Repositório RCAAP

Ocorrência natural de Beauveria bassiana (Bals.) Vuill. (Moniliales: Moniliaceae) e patogenicidade sobre Protortonia navesi Fonseca (Hemiptera: Monophlebiidae) na cultura da mandioca, em Marechal Cândido Rondon, Paraná

RESUMO:O objetivo deste estudo foi registrar a primeira ocorrência natural e patogenicidade da associação entre Beauveria bassiana e Protortonia navesi na cultura da mandioca. Para isso, ninfas e adultos de P. navesi infectados foram coletados em amostragens realizadas quinzenalmente, na área do Instituto Agronômico do Paraná, em Marechal Cândido Rondon, de janeiro a dezembro de 2012. Amostras foram analisadas e, utilizando-se meio de cultura seletivo de aveia, foi isolado o fungo a partir dos cadáveres, sendo identificado como Beauveria bassiana (Bals.) Vuill., armazenado na Coleção de Fungos Entomopatogênicos do Laboratório de Biotecnologia Agrícola, sob o código Unioeste 78. Para comprovar sua patogenicidade, foi adotado o postulado de Koch, aplicando-se o fungo (109conídios/mL) sobre ninfas e adultos de P. navesi obtidos da criação de laboratório. Após 10 dias de incubação, verificou-se 18% de mortalidade confirmada, sendo considerada baixa a atividade sobre a cochonilha P navesi.

Ano

2015

Creators

Prestes,Tânia Mari Vicentini Pietrowski,Vanda Zanini,Agostinho Formentini,Marina Andressa Alves,Luis Francisco Angeli

Adubação do milho: XVII - Ensaios com diversos fosfatos (3.0 série)

No presente artigo são apresentados, em prosseguimento ao estudo da eficiência de vários fosfalos para a cultura do milho, os resultados obtidos em mais três ensaios: um realizado em 1945-46, cm Ribeirão Prêto; outro, de 1947-48 a 1949-50, em Engenheiro Hermilo; e o terceiro, de 1947-48 a 1950-51, em Ipanema. No ensaio de Ribeirão Prêto, conduzido nos canteiros que serviram por alguns anos para idêntica experiência com algodão, a resposta ao fósforo foi nula c não houve diferença entre super tos fato, Serranafosfato, Cibrafosfato e farinha de ossos degelatinados. Nos de Engenheiro Hermilo e Ipanema, nos quais o efeito do fósforo foi enorme, Serranafosfato, farinha de ossos degelatinados e fosfato argeliano mostraram-se menos eficientes que superfosfato. Enquanto o primeiro ensaio foi instalado em terra-roxa-legilima, os outros dois o foram em solos arenosos, claros, do Glacial. Todavia, parece que a eficiência relativa dos fosfatos em estudo não dependeu essencialmente do tipo de solo, mas sobretudo da maior nu menor necessidade de fósforo nas áreas utilizadas para os ensaios.

Ano

1961

Creators

Viégas,G. P. Smith,Frik Freire,E S.

Adubação do milho: XVIII - Ensaios com diversos fosfatos (4.ª série.)

Neste artigo os autores relatam os resultados de mais quatro ensaios de adubação do milho, realizados entre 1949-50 e 1956-57 em diferentes localidades do Estado de São Paulo, e nos quais superfosfato foi comparado com alguns fosfatos naturais, baseando-se o confronto nos seus teores totais de P2O5. Enquanto um dos ensaios foi anual, dois outros foram conduzidos por dois anos e, o quarto, por cinco anos. Em dois dêles também foi estudada a influência da adição de calcário. Tanto o calcário como os adubos só foram aplicados no primeiro ano. Em três ensaios super fosfato foi mui (o superior a Hiperfosfato e, sobretudo, a fosfato Serrote; no outro, os dois últimos fosfatos se mostraram equivalentes e foram apenas um pouco inferiores a super fosfato. Fosfato da Flórida, que só figurou em dois ensaios, comportou-se, em média, como Hiperfosfato. A superioridade de superfosfato proveio principalmente da sua maior eficiência no primeiro ano, pois a partir do segundo os efeitos residuais dos adubos estudados tenderam a se tornar iguais. No ensaio que durou cinco anos a resposta ao calcário foi pràticamente, nula nos dos primeiros anos, mas tornou-se apreciável nos seguintes. E.m outro, conduzido por dois anos em solo mais ácido, o efeito do corretivo foi sofrível no primeiro ano e muito bom no segundo. O calcário tendeu a beneficiar o efeito de superfosfato, mas influiu de modo contraditório sôbre o comportamento dos fosfatos naturais.

Ano

1961

Creators

Viégas,G.P Freire,E. S. Conagin,A.

Adubação do milho: XIX - Ensaios com diversos fosfatos (5.ª série)

Como contribuição ao estudo da eficiência de diversos fosíatos pura a cultura do milho no Estado de São Paulo, os autores apresentam os resultados de dois ensaios conduzidos em diferentes áreas da Estação Experimental de Pindamonhangaba, um dos quais foi realizado em 1953-54 c o outro em 1954-55. Nos dois ensaios o efeito do fósforo foi enorme, sendo que Hiperfosfato, fosfato Serrote, fosfato da Flórida e principalmente fosfato de Olinda mostraram-se muito inferiores a superfosfato. Farinha de ossos degelatinados comportou-se como superfosfato no ensaio de 1953-54, quando as produções foram muito pequenas, mas foi bem inferior a êle no de 1954-55, quando as produções foram elevadas.

Ano

1961

Creators

Gomes,A. Gentil Catani,R. A. Freire,F. S.

Solos da bacia de Taubaté (Vale do Paraíba): levantamento de reconhecimento. Séries monotípicas, suas propriedades genético-morfológicas, físicas e químicas

A Bacia tie Taubaté corresponde a um «vale de afundimento», onde ocorreram sedimentações no período Terciário, estando atualmente moldada pelo rio Paraíba e seus tributários. A planície aluvial é extensa e de grande importância econômica para o Estado de São Paulo. No presente trabalho é apresentado o levantamento de reconhecimento dos solos da Bacia de Taubaté, cujas finalidades foram determinar as características fisicas e químicas das terras e sua extensão aproximada, visando fornecer dados para o planejamento geral de irrigação e drenagem, ao mesmo tempo que eram identificados os tipos de solos (séries monotipicas) para o levantamento detalhado que se processa a partir do município de Pindamonhangaba. As categorias dos solos foram estabelecidas até séries monotípicas, mas a delimitação no campo, em mapas na escala de 1:100 0()0. foi feita nas unidades chamadas associação de séries. Procurou-se grupar na mesma associação solos que, pertencendo ao mesmo grande grupo e formação geológica, tivessem no perfil igual distribuição de classes texturais. Alguns solos, devido à sua pequena extensão ou da ocorrência íntima com outros de associações diferentes, fugiram à regra preliminarmente exposta. O levantamento abrange uma área de 222 980 hectares, incluindo a planície aluvial, as sedimentações terciárias e pequena faixa pré-cambriana que orla a Bacia. Foram estudados 151 perfis, caracterizando 48 séries monotípicas, grupadas em 18 associações de séries. A associação de séries A é constituída de solos pertencentes a sub-ordem Latossolo, formados em sedimentos do Terciário com textura argilosa em todos os horizontes. Os perfis dêstes solos apresentam um horizonte A3 normalmente adensado e um B friável. Compreendem as séries monotipicas: Borda, Cajuru, Feital, Gleba, Guatemala, Pinda, Pinhão, Polêmica, Ponte Alta, Rapadura e Ronco.

Ano

1961

Creators

Verdade,F. C. Hungria,L. S. Russo,R. Nascimento,A. C. Grohmann,F. Medina,H. Penna

Variedades de cana-de-açúcar: III - Série de ensaios realizados no período de 1955 a 1958

No presente trabalho são apresentados os resultados de uma série de cinco experiências regionais de variedades de cana-de-açúcar, realizadas a partir de 1955, o localizadas nas Usinas Santa Elisa, Tamôio, ltaiquara, Pôrto Feliz e na Fazenda Santa Escolástica. A finalidade das experiências foi determinar, entre as variedades estudadas, as que seriam recomendáveis para os diferentes tipos de solo, nas diversas regiões onde se cultiva a cana-de-açúcar nn Estado de São Paulo. Em cada experiência foram feitos três cortes, estudando-se as produções de cana e de açúcar provável do primeiro corte e soma total dos três cortes. Pelos resultados obtidos verifica-se que a CB .45/3 foi a variedade mais produtiva, porém, dada a sua suscetibilidade ao carvão-da-cana, seu plantio está proibido no Estado de São Paulo. As variedades mais recomendáveis foram, de maneira geral, CP.44/101 e CB .41/58 A primeira apresenta alta riqueza em açúcar e é de maturação precoce, sendo porém bastante suscetível à escadadura-das-fôlhas, a segunda sendo de maturação tardia. A Co.419, cultivada em porcentagem apreciável no Estado de São Paulo, só produziu bem em terras roxa e roxa-misturada de boa fertilidade. Além destas, a CB.41/14 produziu bem na experiência da Usina Itaiquara em solo massapê-salmourão. sendo que nas outras experiências apresentou produções regalares; a CB.36/14 também produziu bem na Usina Itaiquara, embora com menor produção que a CB .41/14, enquanto a CB. 41/61 apresentou boa produção na experiência localizada na Usina Santa Elisa em terra-roxa-mistnrada. Apresentaram comportamento apenas regular as variedades CB.40/35, que é das mais ricas em açúcar, e a Co.301, com uma riqueza em açúcar pouco satisfatória. A CB.44/105, estudada sòmente em Pôrto Feliz, em terra-roxa-inisturada do Glacial, comportou-se como a Co.301 nas outras experiências, isto é, com boa produção de cana porém baixa riqueza em açúcar. A Co.290, pelas produções apresentadas, confirmou que não deve mais ser plantada no Estado de São Paulo.

Análise estatística de dados pluviométricos de Campinas

No presente trabalho é feita a análise das quantidades de chuvas caídas em Campinas no período de 1890 a 1956, e medidas na sede do Instituto Agronômico. Além da análise dos totais anuais, destacaram-se para estudo os meses de janeiro, por ser o mais chuvoso, o de julho, por ser o mais sêco, e o de abril e outubro, por serem intermediários. Pelos resultados conclui-se que no período estudado a incidência dc chuvas, cm cada mês, é uni fenômeno puramente casual, sem nenhuma tendência secular.

Ano

1961

Creators

Godoy,Hernani Nogueira,Izaias Rangel Gomes,Frederico Pimentel

Ensaios sôbre época de desbaste na cultura do algodoeiro

Neste artigo são relatados quatro grupos de ensaios, compreendendo 32 resultados anuais, nos quais o desbaste, na cultura do algodoeiro, foi efetuado desde 15 até 80 dias após a emergência das plantas. Na maioria dêsses ensaios, que foram conduzidos entre 1927-28 e 1943-44 em diversas localidades do Estado de São Paulo, à medida que se retardou o desbaste as produções de algodão em caroço decresceram consideràvelmente, apesar de terem os «stands» melhorado um pouco; a precocidade e o tamanho dos capulhos diminuiram apreciàvelmente, ao passo que a porcentagem de fibra e o comprimento desta sofreram apenas reduções muito pequenas. Em alguns ensaios também foram estudadas outras características das plantas e da produção. Do presente estudo os autores concluíram que, na cultura em apreço, o desbaste deve ser efetuado 20 a 30 dias após o nascimento das plantas.

Ano

1961

Creators

Schmidt,W. Aguiar,Heitor de Castro Freire,E. S.

Adubação do milho: XX - Ensaios com diversos fosfatos (6.ª série)

Continuando a estudar a eficiência de vários fosfates para a adubação do milho, os autores relatam quatro ensaios realizados em diferentes localidades do Estado de São Paulo. Todos êles foram instalados em 1957-58, mas enquanto dois foram anuais, os outros dois foram conduzidos, sem nova adubação, por mais um e dois anos. Em relação a superfosfato, fosfato bicálcio precipitado, estudado em três ensaios, mostrou-se um pouco mais eficiente em dois e igual em um; Hiperfosíato. que também figurou em três ensaios, foi inferior em um, igual em outro e superior no terceiro; fosfato natural de Olinda, que entrou em quatro ensaios, foi inferior em três e superior em um. No ensaio conduzido por três anos, Hiperfosfato e fosfato de Olinda mostraram-se muito inferiores a superfosfato e fosfato bicálcio nos dois primeiros anos, mas tenderam a igualá-los no terceiro ano; no conduzido por dois anos, superfosfato foi sempre muito superior a fosfato de Clinda. Em um dos ensaios anuais, instalado em solo arenoso aparentemente bem provido de fósforo, o período que se seguiu à semeação correu muito sêco, reduzindo os «stands», sobretudo os dos canteiros que receberam superfosfato; neste ensaio é que êsse adubo se mostrou inferior a Hiperfosfato e fosfato de Olinda.

Ano

1961

Creators

Viégas,G. P. Freire,E. S. Venturini,W. R.

Sistemas de preparo do solo em relação à produção e à erosão

Neste trabalho os autores apresentam os resultados obtidos, desde 1944, com os diversos sistemas de preparo do solo, na produção e na erosão, nos principais tipos de solo do Estado de São Paulo, com as culturas de milho, algodão e soja. Com base nos dados de produção obtidos, conclui-se que, de modo geral, não há vantagens em se fazerem duas arações em vez de uma única, a menos que o terreno esteja muito praguejado de ervas daninhas de extirpação difícil, como os casos da tiririca e grama-sêda. O preparo do solo com arado comum é superior aos demais sistemas, ou sejam, subsuperfície, grade, sulcos e enxada. Relativamente à erosão, verifica-se que quanto maior a desagregação da terra e que quanto menor a quantidade de resíduos vegetais deixados na superfície, tanto maior será o prejuízo por erosão; no preparo do solo com apenas uma aração e no preparo com arado de subsuperfície conseguem-se reduzir, substancialmente, as perdas de terra por erosão, em relação, respectivamente, ao preparo do solo com duas arações e ao preparo do solo com arado comum de aiveca.

Ano

1961

Creators

Marques,J. Quintiliano A. Bertoni,José

Adubação do milho: XXI - Ensaios com diversos fosfatos (7.ª série.)

Em 1958-59 foram conduzidos quatro ensaios comparando, na dose de 80 kg/ha de P2O5 e na presença de NK, superfosfato simples com superfosfato triplo, aos quais foram adicionados, ou não, 25 kg/ha de sulfato de zinco. O fósforo, o potássio, o zinco e pequena parte do azôto foram empregados na semeaçao, em sulcos laterais aos que receberam as sementes; a maior parte do azôto foi aplicada em cobertura. O efeito do fósforo correspondeu a + 119 c + 97% em dois ensaios, baixando para + 18 e -6% nos outros dois. Em três localidades as respostas ao zinco, embora muito pequenas, foram positivas na presença de superfosfato simples e negativas na de superfosfato triplo; na outra, elas foram de respectivamente + 29 e + 7%. Enquanto superfosfato triplo foi sempre inferior na presença do zinco, na ausência dêste foi um pouco superior em três ensaios, só se mostrando apreciàvelmente inferior em um. Em média dos quatro ensaios a relação entre as produções obtidas com superfosfato simples e superfosfato triplo foi 100:90 na presença e 100:100 na ausência do zinco. Supõe-se que a influência prejudicial do zinco, que só pôde ser evidenciada na presença de superfosfato triplo, tenha sido atenuada pelo sulfato de cálcio contido em superfosfato simples. A superioridade dêste, mesmo na ausência do zinco, em um dos ensaios, é atribuída à deficiência de enxôfre na área utilizada.

Ano

1961

Creators

Viégas,G. P. Freire,E. S. Venturini,W. R.

Longevidade de dysdercus: III - Machos adultos de dysdercus mendesi bloete, em condições de laboratório

Dando prosseguimento a estudos anteriormente publicados, o autor apresenta resultados obtidos em laboratório e referentes a 982 machos adultos de Dysdercus mendesi Bloete, dos quais 722 não foram acasalados e 260 o foram. O estudo se refere ao índice de sobrevivência, taxa de mortalidade e esperança de vida, e à influência da temperatura nesses índices. A longevidade média dos machos foi de 31,28 dias, sendo um pouco maior para os acasalados (32,05 dias) que para os não acasalados (30,98 dias). A temperatura teve grande influência na longevidade, sendo esta tanto maior quanto menores foram as temperaturas médias em que viveram os insetos. Algumas discrepâncias nos resultados são anotadas e discutidas.

Velocidade de penetração do tubo polínico em Coffea arabica L.

Em Coffea arabica a côr amarela do endosperma é determinada por um fator genético recessivo cera (ce ce). Endospermas que tragam uma ou duas doses do dominante Ce são de côr verde. Êsse fenômeno de xenia foi utilizado para determinar a velocidade de penetração do tubo polínico através do estilo. O método adotado foi o da polinização simultânea ou com Uoras de intervalo, dos mesmos estigmas com pólen Ce e pólen cc. Em seguida, de espaços a espaços de tempo eram eliminados os estilos. Verificou-se que sem a introdução do tubo polínico no interior do ovário não se produz o estímulo para a frutificação. O pólen estranho emite tubos po-linicos mais velozes nos estilos da varietlade cêra do que o próprio pólen. No primeiro caso, os tubos polínicos levam 24 a 48 horas para se introduzir na cavidade ovariana; na autofecundação êsse tempo se eleva para 48 a 68 horas. Comparando tais resultados com os obtidos anteriormente nas variedades typica, semperflorens e no café Mundo Novo, conclui-se que a velocidade do tubo polinico varia também de acôrdo com a variedade ou com as condições ambientes na ocasião da polinização.

Morfologia do vírus do mosaico do picão

Preparações feitas com exsudato de plantas de fumo, girassol, picão, erva--de-Santa-Maria, cordão-de-frade, fedegoso. Chenopodium amaranticolor e Physalis floridana, sadias e infectadas pelo vínis do mosaico do picão, foram examinadas ao microscópio electrônico. Partículas com comprimento normal aproximado de 720 mm x 12-13 mm, foram encontradas nos exsudatos das oito espécies, quando afetadas, mas não nos das plantas sadias, testemunhas. Tais partículas são consideradas como sendo o vírus causador do mosaico do picão.

Ano

1961

Creators

Kitajima,Elliot W. Carvalho,Ana Maria B. Costa,A. S.

Absorção de uréia pelas fôlhas do cafeeiro

Tem sido preconizada a aspersão de soluções de uréia na folhagem das plantas, como fonte de nutrição nitrogenada. No presente trabalho são relatados quatro ensaios, cuja finalidade principal foi verificar a capacidade de absorção da uréia por via foliar no cafeeiro, pois são divergentes as opiniões sôbre a eficiência de suas fôlhas no aproveitamento desse produto. A análise foliar íevelou aumento do teor de N total na maioria dos casos em que as fôlhas haviam sido aspergidas com soluções de uréia a 2,5% todavia, cafeeiros com cêrca de 10 anos, no campo, não mostraram reações sintomatológicas correspondentes, enquanto plantas novas, em vasos, recebendo o mesmo tratamento, posteriormente apresentaram folhagem verde normal. A solução de uréia comercia!, aplicada na concentração indicada, foi sempre prejudicial à folhagem, pois induziu invariávelmente a ocorrência de manchas típicas da intoxicação pelo biureto. conforme ilustrado na estampa 1.

Ano

1961

Creators

Mendes,Heli Camargo Franco,Coaracy M. Gallo,J. Romano Moraes,Mário Vieira de

Três fungos encontrados no Brasil

Três fungos são descritos e ilustrados para a flora micológica brasileira: Stemphylium bizarrum n. sp., Helminthosporium incurvatum Ch. Bernard e Cookeina colensoi (Berk.) Seaver.

Adubação do milho: XXII - Ensaios com diversos fosfatos (8.ª Série)

Neste artigo são estudados os resultados de três ensaios de adubação do milho, conduzidos em 1958-1959 em diferentes localidades do Estado de São Paulo, nos quais superfosfato foi empregado em doses crescentes. sendo que a dose maior, correspondente a 80 kg/ha de P2O5, também serviu para compará-lo com fosforita de Olinda e apatita de Araxá, empregados em igual quantidade de P2O5. total. O efeito do fósforo foi muito grande em dois dêsses ensaios, mas apenas sofrível no terceiro. Conquanto se trate dos resultados de um só ano, nos dois primeiros ensaios os fosfatos naturais comportaram-se relativamente bem. pois, em média, a relação entre os efeitos de superfosfato. fosforita de Olinda e apatita de Araxá foi 100.71:56. No terceiro ensaio, instalado em solo bastante ácido e com elevado teor de matéria orgânica, fosforita de Olinda mostrou-se um pouco superior a super fosfato. Neste ensaio, em que a adição de pequena dose de fósforo assimilável satisfez ao complexo solo-planta, parece que aquêle fosfato pôde fornecer o suplemento necessário e que, na forma de superfosfato, a dose de 80 kg/ha de P2O5 foi excessiva. Mesmo nas citadas condições o efeito da apatita foi muito inferior aos dos outros fosfatos.

Ano

1961

Creators

Viégas,G. P. Freire,E. S. Schmidt,Nelson C.

Murcha do algodoeiro

A murcha do algodoeiro, causada por Fusarium oxysporum f. vasinfectum foi constatada em Presidente Prudente, Estado de São Paulo. O fungo foi isolado de hastes c inoculado em mais de 60 variedades do plantel do Instituto Agronômico. Sementes destas variedades, depois de deslintadas com ácido sulfúrico, desinfetadas, em hipoclorito de cálcio (8), foram plantadas em tubos com solução de Hoagland solidificada pela adição de ágar. Cêrca de 10 variedades se mostraram promissoras para trabalhos dc melhoramento. De sementes colhidas de plantas afetadas pela murcha no campo, foram feitos plantios em ágar de batatinha e dextrose para saber se levavam o patógeno internamente na semente. Presume-se que em 6 por mil dos casos, o Fusarium oxysponon f. vasinfectum vai associado às partes vivas das sementes de algodão. Nos Estados Unidos a porcentagem oscila entre 0.74- 6% (2, 4, 5, 6. 19, 20, 33).

Escala de valores para a avaliação da qualidade da bebida do café

O presente artigo relata os resultados obtidos com o emprêgo de uma escala de valores, na análise de resultados de provas de bebida de café. A escala foi construída a partir de amostras das diferentes bebidas-padrão, de café exportável, tendo sido empregada uma equipe de degustadores previamente selecionados e treinados durante três anos. Os resultados obtidos representam médias de aproximadamente 160 determinações. O método será utilizado na avaliação da qualidade da bebida do café nas experiências realizadas no Instituto Agronômico.

Ano

1961

Creators

Garruti,Ruth dos Santos Conagin,Armando

Ocorrência do vírus do mosqueado do morangueiro no estado de São Paulo

Verificou-se a ocorrência de estirpes do vírus do grupo denominado mosqueado («strawberry mottle») em plantações de morangueiro no Estado de São Paulo. Variedades antigas, como a Dr. Morère. acham-se totalmente infetatas. sendo portadoras sem sintomas. Alguns clones novos plantados apenas por poucos anos em campo, já se acham parcialmente infetados, indicando que há transmissão da moléstia sob condições naturais. Sintomas de palidez das nervuras, mosqueado, paralisação no crescimento e encrespamento são apresentados por plantas de Fragaria vesca infetadas pelos vírus dêsse grupo. Numerosas espécies de plantas-teste habituais foram inoculadas com diferentes isolados do vírus, por meio do vetor, mas os resultados foram geralmente negativos. Afídios virulíferos, colonizados sôbre plantas novas de Cassia accidentalis, Chenopodiam quinoa, Leonotis nepaetifolia e Leonurus sibiricus. induziram o aparecimento de sintomas. Não se conseguiu retransmitir o vírus dessas espécies para F. vesca, existindo, portanto, dúvidas sôbre a verdadeira identidade do vírus que infetava tais plantas. O vírus do mosqueado não foi aparentemente transmitido pela semente. Também não se mostrou transmissível mecânicamente para Frogaria vesca. O virus obtido por inoculação com o vetor em Chenopodium quinoa e que se supõe ser o do mosqueado, pôde se transmitido mecânicamente de C. quinoa para C. quinoa. mas não para F. vesca. O pulgão Pentatrichopus fragaefolii mostrou-se eficiente vetor do mosqueado, conseguindo-se obter em média mais de 50% de infecção em infestações com 1 afidio por planta. Aphis gossypii também transmitiu o vírus do mosqueado, mas com muito menor eficiência. Não se conseguiu transmitir o mosqueado com uma espécie de Cuscuta que ocorre comumeute em Campinas. Em testes de transmissão por enxertia de fôlhas, os resultados foram muito fracos devido ao mau pegamento. O pulgão Pentatrichopus fragaefolii tornou-se vírulífero quando alimentado em planta infetada por 30 minutos. Com o aumento no período de alimentação na fonte de vírus aumentou a eficiência de transmissão. Insetos virulíferos foram capazes de infetar plantas sadias quando alimentados sôbre elas por 15 minutos. Insetos virulíferos alimentados por 1 hora em planta sadia ainda retinham o vírus. Após 6 horas de alimentação já não mais o retinham.

Ano

1961

Creators

Carvalho,Ana Maria B. Costa,A. S. Camargo,L. S.