Repositório RCAAP
Potencial de produção de sementes de cultivares e clones de abacaxi visando ao melhoramento genético
Foram realizados, por três anos consecutivos, cruzamentos dirigidos e ao acaso entre 18 cultivares e clones de abacaxi, Anonas comosus (L.) Merrill, visando obter progênies segregantes quanto à resistência à fusariose e para caracteres de planta e de fruto, objetivando a seleção futura de clones superiores. Os materiais genéticos em estudo foram avaliados quanto ao potencial de produção de sementes, em dois sistemas de polinização, para fornecer subsídios ao melhorista no direcionamento das hibridações. Observou-se elevada variação na quantidade de sementes produzidas nos cultivares e clones testados. Nos dois tipos de cruzamento, sobressaíram-se Rioja, Amarelo-de-uaupés e Perolera; nos cruzamentos ao acaso, também Roxo-de-tefé e Boituva, e, nos dirigidos, Natal Queen. Houve alta correlação (r = 0,82**) entre esses dois tipos de cruzamento.
1994
Spironello,Ademar Usberti Filho,José Alfredo Siqueira,Walter José Sobrinho,Joaquim Teófilo Harris,Marli Badan,Ana Cláudia de Carvalho
Acraga moorei dyar (lepidoptera: dalceridae) em macadamia no estado de São Paulo
Constatou-se a ocorrência de lagartas da espécie Acraga moorei Dyar (Lepidoptera: Dalceridae) alimentando-se de folhas de macadâmia (Macadamia integrifolia Maid. & Bet.) em Tietê (SP). A infestação ocorreu em maio-junho de 1993, em experimento de consorciação com cafeeiro, atingindo todas as plantas de macadâmia e, mais raramente, as de cafeeiro. Concentrando-se na parte média das plantas, as lagartas, de cor branca, permaneciam na face superior das folhas, alimentando-se preferencialmente do bordo para dentro. A transformação em pupa também se deu na face superior das folhas, com confecção de casulos brancos, e a oviposição, na face inferior, sendo os ovos colocados em pequenos grupos. Observou-se a incidência sobre lagartas do fungo branco Paecilomyces farinosus (Holm ex. SF Gray), bastante disseminado no campo, do parasitóide Lespesia affinis (Townsend) (Diptera: Tachinidae) e do hiperparasitóide Brachymeria carinatifrons Gahan (Hymenoptera: Chalcididae). Apesar do cultivo de macadâmia há anos no local, não foram verificadas infestações anteriores desse inseto.
1994
Lourenção,André Luiz Sabino,José Carlos
Comportamento agronômico e avaliação tecnológica dos cultivares de trigo IAC 120 (Curumi), IAC 286 (Takaoka) e IAC 289 (Marruá) para o estado de São Paulo
Avaliaram-se os cultivares de trigo IAC 120 (Curumi), IAC 286 (Takaoka) e IAC 289 (Marruá) quanto à produtividade, às reações aos agentes causais das ferrugens do colmo e da folha (em condição de campo e de casa de vegetação) e à helmintosporiose, em experimentos instalados em solos corrigidos e não corrigidos em relação à acidez, em condição de sequeiro ou de irrigação por aspersão, em diferentes regiões paulistas em 1988-92. Avaliaram-se também os cultivares por testes de tolerância a ferro, alumínio e manganês, empregando-se soluções nutritivas, em laboratório, além das qualidades físicas de panificação das farinhas obtidas dos seus grãos e o teste final de panificação. A produtividade de grãos do IAC 120 superou a do BH 1146 e do IAC 24 (controle) em 19 e 14% respectivamente, nas condições de sequeiro. O IAC 289, nas mesmas condições de cultivo, apresentou produção de grãos 26 e 19% maior em relação às testemunhas Anahuac e IAC 24 e, em condição de irrigação, foi superior 13 e 9% em relação aos mesmos controles. O IAC 286 produziu 12 e 15% a mais que o Anahuac e o IAC 24 em condições de irrigação. Para a ferrugem do colmo (Puccinia graminis tritici), em casa de vegetação, o IAC 120 demonstrou suscetibilidade às raças G11, G19, G20 e G21; o IAC 286 apresentou resistência somente às raças G11 e G17; o BH 1146 mostrou-se sensível e o IAC 289 e o Anahuac, resistentes, a todas as raças testadas. Os testes para reação à ferrugem da folha (Puccinia recondita) em casa de vegetação demonstraram que os cultivares IAC 120, IAC 286, IAC 289, BH 1146 e Anahuac foram suscetíveis a essa doença, resultados esses confirmados nos testes de campo. Todos os cultivares em estudo se apresentaram sensíveis ao agente causal da helmintosporiose, com exceção do IAC 120, que revelou resistência maior em relação aos demais; o IAC 120 mostrou-se tolerante a Al3+ e Mn 2+ e sensível a Fe 2+; o IAC 286 foi tolerante a altas doses de Al3+ e sensível a Mn2+ e Fe 2+; o IAC 289 demonstrou-se tolerante a Fe 2+ e Mn2+, e sensível a Al3+. Nos testes de panificação, os novos cultivares revelaram qualidade satisfatória: o IAC 120 apresentou farinha de glúten médio a forte, e o IAC 286 e IAC 289, farinha de glúten médio.
1994
Felicio,João Carlos Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Vitti,Policarpo Campagnolli,Doralice Maria Falcirolli
Avaliação da maturação de grãos de milho através da linha do leite para aplicação de dessecantes químicos
Neste trabalho, avaliou-se a utilização da linha do leite ("milk line") como meio visual de monitorar a maturação do grão de milho, para determinar o melhor momento de aplicação de dessecantes, visando antecipar a colheita sem ocasionar decréscimos na produção. O experimento foi instalado em 1993 em uma cultura de milho híbrido HT 8551 da Zeneca Sementes Ltda, no município de Holambra (SP), em um podzólico vermelho-amarelo. A maturação foi monitorada pelo movimento da linha do leite no grão, e comparada com a perda de umidade, acúmulo de massa seca e desenvolvimento da camada preta ("black layer"). O dessecante foi aplicado em seis épocas, espaçadas de sete dias, consistindo em pulverizações da planta toda com paraquat (íon 1,1-dimetil-4,4-bipiridílio dicloreto) na dose de 400 g/ha. A linha do leite foi uma característica facilmente visível para acompanhar a maturação e estimar o teor de umidade do grão. Não houve mais acúmulo significativo de massa no grão quando a linha do leite se posicionava na metade do grão, que apresentava 35% de umidade. Todas as aplicações com o dessecante paraquat, efetuadas quando os grãos apresentavam umidade inferior a 42% (linha do leite posicionada no terço superior do grão), não alteraram significativamente o decréscimo na umidade que ocorre durante a maturação. A produção de grãos não foi alterada pelos tratamentos com dessecante efetuados 127 dias após o plantio (linha do leite posicionada na metade do grão). Nas aplicações anteriores, ocorreram decréscimos na produção. A porcentagem de germinação das sementes não foi prejudicada pelas aplicações com paraquat.
1994
Fahl,Joel Irineu Carelli,Maria Luiza Carvalho Luiz e Moniz,Egídio Aristides Oliveira,André Luiz de Freitas
Origem e avaliação de trigo 'Tapajós' (IAC 72), 'Anhumas' (IAC 227) e 'Yaco' (IAC 287) para o estado de São Paulo
Estudou-se o comportamento de trigo 'Tapajós' (IAC 72), 'Anhumas' (IAC 227) e 'Yaco' (IAC 287) quanto à produtividade, às reações aos agentes causais das ferrugens-do-colmo e da-folha (em condição de campo e de casa de vegetação) e à helmintosporiose, em experimentos instalados em solos corrigidos e não corrigidos em relação à acidez, em condição de sequeiro e de irrigação por aspersão, em diferentes regiões paulistas, no período de 1987-91. Os cultivares foram submetidos a testes para avaliação de tolerância a ferro, alumínio e manganês, empregando-se soluções nutritivas, em laboratório. Avaliaram-se também as qualidades físicas e reológicas das farinhas obtidas dos grãos desses cultivares e efetuou-se o teste final de panificação. Nas condições de sequeiro, os cultivares IAC 227 e IAC 72 foram mais produtivos em 20 e 5%, respectivamente, em relação ao BH 1146, tomado como controle. O IAC 287, nas mesmas condições de cultivo, apresentou uma produção de grãos 10% maior em relação à testemunha, Anahuac, e em condição de irrigação foi superior em 7 e 6% aos controles Anahuac e IAC 24 respectivamente. Para a ferrugem-do-colmo, em casa de vegetação, o IAC 72 demonstrou suscetibilidade às raças G20 e G21; o IAC 227, às raças G11, G15 e G17; o BH 1146 mostrou-se sensível e os cultivares IAC 287 e Anahuac, resistentes a todas as raças testadas. Os testes para reação a Puccinia recondita, em casa de vegetação, demonstraram suscetibilidade dos cultivares IAC 72, IAC 227, BH 1146 e Anahuac, enquanto o IAC 287 mostrou-se resistente. Esses resultados foram confirmados nos testes de campo. Todos os cultivares em estudo apresentaram-se sensíveis à ocorrência do agente causal da helmintosporiose. O IAC 72 revelou moderada suscetibilidade ao A1(3+) e Mn2+ e sensibilidade ao Fe2+; o IAC 227 foi tolerante a altas doses de A1(3+) e a Mn2+ e sensível ao Fe2+; o IAC 287, tolerante ao Fe2+ e Mn2+ e sensível ao A1(3+). Nos testes de panificação, os volumes específicos comparativos dos cultivares IAC 287 e IAC 227 foram 5,64 e 3,76% superiores ao do padrão (grão comercial) respectivamente, e o IAC 72 foi inferior a este. Na avaliação final comparativa, somente o IAC 287 igualou-se ao padrão (100%).
1994
Felício,João Carlos Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Vitti,Policarpo Pereira,José Carlos Vila Nova Alves
Variação na qualidade culinária das raízes de mandioca
A falta de regularidade na qualidade culinária das raízes de mandioca de mesa é um dos fatores de restrição à expansão de seu consumo. Raízes cozidas de boa qualidade, entre outras características, devem apresentar-se, quando esmagadas por um garfo, na forma de uma massa não encaroçada, plástica e não pegajosa. O tempo de cozimento culinário correlaciona-se bem com a qualidade da massa cozida, isto é, quanto menor esse tempo, melhor a massa gerada. Dessa forma, neste trabalho, a duração do tempo de cozimento (DTC) foi usada como método indireto e expedito para avaliação da qualidade culinária das raízes de mandioca. Os fatores que interferem na DTC podem ser reunidos em dois grupos: (a) intrínsecos: variação dentro e entre raízes da mesma planta e entre plantas da mesma variedade; (b) extrínsecos: variação em função do genótipo, do ambiente e do estado fisiológico das plantas. Estudos preliminares realizados pelo Instituto Agronômico (IAC) tiveram por objetivos verificar e quantificar a magnitude dessas variações. Foram desenvolvidos dois experimentos de campo, em dois solos distintos, utilizando cinco variedades amostradas mensalmente, do 7.° ao 15.° mês de idade das plantas. A DTC foi determinada a partir de água fervente, em subamostras de cada raiz da planta. Os resultados mais relevantes mostraram que: (a) a DTC diminuiu, de 10 a 14 minutos, da base para a ponta da raiz; (b) a amplitude média de variação entre as raízes de uma mesma planta foi de 11, 10 e 27 minutos, respectivamente, para plantas com 8, 12 e 15 meses; (c) houve diferenças na DTC para variedades (9 minutos) e para tipos de solo (17 minutos); (d) o efeito médio de época de colheita foi de 19 minutos. O período de menor DTC foi do 7.° ao 12.° mês de idade das plantas.
1994
Lorenzi,José Osmar
Fitorreguladores de crescimento e capação na cultura algodoeira
Estudaram-se, em dez experimentos de campo, os efeitos dos seguintes fitorreguladores de crescimento e da capação na cultura algodoeira: cloreto de clorocolina, aplicado na dose de 50 g/ha; cloreto de chlormequat, 100 g/ha e cloreto de mepiquat, 100 g/ha. A capação foi realizada manualmente, planta por planta, na mesma época da aplicação dos fitorreguladores, aos 60-70 dias da emergência das plantas. O delineamento estatístico foi de blocos ao acaso, com cinco tratamentos e seis repetições e, a variedade utilizada, a IAC 19. Para a avaliação dos resultados de produção e altura de plantas, efetuaram-se dois agrupamentos de ensaios, sendo um com maior e outro com menor desenvolvimento, ou seja: plantas em parcelas testemunhas com altura superior e inferior a 100 cm respectivamente. As demais características agronômicas e tecnológicas da fibra foram analisadas em um só grupo. Para o grupo de plantas com maior desenvolvimento, foi obtido, em média, um aumento de 16,3 e 8,4%, respectivamente, para o tratamento com capação e aplicação de fitorreguladores. O fitorregulador proporcionou, em média, redução de 12,1% na altura das plantas e a capação, em média, 20,8%. Os fitorreguladores, indistintamente, proporcionaram aumento de peso do tapulho e das sementes, enquanto, com a prática da capação, não se verificou esse efeito. A aplicação de cloreto de clorocolina resultou em menor porcentagem de fibra do que o cloreto de mepiquat.
1994
Carvalho,Luiz Henrique Chiavegato,Ederaldo José Cia,Edivaldo Kondo,Júlio Isao Sabino,José Carlos Pettinelli Júnior,Armando Bortoletto,Nelson Gallo,Paulo Boller
Avaliação preliminar de perdas na produção devidas a nova anormalidade do algodoeiro no Brasil
Foram determinadas, em condições de campo, as perdas na produção do algodoeiro devidas a nova anormalidade, de causa desconhecida, à qual os autores se referem como "murchamento avermelhado". Mediante marcação de plantas afetadas - excluídas as que já se encontravam secas ou mortas - realizadas aos cem dias de idade, estabeleceram-se três grupos, de acordo com a intensidade crescente de sintomas, cujas produções foram comparadas com a do grupo de plantas aparentemente normais. Diferenças altamente significativas foram verificadas entre os grupos e, mediante análise de regressão (r² = 0,996), perdas esperadas de 16, 33 e 49% foram estimadas na produção média das plantas, à medida que crescia a severidade dos sintomas. Embora rebrotas ou aparente normalização da folhagem tenham sido observadas, sobretudo nas plantas com sintomas menos graves, os resultados indicam que isso não pode ser considerado, do ponto de vista da produção de algodão, uma efetiva recuperação das plantas afetadas. Os dados sugerem uma estabilidade do potencial de dano, ao nível de planta - uma vez manifestado o problema - em cada uma das categorias de sintomas analisadas.
1994
Chiavegato,Ederaldo José Fuzatto,Milton Geraldo Cia,Edivaldo Pettinelli Júnior,Armando
Sistema radicular e nutrição da soja em função da compactação do solo
A compactação do solo diminui o crescimento radicular, podendo afetar tanto o desenvolvimento quanto a produtividade da soja. No presente trabalho, estudaram-se os efeitos da compactação subsuperficial na morfologia radicular da soja (Glycine max L. Merrill), procurando relacioná-los ao crescimento e à nutrição da planta. O 'Primavera' foi cultivado até os 37 dias da emergência, em vasos onde a camada de 15-18,5 cm de profundidade foi campactada a 1,03, 1,25, 1,48 e 1,72 g/cm³, em um latossolo vermelho-escuro com 80% de areia e 16% de argila e cuja compactação em subsuperfície levou a um acúmulo de raízes na camada superficial do vaso, sem grandes conseqüências na nutrição da planta. Na densidade aparente de 1,72 g/cm3, as raízes não conseguiram penetrar, embora já houvesse alguma restrição ao crescimento na densidade de 1,25 g/cm³. Quando a camada compactada apresentava resistência à penetração de 0,69 MPa, houve uma redução de 50% no crescimento radicular da soja.
1994
Rosolem,Ciro Antonio Almeida,Ana Cristina da Silveira Sacramento,Luiz Vitor Silva do
Linhagem de soja tolerante a alto teor de manganês
Uma das inviabilidades econômicas da agricultura praticada em solos de baixa fertilidade é a acidez elevada que geralmente resulta em toxicidade de manganês (Mn) às plantas. O desenvolvimento de cultivares tolerantes a essa limitação química do solo resultará em benefícios sociais, pela redução do custo de produção. Com esse objetivo, foi desenvolvido um experimento com a linhagem de soja que mostrara, em ensaio preliminar, tolerância a altos teores de Mn em solução nutritiva. O cultivar IAC-Foscarin 31, que deu origem à linhagem, foi ensaiado como testemunha. Ambos os genótipos foram cultivados em vasos contendo latossolo roxo com excessiva disponibilidade de Mn. As plantas da linhagem foram sempre vigorosas, três vezes mais altas do que as do IAC-Foscarin 31, e sem sintomas de toxicidade de Mn nas folhas; as raízes mostravam coloração normal com nodulação. O cultivar IAC-Foscarin 31 apresentava plantas baixas, folhas encarquilhadas com superfície irregular; a raiz principal e algumas secundárias mostravam coloração preta e tecido necrosado, indicando o efeito de toxicidade. A parte aérea e as raízes das plantas da linhagem continham, respectivamente, 33 e 15% a mais de Mn, enquanto, na absorção, os valores foram superiores 60 e 46%, respectivamente, quando comparado ao cultivar IAC-Foscarin 31, indicando que a linhagem foi também mais tolerante à alta disponibilidade de Mn no solo.
1994
Mascarenhas,Hipólito Antonio Assunção Tanaka,Roberto Tetsuo Miranda,Manoel Albino Coelho de Carmello,Quirino Augusto de Camargo Oliveira,Fábio Álvares de
Calagem e adubação mineral e orgânica do cafeeiro na região de Campinas
Instalou-se um experimento com cafeeiro cultivar Mundo Novo LCP 387-17 em um latossolo roxo transição para latossolo vermelho-amarelo orto, cuja vegetação original era típica de cerrado, na região de Campinas, comparando-se os tratamentos com esterco de curral e adubação mineral NPK, complementados ou não com calcário dolomítico e com os micronutrientes zinco e boro. Aplicaram-se, por ano e por cova, 40 litros de esterco quando na ausência de NPK e 20 litros quando com NPK. A adubação mineral constou da utilização de 120 g de N, 40 g de P2O5 e 120 g de K2O por ano e por cova; quando em presença de esterco, usou-se metade dessas doses. O calcário foi aplicado na quantidade de 1 kg por ano e por cova, e zinco e boro, na quantidade de 20 g de sulfato de zinco e 20 g de bórax, também por cova e por ano. A análise das produções de café beneficiado no período de 1965 a 1970 permitiu constatar que a testemunha e o tratamento com NPK foram significativamente inferiores aos demais. Destacaram-se com as melhores produções os tratamentos que receberam esterco mais NPK, com ou sem calcário. Nas análises de solos, constatou-se aumento nas bases quando foi aplicado o esterco e, em contrapartida, aumento de acidez com o tratamento de NPK. As análises das folhas mostraram efeitos sobre teores de alumínio e manganês coerentes com os dados obtidos nas produções e análises do solo.
1994
Cervellini,Genésio da Silva Igue,Toshio Toledo,Sérgio Vasco de
Produtividade e resposta de genótipos de trigo ao nitrogênio
O estudo baseou-se na hipótese de variabilidade genética entre genótipos de trigo (Triticum aestivum L.), a qual permitiria discriminá-los quanto à eficiência na produção de grãos e resposta na utilização do nitrogênio. Os ensaios foram realizados em 1987-91, no Centro Experimental de Campinas e na Estação Experimental de Tatuí, em condições de irrigação por aspersão. Em Campinas, em sucessão ao pousio e, em Tatuí, ao arroz e ao lablabe, em 1987-91. O delineamento estatístico empregado foi de blocos ao acaso, no esquema de parcelas subdivididas, com quatro repetições. A parcela constituiu-se de três doses de nitrogênio (0, 60 e 120 kg/ha) e, as subparcelas, dos genótipos de trigo BH-1146, IAC-5, IAC-24, IAC-25, IAC-60, IAC-161, IAC-162 e Anahuac. Os genótipos de trigo IAC-60, IAC-161 e IAC-l62 responderam para produção de grãos à aplicação das doses de 60 e 120 kg/ha de N e o restante, somente até 60 kg/ha de N em 1991, no Centro Experimental de Campinas. O genótipo IAC-60 foi considerado mais produtivo na utilização do nitrogênio aplicado e do existente no solo, para a mesma característica. Na Estação Experimental de Tatuí, após a cultura de arroz (1987), todos os cultivares estudados responderam até 120 kg/ha de N, havendo correlação positiva e significativa entre as doses de nitrogênio e a produção de grãos, independente dos genótipos. Nas mesmas condições, após a cultura do lablabe, os genótipos estudados de trigo não responderam à aplicação das doses de nitrogênio, durante os anos de 1988-90.
1994
Freitas,José Guilherme de Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Ferreira Filho,Antonio Wilson Penteado Pettinelli Junior,Armando
Retenção de zinco em solos paulistas
Para avaliar os atributos do solo que têm maior influência na retenção de zinco, desenvolveram-se experimentos de laboratório com amostras de horizontes superficial e subsuperficial de quatro latossolos, dois podzólicos e uma terra roxa estruturada de grande importância geográfica e econômica no Estado de São Paulo. No experimento de retenção, as amostras foram equilibradas com soluções de Zn nas concentrações 0,0, 0,3, 0,6, 0,9, 1,5, 3,0, 6,0, 9,0, 12,0 e 24,0 (x 10-3)mg/dm³ de Zn usando-se uma solução de CaCl2 na concentração de 2 mol/m³ como suporte. Correlacionaram-se os coeficientes das equações de Langmuir e Freundlich com os diversos atributos do solo. Tendo em vista a possibilidade de estimar a energia de ligação e a adsorção máxima de zinco pelos coeficientes da equação de Langmuir, verificaram com auxílio de regressões linear simples e múltipla as correlações entre os atributos e esses coeficientes. Considerando a análise de regressão múltipla como o procedimento mais adequado, verificou-se que o coeficiente relativo de energia de ligação mostrou-se mais bem correlacionado com o pH, o Fe extraído com oxalato e o Al extraído com ditionito. Para a adsorção máxima, o pH e a CTC foram as propriedades que melhor explicaram esse coeficiente.
1994
Cunha,Rodrigo César de Araújo Camargo,Otávio Antonio de Kinjo,Toshiaki
Sítios de penetração do quinclorac em sementes e plântulas de pepino e capim-arroz
Experimentos realizados em casa de vegetação ou em laboratório, em Viçosa (MG), visaram determinar os sítios preferenciais de penetração do quinclorac em sementes e plântulas de Echinochloa spp. e Cucumis sativus L. cv. Caipira AG 221. O quinclorac foi eficientemente absorvido por semente, radícula, coleóptilo ou hipocótilo do capim-arroz e do pepino. As maiores reduções no alongamento e na massa seca do sistema radicular e aéreo ocorreram quando o herbicida foi absorvido por radículas, em ambas as espécies, indicando ser o sítio preferencial de penetração em estruturas jovens. O quinclorac produziu sintomas visuais de fitotoxicidade ou alterações morfológicas nas plantas tanto de pepino quanto de capim-arroz.
1995
Amarante,Luciano do Lopes,Nei Fernandes
Teor de amilose em genótipos de arroz
Caracterizou-se o teor de amilose em grãos de arroz de sequeiro, divididos em 16 genótipos de ciclo precoce e 16 de ciclo tardio, com base em linhagens e cultivares do programa de melhoramento do Instituto Agronômico, colhidos de ensaios desenvolvidos no Centro Experimental de Campinas e na Estação Experimental de Votuporanga. Os teores de amilose variaram de 16,2 a 29,3%, com predominância de teores intermediários (20 a 25%). Um genótipo mostrou teor baixo (menor que 20%); dez, teores intermediários; quatro, teores altos (maior que 25%) de amilose, em ambas as localidades, e os 17 restantes apresentaram comportamento variável nos dois ambientes. Os dados demonstram que o teor de amilose é influenciado pelo genótipo, pelo local de plantio e pela interação entre essas variáveis.
1995
Soave,Dayse Bastos,Cândido Ricardo Azzini,Luiz Ernesto Zullo,Marco António Teixeira
Discriminação de cultivares de arroz pelas características físicas, fisiológicas ou químicas das sementes e plântulas
A necessidade da discriminação de cultivares de arroz determinou o estudo das características físicas, fisiológicas e químicas das sementes e plântulas. Selecionaram-se as técnicas pelos seguintes fatores: precisão, reprodutibilidade, simplicidade, rapidez e custo de execução. Todas as características morfofisiológicas das sementes e plântulas foram de grande utilidade na diferenciação dos cultivares; na maioria das vezes, o conjunto de diferentes características é que permitiu uma discriminação segura. A coloração pelo fenol e a técnica de eletroforese utilizadas não foram eficientes na discriminação dos cultivares.
1995
Maeda,Jocely Andreuccetti Almeida,Luiz D'Artagnan de Iaderoza,Marilene Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira
Influência de tipos de rizomas de multiplicação no crescimento de curcuma
Determinou-se, em casa de vegetação, o efeito do plantio de dois tipos de rizoma no desenvolvimento de diferentes órgãos de curcuma (Curcuma longa L.). As plantas originadas de rizomas primários apresentaram maior desenvolvimento do que aquelas originadas de rizomas secundários, chegando a produzir até 30% mais rizomas.
1995
Mala,Nilson Borlina Bovi,Odair Alves Duarte,Fernando Romariz Soria,Luiz Geraldo Almeida,José Aloísio Rodrigues De
Alterações anatômicas em plantas de algodoeiro com sintomas de murchamento avermelhado
Estudaram-se as alterações anatômicas em plantas de algodoeiro com sintomas de murchamento avermelhado em dezembro de 1993-fevereiro de 94. Analisaram-se amostras de raiz, caule e folha de Gossypium hirsutum L. 'IAC 20' provenientes de áreas de ocorrência do sintoma. Estimou-se o número de glândulas secretoras das folhas dos cultivares IAC 20 e CNPA ITA 90 (que se tem mostrado resistente). Observou-se que as células parenquimáticas apresentavam, no interior, substâncias insolúveis em água, cuja concentração aumentava à medida do grau do sintoma. As folhas apresentaram uma concentração maior dessas substâncias em relação ao restante do corpo vegetal. Os núcleos das células do parênquima paliçádico encontravam-se aumentados e os cloroplastos do mesofilo, parcialmente destruídos. As plantas com alto grau de sintoma apresentavam também um número maior de glândulas secretoras nas folhas.
1995
Queiroz-Voltan,Rachel Benetti
Murcha de fusário em helicônia: fontes de resistência, método alternativo de detecção e defesa estrutural
O cultivo das helicônias vem sendo afetado pela murcha, causada por Fusarium oxysporum f.sp. cubense. Este trabalho objetivou identificar fontes de resistência, verificar a detecção da resistência através de método alternativo e avaliar a lignificação como mecanismo de defesa do hospedeiro ao patógeno. As espécies utilizadas na identificação de resistência foram Heliconia bihai, H. psittacorum cvs. Golden Torch e Golden Torch Adrian, H. rostrata, H. stricta cvs. Capri e Fire Bird, H. psittacorum cvs. Sassy e Alan Carle, H. caribea, H. latispatha, H. wagneriana e H. chartacea cv. Sexy Pink. A avaliação dos sintomas foi realizada aos 40 dias após a inoculação baseada em escala de notas variando de 1 a 6. As espécies consideradas resistentes foram H. bihai, H. psittacorum cvs. Golden Torch e Golden Torch Adrian, H. rostrata, H. stricta cv. Capri, H. psittacorum cv. Sassy e H. caribea. O método alternativo de detecção de resistência consistiu na utilização de filtrado fúngico obtido a partir do cultivo em meio Czapek, utilizando várias concentrações do mesmo depositando em folhas destacadas das cultivares resistentes e suscetíveis H. psittacorum cvs. Golden Torch e Alan Carle, respectivamente. A avaliação foi feita após 48 horas de incubação, onde a concentração em 50% do filtrado foi a mais eficiente na distinção da resistência. O mecanismo estrutural foi observado em secções histológicas nas raízes das espécies utilizadas no estudo de resistência, inoculadas com o método de injeção e não inoculadas, que permitiram verificar a ausência de relação entre a resistência e a lignificação.
2010
Castro,Neilza Reis Coêlho,Rildo Sartori Barbosa Laranjeira,Delson Pimentel,Rejane Magalhães de Mendonça Ferreira,Clébio Pereira
Desenvolvimento de Oidium neolycopersici em genótipos do gênero Lycopersicon
O oídio, causado pelo fungo Oidium neolycopersici, é uma doença comum do tomateiro, sobretudo em condições de cultivo protegido. Para esclarecer a natureza da resistência a oídio avaliou-se o processo de infecção, através da histopatologia em diferentes genótipos de tomateiro: CNPH 416, CNPH 423, CNPH 1287 (Lycopersicon hirsutum), CNPH 0081 (L. esculentum var. cerasiforme), cv. Santa Cruz Kada e cv. Santa Clara (L. esculentum). Para isso, três discos foliares (da 3ª, 4ª e 5ª folha "verdadeira") de cada planta com 5 -7 folhas verdadeiras foram cortados e colocados em placas de Petri contendo ágar-água. Os discos foram inoculados a partir de micélio esporulante fresco desenvolvido em tomateiro suscetível e incubados a 19-22ºC, 4000 lx e fotoperíodo de 12 h. Os discos foram clareados em etanol aquecido e examinados microscopicamente 19 h, 8 e 9 dias após-inoculação para avaliar desenvolvimento de tubo germinativo, esporulação e severidade da doença, respectivamente. A germinação dos conídios sobre o tecido foliar não apresentou diferenças entre genótipos. A formação de hifa secundária, apressórios e haustórios por conídio germinado foram menores nos genótipos CNPH 1287 e 423, que também apresentaram menor esporulação e severidade da doença. Os genótipos de L. esculentum e L. esculentum var. cerasiforme apresentaram maior suscetibilidade ao oídio e CNPH 416 apresentou suscetibilidade intermediária. Assim, observou-se que a resistência a oídio de CNPH 1287 e 423 ficou evidenciada já desde as 19 horas após a inoculação, principalmente pela menor porcentagem de hifa secundária e número de apressórios e haustórios formados quando comparados com os genótipos suscetíveis.
2010
Balbi-Peña,María Isabel Schwan-Estrada,Kátia Regina Freitas Stangarlin,José Renato Tolentino Júnior,João Batista