Repositório RCAAP

Melhoramento do algodoeiro para resistência múltipla a doenças, nematóides e broca-da-raiz em condições de campo

Um modelo de seleção e teste de linhagens de algodoeiro para resistência múltipla a doenças e pragas, adotado pelos melhoristas da Seção de Algodão do Instituto Agronômico, é descrito e discutido com base nos dados obtidos no período de 1981 a 1991. Condideraram-se as murchas de Fusarium e de Verticillium, a ramulose, a mancha angular, os nematóides e a broca-da-raiz como fatores adversos. Foram sugeridos índices relativos de resistência apropriados a cada fator e um índice de resistência múltipla para a avaliação global dos resultados. Discutem-se as evoluções desses índices durante o período, assim como as correlações observadas anualmente entre os índices. Houve, no período, tendência para nível crescente de resistência para todos os fatores, com exceção da ramulose, cujo índice médio de resistência oscilou ao redor de 70% da testemunha resistente, no conjunto das linhagens promissoras obtidas anualmente. As correlações entre os índices de resistência aos fatores variaram ao redor de zero, de maneira casual de ano para ano, atingindo raras vezes o nível de significância de 5%. Apareceram correlações negativas significativas, no final do período, entre ramulose, de um lado, e Verticillium e mancha angular do outro, cuja importância e conseqüência são discutidas. O índice médio de resistência múltipla cresceu de 56,7% no período, chegando a 0,776 no final, sendo que o valor 1,000 representaria a reunião de todos os genes disponíveis de resistência numa mesma linhagem.

Ano

1994

Creators

Gridi-Papp,Imre Lajos Cia,Edivaldo Fuzatto,Milton Geraldo Chiavegato,Ederaldo José Dudienas,Christina Pizzinatto,Maria Angelica Sabino,José Carlos Camargo,Antonio Pereira de Campana,Mário Pércio

Estabilidade da produção de genótipos de algodoeiro em face da ocorrência de doenças e nematóides

A estabilidade da produção de quatro genótipos de algodoeiro (Gossypium hirsutum L.) foi estudada pelo método de Eberhart & Russel em treze experimentos realizados em regiões produtoras do Estado de São Paulo e de Goiás, no ano agrícola de 1992/93. Em alguns, houve ocorrência de uma ou mais das seguintes adversidades: murcha de Fusarium (Fusarium oxysporum f. vasinfectum (Atk.) Snyder & Hansen); nematóides (Meloidogyne incognita, Pratylenchus brachyurus, Rotylenchulus reniformis e Helicotylenchus sp.); ramulose (Colletotrichum gossypii South var. cephalosporioides A.S. Costa) e vírus do mosaico. O melhor desempenho quanto à produtividade e à estabilidade foi apresentado por duas linhagens provenientes do programa de me-lhoramento para resistência múltipla a doenças e nematóides, realizado pelo IAC, vindo, a seguir, a variedade IAC 20. A 'Deltapine Acala 90' mostrou-se a menos estável, apresentando a menor produtividade média, o maior coeficiente de regressão linear (1,333), único estatisticamente diferente da unidade, e os maiores desvios da regressão. As maiores estabilidades e produtividades deveram-se à resistência múltipla aos patógenos e nematóides limitantes ao algodoeiro, presentes nos ambientes analisados. Pela comparação entre os genótipos de melhor e de pior comportamento, estimaram-se perdas na produção de cerca de 33% pela murcha de Fusarium e de 50% por nematóides. No conjunto de todos os ambientes, a redução da produção foi de 28%, com o uso do genótipo menos estável. Tendo em vista a diversidade e disseminação desses parasitas nas regiões consideradas, é posta em relevo a necessidade de resistência ou de tolerância múltipla a eles, nas variedades distribuídas para plantio.

Ano

1994

Creators

Fuzatto,Milton Geraldo Cia,Edivaldo Chiavegato,Ederaldo José

Surtos populacionais de Bemisia tabaci no estado de São Paulo

A partir de 1991, tem sido observada a presença da mosca-branca Bemisia tabaci (Genn.) (Homoptera: Aleyrodidae) em altas populações em hortaliças e orna-mentais nos municípios paulistas de Paulínia, Holambra, Jaguariúna e Artur Nogueira. Foram constatadas infestações severas em tomateiro, brócolos, berinjela e aboboreira; nesta última, o sintoma observado em plantas infestadas pela mosca-branca é o prateamento da face superior das folhas, em conjunto com queda drástica da produção. Uma lavoura de tomate severamente infestada por B. tabaci apresentava o sintoma referido colo amadurecimento irregular dos frutos do tomateiro; plantas invasoras presentes nessa área também foram intensamente colonizadas, principalmente Sida rhombifolia L., Sonchus oleraceus L., Solanum viarum Dun. e Ipomoea acuminata Roem. & Schult. Em Holambra, verificaram-se ataques intensos em plantas ornamentais, principalmente crisântemo (Chrysantemum morifolium Ramat.) e bico-de-papagaio (Euphorbia pulcherrima Willd.); roseiras foral pouco colonizadas. Nessas hortaliças e nas ornamentais, a aplicação quase diária de inseticidas não reduziu a infestação do inseto. Além dessas plantas, campos de algodão, em Holambra, e de feijão, em Paulínia, também foram infestados por B. tabaci. Nos E.U.A., a capacidade de certas populações de B. tabaci de induzir o prateamento da folha em aboboreira e de colonizar intensamente E. pulcherrima, entre outros fatores, têm levado à distinção do biótipo "B" ou "poinsétia", nome vulgar dessa euforbiácea; todavia, estudos recentes na Califórnia (E.U.A.) mostram a possibilidade de se tratar de duas espécies distintas. Dada a similaridade entre as infestações associadas a B. tabaci que vêm ocorrendo naquele país e, mais recentemente, no Brasil, é provável que o biótipo B ou essa nova espécie tenha sido aqui introduzido.

Ano

1994

Creators

Lourenção,André Luiz Nagai,Hiroshi

Resistência a bruquídeos, composição em ácidos graxos e qualidade de cozimento das sementes em genótipos de grão-de-bico

O presente trabalho teve por objetivos: (a) verificar possíveis diferenças entre seis genótipos de grão-de-bico (Cicer arietinum L.), selecionados no Instituto Agronômico, quanto à suscetibilidade ao ataque de Callosobruchus phaseoli (Gyllenhal), C. maculatus F. e Acanthoscelides obtectus (Say), pragas de armazenamento dessa fabácea; (b) relacionar as diferenças em suscetibilidade com a composição química das sementes, e (c) avaliar a qualidade de cozimento das sementes dos genótipos com características agronômicas mais promissoras para o cultivo. Foram utilizadas sementes do cv. IAC-Marrocos e dos genótipos IAC-Sonora, IAC-Sonora-FE, IAC-GB2, IAC-GB3 e IAC-GB4 de grão-de-bico, as quais foram infestadas separadamente com as três principais espécies de insetos, obtendo-se o número de ovos por fêmea (Callosobruchus), a percentagem de ovos que se desenvolveram até adulto, o período de desenvolvimento de ovo a adulto e a perda de peso das sementes por inseto desenvolvido, parâmetros utilizados para avaliação dos genótipos, cuja composição em ácidos graxos foi determinada, procurando-se relacionar as diferenças obtidas com as diferenças em suscetibilidade. Verificaram-se diferenças de resistência ao ataque de bruquídeos entre os genótipos estudados. O IAC-GB2 foi o menos favorável ao desenvolvimento de C. maculatus, C. phaseoli e A. obtectus. A resistência de grão-de-bico a bruquídeos pode estar relacionada com componentes do tegumento que conferem coloração mais escura e/ou com a composição em ácido linoléico, influindo na oviposição e na alimentação e/ou biologia das larvas. Foi observada diferença na qualidade de cozimento entre os genótipos estudados. O IAC-Sonora apresentou qualidade de cozimento significativamente superior ao IAC-GB2.

Ano

1994

Creators

Athiepacheco,Ivânia Bolonhezi,Scheilla Sartori,Maria Regina Turatti, Paula,Dalmo Cesar de Lourenção,André Luiz

Efeitos da aplicação de uréia e de sulfato de amônio nas características agronômicas e propriedades tecnológicas da fibra do algodoeiro

São apresentados resultados referentes às características agronômicas e propriedades tecnológicas da fibra do algodoeiro, obtidos em dezesseis experimentos de campo, no Estado de São Paulo, entre os anos agrícolas de 1984/85 e 1986/87, nos quais se verificou o efeito da aplicação de adubos nitrogenados. Utilizaram-se a uréia e o sulfato de amônio no sulco de semeadura e, em cobertura, nas doses de 0, 25, 50, 75 e 100 kg/ha de N, obedecendo ao esquema fatorial 2 x 5, com quatro repetições distribuídas em blocos ao acaso. Demonstrou-se que em solos continuamente adubados, nos quais a reação da planta a N é alta em termos de produtividade, os efeitos da adubação podem estender-se às características agronômicas (pesos dos capulhos e de sementes) e às propriedades tecnológicas da fibra do algodoeiro (comprimento, uniformidade de comprimento, índice Micronaire, maturidade e resistência intrínseca). De modo geral, o sulfato de amônio e a uréia tiveram comportamento semelhante.

Ano

1994

Creators

Sabino,Nelson Paulieri Silva,Nelson Machado da Kondo,Julio Isao Igue,Toshio

Reação de porta-enxertos comerciais de tomateiro a Meloidogyne mayaguensis

O objetivo do presente trabalho foi verificar a resistência ao nematóide Meloidogyne mayaguensis em oito porta-enxertos de tomateiro considerados resistentes à Meloidogyne incognita, M. javanica e M. arenaria, comercializados no Brasil. Os porta-enxertos testados foram: 'Guardião', 'Helper-M', 'Anchor-T', 'Dr. K', 'Kagemuscha', 'TMA 809', 'Magnet' e 'He-Man'. O experimento constou de 9 tratamentos (8 porta-enxertos e a cultivar Rutgers utilizada como padrão de suscetibilidade), com 6 repetições, sendo cada parcela constituída por 1 planta por vaso, mantidas em casa de vegetação. As plantas foram inoculadas com 5.000 ovos e eventuais juvenis infectantes de M. mayaguensis. O experimento seguiu o delineamento inteiramente casualizado. Aos 60 dias da inoculação procederam-se as avaliações, quando foram avaliados os índices de galhas e massas de ovos, número de nematóides no solo e na raiz, peso do sistema radicular e o fator de reprodução. Todos os porta-enxertos estudados demonstraram-se suscetíveis a M. mayaguensis.

Ano

2009

Creators

Cantu,Rafael Ricardo Wilcken,Silvia Renata Siciliano Rosa,Juliana Magrinelli Osório Goto,Rumy

Reação de cultivares de batata a Streptomyces scabies, agente causal da sarna comum profunda

Este trabalho visou caracterizar quanto a critérios morfológicos e fisiológicos isolados de Streptomyces causadores de sarna comum profunda em batata; avaliar o comportamento de cultivares em relação à doença e a variação na agressividade entre os isolados da bactéria. Os isolados de Streptomyces apresentaram coloração cinza em meio extrato de levedura e malte e cadeias de esporos espiraladas, produzidas sobre um micélio aéreo. Ocorreu produção de melanina em meio de tirosina-ágar e a utilização de oito fontes de carbono recomendadas, propriedades estas que correspondem às descritas para S. scabies. Batatas-semente sadias de seis cultivares foram plantadas em substrato infestado com seis isolados de S. scabies separadamente e as plantas cultivadas em vasos e ambiente aberto. A severidade da doença foi estimada com auxílio de uma escala diagramática e avaliou-se o rendimento de tubérculos (g/planta). As cvs. Mondial e Jaete Bintje foram as mais resistentes à sarna comum com severidade média nos dois experimentos de 10,5% e 14,0%, respectivamente, seguidas por Asterix (17,4%), Ágata (21,8%), Monalisa (23,0%) e Cupido (23,3%). A agressividade dos isolados variou quantitativamente, com severidade maior para o isolado M4 (34,7%) e menor para o isolado M1 (6,2%). Redução da produção de tubérculos foi verificada na cv. Jaete Bintje, no primeiro experimento, e quando as cultivares foram infectadas pelos isolados A1, M2 e M3, no primeiro experimento, e pelo isolado M4, no segundo experimento.

Ano

2009

Creators

Fischer,Ivan Herman Teixeira,Ana Paula Matoso Toffano,Leonardo Garcia,Ely Oliveira

Danos causados pelo Zucchini lethal chlorosis virus (ZLCV) sobre a produção de frutos comerciais de abobrinha de moita 'Caserta'

O ZLCV é um tospovírus encontrado com freqüência causando severos danos em cucurbitáceas. Nesse trabalho avaliaram-se os danos causados pelo ZLCV em abobrinha de moita 'Caserta', em campo na ESALQ/USP, Piracicaba-SP, onde esse vírus é freqüente. Plantas obtidas pela semeadura direta foram monitoradas periodicamente quanto à infecção pelo ZLCV por meio dos sintomas e por PTA-ELISA. Monitorou-se ainda a contaminação com Papaya ringspot virus - type W e Zucchini yellow mosaic virus, desconsiderando a produção dessas plantas. As plantas foram agrupadas em função da época de aparecimento dos sintomas do ZLCV, avaliando a produção de frutos comerciais (FC) e não comerciais (FNC) de cada grupo e comparando com a de plantas que permaneceram sem sintomas até o final do experimento. As plantas que apresentaram sintomas até os 23 dias após a emergência (DAE) não produziram qualquer tipo de frutos. FC foram colhidos de plantas que apresentaram sintomas a partir dos 42 DAE. Mesmo assim, houve redução de 78,5 % na produção de FC. Plantas que mostraram sintomas por ocasião da última colheita (55 DAE) apresentaram redução na produção de FC de 9,6 %. A infecção com o ZLCV até o início da frutificação inviabiliza a produção de FC de abobrinha de moita 'Caserta'.

Ano

2009

Creators

Giampan,José Segundo Rezende,Jorge Alberto Marques Piedade,Sônia Maria De Stefano

Elaboração e validação de escala diagramática para quantificação da severidade da antracnose em frutos de maracujá amarelo

Uma escala diagramática foi desenvolvida com o intuito de padronizar a avaliação da severidade da antracnose em frutos de maracujá amarelo, causada por Colletotrichum gloeosporioides. A escala foi elaborada considerando os limites máximos e mínimos de severidade da doença. Os valores percentuais de sintomas de antracnose seguiram incrementos logarítmicos (1, 3, 8, 21, 44 e 70%). Para a validação da escala, dez avaliadores (cinco inexperientes e cinco experientes) quantificaram a severidade da doença, sem e com o uso da escala, a partir de 50 frutos com diferentes níveis de doença. As avaliações com a escala diagramática foram mais precisas e acuradas nas estimativas da maioria dos avaliadores, e proporcionaram maior reprodutibilidade entre avaliações dos avaliadores. A escala diagramática proposta foi considerada adequada para estimar a severidade da antracnose em frutos de maracujá amarelo e poderá ser utilizada em estudos epidemiológicos e de controle desta doença.

Ano

2009

Creators

Fischer,Ivan Herman Alves,Silvio André Meirelles Almeida,Aparecida Marques de Arruda,Maria Cecília de Bertani,Rosemary Marques de Almeida Garcia,Maria José De Marchi

Influência da temperatura e da duração do molhamento foliar na severidade da mancha bacteriana do tomateiro

No presente trabalho foram estudadas, em condições de câmara climatizada, a influência da temperatura (15, 20, 25 e 30ºC) e do molhamento foliar (6, 12, 24 e 48 horas) na severidade da mancha bacteriana do tomateiro incitada por Xanthomonas spp. A densidade relativa de lesões foi influenciada pela temperatura e pela duração do molhamento foliar (P<0,05). A doença foi mais severa na temperatura de 25ºC. Os dados foram submetidos à análise de regressão não linear. A função beta generalizada foi usada para ajuste dos dados de severidade e temperatura, enquanto uma função logística foi escolhida para representar o efeito do molhamento foliar na severidade da mancha bacteriana. A superfície de resposta obtida pelo produto das duas funções foi expressa por SE = 0,0001538 * (((x-8)2,4855647 * ((32-x)0,7091962)) * (0,64289/(1+21,26122 * exp(-0,12435*y))), onde SE, representa o valor da severidade estimada (0,1); x, a temperatura (ºC) e y, o molhamento foliar (horas). Este modelo deverá ser validado em condições de campo para aferir o seu emprego como um sistema de previsão da mancha bacteriana do tomateiro.

Ano

2009

Creators

Marcuzzo,Leandro Luiz Fernandes,José Mauricio Cunha Becker,Walter Ferreira

Caracterização de um isolado de Bidens mosaic virus proveniente de alface

Em 2004, plantas de alface com sintomas de mosaico coletadas em São Manuel - SP foram analisadas por microscopia eletrônica, constatando-se presença de partículas típicas de potyvirus com 730 nm de comprimento. Após purificação biológica por monolesionais em Chenopodium quinoa, o extrato vegetal foi inoculado em uma série de plantas diferenciadoras, verificando-se que o isolado testado foi capaz de infectar C. quinoa e C. amaranticolor induzindo lesões locais seguidas de mosaico sistêmico. Ervilha (Pisum sativum) mostrou-se assintomática, e em diferentes cultivares de alface como Trocadero, White Boston, Regina, Verônica, Lucy Brown, Rafaela, Tainá, Vera e Laurel foi observado o mosaico. A cultivar Gizele foi tolerante ao vírus. O sequenciamento da região codificadora da proteína capsidial revelou maior identidade de aminoácidos (97%) deste isolado com o Bidens mosaic virus - BiMV (nº de acesso AY960151). Diferentemente dos isolados de BiMV já descritos, este proveniente de alface não foi capaz de infectar Bidens pilosa, Helianthus annuus, Nicotiana tabacum TNN e N. glutinosa. A ocorrência natural do BiMV em alface, causando sintomas semelhantes aos do LMV e a suscetibilidade de várias das cultivares hoje plantadas, servem como um alerta para a correta diagnose do vírus a campo.

Ano

2009

Creators

Suzuki,Gerson Shinia Rosa,Renan Augusto Cardoso Sanches,Márcio Martinello Nozaki,Denise Nakada Pavan,Marcelo Agenor Krause-Sakate,Renate

Candidatus Phytoplasma brasiliense associado ao superbrotamento do hibisco (Hibiscus rosa-sinensis L.) no Estado de São Paulo

Plantas de hibisco com superbrotamento e definhamento seguido de morte têm sido observadas nos municípios de São Paulo, Campinas e Piracicaba. Como os sintomas são sugestivos daqueles induzidos por fitoplasmas, o presente trabalho buscou identificar o possível fitoplasma associado com a doença. Assim, 14 plantas sintomáticas de hibisco foram coletadas em Piracicaba (SP) e submetidas ao PCR duplo com os primers P1/Tint-R16F2n/R2 e ao exame em microscópio eletrônico de transmissão. A identificação foi realizada por análise de RFLP com as enzimas de restrição BfaI, DraI, HaeIII, HhaI, HpaII, MboI, MseI, RsaI e TaqI. Testes de transmissão foram conduzidos com enxertia de ramos e uso de Cuscuta subinclusa. Os resultados de nested-PCR revelaram a presença consistente de fitoplasmas em todas as plantas sintomáticas e foram confirmados pela observação de corpúsculos pleomórficos no floema, através da microscopia eletrônica. A análise de RFLP mostrou que o fitoplasma encontrado em hibisco pertence ao grupo 16SrXV, o mesmo grupo do Candidatus Phytoplasma brasiliense. O fitoplasma foi transmitido de planta doente para sadia, tanto pela enxertia como pela C. subinclusa, demonstrando ser o agente do superbrotamento do hibisco.

Ano

2009

Creators

Silva,Eliane Gonçalves da Bedendo,Ivan Paulo Massola Júnior,Nelson Sidnei Silva,Ricardo Ferrari

Ação nematicida de extratos de alho, mostarda, pimenta malagueta, de óleo de mostarda e de dois produtos à base de capsainóides e alil isotiocianato sobre juvenis de Meloidogyne javanica, (treub) Chitwood, 1949, em casa de vegetação

Neves, W.S; Freitas, L.G.; Coutinho, M.M.; Giaretta-Dallemole, R.; Fabry, C.F.S.; Dhingra, O.D. &amp; Ferraz, S. Atividade nematicida de extratos botânicos de pimenta malagueta (Capsicum frutescens), mostarda (Brassica campestris) e alho (Allium sativum) sobre o nematóide das galhas, Meloidogyne javanica, em casa de vegetação. Summa Phytopathologica, v.35, n.4, p.255-261, 2009 O experimento teve como objetivo avaliar a atividade nematicida de extratos botânicos dos frutos de pimenta malagueta (Capsicum frutescens), plantas de mostarda (Brassica campestris), de bulbos de alho (Allium sativum) e óleo de mostarda sobre o nematóide das galhas, Meloidogyne javanica, em tomateiro em casa de vegetação e posteriormente comparar os extratos que apresentassem maior redução de número de galhas e de ovos com dois produtos à base de capsaicina, capsainóides e alil isotiocianato. Uma mistura peneirada de solo e areia na proporção 1:1 (v:v) foi colocada em vasos de plástico e infestada com 4000 ovos de M. javanica. Quatro dias após 20 mL de cada extrato, na concentração de 1000 ppm, foram espalhados sobre o solo. Apenas água foi derramada sobre o solo infestado no tratamento testemunha. Mudas de tomate com 20 dias de idade foram transplantadas quatro dias após a colocação dos extratos ao solo. Após quarenta e cinco dias avaliou-se o número de ovos e o número de galhas do sistema radicular de cada planta. Os extratos clorofórmico e cetônico de pimenta malagueta e o óleo de mostarda apresentaram melhor controle do nematóide, diferindo estatisticamente da testemunha quanto ao número de galhas. Porém, somente o óleo de mostarda reduziu significativamente o número de ovos quando comparado com a testemunha. Os extratos cetônico e clorofórmico de pimenta e o óleo de mostarda reduziram em 34,5%, 40,4% e 99,9% o número de galhas, respectivamente e o óleo de mostarda reduziu em 99,9% o número de ovos. No experimento seguinte foram avaliados o extrato clorofórmico de pimenta, o óleo de mostarda, o produto comercial Champon® e um produto em desenvolvimento na UFV, chamado DS, a base de capsaicina, capsainóides e alil isotiocianato em diferentes concentrações. Os produtos Champon® e DS e o óleo de mostarda reduziram o número de ovos e galhas quando comparados à testemunha em todas as concentrações testadas. O extrato de pimenta apresentou o melhor resultado na concentração de 400 ppm, reduzindo o número de ovos e galhas em relação à testemunha, porém esse foi bem maior quando comparado com os demais produtos testados.

Ano

2009

Creators

Neves,Wânia dos Santos Freitas,Leandro Grassi de Coutinho,Marcelo Magalhães Dallemole-Giaretta,Rosangela Fabry,Cleia de Fátima Silva Dhingra,Onkar Dev Ferraz,Silamar

Ocorrência endofítica de Lasiodiplodia theobromae em tecidos de cajueiro e sua transmissão por propágulos

Lasiodiplodia theobromae, agente causal da resinose e da podridão-preta-da-haste é o principal patógeno do cajueiro no semi-árido nordestino. Esse patógeno é reconhecido em outros hospedeiros pela capacidade de colonizar tecidos vegetais sem aparente sintoma. Essa característica é de grande importância epidemiológica, prognosticando medidas de exclusão no manejo da doença. A ocorrência epidêmica da resinose em áreas isoladas reforça a hipótese dos propágulos assintomáticos do hospedeiro servirem como fonte de inoculo primário. Os objetivos deste estudo foram determinar a capacidade de L. theobromae de sobreviver em tecidos de cajueiro sem apresentar sintomas e estimar a transmissão deste patógeno via propágulos. A presença do fungo a diferentes distâncias do cancro e nas duas direções em relação ao mesmo (descendente e ascendente) foi determinada pelo plaqueamento de tecidos de troncos infectados. Na outra parte do trabalho, foram coletados em pomares comerciais sementes de plantas sem sintomas e com sintomas severos de resinose. Estas foram semeadas separadamente e as plântulas obtidas foram enxertadas com garfos provenientes de ramos de plantas sadias e ramos de plantas severamente infectadas, perfazendo-se todas as combinações de origem da semente e garfos. As mudas produzidas conforme os quatro tratamentos foram plantadas sob condições favoráveis à doença. L. theobromae foi isolado até 80 cm, tanto na direção ascendente como na descendente em relação do cancro. A interação garfo de planta doente e semente de planta doente apresentou maior incidência da resinose do que a interação garfo de planta sadia e semente de planta doente, mostrando que o garfo também contribui no aumento da incidência.. A interpretação desses resultados evidencia o caráter endofítico de L. theobromae e o propágulo infectado como veículo de introdução da doença no pomar.

Ano

2009

Creators

Cardoso,José Emilson Bezerra,Marlos Alves Viana,Francisco Marto Pinto Sousa,Tomil Ricardo Maia de Cysne,Alex Queiroz Farias,Fabio Costa

Nutrição e crescimento do fungo nematófago Arthrobotrys oligospora

As condições de crescimento e os requerimentos nutricionais de Arthrobotrys oligospora, um fungo nematófago, foram investigados em meio líquido. O organismo foi incubado em meio sintético, a 30º C e em cultura estacionária. O perfil da curva de crescimento do fungo ajustou-se a uma equação de 3º grau, mesmo após 15 dias de incubação. A temperatura e o pH ótimos para produção de micélio foram observados a 25º C e pH 5,0, respectivamente. Contudo, não foram observadas diferenças significativas entre a produção de biomassa nas temperaturas de 25º C e 30º C ou pH 5.0 e 6.0. Várias fontes de carbono foram utilizadas pelo fungo, porém a maior produção de biomassa foi verificada com maltose e sacarose. Das fontes de nitrogênio testadas, várias proteínas (triptona, extrato de levedura, caseína, peptona e casaminoácidos) e fontes inorgânicas (nitrato de sódio e cloreto de amônio) estimularam a maior produção de biomassa. Das várias vitaminas experimentadas, o crescimento do fungo aumentou 2,2 vezes com riboflavina e 2,3 vezes com a mistura biotina e tiamina em relação ao controle, sem vitamina. De modo geral, constatou-se, após o período de incubação, que o pH inicial do meio de cultura pode aumentar até 8,4. Estes resultados sugerem que as variáveis estudadas podem ter papel importante no crescimento do organismo no solo.

Ano

2009

Creators

Cardoso,Eliane R. Assis,Luiz Carlos Nahas,Ely

Eventos do processo de infecção de Colletotrichum gloeosporioides inoculados em folhas de Coffea arabica L

O presente trabalho teve por objetivo obter informações sobre os eventos de pré-penetração, penetração e colonização de isolados de C. gloeosporioides, obtidos de mangueira e cafeeiro, quando inoculados em folhas de cafeeiros (Coffea arabica L.) da cultivar Catucaí Vermelho. As folhas foram selecionadas, padronizadas e lavadas, demarcando-se áreas circulares de 0,5 cm de diâmetro na face abaxial, inoculando-se uma alíquota de 20 µL da suspensão de conídios. Utilizou-se um isolado obtido de mangueira e dois isolados obtidos de cafeeiro com mancha manteigosa. Realizaram-se avaliações com 3, 6, 8, 12, 24, 36, 48, 72, 96, 144 e 240 horas após a inoculação (hai). Todos os materiais foram processados e observados em microscópico eletrônico de varredura. Os conídios de todos os isolados aderiram freqüentemente nas depressões das células da epiderme e células-guarda dos estômatos, formando septo antes da germinação. A penetração, na maior parte, se deu por via direta e algumas vezes por estômatos. Isolados de cafeeiro germinaram em folhas de 6 a 8 hai, produzindo apressórios 12 hai e acérvulos de 96 a 144 hai. O isolado de mangueira germinou de 6 a 8 hai com formação de apressório de 8 a 12 hai e produziu novos conídios diretamente em hifas conidiogênicas. Não foi observada a formação acérvulos para este isolado.

Ano

2009

Creators

Ferreira,Josimar Batista Abreu,Mario Sobral de Alves,Eduardo Pereira,Igor Souza Fernandes,Katiúcia Dias

Capacidade combinatória para resistência àmancha branca em linhagens endogâmicas de milho

Estimaram-se as capacidades geral (CGC) e específica (CEC) de combinação para resistência à mancha branca de 24 linhagens do programa de melhoramento de milho do IAC, de diferentes procedências, sob esquemas de dois dialelos parciais (Dialelo A e B), em Mococa, na região nordeste do Estado de São Paulo, na safra 2004/2005. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos ao acaso com 3 repetições e 2 testemunhas comerciais (IAC 8333 e DKB 350). Avaliou-se a severidade da mancha branca nas linhagens, nos 36 híbridos simples resultantes de cada dialelo parcial 6x6 e nos dois híbridos comerciais. A avaliação da doença foi realizada nos estádios de grãos leitosos a pastosos, através de escala de notas de 1 a 9, correspondendo a 0; 1; 2,5; 5; 10; 25; 50; 75 e mais de 75% de área foliar afetada. Houve diferenças significativas (P<0,01) entre os híbridos para resistência à mancha branca, permitindo a discriminação dos híbridos experimentais. As linhagens mais resistentes foram PM518, IP4035 (Dialelo A) e IP398 (Dialelo B), enquanto que os híbridos IAC8333, PM 518 x IP4035 e IP701 x IP4035 no Dialelo A e L8 x IP398, VER266 x IP398 e L161 x IP398 no Dialelo B, mostraram-se mais resistentes à doença. A análise dialélica mostrou efeitos significativos (P<0,01) para cruzamentos, CGC do Grupo I, CGC do Grupo II somente para o Dialelo A e CEC para resistência à mancha branca. Conclui-se, a partir da magnitude da CGC em relação à variação total, que a resistência à mancha branca tem natureza preponderantemente aditiva e que a presença de CEC significativa indica também a existência de efeitos de dominância.

Ano

2009

Creators

Guimarães,Paula de Souza Paterniani,Maria Elisa Ayres Guidetti Zagatto Dudienas,Christina Lüders,Reginaldo Roberto Gallo,Paulo Boller

Incidência da varíola, causada por Asperisporium caricae, em folhas de mamoeiros submetidos ao manejo orgânico, em diferentes ambientes de cultivo

Mudas de mamoeiro da cultivar Baixinho de Santa Amália foram transplantadas para covas de 40x60x40 cm, em áreas de três estruturas contíguas: (a) estufa sombreada (cobertura de plástico), (b) estufa sombreada + sombrite (cobertura adicional de sombrite com 30% de sombreamento sobre o plástico) e (c) telado (cobertura exclusiva de sombrite 30%). Ao lado de tais estruturas foi implantada uma área de cultivo de mamoeiro em ambiente natural. Os tratos culturais aplicados foram os condizentes às normas técnicas vigentes na agricultura orgânica. As irrigações foram procedidas com mangueira plástica, evitando-se molhar folhas e frutos. Aos 45 dias pós-transplantio e, subseqüentemente, a intervalos mensais, as plantas foram inspecionadas em relação à incidência de lesões foliares causada pelo fungo Asperisporium caricae. Para efeito de análise estatística, após o teste de homogeneidade das variâncias, foram consideradas quatro repetições por ambiente (tratamento), com seis plantas úteis por parcela. O modelo de quantificação da doença indicou efeito altamente significativo dos ambientes protegidos, estufa e estufa sombreada, quanto à incidência de sintomas, em comparação com ambientes de telado e em área natural de cultivo. Durante os 12 meses de avaliações foi constatada alta correlação entre incidência da doença e pluviosidade e umidade relativa do ar. As estruturas cobertas com plástico demonstraram alto potencial de controle de A. caricae, sendo, portanto, recomendáveis no sistema orgânico de produção do mamoeiro.

Ano

2009

Creators

Martelleto,Luiz Aurélio Peres Ribeiro,Raul de Lucena Duarte Carmo,Margarida Goréte Ferreira do Sudo-Martelleto,Mariluci Goes,Antonio de

Ação de tinturas e óleos essenciais de plantas medicinais sobre o crestamento bacteriano comum do feijoeiro e na produção de proteínas de indução de resistência

A exploração da atividade biológica de compostos secundários presentes nas tinturas ou em óleos essenciais de plantas podem representar, ao lado da indução de resistência, mais uma forma potencial de controle de doenças em plantas cultivadas. O presente trabalho objetivou avaliar o potencial de tinturas de Lippia alba, Lippia sidoides, Mikania glomerata, Equisetum sp. e Hedera helix e óleos essenciais de Rosmarinus officinalis e Cinnamomum zeylanicum nas atividades in vitro, in vivo e na produção de proteínas na indução de resistência, em plantas de feijão vagem cultivar Bragança. Os resultados obtidos demonstraram que as tinturas de L. alba e L. sidoides e os óleos essenciais (R. officinalis e C. zeylanicum) apresentaram atividade in vitro aos isolados de Xanthomonas axonopodis pv. phaseoli. Todas as tinturas ensaiadas apresentaram menores valores do progresso da doença (AACPD), em relação à testemunha, merecendo destaque a tintura de L. alba, que estavam correlacionadas com os maiores teores de polifenoloxidase, peroxidase e proteínas solúveis totais, evidenciando uma possível indução de resistência. Os óleos essenciais não apresentaram diferença na AACPD e nem na indução de proteínas.

Ano

2009

Creators

Vigo,Sandra Cristina Maringoni,Antonio Carlos Camara,Renata de Cássia Lima,Giuseppina P.P.

Ocorrência de Doenças em Bananeiras no Estado de Alagoas

O cultivo da banana é uma importante fonte de renda para pequenos e médios produtores no estado de Alagoas. A maioria dos plantios está localizado em região de mata e próximo a costa, com condição apropriada para a ocorrência e desenvolvimento de doenças. Este trabalho teve como objetivo fazer o levantamento das doenças da bananeira que ocorrem em áreas de plantio localizadas no estado de Alagoas. O trabalho foi conduzido durante os anos de 2006 e 2007, por meio de visitas às propriedades e coleta de materiais de plantas infectadas em 60 áreas produtoras de banana, em quatorze municípios do estado de Alagoas. As amostras coletadas foram analisadas em laboratório para identificação dos patógenos associados com as doenças. Neste levantamento muitas doenças causadas por fungos e nematóides foram observadas, tais como: sigatoca amarela (Pseudocercospora musae) (Zimm.) Deighton; mancha de Deightoniella (Deightoniella torulosa) (Syd.) Ellis e mancha de Cordana (Cordana musae Zimm), que ocorreram em todas as áreas analisadas; mancha de Chloridium (Chloridium musae Stahel), ocorrendo somente em áreas úmidas e associada a outras manchas foliares; mancha de Exosporella, que foi observada somente em Santana do Mundaú; fitonematoses causadas por Rhadophulus similis, Helicotylenchus multicinctus e Pratylenchus sp., detectados apenas em alguns municípios; mal-do-panamá (Fusarium oxysporum f.sp. cubense) encontrado somente em quatro áreas no Sul do Estado e Murcha bacteriana (Ralstonia solanacearum) (Smith) Yabuuchi et al. (raça 2), encontrada em três áreas. Apesar de mal-do-panamá e moko (Ralstonia solanacearum raça 2) terem sido encontradas em baixa incidência, estas doenças ainda são consideradas como principais problemas em plantações de bananeiras no estado de Alagoas.

Ano

2009

Creators

Andrade,Flávia Waneska Rodrigues de Amorim,Edna Peixoto da Rocha Eloy,Arlinda Pereira Rufino,Maria José