Repositório RCAAP
Influência do armazenamento de ramas para plantio em algumas características agronômicas da mandioca
Nas condições do Estado de São Paulo é freqüente o armazenamento de ramas de mandioca (Manihot esculenta Crantz) para aguardar a melhor oportunidade de efetuar o plantio. Utilizam-se os sistemas de empilhamento horizontal e vertical, sendo mais comum o primeiro. Raramente, empregam-se ramas recém-colhidas para plantio. 0 presente trabalho teve por objetivo estudar o efeito do material de plantio em alguns parâmetros fitotécnicos da cultura, em função dos diferentes estádios fisiológicos causados pelo armazenamento ou não das ramas. Num esquema fatorial de 2 x 3, em blocos ao acaso com quatro repetições, utilizaram-se dois cultivares - IAC 12-829 e SRT 1287-Fibra, de alta e baixa capacidade de ramificação respectivamente - e três tipos de manivas, originárias de ramas recém-colhidas e de ramas conservadas por 105 dias nos sistemas de empilhamento horizontal e vertical. O experimento foi desenvolvido no ano agrícola 1991/92, na Estação Experimental do Vale do Paranapanema (IAC), Assis (SP), em latossolo vermelho-escuro, álico, textura média. Os resultados mais relevantes mostraram que: (a) O armazenamento de ramas em pilhas horizontais provocou aumento no número de hastes primárias dos dois cultivares e aumentou o peso da parte aérea do SRT 1287-Fibra; (b) O SRT 1287-Fibra foi mais influenciado pelo armazenamento da rama na posição horizontal que o IAC 12-829; (c) Este, em média, foi superior na produção de raízes, não diferindo, entretanto, do primeiro quando as manivas provinham de ramas armazenadas na posição horizontal; (d) As ramas procedentes do armazenamento na posição vertical comportaram-se similarmente às não armazenadas.
1995
Monteiro,Domingos Antonio Kanthack,Ricardo A.D. Peressin,Valdemir A. Lorenzi,José Osmar Perecin,Dilermando
Influência do anelamento e do ácido giberélico em características do cultivar apireno de uvas Maria
Estudou-se o efeito da incisão anelar, de forma isolada ou em conjunto com ácido giberélico, sobre os cachos e as bagas do cultivar apireno Maria (IAC 514-6), de vinhedos comerciais em Jundiaí (SP). Os tratamentos efetuados 14 dias após a floração foram: (1) plantas aneladas; (2) plantas aneladas com racemos mergulhados em solução de ácido giberélico (GA3) a 200 mg/L; (3) plantas não aneladas com racemos mergulhados em igual solução e (4) testemunha: plantas e racemos desenvolvidos naturalmente. As características analisadas foram: massa, comprimento e largura dos cachos; número, massa, comprimento e largura de bagas; teor de sólidos solúveis e pH. A testemunha, sem anelamento e sem GA3, foi inferior aos demais tratamentos. O anelamento e o GA3 melhoraram extraordinariamente a massa, o comprimento e a largura dos cachos, e o número, a massa, o comprimento e a largura das bagas, em comparação com a testemunha. O efeito isolado do GA3 foi superior ao do anelamento em quase todas as características. O anelamento isolado induziu um teor de sólidos solúveis bastante superior ao dos demais tratamentos. O efeito conjunto do anelamento e do GA3 foi muito superior ao dos demais tratamentos, em todas as características físicas de cachos e de bagas.
1995
Pommer,Celso Valdevino Terra,Maurilo Monteiro Pires,Erasmo José Paioli Picinin,Adriana Hermont Passos,Ilene Ribeiro da Silva
Desenvolvimento do sistema radicular da soja em sucessão à crotalária
A obtenção de elevada produtividade agrícola depende, entre muitos fatores, do bom desenvolvimento radicular das plantas. Neste trabalho, investigaram-se as causas das diferenças no desenvolvimento do sistema radicular da soja, cultivada em duas glebas adjacentes de um mesmo tipo de solo, sendo uma implantada em semeadura direta em sucessão ao cultivo da crotalária (Crotalaria juncea L.) e a outra, em sistema convencional de manejo do solo. As variáveis analisadas indicaram que: (1) a partir de 10 cm até a profundidade estudada de 120, a gleba com manejo convencional mostrou melhores condições químicas para o desenvolvimento das plantas; (2) as concentrações de fósforo, potássio e cálcio da parte aérea das plantas de soja cultivadas tendo como substratos as sete camadas dos dois perfis do solo também comprovaram a superioridade quantitativa da amostra oriunda da gleba do manejo convencional; (3) a gleba do manejo com adubo verde e semeadura direta mostrou valores de resistência à penetração do solo superiores aos da outra gleba, indicando presença de camadas mais compactadas; (4) apesar dessas condições menos favoráveis na gleba com manejo do solo em semeadura direta, a raiz da soja desenvolveu-se mais profundamente (superior a 1,2 m) e com nódulos distribuídos ao longo do perfil, que não foi observado no sistema convencional de manejo de solo. Atribuiu-se esse fato ao crescimento do sistema radicular pivotante e vigoroso da crotalária, que, após a sua decomposição, teve seu espaço aproveitado fisicamente pelo sistema radicular da soja.
1995
Tanaka,Roberto Tetsuo Mascarenhas,Hipólito Assunção Antonio
Modo de aplicação de esterco e de fertilizantes minerais no cafeeiro
Foram comparados, em experimentos fatoriais 3 x 2 x 2, os efeitos do esterco de curral, fósforo e potássio aplicados em cobertura ou enterrados em sulco, na produção de cafeeiros do cultivar Mundo Novo linhagem CP 379-19 plantados no espaçamento de 3 x 2 m, em três tipos de solo: latossolo roxo - transição para latossolo vermelho-amarelo orto, da região de Campinas; latossolo roxo da região de Jaú, e podzólico vermelho-amarelo orto da região de Mococa. Foram aplicados anualmente 40 litros de esterco, 200 g de superfosfato simples, 200 g de cloreto de potássio e 800 g de Nitrocálcio por cova. Nos tratamentos onde se associaram esterco e fertilizantes minerais, foi empregada a metade dessas quantidades. As produções analisadas correspondem ao período 1966-69. A análise da produção de café, referente ao quadriênio 1966/69, do experimento de Campinas, mostrou que o uso dos fertilizantes minerais elevou a produção e que, quando aplicados sem o esterco, com as doses completas, a elevação de produção foi maior. Em Jaú e Mococa, o efeito dos fertilizantes químicos foi muito pequeno em comparação com, a aplicação de 40 litros de esterco. O modo de aplicação por incorporação mostrou-se melhor para esterco e fósforo nos três locais. O potássio em cobertura apresentou melhor efeito em Campinas e Jaú, não diferindo do incorporado em Mococa.
1995
Cervellini,Genésio da Silva Campana,Mario Pércio Igue,Toshio Toledo,Sérgio Vasco de
Dez anos de sucessivas adubações com boro no algodoeiro
Instalou-se um ensaio de adubação boratada do algodoeiro, de longa duração, pela primeira vez, em 1983, em Guaíra (SP), visando avaliar os efeitos de sucessivas aplicações de boro. Aplicaram-se doses anuais de 0; 0,2; 0,4; 0,8; 1,6 e 3,2 kg/ha de B, como bórax, na mistura de adubos de semeadura, em esquema estatístico de quadrado latino. Utilizou-se uma gleba de latossolo roxo, distrófico, argiloso, anteriormente cultivado, corrigido no aspecto de acidez e adubado com NPK. As parcelas foram calcariadas no quarto, sexto e nono ano de estudo, enquanto, no sétimo ano, cultivou-se guandu, em rotação. O efeito de boro sobre a produção de algodão aumentou com o passar dos anos e com a realização das calagens; na fase inicial, obteve-se a maior produção, com a dose de 0,4 kg/ha de B e, nas etapas posteriores, com a de 0,8 kg/ha. A concentração de boro no limbo foliar mostrou-se muito sensível à aplicação do micronutriente, destacando-se as diferenças com as adubações sucessivas e após as aplicações de calcário. As doses de 1,6 e 3,2 kg/ha de B proporcionaram decréscimo de produtividade das plantas em relação à produção máxima mesmo nos primeiros anos. Após as calagens, os níveis de boro no limbo foliar, associados a essas doses, mostraram-se superiores a 50 mg/kg de B. Análise química, efetuada durante o nono ano de estudo, indicou acúmulo de boro na superfície do solo e uma lixiviação do micronutriente para camadas até 60 cm de profundidade, proporcionais às doses usadas.
1995
Silva,Nelson Machado da Carvalho,Luiz Henrique Kondo,Júlio Isao Bataglia,Ondino Cleante Abreu,Cleide Aparecida de
Avaliação da adsorção de boro em solos sob vinhedos na Serra Gaúcha
Objetivando avaliar a adsorção de boro em alguns solos sob vinhedos do cv. Concord, na região da Serra Gaúcha, desenvolveu-se, em 1991, um trabalho a partir de oito amostras onde se adicionaram diferentes concentrações de boro para obtenção da concentração de equilíbrio, determinando-se, através da equação de Langmuir, sua adsorção máxima para cada solo. Os solos estudados apresentaram capacidade de adsorção de boro, no pH original, de 71 a 416 mg/kg de solo. A equação de Langmuir foi mais consistente na descrição da adsorção de boro em quatro amostras das oito avaliadas.
1995
Viezzer,Heloisa Pacheco Oliveira Fraguas,José Carlos Sinski,Iraci
Método para cálculo do intervalo de irrigação suplementar
Este trabalho visa desenvolver um método para estimativa da necessidade de irrigação suplementar em regiões tropicais e subtropicais. Simularam-se irrigações para fevereiro e julho mediante a realização de balanço hídrico diário, para 21 e 20 anos, respectivamente, de dados meteorológicos de Ribeirão Preto (SP). Para cada mês, anotaram-se os intervalos entre irrigações e calculou-se a freqüência de ocorrência. Os resultados permitem ao usuário obter graficamente o intervalo entre irrigações, para mês, lâmina, coeficiente de cultura e porcentagem de ocorrência desejada.
1995
Pires,Regina Célia de Matos Arruda,Flávio Bussmeyer
Lâmina adicional de irrigação
Um dos critérios que podem ser utilizados no manejo das irrigações consiste na aplicação de água sempre que for consumida uma lâmina líquida (h1) prefixada. Dessa forma, a lâmina de irrigação realmente necessária (h1n) para repor a umidade do solo à capacidade de campo será sempre maior ou igual à lâmina h1 inicialmente projetada. Para quantificar esse valor adicional, simularam-se irrigações por meio de balanço hídrico diário, em duas diferentes épocas do ano, com vários valores de h1 para Ribeirão Preto (SP). Analisaram-se as freqüências relativas de h1n comparadas à h1 e calcularam-se as porcentagens adicionais de água (%h a). Os resultados mostraram que à %h a mais importante correspondem a h1 pequena e os valores elevados de evapotranspiração e do nível de probabilidade adotado. Apresentaram-se figuras para o cálculo da quantidade adicional a ser prevista no dimensionamento de sistemas de irrigação.
1995
Pires,Regina Célia de Matos Arruda,Flávio Bussmeyer
Estimativa do tamanho ótimo de parcelas experimentais através de cálculos algébricos
Este trabalho visa estabelecer um método que propicie a determinação do tamanho ótimo da parcela experimental, determinando o ponto de máxima curvatura por meio de cálculos algébricos. Há uma relação entre a variância da parcela e seu tamanho, como também entre o coeficiente de variação da parcela e seu tamanho. Mediante a apresentação e discussão de um exemplo, conclui-se que o método oferece uma solução algébrica para o ponto de máxima curvatura e não leva a interpretações diferentes quando se altera a escala do gráfico. Entretanto, pode apresentar um tamanho de parcela que corresponda a um coeficiente de variação ainda alto, revelando-se, então, desaconselhável.
1995
Barros,Inácio de Tavares,Marcelo
Variação de terpenos em Hyptis suaveolens e seu papel na defesa contra herbívoros
Acompanhou-se o desenvolvimento de populações de Hyptis suaveolens (L.) Poit. (Labiatae) em três localidades paulistas: Horto Florestal de Sumaré, Câmpus da UNICAMP (Campinas) e Fazenda Santa Genebra (Distrito de Barão Geraldo, Campinas), em 1981-83. Em cada local, escolheu-se uma população exposta à luz e outra, à sombra, com o objetivo de verificar em que fase do ciclo de vida as populações se tornavam mais suscetíveis ao ataque de herbívoros; de estimar a abundância dos herbívoros naturais e seus efeitos nas populações e a conseqüência da variação química dos monoterpenos que nelas ocorrem sobre os herbívoros. As populações tornavam-se mais suscetíveis aos herbívoros no período que antecedia a floração. Não se observou forte ataque de herbívoros nessa fase, embora se apresentassem em maior densidade. Os resultados sugerem que a variação na composição química possa afetar o desenvolvimento de herbívoros generalistas. No entanto, o Pyrausta insignatalis Guenée (Lep.-Pyralidae-Pyraustinae), provavelmente bem adaptado à planta, parece não ter sido afetado por esses terpenos. Não se detectaram diferenças entre populações expostas ao sol ou à sombra. Tais resultados apóiam a idéia de que a variabilidade química dentro de populações vegetais é importante estratégia de defesa contra herbívoros, dificultando-lhes a especialização.
1995
Queiroz-Voltan,Rachel Benetti Stubblebine,William Henry Shepherd,George
Influence of grape genotype, ripening season, seed trace size, and culture date on in ovule embryo development and plant formation
Eighteen seedless grape genotypes differing in ripening season (early, mid and late) and in seed trace size (small, medium and large) were harvested at 6, 10, 14, 18 and 22 weeks past bloom (wpb). Using embryo rescue techniques it was studied if embryo do abort as the fruit matures and what percent embryos remain viable at later stages. The size of seed trace was also investigated to determine its influence on embryo viability during maturation. It was found that genotype have great influence on embryo culture traits. Late maturing genotypes showed fewer rescued embryos, germinated embryos and transplantable plants than early and mid season ones. The best culture time for grape embryo rescue is 6 and 10 wpb. At these dates, the largest number of embryos, germinated embryos and transplantable plants were obtained. Genotypes with the largest ratio for seed trace weight/seed trace length (i.e., largest density) showed the greatest tendency to have the largest number of ovules with embryos, more germinated embryos and more transplantable plants. The study also showed that it is possible to recover plants from mature fruit harvested late, although at a much reduced rate.
1995
Pommer,Celso V. Ramming,David W. Emershad,Richard L.
Fitotoxicidade de três antibióticos na cultura in vitro de abacateiro
Desenvolveram-se dois experimentos para verificar o efeito do ácido nalidíxico, do cloranfenicol e da estreptomicina sobre a cultura in vitro do abacateiro 'Ouro Verde'. No primeiro, testou-se a influência de diversas concentrações (0, 12,5, 25, 50, 100 e 200 mg/L) desses antibióticos sobre a calogênese de discos foliares e, no segundo, o efeito sobre a brotação de gemas de segmentos nodais. Enquanto a formação de calos foi reduzida à metade com o uso de 50 mg/L de cloranfenicol, sua massa foi drasticamente reduzida já na concentração de 12,5 mg/L. Restringiu-se o comprimento das brotações, adicionando os antibióticos ao meio de cultura, concluindo-se que os três foram tóxicos para o abacateiro, sendo recomendados apenas em casos de extrema necessidade, dependendo da suscetibilidade do microorganismo contaminante e da concentração necessária para seu controle.
1995
Biasi,Luiz Antonio
Caracterização bromatológica e mineral dos resíduos de broto de bambu, visando a sua utilização como alimento animal
Nesse estudo, realizado em 1992, nos Institutos Agronômico, de Tecnologia de Alimentos e de Zootecnia, procedeu-se à caracterização bromatológica e mineral dos resíduos de broto de bambu (Dendrocalamus giganteus Munro), a fim de utilizá-los como alimento animal. Os resultados mostraram que tais resíduos, constituídos basicamente por bainhas e pedaços tenros de colmo, apresentaram elevados teores de proteína (131,4 g/kg), açúcares (115,3 g/kg), fibras (235,4 g/kg) e ácido cianídrico (213 mg/kg). Essa concentração de ácido cianídrico pode causar efeito tóxico em animais, devendo-se, portanto, eliminá-lo, adotando o mesmo procedimento utilizado para a fração comestível do broto, o qual se resume no cozimento em água fervente durante 20 minutos. Após esse tratamento, os resíduos de broto de bambu podem ser utilizados como alimento animal.
1995
Azzini,Anisio Leme,Paulo Roberto Carvalho,Cassia Regina Limonta Salgado,Antonio Luiz de Barros Ferreira,Vera Lúcia Puppo
Evidência isoenzímica sobre a origem interespecífica do café Piatã
Encontrou-se, anos atrás, em uma lavoura de Coffea arabica (2n = 44), uma forma de café bastante distinta das demais. Inicialmente, julgou-se tratar de um cafeeiro autotetraplóide de C. liberica (2n = 22) ou de C. dewevrei (2n = 22). Estudos morfológicos e citológicos de tal cafeeiro, denominado Piatã (prefixo C387 da Seção de Genética do IAC), assim como de seus descendentes, indicaram tratar-se, provavelmente, de um híbrido natural derivado da união de um gameta normal de C. arabica e de um não reduzido de C. dewevrei. No presente trabalho, os estudos dos padrões eletroforéticos das enzimas PGI, PGM e ADH do endosperma de sementes confirmaram a origem interespecífica do café Piatã. A combinação de alelos dessas enzimas é distinta e específica para C. dewevrei e C. arabica e tais alelos segregam nas sementes do cafeeiro Piatã. O estudo das isoenzimas das sementes mostram também que, ao contrário do que se pensava, o café Piatã não é auto-incompatível, sendo freqüente a autofecundação. Análises semelhantes, além de úteis na identificação de outros híbridos naturais entre espécies de Coffea, serão de grande valia nos trabalhos básicos de genética, evolução e melhoramento do cafeeiro, nos quais importa conhecer a origem, constituição genética e biologia da reprodução das plantas.
1995
Medina Filho,Herculano Penna Carvalho,Alcides Ballve,Rosa Maria Lizana Bordignon,Rita Silvarolla,Maria Bernadete Lima,Marinez Muraro Alves de Fazuoli,Luiz Carlos
Melhoramento da cana-de-açúcar: IX: evaluation of clones obtained in 1980 and 1981 hybridizations, selected in Ribeirão Preto region, state of São Paulo, Brazil
Testaram-se doze clones de cana-de-açúcar, obtidos de hibridações realizadas em Camamu (BA), em 1980 e 1981, em três ensaios na região de Ribeirão Preto (SP). Além do delineamento em blocos ao acaso, com seis repetições, efetuou-se a análise estatística com a média das três colheitas (1.°, 2.° e 3.° cortes), tomando as variedades SP70-1143, NA56-79 e IAC64-257 como testemunhas-padrão. Entre os caracteres agroindustriais avaliados estão: a produtividade de cana e açúcar, pol % cana, fibra %, intensidade de florescimento, índice de infestação de broca-do-colmo (Diatraea saccharalis) e a reação à ferrugem (Puccinia melanocephala). O melhor clone foi o IAC80-2094, indicado para início de safra, com boa produção e bom teor de fibra, mas de florescimento intenso e suscetibilidade à ferrugem. O IAC81-2004 também apresentou bons resultados, caracterizando-se como precoce, com bom teor de fibra e boa resistência à broca-do-colmo. Em condições naturais de campo, porém, sua desvantagem é a grande incidência de "chicotes" de carvão. Apesar de ambos os clones apresentarem características agroindustriais vantajosas, desaconselha-se que sejam incluídos no estudo de manejo parietal para outras regiões paulistas, em função dos problemas fitossanitários citados.
1995
Landell,Marcos Guimarães de Andrade Zimback,Léo Pereira,José Carlos Vila Nova Alves Camargo,Antônio Pereira de Campana,Mário Percio Silvarolla,Maria Bernadete Bovi,Virgínio Figueiredo,Pery Silva,Marcelo de Almeida
Melhoramento do arroz: I: comportamento de cultivares e linhagens de arroz irrigado no estado de São Paulo em 1990/91 e 1991/92
Testaram-se cultivares e linhagens de arroz irrigado quanto a características agronômicas em diversas localidades paulistas durante os anos agrícolas 1990/91 e 1991/92. O cultivar IAC 101 e a linhagem IAC 1085 apresentaram excelente potencial e estabilidade produtiva, moderada resistência à brusone na folha e na panícula, porte baixo, resistência ao acamamento e bom rendimento de grãos inteiros no beneficiamento. A linhagem IAC 1085 apresentou, também, ciclo de florescimento precoce, constituindo genótipo altamente promissor. Os cultivares IAC 238, IAC 242 e IAC 100 também mostraram bom potencial produtivo, principalmente em 1991/92. O cultivar IAC 4440 mostrou-se altamente suscetível à brusone, tanto nas folhas como nas panículas. As linhagens IAC 1091 e IAC 1231 apresentaram resistência à brusone nas panículas, podendo servir como fontes de genes em futuros programas de melhoramento genético.
1995
Azzini,Luiz Ernesto Bastos,Cândido Ricardo Villela,Omar Vieira Gallo,Paulo Boller Sakai,Mauro Soave,Jaciro Castro,Helena Signori Melo de Tisseli Filho,Otávio
Melhoramento da cana-de-açúcar: X. Ensaio de clones provenientes de hibridações realizadas em 1981 e selecionados na região de Jaú (SP)
Avaliaram-se sete clones de cana-de-açúcar provenientes de hibridações realizadas em Camamu (BA), em 1981, em um ensaio instalado na região de Jaú (SP), em fevereiro de 1988. Utilizou-se o delineamento em blocos ao acaso, com seis repetições, no qual se avaliou a produtividade de cana e açúcar e pol% cana, em média, de cinco colheitas. Apresentam-se, ainda, dados de população de colmos, fibra% cana e intensidade de florescimento. Em relação às variedades IAC67-112, NA56-79, SP70-1143, SP71-1406 e PO77-102, empregadas como padrão, os clones IAC81-3041 e IAC81-3049 revelaram-se promissores, apresentando condições de ser incluídos em estudo de manejo varietal em outras regiões paulistas.
1995
Campana,Mário Percio Silva,Marcelo de Almeida Alvarez,Raphael Landell,Marcos Guimarães de Andrade Figueiredo,Pery Bolonhezi,Denizart
Trigo duro: comportamento de genótipos no estado de São Paulo
Compararam-se 25 linhagens de trigo duro (Triticum durum L.), um cultivar de triticale (X Triticosecale Wittmack) e quatro cultivares de trigo (T. aestivum L.) em seis experimentos em condição de irrigação por aspersão, analisando-se a produção de grãos, características agronômicas e resistência às doenças. As linhagens de trigo duro 14 (61150/Leeds//Gallo "S"/3/Garza "S"/4/Mexicali "S"/5/S-15-Crane "S"), 21 (Boyeros "S"/Cocorit-71/5/Crane "S"/Ganso "S"//Marte "S"/3/Tildillo "S"/4/Memo "S"), 25 (Gallareta "S") e 8 (Gediz "S"/Yavaros "S"), de porte baixo a médio, foram resistentes às ferrugens-do-colmo (com exceção da 21) e da-folha, moderadamente resistentes ao oídio, suscetíveis à mancha foliar, e destacaram-se quanto à produção de grãos em solos com baixa acidez, não diferindo nem do trigo comum IAC-60, o mais cultivado atualmente no Estado de São Paulo, nem do triticale Álamos. Em condições de campo, a linhagem de trigo duro 19 (Mindum/Kingfisher "S"//Sandpiper) apresentou imunidade às ferrugens-do-colmo e da-folha e foi moderadamente resistente ao oídio. O triticale Álamos e o trigo comum IAC-29 foram imunes ao oídio. Todos os genótipos avaliados foram altamente suscetíveis à mancha foliar, com exceção da linhagem 6 (Dackiye/Gerardo Vezio 394), moderadamente resistente.
1995
Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Felício,João Carlos Santos,Rui Ribeiro dos Ferreira Filho,Antonio Wilson Penteado
Patogenicidade de Rhizoctonia solani em morangueiro
O fungo Rhizoctonia solani Kuhen tem sido isolado com maior freqüência de mudas e plantas adultas de morangueiro com sintomas de subdesenvolvimento, declínio progressivo, avermelhamento ou arroxeamento dos folíolos, pecíolos e estolhos, além do apodrecimento do ápice da coroa, estipulas e base dos pecíolos. As plantas doentes apresentavam, com freqüência, raízes escuras ou com áreas necrosadas. Fusarium spp. e Pythium spp. também estavam, reiteradamente, associados às plantas doentes. Para determinar a causa dos sintomas descritos e verificar, isoladamente ou em mistura, possível interação entre os patógenos R. solani, Fusarium sp. e Pythium sp., testaram-nos quanto à patogenicidade, em mudas de morangueiro, em casa de vegetação. Observou-se que somente quando R. solani estava presente havia reprodução dos sintomas, de modo semelhante ao observado no campo, comprovando sua patogenicidade. Fusarium e Pythium, no entanto, foram reisolados de lesões radiculares, o que indica seu possível envolvimento no complexo da doença, aumentando os sintomas de declínio em condições de campo.
1995
Tanaka,Maria Aparecida de Souza Ito,Margarida Fumiko Passos,Francisco Antonio
Efeito da sucessão com leguminosas sob diferentes níveis de calagem no desenvolvimento e micorrização do trigo
Estudou-se, em areia quartzosa, em Assis (SP), a influência da calagem e de leguminosas para adubação verde sobre o desenvolvimento e micorrização do trigo. Verificou-se o efeito do pousio, do cultivo da soja e dos adubos verdes Crotalaria paulina, Crotalaria juncea e mucuna-preta (Stizolobium aterrimum), e da dosagem de calcário 0, 2 e 4 t/ha sobre os seguintes fatores: massa das raízes e da parte aérea e produtividade de grãos de trigo; teores de fósforo no solo e na folha-bandeira; percentagem de colonização e número de esporos de fungos micorrízicos no solo. A percentagem do sistema radicular do trigo, colonizado por fungos micorrízicos arbusculares aos 21 dias da emergência, e a massa de matéria seca da parte aérea e de grãos foram maiores nos tratamentos com aplicação de calcário e nos cultivados com C. paulina. A colonização do sistema radicular por fungos micorrízicos arbusculares influenciou positivamente o desenvolvimento da parte aérea e a produção de grãos do trigo. O teor de fósforo no solo e a micorrização não correlacionaram com o estado nutricional da planta em relação ao fósforo.
1995
Duarte,Aildson Pereira Machado,José Otávio Melo,Wanderley José de Braga,Nelson Raimundo Andrioli,João Luciano