Repositório RCAAP
Mutante somático sem sementes em videira 'Niagara Rosada'
É relatada a ocorrência de mutação somática provocando apirenia no principal cultivar de uvas para mesa em São Paulo, Niagara Rosada. O mutante, surgido em Jundiaí, SP, em 1982, apresenta a mesma coloração das bagas, porém as dimensões físicas são drasticamente reduzidas, como o peso do cacho (237%) e das bagas (218%), o comprimento e a largura dos cachos (33 e 70%) e das bagas (58 e 43%). A partir desse mutante, constituiu-se novo cultivar, que recebeu a denominação de Rosinha. Discute-se seu grande potencial em vista da vantagem da apirenia, tanto para o produtor como para o consumidor, e seu uso como progenitor masculino em programas de melhoramento genético de uvas para mesa.
1988
Pires,Erasmo José Paioli Pommer,Celso Valdevino Passos,Ilene Ribeiro da Silva Terra,Maurilo Monteiro
Melhoramento do trigo: XVIII. Comportamento de linhagens em cinco regiões paulistas
Avaliaram-se vinte e duas linhagens e três cultivares de trigo em ensaios instalados em cinco regiões paulistas, em 1984-86, analisando-se os seguintes parâmetros: rendimento de grãos, altura de plantas, ciclo, em dias, da emergência ao florescimento e da emergência à maturação, porcentagem de plantas acamadas, comprimento da espiga, número de grãos por espiga e por espigueta, número de espiguetas por espiga, peso de cem grãos, resistência à ferrugem-do-colmo e da-folha em condições de campo e de casa de vegetação, resistência à helmintosporiose e ao oídio em condições de campo. Em laboratório, foram realizados estudos da tolerância ao alumínio, em soluções nutritivas. Em sequeiro, nos ensaios conduzidos em Capão Bonito e no Vale do Paranapanema (Maracaí e Cruzália), destacaram-se, quanto à produção de grãos, respectivamente, o cultivar BH-1146 e a linhagem 12. As linhagens 4, 9 e 13, em Campinas, e a 8, em Tatuí, evidenciaram alta produção de grãos em condição de irrigação por aspersão. Na média de nove experimentos, destacaram-se em produção de grãos, por ordem decrescente, o cultivar BH-1146 e as linhagens 13, 20 e 14. As linhagens 2, 7, 8, 17 e 18 e o 'Alondra-S-46' mostraram plantas significativamente mais baixas que o 'BH-1146' e 'IAC-5'. As linhagens 7 e 8 e o cultivar Alondra-S-46 mostraram resistência às seis raças e as linhagens 17 e 18 a cinco raças testadas do agente causal de ferrugem-do-colmo em estádio de plântula, em casa de vegetação. Em campo, no estádio de planta adulta, apresentaram menor área infectada por essa doença as linhagens 1, 2, 7, 8, 12 e 17 e o cultivar Alondra-S-46. Nas mesmas condições, as linhagens 1, 5, 8 e 18 exibiram menor área infectada por ferrugem-da-folha. As linhagens 11, 12, 13, 19, 20 e 21 e o cultivar BH-1146 mostraram tolerância à presença de 10mg/litro de Al3+ na solução nutritiva.
1988
Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Felício,João Carlos Ferreira Filho,Antonio Wilson Penteado Freitas,José Guilherme de Barros,Benedito De Camargo Castro,Jairo Lopes de Pettinelli Júnior,Armando Rocha Júnior,Laércio Soares
Melhoramento do trigo: XIX. Avaliação de novas linhagens em diferentes regiões paulistas
Compararam-se entre si vinte e três linhagens e dois cultivares de trigo quanto à produção de grãos, componentes de produção e resistência às doenças, através de ensaios instalados em diferentes localidades paulistas. Em casa de vegetação, efetuaram-se estudos de resistência às raças dos agentes causais das ferrugens-do-colmo e da-folha e, em condições de laboratório, estudos da tolerância ao alumínio em soluções nutritivas. Considerando a média dos nove experimentos, as linhagens 12, 15 e 18 e o cultivar BH-1146 destacaram-se quanto à produção de grãos, diferindo do 'Alondra-S-46'. Em relação à ferrugem-do-colmo (Puccinia graminis f. sp. tritici), 'Alondra-S-46' foi resistente às seis raças testadas em estádio de plântula em casa de vegetação, e as linhagens 9 e 11 foram resistentes a cinco e a quatro raças respectivamente Em condições de campo, o 'Alondra-S-46' e as linhagens 2, 3, 6, 10, 11 e 16 apresentaram-se como as mais resistentes à ferrugem-do-colmo. As linhagens 2 (IAC-172) e 20 e o 'BH-1146' mostraram-se com menores graus de infecção do agente causal da ferrugem-da-folha (P. recondita), em condições de infecção natural, em estádio de planta adulta. As linhagens 3 (IAC-231), 8, 9, 20, 21 e 22 e o 'Alondra-S-46' exibiram plantas de porte semi-anão significativamente mais baixas que o 'BH-1146'. A linhagem 20 mostrou ser uma fonte genética das características: espigas compridas e maior número de grãos por espiga e por espigueta. As linhagens 1, 3, 4, 12, 17, 18 e 19 e o 'BH-1146' foram tolerantes à presença de 10mg/litro de Al3+ na solução nutritiva.
1988
Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Felício,João Carlos Ferreira Filho,Antonio Wilson Penteado Freitas,José Guilherme de Barros,Benedito de Camargo Castro,Jairo Lopes de Pettinelli Junior,Armando Rocha Junior,Laércio Soares
Melhoramento do cafeeiro: XLII. Produtividade de progênies derivadas de hibridação dos cultivares Laurina e Mundo Novo
O cultivar Laurina de Coffea arabica L. caracteriza-se pelo pequeno porte, folhas de dimensões reduzidas, frutos afilados na base, sementes pequenas e afiladas, pequeno rendimento e reduzida produção. Apresenta, no entanto, bebida de boa qualidade e baixo teor de cafeína nas sementes. Suas principais características são controladas pela ação de um par de alelos recessivos lrlr, de acentuado efeito pleiotrópico. Devido ao atual interesse do comércio por produto de baixo teor de cafeína, iniciaram-se pesquisas tendo em vista principalmente aumentar a produtividade do 'Laurina'. Para esse fim, realizaram-se numerosas hibridações de cafeeiros do 'Laurina' com os do 'Mundo Novo' (Coffea arabica) e, posteriormente, retrocruzamentos com o 'Mundo Novo'. Estudaram-se as progênies F2 e retrocruzamentos com o 'Mundo Novo' (RC) em Campinas, em um experimento, anotando-se as produções por oito anos consecutivos. Separaram-se algumas progênies F2 em dois grupos, antes do plantio: normais (LrLr,Lrlr) e laurina (Irlr). Como testemunhas, usaram-se progênies do 'Mundo Novo' e 'Catuaí Amarelo' de C. arabica. O conjunto de plantas F2 do grupo laurina e os retrocruzamentos tiveram produção média maior do que as plantas F2 normais, porém menor do que as testemunhas. Alguns retrocruzamentos e progênies F2 apresentaram plantas com razoável produtividade, indicando que, através de retrocruzamentos com o 'Mundo Novo', podem-se obter novos tipos comerciais com as características morfológicas do 'Laurina'. Fizeram-se considerações sobre a melhor capacidade de combinação do 'Laurina' com algumas seleções do 'Mundo Novo'.
1988
Carvalho,Alcides Fazuoli,Luiz Carlos Mazzafera,Paulo
Índice de intensidade de infecção adaptado ao estudo de manchas de sementes de arroz
A avaliação de manchas em amostras de sementes de arroz (Oryza sativa L.) tem sido feita mediante o cálculo de porcentagem de sementes manchadas, o que não dá informação quantitativa sobre sua incidência. Com o objetivo de obter dados quantitativos de manchas de sementes de arroz, procurou-se adaptar o índice de intensidade de infecção proposto por Amaral e exemplificado por Silva, comparando-se os dois métodos. Foram utilizadas 128 amostras de 5g de sementes provenientes de ensaios conduzidos nos municípios paulistas de Jaboticabal e Pindorama, no ano agrícola de 1982/83, e compostos de 16 cultivares de arroz-de-sequeiro, com quatro repetições. Para calcular o índice de intensidade de infecção, cada amostra foi separada visualmente em quatro categorias: n0 = sem manchas; n1 = poucas manchas (até 5%); n2 = muitas manchas (6-25%), e n3 = extremamente manchadas (acima de 25% da superfície com manchas). A mesma amostra foi separada em sementes com e sem manchas, independente da quantidade de manchas que cada semente apresentasse, calculando-se a porcentagem das manchadas. A comparação da análise da variância e da correlação entre ambas as avaliações revelou que o índice de intensidade de infecção, denominado pelos autores de índice de intensidade de manchas, proporcionou maior discriminação entre os tratamentos que a porcentagem de sementes manchadas, sugerindo-o para a avaliação quantitativa de manchas de sementes de arroz.
1988
Soave,Jaciro Ricci,Maria Thereza de Toledo Azzini,Luiz Ernesto
Densidade básica do colmo e fibras celulósicas em progênies de Bambusa tuldoides Munro
Na espécie Bambusa tuldoides em vinte e uma progênies, determinou-se a densidade básica do colmo, o rendimento em fibras celulósicas e as dimensões destas. A densidade básica variou acentuadamente de 0,407 a 0,712g/cm³, evidenciando alterações nas características químicas e anatômicas dos colmos. As variações nos rendimentos em fibras celulósicas - 45,67 a 56,78% - não foram significativas, sugerindo que a quantidade de fibras no colmo pouco influi em sua densidade básica. Esta característica foi influenciada pelo diâmetro de lúmen das fibras, sendo o maior lúmen (4,86 microns) responsável pela menor densidade básica (0,407g/cm³). O comprimento médio das fibras celulósicas da espécie Bambusa tuldoides (1,97mm) e suas progênies (1,49 a 3,17mm) ocupou uma posição intermediária entre fibras de eucalipto (1,0mm) e pínus (3,5mm). Em função do comprimento das fibras, foi possível selecionar as progênies P.5 (3,17mm), P.11 (2,41 mm) e P.13 (2,61 mm) como fornecedoras de fibras longas.
1988
Azzini,Anisio Ciaramello,Dirceu Salgado,Antonio Luiz de Barros Tomazello Filho,Mário
Características agronômicas e culinárias de clones de mandioca
Em Campinas, SP, nos anos agrícolas de 1982/83, 1983/84 e 1984/85, avaliaram-se oito diferentes clones de mandioca (Manihot esculenta Crantz) selecionados para mesa quanto à produtividade de raízes e ramas, índice de colheita, cozimento culinário, teor de ácido cianídrico e cor da polpa das raízes. Os experimentos, instalados no início das chuvas (setembro/outubro) e colhidos nove meses após o plantio, foram conduzidos em blocos ao acaso com quatro repetições. Entre o material estudado, os clones IAC 59-210, de polpa branca (obtido por autofecundação do cv. IAC Mantiqueira) e IAC 289-70, de polpa amarela (originário do cruzamento do cv. SRT 797 - Ouro do Vale, com o cv. SRT 1 - Vassourinha Paulista), mostraram, no conjunto de caracteres avaliados, o melhor comportamento, superando o 'IAC Jaçanã' e o 'IAC 14-18', utilizados como testemunhas. O clone IAC 289-70 destacou-se pela facilidade de cozimento culinário, baixa concentração de HCN, alto índice de colheita, produtividade média de 18,7 t/ha e polpa amarela das raízes, indicando a presença de pigmentos carotenóides. A característica mais relevante do IAC 59-210 foi a maior produtividade média, 20,6 t/ha, em magnitude.
1988
Lorenzi,José Osmar Pereira,Araken Soares Monteiro,Domingos Antonio Ramos,Maria Tereza Baraldi
Trigo: três épocas de semeadura em Capão Bonito, SP, no período 1981-85
Neste trabalho, procurou-se estudar o comportamento de dezoito cultivares de trigo semeados em três épocas (3º decêndio de março, 2º decêndio de abril e 3º decêndio de maio) na Estação Experimental de Capão Bonito, região Sul do Estado de São Paulo, no qüinqüênio 1981-85. Efetuaram-se, em cada época de semeadura, avaliações de rendimento de grãos, resistência às doenças, altura das plantas, peso hectolítrico e de mil grãos. Estudou-se a disponibilidade hídrica do solo, através de balanços hídricos decendiais, considerando 125mm como a capacidade de retenção de água no solo. Os resultados indicaram como melhor época de semeadura 21 a 31 de março. A ocorrência de moléstias foi altamente influenciada pelas condições climáticas verificadas em cada ano, sobretudo a helmintosporiose. Os cultivares CNT 7, BR 1, Paraguay 281, CNT 8, BH 1146, IAC 18 e IAC 5 apresentaram as maiores produções de grãos nas semeaduras de 21 a 31 de março, não diferindo estatisticamente entre si. As correlações entre altura média e produção de grãos na primeira e na segunda época foram significativas, mostrando que, nessas condições, os cultivares de porte mais alto foram também os mais produtivos. O peso de mil grãos foi o componente da produção que melhor expressou as diferenças de comportamento entre os cultivares estudados nas diferentes épocas de semeadura em todo o período.
1988
Felício,João Carlos Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Camargo,Marcelo Bento Paes de Castro,Jairo Lopes de Barros,Benedito de Camargo
Caracterização da virulência de Magnaporthe grisea em cultivares diferenciadoras japonesas e linhas quase-isogênicas das cultivares IAC-25 e de CO-39 de arroz
Foi estudada a virulência de 681 isolados de Magnaporthe grisea provenientes de oito lavouras de arroz de terras altas, quatro da cv. BRS Bonança e quatro da cv. Primavera, localizadas em cinco municípios no Estado de Goiás. Foram avaliados 321 isolados de M. grisea de folha e de panícula obtidos da cv. BRS Bonança e 360 da cv. Primavera. Para diferenciar a virulência dos isolados foram utilizados nove cultivares diferenciadoras japonesas, seis linhagens quase-isogências (NIL's) da cv. IAC-25, cinco linhagens quase-isogênicas da cv. CO-39, e as cultivares Primavera, BRS Bonança, IAC-25 e CO-39. Os isolados de M. grisea provenientes da cv. BRS Bonança foram mais virulentos nas NIL's de IAC-25 do que isolados da cv. Primavera. A maioria das subpopulações de M. grisea provenientes de folhas e panícula, de ambas as cultivares, foram avirulentos à linhagem quase-isogênica CNA-8212. A virulência, em baixa freqüência, foi observada nos isolados de M. grisea provenientes de BRS Bonança aos genes Pi-z t (Toride-1) e de Primavera aos genes Pi-z (Fukunishiki). Uma baixa freqüência de isolados virulentos foram virulentos nas NIL's C101 LAC (Pi-1) e C101 A 51(Pi-2). Considerando as reações compatíveis e incompatíveis das NIL's de IAC-25 à população de M. grisea de BRS Bonança, o dendrograma mostrou um grupo (90% de similaridade), diferindo do parental recorrente. Por outro lado, a população de 'Primavera', com exceção da CNA-8199, formou um grupo (93% de similaridade), incluindo o parental recorrente. Os genes de resistência Pi-z e Pi-z t das cultivares Fukunishiki e Toride-1, respectivamente, os genes Pi-1 e Pi-2 das NIL's de CO-39 e os genes desconhecidos das NIL's IAC-25, que apresentaram maior espectro de resistência às populações estudadas podem ser utilizados no programa de melhoramento, para desenvolvimento de linhas isogênicas de BRS Bonança e Primavera.
2007
Silva,Gisele Barata da Prabhu,Anne Sitarama Filippi,Marta Cristina Corsi de Araújo,Leila Garces de Zambolim,Laércio
Frequência de Lettuce big-vein associated virus e Mirafiori lettuce big-vein virus em Plantas de alface no Estado de São Paulo e transmissão através de extrato vegetal e solo
A presença de sintomas de 'big vein' ou engrossamento das nervuras em alface e a associação do Lettuce big-vein associated virus (LBVaV) e Mirafiori lettuce big-vein virus (MLBVV) foram verificadas por RT-PCR utilizando-se oligonucleotídeos específicos para ambos os vírus. Foram coletadas 366 plantas sintomáticas nas regiões de Bauru, Campinas e Mogi das Cruzes no estado de São Paulo nos meses de junho e setembro de 2004 e abril e julho de 2005, e 18 plantas assintomáticas na região de Mogi das Cruzes no mês de dezembro de 2004. Infecção mista do LBVaV e MLBVV foi detectada em 76,2% das plantas sintomáticas, em 11,5% somente o MLBVV foi detectado e em 6,6% somente o LBVaV. Nas plantas assintomáticas coletadas em dezembro na região de Mogi das Cruzes, em áreas de alta incidência da doença durante o inverno, foi detectada a presença de MLBVV em 9 amostras e LBVaV em 7 amostras. Quatro dessas amostras apresentaram infecção mista, indicando que o desenvolvimento de sintomas depende de fatores abióticos, como temperatura. A inoculação via extrato vegetal a partir de plantas de alface com infecção mista pelo MLBVV e LBVaV foi realizada a 16°C/ 10°C (dia/noite) e fotoperíodo de 11 horas, verificando-se que o MLBVV foi transmitido para Nicotiana tabacum TNN, N. rustica, N. occidentalis, Chenopodium quinoa e para as cultivares de alface Trocadero e White Boston, enquanto o LBVaV foi transmitido apenas para a alface White Boston. Entretanto, nenhuma destas plantas apresentou sintomas da doença, com exceção de C. quinoa que apresentou sintomas de lesões locais. Plantio em solo proveniente de áreas com histórico da doença de Mogi das Cruzes permitiu a transmissão do LBVaV para alface cv. White Boston e do MLBVV para alface cv. Trocadero e White Boston, embora apenas a cv. White Boston tenha apresentado sintomas da doença. Em conjunto, estes resultados demonstram a dificuldade de transmissão de ambos os vírus, mesmo em condições de laboratório.
2007
Sanches,Márcio Martinello Krause-Sakate,Renate Zerbini,Francisco Murilo Rosales,Marlene Le Gall,Olivier Pavan,Marcelo Agenor
Contribuição ao estudo das atividades antifúngica e elicitora de fitoalexinas em sorgo e soja por eucalipto (Eucalyptus citriodora)
Compostos secundários presentes em plantas medicinais desempenham funções importantes em interações planta-patógeno, por ação antimicrobiana direta ou induzindo a síntese de mecanismos de defesa em outras plantas. Para verificar o efeito fungitóxico do eucalipto sobre o crescimento micelial de Rhizoctonia solani, Sclerotium rolfsii, Phytophthora sp, Alternaria alternata e Colletotrichum sublineolum, o extrato bruto (EB) foi incorporado ao BDA e o óleo essencial (OE) foi distribuído na superfície do meio com alça de Drigalski. A germinação de esporos de C. sublineolum também foi avaliada na presença de diferentes alíquotas de OE. Para verificar a indução de fitoalexinas, mesocótilos de sorgo foram aspergidos com EB a 20% ou então, mergulhados em suspensões do OE. Para a indução de gliceolina, 20 µL do EB foram colocados em cotilédones de soja. A presença de compostos fungitóxicos no OE e EB através da cromatografia de camada delgada também foi avaliada. Os resultados evidenciaram inibição do crescimento micelial dos fungos para concentrações do EB acima de 20%. Todas as alíquotas do óleo inibiram o crescimento micelial dos fungos testados, com exceção de R. solani cuja inibição ocorreu para alíquotas acima de 20µL. Houve inibição de 100% na germinação dos conídios para todas as alíquotas do OE testadas na primeira metodologia, porém, na segunda metodologia o OE não promoveu inibição da germinação de esporos. Entretanto, foram observadas alterações na morfologia dos tubos germinativos e inibição da formação de apressórios. Observou-se a presença de apenas uma fração fungitóxica no OE, e o EB não apresentou frações fungitóxicas. Houve a produção de fitoalexinas apenas em mesocótilos de sorgo tratados com o EB.
2007
Bonaldo,Solange Maria Schwan-Estrada,Kátia Regina Freitas Stangarlin,José Renato Cruz,Maria Eugênia Silva Fiori-tutida,Ana Cristina Grade
Dinâmica temporal e espacial da begomovirose causada por Tomato yellow vein streak virus em tomateiro na região de Campinas-SP
O objetivo desse trabalho foi caracterizar os padrões temporal e espacial do Tomato yellow vein streak virus (ToYVSV) em tomatais cultivados em condições de campo, no município de Sumaré, e de estufa plástica, na região de Elias Fausto, Estado de São Paulo. No ensaio de campo, plantado com a variedade Alambra, foram avaliadas 4.032 plantas, distribuídas em oito blocos. Em oito estufas plásticas, com plantios escalonados da variedade Ikram, foram avaliadas 6.016 plantas. As avaliações foram feitas com base nos sintomas característicos induzidos por esse vírus. A confirmação da identidade do vírus foi feita por meio da análise da seqüência de nucleotídeos de parte do DNA-A viral (genes AV1 e AC3). No ensaio em condições de campo, a incidência da doença evoluiu lentamente, desde um mínimo de 0,002 (proporção de plantas sintomáticas) até um máximo de 0,0497. Mesmo assim, foi possível constatar um efeito de borda, pois a incidência média de plantas doentes nos blocos situados nos bordos da área foi 2,1 vezes maior do que naqueles internos. O progresso da incidência da doença foi linear, o que indica que novas infecções foram devidas principalmente a um influxo constante de vetores virulíferos de fora para dentro da área avaliada. Nos plantios em estufas plásticas, os níveis finais de doença foram fortemente dependentes da época de plantio, com médias variando de 4,8% a 69,3%. A distribuição espacial de plantas sintomáticas nesses plantios foi fortemente agregada. Essa agregação provavelmente não se deve a infecções secundárias dentro das estufas plásticas, mas sim à concentração de plantas sintomáticas nos bordos das estufas, conseqüência da migração de vetores virulíferos a partir de áreas externas à estufa. Com base nesses resultados, sugere-se a eliminação de fontes de inóculo representadas por plantios mais velhos de tomateiro e por hospedeiras do vírus na vegetação espontânea como uma das principais medidas para o manejo da doença.
2007
Della Vecchia,Marilia Gabriela Salveti Rosa,Daniel Dias Bergamin Filho,Armando Amorim,Lilian Rezende,Jorge Alberto Marques Ribeiro,Ailton
Efeitos de diferentes níveis de matéria orgânica no solo e de inóculo sobre a interação planta-Meloidogyne spp. e a produção massal de Pasteuria penetrans
Foram estudados os efeitos de quatro proporções de esterco de curral no solo, 0, 20, 33 e 50% (V:V), e três níveis de inóculo de Meloidogyne spp. (3.000, 6.000 e 9.000 J2 por planta) na concentração de fenóis em raízes de tomateiro, no desenvolvimento das fêmeas, nas células gigantes induzidas por esses patógenos e na infecção e reprodução de Pasteuria penetrans. O experimento foi conduzido em casa-de-vegetação, em delineamento inteiramente ao acaso com doze repetições, sendo avaliado 50 dias após a inoculação das plantas. O tamanho médio das fêmeas do nematóide foi maior quando as plantas foram inoculadas com 3.000 J2. Maior percentual de fêmeas infectadas por P. penetrans foi observado quando não se utilizou esterco no substrato ou quando as plantas foram inoculadas com 3.000 J2. As plantas inoculadas com 9.000 J2 e cultivadas no substrato com 20% de esterco foram as que produziram mais endósporos. A concentração de fenóis nas raízes aumentou à medida que se acrescentou esterco de curral ao substrato. As células gigantes de plantas cultivadas no substrato com 33 e 50% de esterco apresentaram menores número, tamanho e quantidade de núcleos. O aumento da proporção de esterco de curral ao substrato causou aumento nas concentrações de fenóis nas raízes, fato que foi deletério às células gigantes, prejudicial ao desenvolvimento do nematóide e à reprodução de P. penetrans.
2007
Alves,Fábio Ramos Freitas,Leandro Grassi De Martinelli,Paulo Roberto Pala Meira,Renata Maria Strozi Alves Ferraz,Silamar Demuner,Antônio Jacinto Borges,Eduardo Euclydes De L. Jesus Júnior,Waldir de Cintra
Soluble tissue sugar content and leaf blast severity in response to the application of calcinated serpentinite as a silicon source in irrigated rice
A field experiment conducted with the irrigated rice cultivar BRS Formoso, to assess the efficiency of calcinated serpentinite as a silicon source on grain yield was utilized to study its effect on leaf blast severity and tissue sugar levels. The treatments consisted of five rates of calcinated serpentinite (0, 2, 4, 6, 8 Mg.ha-1) incorporated into the soil prior to planting. The leaf blast severity was reduced at the rate of 2.96% per ton of calcinated serpentinite. The total tissue sugar content decreased significantly as the rates of serpentinite applied increased (R² = 0.83). The relationship between the tissue sugar content and leaf blast severity was linear and positive (R² = 0.81). The decrease in leaf blast severity with increased rates of calcinated serpentinite was also linear (R²= 0.96) and can be ascribed to reduced sugar level.
2007
Prabhu,Anne Sitarama Santos,Alberto Baêta dos Didonet,Agostinho Dirceu
Powdery mildew of ornamental species caused by Oidiopsis haplophylli in Brazil
Oidiopsis haplophylli (syn. Oidiopsis sicula) was identified as the causal agent of powdery mildew diseases occurring on five ornamental species in Brazil. This disease was observed in plastic house-grown lisianthus (Eustoma grandiflorum: Gentianaceae), in nasturtium (Tropaeolum majus: Tropaeolaceae) cultivated under open field conditions and in greenhouse-grown calla lily (Zantedeschia aethiopica: Araceae), impatiens (Impatiens balsamina: Balsaminaceae) and balloon plant (Asclepias physocarpa: Asclepiadaceae). Typical disease symptoms consisted of chlorotic areas on the upper leaf surface corresponding to a fungal colony in the abaxial surface. With the disease progression, these chlorotic areas eventually turned to necrotic (brown) lesions. Fungi morphology on all hosts was similar to that described for the imperfect stage of Leveillula taurica (O. haplophylli). The Koch's postulates were fulfilled by inoculating symptom-free plants via leaf-to-leaf contact with fungal colonies. Additional inoculations using an isolate of O. haplophylli from sweet pepper (Capsicum annuum) demonstrated that it is pathogenic to all five species belonging to distinct botanical families, indicating lack of host specialization. This is the first formal report of a powdery mildew disease on lisianthus, calla lilly, impatiens and nasturtium in Brazil. It is, to our knowledge, the first report of O. haplophyllii infecting A. physocarpa, extending the host range of this atypical powdery mildew-inducing fungus. This disease might become important on these ornamental crops especially in protected cultivation and also under field conditions in hot and dry areas of Brazil.
2007
Reis,Ailton Boiteux,Leonardo Silva Paz-Lima,Milton Luiz
Phylogenetic analysis of Tomato mosaic virus from Hemerocallis sp. and Impatiens hawkeri
The culture and commercialization of ornamental plants have considerably increased in the last years. To supply the commercial demand, several Hemerocallis and Impatiens varieties have been bred for appreciated qualities such as flowers with a diversity of shapes and colors. With the aim of characterizing the tobamovirus isolated from Hemerocallis sp. (tobamo-H) and Impatiens hawkeri (tobamo-I) from the USA and São Paulo, respectively, as well as to establish phylogenetic relationships between them and other Tobamovirus species, the viruses were submitted to RNA extraction, RT-PCR amplification, coat-protein gene sequencing and phylogenetic analyses. Comparison of tobamovirus homologous sequences yielded values superior to 98.5% of identity with Tomato mosaic virus (ToMV) isolates at the nucleotide level. In relation to tobamo-H, 100% of identity with ToMV from tomatoes from Australia and Peru was found. Based on maximum likelihood (ML) analysis it was suggested that tobamo-H and tobamo-I share a common ancestor with ToMV, Tobacco mosaic virus, Odontoglossum ringspot virus and Pepper mild mottle virus. The tree topology reconstructed under ML methodology shows a monophyletic group, supported by 100% of bootstrap, consisting of various ToMV isolates from different hosts, including some ornamentals, from different geographical locations. The results indicate that Hemerocallis sp. and I. hawkeri are infected by ToMV. This is the first report of the occurrence of this virus in ornamental species in Brazil.
2007
Duarte,Lígia Maria Lembo Alexandre,Maria Amélia Vaz Rivas,Eliana Borges Cattai,Marina Blanco Soares,Rodrigo Martins Harakava,Ricardo Fernandes,Flora Maria Campos
Viabilidade de Fusarium graminearum em sementes de trigo durante o armazenamento
A intensidade da giberela em espigas de trigo tem aumentado em função da adoção generalizada do plantio direto, com conseqüente aumento da incidência do agente causal em sementes. Sementes de trigo da cultivar Fundacep 36, com 29,8% de incidência natural de Fusarium graminearum, foram armazenadas em sacos de polipropileno trançado, em câmara climatizada, com temperatura entre 18 e 20ºC e controle parcial de umidade relativa do ar, durante 12 meses. O objetivo foi quantificar a viabilidade do fungo em função do tempo de armazenamento. As análises foram procedidas a intervalo de dois meses, por um período de 14 meses. Em cada época de avaliação foram tomadas 400 sementes, as quais foram submetidas ao teste de sanidade feito em meio de cultura de ¼ batata-sacarose-ágar. As sementes foram incubadas durante sete dias, a temperatura de 25°C ± 2 °C e fotoperíodo de 12 horas. O fungo não foi detectado após 12 meses de armazenamento. Considerando-se a redução da viabilidade em função do tempo de armazenamento, sugere-se que a análise de sanidade de sementes de trigo, em relação à presença de F. graminearum, deva ser feita pouco tempo antes da semeadura, a fim de decidir-se pela necessidade ou não do tratamento das sementes com fungicida específico para o controle do patógeno.
2007
Telles Neto,Francisco Xavier de Barros Reis,Erlei Melo Casa,Ricardo Trezzi
Detecção, transmissão e efeito de Xanthomonas campestris pv. campestris na qualidade fisiológica de sementes de brócolis
A detecção, a transmissão e o efeito de Xanthomonas campestris pv. campestris (Xcc) na qualidade fisiológica de sementes de brócolis (Brassica oleracea var. italica) foram avaliados, a partir de sementes obtidas de plantas ("Baron, Flórida, Hana Midori Sakata, Precoce Piracicaba de Verão, Ramoso Santana e Sabre") inoculadas com a bactéria, em condições de campo. Para a detecção do patógeno nas sementes foram utilizados os meios de cultura semi-seletivos: SX ágar, NSCAA e BSCAA; a taxa de transmissão da bactéria pelas sementes às plântulas foi avaliada usando semeadura em areia e meio de cultura contido em tubo de ensaio. Para a avaliação da qualidade fisiológica de sementes foram realizados o teste padrão de germinação e os testes de vigor: envelhecimento acelerado, índice de velocidade de emergência, crescimento de plântulas e massa seca. De acordo com os resultados, o meio de cultura semi-seletivo NSCAA foi mais eficaz para detectar Xcc em sementes de brócolis; não houve diferença significativa entre os genótipos na taxa de transmissão da bactéria pelas sementes e Xcc não afetou a germinação e o vigor das sementes.
2007
Tebaldi,Nilvanira Donizeti Panizzi,Rita de Cássia Sader,Rubens
Desenvolvimento de Pantoea agglomerans em diversas temperaturas, pH e concentrações de carboxi-metil-celulose e o seu impacto no controle de Rosellinia necatrix
Rosellinia necatrix Prill induz a podridão branca da raiz da macieira, doença que causa severa perda em pomares localizados no sul do Brasil. O manejo da doença é principalmente preventivo e inclui o uso de porta-enxertos resistentes e a fumigação do solo. A proteção das mudas de macieiras antes do plantio com um isolado antagonista de Pantoea agglomerans foi recentemente proposto para reduzir a incidência da doença. Os objetivos desta pesquisa foram caracterizar o relacionamento entre o patógeno e a bactéria antagonista; a produção de metabólitos biológicamente ativos pelo isolado bacteriano e a sua ação sobre o patógeno; o efeito do pH, da temperatura e de carboxi-metil-celulose (CMC) sobre o crescimento do antagonista e do patógeno, isolados ou não e no controle da doença. Os resultados demonstraram que o crescimento de P. agglomerans foi maior em pH 5,5 e 6,0 e nas temperaturas de 20 °C e 30 °C. O crescimento micelial de R. necatrix foi inibido em meio de cultura e previamente colonizado pelo antagonista e com CMC nas concentrações de 0,25 e 0,5 %. A proteção das macieiras da infecção por R. necatrix foi observada quando utilizadas as concentrações de 10(7); 10(8) e 10(9) cel/mL e nas diferentes concentrações de CMC. Maior desenvolvimento radicular das macieiras foi constatado em todas as concentrações de CMC quando usada a concentração de 10(9) cel/mL. A formulação de P. agglomerans com CMC tornará possível a incorporação desta estratégia de controle ao manejo integrado da podridão branca das raízes da macieira no Sul do Brasil.
2008
Camatti-Sartori,Valdirene Valdebenito-Sanhueza,Rosa Maria Ribeiro,Rute Terezinha da Silva
Variabilidade patogênica e efeito de carboidratos no crescimento micelial, esporulação e agressividade de Colletotrichum gloeosporioides da pupunheira
A agressividade de 17 isolados de Colletotrichum gloeosporioides associados à antracnose em folhas da pupunheira (Bactris gasipaes), oriundos de estados no Norte, Sudeste e Sul do Brasil, foi avaliada através de bioensaio com folhas de pupunheira destacadas, em três estágios de desenvolvimento: jovem, intermediária e completamente expandida. Diferenças significativas na agressividade dos isolados foram verificadas apenas em folhas completamente expandidas e intermediárias. O emprego de diferentes carboidratos, tais como glicose, maltose ou amido, em suplemento ao meio batata-ágar, influenciou o crescimento micelial e a esporulação de alguns isolados. A agressividade de dois isolados, dentre cinco isolados testados, foi significativamente maior quando os conídios foram produzidos no meio de cultura com amido, em relação aos meios com glicose e maltose.
2008
Mafacioli,Rudimar Tessmann,Dauri José Santos,Álvaro Figueredo dos Vida,João Batista