Repositório RCAAP

Laços de sociabilidade, filantropia e o Hospital do Câncer do Rio de Janeiro (1922-1936)

Este artigo tem por objetivo estudar a construção do Hospital do Câncer na cidade do Rio de Janeiro, a partir de uma análise das ações e dos grupos sociais envolvidos com a filantropia na cidade, durante a Primeira República. Para tal, apresenta-se um estudo prosopográfico inicial dessa elite, apontando para sua configuração na criação da instituição. Um segundo recorte refere-se às ações filantrópicas de Guilherme Guinle nesse período.

Ano

2022-12-06T13:21:55Z

Creators

Sanglard,Gisele

Nunca aos domingos: um estudo sobre a temática do câncer nas emissoras de TV Brasileiras

Analisa notícias sobre câncer no jornalismo da televisão brasileira, entre 2006 e 2007, resultando em 51 notícias exclusivas e 62 veiculações, em 12 diferentes emissoras nacionais de televisão (comerciais, educativas e fechadas). Os itens observados foram: origem (nacionais, internacionais); assunto (prevenção, diagnóstico, tratamento, cura, epidemiologia e/ou tabagismo); dia da semana e horários mais veiculados; características dos entrevistados; e ainda se as reportagens analisadas ofereciam aos espectadores explicações sobre fatores de risco e prevenção. Além disso, colheram-se depoimentos dos editores de telejornais das principais emissoras brasileiras. A análise dessas notícias e entrevistas evidenciou características relevantes da cobertura televisiva sobre temas de ciência e saúde, relacionadas aos critérios de seleção de pautas.

Ano

2022-12-06T13:21:55Z

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Jurberg,Claudia Verjovsky,Marina

Casas para os que morrem: a história do desenvolvimento dos hospices modernos

Retrata os primeiros hospices modernos, no Reino Unido vitoriano tardio, descrevendo a filosofia reinante e as dificuldades dessas instituições. Aborda, também, a fundação do St. Christopher's Hospice, considerado o marco do nascimento do moderno movimento hospice, bem como o desenvolvimento desse movimento até os dias atuais. Seu surgimento ocorre em cenário de crescente valorização tecnológica e à margem das prioridades do sistema de saúde britânico, em período de intensas transformações nas sociedades ocidentais. No Brasil, descreve como surgiu o primeiro hospice, na cidade do Rio de Janeiro, em 1944. Finaliza com um panorama atual do moderno movimento hospice no Brasil, além de considerações acerca das dificuldades para sua inserção no sistema de saúde.

Ano

2022-12-06T13:21:55Z

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Floriani,Ciro Augusto Schramm,Fermin Roland

As campanhas educativas contra o câncer

Discute a trajetória das campanhas educativas contra o câncer, seu papel na política de controle da doença e sua evolução entre 1920 e 1950. Através das imagens pode-se perceber a permanência de conceitos do campo da cancerologia surgidos no início do século XX. Diagnóstico precoce e tratamento médico especializado formavam o binômio que embasava os argumentos médicos sobre a alta possibilidade de cura da doença. A esses termos somava-se uma noção de prevenção que preconizava: evitar as causas externas de irritação dos tecidos seria a principal forma de proteção. Embora a estética dessas campanhas se tenha transformado ao longo dos anos, buscando atrair o público e chamar sua atenção para os perigos da doença, a base de sua concepção permaneceu a mesma.

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2022-12-06T13:21:55Z

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Costa,Manuela Castilho Coimbra Teixeira,Luiz Antonio

Neurociências, artes gráficas e saúde pública: as novas advertências sanitárias para maços de cigarros

A exposição a produtos derivados do tabaco é considerada a mais importante causa de morte evitável no mundo. Ações de controle do tabagismo envolvem uma gama de intervenções para ajudar pessoas a parar de fumar e prevenir que jovens não se tornem dependentes. Advertências sanitárias com imagens mostradas em embalagens de cigarro são uma das formas mais efetivas de informar acerca das consequências do tabagismo. Pesquisas em neurobiologia da emoção demonstram que estímulos visuais afetam atitudes e comportamentos; estímulos agradáveis promovem predisposições para aproximação e os aversivos, afastamento. Os apelos positivos que o marketing da indústria tabagista induz em suas embalagens devem ser neutralizados por advertências que mostrem os riscos de fumar, desconstruindo o apelo prazeroso e induzindo predisposições de afastamento em relação ao produto.

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2022-12-06T13:21:55Z

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Nascimento,Billy E.M. Gamba Jr.,Nilton Pereira,Leticia de Oliveira Mirtes G. Spitz,Rejane Gleiser,Sonia Perez,Cristina Vianna,Cristiane Cavalcante,Tania Volchan,Eliane

Do caranguejo vermelho ao Cristo cor-de-rosa: as campanhas educativas para a prevenção do câncer no Brasil

As campanhas de prevenção do câncer no Brasil são um aspecto importante da história do controle da doença. Os materiais produzidos no decorrer dessa história são uma rica fonte de documentos que merecem o olhar de profissionais de áreas como educação, comunicação, informação, saúde pública, história e hivulgação científica. Partindo desse pressuposto, analisam-se materiais de campanhas educativas a partir de distintos campos do conhecimento. As notas relatadas são fruto de análise preliminar de cartazes utilizados em campanhas. Este estudo foi realizado sob o enfoque da história da educação em saúde e será aprofundado nas próximas etapas da pesquisa.

O grande mal no Cemitério dos Vivos: diagnósticos de epilepsia no Hospital Nacional de Alienados

O objetivo deste artigo é analisar, na perspectiva da história social do pensamento médico, artigos sobre epilepsia publicados na revista Arquivos Brasileiros de Psiquiatria, Neurologia e Medicina Legal em 1915 e 1918. Esses artigos, por um lado, permitem identificar algumas das aproximações da medicina brasileira de inícios do século XX em relação a essa síndrome, em especial a associação direta então estabelecida pela ciência médica entre a epilepsia e a propensão à violência e ao crime. Por outro lado, permitem esboçar histórias de vida de pacientes diagnosticados como 'epiléticos', cujas observações clínicas são relatadas.

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2022-12-06T13:21:55Z

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Neves,Margarida de Souza

O nervosismo como categoria nosográfica no começo do século XX

Apresenta o quadro conceitual que cerca a categoria nervosismo na psiquiatria brasileira do começo do século XX, tal como evidenciado em artigo de Henrique Roxo publicado nos Arquivos Brasileiros de Psiquiatria, Neurologia e Medicina Legal em 1916, e enseja sua contextualização na história das classificações psiquiátricas e das representações sobre os nervos e o sistema nervoso. Com isso, pretende contribuir para o mapeamento do naturalismo fisicalista (ou epifenomenismo), como tendência constante das representações sobre a pessoa e suas perturbações na cultura ocidental moderna.

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2022-12-06T13:21:55Z

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Duarte,Luiz Fernando

Classificando diferenças: as categorias demência precoce e esquizofrenia por psiquiatras brasileiros na década de 1920

Analisa o modo como os psiquiatras brasileiros Henrique Roxo e Murillo de Campos conceituaram e distinguiram as categorias diagnósticas de demência precoce e esquizofrenia, no final da década de 1920, em artigos publicados no principal periódico psiquiátrico à época. Observa-se como ambos se apropriaram do conhecimento europeu que forjou tais categorias e como as representaram no contexto da institucionalização da psiquiatria no Brasil. Busca compreender como esse processo de nomeação e definição cientifica de diagnóstico se articulava à produção da diferença entre o que deveria ser considerado fenômeno, no que se refere à patologia mental.

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2022-12-06T13:21:55Z

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Venancio,Ana Teresa A.

A cena constituinte da psicose maníaco-depressiva no Brasil

A intenção deste ensaio é esboçar a leitura da psicose maníaco-depressiva no Brasil, no começo do século XX. Destaca a transformação teórica ocorrida na psiquiatria brasileira, que se deslocou da tradição francesa para a alemã. Sublinha o modo como a problemática da histeria foi substituída pela da psicose maníaco-depressiva nesse contexto histórico.

Histeria e psiquiatria no Brasil da Primeira República

Problematiza o pensamento psiquiátrico brasileiro sobre a histeria nas primeiras décadas do século XX, momento de expansão de uma medicina social que se constituiu no bojo de uma biopolítica de gestão populacional. Para isso, esse pensamento é inserido no debate sobre a histeria nos grandes centros europeus no século XIX e que foi referência para a nascente psiquiatria brasileira dentro de um projeto reformador e preventivista que caracterizou a medicina brasileira da época. São abordados o trabalho do neurologista brasileiro Antônio Austregésilo (1876-1960), sua inserção nesse projeto e seu lugar no processo de desmembramento da histeria como categoria diagnóstica, no campo da psiquiatria, o que se deu ao longo da República Velha.

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2022-12-06T13:21:55Z

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Nunes,Sílvia Alexim

A sífilis e o aggiornamento do organicismo na psiquiatria brasileira: notas a uma lição do doutor Ulysses Vianna

Toma como ponto de partida a lição do psiquiatra brasileiro Ulisses Vianna, publicada em 1919 nos Arquivos Brasileiros de Neuriatria e Psiquiatria, para analisar o modo como se desenvolviam, naquele momento, as discussões médicas em torno das 'sífilis do sistema nervoso' e 'sífilis cerebral'. Procura inscrever o trabalho de Vianna no horizonte intelectual mais amplo do qual fazia parte e explorar o impacto que essa categoria nosológica teve no pensamento psiquiátrico, especialmente na consolidação de concepções organicistas ou somatológicas a respeito da doença mental, ajustando-as aos novos horizontes inaugurados pela bacteriologia.

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2022-12-06T13:21:55Z

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Carrara,Sérgio Carvalho,Marcos

Alcoolismo e medicina psiquiátrica no Brasil do início do século XX

Aborda o desenvolvimento da psiquiatria no Brasil, entre o final do século XIX e as três primeiras décadas do XX, com base no estudo da construção de saberes e práticas, neste campo, acerca do alcoolismo. Discute a visão da psiquiatria sobre a responsabilidade do álcool na manifestação da loucura. Trata a hipótese de que o conceito de 'psicose alcoólica' buscou enfeixar os sintomas e problemas causados no indivíduo pelo alcoolismo crônico. Chama atenção para o fato de que esta era uma 'doença social', definição que a aproxima das classes populares: de seus costumes, práticas e condições de vida. Procura analisar as internações nos hospícios, recuperando os ecos das discussões médicas e tomando as reflexões do escritor Lima Barreto como contraponto ao saber médico da época.

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2022-12-06T13:21:55Z

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Santos,Fernando Sergio Dumas dos Verani,Ana Carolina

Psicastenia

Analisa a categoria médica da psicastenia, utilizada no fim do século XIX e início do século XX pela psiquiatria francesa. São apresentadas as características do quadro clínico bem como as principais hipóteses explicativas para os sintomas sustentadas por Pierre Janet, principal nome ligado à sistematização dessa categoria nosológica. É discutido ainda o modo como esse diagnóstico foi utilizado no Brasil, e as suas relações com o quadro da neurastenia no contexto da psiquiatria brasileira.

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2022-12-06T13:21:55Z

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Zorzanelli,Rafaela Teixeira

Neurastenia

Apresenta a categoria médica da neurastenia, criada em solo estadunidense no fim do século XIX pelo neurologista George Beard. São apresentadas as características gerais do quadro clínico, bem como as principais hipóteses explicativas para os sintomas, e as proposições terapêuticas sugeridas nas obras do referido autor. Além disso, é discutida a recepção do diagnóstico fora dos EUA, tanto no que se refere ao seu uso na Europa quanto ao caso específico do Brasil.

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2022-12-06T13:21:55Z

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Zorzanelli,Rafaela Teixeira

O degenerado

Apresenta a emergência da teoria da degenerescência na obra de Benedict-Augustin Morel situando-a no ambiente científico e cultural de sua época e enfatizando o papel das noções de hereditariedade e meio na sua fundamentação e a sua relação com o saber psiquiátrico na medicina mental francesa da metade do século XIX. Analisa os desdobramentos dessa teoria, enfatizando a obra de Valentin Magnan, que culmina na progressiva transição da noção de 'degenerescência' para a de 'degenerado'. Abordam-se os conceitos de desequilíbrio e constituição, na psiquiatria francesa, e endogenicidade, na psiquiatria alemã, como herdeiros da degenerescência na psiquiatria do século XX, assim como a apropriação neolamarckista desse debate no cenário brasileiro.

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2022-12-06T13:21:55Z

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Serpa Jr.,Octavio Domont de

Emil Kraepelin y el problema de la degeneración

Al mismo tiempo que Kraepelin estableció las bases de lo que hoy entendemos por psiquiatría, mantuvo la ambición de los higienistas del siglo XIX de pensar los problemas sociales con categorías médicas. Privilegiando el texto que Kraepelin dedica a la degeneración, se analizan las deudas entre la metodología de investigación de enfermedades psiquiátricas por él iniciada y la teoría de la degeneración de Morel. Se analiza la preocupación de Kraepelin por establecer una clasificación de las patologías mentales tan bien fundada como las clasificaciones de patologías biológicas, el uso de las estadísticas comparativas y las explicaciones dadas a la herencia mórbida.

Ordenando a babel psiquiátrica: Juliano Moreira, Afrânio Peixoto e a paranoia na nosografia de Kraepelin (Brasil, 1905)

Investiga os significados da paranoia e de sua aplicação como categoria nosográfica. Apresenta o artigo de Juliano Moreira e Afrânio Peixoto "A paranoia e as síndromes paranoides", apontando a diferenciação que eles estabelecem entre esse constructo clínico e a demência precoce. Indica ainda que situar os limites diagnósticos da paranoia 'legítima' foi maneira de delimitar suas posições teóricas e seu alinhamento a Kraepelin, justificando a escolha da postura científica para tornar moderna a psiquiatria brasileira. Adicionalmente, discute aspectos da história conceitual da paranoia (suas relações com personalidade), quanto aos referenciais teóricos usados por aqueles autores brasileiros em seu artigo.

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2022-12-06T13:21:55Z

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Oda,Ana Maria Galdini Raimundo

Antônio Gonçalves Gomide: uma semiologia das doenças nervosas no Brasil

Analisa o parecer médico de Antônio Gonçalves Gomide, publicado em 1814. Trata-se de análise crítica realizada pelo médico, a fim de compreender as manifestações de uma beata, Germana Maria da Purificação, que viveu em Minas Gerais, entre os séculos XVIII e XIX. No texto o médico se contrapõe a um exame realizado por dois cirurgiões que declararam o estado da beata como sobrenatural. A intenção é analisar o parecer situando a concepção da patologia da beata para destacar a importância do documento na compreensão da constituição dos saberes médicos no Brasil. Procura-se ressaltar o fato de o texto ter sido um dos primeiros publicados sobre a medicina mental, podendo ser considerado um dos escritos fundadores dessa medicina que se inaugurava no Brasil no século XIX.

Ano

2022-12-06T13:21:55Z

Creators

Silva,Simone Santos de Almeida