Repositório RCAAP
Composição química de sementes de Manihot catingae Ule
Analisaram-se sementes de Manihot catingae Ule, vulgarmente conhecida como maniçoba-brava ou maniçobeira-de-caatinga, coletadas de plantas existentes no Centro Experimental de Campinas, em dois anos consecutivos. Os resultados mostraram que as sementes contêm, em média, 11,6% de óleo e 8,5% de proteína na matéria seca. O óleo é composto dos ácidos graxos palmítico 8,5%, esteárico 1,3%, oléico 8,4%, linoléico 81,6% e linolênico 0,3%. Do óleo extraído, foi possível isolar ácido linoléico, principal constituinte, para utilização em análises químicas como substrato para a enzima lipoxigenase.
1987
Teixeira,João Paulo Feijão
Emergência de plântulas do pêssego porta-enxerto 'Okinawa': influência de períodos de estratificação e de ácido giberélico
Testaram-se os efeitos dos períodos de estratificação a frio úmido por 0, 10, 20, 30 e 40 dias, associados a aplicações do ácido giberélico (GA3) nas concentrações de 0, 5, 10, 15 e 20 ppm, na quebra de dormência das sementes do pessegueiro porta-enxerto 'Okinawa'. Os resultados mostraram que os períodos de estratificação de 0, 10 e 20 dias foram insuficientes para a completa quebra de dormência, mesmo quando em associação com o GA3. Apesar da boa emergência verificada, após 20 dias de frio, 20% das plantas desenvolveram-se com formação de rosetas. As melhores respostas foram obtidas aos 30 e 40 dias de estratificação, mesmo na ausência do GA3; a germinação aproximou-se de 100% e nenhuma plântula anômala foi detectada. O GA3 mostrou efeito na germinação das amêndoas, sobretudo nas concentrações maiores, porém insuficiente para eliminar os sintomas de falta de frio das plântulas.
1987
Barbosa,Wilson Campo Dall'Orto,Fernando Antonio Ojima,Mário Martins,Fernando Picarelli Rigitano,Orlando
'Centenário': nova seleção de pêssego amarelo
'Centenário' (IAC 1880-30) é uma nova seleção de pêssego obtida no programa de melhoramento varietal do Instituto Agronômico de Campinas. Provém da polinização livre do pêssego 'Ouromel-2' (IAC 171-5) e tem como características principais a alta produtividade das plantas e o excelente sabor dos frutos (Brix, 16° e pH, 4,5). Estes são graúdos, globoso-oblongos, de ótimo aspecto e maturação precoce (95 a 115 dias). A polpa é amarela, o caroço bem pequeno, solto, e a película bem vermelha (80%) sobre fundo amarelado. Pode ser caracterizado como pertencente aos tipos 'Ouromel' e 'Dourado', e assim comercializado.
1987
Campo Dall'Orto,Fernando Antonio Ojima,Mário Barbosa,Wilson Martins,Fernando Picarelli Rigitano,Orlando
Regeneração de plantas híbridas entre Lycopersicon esculentum e L. peruvianum a partir de calos com dois anos de cultura in vitro
Calos obtidos da cultura in vitro de embrião imaturo do cruzamento interespecífico L. esculentum x L. peruvianum, praticamente perderam a capacidade morfogenética, após dois anos de subcultura. Na tentativa de recuperação do processo de organogênese desses calos, realizaram-se dois experimentos, utilizando-se os fitorreguladores ácido indolacético (IAA) e 6-benziladenina (6-BA), cujas concentrações foram combinadas em dialélicos de 5 x 5 e 3 x 3. A composição de sais minerais e vitaminas baseou-se no meio de Murashige e Skoog, adicionando-se sacarose a 3% e ágar a 0,8%, e ajustando-se o pH final dos meios de cultura para 5,5. As condições para o dialélico 5 x 5 foram fotoperíodo de 16 horas de luz a 600 lux e temperatura de 25 ± 3°C. No dialélico 3 x 3, os tratamentos foram mantidos em câmara de crescimento a 2.000 lux, sob a mesma variação de temperatura e fotoperíodo. Em cada frasco, inoculou-se um calo com cerca de 1 cm³, totalizando quinze repetições. Avaliaram-se o desenvolvimento de calos, atribuindo-se uma escala de notas de 1 a 5, e a presença de plantas (organogênese) após 30 dias de cultura. Observou-se o número total de plantas por tratamento, bem como o desenvolvimento das plantas em centímetro. No dialélico 5 x 5, a organogênese foi apenas incipiente em três tratamentos, porém as melhores combinações para o desenvolvimento dos calos foram de 0,5, 2,5 e 5,0µM de IAA com 2,5µM de 6-BA. No dialélico 3 x 3, houve a indução de plantas em sete tratamentos, sendo mais eficientes 25 e 50µM de 6-BA, sem auxina. O tratamento de 0,5 e 10,0µM de IAA e 6-BA, respectivamente, permitiu simultaneamente o crescimento de calos e a regeneração de plantas. Nota-se a influência das condições ambientais de manutenção das culturas, principalmente da intensidade de luz.
1988
Siqueira,Walter José Fonseca,Monique Ines Segeren Sondhal,Maro R.
Deficiência hídrica simulada nos diferentes estádios de desenvolvimento de um cultivar precoce de soja
Estudou-se o efeito da deficiência hídrica em diferentes estádios do cultivar precoce de soja Paraná. As plantas foram cultivadas em casa de vegetação, em solução nutritiva de Hoagland. A deficiência hídrica foi simulada pela adição de polietilenoglicol (PEG) 6% na solução nutritiva, nos seguintes estádios: vegetativo, florescimento e enchimento do grão. Os resultados mostraram que: (1) a deficiência hídrica nos três estádios diminuiu a produção e o número de vagens e de grãos em relação à testemunha; (2) no período do enchimento do grão diminuiu o peso do grão e a produção, com relação ao estádio vegetativo. Concluiu-se que a deficiência foi mais prejudicial nos estádios reprodutivos, devido à diminuição da produção de grãos.
1988
Nogueira,Sandra dos Santos Seva Nagai,Violeta
Fatores ambientes e iniciação floral de cana-de-açúcar, no ano agrícola 1984/85, na região de Piracicaba, SP
Com o objetivo de determinar as épocas de iniciação e emergência da inflorescência da cana-de-açúcar (Saccharum spp.), correlacionando-as aos fatores climáticos, coletaram-se amostras dos cultivares NA 56-79, SP 70-1143 e IAC 52-150, em experimentos na região de Piracicaba, SP. De cada cultivar, colheram-se, semanalmente, dez palmitos dos colmos mais vigorosos, de 20 de fevereiro a 3 de julho de 1984. Analisaram-se a diferenciação e o desenvolvimento floral através de cortes histológicos da região apical e de medidas do comprimento da inflorescência. Coletaram-se os dados climáticos, durante o período de indução (25 de fevereiro-20 de março) no posto meteorológico da Estação Experimental do Instituto Agronômico, em Piracicaba. A ocorrência de temperaturas elevadas (Tmáx> 31° C), a baixa precipitação (47,3mm) e a alta freqüência de dias (76%) com diferença entre temperaturas máximas e mínimas acima de 13°C no período indutivo, afetaram a diferenciação floral. Os cultivares NA 56-79 e SP 70-1143 não floresceram e o 'IAC 52-150' apresentou uma redução de cerca de 50% no florescimento. O primeiro estádio reconhecível da iniciação floral foi detectado em 6 de abril, quando o domo apical media 0,011 cm, só ocorrendo a emergência da panícula na primeira semana de julho.
1988
Carlucci,Marisa Vazquez Cruz,Neusa Diniz da Alvarez,Rafael
Melhoramento do trigo: XVII. comportamento de linhagens de origem mexicana no estado de São Paulo
Em ensaios instalados nas Estações Experimentais de Monte Alegre do Sul e Tatuí e no município de Maracaí, de 1984 a 1986, estudaram-se 23 linhagens de trigo introduzidas do Centro Internacional de Melhoramento de Milho e Trigo (CIMMYT), México, juntamente com os cultivares IAC-24 e Anahuac. Analisaram-se os seguintes parâmetros: rendimento de grãos, altura de plantas, ciclo em dias da emergência ao florescimento e da emergência à maturação, porcentagem de plantas acamadas, comprimento da espiga, número de grãos por espiga e por espigueta e de espiguetas por espiga, resistência às ferrugens do colmo e da folha em condições de campo e de casa de vegetação, tolerância à toxicidade de Al3+ empregando-se soluções nutritivas, em laboratório. As linhas mexicanas, nominadas como IAC-215, IAC-216, IAC-217 e IAC-219, destacaram-se quanto à produção de grãos, porém não diferiram do cultivar controle IAC-24. As linhagens Festiguay-Tecolote 363.30.6.1 x Ciguena e [4777² x (Frontana/Kenya 58//Newthatch)] Gabo/Pavon-76 mostraram-se resistentes às nove raças do agente causal da ferrugem-do-colmo e às seis raças do agente causal da ferrugem-da-folha. Os resultados evidenciaram que são fontes genéticas de grande valor para o programa de melhoramento do trigo no Instituto Agronômico os genótipos seguintes: IAC-215, IAC-216, Yaco"S", IAC-218, Dougga-Bluejay (T-4), Buckbuck"S" - Bulbul"S", com ciclo precoce; IAC-215, Yaco"S" e Jupateco 73-Bluejay, com porte baixo, Bonanza-Yecora F-70/Florence 35.70, com espigas compridas e maior número de espiguetas e de grãos por espiga; Jupateco 73-Bluejay, com grande fertilidade de espigas; [(IAS-58-IAS-55 x Alondra"S"/IAC-5) Alondra"S" - IAS-58 103A x Alondra"S"] e IAC-215, IAC-216, IAC-219 e IAC-24, com tolerância a 10 mg/litro de Al3+.
1988
Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Felício,João Carlos Freitas,José Guilherme de Ferreira Filho,Antonio Wilson Penteado Barros,Benedito de Camargo Pettinelli Junior,Armando Santos,Rui Ribeiro dos Kanthack,Ricardo Augusto Dias Rocha Junior,Laércio Soares
Soja: queima das folhas como critério de seleção para resistência à acidez do solo
Com o objetivo de testar critérios para a seleção de progênies resistentes à acidez do solo, conduziu-se um ensaio no Centro Experimental de Campinas (CEC), no período de novembro de 1980 a fevereiro de 1981, em delineamento "latice" simples 5 x 5, duplicado, constituído por 25 diferentes genótipos de soja, em solo glei húmico (hidromórfico orgânico friável) com teores elevados de alumínio, fósforo e potássio. Aos sessenta dias da semeadura, tomaram-se as medidas - peso de matéria seca, altura de planta, comprimento de raiz pivotante, nota de queima das folhas e de coloração de raiz. As parcelas eram constituídas de linhas de 2m, espaçadas de 0,60m, e o plantio, realizado em novembro, com a finalidade de obter o máximo crescimento vegetativo. Os resultados permitiram demonstrar a validade do delineamento utilizado para assegurar maior controle local. Houve significância para todos os parâmetros estudados. Os cultivares IAC-9 Biloxi, IAC-Santa Maria 702 e IAC-2 e a introdução PI 274.454 foram os que mais se destacaram em relação ao peso da matéria seca, altura de planta e nota de queima das folhas, e os que apresentaram os melhores índices e menores teores de alumínio e manganês na parte aérea. As notas de coloração de raiz e comprimento da raiz pivotante, apesar das diferenças, não discriminaram os tratamentos de maneira tão clara como os parâmetros anteriores. Dada a correlação alta e significativa entre o peso de matéria seca e a nota de queima das folhas, sugere-se a utilização desse critério no melhoramento genético de soja para resistência à acidez do solo, ressaltando a importância do método aplicado em condições naturais e que leva em consideração também o processo simbiótico de fixação de nitrogênio.
1988
Miranda,Manoel Albino Coelho de Mascarenhas,Hipólito Assunção Antonio Bataglia,Ondino Cleante Bulisani,Eduardo Antonio
Populações de milho: características agronômicas e tecnológicas
Avaliaram-se duas populações de milho de grãos brancos (IAC-Taitinga e IAC-Moroti) e duas de grãos amarelos (IAC-Taiúba e IAC-Iubatã) e os cruzamentos recíprocos entre as de grãos brancos e três testemunhas (Ag-401, C-601 e IAC-Porangatu), em dois locais, quanto a características agronômicas. Com exceção das testemunhas, testaram-se também tais populações quanto aos principais parâmetros de interesse tecnológico, relacionados com o rendimento e qualidade do fubá mimoso, para uso em panificação. Foram observadas diferenças altamente significativas entre os tratamentos para os caracteres produtividade de grãos, altura da planta e de inserção da espiga, rendimento de gérmen e de fubá mimoso, volume específico comparativo (V.E.C.) e escore total comparativo (Es. T.C.). As populações, de modo geral, apresentaram altos níveis de produção de grãos, sendo o maior valor obtido pela população IAC-Taitinga. Sete dos materiais estudados apresentaram porte médio e dois, porte baixo. A população IAC Taitinga, sem diferir de IAC-Moroti e do híbrido IAC-Taitinga x IAC Moroti, apresentou o maior valor para rendimento de fubá mimoso. A IAC-Taiúba sobressaiu-se das demais quanto ao V.E.C. e só não alcançou valor máximo para Es.T.C. devido à cor amarela dos grãos. A IAC-Taitinga e o híbrido IAC-Taitinga x IAC-Moroti mostraram valores iguais ao padrão (100%) para Es.T.C. Foi observado efeito maternal atuando no rendimento do fubá mimoso obtido.
1988
Lima,Marlene Vitti,Policarpo Gallo,Paulo Boller
Mandioca: distribuição no estado de São Paulo do micoplasma causador do superbrotamento-de-santa-bárbara-do-rio-pardo
Visitaram-se culturas de "fundo de quintal" em 126 municípios paulistas, cujas observações permitiram verificar a ocorrência da micoplasmose, conhecida por superbrotamento-de-santa-bárbara-do-rio-pardo, em doze daqueles municípios. Os resultados evidenciaram a existência, no Centro-Sul do Estado, de um foco que se alastra por doze municípios relativamente próximos, tendo como área de concentração o de Aguas de Santa Bárbara, onde, pela primeira vez, em 1969, constatou-se a moléstia, não observada nos outros 114 municípios. São brevemente discutidas prováveis causas da perpetuação do micoplasma causador e sugeridas algumas medidas de controle.
1988
Lorenzi,José Osmar Valle,Teresa Losada Monteiro,Domingos Antonio Costa,Álvaro Santos
Gomose da acácia-negra causada por Ceratocystis fimbriata Ell. & Halst.
É relatada a ocorrência, pela primeira vez no Brasil, de Ceratocystis fimbriata Ell. & Halst. sobre acácia-negra. Testes de inoculação cruzada foram efetuados em casa de vegetação com o isolado obtido de acácia-negra (Acacia decurrens Willd.) e outro de mangueira (Mangifera indica L.). Observou-se que ambos os isolados foram patogênicos à acácia-negra e à mangueira.
1988
Ribeiro,Ivan José Antunes Fumikoito,Margarida Paradela Filho,Osvaldo Castro,Jairo Lopes de
Influência da luz e da temperatura na germinação de uredosporos de Puccinia psidii
Com o objetivo de determinar as melhores condições para germinação de uredosporos de Puccinia psidii Winter, testaram-se duas temperaturas e cinco fotoperíodos. Determinou-se que 18°C e oito horas de escuro são as condições que propiciam a melhor germinação dos uredosporos.
1988
Piza,Solange Monteiro de Toledo Ribeiro,Ivan José Antunes
Ocorrência de Ovulariopsis papayae Bijl em folhas de mamoeiro
É citada pela primeira vez, em nossas condições, a ocorrência de oídio causado por Ovulariopsis papayae Bijl em folhas de mamoeiro (Cacica papaya L.). São descritas a sintomatologia, as características morfológicas do patógeno e o teste de patogenicidade.
1988
Ribeiro,Ivan José Antunes Castro,Lucia Helena Signori Melo de Rica,Maria Teresa de Toledo Piza Junior,Coleis de Toledo
Avaliação de variedades IAC de cana-de-açúcar das séries de 1965 e 1966 e de outras cultivadas no estado de São Paulo
Conduziram-se três experimentos no Estado de São Paulo com o objetivo de avaliar variedades de cana-de-açúcar provenientes de hibridações realizadas no Instituto Agronômico (IAC) em 1965 e 1966 e outras variedades em cultivo no Estado, tomando-se NA56-79 e IAC52-150 como padrão. Os experimentos, delineados em blocos ao acaso com 14 tratamentos e quatro repetições, foram instalados nas localidades de Santa Bárbara d'Oeste, Serrana e Sales de Oliveira em fevereiro-março de 1979. Em agosto-setembro de 1980, 1981 e 1982, colheram-se a cana-planta, a cana-soca e a cana-ressoca respectivamente. As melhores variedades pelo teste de Dunnett a 5% de probabilidade foram o padrão NA56-79, as comerciais CB45-155, IAC51-205 e IAC48-65 e a nova variedade IAC65-113. Em pelo menos duas localidades, essas variedades apresentaram produtividade de açúcar que não diferiu significativamente do padrão NA56-79 e foram superiores ao outro padrão IAC52-150. As variedades IAC52-150, NA56-79 e IAC58-480 apresentaram os maiores teores de açúcar e IAC48-65, IAC51-205 e CB45-155, teores intermediários. As variedades NA56-79 e IAC48-65 apresentaram maior estabilidade de produção ao longo das colheitas.
1988
Espironelo,Ademar Pommer,Celso Valdevino Pereira,José Carlos Vila Nova Alves Igue,Toshio
Tocantins (IAC-23) e Tucuruí (IAC-24): novos cultivares de trigo
Os cultivares de trigo Tocantins (IAC-23) e Tucuruí (IAC-24), provenientes de cruzamentos artificiais e obtidos por seleção pelo método genealógico, foram avaliados quanto à produtividade de grãos e às reações aos agentes causais das ferrugens-do-colmo e da-folha na região do Vale do Paranapanema, SP, em condição de sequeiro e, no caso do 'Tucuruí', com a utilização de irrigação por aspersão, na região Norte (SP). Esses cultivares foram avaliados também em relação às qualidades industriais de panificação. As produções médias de grãos de ambos não se apresentaram estatisticamente diferentes da produção da testemunha 'Anahuac', em condição de sequeiro. O 'Tucuruí' superou estatisticamente, em produção, o 'Anahuac' em solos com porcentagem de saturação por bases inferior a 60%, com irrigação, apresentando uma produtividade média de 2.842 kg/ha contra 2.421 kg/ha. O 'Tucuruí', de estatura semi-anã, apresentou-se tolerante à presença de 10 mg/litro de Al3+ e o 'Tocantins', de porte alto, exibiu sensibilidade à concentração de 6 mg/litro de Al3+, ambos em solução nutritiva. Os novos cultivares apresentaram moderada suscetibilidade à ferrugem-da-folha e baixos níveis de infecção para a ferrugem-do-colmo, bem próximos aos apresentados pelo 'Anahuac'. Nos ensaios de panificação, a farinha do 'Tucuruí', de maneira geral, propiciou pães de excelente qualidade física, com volume específico bastante superior à farinha de trigo comercial e levemente superior à do 'Tocantins'.
1988
Felício,João Carlos Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Ferreira Filho,Antonio Wilson Penteado Freitas,José Guilherme de Barros,Benedito de Camargo Vitti,Policarpo
Situação nutricional de seringais produtivos no estado de São Paulo
Avaliou-se o estado nutricional de quarenta seringais em produção, instalados em diversas regiões edafoclimáticas paulistas, por meio da análise química foliar e dos solos correspondentes. As amostragens de folhas foram feitas no verão e no outono e as de solo, apenas na primeira época, ambas em 1984 e 1985. De forma consistente, verificaram-se baixos níveis de P nos solos de quase todos os seringais e de K naqueles localizados no litoral. A acidez apresentou grande variabilidade, registrando-se desde baixos índices de saturação por bases em solos do litoral e na região dos latossolos vermelho-escuros de textura média até níveis bastante elevados nos latossolos roxos eutróficos e nos podzólicos. Embora não se tenham registrado deficiências de micronutrientes, as concentrações de Fe e B se mostraram marcadamente associadas ao tipo de solo. As produtividades mais elevadas de alguns seringais foram associadas com níveis mais altos de N e K nas folhas. Para os demais macronutrientes, as concentrações nas folhas foram semelhantes, independente do grupo de produtividade em gue os seringais se enquadraram: baixa, média ou alta. Não ocorreram deficiências visíveis de Ca e Mg, porém os baixos níveis de P tanto nas folhas como nos solos possivelmente estejam afetando a produtividade.
1988
Bataglia,Ondino Cleante Cardoso,Mário Carretero,Miguel Viscaíno
Arroz e trigo: tolerância à salinidade em solução nutritiva
O estresse hídrico é uma das principais causas da baixa produtividade de grãos nas culturas de arroz e trigo-de-sequeiro no Brasil. Um programa de melhoramento genético usando um método para selecionar plantas tolerantes ao estresse hídrico diminuiria bastante esses efeitos negativos: por isso, tentou-se verificar os comportamentos de cultivares de arroz (sequeiro e irrigado) e trigo sob estresse salino considerando que estes se correlacionassem. Realizaram-se dois experimentos no laboratório da Seção de Arroz e Cereais de Inverno do Instituto Agronômico de Campinas, empregando soluções nutritivas. Os cultivares estudados foram os seguintes: arroz-de-sequeiro: IAC-25, IAC-47, IAC-164, IAC-165, IAC-1246, Batatais, Pérola, Pratão Precoce e Dourado Precoce; de arroz irrigado: IAC-120, IAC-435, IAC-899, IR-841, IAC-1278 e IAC-4440; de trigo: IAC-5, IAS-55, Siete Cerros e Paraguay-281. Tanto o arejamento das soluções como a iluminação das plântulas foram contínuos. Usaram-se as concentrações de cloreto de sódio: 0,0; 0,1; 0,2; 0,3; 0,4; e 0,8 molal (p/m) ou potenciais osmóticos de 0,00; -0,47; -0,93; -1,39; -1,85 e -3,75 MPa. As plântulas de arroz cresceram doze dias em solução-tratamento contendo diferentes concentrações de cloreto de sódio em pH 6,0 e com temperatura de raízes 30 ± 1°C. As plântulas de trigo cresceram em dez dias em solução-tratamento em pH 6,0 e temperatura de raízes 25 ± 1°C. Mediu-se o comprimento da maior raiz seminal, comprimento da parte aérea (bainha da terceira folha madura) e pesou-se a matéria seca das partes aéreas e raízes, das plantas dos diferentes cultivares estudados. A avaliação da diminuição do diâmetro das raízes e da cor verde foi visual, tanto para o arroz como para o trigo. Os resultados mostraram que o parâmetro da raiz seminal variou mais do que os outros, sendo, portanto, melhor para avaliar a tolerância à salinidade, visando ao melhoramento genético. Assim, com base nas variações das porcentagens diárias médias do comprimento das raízes seminais ao cloreto de sódio, os cultivares de arroz foram classificados em tolerantes: IAC-165, Pratão Precoce, Dourado Precoce, IAC-1 64 e IAC-1 20; moderadamente tolerantes: IAC-1246, Pérola, IAC-25, Batatais e IAC-47; moderadamente sensíveis: IAC-899, IAC-435, IAC-4440 e IR-841, e sensível: IAC-1278. Para o trigo foram considerados como os mais tolerantes os cultivares IAS-55 e Siete Cerros.
1988
Freitas,José Guilherme de Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira
Zinco nas folhas de soja em função da calagem
Em experimento conduzido na Estação Experimental de Mococa, num latossolo vermelho-escuro álico, A moderado, textura argilosa, com quatro níveis de calagem (1, 4, 7 e 10 t/ha de calcário dolomítico), procurou-se avaliar o efeito dessa prática sobre a concentração de zinco nas folhas de soja em três plantios sucessivos a partir de 1980. Observou-se, através dos anos, um decréscimo nos teores de Zn nas folhas. Nos três anos, a calagem deprimiu a concentração de Zn nas folhas. Mesmo nos níveis mais altos de calcário, porém, não foram atingidos teores considerados deficientes.
1988
Mascarenhas,Hipólito Assunção Antonio Bataglia,Ondino Cleante Quaggio,José Antonio Gallo,Paulo Boller
Capacidade de germinação e quebra de dormência em sementes de cultivares de videira
Com a finalidade de gerar plântulas para o melhoramento genético, investigou-se a germinação de sementes de uva estudando-se a estratificação a frio, a aplicação de giberelina e a interação desses fatores. A conjugação de períodos de estratificação maiores que 13 dias com doses de giberelina (GA3) mostrou-se útil na quebra da dormência e na redução do seu tempo. A dose ideal de GA3 foi encontrada ao redor de 2.000 ppm e o menor período de estratificação, de cerca de 32 dias. Sementes de 61 progenitores potenciais foram germinadas em vasos com terra, mostrando-se a maior parte deles apta a ser usada em programas de melhoramento, com germinação superior a 45%, após os tratamentos indicados.
1988
Pommer,Celso Valdevino Maeda,Jocely Andreuccetti Ribeiro,Ivan José Antunes
A cor verde do endosperma do café
Realizaram-se comparações entre as sementes dos cultivares Mundo Novo de Coffea arabica, cujo endosperma é verde, com as do cultivar Cera, dessa espécie, de endosperma amarelo, com o objetivo de determinar os componentes responsáveis por aquela cor. Nas análises de clorofilas, flavonóides, diterpenos totais, ácido clorogênico e íons Mg, Ca, K, Fe e B, nenhuma diferença foi verificada entre os dois cultivares, sugerindo que a coloração verde se deva à presença de outros componentes ou que o 'Cera' apresente um componente que não ocorre no 'Mundo Novo' e que inibe o desenvolvimento da cor verde no seu endosperma.
1988
Mazzafera,Paulo Guerreiro Filho,Oliveiro Carvalho,Alcides