Repositório RCAAP

Linhagem de soja tolerante a alto teor de manganês

Uma das inviabilidades econômicas da agricultura praticada em solos de baixa fertilidade é a acidez elevada que geralmente resulta em toxicidade de manganês (Mn) às plantas. O desenvolvimento de cultivares tolerantes a essa limitação química do solo resultará em benefícios sociais, pela redução do custo de produção. Com esse objetivo, foi desenvolvido um experimento com a linhagem de soja que mostrara, em ensaio preliminar, tolerância a altos teores de Mn em solução nutritiva. O cultivar IAC-Foscarin 31, que deu origem à linhagem, foi ensaiado como testemunha. Ambos os genótipos foram cultivados em vasos contendo latossolo roxo com excessiva disponibilidade de Mn. As plantas da linhagem foram sempre vigorosas, três vezes mais altas do que as do IAC-Foscarin 31, e sem sintomas de toxicidade de Mn nas folhas; as raízes mostravam coloração normal com nodulação. O cultivar IAC-Foscarin 31 apresentava plantas baixas, folhas encarquilhadas com superfície irregular; a raiz principal e algumas secundárias mostravam coloração preta e tecido necrosado, indicando o efeito de toxicidade. A parte aérea e as raízes das plantas da linhagem continham, respectivamente, 33 e 15% a mais de Mn, enquanto, na absorção, os valores foram superiores 60 e 46%, respectivamente, quando comparado ao cultivar IAC-Foscarin 31, indicando que a linhagem foi também mais tolerante à alta disponibilidade de Mn no solo.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Mascarenhas,Hipólito Antonio Assunção Tanaka,Roberto Tetsuo Miranda,Manoel Albino Coelho de Carmello,Quirino Augusto de Camargo Oliveira,Fábio Álvares de

Calagem e adubação mineral e orgânica do cafeeiro na região de Campinas

Instalou-se um experimento com cafeeiro cultivar Mundo Novo LCP 387-17 em um latossolo roxo transição para latossolo vermelho-amarelo orto, cuja vegetação original era típica de cerrado, na região de Campinas, comparando-se os tratamentos com esterco de curral e adubação mineral NPK, complementados ou não com calcário dolomítico e com os micronutrientes zinco e boro. Aplicaram-se, por ano e por cova, 40 litros de esterco quando na ausência de NPK e 20 litros quando com NPK. A adubação mineral constou da utilização de 120 g de N, 40 g de P2O5 e 120 g de K2O por ano e por cova; quando em presença de esterco, usou-se metade dessas doses. O calcário foi aplicado na quantidade de 1 kg por ano e por cova, e zinco e boro, na quantidade de 20 g de sulfato de zinco e 20 g de bórax, também por cova e por ano. A análise das produções de café beneficiado no período de 1965 a 1970 permitiu constatar que a testemunha e o tratamento com NPK foram significativamente inferiores aos demais. Destacaram-se com as melhores produções os tratamentos que receberam esterco mais NPK, com ou sem calcário. Nas análises de solos, constatou-se aumento nas bases quando foi aplicado o esterco e, em contrapartida, aumento de acidez com o tratamento de NPK. As análises das folhas mostraram efeitos sobre teores de alumínio e manganês coerentes com os dados obtidos nas produções e análises do solo.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Cervellini,Genésio da Silva Igue,Toshio Toledo,Sérgio Vasco de

Produtividade e resposta de genótipos de trigo ao nitrogênio

O estudo baseou-se na hipótese de variabilidade genética entre genótipos de trigo (Triticum aestivum L.), a qual permitiria discriminá-los quanto à eficiência na produção de grãos e resposta na utilização do nitrogênio. Os ensaios foram realizados em 1987-91, no Centro Experimental de Campinas e na Estação Experimental de Tatuí, em condições de irrigação por aspersão. Em Campinas, em sucessão ao pousio e, em Tatuí, ao arroz e ao lablabe, em 1987-91. O delineamento estatístico empregado foi de blocos ao acaso, no esquema de parcelas subdivididas, com quatro repetições. A parcela constituiu-se de três doses de nitrogênio (0, 60 e 120 kg/ha) e, as subparcelas, dos genótipos de trigo BH-1146, IAC-5, IAC-24, IAC-25, IAC-60, IAC-161, IAC-162 e Anahuac. Os genótipos de trigo IAC-60, IAC-161 e IAC-l62 responderam para produção de grãos à aplicação das doses de 60 e 120 kg/ha de N e o restante, somente até 60 kg/ha de N em 1991, no Centro Experimental de Campinas. O genótipo IAC-60 foi considerado mais produtivo na utilização do nitrogênio aplicado e do existente no solo, para a mesma característica. Na Estação Experimental de Tatuí, após a cultura de arroz (1987), todos os cultivares estudados responderam até 120 kg/ha de N, havendo correlação positiva e significativa entre as doses de nitrogênio e a produção de grãos, independente dos genótipos. Nas mesmas condições, após a cultura do lablabe, os genótipos estudados de trigo não responderam à aplicação das doses de nitrogênio, durante os anos de 1988-90.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Freitas,José Guilherme de Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Ferreira Filho,Antonio Wilson Penteado Pettinelli Junior,Armando

Retenção de zinco em solos paulistas

Para avaliar os atributos do solo que têm maior influência na retenção de zinco, desenvolveram-se experimentos de laboratório com amostras de horizontes superficial e subsuperficial de quatro latossolos, dois podzólicos e uma terra roxa estruturada de grande importância geográfica e econômica no Estado de São Paulo. No experimento de retenção, as amostras foram equilibradas com soluções de Zn nas concentrações 0,0, 0,3, 0,6, 0,9, 1,5, 3,0, 6,0, 9,0, 12,0 e 24,0 (x 10-3)mg/dm³ de Zn usando-se uma solução de CaCl2 na concentração de 2 mol/m³ como suporte. Correlacionaram-se os coeficientes das equações de Langmuir e Freundlich com os diversos atributos do solo. Tendo em vista a possibilidade de estimar a energia de ligação e a adsorção máxima de zinco pelos coeficientes da equação de Langmuir, verificaram com auxílio de regressões linear simples e múltipla as correlações entre os atributos e esses coeficientes. Considerando a análise de regressão múltipla como o procedimento mais adequado, verificou-se que o coeficiente relativo de energia de ligação mostrou-se mais bem correlacionado com o pH, o Fe extraído com oxalato e o Al extraído com ditionito. Para a adsorção máxima, o pH e a CTC foram as propriedades que melhor explicaram esse coeficiente.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Cunha,Rodrigo César de Araújo Camargo,Otávio Antonio de Kinjo,Toshiaki

Sítios de penetração do quinclorac em sementes e plântulas de pepino e capim-arroz

Experimentos realizados em casa de vegetação ou em laboratório, em Viçosa (MG), visaram determinar os sítios preferenciais de penetração do quinclorac em sementes e plântulas de Echinochloa spp. e Cucumis sativus L. cv. Caipira AG 221. O quinclorac foi eficientemente absorvido por semente, radícula, coleóptilo ou hipocótilo do capim-arroz e do pepino. As maiores reduções no alongamento e na massa seca do sistema radicular e aéreo ocorreram quando o herbicida foi absorvido por radículas, em ambas as espécies, indicando ser o sítio preferencial de penetração em estruturas jovens. O quinclorac produziu sintomas visuais de fitotoxicidade ou alterações morfológicas nas plantas tanto de pepino quanto de capim-arroz.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Amarante,Luciano do Lopes,Nei Fernandes

Teor de amilose em genótipos de arroz

Caracterizou-se o teor de amilose em grãos de arroz de sequeiro, divididos em 16 genótipos de ciclo precoce e 16 de ciclo tardio, com base em linhagens e cultivares do programa de melhoramento do Instituto Agronômico, colhidos de ensaios desenvolvidos no Centro Experimental de Campinas e na Estação Experimental de Votuporanga. Os teores de amilose variaram de 16,2 a 29,3%, com predominância de teores intermediários (20 a 25%). Um genótipo mostrou teor baixo (menor que 20%); dez, teores intermediários; quatro, teores altos (maior que 25%) de amilose, em ambas as localidades, e os 17 restantes apresentaram comportamento variável nos dois ambientes. Os dados demonstram que o teor de amilose é influenciado pelo genótipo, pelo local de plantio e pela interação entre essas variáveis.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Soave,Dayse Bastos,Cândido Ricardo Azzini,Luiz Ernesto Zullo,Marco António Teixeira

Discriminação de cultivares de arroz pelas características físicas, fisiológicas ou químicas das sementes e plântulas

A necessidade da discriminação de cultivares de arroz determinou o estudo das características físicas, fisiológicas e químicas das sementes e plântulas. Selecionaram-se as técnicas pelos seguintes fatores: precisão, reprodutibilidade, simplicidade, rapidez e custo de execução. Todas as características morfofisiológicas das sementes e plântulas foram de grande utilidade na diferenciação dos cultivares; na maioria das vezes, o conjunto de diferentes características é que permitiu uma discriminação segura. A coloração pelo fenol e a técnica de eletroforese utilizadas não foram eficientes na discriminação dos cultivares.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Maeda,Jocely Andreuccetti Almeida,Luiz D'Artagnan de Iaderoza,Marilene Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira

Influência de tipos de rizomas de multiplicação no crescimento de curcuma

Determinou-se, em casa de vegetação, o efeito do plantio de dois tipos de rizoma no desenvolvimento de diferentes órgãos de curcuma (Curcuma longa L.). As plantas originadas de rizomas primários apresentaram maior desenvolvimento do que aquelas originadas de rizomas secundários, chegando a produzir até 30% mais rizomas.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Mala,Nilson Borlina Bovi,Odair Alves Duarte,Fernando Romariz Soria,Luiz Geraldo Almeida,José Aloísio Rodrigues De

Alterações anatômicas em plantas de algodoeiro com sintomas de murchamento avermelhado

Estudaram-se as alterações anatômicas em plantas de algodoeiro com sintomas de murchamento avermelhado em dezembro de 1993-fevereiro de 94. Analisaram-se amostras de raiz, caule e folha de Gossypium hirsutum L. 'IAC 20' provenientes de áreas de ocorrência do sintoma. Estimou-se o número de glândulas secretoras das folhas dos cultivares IAC 20 e CNPA ITA 90 (que se tem mostrado resistente). Observou-se que as células parenquimáticas apresentavam, no interior, substâncias insolúveis em água, cuja concentração aumentava à medida do grau do sintoma. As folhas apresentaram uma concentração maior dessas substâncias em relação ao restante do corpo vegetal. Os núcleos das células do parênquima paliçádico encontravam-se aumentados e os cloroplastos do mesofilo, parcialmente destruídos. As plantas com alto grau de sintoma apresentavam também um número maior de glândulas secretoras nas folhas.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Queiroz-Voltan,Rachel Benetti

Murcha de fusário em helicônia: fontes de resistência, método alternativo de detecção e defesa estrutural

O cultivo das helicônias vem sendo afetado pela murcha, causada por Fusarium oxysporum f.sp. cubense. Este trabalho objetivou identificar fontes de resistência, verificar a detecção da resistência através de método alternativo e avaliar a lignificação como mecanismo de defesa do hospedeiro ao patógeno. As espécies utilizadas na identificação de resistência foram Heliconia bihai, H. psittacorum cvs. Golden Torch e Golden Torch Adrian, H. rostrata, H. stricta cvs. Capri e Fire Bird, H. psittacorum cvs. Sassy e Alan Carle, H. caribea, H. latispatha, H. wagneriana e H. chartacea cv. Sexy Pink. A avaliação dos sintomas foi realizada aos 40 dias após a inoculação baseada em escala de notas variando de 1 a 6. As espécies consideradas resistentes foram H. bihai, H. psittacorum cvs. Golden Torch e Golden Torch Adrian, H. rostrata, H. stricta cv. Capri, H. psittacorum cv. Sassy e H. caribea. O método alternativo de detecção de resistência consistiu na utilização de filtrado fúngico obtido a partir do cultivo em meio Czapek, utilizando várias concentrações do mesmo depositando em folhas destacadas das cultivares resistentes e suscetíveis H. psittacorum cvs. Golden Torch e Alan Carle, respectivamente. A avaliação foi feita após 48 horas de incubação, onde a concentração em 50% do filtrado foi a mais eficiente na distinção da resistência. O mecanismo estrutural foi observado em secções histológicas nas raízes das espécies utilizadas no estudo de resistência, inoculadas com o método de injeção e não inoculadas, que permitiram verificar a ausência de relação entre a resistência e a lignificação.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Castro,Neilza Reis Coêlho,Rildo Sartori Barbosa Laranjeira,Delson Pimentel,Rejane Magalhães de Mendonça Ferreira,Clébio Pereira

Desenvolvimento de Oidium neolycopersici em genótipos do gênero Lycopersicon

O oídio, causado pelo fungo Oidium neolycopersici, é uma doença comum do tomateiro, sobretudo em condições de cultivo protegido. Para esclarecer a natureza da resistência a oídio avaliou-se o processo de infecção, através da histopatologia em diferentes genótipos de tomateiro: CNPH 416, CNPH 423, CNPH 1287 (Lycopersicon hirsutum), CNPH 0081 (L. esculentum var. cerasiforme), cv. Santa Cruz Kada e cv. Santa Clara (L. esculentum). Para isso, três discos foliares (da 3ª, 4ª e 5ª folha "verdadeira") de cada planta com 5 -7 folhas verdadeiras foram cortados e colocados em placas de Petri contendo ágar-água. Os discos foram inoculados a partir de micélio esporulante fresco desenvolvido em tomateiro suscetível e incubados a 19-22ºC, 4000 lx e fotoperíodo de 12 h. Os discos foram clareados em etanol aquecido e examinados microscopicamente 19 h, 8 e 9 dias após-inoculação para avaliar desenvolvimento de tubo germinativo, esporulação e severidade da doença, respectivamente. A germinação dos conídios sobre o tecido foliar não apresentou diferenças entre genótipos. A formação de hifa secundária, apressórios e haustórios por conídio germinado foram menores nos genótipos CNPH 1287 e 423, que também apresentaram menor esporulação e severidade da doença. Os genótipos de L. esculentum e L. esculentum var. cerasiforme apresentaram maior suscetibilidade ao oídio e CNPH 416 apresentou suscetibilidade intermediária. Assim, observou-se que a resistência a oídio de CNPH 1287 e 423 ficou evidenciada já desde as 19 horas após a inoculação, principalmente pela menor porcentagem de hifa secundária e número de apressórios e haustórios formados quando comparados com os genótipos suscetíveis.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Balbi-Peña,María Isabel Schwan-Estrada,Kátia Regina Freitas Stangarlin,José Renato Tolentino Júnior,João Batista

Variabilidade genética entre isolados de Colletotrichum gossypii do algodoeiro

O algodoeiro é atacado por Colletotrichum gossypii (CG) e C. gossypii var. cephalosporioides (CGC). Ambos os patógenos são transmitidos pela semente e sua distinção morfológica é extremamente difícil e inconsistente. Tentativas foram feitas no presente trabalho para verificar a variabilidade genética entre CG e CGC através de RAPD-PCR, ERIC- e REP-PCR e PCR-RFLP da região ITS rDNA. Foram utilizados 53 isolados coletados de sementes e folhas de plantas de diferentes cultivares nos estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais, e Paraiba, entre 1999 e 2003. Baseado em testes de patogenicidade, vinte e um isolados foram classificados como CG e 32 como CGC. Os resultados obtidos por RAPD-PCR, utilizando-se oito primers, revelaram dois grupos distintos sendo que o primeiro foi formado por 94% dos isolados de sementes e o segundo por 95% dos isolados de folhas. Na análise de ERIC- e REP-PCR, resultados semelhantes a RAPD foram obtidos, sendo que o primeiro grupo foi formado por 93% dos isolados provenientes das sementes e o segundo por 78% dos isolados provenientes das folhas. Quando o produto de amplificação da região ITS rDNA foi digerido com oito enzimas de restrição, um perfil de bandas semelhante para todos os isolados foi obtido. Resultados de RAPD, ERIC- e REP-PCR demonstraram que existem diferenças genéticas entre os isolados provenientes das sementes e aqueles provenientes de parte aérea, e esses dois grupos foram claramente distintos. Estudos futuros devem ser realizados utilizando outras técnicas moleculares para a obtenção de marcadores capazes de distinguir entre isolados de CG e CGC.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Mehta,Yeshwant R. Mehta,Angela

Velocidade do ar em barra de pulverização na deposição da calda fungicida, severidade da ferrugem asiática e produtividade da soja

O trabalho objetivou comparar a deposição da pulverização e o controle da ferrugem asiática após o tratamento com fungicidas sob quatro velocidades da assistência de ar junto à barra de pulverização na cultura da soja. Dois experimentos foram conduzidos na FCA/UNESP - Campus de Botucatu, safra 2006/07. Alvos artificiais foram fixados na superfície adaxial e abaxial de folíolos posicionados nas partes superior e inferior das plantas selecionadas e distribuídas perpendicularmente ao deslocamento do pulverizador. O oxicloreto de cobre (50% de cobre metálico) foi o marcador utilizado em pulverização e a determinação quantitativa dos depósitos feita com o uso de espectrofotometria de absorção atômica. Após a aplicação do fungicida piraclostrobina + epoxiconazole sob diferentes velocidades da assistência de ar junto à barra de pulverização (0, 9, 11 e 29 km h-1) procedeu-se a avaliação da severidade da doença e produtividade da soja. Na parte superior das plantas os maiores níveis de depósitos foram encontrados na pulverização sem assistência de ar. Já na parte inferior da planta foram encontrados os maiores níveis de deposição quando foram utilizadas as maiores velocidades da assistência de ar. No geral, a severidade da doença foi mais acentuada nos tratamentos sem o uso da assistência de ar. Em relação à produtividade não houve diferenças entre os tratamentos com aplicação de fungicidas, porém houve incremento na produtividade para os tratamentos com assistência de ar.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Prado,Evandro Pereira Raetano,Carlos Gilberto Aguiar Júnior,Hélio Oliveira Dal Pogetto,Mário Henrique Ferreira do Amaral Christovam,Rafael de Souza Gimenes,Marcelo Júnior Araújo,Demétrius de

Quantificação da ferrugem asiática e aspectos nutricionais de soja suprida com silício em solução nutritiva

Para quantificar a severidade da ferrugem, os teores de clorofilas a e b e os carotenóides e também a nutrição em plantas de soja supridas com silício, implantou-se um experimento em blocos casualizados com 6 tratamentos e 4 repetições. Os tratamentos consistiram em doses de silicato de potássio (0 mg/L, 56 mg/L, 112 mg/L, 168 mg/L, 224 mg/L e 280 mg/L). As plantas foram inoculadas no estádio V4. Nove dias após a inoculação, iniciaram-se as avaliações semanais do número de lesões de ferrugem da soja/cm² de área foliar, no total de cinco. Ao final do experimento, os dados foram integrados ao longo do tempo, obtendo-se a área abaixo da curva do número de lesões/cm² (AACNL). Após o término das avaliações, determinou-se a quantidade de clorofilas a e b, carotenóides e lignina das folhas das plantas de soja com as doses crescentes de silício. Os teores de macro e micronutrientes da parte aérea das plantas também foram analisados. Observou-se redução da AACNL com aumento das doses de silício na solução nutritiva. A AACNL reduziu, enquanto que os teores de fósforo, cálcio, enxofre e zinco, de clorofila b, carotenóides e lignina, na parte aérea, aumentaram com a adição de silício.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Lima,Luciana Maria de Pozza,Edson Ampélio Pozza,Adélia Aziz Alexandre Fonseca,Thiago Antônio de Pádua Silva Carvalho,Janice Guedes de

Reação de cultivares de algodoeiro a Ramularia areola

Dentre as doenças causadoras de manchas foliares em algodoeiro, a mancha de ramulária (Ramularia areola Atk) tem se tornado importante em virtude das condições climáticas favoráveis para o desenvolvimento do patógeno, aliadas ao uso de cultivares suscetíveis, plantio consecutivo e extenso. Neste trabalho avaliaram-se os cultivares Delta Opal, Acala 90, Makina, Delta Penta e Sure Grow 821 quanto à resistência a R. areola, em condições de campo na FCAV-UNESP, no ano de 2006. A severidade da doença, que ocorreu por infecção natural das plantas pelo fungo, foi avaliada semanalmente em trinta plantas devidamente marcadas, utilizando-se uma escala descritiva de notas: 1 = 0%, 2 = até 5%, 3 = de 5,1 a 25%, 4 = de 25,1 a 50% e 5 = acima de 50% de área foliar com sintomas. Foram elaboradas curvas de progresso da doença para os cinco cultivares e o modelo monomolecular foi o que melhor se ajustou aos dados, em comparação com o logístico, o exponencial e o modelo de Gompertz. A análise dos dados indicou que houve diferença significativa entre os genótipos, sendo que Delta Opal, Makina e Sure Grow 821 mostraram-se mais suscetíveis e Delta Penta e Acala 90 mais resistentes ao fungo.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Lima,Lonjoré Leocádio de Barreto,Modesto Scaloppi,Érika Auxiliadora Giacheto

Avaliação antagônica in vitro e in vivo de Trichoderma spp. a Rhizopus stolonifer em maracujazeiro amarelo

Para estudar a potencialidade antagônica de espécies de Trichoderma spp. in vitro e in vivo a Rhizopus stolonifer, patógeno causador da podridão floral do maracujazeiro, foram estudadas as espécies de Trichoderma viride, T. virens, T. harzianum e T. stromaticum. O crescimento micelial do fitopatógeno foi realizado pelo teste do pareamento de culturas, para crescimento individual foram utilizadas cinco temperaturas. Avaliou-se também o crescimento micelial em 24h e 48h, avaliando a taxa de crescimento dos isolados. Na produção de metabolitos voláteis e não voláteis foram utilizados papel celofane e sobreposição de placas. Em condição de campo os frutos/planta foram tratados com a suspensão na concentração de 2 x 10(8) Conídios/mL sendo avaliado o número médio de frutos aos 15 e 30. No pareamento de cultura todos os isolados de Trichoderma spp. apresentaram crescimento micelial, impedindo o desenvolvimento do fitopatógeno, para todos os isolados as temperaturas ideais de crescimento foram de 25ºC e 30ºC. Nos períodos de incubação de 24 e 48h, foram constatadas diferenças significativas no crescimento micelial entre os isolados os antagonistas apresentaram velocidade de crescimento maior que o fitopatógeno. Houve uma produção de metabólitos voláteis e não voláteis de ação antifúngica ao R. stolonifer. No ensaio em campo houve diferença significativa entre os tratamentos, verificando-se que o melhor resultado entre os antagonistas em estudo cujos percentuais de pegamento foram 74% para os tratamentos Trichoderma harzianum e T. virens, e os tratamentos T. viride e T. stromaticum obtiveram um porcentual de 75% enquanto a testemunha obteve um percentual de 42%.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Bomfim,Marinês Pereira São José,Abel Rebouças Rebouças,Tiyoko Nair Hojo Almeida,Saulo Sousa de Souza,Ivan Vilas Boas Dias,Nilma Oliveira

Cogumelo "shiitake" (Lentinula edodes) reduz o crescimento de fitopatógenos e a severidade de manchas foliares em sorgo

Lentinula edodes (cogumelo "shiitake") é um fungo basidiomiceto que apresenta propriedades nutricionais, medicinais e antibióticas. Compostos de interesse para o homem têm sido isolados do basidiocarpo e dos filtrados de cultura obtidos a partir do crescimento micelial. O presente trabalho teve como objetivos avaliar o efeito de diferentes preparações de L. edodes sobre patógenos da cultura do sorgo, Exserohilum turcicum e Colletotrichum sublineolum, bem como a proteção das plantas de sorgo contra estes patógenos. Em testes com placas de Petri e lâminas de vidro para microscopia, extratos aquosos obtidos do basidiocarpo inteiro e de suas partes individualizadas, píleo e estipe, reduziram a taxa de crescimento micelial e inibiram a germinação de esporos dos fungos, enquanto a atividade antifúngica do filtrado de crescimento micelial foi menos pronunciada. Em mesocótilos de sorgo, as diferentes preparações do "shiitake" não provocaram o acúmulo de fitoalexinas. O extrato aquoso do basidiocarpo e o composto lentinana reduziram parcialmente a severidade das doenças provocadas por E. turcicum na cv. Brandes e por C. sublineolum na cv. Tx-398-B, quando pulverizados 48 horas antes da inoculação das plantas, sob condições de casa de vegetação. Portanto, L. edodes apresenta potencial como agente de controle biológico ou como um modelo para a síntese de substâncias fungicidas.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Piccinin,Everaldo Di Piero,Robson Marcelo Pascholati,Sérgio Florentino

Indução de resistência em feijoeiro a mancha angular por extratos de micélio de Pycnoporus sanguineus

O feijoeiro (Phaseolus vulgaris L.) está entre as principais culturas da agricultura nacional e pode ser afetada por várias doenças, como a mancha angular causada por Pseudocercospora griseola. Com o objetivo de desenvolver métodos alternativos ao químico para o controle desta doença, verificou-se o potencial de extratos de micélio de Pycnoporus sanguineus para atividade antimicrobiana in vitro contra P. griseola e para indução de resistência e ativação de enzimas de defesa em feijoeiro, como peroxidase, polifenoloxidase e β-1,3-glucanase, além de sua influência nos teores de proteínas e clorofilas. Os experimentos in vitro e em casa de vegetação foram constituídos pelos extratos de micélio de P. sanguineus e dos controles água, acibenzolar-S-metil (ASM: 75 mg i.a./L) e fungicida azoxystrobin (40 mg i.a./L). In vitro o extrato de micélio apresentou efeito sobre o crescimento micelial, a esporulação e a germinação de esporos de P. griseola. In vivo a severidade foi reduzida em 93% e 50% em casa de vegetação e a campo respectivamente, em relação ao controle água. A atividade das enzimas peroxidase e polifenoloxidase e os teores de proteínas e clorofilas foram maiores nas plantas tratadas com o extrato. Estes resultados indicam a eficiência de P. sanguineus para o controle alternativo da mancha angular do feijoeiro.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Viecelli,Clair Aparecida Stangarlin,José Renato Kuhn,Odair José Schwan-Estrada,Kátia Regina Freitas

Caracterização biológica e molecular de isolados do Citrus tristeza virus com potencial para utilização em programas de pré-imunização

O experimento teve como objetivo caracterizar biológica e molecularmente os isolados de CTV, obtidos de árvores de laranja Pêra em pomares das regiões Norte e Noroeste do Paraná, visando selecionar isolados fracos do Citrus tristeza virus com capacidade protetiva para pré-imunização. Os resultados apontaram sintomas fracos a moderados de caneluras e revelaram similaridade genética da maioria dos isolados analisados e o isolado fraco controle, sugerindo que as plantas selecionadas estão infectadas por haplótipos fracos de CTV, com potencial para serem utilizadas como plantas matrizes.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Costa,Alessandra Tenório Nunes,William Mário de Carvalho Corazza,Maria Júlia Zanutto,Carlos Alexandre Müller,Gerd Walter

Detecção de Pseudomonas viridiflava em sementes importadas de couve chinesa (Brassica rapa var. pekinensis)

A ocorrência de Pseudomonas viridiflava é descrita em sementes de couve chinesa (Brassica rapa var. pekinensis) importadas do Japão. Do ponto de vista epidemiológico, a detecção dessa bactéria é de extrema importância. Embora já existam, em nosso país, relatos desse patógeno nas culturas de alface, alho, cebola, cenoura, feijão e mandioca, sua presença em sementes de couve chinesa pode se constituir num risco potencial para outras espécies de brássicas aqui cultivadas.

Ano

2022-12-06T13:19:44Z

Creators

Maciel,Karen Wolf Almeida,Irene Maria Gatti Silva,Harllen Sandro Alves Rodrigues,Lucas Mateus Sivero Beriam,Luís Otávio Saggion