Repositório RCAAP
POLÍTICA DE RESIDÊNCIA MÉDICA E CARÊNCIA DE ESPECIALISTAS EM GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA NO SUS EM PERNAMBUCO
Resumo A distribuição eficiente de profissionais de saúde, em especial os médicos, é um dos principais problemas enfrentados pelos gestores de políticas públicas da saúde. Na tentativa de resolver essa problemática, o estado de Pernambuco está ampliando o número de graduandos de medicina, inclusive de maneira interiorizada, e incentivando os programas de residência médica, com aumento de vagas e programas. Tais ações são estratégias para a fixação e o provimento do profissional médico. O objetivo geral do estudo que deu origem a este artigo foi apresentar a política de residência médica como estratégia de formação de recursos humanos para o Sistema Único de Saúde e demonstrar a carência de médicos especialistas em ginecologia e obstetrícia para o Sistema Único de Saúde de Pernambuco, a partir da desassistência ao parto. Os resultados encontrados demonstraram maior procura dos médicos pela especialidade de ginecologia e obstetrícia ao longo dos anos, porém existe grande concentração dessa especialidade na região próxima à capital (Recife) e de partos em determinadas localidades do estado.
2017
Martins,Emanuella Margareth Lima Rolim Albuquerque,Paulette Cavalcanti de Oliveira Júnior,Fernando José Moreira de Figueiredo Filho,Dalson Britto
RELAÇÃO TEORIA-PRÁTICA NOS CURSOS DE MESTRADO ACADÊMICO E PROFISSIONAL NA ÁREA DA SAÚDE COLETIVA
Resumo O presente estudo partiu da percepção da existência de semelhanças e diferenças na relação teoria-prática em cursos de mestrado, modalidades acadêmica e profissional na área da Saúde Coletiva. Adotou-se como pressuposto que, nesta relação, as propostas de mestrado profissional não partem da prática profissional dos agentes como cenário para construir novos conhecimentos e tecnologias, mas tendem a reproduzir o modelo hegemônico de formação consolidado no mestrado acadêmico. A partir das categorias ‘relação academia-contexto profissional’, ‘quadro docente’, ‘trabalho final e justificativa para o curso’, o estudo com abordagem qualitativa realizou-se por meio de análise documental e de propostas de cursos, além de entrevistas com coordenadores dos cursos. Para aprofundar a discussão, selecionaram-se sete instituições de ensino superior que ofereciam cursos nessas modalidades. Conclui-se que essa relação é mais complexa no mestrado profissional, e que este, como prevê a legislação, buscou consolidar uma identidade distinta da especialização e do mestrado acadêmico, o que pode caracterizar a principal diferença entre as modalidades. No entanto, seus processos ainda adotam os mesmos referenciais e práticas que o mestrado acadêmico.
2017
Hortale,Virginia Alonso Santos,Gideon Borges dos Souza,Kátia Mendes de Vieira-Meyer,Anya Pimentel Gomes Fernandes
A ÁREA DE POLÍTICA, PLANEJAMENTO E GESTÃO EM SAÚDE NAS GRADUAÇÕES EM SAÚDE COLETIVA NO BRASIL
Resumo Com a instrumentalização da área de política, planejamento e gestão em saúde, o ethos político do sanitarista vem sendo posto em questão em sua formação. Assim, buscou-se caracterizar os componentes curriculares relacionados com essa área nos cursos de graduação em saúde coletiva do Brasil. Em junho de 2014, fez-se um levantamento de dados secundários das matrizes curriculares pelo site do Ministério da Educação, cuja unidade de análise foi o componente curricular, usando-se o termo de referência para os cursos de graduação em saúde coletiva como parâmetro. Os cursos apresentam ‘saúde coletiva’ como principal denominação (60%). A maior parte dos cursos se divide nas regiões Norte e Sudeste (27%) e em instituições públicas (93%). Sobre os conteúdos nas nomenclaturas, ‘planejamento em saúde’ é o mais citado (até sete vezes em uma mesma matriz) e em 60% do total dos cursos; 87% dos cursos não apresentam o termo ‘Sistema Único de Saúde’ como denominação de componente. Concluiu-se que sem uma padronização curricular, os futuros sanitaristas terão perfis diferenciados, atuando em uma perspectiva mais específica com tendência a um formato de gestão mais planificador e apresentando lacunas no que se refere aos conteúdos políticos e da defesa ideológica do Sistema Único de Saúde.
2017
Sobral,Lorena Franco Barros,Évelin Lúcia Carnut,Leonardo
AS FORMAS DE VIVÊNCIA DA COMPETITIVIDADE PELOS ESTUDANTES NA GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM
Resumo O estudo que deu origem a este artigo foi do tipo qualitativo, exploratório-descritivo, com o objetivo de analisar a vivência da competitividade pelo graduando de enfermagem. A coleta de dados foi realizada no período de março a maio de 2015. Os sujeitos foram vinte estudantes de graduação em enfermagem de duas instituições de ensino superior de Maceió, Alagoas. Utilizou-se uma entrevista semiestruturada para levantamento das informações e posterior análise temática. O referencial teórico adotado para análise dos dados partiu da concepção de competição de Caniato e Rodrigues, que tem suas bases teóricas e filosóficas na psicanálise freudiana e na teoria crítica da Escola de Frankfurt, em especial Adorno e Horkheimer. Percebeu-se que a competitividade é parte da vivência dos estudantes por ser considerada uma característica inerente ao ser humano, que naturalmente convive com ela no sistema capitalista. Esse comportamento competitivo pôde ser aguçado na graduação de acordo com o ambiente, a personalidade/índole e situações experienciadas. Constatou-se a existência de um conflito, pois os estudantes viam a competitividade como uma necessidade ante o ‘mercado’ de trabalho, mas a consideravam uma característica de caráter mais negativo.
2017
Martins,Nathalia Medeiros Cardoso,Danielly Santos dos Anjos Costa,Laís Miranda Crispim Santos,Regina Maria dos Santos,Laíze Samara dos
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DA FORMAÇÃO EM FISIOTERAPIA NO BRASIL: CRESCIMENTO DESORDENADO E DESIGUALDADE REGIONAL
Resumo O crescimento vertiginoso no número de escolas de Fisioterapia no Brasil carece de análise. Entre 1995 e 2008 houve um aumento de 476% do número de cursos localizados em grandes cidades e em instituições de ensino privadas. Com o objetivo de analisar a distribuição de escolas de Fisioterapia por regiões do Brasil, identificando-se as instituições com ensino presencial e a distância, realizou-se um estudo quantitativo, exploratório, transversal, a partir de dados secundários do site e-MEC em 2015. Foram relacionados o número de vagas e a distribuição de escolas, conforme estimativa populacional. Os cursos de Fisioterapia estão concentrados em grandes cidades, dificultando o acesso da população do interior. A maior concentração ocorre nos estados de São Paulo (239 cursos), Minas Gerais (152 cursos) e Paraná (120 cursos), onde também há o maior número de profissionais. Na análise de distribuição de cursos, identificou-se a necessidade de investir na abertura de cursos na região Norte. O crescimento desenfreado de escolas de Fisioterapia, somado à falta de critérios para a abertura de novos cursos no país, reitera as desigualdades na distribuição de profissionais.
2017
Koetz,Lydia Chrismann Espíndola Périco,Eduardo Grave,Magali Quevedo
APRENDIZAGEM BASEADA EM PROBLEMAS E A FORMAÇÃO DO FISIOTERAPEUTA: ESTUDO DE CASO
Resumo O objetivo geral do estudo foi investigar limites e possibilidades da aprendizagem baseada em problemas na formação do fisioterapeuta. O estudo caracterizou-se como pesquisa de natureza qualitativa, com os dados coletados por meio de entrevistas e questionários realizados com docentes e discentes de um curso de fisioterapia, além de observações em sala de aula. Os dados foram analisados por meio da análise de conteúdo. Os três blocos temáticos definidos a priori trataram da concepção do processo saúde-doença, percepção e enfoque do currículo. Por fim, indicamos como limites na formação do fisioterapeuta a percepção do processo saúde-doença, falta de bases teóricas, falta de participação dos alunos, diferença de personalidades e estudo individualizado. As potencialidades apontadas relacionam-se a: boa comunicação, trabalho em conjunto promovendo habilidades profissionais, interajuda e discussão de assuntos, como a integração dos conteúdos e o estudo independente. Este trabalho apresentou indícios de que nas formações investigadas há mais limites do que possibilidades no que se refere à formação de um profissional mais crítico, reflexivo e humanista. Ainda reconhecemos a possibilidade do Problem-Based Learning como prática pedagógica em prol de uma formação mais humana e crítica.
2017
Chesani,Fabiola Hermes Maestrelli,Sylvia Regina Pedrosa Cutolo,Luiz Roberto Agea Nunes,Rosa
Trabalho e saúde no capitalismo contemporâneo: enfermagem em foco
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2017
Lima,Júlio César França
Escola ‘sem’ partido: esfinge que ameaça a educação e a sociedade brasileira
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2017
Sousa Junior,Justino de
PESQUISA PARTICIPANTE NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA EM TERRITÓRIOS VULNERÁVEIS: A FORMAÇÃO COLETIVA NO DIÁLOGO PESQUISADOR E COLABORADOR
Resumo Neste artigo, objetivamos descrever e problematizar as principais questões de operacionalização do trabalho de campo da pesquisa participante, ressaltando dilemas da relação pesquisador e sujeito-colaborador da pesquisa em contexto de atuação da Estratégia Saúde da Família em território de alta vulnerabilidade social. Criamos o grupo gestor da pesquisa, formado por gestores, profissionais (destacando-se os agentes comunitários de saúde) e pesquisadores, com o objetivo de elaborar estratégias e refletir sobre os resultados da pesquisa. Fizemos observações participantes do cotidiano, diários de campo, anotações sistemáticas e transcrições dos encontros. A metodologia de análise foi a hermenêutica de profundidade, de Thompson. Essa combinação metodológica possibilitou dar ênfase às experiências cotidianas, somando-as ao ‘chão’, ao que sustenta as vivências, ou seja, a história local, a cultura, a política e a organização do trabalho em saúde, as configurações intersubjetivas e sociais do território e a história de vida das pessoas. Nesse contexto, o grupo gestor deu o tom das ações da pesquisa, ainda que seu processo grupal evidenciasse tensões vividas pela Estratégia Saúde da Família. Os diálogos horizontais conquistados pelo trabalho desse grupo possibilitaram uma transformação e uma construção do conhecimento compartilhada entre atores do campo e pesquisadores, os quais estavam implicados com os dilemas vivenciados.
2017
Moraes,Ramiz Candeloro Pedroso de Anhas,Danilo de Miranda Mendes,Rosilda Frutuoso,Maria Fernanda Petroli Rosa,Karina Rodrigues Matavelli Silva,Carlos Roberto de Castro e
ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA E USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS: O TRABALHO DOS AGENTES COMUNITÁRIOS EM PALMAS (TO)
Resumo Procurou-se analisar as ações dos agentes comunitários de saúde referentes à orientação da comunidade sobre o uso racional de medicamentos na Estratégia Saúde da Família em Palmas, capital do estado do Tocantins. Tratou-se de estudo descritivo-exploratório, de abordagem quantitativa, realizado com 246 agentes entre janeiro e abril de 2014. A coleta de dados foi por questionário, objetivando verificar a formação e a informação específica sobre medicamentos e os riscos da farmacoterapia no trabalho dos participantes da pesquisa. Observou-se que 88% dos agentes não realizaram curso de capacitação sobre medicamentos; 75,5% consideraram não ter conhecimento suficiente para dar orientações sobre medicamentos; 80,41% informaram que em nenhuma vez foram discutidos pela equipe temas sobre medicamentos; e 90,20% sentiam necessidade dessa formação. O estudo revelou que esses profissionais buscavam informações em várias fontes – as bulas de medicamentos constituíam a principal (71,14%). Dos agentes comunitários de saúde, respectivamente 52,46% e 50% referenciaram o enfermeiro para solucionar problemas e sanar dúvidas sobre farmacoterapia. Dentre eles, 68,03% consideraram importante orientar as famílias, mas afirmaram precisar de educação permanente. Evidenciou-se a necessidade de qualificação e formação do agente comunitário na promoção do uso racional de medicamentos, considerando o seu papel como promotor de saúde na comunidade.
2017
Guimarães,Maria Sortênia Alves Tavares,Noemia Urruth Leão Naves,Janeth de Oliveira Silva Sousa,Maria Fátima de
PRECARIZAÇÃO E FRAGMENTAÇÃO DO TRABALHO NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA: IMPACTOS EM SANTA MARIA (RS)
Resumo O estudo teve por meta compreender o processo de implantação e acompanhamento da Estratégia Saúde da Família em um município do Rio Grande do Sul, utilizando como metodologia a pesquisa qualitativa. Foram entrevistados 16 gestores e analisadas fontes documentais no período de agosto de 2011 a maio de 2012. O material foi submetido à proposta operativa de análise. Verificou-se que a primeira gestão da Estratégia desencadeou um processo efervescente para transformar uma realidade considerada fragmentada e insuficiente, tendo optado por terceirização na contratação dos trabalhadores, participação da comunidade e educação permanente. A segunda gestão optou por fortalecer as unidades de pronto atendimento, sem a participação do controle social. Apareceram como fragilidades da Estratégia a gestão do trabalho e as escolhas da gestão municipal. A reestruturação da atenção básica, objetivo da Estratégia, foi postergada. Como conclusão, identificou-se a complexidade de se fazer gestão municipal do Sistema Único de Saúde e sedimentar a atenção básica como porta preferencial dos cidadãos.
2017
Schimith,Maria Denise Brêtas,Ana Cristina Passarella Simon,Bruna Sodré Brum,Dyan Jamilles Teixeira Alberti,Gabriela Fávero Bidó,Maria de Lourdes Denardin Gomes,Taís Falcão
PRÁTICAS INTEGRATIVAS E COMPLEMENTARES: CONHECIMENTO E CREDIBILIDADE DE PROFISSIONAIS DO SERVIÇO PÚBLICO DE SAÚDE
Resumo Este estudo foi realizado por meio de questionário para identificar o conhecimento e credibilidade sobre as práticas integrativas e complementares e a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares. Participaram 118 profissionais da saúde, de nível superior, do Sistema Único de Saúde de três municípios brasileiros, em 2014. Procederam-se à análise descritiva e à análise de cluster (two-step cluster). A maioria dos profissionais conhece parcialmente as práticas integrativas e complementares; considera mais eficiente a acupuntura e a fitoterapia; desconhece a antroposofia e o termalismo; tem menor credibilidade na homeopatia; desconhece a política nacional de práticas integrativas e complementares; considera que seus conhecimentos não foram obtidos durante a graduação, mas principalmente pela leitura e experiência em família; entende que estas práticas devem ser inseridas na graduação e que são importantes para a profissão e para o serviço. A análise de cluster permitiu identificar dois grupos que se diferenciam quanto ao conhecimento e crenças. Conclui-se que há pouco conhecimento e pouca credibilidade nas práticas integrativas e complementares e pouco conhecimento da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares.
2017
Gontijo,Mouzer Barbosa Alves Nunes,Maria de Fátima
SAÚDE MENTAL E ATENÇÃO BÁSICA: TERRITÓRIO, VIOLÊNCIA E O DESAFIO DAS ABORDAGENS PSICOSSOCIAIS
Resumo Este artigo teve como objetivo discutir os desafios para a implementação das ações de saúde mental na Estratégia Saúde da Família na perspectiva da desinstitucionalização e territorialização do cuidado. Descrevemos, na visão de gestores e equipes de saúde da família, o contexto territorial, formas de identificação das demandas e práticas de acolhimento e cuidado em saúde mental. Avaliamos ainda os desafios para a construção de abordagens psicossociais potentes e o cuidado em rede. O campo da pesquisa constituiu-se de dois territórios da cidade (Manguinhos e Complexo do Alemão) com características emblemáticas do contexto urbano do Rio de Janeiro no período estudado (2009 a 2013). Os pesquisadores trabalharam com estratégias de metodologias qualitativas e colaborativas que incluíram entrevistas com gestores, grupos focais com trabalhadores e visitas sistemáticas ao campo. Os dados coletados apontaram tendências específicas como expansão acelerada da Estratégia Saúde da Família com impactos no processo de trabalho; discurso dos gestores com evidência de abertura para inclusão da saúde mental na Estratégia; narrativas dos trabalhadores explicitando sensação de despreparo e baixa percepção do potencial terapêutico da atenção básica; violência nos territórios causando tensões e ambivalências em relação aos poderes locais; associação direta entre saúde mental e cotidiano violento.
2017
Prata,Nina Isabel Soalheiro dos Santos Groisman,Daniel Martins,Desiane Alves Rabello,Elaine Teixeira Mota,Flávio Sagnori Jorge,Marco Aurélio Nogueira,Mariana Lima Calicchio,Renata Ruiz Vasconcelos,Renata Veloso
POLÍTICA DE DESPRECARIZAÇÃO DO TRABALHO EM SAÚDE EM UMA INSTITUIÇÃO FEDERAL DE C&T: A EXPERIÊNCIA DE PROFESSORES E PESQUISADORES
Resumo Este estudo teve como principal objetivo analisar a política de desprecarização do trabalho em saúde, em âmbito local, do ponto de vista de professores e pesquisadores. Para tal, efetuou-se um estudo de caráter qualitativo, elegendo-se como campo de investigação uma unidade técnico-científica de saúde localizada no estado do Rio de Janeiro. Para a coleta de dados, realizaram-se entrevistas individuais com dez participantes. No que concerne à análise dos materiais de campo, lançou-se mão da técnica de análise do discurso, chegando-se a cinco categorias empíricas principais de análise: precarização das relações humanas; transição do modelo de gestão institucional; intensificação do trabalho do professor e pesquisador; sofrimento e prazer no trabalho; e desprecarização do trabalho. Além disso, adotou-se como objeto de análise a política implementada pelo governo federal denominada DesprecarizaSUS. Os resultados mostraram que, do ângulo de interpretação do trabalho, a política de desprecarização deve alcançar um conjunto de ações políticas que não estão circunscritas apenas à esfera jurídica. A de maior relevância é a instituição, no plano local, de condições propícias para se superar a deterioração das relações humanas no trabalho geradas no âmbito do contexto neoliberal de gestão pública.
2017
Silva,Priscila Matos Crisostomo da Souza,Kátia Reis de Teixeira,Liliane Reis
A dimensão financeira da medicina em questão
No summary/description provided
2017
Castiel,Luis David
Uma leitura crítica da medicalização em psiquiatria
No summary/description provided
2017
Whitaker,Robert
A AMPLIAÇÃO DAS EQUIPES DE SAÚDE DA FAMÍLIA E O PROGRAMA MAIS MÉDICOS NOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS
Resumo O estudo analisou a evolução das equipes de saúde da família no Brasil, com base em dados secundários do Ministério da Saúde sobre as equipes de saúde da família implantadas em dezembro de 2012 e 2015 no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, segundo macrorregiões e portes populacionais dos municípios. Também foram analisadas internações por causas sensíveis à atenção primária, com base no Sistema de Informações Hospitalares, tendo como referência o ano de ocorrência da internação. Em 2015, mais de 70% dos municípios tinham aderido ao Programa Mais Médicos (quase 40% das equipes de saúde da família), assegurando a universalização em quase 100% dos municípios de menor porte populacional. Além da expansão, que incluiu mais de vinte milhões de habitantes, observou-se a substituição de equipes antes implantadas, sugerindo redução da rotatividade e fixação dos profissionais, o que pode ter sido estimulado pelo financiamento do Ministério da Saúde, desonerando os municípios. Internações por causas sensíveis à atenção primária reduziram-se ainda mais após a implantação do programa, sugerindo sua contribuição na melhoria do acesso e desempenho da atenção primária. Ainda há importantes desafios, e o programa representa um esforço para se alcançar a universalidade no sistema.
2017
Miranda,Gabriella Morais Duarte Mendes,Antonio da Cruz Gouveia Silva,Ana Lúcia Andrade da Santos Neto,Pedro Miguel dos
APOIO MATRICIAL: UMA EXPERIÊNCIA DA RESIDÊNCIA MULTIPROFISSIONAL EM SAÚDE
Resumo O trabalho aqui apresentado resultou de pesquisa documental, entrevistas semiestruturadas e grupo focal com as equipes de saúde, os apoiadores residentes e a gestão da atenção básica sobre a experiência de articulação entre as equipes de apoio matricial e referência em unidades de saúde da família, no contexto da reformulação do modelo assistencial em implantação em um município do interior paulista, no primeiro semestre de 2009. Os autores refletiram sobre a experiência com base em três dimensões: a compreensão inicial da proposta, o cotidiano de trabalho e os impactos no processo de trabalho do apoio matricial. Verificou-se que o apoio matricial apresentou problemas de entendimento da proposta e enfrentou a predominância de práticas curativas biologicistas e limites em relação à solução dos problemas da população. A integração entre os profissionais possibilitou pactuações conjuntas, o trabalho interdisciplinar e a construção de projetos terapêuticos comuns, ensejando perspectivas promissoras. Esperamos que esses achados subsidiem as discussões atuais sobre o planejamento e a gestão do apoio matricial no sistema local de saúde.
2017
Nordi,Aline Barreto de Almeida Aciole,Geovani Gurgel
CONTEXTO HOSPITALAR PÚBLICO E PRIVADO: IMPACTO NO ADOECIMENTO MENTAL DE TRABALHADORES DA SAÚDE
Resumo O estudo teve por objetivo comparar a avaliação do contexto de trabalho e os índices de uso de álcool, depressão e síndrome de burnout entre trabalhadores da saúde provenientes de um hospital público e de um hospital privado da região metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, entre janeiro de 2009 e janeiro de 2010. Tratou-se de pesquisa quantitativa do tipo descritiva e comparativa. Participaram 182 trabalhadores da saúde, 92 provenientes do hospital público e noventa do hospital privado. Os participantes responderam individualmente a cinco instrumentos: questionário sociodemográfico e laboral, teste de identificação para transtornos por uso de álcool, inventário Beck de depressão, Maslach Burnout Inventory e escala de avaliação do contexto do trabalho. Os dados foram analisados por meio de estatísticas descritivas e teste t-Student para comparação de médias entre os grupos dos dois tipos de hospitais. Os resultados indicaram que o contexto de trabalho foi avaliado de forma significativamente mais negativa pelos trabalhadores do hospital público. Os dados também demonstraram índices mais elevados de adoecimento nos profissionais que atuavam nesse tipo de instituição. Concluiu-se que o adoecimento psíquico dos trabalhadores da saúde relaciona-se mais ao tipo de contexto de trabalho (público ou privado) do que à categoria profissional.
2017
Santos,Anelise Schaurich dos Monteiro,Janine Kieling Dilélio,Alitéia Santiago Sobrosa,Gênesis Marimar Rodrigues Borowski,Sílvia Batista Von
EQUIPES DE ATENÇÃO PRIMÁRIA: DIFICULDADES NO CUIDADO DE PESSOAS COM DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS
Resumo Este estudo teve como objetivo conhecer a percepção de pessoas com doenças crônicas não transmissíveis sobre sua saúde, doença e cuidado, bem como analisar as práticas das equipes de atenção primária com esses pacientes. Tratou-se de uma pesquisa descritivo-exploratória, com abordagem qualitativa, desenvolvida em 2014 no município de Sapucaia do Sul, Rio Grande do Sul. A coleta de dados foi feita por meio de entrevista semiestruturada e discussão focal. A análise interpretativa baseou-se na hermenêutica. Os resultados retrataram o desestímulo em aderir à dieta e a insatisfação com as práticas de acompanhamento e com a rede de atenção. A consideração das dimensões culturais, simbólicas e sociais pode ajudar a repensar as propostas de dieta, e o planejamento dos serviços e a educação permanente abrem possibilidades para as melhorias no cuidado.
2017
Silocchi,Cassiane Junges,José Roque