Repositório RCAAP
Comparação de quatro extratores de fósforo de solos
É apresentado um estudo comparativo de quatro métodos de extração de fósforo de solos: a) IAC, baseado na extração de 5cm³ de terra com 50ml de H2SO4 0,05N; b) Bray I modificado, baseado na extração de 2,5cm³ de terra com 50ml de solução 0,03N em NH4F e 0,025N em HCl; c) Olsen, baseado na extração de 2,5cm³ de terra com 50ml de NaHCO3 0,5N a pH 8,5 e d) resina, baseado na extração de 5cm³ de terra com 2,5cm³ de resina trocadora de aníons, com agitação por duas horas em suspensão aquosa. Para comparar os métodos determinou-se, para cada um deles, a correlação entre os teores de fósforo nos solos e os resultados de respostas à adubação fosfatada em ensaios de campo, de 16 ensaios de milho e 16 de algodão. Para as duas culturas em conjunto, os valores absolutos dos coeficientes de correlação, para os quatro métodos, foram: a) 0,683; b) 0,650; c) 0,391 e d) 0,802, indicando a superioridade do método da resina.
2022-12-06T13:19:27Z
Van Raij,Bernardo Feitosa,Celi Teixeira Silva,Nelson Machado da
Efeito do fósforo sobre os componentes de produção, altura das plantas e rendimento de grãos, em trigo
Foram instalados quatro experimentos utilizando os cultivares IAC-5 e Alondra-S-46, em solo recém-desbravado de acentuada pobreza em fósforo, na Estaçâo Experimental de Itararé (SP), com objetivo de estudar os efeitos da aplicação de 0, 60, 120, 180 e 240kg/hectare de P2O5 sobre a produção de grãos, componentes de produção e altura das plantas de trigo. A produção de grãos dos dois cultivares cresceu em função dos níveis de P2O5 utilizados, apresentando o 'IAC-5' maior eficiência em relação ao 'Alondra-S-46'. A produção de grãos, comprimento da espiga, número de espiguetas por espiga, número de grãos por espiga, número de grãos por espigueta, peso de cem grãos e altura das plantas do cultivar IAC-5, aumentaram significativamente nos dois anos de experimentação até a dose de 60kg de P2O5/hectare, sendo que deste nível para cima não se observaram diferenças significativas. Para o 'Alondra-S-46', verificaram-se respostas significativas até a dose de 60kg de P2O5/hectare para comprimento da espiga, número de espiguetas por espiga, peso de cem grãos e altura em 1979 e 1980; para número de grãos por espiga e por espigueta, nos ensaios plantados em 1980, verificaram-se respostas significativas até a dose de 240kg de P2O5/hectare. Este cultivar somente mostrou aumento significativo na produção de grãos a partir da aplicação de 120kg de P2O5 e somente em 1979. Não foram observadas respostas significativas à adubaçâo com P2O5 para número de espigas por metro linear e para o teor de fósforo (%) na parte aérea, nos dois anos, para os cultivares estudados. A produçâo de grãos do 'IAC-5' e 'Alondra-S-46' para as diferentes doses de P2O5 apresentou associações significativas com número de espiguetas por espiga, número de grãos por espiga, peso de cem grãos, altura de planta, número de espigas por metro linear e doses de P2O5. 0 'IAC-5' apresentou associação significativa entre produção de grãos e número de grãos por espigueta, ao passo que, para o 'Alondra-S-46' esta associação não foi significativa. A associação entre produção de grãos e comprimento da espiga foi significativa apenas para o 'Alondra-S-46'. Associações entre doses de P2O5 e teores de fósforo na parte aérea das plantas foram altamente significativas para os dois cultivares.
2022-12-06T13:19:27Z
Oliveira,Otávio Franco de Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Ramos,Valdir Josué
Amido a partir de bambu
Em colmos de bambu da espécie tida como Guadua flabellata, determinaram-se os teores de amido e das frações fibrosa, parenquimatosa e solúvel em água. O comprimento e o diâmetro dos colmos processados foram também determinados. Os resultados mostraram que o teor médio de amido extraído foi 8,53% (base seca), representando cerca de 59% da fração solúvel em água e 32% do total de amido existente no colmo. Os teores médios das frações fibrosa, parenquimatosa e solúvel em água foram, respectivamente, 61,76%, 23,05% e 15,18%, Quanto às dimensões do colmo, a espécie em estudo pode ser considerada de porte mediano, em comparação com as espécies mais difundidas em nossas condições.
2022-12-06T13:19:27Z
Azzini,Anísio
Conservação de sementes de ipê
Sementes de algumas espécies de ipê foram submetidas a diferentes temperaturas de armazenamento, determinando-se a sua porcentagem de germinação a cada quarenta dias, por um período de trinta meses. Nas condições fornecidas de 10 ºC, 29 ºC e 30 ºC em embalagem hermeticamente fechada, e em saco de papel, a condições ambienteis foram avaliadas as seguintes espécies: Tabebuia avellanedae var. paulensis Tol., Tabebuia chrysotricha (Mart. ex-DC.) Standley, Tabebuia impetiginosa (Mart.) Standley, Tabebuia rosea (Bertol.) DC. e Tabebuia heptaphylla (Vell.) Tol. Dentre as condições de armazenamento, o tratamento a 10ºC em vidro hermético foi o que manteve a viabilidade da semente por maior tempo, sendo 20 °C também em vidro hermético o segundo melhor resultado. A germinação das sementes armazenadas em saco de papel a temperatura ambiente foi melhor do que a das que foram armazenadas em vidro hermético a 30 °C, sendo esta a pior condição de armazenagem. A comparação entre as espécies mostrou que Tabebuia heptaphylla, apresenta, além de sementes de maior longevidade, maior resistência às condições adversas de armazenamento.
2022-12-06T13:19:27Z
Maeda,Jocely Andreuccetti Matthes,Luiz Antonio Ferraz
Efeito de diferentes níveis de fósforo em solução nutritiva e no solo no comportamento de cultivares de trigo
Foram estudados dez cultivares de trigo quanto à sua eficiência na utilização de fósforo em solução nutritiva contendo quatro níveis de P (0; 3,875; 7,75 e 15,5mg/litro), mantendo-se a temperatura constante de 25 °C ± 1 °C e o pH das soluções igual a 4,0 por um período de quinze dias. A eficiência da utilização de fósforo para cada cultivar em cada uma das concentrações desse elemento foi expressa pela quantidade de matéria seca da parte aérea e pela proporção entre a quantidade de matéria seca da parte aérea e a quantidade de fósforo nela presente. Os cultivares IAC-5, IAS-20, BH-1146 e IAC-17 foram eficientes na utilização de fósforo em soluções contendo 3,875mg/litro de P; IAC-18, IAC-15 e IAC-13 apresentaram-se como moderadamente eficientes, e Siete Cerros, Alondra-S-46 e INIA-66, como ineficientes. Os cultivares IAC-5, IAC-18 e INIA-66 responderam aumentando suas produções de matéria seca da parte aérea, à medida que o teor de P das soluções se elevou de 0 a 15,5mg/litro; IAS-20, IAC-13, Siete Cerros e Alondra-S-46 apresentaram moderada resposta e BH-1146, IAC-17 e IAC-15 não responderam. Os cultivares IAC-5 e IAC-17 foram estudados em vasos contendo solo nos quais foram empregadas três doses de adubação com superfosfato simples (0, 30 e 60kg/ha de P2O5) combinadas com três doses de calcário dolomítico (0, 4 e 8t/ha). Os dois cultivares responderam à adubação com P2O5 para os três níveis de calcário em relação à produção de matéria seca da parte aérea aos trinta dias após a germinação, porém o IAC-5 apresentou maiores respostas em relação ao IAC-17. Considerando fixo um mesmo nível de P2O5 verificou-se que os dois cultivares responderam à aplicação de calcário até a dosagem de 4t/ha. Os dois cultivares aumentaram a produção de grãos por planta quando foram aplicadas doses crescentes de P2O5, mantendo-se constante a dose de calcário de 4t/ha, porém as grandes respostas ocorreram quando foram comparadas as dosagens de 0 e 30kg de P2O5/ha, independentemente da quantidade de calcário aplicada. O cultivar IAC-5 estudado em soluções nutritivas contendo diferentes doses de P apresentou maior eficiência na utilização desse elemento quando comparado com o IAC-17, nas doses mais baixas de P. A mesma conclusão foi obtida, empregando-se solo com baixos teores desse elemento. Em virtude de os dados poderem ser obtidos em pouco tempo no laboratório, evidenciou-se a vantagem do emprego de soluções nutritivas para o estudo da eficiência na utilização e absorção de fósforo por cultivares de trigo, além de possibilitar seu uso num programa de melhoramento genético onde muitas linhas estiverem envolvidas.
2022-12-06T13:19:27Z
Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira
Efeitos da utilização de misturas de adubos com ou sem enxofre na precocidade e nas características do capulho e da fibra do algodoeiro
São apresentados resultados referentes à precocidade e características do capulho e da fibra do algodoeiro, obtidos em ensaio de caráter permanente, no município de Guaíra (SP), em gleba de Latossolo Roxo, durante o período 1974/75-1977/78, utilizando-se a variedade 'IAC 16'. Além da reação ao fósforo, foi planejado um estudo conjunto visando observar a resposta do algodoeiro à aplicação de misturas de adubo contendo fósforo e enxofre em quantidades variáveis. A análise e a interpretação dos resultados permitiram as seguintes conclusões: a) Adubações com superfosfato triplo ou simples, em solo deficiente em fósforo, resultaram em maior precocidade no ciclo do algodoeiro, enquanto o uso de sulfato de amônio em cobertura tendeu a prolongar esse ciclo; b) Ambas as fontes citadas de fósforo proporcionaram aumentos significativos no peso de capulho e no comprimento das fibras, enquanto apenas o superfosfato simples aumentou sensivelmente o peso de cem sementes e o índice Micronaire, que representa o complexo finura + maturidade da fibra; c) As características porcentagem de fibras, uniformidade de comprimento, resistência e maturidade das fibras, não foram alteradas significativamente pelos tratamentos estudados.
2022-12-06T13:19:27Z
Sabino,Nelson Paulieri Silva,Nelson Machado da
Evidência genética da tolerância ao alumínio em arroz
Os cultivares de arroz IAC-165, IAC-47, IAC-25 e IAC-1246, tolerantes à toxicidade de Al3+, e os cultivares sensíveis IR-8, IAC-899 e CICA-4, foram cruzados, sendo obtidas as sementes em geração F2 dos seguintes híbridos: IR-8 x IAC-165, IAC-165 x IR-8, CICA-4 x IAC-47, IAC-47 x CICA-4, IAC-25 x IR-8 e IAC-1246 x IAC-899. Os cultivares utilizados como pais e os F2 foram cultivados em soluções nutritivas contendo duas concentrações de alumínio (10 e 30 ou 40mg/litro). O comprimento das raízes primárias dos genótipos estudados, após dez dias de crescimento em soluções nutritivas contendo duas diferentes concentrações de alumínio, foi utilizado para avaliar a tolerância a esse elemento. Foi observada parcial dominância para sensibilidade ao alumínio em todas as populações F2 estudadas. Os resultados indicaram que não houve efeito maternal em relação à tolerância ao Al3+, considerando os cruzamentos CICA-4 x IAC-47, IAC-47 x CICA-4, IR-8 x IAC-165 e IAC-165 x IR-8. A estimativa da herdabilidade no sentido amplo para a tolerância ao alumínio, expressa na capacidade de crescimento das raízes das populações F2 dos cruzamentos de arroz em soluções contendo 10 e 30 ou 40mg/litro de Al3+, foram altas, indicando que grande parte da variabilidade encontrada nas populações estudadas foi de origem genética, permitindo, pois, seleções nas primeiras gerações segregantes para essa característica. Constituíram exceção as plantas F2 dos cruzamentos IR-8 x IAC-165 e IAC-165 x IR-8, que deveriam ter suas populações testadas a 10mg/litro de Al3+, pois, quando cultivadas em soluções com 40mg/litro de Al3+, encontraram-se baixos valores para a herdabilidade em sentido amplo.
2022-12-06T13:19:27Z
Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira
Estudo do parcelamento da adubação potássica do algodoeiro
Em dez experimentos de campo conduzidos com o algodoeiro no Estado de São Paulo, no período compreendido entre os anos agrícolas de 1975/76 e 1980/81, estudou-se a conveniência de parcelar a aplicação de cloreto de potássio. Foram aplicadas no sulco de semeadura, em posição lateral e em nível inferior ao das sementes, as doses de 0, 60 e 120kg/ha de K2O. Nos demais tratamentos, a dose de 120kg/ha ou parte dela (1/3, 1/2 e 2/3) foi aplicada em cobertura, após o desbaste, em mistura com o adubo nitrogenado, com incorporação na operação de "chegar terra". Na análise individual dos resultados de produção de algodão em caroço, em apenas 10% dos casos houve efeito linear de potássio, quando aplicado tradicionalmente. Com o parcelamento, esse número subiu para 40%. Entretanto, no conjunto dos ensaios, a diferença entre modos de aplicação do nutriente não foi estatisticamente significativa. Os ensaios foram reagrupados em função de resultados dos estudos de correlação entre a produção relativa (PR) da testemunha (PR = 100 x produção sem potássio/produção com potássio) e índices de análise de solo. Estabeleceram-se grupos de respostas esperadas nos estudos de correlação linear entre PR e os índices analíticos mais relacionados com a resposta das plantas à adubação, que foram, em ordem decrescente de importância, (Ca2+ + Mg2+)/K+ e 1/K+. No grupo de alta resposta esperada a potássio [K+ < 0,08 meq e (Ca2+ + Mg2+)/K+ > 43], o parceamento da dose de 120Kg/ha de K2O superou a forma tradicional de aplicação; no grupo de média resposta esperada [0,08 a 0,24 meq para K+ e (Ca2+ + Mg2+)/K+, na faixa de 20-43 ], notou-se clara tendência para maior efeito da aplicação parcelada. Dessa forma, recomenda-se que, em condições de deficiência potássica, a aplicação de cloreto de potássio seja parcelada com cerca de 1/2 a 2/3 da dose no sulco de plantio (ao lado e em nível inferior ao das sementes) e o restante em cobertura, após o desbaste, com o adubo nitrogenado, com incorporação da mistura na operação de "chegar terra".
2022-12-06T13:19:27Z
Silva,Nelson Machado da Carvalho,Luiz Henrique Cia,Edivaldo Chiavegato,Ederaldo José Sabino,José Carlos
Alterações de características químicas de um Latossolo Roxo distrófico incubado com resíduos da indústria álcool-açucareira
Foi feito um estudo de incubação (3, 7, 14, 30 e 60 dias), num Latossolo Roxo distrófico, com o objetivo de verificar os efeitos da adição de vinhaça "in natura", vinhaça concentrada, vinhaça seca, torta de filtro e cinza de caldeira em algumas características químicas desse solo com o tempo de incubação. Usaram-se os referidos resíduos como fonte de potássio e aplicaram-se quantidades correspondentes a 300 e 750kg/ha de K. Em todos os tratamentos, exceto nos incubados com cinza de caldeira, houve um abaixamento do pH entre o 3.º e o 60.º dia de incubação; no entanto, todos eles apresentaram pH mais elevado que o da testemunha no fim do ensaio, 60° dia. O teor de nitrato diminuiu, com o tempo, para os tratamentos com vinhaça seca, torta de filtro e cinza de caldeira, sendo que o P solúvel em H2SO4 0,05N só aumentou nesses dois últimos tratamentos. Praticamente, todo o K, Ca e Mg colocados apareceram em forma solúvel em HNO3 0,05N, com exceção do K para a cinza de caldeira e Ca e Mg para a torta de filtro.
2022-12-06T13:19:27Z
Camargo,Otávio Antônio de Berton,Ronaldo Severiano Geraldi,Rodolfo N. Valadares,José Maria Aires da Silva
Resistência de soja a insetos: II. Teste de livre escolha entre a linhagem IAC 73/228 e o cultivar Paraná, infestados por Nezara viridula (L.) em telado
A linhagem de soja IAC 73/228 foi comparada com o cultivar Paraná, em condições de telado e com infestação artificial de Nezara viridula (L.) (Hemiptera, Pentatomidae). As plantas foram cultivadas diretamente no solo do telado. Utilizou-se um delineamento em blocos ao acaso com dois tratamentos e trinta repetições, sendo a parcela de uma planta individual. Não houve diferença no número de percevejos observados infestando os dois tratamentos. O número de vagens planas (não granadas) resultantes do dano causado pelos insetos, também não diferiu nos dois tratamentos. O número total de vagens da linhagem IAC 73/228 foi em média 291 e, o do 'Paraná', 100. O número de vagens cheias (com grãos desenvolvidos) e o peso de grãos comerciais colhidos da linhagem IAC 73/228 foram maiores que os do 'Paraná'. Comparando as produções em peso dos dois materiais, com infestação artificial do inseto e sem infestação em telado contíguo, observou-se que a linhagem não sofreu nenhuma perda na sua produção devida à infestação do inseto, enquanto o cultivar sofreu 67,5% de quebra na produção. Por ocasião da colheita, todas as plantas do 'Paraná' apresentavam o sintoma de retenção foliar, conhecido por "soja louca", contra apenas quatro plantas (13,3%) da linhagem IAC 73/228. Concluiu-se que os quatro critérios mais práticos para discriminar materiais resistentes de suscetíveis em condições de alto nível de infestação foram: produção em peso de grãos, porcentagem de plantas com retenção foliar, índice de dano de vagens da região mediana da planta e porcentagem de grãos sadios.
2022-12-06T13:19:27Z
Rossetto,Carlos Jorge Lourenção,André Luiz Miranda,Manoel Albino Coelho de Igue,Toshio
Melhoramento da cana-de-açúcar: IV. Experimentos regionais com clones obtidos em 1969
Os 25 clones mais promissores obtidos em programa de melhoramento da cana-de-açúcar do Instituto Agronômico, iniciado em 1969, foram testados em três experimentos efetuados em regiões canavieiras do Estado de São Paulo. A instalação dos ensaios deu-se em 1977 e, como testemunhas, utilizaram-se as variedades comerciais IAC51-205, IAC52-150, IAC58-480 NA56-79 e CB41-76. Colheram-se cana-planta, soca e ressoca nos três experimentos, sendo as médias das três colheitas utilizadas para as análises estatísticas. Os clones 69-362 e 69-326 não diferiram da melhor testemunha em produção de cana, a IAC51-205. Nessa característica, os clones 69-426, 69-425, 69-274, 69-84, 69-87 e 69-242 tiveram desempenho semelhante ao da NA56-79, segunda melhor testemunha. No teor de açúcar, destacaram-se os clones 69-309, 69-242. 69-232 e 69-362, com médias elevadas, e ainda 69-238, 69-274, 69-218, 69-254, 69-190, 69-420 e 69-277, nenhum deles diferindo da melhor testemunha, a NA56-79. Os clones 69-362, 69-242 e 69-274 tiveram comportamento semelhante ao das melhores testemunhas, no tocante à produção de açúcar por área, que foram IAC51-205 e NA56-79. Desta última, também não diferiu o clone 69-426. Foram considerados como novas variedades os clones IAC69-242, IAC69-274, IAC69-309, IAC69-362, IAC-69-425 e IAC69-426.
2022-12-06T13:19:27Z
Alvarez,Raphael Pommer,Celso Valdevino Bastos,Candido Ricardo Brinholi,Osvaldo Júnior,Gentil Godoy Bovi,Virginio
Qualidade do fio "open-end" obtido com matérias-primas produzidas por variedades paulistas de algodoeiro e suas misturas com poliéster
No presente trabalho, foi avaliada a pontencialidade de duas variedades paulistas de algodoeiro, atualmente em distribuição para plantio no Estado, e o efeito da mistura da sua matéria-prima com fibras sintéticas, representadas pelo poliéster, com respeito às principais características do fio obtido através do novo processo conhecido como "open-end". O algodão utilizado no estudo, proveniente das variedades IAC 17 e IAC 18, foi colhido nas Estações Experimentais do Instituto Agronômico, localizadas em Tietê e Tatuí respectivamente, no ano agrícola de 1978/79. A variedade IAC 18 proporcionou a obtenção de fios "open-end" de melhor qualidade, quando comparada a IAC 17, embora as diferenças nas características do fio produzido não tenham sido tão marcantes quanto aquelas encontradas nas propriedades físicas da fibra. A mistura de poliéster ao algodão serviu para melhorar as características dos fios produzidos, principalmente com relação a tenacidade. As indústrias de fiação que utilizam esse processo poderão ter uma previsão de qualidade dos fios a serem produzidos com algodões das variedades estudadas, ou com suas misturas com poliéster, através das equações de regressão apresentadas.
2022-12-06T13:19:27Z
Kondo,Julio Isao Sabino,Nelson Paulieri Fuzatto,Milton Geraldo Campanatti,Gilberto
Efeito do alumínio sobre o crescimento de raízes, peso seco da parte aérea e raízes de diferentes cultivares de soja
Foram instalados dois experimentos preliminares, em solução nutritiva, para avaliar a tolerância da soja ao alumínio. No primeiro, foram testados os cultivares Cristalina e UFV-1, utilizando-se os teores 0, 5, 10 e 20mg/litro de Al. Esses níveis foram muito altos e reduziram drasticamente o comprimento das raízes primarias das plântulas após sete dias de crescimento. Com base nesses dados, outro experimento foi instalado, testando os cultivares Lee, Bragg, Cristalina e UFV-1. a 0, 1, 2 e 4mg/litro de Al. Os resultados mostraram que o comprimento das raízes primárias das plântulas foi melhor parâmetro do que o peso seco da parte aérea ou das raízes, para avaliar tolerância de soja ao alumínio. O nível de 1mg/litro na solução foi suficiente para separar os cultivares susceptíveis e tolerantes, enquanto os níveis de 2 e 4mg/litro causaram drástica redução do comprimento de raiz primária das plântulas de todos os cultivares. Nessas condições, 'Lee' e 'Cristalina' mostraram ser tolerantes enquanto o 'Bragg' se apresentou intermediário e o 'UFV-1' foi o mais susceptível entre eles. Os cultivares tolerantes revelaram tendência de acumular menores teores de Al na parte aérea, em comparação com os demais.
2022-12-06T13:19:27Z
Mascarenhas,Hipolito Assunção Antonio Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Falivene,Sonia Maria Pierro
Comportamento de cultivares de soja em solução nutritiva contendo diferentes níveis de manganês
Quatro cultivares de soja - IAC-9, Forrest, Santa-Rosa e Biloxi - foram testados em solução nutritiva com níveis de 0,11, 2, 4 e 6mg/litro de manganês. Os resultados mostraram que, quinze dias após o transplante das plântulas para as soluções tratamentos, 2mg/litro de Mn foram suficientes para separar cultivares tolerantes de sensíveis. Entre os cultivares estudados, Biloxi e Santa-Rosa mostraram-se tolerantes, IAC-9 intermediário e Forrest muito susceptível. O nível de 4mg/litro foi suficiente para causar danos em IAC-9 e Forrest, enquanto no nível de 6mg/litro houve redução drástica no peso seco da parte aérea dos quatro cultivares. O peso seco da parte aérea mostrou ser um bom parâmetro para medir tolerância a toxicidade de Mn. Peso seco ou comprimento de raiz não foram bons indicadores. Concentrações crescentes de Mn na solução causaram aumentos nos teores de P e K da parte aérea das plântulas, enquanto os teores de Ca e Mg permaneceram aproximadamente constantes.
2022-12-06T13:19:27Z
Mascarenhas,Hipolito Assunção Antonio Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Falivene,Sonia Maria Pierro
Efeito da calagem e da adubação potássica sobre a área foliar de soja consumida por lagartas das folhas
Na Estação Experimental de Mococa (SP), foi estudado o comportamento do cultivar de soja IAC-9, submetido a cinco níveis de adubação potássica e três de calagem, em relação a área foliar comida por lagartas. Houve infestação natural de lagartas no campo experimental, sendo que a espécie predominante foi Anticarsia gemmatalis (Hubner) (Lepidoptera: Noctuidae). Foram coletadas folhas do topo e da parte mediana das plantas para a avaliação visual da porcentagem de área foliar comida e para posterior análise de teores de macro e micro-nutrientes. Verificou-se que as lagartas apresentaram preferência significativa para se alimentar de plantas das parcelas com calcário em comparação com as plantas das parcelas sem o corretivo. Não se observou influência da adubação potássica na alimentação das lagartas.
2022-12-06T13:19:27Z
Lourenção,André Luiz Mascarenhas,Hipólito Assunção Antonio Gallo,Paulo Boller Bataglia,Ondino Cleante
Efeito do parcelamento da adubação potássica nas características agronômicas e propriedades tecnológicas da fibrado algodoeiro
São apresentados resultados referentes a características agronômicas e propriedades tecnológicas da fibra do algodoeiro, obtidos em dez experimentos de campo, conduzidos no Estado de São Paulo no período compreendido entre os anos agrícolas de 1975/76 e 1980/81, nos quais se estudou o efeito do parcelamento da aplicação de cloreto de potássio nessa cultura. Para isso, o adubo potássico foi aplicado no sulco de semeadura nas doses de 0, 60 e 120kg/ha de K2O, sendo esta última dose aplicada total ou parcialmente (1/3, 1/2, 2/3) em cobertura, juntamente com o adubo nitrogenado, após o desbaste, procedendo-se a seguir a incorporação do adubo ao solo mediante a operação de "chegar terra" às plantas. Os ensaios foram reunidos em função dos resultados obtidos nos estudos de correlação linear entre a produção relativa e os índices analíticos do solo mais relacionados com a resposta das plantas à adubação potássica. No grupo de alta resposta esperada ao fertilizante, foram observados efeitos significativos da adubação potássica no índice Micronaire, na maturidade das fibras e no peso médio de cem sementes e de capulho. O parcelamento da adubação potássica aumentou significativamente os valores da uniformidade de comprimento das fibras, e, de modo geral, contribuiu para melhorar os valores médios de todas as outras características estudadas. O efeito do potássio foi significativo, ainda, para peso de capulho no grupo de média-baixa resposta esperada à adubação. Os resultados obtidos neste trabalho permitem reforçar a nova recomendação de que a aplicação de doses elevadas de cloreto de potássio na cultura do algodoeiro deve ser parcelada, com cerca de 1/2 a 2/3 da dose cedida no sulco de plantio, e o restante, em cobertura.
2022-12-06T13:19:27Z
Sabino,Nelson Paulieri Silva,Nelson Machado da Sabino,Jose Carlos Kondo,Julio Isao
Composição química das folhas e dimensões das fibras lenhosas em rami
Objetivando avaliar o potencial de aproveitamento das plantas de rami (Boehmeria nivea Gaud.), após a extração das fibras liberianas (têxteis), determinou-se a composição química das folhas, visando a seu aproveitamento na alimentação animal, e as dimensões das fibras lenhosas do caule, como matéria-prima celulósica. As folhas apresentaram na matéria seca 19,59% de proteína bruta, 12,98% de fibras, 43,10% de carboidratos, 5,23% de extrato etéreo, 19,10% de cinzas, 0,17% de fósforo, 0,038% de ferro, 6,24% de cálcio e 0,59% de magnésio. Esses dados qualificam as folhas para use na alimentação animal como parte de rações balanceadas. As fibras lenhosas do caule apresentaram comprimento de 0,57mm, diâmetro do lúmen de 11,85µm, espessura da parede celular de 5,92µm e largura de 23,7µm. São fibras extremamente curtas, com baixo potencial de utilização para produção de matéria-prima celulósica, podendo ser empregadas em mistura com fibras mais longas ou na produção de raiom, onde essas dimensões não são importantes.
2022-12-06T13:19:27Z
Spoladore,Dayse Soave Benatti Júnior,Romeu Teixeira,João Paulo Feijão Zullo,Marco Antonio Teixeira Azzini,Anisio
Seca da mangueira: VII. Resistência de cultivares de mangueira ao fungo Ceratocystis fimbriata Ell. & Halst.
Estudou-se o comportamento de nove cultivares de mangueira quando inoculados com o fungo Ceratocystis fimbriata Ell. & Halst. O patógeno foi isolado de mangueira com sintomas da doença e as inoculações realizadas em ramos através de estilete, com o qual se colocou uma porção de estruturas do fungo no ponto de inserção de uma folha. Avaliações dos sintomas foram efetuadas periodicamente, medindo-se a partir do ponto de inoculação o desenvolvimento do fungo, mostrado pelo escurecimento externo do tecido. Observou-se que nos cultivares Coquinho, Haden 2H, Adams e Manila I o fungo se desenvolveu rapidamente, atingindo o topo e causando a morte do ponteiro. Em 'Keitt', 'Sensation', 'Irwin' e 'Kent', o fungo apresentou desenvolvimento reduzido sendo que neste último cultivar o mesmo não foi além do ponto de inoculação. Para 'Tommy Atkins', os resultados não foram conclusivos, pois algumas plantas se mostraram suscetíveis e, outras não.
2022-12-06T13:19:27Z
Ribeiro,Ivan José Antunes Lourenção,Andre Luiz Paradela Filho,Osvaldo Soares,Nilberto Bernardo
Ação do fungo Ceratocystis fimbriata Ell. & Halst., isolado de diversos hospedeiros, sobre mudas de cacaueiro
Em condições de casa de vegetação, foi verificada a patogenicidade de diferentes cepas de Ceratocystis fimbriata Ell. & Halst. sobre mudas de cacaueiro (Theobroma cacao L.). As cepas foram obtidas dos seguintes hospedeiros: Cajanus cajans L.; Acacia decurrens Willd; Crotalaria juncea L., e Mangifera indica L. Os cultivares de cacaueiro utilizados foram os seguintes: SCA 6 x ICS 8; SCA 6 x UF 667; SCA 12 x UF 677; SCA 12 x UF 667; IMC 67 x UF 668; ICS 45 x SCA 6; ICS 45 x SCA 12; ICS 95 x SCA 12 e UF 677 x SCA 6. Após 120 dias de observações, verificou-se que nenhuma das cepas de Ceratocystis inoculadas causou qualquer tipo de sintomas nas plantas de cacaueiro.
2022-12-06T13:19:27Z
Coral,Fausto Joaquim Bovi,Odair Alves Ribeiro,Ivan Jose Antunes
Ocorrência de adultos de Heilipus catagraphus Germar, 1824 (coleoptera: curculionidae) danificando frutos de abacateiro
Em dezembro de 1982, foram observados adultos de Heilipus catagraphus Germar, 1824 danificando frutos jovens de abacate em um pomar comercial localizado no distrito de Barão Geraldo, Campinas (SP). Os adultos comiam a casca e a polpa dos frutos sem atingir a semente. Posteriormente, os adultos desapareceram sem que fosse tomada qualquer medida de controle. A larva desta espécie e conhecida como broca de plantas das famílias Lauraceae e Anonaceae.
2022-12-06T13:19:27Z
Lourenção,Andre Luiz Rossetto,Carlos Jorge Soares,Nilberto Bernardo