsos de fluido de origem essencialmente magmático-hidrotermal e, consequentemente, por diversos episódios de deposição mineral, num ambiente reduzido e ácido, denunciando assim uma complexidade e sobreposição de eventos mineralizantes no decorrer do tempo. A mineralização de Au/Ag será proveniente da interseção das faixas metalíferas de Góis-Segura (W-Sn) e de Vieiro-Fonte Limpa (Au/Ag) que, possivelmente, contribuiu para o enriquecimento metalífero do sistema de Vale Pião.

Ano

2020-12-21T16:08:58Z

Creators

Fernandes, Inês Isabel Martins

Beyond the green: assessing quarry restoration success through plant and beetle communities

In assessing the effectiveness of ecological restoration actions, outcomes evaluation using a multi‐taxa approach can greatly contribute to a clearer understanding of their success/failure. Since comprehensive biodiversity assessments are rarely possible, choosing taxa groups that are indicative of the ecosystem's structural and functional recovery is of major importance. Our goal was to evaluate the success of revegetation actions performed in a Mediterranean limestone quarry, using plants and epigean beetles as indicators. We compared their abundance, diversity, and community composition between revegetated sites aged 5, 13, and 19 years and a natural reference. Total plant cover significantly increased with restoration age and quickly reached reference values. However, native woody species cover dropped in the oldest site, while non‐native species became dominant. The abundance of beetles was always lower in restoration sites when compared to the reference, increasing with age, although not significantly. The richness of both plant species and beetle families was lower in restoration sites and did not show any trend towards the reference values. Finally, using nonmetric multidimensional scaling, the composition of plant and beetle communities from restoration sites showed a clear separation from the reference. Restoration efforts have successfully modified post‐quarry sites, but considerable differences remain, probably largely related to the use of the non‐native species Pinus halepensis in restoration plans. P. halepensis high cover in restoration sites greatly affects the structure of the ecosystem, and most likely its functioning too, as well as related ecosystem services, causing divergence from the reference values and compromising restoration success.

Ano

2021-07-17T01:30:22Z

Creators

Mexia, Teresa Antunes, Cristina Nunes, Alice Mira, António Correia, Ana Isabel D. Serrano, Artur Correia, Otilia

Sinus node disfunction in an adolescent with systemic lupus erythematosus

Cardiac involvement in systemic lupus erythematosus (SLE) is well documented. The pericardium, myocardium and endocardium, as well as the coronary arteries, the valves and the conduction system can all be affected. While pericarditis is common, arrythmias are less frequently described.We present a 13-year-old male, who had fatigue, anorexia, weight loss, myalgias and arthralgias for four months. On physical examination, we identified bradycardia (heart rate 31-50 bpm), oral and nasal ulcers and polyarthritis. The laboratory results showed hemolytic anemia, hypocomplementemia, antinuclear and anti-dsDNA antibodies, hematuria and non-nephrotic proteinuria. Renal function was normal. Lupus nephritis class II was diagnosed by kidney biopsy. On the transthoracic echocardiogram we identified a minimal pericardial effusion, suggesting pericarditis, and, on the electrocardiogram, we detected sinus arrest with junctional rhythm, denoting sinus node dysfunction. The patient was diagnosed with juvenile SLE with cardiac, renal, musculoskeletal and hematologic involvement. Disease remission and cardiac rhythm control were obtained with steroids and mycophenolate mofetil. Currently, the patient is asymptomatic, with normal sinus rhythm.We described an adolescent with SLE who had sinus node dysfunction upon diagnosis. Other cases have been reported in adults but none in juvenile SLE. All SLE patients should have a thorough cardiac examination to promptly diagnose and treat the innumerous cardiac manifestations of this disease.

Ano

2020-12-21T17:08:36Z

Creators

Fogaça Da Mata, Miguel Rebelo, Mónica Sousa, Helena Sofia Rocha, Alexandra Miguel, Pedro Oliveira Ramos, Filipa Costa Reis, Patricia

Teachers’ perceived roles of the computer in mathematics education

The reform movements concerned with innovative pedagogical approaches and the possibilities offered by information technologies rise new problems to inservice programs. These must give careful consideration to this pedagogical and cultural frame and to its inner dynimics. This study focus in the conceptions and attitudes of teachers involved in such a program regarding the educational role of the computer.

Ano

2011-11-24T11:16:54Z

Creators

Ponte, João Pedro da

First Report of Dieback Caused by Neofusicoccum batangarum in Cashew in Guinea-Bissau

No summary/description provided

Ano

2020-12-21T17:11:24Z

Creators

Diniz, Inês Batista, Dora Pena, Ana Rita Rodrigues, Ana S. B. Reis, Pedro Baldé, Aladje Bucar, Indjai Catarino, Luís Monteiro, Filipa

Evaluation of posterior and total corneal astigmatism with colour-LED topography

Purpose: To characterise the posterior and total corneal astigmatism using colour point-source light-emitting diodes (LED) topography. Methods: In a prospective case series 400 eyes from 400 patients were evaluated by colour-LED topography. Only eyes with normal topographies were considered. The following parameters were studied: magnitude and distribution of SimK and posterior corneal astigmatism, correlation between SimK and posterior corneal astigmatism, and differences in magnitude and axis between total and anterior corneal astigmatism. Results: The mean SimK corneal astigmatism was 1.21 ± 0.94 D. The mean posterior corneal astigmatism was 0.37 ± 0.24 D. Posterior astigmatism was vertically oriented in 68% of eyes. Twenty-two percent of eyes showed a posterior corneal astigmatism ≥ 0.50 D. The correlation coefficients between SimK and posterior corneal astigmatism were: r2 = 0.066; p = 0.371 in WTR eyes, r2 = 0.112; p = 0.173 in ATR eyes and r2 = -0.019; p = 0.879 in oblique eyes. A difference between SimK and total corneal astigmatism ≥ 0.50 D was found in 7% of eyes. A difference in axis between SimK and total corneal astigmatism ≥ 10° was found in 24% of eyes. Conclusions: The percentage of eyes with posterior corneal astigmatism ≥ 0.50 D and the differences between anterior and total corneal astigmatism were higher than those previously reported in the literature. Therefore, this study supports the consideration of total corneal astigmatism magnitude and axis is mandatory for a precise surgical correction of astigmatism.

Ano

2020-12-21T17:17:24Z

Creators

Mendes, João Ribeiro, Filomena Ferreira, Tiago B.

The distribution of the invasive Acacia longifolia shows an expansion towards southern latitudes in South America

Contemporary climate change, in particular higher temperatures, may greatly enhance the expansion of invasive species. Acacia longifolia (Fabaceae, subgenus Phyllodineae) is a native species of Southeast Australia and Tasmania, invasive in South Africa, Mediterranean Europe and South America. According to several records, this species has been introduced in Southern Brazil and Uruguay for fixation of dunes and for ornamental purposes in the mid-20th century and has since then caused several environmental and socio-economic problems. However, its current distribution in these south American countries is undocumented, as well as the types of habitats it has invaded since its introduction. In this context, during May 2019 we performed a study through a latitudinal and climatic gradient along the coast, from southern Brazil (Santa Catarina and Rio Grande do Sul states) to Uruguay, to evaluate the presence of A. longifolia taking into consideration previous records of this species. Our observations showed an increase in tree density along the coast, from Brazil to Uruguay, with a clear distribution southward. It was not possible to confirm earlier observations of this species in southern Brazil (with the exception of Florianópolis), which may be associated with changes in temperature and precipitation in this region.

Ano

2020-12-21T21:23:35Z

Creators

Vicente, Sara Meira-Neto, João Trindade, Helena Máguas, C.

Acacia longifolia: A Host of Many Guests Even after Fire

Acacia longifolia is a worldwide invader that cause damage in ecosystems, expanding largely after wildfires, which promote germination of a massive seed bank. As a legume, symbiosis is determinant for adaptation. Our study aims to isolate a wider consortium of bacteria harboured in nodules, including both nitrogen and non-nitrogen fixers. Furthermore, we aim to evaluate the e ects of fire in nodulation and bacterial diversity on young acacias growing in unburnt and burnt zones, one year after the fire. For this, we used molecular approaches, M13 fingerprinting and 16S rRNA partial sequencing, to identify species/genera involved and 15N isotopic composition in leaves and plant nodules. Nitrogen isotopic analyses in leaves suggest that in unburnt zones, nitrogen fixation contributes more to plant nitrogen content. Overall, A. longifolia seems to be promiscuous and despite Bradyrhizobium spp. dominance, Paraburkholderia spp. followed by Pseudomonas spp. was also found. Several species not previously reported as nitrogen-fixers were identified, proposing other functions besides ammonia acquisition. Our study shows that bacterial communities are di erent in nodules after fire. Fire seems to potentiate nodulation and drives symbiosis towards nitrogen-fixers. Taken together, a multifunctional community inside nodules is pointed out which potentiate A. longifolia invasiveness and adaptation.

Ano

2020-12-21T21:29:27Z

Creators

Jesus, Joana Tenreiro, R. Máguas, C. Trindade, Helena

ISBE Newsletter nº 73: Vacinas preventivas da Covid‐19 (IV) : análise de eficácia e segurança de um ensaio clínico fases 2 e 3 da vacina Pfizer‐BioNTech BNT162b2

O objectivo da Newsletter do Instituto de Saúde Baseado na Evidência (ISBE) é a disponibilização de informação sobre áreas relevantes para a prática clínica, baseada na melhor evidência científica. São localizados estudos relevantes e de alta qualidade, criticamente avaliados pela sua validade, importância dos resultados e aplicabilidade prática e resumidos numa óptica de suporte à decisão clínica. É dada prioridade aos estudos de causalidade – revisões sistemáticas, ensaios clínicos, estudos de coorte prospectivos/retrospectivos, estudos seccionais cruzados e caso‐controlo – incluindo‐se ainda, quando justificado, estudos qualitativos considerados de elevada qualidade metodológica e importância clínica.

Ano

2020-12-22T11:10:16Z

Creators

Carneiro, António Vaz Neto, Susana

Da CAALG à UNIARQ : a génese do Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa no quadro do sistema científico de meados dos anos 70 a meados dos anos 90 do século XX

O Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa (UNIARQ) é uma Unidade I&D, orgânica da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL),que tem como principal âmbito o estudo das sociedades humanas do passado na Península Ibérica, com alargamento ao resto do mundo, desde os primeiros hominídeos à Antiguidade Tardia e Alta Idade Média. Percorremos aqui a história da origem deste Centro de Investigação, desde um pouco antes da sua génese como Projecto Carta Arqueológica do Algarve (CAALG), enquadrado em linha de investigação do Centro de História da Universidade de Lisboa, até à separação deste, como Centro de Arqueologia, numa perspectiva que tenta abordar, sempre que possível, a conjuntura política das instituições de tutela da investigação científica e do património, não esquecendo como óbvia a história do ensino da Arqueologia na Faculdade de Letras. Para além da bibliografia disponível, foi consultado o Arquivo do Centro de História‑UL e o Arquivo de Ciência e Tecnologia, e realizado um conjunto de três entrevistas pessoais (a Ana Margarida Arruda, João Senna‑Martínez e Carlos Fabião) e uma entrevista escrita (a Victor S. Gonçalves) a quatro dos principais intervenientes neste processo.

Ano

2020-12-22T12:02:12Z

Creators

Pereira, André

Children and Young People’s Participation in Disaster Risk Reduction Agency and Resilience

Disasters are complex environmental, social and cultural events and processes yet disaster management approaches tend to simplify responses and homogenise affected populations. Participatory research with more than 550 children across Europe, detailed in this book argues for a radical transformation in children’s roles in disasters. It shows how more child-centred working in civil protection and emergency planning, that recognises children’s capacities in building resilience, benefits at-risk communities as a whole.

Ano

2020-12-22T12:27:04Z

Creators

Mort, Maggie Rodríguez-Giralt, Israel Delicado, Ana