Repositório RCAAP

Melhoramento da cana-de-açúcar IIa: experimentos regionais com clones obtidos em 1967

Uma série de clones obtidos em programas de melhoramento iniciado em 1967, no Instituto Agronômico, foi testada em quatro experimentos conduzidos em terras das diversas regiões canavieiras paulistas. No trabalho, iniciado em 1974, usando como testemunhas as variedades comerciais 'IAC 52-150', 'IAC 52-326', 'IAC 58-480', 'CB 41-76' e 'NA 56-79', foram feitas três colheitas em cada experimento: cana-planta, soca e ressoca, sendo as análises estatísticas executadas com as médias das três. Os clones 67-112, 67-48, 67-145 e 67-122 tiveram produção de cana superior à das testemunhas; os clones 67-19, 67-6, 67-14, 67-28, 67-21 e 67-7 não diferiram da melhor testemunha, a 'IAC 58-480', nessa característica. O clone 67-139 apresentou teor de açúcar superior ao de todos os tratamentos; o 67-55 teve teor de açúcar semelhante ao das três melhores testemunhas. Em produção de açúcar por área, o clone 67-112 foi superior a todos os outros tratamentos, com exceção do 67-122. Este último, juntamente com o 67-48, 67-12, 67-47 e 67-145, não diferiu das três melhores testemunhas nessa característica. Os clones 67-12, 67-47, 67-48, 67-55, 67-112, 67-122 e 67-139 foram considerados novas variedades, recebendo o prefixo IAC.

Ano

2022-12-06T13:19:27Z

Creators

Alvarez,Raphael Bastos,Candido Ricardo Segalla,Antonio Lazzarini Oliveira,Helcio de Godoy Jr.,Gentil Pommer,Celso Valdevino Brinholi,Oswaldo Dalben,Antônio Ernesto

Uso alternado de métodos mecânicos e químicos de controle de ervas daninhas em cafezal

Estuda-se, no presente trabalho, a integração de métodos mecânicos (grade, enxada rotativa, roçadeira) com químicos (herbicidas), comparando-os com a capina manual, em tratamentos feitos alternadamente, procurando evitar inconvenientes já observados pelo uso sistemático de determinados implementos. Após cinco anos, não se notou diferença estatisticamente significativa entre as diversas combinações de implementos utilizados (enxada rotativa-herbicida; roçadeira-enxada rotativa; roçadeira-grade e roçadeira nas águas-herbicida na seca), assim como inconvenientes surgidos pelo seu uso sistemático.

Ano

2022-12-06T13:19:27Z

Creators

Silveira,Gastão Moraes da Kurachi,Sérgio Augusto Hiroaki Fujiwara,Mamor Fenz,Eduardo

Comportamento de variedades de cana-de-açúcar no plantio de setembro-outubro na região de Piracicaba (SP)

São apresentados os resultados obtidos em experimento conduzido na Estação Experimental do Instituto Agronômico, em Piracicaba, durante o período de 1976 a 1979, em Latossolo Roxo, a fim de estudar o comportamento de algumas variedades de cana-de-açúcar, cultivadas no Estado de São Paulo, no plantio de setembro-outubro. Das diversas variedades de cana estudadas, observou-se que, pelo comportamento em relação à produção de cana (t/ha) e teor de açúcar, prestam-se ao plantio de setembro-outubro, na região de Piracicaba, as seguintes: NA56-79, CB47-89, IAC52-150 e Co740.

Ano

2022-12-06T13:19:27Z

Creators

Bovi,Virginio Cione,José Camargo,Antônio Pereira de

Efeito da temperatura da solução nutritiva na tolerância ao alumínio de cultivares de trigo

Foi estudado o comportamento de oito cultivares de trigo em soluções nutritivas contendo quatro níveis de alumínio (0; 0,5; 1,0 e 6,0mg/litro) combinados com quatro diferentes temperaturas (22±1°C, 26±1°C, 30±1°C e 34±1°C). A tolerância foi medida pela capacidade de as raízes primárias continuarem a crescer em solução nutritiva sem alumínio, após um período de permanência de48 horas, em solução contendo determinadas concentrações de alumínio e submetidas a determinada temperatura. Os cultivares BH-1146, IAC-5 e IAC-21 foram os mais tolerantes; IAC-17, Alondra-S-46 e Sonora-64 foram moderadamente tolerantes; Tobari-66, moderadamente sensível e, Siete Cerros, o mais sensível entre os cultivares estudados a níveis crescentes de Al3+ nas soluções nutritivas dos tratamentos. Os sintomas de toxicidade (paralisação do crescimento radicular) foram obtidos tanto por um aumento da concentração de alumínio, mantendo-se constante a temperatura das soluções, quanto pelo aumento da temperatura, mantendo-se constante determinada concentração de Al3+ nas soluções, para todos os cultivares estudados.

Ano

2022-12-06T13:19:27Z

Creators

Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira

Tolerância de cultivares de trigo a diferentes níveis de manganês em solução nutritiva

Foram estudados cinco cultivares de trigo em soluções nutritivas contendo quatro níveis de manganês (0,11; 300; 600 e 1.200mg/litro), mantendo-se constante a temperatura de 25 ± 1°C e o pH das soluções igual a 4,8. A tolerância foi medida pelo comprimento médio da raiz primária central, peso seco total das folhas e das raízes de cinqüenta plantas, após serem cultivadas durante quinze dias em soluções nutritivas contendo diferentes concentrações de manganês. A presença das dosagens elevadas de manganês (300, 600 e 1.200mg/litro) foi prejudicial a todos os cultivares estudados. O 'BH-1146' foi muito sensível a 300mg/litro de manganês, enquanto os cultivares IAC-5, Alondra-S-46, IAC-17 e Siete Cerros mostraram-se tolerantes a essa concentração. O 'Siete Cerros' foi o mais tolerante à dosagem de 600mg/litro de manganês; IAC-5, Alondra-S-46 e IAC-17, moderadamente tolerantes, e BH-1146, muito sensível. Na dose de 1.200mg/litro de manganês, Siete Cerros e Alondra-S-46 foram os que apresentaram maior tolerância. Os teores de Mn em partes por milhão nas folhas aumentaram em todos os cultivares à medida que se elevaram tais teores nas soluções nutritivas, e os teores de Fe nas folhas não foram influenciados negativamente pelas diferentes dosagens de Mn nas soluções, não ocorrendo, portanto, deficiência de ferro nas plantas estudadas. A maior tolerância de 'Alondra-S-46' e 'Siete Cerros', em relação ao 'BH-1146', 'IAC-5' e 'IAC-17', parece ser devida à maior tolerância, no interior das folhas, a uma elevada concentração de manganês, e não a uma menor absorção desse elemento das soluções nutritivas.

Ano

2022-12-06T13:19:27Z

Creators

Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Oliveira,Otávio Franco de

Avaliação de variedades de mandioca no estado de São Paulo

Quinze experimentos de variedades de mandioca (Manihot Esculenta Crantz) foram conduzidos e colhidos com dois ciclos vegetativos (18 a 24 meses), em vários municípios do Estado de São Paulo. Estes ensaios foram distribuídos em quatro séries com nove, dez ou doze variedades cada uma. O delineamento estatístico utilizado foi de blocos ao acaso com quatro repetições. Foram efetuadas análises individuais e conjuntas dos experimentos. Os resultados mostraram que, em média, apenas a variedade IAC 12-829 (39,0t/ha) superou, estatisticamente, em produção de raízes, a variedade testemunha SRT 59 - Branca-de-Santa-Catarina (25,4t/ha).

Ano

2022-12-06T13:19:27Z

Creators

Lorenzi,José Osmar Monteiro,Domingos A. Pereira,Araken S. Igue,Toshio

Melhoramento do trigo: III. Evidência de controle genético na tolerância ao manganês e alumínio tóxico em trigo

Os cultivares Siete Cerros, tolerante, e BH-1146, sensível a elevadas doses de manganês, foram cruzados, obtendo-se sementes em gerações F1 e F2 desse cruzamento. As plantas dos cultivares pais e das gerações F1 e F2 foram cultivadas em soluções nutritivas contendo doses variadas de manganês (0,11; 300; 600 e 1.200mg/litro) e testadas em outra solução nutritiva contendo 3mg/litro de alumínio. O comprimento das raízes primárias centrais das plantas dos genótipos estudados, após quinze dias de cultivo em soluções nutritivas contendo diferentes concentrações de manganês, serviu de base para avaliar a tolerância a esse elemento. Esse comprimento, após 72 horas de crescimento em solução nutritiva normal seguidas de 48 horas de crescimento em solução nutritiva contendo 3mg/litro de alumínio, foi utilizado para a avaliação da tolerância ao alumínio. Os valores da herdabilidade em sentido amplo para a tolerância a concentrações crescentes de manganês e para 3mg/litro de alumínio foram altos, indicando que grande parte da variabilidade encontrada nas populações segregantes para tolerância ao manganês e ao alumínio foram de origem genética, sugerindo que as seleções para estas características seriam efetivas a partir das gerações F2 e F3. Os dados mostraram que seria possível transferir, por meio de cruzamento entre os cultivares BH-1146 e Siete Cerros, a tolerância ao manganês do 'Siete Cerros' para o 'BH-1146' ou a tolerância ao alumínio deste para o 'Siete Cerros'.

Ano

2022-12-06T13:19:27Z

Creators

Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira

Melhoramento do trigo: IV. Novas linhagens de trigo a partir de cruzamentos com o cultivar recorrente IAC-5 para o estado de São Paulo

Novas linhagens de trigo, obtidas a partir de cruzamentos e retrocruzamentos entre o cultivar recorrente IAC-5 e outros portadores de qualidades agronômicas, foram estudadas em ensaios de campo instalados na Fazenda Santa Inês, em Maracaí, em 1979 e 1980, na Fazenda Fachinal, em Paranapanema, em 1979, e na Estação Experimental de Capão Bonito em 1980. Foram feitas avaliações do rendimento de grãos, altura das plantas e resistência à ferrugem do colmo, em condições de campo, e estudos da tolerância ao alumínio, em soluções nutritivas, em laboratório. Na média geral dos experimentos, destacaram-se, quanto à produção, as linhagens 4-H-1695-1, 8-H-1695-2, 17-H-1695-3, 7-H-1694, e 2-H-1610, sendo a última mais adaptada a solos de boa fertilidade sem a presença de Al3+. As linhagens 2-H-1610 e 14-H-1699-3 foram as que revelaram maior resistência às raças de ferrugem do colmo (Puccinia graminis tritici), tanto em condições de campo como em casa de vegetação **. Quatro das linhagens estudadas apresentaram redução no porte quando comparadas com o cultivar IAC-5. As linhagens 7-H-1694, 8-H-1695-2, 17-H-1695-3 e ll-H-1698-2 foram tão tolerantes a 6 ppm de Al3+ em solução nutritiva quanto o cultivar IAC-5, não diferindo estatisticamente entre si.

Ano

2022-12-06T13:19:27Z

Creators

Felício,João Carlos Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Barros,Benedito de Camargo

Efeito de diferentes herbicidas nas culturas de alho e cebola

Foram instalados dois experimentos de campo, um com alho 'Lavínia' e outro com cebola 'Monte Alegre' e 'Roxa do Traviú', para estudar a eficiência de controle e a seletividade de herbicidas. Na cultura do alho, havia os seguintes tratamentos: pendimethalin a 1,50kg/ha, linuron a 1,00kg/ha e oxadiazon a 1,00kg/ha, aplicados no dia do plantio; ioxinil a 0,50 e 0,75kg/ha, ioxinil + oxadiazon a 0,75 + 0,25kg/ha e 0,50 + 0,50kg/ha, aplicados em pós-emergência, testemunhas com e sem cultivo e com palha seca. Ocorreu uma população mista de mato com predomínio de beldroega. Em contagens realizadas aos 48 e 84 dias, verificou-se excelente controle de dicotiledôneas por todos os tratamentos. Ioxinil só ou em mistura com oxadiazon, em pós-emergência, não controlou gramíneas. Nenhum tratamento herbicida reduziu o número de plantas de alho, ocorrendo os menores valores com as testemunhas com mato e com palha. As produções, em peso, de bulbos ocorreram na seguinte ordem decrescente: testemunha capinada >oxadiazon >ioxinil + oxadiazon a 0,50 + 0,50 = pendimethalin = testemunha com palha = ioxinil + oxadiazon a 0,75 + 0,25kg > linuron > ioxinil a 0,75kg >ioxinil a 0,50kg > testemunha com mato. Na cultura da cebola, havia os seguintes tratamentos: pendimethalin a 1,50kg/ha, linuron a 1,00kg, oxadiazon a 1,00kg e chloroxuron a 4,00kg, aplicados no dia do transplantio; ioxinil a 0,50kg e 0,75kg, oxadiazon + ioxinil a 0,75 + 0,25kg, idem a 1,00 + 0,25kg e a 1,00 + 1,00kg, e linuron a 1,00kg, todos aplicados 32 dias após o transplantio, testemunhas com e sem capina. Ocorreu uma população predominante de dicotiledôneas com maior frequência de beldroega e de quenopódio.A avaliação, realizada aos 48 dias, mostrou excelente controle de dicotiledôneas por todos os tratamentos, com valores acima de 95%.O ioxinil, só ou em mistura com oxadiazon, não controlou gramíneas, e o chloroxuron apresentou o menor controle geral, mas ainda satisfatório.O oxadiazon em PRÉ e o linuron em PÓS foram os mais eficientes no controle de gramíneas. Não houve diferenças entre as produções de cebola nos diferentes tratamentos.

Ano

2022-12-06T13:19:27Z

Creators

Deuber,Robert Fornasier,João Baptista Lisbão,Rogério Salles

Melhoramento do trigo: V. Estimativas da herdabilidade e correlações entre altura, produção de grãos e outros caracteres agronômicos em trigo

Visando estimar a herdabilidade para várias características da planta do trigo (altura, produção de grãos, número de espigas por planta, de espiguetas por espiga, número de grãos por espiga e por espigueta, peso de cem grãos, comprimento da espiga e comprimento do internódio da raque), bem como as correlações entre elas, foram efetuados cruzamentos entre o cultivar IAC-5, de porte alto com 'Tordo', 'Vican-71' e 'Olesen', de plantas anãs, e com 'Siete Cerros', de porte semi-anão. Plantas representando os pais e as gerações F1 e F2 e os retrocruzamentos para ambos os pais foram estudadas em um ensaio em blocos ao acaso, com quatro repetições, na Estação Experimental de Itararé. Os dados de altura, produção de grãos e outros caracteres agronômicos foram obtidos na base de plantas individuais. Os cultivares escolhidos representaram um largo espectro de diversidade genética para altura das plantas, número de espiguetas por espiga, comprimento do internódio da raque e da espiga, número de espigas por planta e de grãos por espigueta e por espiga. A herdabilidade no sentido amplo para altura foi 0,8783, enquanto para número de espiguetas por espiga, comprimento do internódio da raque, número de grãos por espigueta e de espigas por planta, número de grãos por espiga e peso de cem grãos, os valores observados variaram de 0,3423 a 0,5073. As estimativas obtidas da herdabilidade no sentido amplo para produção de grãos e comprimento da espiga foram 0,2034 e 0,2963 respectivamente. Os valores da herdabilidade no sentido restrito para altura foram 0,8155 e 0,9290 dependendo do método empregado nas suas estimativas, e de 0,2232 a 0,3822 para os demais caracteres estudados; grande parte, porém, da variação genética total encontrada nas populações, para os diferentes caracteres em estudo, foi associada a uma ação aditiva de genes. Nas populações estudadas a característica porte alto foi correlacionada significativamente com maior produção de grãos por planta, de espigas por planta, de espiguetas por espiga, de grãos por espiga, grãos mais pesados e espigas mais longas. Nas populações F2 dos cruzamentos IAC-5 x Olesen e IAC-5 x Tordo, planta alta não se associou significativamente com maior número de grãos por espigueta, o mesmo se observando no F2 dos cruzamentos IAC-5 x Vican-71 e IAC-5 x Olesen para essa característica em relação ao maior comprimento do internódio da raque. Os resultados mostraram também que para a obtenção de plantas de porte médio com alto potencial de produção, qualquer uma das fontes de nanismo estudadas poderia ser utilizada, desde que grandes populações F2 fossem plantadas para assegurar maior freqüência de recombinantes desejáveis.

Ano

2022-12-06T13:19:27Z

Creators

Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Oliveira,Otávio Franco de

Alumínio trocável e saturação em bases como critérios para recomendação de calagem

O critério do alumínio para determinar a necessidade de calagem de solos, vem sendo usado há dezesseis anos no Brasil. As quantidades de calcário indicadas são em geral baixas. Neste trabalho, procurou-se avaliar esse método, com base em resultados de ensaios de calagem, realizados em três locais e durante vários anos. Em Mococa, em podzólico vermelho-amarelo, foram considerados cinco plantios de milho, um de algodão e um de soja; em São Simão, em latossolo vermelho-escuro textura média, três plantios de soja; em Guaíra, em latossolo roxo, três plantios de algodão. Em todos os casos, a produção continuava a aumentar, com a elevação das doses de calcário, mesmo em níveis de calagem superiores àqueles suficientes para praticamente neutralizar o alumínio. Mostrou-se que o critério do alumínio não é adequado, do ponto de vista quantitativo, para cálculos de calagem. O critério da saturação em bases apresentou-se como alternativa adequada, para esse fim, relacionando bem com as respostas das culturas, além de ser muito flexível, de fácil utilização, e apresentar fundamento teórico adequado. Em geral, a produção máxima não foi atingida nos ensaios, mas estimou-se que ela seria obtida com valores de saturação em bases acima de 60%.

Ano

2022-12-06T13:19:27Z

Creators

Van Raij,Bernardo Camargo,Antonio Pereira de Cantarella,Heitor Silva,Nelson Machado da

Auto-incompatibilidade, produtividade, ocorrência de sementes do tipo moca e mudas anormais no café Icatu

Acentuada variabilidade quanto à frutificação após a autopolinização artificial, ocorrência de sementes do tipo moca e freqüência de plantas anormais, possivelmente aneuplóides, têm sido verificadas em populações S1 e S2 do café Icatu. Três populações com um retrocruzamento para Coffea arabica e três com dois retrocruzamentos foram analisadas com relação às características mencionadas, em um experimento localizado em Campinas. A porcentagem de frutificação foi maior nas populações com dois retrocruzamentos (13,5 a 20,6) do que naquelas com um retrocruzamento (6,3 a 10,6). Nessas populações ocorreram cafeeiros com alta porcentagem de frutificação (51,1), semelhante às obtidas para o cultivar Catuai de C. arabica (41,6 a 61,6). Alguns cafeeiros, ao contrário, mostraram-se praticamente auto-estéreis, independentemente do número de retrocruzamentos. Tais plantas poderão ser, no futuro, utilizadas para síntese de híbridos F1. As porcentagens de sementes do tipo moca foram menores nos cafeeiros com dois retrocruzamentos (22 a 29) do que naqueles com um retrocruzamento apenas (39 a 56). (Quanto às plantas anormais, as porcentagens foram maiores nas populações resultantes de flores autopolinizadas artificialmente, em especial na população com um único retrocruzamento. Alguns cafeeiros, no entanto, não apresentaram plantas anormais na descendência. Verificou-se que essa característica não depende da produtividade dos cafeeiros originais e que, em algumas progênies, ocorreram plantas anormais do tipo angustifolia, com maior freqüência. Verificou-se, ainda, que nas populações S1 dos cafeeiros mais produtivos, é difícil encontrar indivíduos sem os defeitos indicados. Todavia, observações de algumas progênies S3 mostraram ser possível identificar cafeeiros sem os referidos defeitos, o que é de bastante interesse para fins de seleção. De modo geral, os resultados sugerem que a taxa de fecundação cruzada é mais elevada no Icatu do que nos cultivares de C. arabica e justificam tanto as pesquisas no sentido de aumentar a porcentagem de auto-fecundação no Icatu como também a seleção de plantas auto-incompatíveis visando à obtenção de híbridos.

Ano

2022-12-06T13:19:27Z

Creators

Carvalho,Alcides Costa,Waldir Marques da Fazuoli,Luiz Carlos

Rendimento em celulose, densidade básica e dimensões das fibras em sorgo

Em diferentes materiais genéticos de sorgo, foram determinados os rendimentos macerados em celulose, densidades básicas dos colmos e dimensões das fibras. Os resultados obtidos mostraram que os rendimentos e as densidades básicas variaram significativamente, de 34,40 a 48,01% para os rendimentos macerados em celulose, de 0,204 a 0,358g/cm³ para as densidades básicas dos colmos, antes da extração dos açúcares em água quente, e de 0,141 a 0,221g/cm³ para as densidades básicas dos colmos após a extração dos açúcares. Não houve diferenças significativas entre os materiais estudados, quanto ao comprimento (1,51 a 2,34mm), espessura da parede celular e largura das fibras. Com relação ao diâmetro do lúmen, houve variações entre os materiais (2,26 micros a 5,6 micros) ao nível de 5%.

Ano

2022-12-06T13:19:27Z

Creators

Azzini,Anísio Salgado,Antonio Luiz de Barros Menten,José Fernando Machado

Avaliação de progênies e seleção no cafeeiro Icatu

Avaliaram-se a capacidade produtiva e outras características agronômicas de progênies de café Icatu em um experimento e em três campos de seleção, em São Simão (SP). Compararam-se sete progênies de Icatu com sete outras portadoras de genes que conferem resistência vertical a Hemileia vastatrix. Como testemunha, utilizou-se o cultivar Catuaí-Vermelho de Coffea arabica, suscetível a essa moléstia, porém sem qualquer tratamento fitossanitário. Verificou-se que a progênie de Icatu CH 4782-16 apresentou a maior produção média e, nela, escolheram-se nove cafeeiros de interesse para o melhoramento desse cultivar. Nas demais progênies, selecionou-se menor número de plantas com boa produção. Em três campos de seleção, a progênie CH 4782-16 foi também a mais produtiva. Os dados do presente trabalho revelaram ser a CH 4782-16 bastante promissora, pela produção, bom aspecto vegetativo, resistência a H. vastatrix e outras características agronômicas, merecendo ser estudada em maior número de locais para futura distribuição aos lavradores.

Ano

2022-12-06T13:19:27Z

Creators

Fazuoli,Luiz Carlos Carvalho,Alcides Costa,Waldir Marques da Nery,Clovis Laun,Carlos Ricardo Pereira Santiago,Mario

Tolerância de cultivares de arroz a diferentes níveis de alumínio em solução nutritiva

Em condições controladas de crescimento, foram estudados 22 cultivares de arroz, em soluções nutritivas com temperaturas de 25 ± 1°C e 30 ± 1°C, com cinco diferentes níveis de alumínio, em recipientes de 8,3 litros com 330 plântulas por recipiente. A tolerância foi medida pela capacidade de as raízes primárias continuar a crescer, em solução sem alumínio, após um período de 72 horas em solução contendo uma concentração conhecida de alumínio. Nas soluções nutritivas com temperatura de 25 ± 1°C, os cultivares IAC-899 e IR-841 foram sensíveis a 10mg/litro de Al3+; IR-43, IR-45 e IR-8, foram sensíveis a 20mg/litro de Al3+; CICA-4 e IR-42, a 40mg/litro de Al3+, e IAC-435, IAC-164, Pérola, Batatais, Pratão Precoce, Blue Bonnet, IAC-120, IAC-47, IAC-1246, IAC-25, IAC-165, Pratão, Dourado Precoce e CICA-8 foram tolerantes a 40mg/litro de Al3+. Quando foram utilizadas soluções nutritivas com temperatura de 30 ± 1°C, todos os cultivares de arroz estudados apresentaram melhor desenvolvimento radicular do que a 25 ± 1°C e se mostraram tolerantes a 5, 10 e 20mg/litro de Al3+. Com a concentração de 40mg/litro de Al3+, os cultivares Dourado Precoce, CICA-4, IR-42, IR-43, IR-45, IR-8, IAC-899, IR-665-4-5-5 e IR-841 foram sensíveis; IAC-47, Blue Bonnet, IAC-1246, IAC-164, Pratão, Pratão Precoce, CICA-8, IAC-435, IAC-120, IAC-25, IAC-165, Pérola e Batatais, tolerantes. A presença do alumínio nas soluções nutritivas foi prejudicial a todos os cultivares tolerantes e sensíveis. Os dados obtidos permitiram classificar os cultivares estudados nas seguintes classes de tolerância ao alumínio: tolerantes: IAC-435, IAC-120, IAC-47, IAC-1246, IAC-25, IAC-165, IAC-164, Pérola, Batatais, Pratão Precoce, Blue Bonnet; moderadamente tolerantes: Pratão, Dourado Precoce e CICA-8, e sensíveis: CICA-4, IR-42, IR-43, IR-45, IR-8, IAC-899, IR-665-4-5-5 e IR-841.

Ano

2022-12-06T13:19:27Z

Creators

Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Camargo,Octávio Bento de Almeida Souza,Derly Machado de

Resistência de soja a insetos: I. Comportamento de linhagens e cultivares em relação a Epinotia aporema (Wals.) (Lepidoptera:Tortricidae)

Durante os anos agrícolas 1980/81 e 1981/82, estudou-se, em condições de campo, no Centro Experimental de Campinas, o comportamento de oito linhagens (D 72-9601-1, IAC 73-228, IAC 77-3802, IAC 77-3823, IAC 78-2296, IAC78-2318, IAC 78-3258 e IAC 78-3278) e dois cultivares (Santa-Rosa e TMU) de soja em relação ao ataque de Epinotia aporema. Instalou-se ensaio com delineamento estatístico de blocos ao acaso, em cada um dos dois anos agrícolas. A infestação do inseto nos ensaios foi natural e as avaliações de dano, uma em cada ano, foram efetuadas quando as plantas estavam no estádio vegetativo, 50 dias após o plantio. Foi avaliada, para cada genótipo, a porcentagem de ponteiros atacados. Observou-se que, de modo geral, os genótipos apresentaram nas duas avaliações o mesmo comportamento em relação ao inseto, embora em 1981/82 a infestação tenha sido mais severa, denotando efeito de ano. Com base nas duas avaliações, verificou-se que, em média, as linhagens IAC 78-2318 e IAC 78-3278 foram as que sofreram os menores danos, ao passo que os cultivares Santa-Rosa e TMU e a linhagem IAC 77-3802 foram os genótipos mais danificados por E. aporema.

Ano

2022-12-06T13:19:27Z

Creators

Lourenção,André Luiz Miranda,Manoel Albino Coelho de

Herança da resistência da variedade de sorgo AF-28 a Contarinia sorghicola Coquillet

Foram feitos cruzamentos recíprocos entre as variedades AF-28, resistente à mosquinha-do-sorgo, e Sart, suscetível. A geração F1 derivada desse cruzamento foi quase tão danificada - nota de dano: 8,5 - quanto o pai suscetível Sart - nota de dano: 9,2. O pai resistente teve nota 1,2. Isso mostra que a suscetibilidade à mosca é dominante ou parcialmente dominante. O comportamento de famílias derivadas de plantas F2 e cultivadas na geração F3 sugere que, no mínimo, dois pares de genes recessivos são responsáveis pela herança da resistência à mosquinha. A variedade resistente AF-28 apresenta diversas características indesejáveis: colmo seco; muito tardia; não-ereta; panícula muito aberta e muito alta. Sua resistência à mosquinha, todavia, pode ser transferida facilmente e recombinada com características agronômicas desejáveis. Obtiveram-se linhas resistentes, mais baixas, precoces, eretas, com. colmo sucoso e panículas mais fechadas.

Ano

2022-12-06T13:19:27Z

Creators

Rossetto,Carlos Jorge Igue,Toshio

Ocorrência de glicoalcalóides e esverdeamento em tubérculos de batata recém-colhidos e armazenados

Foram analisados 36 dos cultivares de batata (Solanum tuberosum L.) existentes no Instituto Agronômico, quanto ao teor de glicoalcalóides totais (TGA) na porção superficial dos tubérculos, e quanto à sua capacidade de esverdeamento, duas características importantes na comercialização do produto. As determinações foram feitas para tubérculos recém-colhidos, armazenados na ausência e na presença de luz, ambos por 25 dias. Os teores de TGA situaram-se na faixa de 3-24mg/100g de peso fresco. Tanto as condições de armazenamento quanto os cultivares influenciaram o teor de TGA e a capacidade de esverdeamento. Encontrou-se uma correlação linear significativa entre o teor de TGA e a capacidade de esverdeamento, independentemente de tratamentos e cultivares, negativa, porém, para tubérculos recém-colhidos. Os dados obtidos sugerem que ambos os fatores são influenciados por características genéticas peculiares a cada cultivar.

Ano

2022-12-06T13:19:27Z

Creators

Spoladore,Dayse S. Teixeira,João Paulo F. Zullo,Marco Antônio T. Teixeira,Paulo R. M. Coelho,Sônia M. B. M. Miranda Filho,Hilário S.

Efeito de fertilizantes fosfatados na cultura da crotalária

No presente trabalho são apresentados e discutidos os resultados obtidos em seis experimentos de campo, em que se procurou estudar a resposta da crotalária (Crotalaria juncea L.) a diversos adubos fosfatados, em diferentes tipos de solo e regiões paulistas, considerando-se a produção de massa verde e de sementes. Esses adubos, sempre acompanhados de nitrogênio e potássio, foram: superfosfato simples, superfosfato triplo, fosfato-de-araxá, termofosfato, farinha de ossos degelatinada e Yoorin. Os resultados dos experimentos revelam que os adubos fosfatados não apresentaram significância estatística sobre a produção de massa verde e sementes. Mesmo assim, convém ressaltar a posição de destaque que alcançou em vários experimentos (Tatuí, Ribeirão Preto e Campinas) a utilização de farinha de ossos degelatinada na produção média de massa verde.

Ano

2022-12-06T13:19:27Z

Creators

Salgado,Antonio Luiz de Barros Azzini,Anísio Feitosa,Celi Teixeira Pettinelli,Armando Sordi,Guido de

Tolerância de cultivares de trigo, triticale e centeio em diferentes níveis de alumínio em solução nutritiva

Foram estudados sete cultivares de trigo (Triticum aestivum L. ), um de trigo duro (Triticum durum L.), sete de triticale e dois de centeio (Secale cereale L.), em soluções nutritivas contendo quatro níveis de alumínio tóxico. A tolerância foi medida pela capacidade de as raízes primárias continuarem a crescer em soluçâo sem alumínio após um período de 48 horas em solução contendo uma concentração conhecida de alumínio. A temperatura de 28 ± 1 °C foi mantida constante nas soluções durante o experimento. Os cultivares de centeio, Goyarowo e Branco, foram tolerantes a 20mg/ litro de Al3+; os de trigo, Siete Cerros, Tobari-66 e Cocorit, foram sensíveis a 5mg/lítro de alumínio, porém BH-1146, IAC-5, BR-1 e IAC-18 foram tolerantes e, IAC-17, moderadamente tolerante a essa concentração de alumínio; os cultivares de triticale, PFT-763, TCEP-77142, PFT-764, TCEP-75709, Cynamon, TCEP-77138 e TCEP-77136, foram tolerantes a 5mg/litro de Al3+. Todos os cultivares de trigo e triticale foram sensíveis a 10mg/litro de Al3+.

Ano

2022-12-06T13:19:27Z

Creators

Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Fenício,João Carlos