Repositório RCAAP
Caracterização isoenzimática de clones e somaclones de cana-de-açúcar
Foram caracterizados os padrões de isoenzimas de peroxidase e esterase de extrato de folha e raiz de cana-de-açúcar de variedade e somaclones de NA56-79 aos 7 meses de idade e de variedades e somaclones de NA56-79, IAC68-12 e IAC68-144 aos 9 meses. Avaliaram-se também as atividades específicas de peroxidase com relação ao tempo e perfil isoenzimático das três variedades e respectivos somaclones. Os zimogramas de peroxidase e esterase de folhas mostraram diferenças distintas entre as três variedades; a esterase apresentou menor número de bandas em relação à peroxidase, porém de mais fácil caracterização. Os zimogramas de raízes, devido à grande variação de atividade enzimática, em conseqüência de raízes velhas, não foram conclusivos quanto à identificação das variedades. Não ocorreram diferenças nos zimogramas de peroxidase ou esterase entre somaclones da mesma variedade. NA56-79 apresentou menor número de isoenzimas e menor atividade especifica de peroxidase em relação à IAC68-144, sugerindo que a diminuição das isoenzimas seja associada ao decréscimo de atividade enzimática. A atividade especifica de peroxidase variou com a maturação, sendo a 9 meses maior do que a 7.
1989
Sawazaki,Haiko Enok Silvarolla,Maria Bernadete Alvarez,Raphael
Eliminação de anomalias fisiológicas, in vitro, de plântulas de pessegueiro
O experimento objetivou eliminar os sintomas de roseta e ananismo em híbridos de pessegueiro (Prunus persica L. Batsch) precoces, provenientes de cultura embrionária. Essas anomalias fisiológicas aparecem em vista dos inibidores de crescimento presentes nos meristemas apicais dos embriões. Dois processos de recuperação de vitroplântulas anômalas foram adotados: (a) eliminação da porção apical logo acima da primeira gema, a partir dos cotilédones; (b) manutenção das vitroplântulas por trinta dias em ambiente de vernalização com temperatura de 5-10 º C. Os melhores resultados foram obtidos quando se eliminou a dominância do meristema apical; as vitroplântulas mantidas em sala de crescimento emitiram, em cinco dias, brotações novas e normais e se desenvolveram rapidamente. Aquelas submetidas à quebra de endodormência, porém,retomaram parcialmente o desenvolvimento, de forma lenta e anormal.
1989
Barbosa,Wilson Campo Dall'Orto,Fernando Antonio Ojima,Mário
Sapogeninas esteroídicas em sisal
Foram determinados os teores de sapogeninas esteroídicas hecogenina e tigogenina em folhas secas de sisal (Agave sisalana) e dos híbridos de A. amaniensis x A. Angustifolia, obtidos no Instituto Agronômico. Esses híbridos mostraram maiores teores de sapogeninas, 220-480mg/100g, do que o sisal, 140 ± 28mg/100g, assim como maiores teores de tigogenina (148-217mg/100g). Apenas o híbrido 003B apresentou teor de hecogenina (99 ± 16mg/100g) significativamente maior que o encontrado no sisal comum (26 ± 3mg/100g).
1989
Zullo,Marco Antonio Teixeira Azzini,Anisio Salgado,Antonio Luiz de Barros Ciaramello,Dirceu
Capacidade de produção de grãos e óleo em linhagens e cultivares de amendoim
Avaliaram-se doze linhagens de amendoim pertencentes à coleção de germoplasma do Instituto Agronômico e os cultivares Tatuí e Tatu, este usado como controle, quanto ao teor de óleo e à produtividade de grãos e de óleo em experimentos conduzidos durante o plantio das águas de 1983/84, 1984/85 e 1985/86 no Centro Experimental de Campinas; de 1983/84 e 1985/86 na Estação Experimental de Pindorama, e de 1985/86 na Estação Experimental de Ribeirão Preto. A maioria do material incluído nas avaliações apresentou, no mínimo, o mesmo nível de produtividade do controle, cv. Tatu - 2.154kg/ha - constituindo material promissor para inclusão nos trabalhos de melhoramento. Destacaram-se em produtividade de grãos e de óleo as linhagens 5567 e Ca-34 e o cv. Tatuí. A 269 apresentou o maior teor de óleo nas sementes, 50,5%, contra 47,2% do controle. Os resultados obtidos mostraram casos em que o teor de óleo nas sementes influenciou o desempenho relativo do material em termos de produção de óleo por área. Isso indica que o teor de óleo deve ser levado em consideração, pelo menos quando da escolha dos pais para os cruzamentos ou nas últimas fases de seleção das linhagens.
1989
Godoy,Ignácio José de Pereira,José Carlos Vila Nova Alves Martins,Antonio Lucio Mello
Melhoramento do trigo: XX. Herdabilidades e correlações entre os componentes de produção em populações híbridas envolvendo fontes de nanismo
Foram estimados os valores da herdabilidade em sentido restrito para a produção de grãos, altura das plantas, número de espigas por planta e de grãos por espiga e peso de cem grãos, bem como as correlações entre esses parâmetros através de cruzamentos em forma dialética entre os cultivares BH-1146, Atlas-66, Tordo e Siete Cerros. Plantas representando os pais, as gerações F1 e F2 e os retrocruzamentos para ambos os pais foram estudadas em um ensaio em blocos ao acaso, com cinco repetições, na Estação Experimental de Hyslop, da Universidade Estadual de Oregon, EUA, em 1978. Os valores da herdabilidade em sentido restrito para altura das plantas foram moderadamente altos para os cruzamentos BH-1146 x Atlas-66 (0,55), BH-1146 x Siete Cerros (0,60) e Atlas-66 x Siete Cerros (0,74); moderados para os cruzamentos Atlas-66 x Tordo (0,43) e Tordo x Siete Cerros (0,41), e baixo para o BH-1146 x Tordo (0,24). Foram estimados valores médios da herdabilidade em sentido restrito para número de espigas por planta variando de 0,43 a 0,58 para todos os cruzamentos, com exceção do BH-1146 x Atlas-66 e Atlas-66 x Tordo, que apresentaram valores baixos. Para o caráter peso de cem grãos, os indices da herdabilidade foram baixos para todos os cruzamentos, à exceção do BH-1146 x Atlas-66 e BH-1146 x Siete Cerros, que foram médios (0,40 e 0,45 respectivamente). Os valores da herdabilidade para produção de grãos foram baixos, à exceção dos verificados para os cruzamentos BH-1146 x Tordo (0,73) e BH-1146 x Siete Cerros (0,62). As correlações fenotípicas entre a produção de grãos e o número de espigas por planta, a altura das plantas, o número de grãos por espiga e o peso de cem grãos foram positivas e altamente significativas (com exceção da correlação produção de grãos e peso de cem grãos para a população BH-1146 x Atlas-66, que foi não-significativa). Os resultados sugerem ser possível selecionar somente plantas de porte semi-anão, com elevado potencial produtivo, alto número de grãos por espiga e de espigas por planta e elevado peso de cem grãos, desde que grandes populações segregantes sejam conduzidas para favorecer a identificação dos genótipos desejáveis originários das eventuais recombinações genéticas. Tal procedimento vem sendo adotado na seleção de cultivares de porte semi-anão para o Estado de São Paulo.
1989
Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira
Melhoramento do trigo: XXI. Avaliação de linhagens em diferentes regiões paulistas
Foram comparadas entre si vinte e três linhagens e dois cultivares comerciais de trigo através de ensaios instalados em diferentes regiões paulistas, em 1984/86, analisando-se a produtividade, características agronômicas, resistência às doenças e tolerância ao alumínio. Considerando os ensaios conduzidos em Capão Bonito, a linhagem 19 destacou-se quanto à produção de grãos, como moderadamente resistente à helmintosporiose, muito tolerante à toxicidade de Al3+, ciclo precoce e, apesar do porte alto, boa resistência ao acamamento. Nos ensaios do Vale do Paranapanema (Cruzália e Cândido Mota), sobressaíram o cultivar BH-1146 e a linhagem 16 quanto à produção de grãos. A linhagem 16 apresentou porte baixo, ciclo precoce, resistência de campo à ferrugem-da-folha, resistência ao acamamento e tolerância ao Al3+ e, em Tietê, foi a mais produtiva. No ensaio de Campinas, não foram detectadas diferenças entre os tratamentos quanto à produção de grãos. As linhagens 1, 3, 9, 10, 11, 15, 16, 22 e 23 e o cultivar Alondra-S-46 mostraram plantas de porte semi-anão, diferindo significativamente do 'BH-1146', de porte alto. Em relação à ferrugem-do-colmo (Puccinia graminis f. sp. tritici), as linhagens 9, 10 e 11 e o 'Alondra-S-46' foram resistentes às seis raças testadas em estádio de plântula em casa de vegetação. Em condição de infecção natural no estádio de planta adulta, as linhagens 11, 16 e 18 e o 'BH-1146' apresentaram menor grau de infecção de ferrugem-da-folha (P. recondita). A linhagem 7, com espigas compridas, 7 e 8, com maior número de espiguetas por espiga, 2, com grande fertilidade nas espigas, e 21, com grãos mais pesados, representaram boas fontes genéticas dessas características ao programa de melhoramento. As linhagens 1, 3, 5, 12, 13, 14, 16, 17, 18, 19 e 21 e o cultivar BH-1146 foram tolerantes à presença de 10mg de Al3+/litro em solução nutritiva.
1989
Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Felício,João Carlos Ferreira Filho,Antonio Wilson Penteado Freitas,José Guilherme de Barros,Benedito de Camargo Castro,Jairo Lopes de Sabino,José Carlos Rocha Junior,Laércio Soares
Melhoramento do cafeeiro: XLI. Produtividade do híbrido de timor, de seus derivados e de outras fontes de resistência a Hemileia vastatrix
Progênies do café Híbrido de Timor e F02-F4 oriundas de cruzamentos desse café com outros cultivares resistentes ou não a Hemileia vastatrix e cruzamentos entre outras fontes de resistência ao patógeno, foram avaliadas em três experimentos, em Campinas, para observação de sua produtividade, em relação a alguns cultivares de Coffea arabica tomados como testemunhas. As progênies do Híbrido de Timor apresentaram pequena produtividade, indicando baixa adaptação, com exceção daquelas de prefixos C 1737, C 1738 e C 1699. As progênies derivadas de cruzamentos do Híbrido de Timor com cultivares de porte pequeno, como Caturra Vermelho e Vila Sarchi de Coffea arabica, mostraram-se, também, pouco produtivas. Destacou-se apenas a progênie C 1669, rústica. Das combinações do Híbrido de Timor com outros cultivares de C. arabica com resistência a H. vastatrix, apenas a progênie C 1698 se revelou melhor. As progênies F2 derivadas de cruzamentos do cultivar S 795 portador do fator S H3 de resistência com Mundo Novo, deram produções bastante razoáveis. Notou-se, de modo geral, acentuada variabilidade na produção das progênies, o que é indicado pelos elevados valores dos coeficientes de variação obtidos nos três experimentos. Os dados desses experimentos mostraram a dificuldade de aproveitamento das progênies e dos derivados do Híbrido de Timor analisados. Tratando-se, no entanto, de material de elevado grau de resistência às raças de H. vastatrix, novas hibridações deverão ser sintetizadas, com cultivares comerciais, a fim de se conseguirem linhagens resistentes, vigorosas e mais produtivas.
1989
Carvalho,Alcides Fazuoli,Luiz Carlos Costa,Waldir Marques da
Herança da pigmentação com antocianina em Crotalaria juncea L.
Com a finalidade de obter informações sobre genes marcadores, foram hibridadas, manualmente, linhagens de crotalária contrastantes em relação à cor no hipocótilo, na base das asas das flores e das sementes. As sementes das gerações paternais, de F1, F2 e do retrocruzamento para o pai recessivo, foram semeadas em casa de vegetação para o estudo da segregação. Verificou-se que a presença é dominante em relação à ausência de pigmentação com antocianina, que a herança deste caráter é monogênica e que há efeito pleiotrópico entre sementes pigmentadas, pinta púrpura na base das asas das flores e hipocótilo roxo. Aventou-se a existência de polimeria na geração F2, uma vez que dentro das plantas com sementes pigmentadas foi possível a separação das sementes em cinco classes de intensidade de coloração. Sugeriu-se o símbolo Aa - para presença e aa aa - para ausência de pigmentação como discriminante do referido lócus.
1989
Miranda,Manoel Albino Coelho de Bulisani,Eduardo Antonio Teixeira,João Paulo Feijão Mascarenhas,Hipólito Assunção Antonio
Inseticidas sistêmicos granulados no controle das ninfas móveis das cigarras e seus efeitos na produtividade de cafeeiros
Procurou-se, no presente trabalho, observar a eficiência dos inseticidas sistêmicos granulados aldicarbe a 10%, carbofurã a 5% e dissulfotom a 2,5 e 10%, em dois tipos de solo, no controle das ninfas móveis das cigarras do cafeeiro, predominantemente Quesada gigas em lavouras instaladas nos municípios de Franca e ltirapuã, SP. Utilizaram-se doses desses inseticidas próximas às recomendadas para o controle do bicho-mineiro, as quais proporcionaram uma redução média de 67,5 e 54,1% na população das ninfas móveis da praga, respectivamente, em solo arenoso e argiloso. Esses inseticidas, quando aplicados por quatro anos consecutivos, proporcionaram um aumento médio de produção de 175, 227 e 246% para o aldicarbe, cárbofurã e dissulfotom respectivamente.
1989
Gonçalves,Wallace Faria,Ana Maria
Anacraga citrinopsis Dyar (Lepidoptera: Dalceridae) em mamoneira no estado de São Paulo
Larvae of A. citrinopsis Dyar were found feeding on leaves of castor-bean plants (Ricinus communis L.) on plantations at Caiuá, Tupi Paulista, Junqueirópolis, Ouro Verde, Marabá Paulista and Cândido Rodrigues, in the State of São Paulo, Brazil. The larvae feed on the lower surface of leaves, were they form cocoon and pupate later on. Only at Junqueirópolis the infestation was high, but there was a natural decrease in the insect population. The hymenopterous Glyptapanteles dalosoma Santis, 1987 (Braconidae), Ceratosmicra argentina Blanchard, 1942 (Chalcididae) and Isdromas monterai (Costa Lima, 1948) (Ichneumonidae) were reared from larvae; the latter two probably behaved as hyperparasites.
1989
Lourenção,André Luiz Carvalho,Luiz Olavo de Lasca,Dalmo Henrique de Campos
Caracterização tecnológica de híbridos de sisal
No presente estudo procedeu-se à caracterização tecnológica de alguns híbridos de sisal em comparação com a espécie comum (Agave sisalana Perr.), colhidos no Centro Experimental de Campinas em 1987. A densidade básica (0,172 a 0,249g/cm³) e o teor de matéria seca (16,91 a 24,82%) cresceram da base para a extremidade das folhas de sisal, contrastando com os teores de fibra têxtil (37,71 a 23,43%) e celulósica (21,75 a 14,56%), que decresceram a partir da base das folhas. As fibras celulósicas na base das folhas foram mais curtas; com maior lúmen e menor parede celular. O comprimento das fibras celulósicas do sisal comum (2,63mm) foi maior que os híbridos (1,39 a 2,09mm): estes não apresentaram superioridade tecnológica em relação ao sisal comum.
1989
Azzini,Anisio Ciaramello,Dirceu Salgado,Antonio Luiz de Barros Zullo,Marco Antonio Teixeira
Densidade global de solos medida com anel volumétrico e por cachimbagem de terra fina seca ao ar
Em laboratórios de rotina de fertilidade do solo, a medida de quantidade de terra para análise é feita em volume, mediante utensílios chamados "cachimbos", que permitem medir volumes de terra. Admite-se que essas medidas reflitam a quantidade de terra existente em volume de solo similar em condições de campo. Essa hipótese foi avaliada neste trabalho, por doze amostras dos horizontes A e B de seis perfis de solos. A densidade em condições de campo foi avaliada por anel volumétrico e, no laboratório, por meio de cachimbos de diversos tamanhos. A cachimbagem revelou-se bastante precisa. Os valores de densidade global calculada variaram de 0,63 a 1,46g/cm³ para medidas de campo e de 0,91 a 1,33g/cm³ para medidas com cachimbos. Portanto, a medida de laboratório subestimou valores altos de densidade e deu resultados mais elevados para valores de campo mais baixos.
1989
Van Raij,Bernardo Grohmann,Francisco
Fenóis, peroxidase e polifenoloxidase na resistência do cafeeiro a Meloidogyne incognita
Plântulas dos cultivares Mundo Novo, de Coffea arabica, suscetível, e Apoatã, de Coffea canephora, resistente, foram inoculadas com ovos de Meloidogyne incognita raça 2, e avaliadas em duas fases do ciclo de desenvolvimento do parasito, isto é, na de penetração de larvas e na de fêmeas com ovos. Não foram observadas diferenças quanto ao desenvolvimento radicular e da parte aérea entre plântulas inoculadas e não inoculadas, nas duas avaliações. Nos dois cultivares, houve aumento no teor de fenóis nas plântulas inoculadas na primeira avaliação, e, na segunda, apesar de os valores terem sido maiores, foram iguais entre plântulas inoculadas e seus respectivos controles. O 'Mundo Novo' apresentou sempre maior conteúdo de fenóis que o 'Apoatã' e somente houve aumento na sua atividade de peroxidase na primeira avaliação. Na segunda, a atividade dessa enzima foi maior do que na primeira, porém igual entre plântulas inoculadas e seus controles. O 'Apoatã' sempre teve maior atividade de peroxidase, e apenas houve aumento da atividade de sua polifenoloxidase na primeira avaliação, sendo que nesse cultivar a atividade dessa enzima sempre foi maior do que no 'Mundo Novo'. Cromatografias em camada delgada de celulose mostraram que em nenhum deles houve variações quantitativas de fenóis entre as plantas inoculadas e não inoculadas. Ambos, 'Mundo Novo' e 'Apoatã', apresentaram 23 compostos fenólicos em comum e, nove e onze não comuns respectivamente.
1989
Mazzafera,Paulo Gonçalves,Wallace Fernandes,José Afonso Righetti
Triticale: avaliação de linhagens em diferentes regiões paulistas
Compararam-se entre si vinte e quatro linhagens de triticale e o cultivar de trigo IAC-21, através de ensaios em diferentes localidades do Estado de São Paulo, nos anos de 1986 e 1987, analisando-se os seguintes parâmetros: rendimento de grãos, altura de plantas, ciclo em dias da emergência ao florescimento, porcentagem de plantas acamadas, peso de cem grãos e resistência à ferrugem-da-folha e às manchas-foliares em condições de campo. A linhagem de triticale Nutria 7272 foi a mais produtiva (3.098kg/ha), diferindo do 'IAC-21' (2.241 kg/ha) e das demais linhagens de triticale, com exceção da Merino"S" - JLO"S" (T-20 e 21), Nutria 440 e Juanillo 159, com 2.891, 2.870, 2.805 e 2.645kg/ha respectivamente. As linhagens de triticale exibiram maior resistência à ferrugem-da-folha com relação ao 'IAC-21'. A Panche 7287 mostrou-se moderadamente resistente às manchas-foliares e, as demais, suscetíveis. As linhagens M2A-KLA"S" x MA (T-6), Faro"S" e Panche 7287 apresentaram ciclo da emergência ao florescimento significativamente maior que o 'IAC-21', e M2A-CML 360 x M2A (T-2), Turk DWF-V 127 x 6TA 204/IA 146, M2A-CML x IA, TCEP 77138, BGL "S"-IGA x PND"S" e BCM"S"-Addax"S" exibiram plantas significativamente mais baixas. A Juanillo 159 apresentou o maior peso de cem grãos, diferindo do 'IAC-21' e das demais linhagens, com exceção da Nutria 7272 e Merino"S" - JLO"S" (T-21).
1989
Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Felício,João Carlos Ferreira Filho,Antonio Wilson Penteado Freitas,José Guilherme de Castro,Jairo Lopes de Gallo,Paulo Boller Pettinelli Junior,Armando
Possibilidade de seleção recorrente para aumento do teor de óleo em soja com a utilização da macho-esterilidade genética e da espectroscopia de ressonância nuclear magnética
Com a finalidade de estudar a possibilidade de realizar seleção recorrente, analisaram-se sementes de soja de plantas macho-estéreis e de sua progênies quanto ao teor de óleo no espectroscópio de ressonância nuclear magnética (NMR), no Instituto de Física da Universidade de Campinas de 1984 a 1988. Tais sementes provinham do composto IAC-1, com macho-esterilidade genética e ampla variabilidade quanto à percentagem de óleo (13,5-22,5%). Determinaram-se os coeficientes de repetibilidade, tomando-se o teor de óleo de cada semente da planta macho-estéril como uma medida fenotípica, obtendo-se o valor médio de r = 0,65. Concluiu-se que com a análise de quatro a cinco sementes, é possível representar a planta-mãe, passo importante para viabilizar a seleção recorrente nessa população, visto o pequeno número de sementes produzidas por planta macho-estéril. Utilizando-se a covariância entre a média das sementes da planta macho-estéril e a média de suas progênies, obteve-se h² = 0,73. Essa herdabilidade é alta, e como o caráter teor de óleo tem como principal componente de sua variância genética a variância aditiva, pode-se recomendar a seleção fenotípica. Calculou-se também o coeficiente de herdabilidade no nível da média de progênies, obtendo-se valores desde 0,66, para a média de duas plantas por progênie, até 0,85, para a de sete plantas por progênie. Esses resultados demonstram a possibilidade de seleção recorrente no composto IAC-1, tanto no campo, ao nível de planta macho-estéril, como em casa de vegetação, em seleção baseada na média da progênie.
1989
Miranda,Manoel Albino Coelho de Teixeira,João Paulo Feijão Mascarenhas,Hipólito Assunção Antonio Rettori,Carlos
Melhoramento do trigo: XXII. Comportamento de linhagens originárias de trigos de inverno e de primavera no Estado de São Paulo
Compararam-se entre si vinte e quatro linhagens e um cultivar comercial de trigo quanto à produção de grãos, componentes da produção e resistência às doenças, através de ensaios instalados em diferentes localidades paulistas, em condição de irrigação por aspersão e de sequeiro. Em casa de vegetação, efetuaram-se estudos de resistência às misturas de raças prevalecentes dos agentes causais da ferrugem-do-colmo e da folha e, em condições de laboratório, estudos da tolerância ao alumínio, em soluções nutritivas. As linhagens IAC-156 e IAC-141 salientaram-se quanto à produção de grãos em condição de irrigação por aspersão e as linhagens IAC-139, IAC-143, IAC-152 e IAC-157 em condição de sequeiro. Em relação à ferrugem-do-colmo (Puccinia graminis f. sp. tritici), as linhagens IAC-142, IAC-144, IAC-145, IAC-146, IAC-148, IAC-149, IAC-150, IAC-152, IAC-153, IAC-157 e IAC-158 e o 'Alondra-S-46' exibiram resistência às duas misturas de raças prevalecentes, em estádio de plântula. As linhagens IAC-143 e IAC-150 apresentaram resistência em estádio de plântula às três misturas de raças prevalecentes de ferrugem-da-folha (P. recondita) em casa de vegetação. Esses genótipos também foram resistentes a essa ferrugem em condição de infecção natural no campo, no estádio de planta adulta. As linhagens IAC-140, IAC-143, IAC-145, IAC-150 e IAC-153 mostraram-se resistentes ao oídio, em condição de campo. As linhagens IAC-139, IAC-143, IAC-145, IAC-146, IAC-152, IAC-154, IAC-155 e IAC-158 e o cultivar Alondra-S-46 exibiram plantas de porte baixo. A IAC-147 mostrou ser fonte genética do caráter espiga comprida; a IAC-142, de maior número de espiguetas por espiga; IAC-146 e IAC-147, de maior número de grãos por espiga; IAC-146, IAC-147 e IAC-148, de maior número de grãos por espigueta, e IAC-157, de grãos mais pesados. As linhagens IAC-143, IAC-149, IAC-150 e IAC-156 foram as mais tolerantes à toxicidade de Al3+, porém num grau significativamente menor em relação ao 'BH-1146'.
1989
Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Felício,João Carlos Ferreira Filho,Antonio Wilson Penteado Freitas,José Guilherme de Santos,Rui Ribeiro dos Sabino,José Carlos
Ocorrência de Eurhizococcus brasiliensis (Hempel) (homoptera: margarodidae) em videira no município de Louveira, Estado de São Paulo
Em 1986, em inspeção em vinhedos no município de Louveira, SP, foi observado definhamento acentuado de plantas em uma quadra de uma propriedade no Bairro de Abadia. Plantas do mesmo vinhedo, mas de outros talhões e de outras propriedades, não apresentava o problema. O exame do sistema radicular de plantas da quadra em questão revelou a presença de Eurhizococcus brasiliensis (Hempel) (Homoptera: Margarodidae) em alta infestação. Conhecida também como pérola-da-terra ou margarodes, é praga muito nociva à videira e de difícil controle. Sua ocorrência no Estado de São Paulo infestando raízes de videira restringia-se aos municípios de São Miguel Arcanjo e Guareí, acrescentando-se, agora, Louveira.
1989
Lourenção,André Luiz Martins,Fernando Picarelli Alarcon,Luiz Carlos Mollo
Resistência de campo ao vírus da queima-do-broto em genótipos de soja resistentes a insetos
Avaliou-se o comportamento de trinta e seis genótipos de soja em relação à incidência da queima-do-broto em condições de campo, no Centro Experimental de Campinas (IAC), no ano agrícola 1985/86. A infecção variou de 13 a 92%, destacando-se PI 227687 (13%), IAC 73-228 (25%), IAC 80-1177 (36%), IAC 80-1191 e IAC 84-20-1 (38%) e PI 274453 (40%) com os menores índices da doença. Os cinco genótipos menos infectados, mais a linhagem IAC 79-1823 e os cultivares IAC 9, IAC 10, IAC 12, Santa Rosa, Cristalina e IAC Foscarin-31, inoculados mecanicamente em casa de vegetação com diferentes isolados do vírus, não mostraram nível de resistência semelhante ao observado em campo; nesse teste, a infecção variou de 45 a 90%, tendo o melhor tratamento do experimento de campo (PI 227687) apresentado 90% de infecção. Há indicação, portanto, que a menor infecção observada nos genótipos no experimento de exposição natural seja resistência de campo, relacionada com a interação planta-tripes vetor.
1989
Lourenção,André Luiz Costa,Álvaro Santos Miranda,Manoel Albino Coelho de
Utilização do etefom e do tidiazurom na desfolha do algodoeiro e na deiscência de seus frutos
Estudou-se o efeito do etefom nas doses de 0,96, 1,44 e 1,92kg/ha, do tidiazurom, a 0,075kg/ha, e de misturas contendo 0,48 + 0,05, 0,96 + 0,05 e 1,44 + 0,05kg/ha de etefom e de tidiazurom, respectivamente, na desfolha do algodoeiro e na deiscência e seus frutos. Avaliações realizadas aos 7 e aos 14 dias após a pulverização dos produtos e de suas misturas indicaram que os mesmos, excetuando-se a dose 0,96kg/ha isolada de etefom e aos 7 dias após a aplicação, promoveram sensível desfolha do algodoeiro. O etefom acelerou a deiscência dos capuchos do algodoeiro a partir da dose 1,44kg/ha, o que não se observou para o tidiazurom. Os resultados indicaram que os produtos, quando aplicados conjuntamente, não possuem ação antagônica. Os diversos tratamentos não diferiram estatisticamente entre si na produção de algodão.
1989
Paulo,Edison Martins Fujiwara,Mamor Dodo,Shizuo
Acúmulo de massa seca e teores de elementos químicos em três cultivares de soja em função da correção da acidez do solo de Itararé (SP)
Com o objetivo de avaliar o comportamento de três cultivares de soja (IAC-9, UFV-1 e Cristalina), realizou-se, durante o ano agrícola de 1986/87, um experimento na Estação Experimental de Itararé, em cambissolo álico com A proeminente. Durante o inverno, essa área vinha sendo utilizada, desde 1979, para o estudo de níveis de calagem (0, 3, 6, 9 e 12t/ha de calcário dolomítico) em três cultivares de trigo. O calcário foi reaplicado nas mesmas quantidades em março de 1983. Na semeadura de soja, efetuou-se apenas adubação com fósforo e potássio. Devido à ocorrência de baixas temperaturas noturnas (média de 12°C) nos primeiros dez dias de fevereiro de 1987, verificou-se a formação de poucos primórdios florais e a ausência de pegamento de vagens. Assim sendo, somente foi possível a avaliação de fitomassa seca produzida, que apresentou uma resposta quadrática aos níveis de calcário aplicados, nos três cultivares. O 'Cristalina' foi o que menos produziu massa, diferindo dos outros dois. Com o aumento do índice de saturação por bases, elevou-se o teor de nitrogênio e fósforo nas folhas nos três cultivares. Independente desse índice, que esteve entre 6 e 50%, o teor de cálcio nas folhas não variou em nenhum dos cultivares, mostrando a sua alta capacidade de extração do solo.
1989
Ramos,Waldir Josué Mascarenhas,Hipólito Assunção Antonio Bataglia,Ondino Cleante Igue,Toshio Tanaka,Roberto Tetsuo