Repositório RCAAP

Introducing choice sequences into mathematical ontology

A ideia de objectos matemáticos que estão em permanente desenvolvimento no tempo foi pela primeira vez avançada por L.E.J. Brouwer. Na matemática intuicionista estes objectos são concebidos como sequência infinitas de números naturais que em qualquer estágio do seu crescimento têm apenas um número finito de valores, além disso, tais valores podem ser livremente escolhidos, no sentido em que a sua produção não necessita de ser determinada por nenhuma regra matemática definida. Tais objectos são denominados de sequências de escolha. O presente trabalho tem como objectivo fornecer uma resposta à sequinte questão: são as sequências de escolha legítimos objectos matemáticos? A resposta que iremos propor e à qual iremos argumentar favoravelmente é a seguinte: tais objectos não podem ser considerados objectos matemáticos legítimos. Com esta tese em vista, iremos discutir as propriedades intrínsecas das sequências de escolha relativamente à maneira como são incorporadas no contexto matemático e as suas implicações. Seguindo esta metodologia pretendemos atingir um cabal entendimento filosófico das consequências em que incorremos ao aceitarmos sequências de escolha como objectos da ontologia matemática e das razões que temos para não as aceitarmos como tal.

Ano

2025-10-28T12:28:20Z

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Nereu, Josiano Cláudio Oliveira

Timor-Leste, outro rosto da história

Resumo: Trata-se de uma conquista dolorosa da história do Povo timorense no quadro de autodeterminação e independência, sob os impulsos do 25 de Abril português. Os timorenses organizaram-se debater sobre o processo a definir o seu próprio estatuto, desvinculado do poder colonial. Episódio que se arrastava entre facções partidárias em desentendimento, tendo o governo português manteve-se em honra da sua política e na vontade de o discutir com todas as partes envolventes serem em consenso a volta de um calendário acordado à celebração do acto de descolonização nos prinbcípios de legalidade. À época, sentia-se os efeitos da guerra fria transformaram alguns Estados da Indo- China em regime de comunismo, sendo influências receadas pelos poderes ocidentais, sentiriam-se prejudicados de interesses no Sudeste Asiático, em particular na Indonésia. Nos bastidores internacionais receavam a colónia portuguesa tornar-seia um Estado novo de regime maoista. Conhecido o novo governo português constituído, era de esquerdismo, por alguns líderes da FRETILIN serem portadores das ideologias desse regime a que Indonésia manifestaria, publicamente, o seu repúdio, declarando esfrangalhar o partido independentista. Reacção apoiada por partidos opostos a independência de Timor-Leste, reivindicando a integração do território à RI. FRETILIN proclamou a independência da colónia a 28 de Novembro de 1975, com vista a dificultar a anexação e mobilizar a comunidade internacional, responsbilizá-la criar condições a reposição da legalidade internacional no território. Indonésia invadiu o país em 7 de Dezembro de 1975, por força anexou Timor-Leste à RI. Os massacres impressionaram o mundo. A Resistência Armada, o Povo em geral e a Igreja Católica com o apoio de Portugal opunham a ocupação, sem vergarem-se as ameças durante 24 anos do cativeiro timorense. A globalização impõe novas decisões e morais aos grandes mundiais a pronunciarem-se pela razão do 30 de Agosto de 1999, como marco historicamente definitivo do reconhecimento do Timor-Leste, Estado Independente e soberano, dos alvores do III milénio. O sucesso das Nações Unidas convidou os indonésios a abandonarem o Território até 30 de Outubro do mesmo ano. A 20/5/2002, o Estado novo de Assembleia Constituinte para Parlamento Nacional, Presidência da República e Governo da República Democrática de Timor-Leste, testemunhado pelas altas figuras internacionais. De seguida, seria inserido como Estado membro das Nações Unidadas.

Ano

2025-10-28T12:28:33Z

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Coelho, Manuel da Silva

Testamentos régios - Primeira dinastia: 1109-1383

O objectivo desta dissertação é oferecer, de modo sistemático, uma leitura dos testamentos dos Reis de Portugal da Primeira Dinastia.Na sequência, fazemos uma breve interpretação dos mesmos, procurando analisá-los, não tanto como uma simples narração das últimas vontades de cada Rei, ao aproximar-se a hora da sua morte, mas sim como documentos históricos que constituem fontes de informação extremamente úteis para o estudo do pensamento da sociedade medieval, face aos últimos momentos da sua vida. Desta forma, fizemos uma aproximação às mentalidades dos vários monarcas, ao seu pensamento perante a morte e também à forma como essas mentalidades se foram alterando, face ao decorrer dos tempos e às diversas mudanças que se foram operando no meio social.Muitas dessas mudanças decorreram das alterações que se deram no seio da própria Igreja, a quem, normalmente, os Reis eram obedientes. Para que a análise dos respectivos testamentos fosse mais eficaz, tivemos em atenção o momento histórico em que cada um ocorreu, bem como o lado económico dele decorrente, sendo certo que alguns deles geraram certa discórdia, face ao seu incumprimento por parte dos respectivos herdeiros da coroa. Com a finalidade de proporcionar uma leitura mais abrangente de cada um dos documentos, terminámos o nosso trabalho com a elaboração de alguns quadros, que, não só sintetizam e facilitam a sua leitura, como trazem ao de cima alguns pormenores menos evidentes, que passariam despercebidos face a uma leitura mais apressada.

Ano

2025-10-28T12:10:18Z

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Mota, António Brochado da

A batalha de Toro e as relações entre Portugal e Castela: dimensões politicas e militares na segunda metade do século XV

A Tese de Mestrado que se pretende levar a cabo incide a sua atenção sobre as conexões entre Portugal e Castela que, não perdendo de vista o “sonho ibérico”, envolveriam os reinos numa importante querela na segunda metade do século XV. Num primeiro capítulo, traçar-se-á um conspecto historiográfico sobre a Batalha de Toro, procurando dar sentido às interpretações lusas e espanholas que vêm sendo feitas. Pretende-se, num outro ponto, observar as estratégias portuguesa e castelhana que conduziriam à Guerra que oporia as duas Coroas entre 1475 e 1479, destacando os processos políticos, os modelos económicos e os sistemas sociais que as enquadram. Em terceiro lugar, pretende-se reconstituir a acção de uma actuante diplomacia luso-castelhana que, no conflito em causa, daria mostras dos seus reflexos por toda a Península Ibérica e, mesmo, junto dos mais importantes reinos da Cristandade. O quarto capítulo procura a observação do ponto de vista militar da contenda, em geral, e da Batalha de Toro, em particular, numa época de charneira na forma de fazer a guerra. Desmistificando uma “Revolução Militar” abrupta, a campanha demonstrará o cruzamento do paradigma medieval com as novidades que a modernidade já anunciava. Procurar-se-á, em simultâneo, ter em conta as especificidades bélicas de ambos os contendores. O último ponto do nosso trabalho centrar-se-á nos impactos que a guerra em questão, de que será objecto de especial atenção o Tratado das Alcáçovas-Toledo de 1479-1480, produziu em vários níveis: a divisão do Atlântico e as sequelas na expansão ibérica, as consequências nos reinos peninsulares e, por fim, as ressonâncias europeias e no Papado que deixou.

Ano

2025-10-28T12:09:36Z

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Costa, António Carlos Martins,1986-

Fronteiras prosódicas e desambiguação no português europeu

O trabalho de investigação desta dissertação tem como objectivo verificar qual o papel dos constituintes da hierarquia prosódica no processamento do Português Europeu. Ao longo das últimas décadas, diversos estudos concluiram sobre a relevância da Prosódia no acesso lexical e na análise sintáctica de frases ambíguas em várias línguas (Kjelgaard & Speer, 1999; Christophe, Peperkamp, Pallier, Block & Mehler, 2004; Li & Yang 2009; Dilley, Mattys & Vinke, 2010). Sobre o papel dos constituintes da hierarquia prosódica, os estudos realizados para diferentes línguas confirmam os efeitos da fronteira de Sintagma Entoacional (IP) na desambiguação. Quanto aos constituintes prosódicos mais baixos na hierarquia prosódica - Palavra Prosódica (PW), Grupo de Palavra Prosódica (PWG) e Sintagma Fonológico (PhP) - as conclusões são divergentes. No PE, o conhecimento existente das propriedades prosódicas na língua (Frota, 2000; Vigário, 2003, 2009) permite explorar o papel da estrutura prosódica na segmentação do contínuo sonoro, bem como testar o efeito da especificidade da língua no processamento linguístico. As descrições da estrutura prosódica para o PE mostram a presença de pistas que salientam a marcação “forte” dos constituintes ao nível de PW, PWG e IP, nomeadamente através de pistas segmentais e de proeminência para os constituintes ao nível da palavra e fenómenos de sândi, alongamento final, acento tonal e tom de fronteira para o nível de IP. Ao nível de PhP, as pistas para a sua constituência são menores e restringem o seu domínio a fenómenos rítmicos e de distribuição do acento tonal, sendo considerado um constituinte com marcação “fraca”. Para observar os efeitos das propriedades dos constituintes na desambiguação lexical e sintáctica, foram realizadas duas tarefas perceptivas, na linha dos trabalhos de Millotte, Wales & Christophe (2007) e Millotte, René, Wales & Christophe (2008); uma tarefa off-line – Tarefa Completion – e uma tarefa on-line – Tarefa Word Detection. As duas tarefas mostram variações na forma como os sujeitos percepcionam os estímulos. Na tarefa Completion, os estímulos apresentados foram produzidos por dois falantes: naïve e expert. Os resultados revelaram a existência de desambiguação em todos os níveis prosódicos, à excepção do nível das fronteiras de palavra (Sem fronteira/PWG, PW/PWG). Um resultado inesperado foi a existência de um efeito de extensão em número de sílabas e não de PWs no processamento de IP na percepção de fronteira de IP na língua. Na tarefa Detection, a análise das respostas e dos tempos de reacção mostrou o uso das pistas prosódicos em todos os níveis das fronteira prosódicas, observando-se um efeito dos níveis de fronteira nos tempos de reacção – níveis fronteira alta com tempos mais rápidos do que níveis de fronteira baixa. ii Os resultados gerais obtidos dão conta da sensibilidade dos falantes de PE às pistas prosódicas dos constituintes, desde PW a IP, fazendo uso das suas propriedades para a desambiguação.

Ano

2025-10-28T12:09:22Z

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Severino, Cátia Sofia

José Daniel Rodrigues da Costa (1755/56-1832): um autor ao serviço da Educação dos povos

José Daniel Rodrigues da Costa é uma figura esquecida do panorama literário português. Nascido na segunda metade do século XVIII, escreveu quase exclusivamente para o cordel. A sua longa carreira literária e vastíssima produção dão testemunho da sua popularidade, num contexto em que esta forma editorial se afirmou como instrumento indispensável de acesso à leitura e à cultura escrita, por parte de amplas camadas da população. Partindo dos paratextos dos seus folhetos procura-se chamar a atenção para os modos de construção da figura autoral de Rodrigues da Costa, bem como para a reconstituição do perfil sociológico do escritor português dos fins do Século das Luzes. José Daniel constrói uma carreira feita de compromissos, mas também de autonomia e modernidade, apesar de se mover na “margem” do campo literário da sua época. Provam o seu êxito os cargos, privilégios e tenças que recebeu e dos quais fala publicamente nos seus folhetos, transformando o leitor em testemunha privilegiada de um percurso bem sucedido. Por outro lado, a assunção orgulhosa que faz da autoria das suas obras leva-o a utilizar o seu nome como mecanismo de reconhecimento social e literário, facto pouco vulgar na época, sobretudo no âmbito da cultura dita popular. De igual forma, a reflexão sobre o seu papel social enquanto escritor e sobre a função pedagógica das suas obras, revelam uma consciência moderna do conceito de autoria, visível no conteúdo metaliterário dos seus prefácios. Aí é atribuída à função do autor, a de pedagogo social ou de “educador do povo”, procurando utilizar as suas obras, de grande difusão, como instrumentos de cidadania. José Daniel antecipa uma das vertentes do campo literário instituído no século seguinte, prefigurando a sua progressiva autonomização, num contexto onde cada vez mais, as relações autor – público se instituem com base nas leis da oferta e procura.

Ano

2025-10-28T12:27:13Z

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Ferreira, Maria Isabel Lopes

A parentalidade em contexto de recomposição familiar:o caso do padrasto

Em contexto de modernidade, o crescimento do número de famílias recompostas precedidas por divórcio/ separação, bem como a pluralização dos lugares parentais impõem a necessidade de repensar a família e a forma como se constroem os lugares familiares, nomeadamente o lugar de padrasto. Trata-se de um lugar novo e distinto daquele que caracterizou os padrastos substitutos de outrora, uma vez que a implementação de medidas como a co-parentalidade têm conduzido à continuidade do casal parental após o fim da conjugalidade. Partindo de uma abordagem teórica que privilegia a perspectiva interaccionista com base na negociação familiar, a investigação aqui apresentada procurou perceber o modo como a parentalidade é construída e vivida em contexto de recomposição familiar. Para o efeito, adoptou-se uma perspectiva que toma o padrasto enquanto agente e produto da realidade envolvente. Os resultados apurados com base na realização de 30 entrevistas em profundidade a padrastos coresidentes evidenciam, por um lado, o facto de o lugar de padrasto ser um lugar parental, embora a parentalidade recomposta apresente características próprias, e, por outro, a existência de modos distintos de construção da parentalidade no quotidiano da recomposição familiar, uns marcados por uma maior proximidade e individualização da relação padrastoenteado, outros mais distantes e mediados pela figura materna. Neste sentido, o modo como o padrasto constrói o seu lugar parece depender menos do lugar ocupado pelo pai biológico, a dimensão base das lógicas de substituição e de perenidade reveladas pelas pesquisas anteriores, do que do espaço de manobra dado pela mãe e da posição assumida pelo padrasto face à parentalidade recomposta.

Ano

2025-10-28T12:15:10Z

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Atalaia, Susana

A transfiguração barroca de um espaço arquitectónico: a obra setecentista na Sé de Elvas

A igreja de Santa Maria da Praça, o principal templo de Elvas, erguida a partir de 1517 (aberta ao culto em 1537), no tempo de D. Manuel, sobre a anterior igreja medieval de Santa Maria dos Açougues, só na segunda metade do século XVI viu a suas obras concluídas. Em 1570, com a criação da diocese de Elvas, no reinado de D. Sebastião, a igreja foi elevada à categoria de Sé. Na sequência deste facto, o edifício foi objecto de remodelações importantes, sob a égide dos seus bispos e cabidos, entre os finais do século XVI e os anos 30 do século seguinte. Tais obras consistiram na construção de uma nova capela-mor, da nova sacristia, da Casa do Cabido, da Capela do Santíssimo Sacramento, do pátio, da cisterna, do relógio e da varanda da fachada principal e, possivelmente, do campanário. Além disso, foi ainda alvo de diversas decorações no seu interior. No século XVIII, a Sé de Elvas voltaria, uma vez mais, a ser objecto de renovação, já em estilo barroco, o qual lhe alterou de modo substancial o seu espaço interno. As intervenções setecentistas (o tema propriamente dito da presente tese) ocorreram até finais do anos 60, sob a iniciativa de cabidos em sede vacante, de confrarias e de bispos, designadamente de D. Baltazar de Faria Vilas Boas e Sampaio (1743-1757) e D. Lourenço de Lencastre (1759-1780). Tais reformas consistiram, sobretudo, na reedificação de uma nova capela-mor (a terceira), na reforma das capelas laterais, da Sala Capitular, da escadaria e do adro da igreja. Neste período foi ainda encomendado ao italiano Pascoal Caetano Oldovino o aparatoso órgão do coro alto. Na segunda metade do século XIX, a diocese de Elvas foi extinta, e a Sé voltou à sua função de igreja matriz de Elvas. Entretanto, em finais dos anos 30 do século XX, no tempo do Estado Novo, houve um projecto de restauro que visava devolver a antiga Sé à sua traça quinhentista, através da eliminação de parte da sua obra barroca, mas tais planos não chegaram a ser executados.

Ano

2025-10-28T12:12:12Z

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Cabeças, Mário Alexandre Henriques Zacarias

Autobiografia inédita de António Sérgio. Escrita aos 32 anos no Livre d'Or do instituto Jean-Jacques Rousseau (Genève)

Entre 1914 e 1916 António Sérgio esteve em Genève no Instituto Jean-Jacques Rousseau, onde conviveu com um 'micro-cosmos'muito influente no movimento internacional de renovação educativa. A circunstância de António Sérgio ter produzido para o Livro do Instituto uma autobiografia considerada exemplar - documento que se transcreve, reporduz em fac-símile e comenta neste artigo - serve de pretexto para uma reflexão sobre o contexto da produção autobiográfica e sobre a produção pedagógica deste intelectual, sublinhando a dimensão social de que a pedagogia sergiana era portadora.

Ano

2025-10-28T12:12:52Z

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Novoa, Antonio Hameline, Daniel

O povoamento no Baixo Vale do Tejo: entre a territorialização e a militarização: meados do século IX - início do século XIV

O estudo que empreendemos visou compreender a evolução das estruturas de povoamento na região do Baixo Vale do Tejo, situadas em torno da cidade de Lisboa e do seu espaço de influência regional, na margem Norte do Tejo. Foi nosso objectivo detectar estruturas de povoamento, fossem elas muçulmanas (como a qura ou a ḍay‘a) ou cristãs (a vila, a paróquia, o casal ou a herdade). A região sobre a qual nos debruçámos corresponde, grosso modo, à área de influência de Lisboa: a Estremadura Austral. Para Norte, o curso do Safarujo constitui a nossa barreira até chegar à Serra de Montachique; a partir daí, o limite é definido por uma linha recta que parte em direcção a Vila Franca e à lezíria do Tejo. Em termos cronológicos, o nosso estudo terá como terminus a quo o século IX, data dos mais antigos testemunhos escritos por nós colhidos relativos ao Ġarb al-Ândalus; como terminus ad quem, o ano de 1321, data da realização do «rol das igrejas» do Reino de Portugal, e que constitui um marco na compreensão da estruturação do espaço nacional. Os dois marcos temporais assim estabelecidos definem um período durante os quais o Baixo Vale do Tejo foi, por várias vezes, um espaço de liminaridade, de fronteira entre diversas formações políticas, e para as quais a guerra constituiu um modo de ser de duas sociedades em confronto e, posteriormente, um espaço de intenso povoamento. Em termos de fontes, procedemos à consulta de materiais tanto muçulma-nos como cristãos: em ambos os casos, fontes de tipo cronístico; relativamente ao pri-meiro, kutūb como os dicionários geográficos ou biográficos foram também consultados para a pesquisa, e no tocante ao segundo, os livros das chancelarias régias, arquivos de casas monásticas que detinham propriedades na região em causa e instrumentos nota-riais.

Ano

2025-10-28T12:17:32Z

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Leitão, André de Oliveira

The Ms. Parma 1959 in the context of portuguese hebrew illumination

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2025-10-28T12:21:54Z

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Matos, Débora Marques de

Arruda e a Ordem de Santiago séc.s XII-XV

“ Arruda e a Ordem de Santiago : séc.s XII-XV “ propõe-se analisar a relação entre o concelho, vila e termo de Arruda e o Senhorio da Ordem de Santiago nessa mesma vila. Dando ao longo da dissertação informação relativa á vila e vivências dos seus habitantes, tal como uma classificação do seu estatuto. Analisamos ainda as relações com a coroa e com o Mosteiro de São Vicente de Fora.

Ano

2025-10-28T12:11:30Z

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Alvoeiro, Bruna

Os públicos do Centro Cultural Malaposta

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Ano

2025-10-28T12:22:08Z

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Lourenço, Carina Paulo

Polishing Papers for Publication: Palimpsests or Procrustean Beds?

Portuguese academic discourse of the humanities is notoriously difficult to render into English, given the prevalence of rhetorical and discourse features that are largely alien to English academic style. The aim of this study was to test the hypothesis that some of those features might find their way into the English texts produced by Portuguese scholars through a process of pragmalinguistic and sociopragmatic transfer. If so, this would have important practical and ideological implications, not only for the academics concerned, but also for editors, revisers, teachers of EAP, translators, writers of academic style manuals and all the other gatekeepers of the globalized culture. The study involved a corpus of some 113,000 running words of English academic prose written by established Portuguese academics in the Humanities, which had been presented to a native speaker of English (professional translator and specialist in academic discourse) for revision prior to submission for publication. After correction of superficial grammatical and spelling errors, the texts were made into a corpus, which was tagged for Part of Speech (CLAWS7) and discourse markers (USAS) using WMatrix2 (Rayson 2003). The annotated corpus was then interrogated for the presence of certain discourse features using Wmatrix2 and Wordsmith 5 (Scott 2006), and the findings compared with those of a control corpus, Controlit, of published articles written by L1 academics in the same or comparable journals. The results reveal significant overuse of certain features by Portuguese academics, and a corresponding underuse of others, suggesting marked differences in the value attributed to those features by the two cultures.

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2025-10-28T12:20:48Z

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McKenny, John Bennett, Karen

Relatos de Viagens: Representações e Codificações Linguísticas de Portugal no Século XIX - Volume 2

O projecto a que estes artigos aqui coligidos se encontram ligados diz respeito a relatos de viagens, e inclui, no seu corpus, narrativas de autores portugueses e de autores em língua inglesa; todavia, nesta fase, foi seleccionado para análise apenas um conjunto de textos em inglês, publica dos na primeira metade do século XIX, em Inglaterra. Neste segundo volume de Representações e Codificações Linguísticas de Portugal no Século XIX, os artigos incluídos, na sua maioria, centram-se na obra de um único autor inglês, que, aliás, não foi considerado no primeiro: Journal of a few Months’ Residence in Portugal and Glimpses of the South of Spain, de Dorothy Wordsworth, publicado em 1847.

Ano

2025-10-28T12:12:12Z

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Azuaga, Maria Luísa, 1945-

Comparative Research in Education: a mode of governance or a historical journey?

This text is not a research paper, nor an epistemological reflection about the field of Comparative Education. It is an essay in the literal meaning of the word 'an attempt, trial, that needs to be put to test in order to understand if it is able to fulfil the expectations' in which we introduce an interpretation of the current condition of the field of comparative education. In the introduction to this essay we discuss the current phenomenon of a regained popularity of comparative educational research. We believe that this situation has both positive and negative consequences: it can contribute to the renewal of the field or it may be no more than a brief fashion. Our reflections focus on the uses of comparative research in education, not on any precise research question. Even so, only for illustrative purposes, we present some examples related with the European Union. We then go on to discuss current comparative practices, arguing that comparative educational studies are used as a political tool creating educational policy, rather than a research method or an intellectual inquiry. In the two main sections of this text we define two extreme positions: comparison as a mode of governance and comparison as a historical journey. We do recognize that between these two extremes there is room enough to imagine different positions and dispositions. But our intention is to analytically separate very different traditions of the comparative field. Throughout the article we build a case in favour of a comparative-historical approach. Nevertheless, we argue that the reconciliation between history and comparison will only be possible if we adopt new conceptions of space and time, and of space-time relationship. This is a condition required for the understanding of comparative research in education as a historical journey.

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2025-10-28T12:21:01Z

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Novoa, Antonio

A representação da Irishness no cinema nacional irlandês

A presente tese tem como principal objectivo reflectir sobre forma como o cinema representa uma identidade, particularmente no caso da representação da Irishness no cinema nacional irlandês. O conceito de “representação” é analisado enquanto processo de construção, tendo um papel fundamental na produção de sentido. Como o foco deste estudo incide sobre o cinema como um meio através do qual a identidade é representada, consideramos importante entender em que medida pode ser atribuído às imagens um sentido cultural alargado, formando o “mito”, que poderá corresponder a uma ideia de identidade nacional. Por forma a compreender o valor das imagens, será analisada a questão da subjectividade e da importância da intervenção do sujeito na construção e interpretação da imagem, assim como os conceitos de “estereótipo” e de “ideologia”. Será também explorada a função do cinema na criação de uma narrativa da identidade que permite que os indíviduos partilhem uma identidade e se organizem numa nação, formando assim uma “comunidade imaginada”. Dessa forma, o cinema não é apenas um reflexo da comunidade e das suas práticas, actua também como um regulador da mesma, funcionando em dois sentidos: afectando a comunidade e sendo afectado por esta. Tendo tudo isto em conta, é de seguida discutido de que forma o cinema pode ser definido como “nacional” e o que terá levado a uma emergência do cinema nacional irlandês no final do século XX, sendo também considerados nesta investigação alguns dos temas e preocupações mais comuns no cinema irlandês contemporâneo, especialmente o modo como a Irlanda urbana é retratada. About Adam (2000) e Once (2007) são apresentados como dois exemplos onde se pode observar como uma vontade de escapar aos temas tradicionais e de explorar novas formas de representar a Irishness (ou, como acontece no primeiro, pela tentativa de não a representar directamente), resultando em duas formas distintas de entender e narrar a identidade nacional.

Ano

2025-10-28T12:13:06Z

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Rodrigues, Sara Cristina Ferreira

Contra as teorias da interpretação no direito e na literatura

O presente trabalho procura rebater a concepção de que textos diferentes têm que ser interpretados de formas diferentes. Em nosso entender, todos os textos só podem ser interpretados de uma forma: buscando a intenção do seu autor, a qual é manifestada pelas palavras por si empregues na elaboração do texto. Isto decorre do facto de que todos os textos são intencionais, e são produzidos através da linguagem, o que nos leva à seguinte conclusão: não existe linguagem sem intenção. Não se pode atribuir mais preponderância à intenção do texto, ou à do autor, porque obter uma é obter a outra. Esta situação leva-nos a arguir que a teoria em nada ajuda o intérprete, na medida em que não pode regular uma actividade que, por só ter uma forma de actuação (buscar a intenção do autor através das palavras do texto), não é regulável. Utilizamos a interpretação de textos literários e a interpretação da lei como estudo de caso, sendo que o Direito permite-nos chegar a uma conclusão, à primeira vista, contra-intuitiva: a de que regras gerais de interpretação não funcionam enquanto normas, mesmo numa área do conhecimento dotada de coercividade, na medida em que o intérprete não pode segui-las ou infringi-las.

Ano

2025-10-28T12:11:44Z

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Ferreira, Pedro Tiago da Silva

O idílio XV de Teócrito: as siracusanas ou as mulheres que celebram Adónis

Este trabalho consiste na tradução do Idílio XV de Teócrito, a partir do texto editado por A. S. F. Gow (Cambridge, 1952²), acompanhada de um estudo introdutório e respectivas notas de comentário.

Ano

2025-10-28T12:10:34Z

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Silva, Hélio Ramos da

Fórmulas religiosas entre os yorùbás, olódùmarè, òrìsà, àse, orí e ìpin

A presente tese pretende construir um discurso teológico coerente acerca das fórmulas religiosas dos yorùbás da África Ocidental, procurando uma aproximação às mais elementares e ao mesmo tempo centrais ressonâncias do pensamento yorùbá acerca do sagrado. Trata-se, pois, de um exercício de reflexão em torno das problemáticas do divino, traduzidas nas fórmulas: ser-supremo, divindade, energia vital e predestinação, tidas como fundamentais para a compreensão do pensamento religioso do objeto de estudo. Partindo de uma perspetiva essencialmente teológica, pretende-se compreender o pensamento religioso yorùbá per si, procurando entender as transformações conceptuais mais do que procurar paralelos com outros imaginários religiosos, particularmente aqueles fora das fronteiras africanas.

Ano

2025-10-28T12:14:42Z

Creators

Dias, João Ferreira