Repositório RCAAP

Controle de doenças de plantas pela rotação de culturas

Esta revisão aborda a importância da escolha e da adoção de práticas culturais e seus reflexos na intensidade de doenças de plantas. São apresentados conceitos básicos referente ao tema e os de rotação e monocultura. Discutem-se os princípios ou fundamentos e potencialidade do uso da rotação e do manejo integrado de doenças, as consequências da nutrição de fitopatógenos, dos eventos biológicos ocorrentes nos restos culturais, as características dos fitopatógenos potencialmente controláveis e dos não controláveis pela rotação.

Ano

2011

Creators

Reis,Erlei Melo Casa,Ricardo Trezzi Bianchin,Vânia

Caracterização morfofisiológica e análise de PCR-SSCP de isolados de Phytophthora da acácia-negra na região Sul do Brasil

O objetivo do trabalho foi caracterizar isolados de Phytophthora da acácia-negra (Acacia mearnsii) provenientes do Sul do Brasil, com base em características fenotípicas tais como morfologia, crescimento micelial, características das culturas, compatibilidade sexual e patogenicidade, e em perfis de polimorfismo de conformação de fita simples (SSCP = Single Strand Conformation Polymorphism) da região ITS-gene 5.8S do rDNA. Os isolados apresentaram esporângios com papilas proeminentes, arranjo dos esporângios irregularmente simpodial, culturas heterotálicas com presença de anterídios anfígenos, presença de clamidósporos e crescimento micelial em temperatura acima de 35°C, permitindo a classificação dos 12 isolados como P. nicotianae. Todos os isolados foram patogênicos, causando necrose em ramos de acácia-negra, sem formação de goma, com diferenças significativas de agressividade (p=0,05). Duas populações podem ser distinguidas em P. nicotianae da acácia negra pela análise PCR-SSCP do rDNA; no entanto essa separação não apresenta aparente correlação com características fenotípicas.

Ano

2011

Creators

Alves,Tatiane Cristina Albuquerque Santos,Álvaro Figueredo dos Tessmann,Dauri José Vida,João Batista Harakava,Ricardo

Fungos associados a grãos de café (Coffea arabica L.) beneficiados no sudoeste da Bahia

Diversos fatores podem interferir na qualidade do café, especialmente aqueles relacionados às etapas pós-colheita de processamento e secagem. Algumas espécies de fungos podem se associar a grãos de café durante a pós-colheita, podendo ocasionar alterações indesejáveis. O objetivo deste estudo foi avaliar a influência dos processamentos via seca (natural), seco em terreiro de terra, e via úmida (despolpado), seco em terreiro de cimento, tradicionalmente empregados na região sudoeste da Bahia, na incidência de fungos em grãos de café beneficiados produzidos na safra 2007/2008. O experimento consistiu de 4 tratamentos: a) café natural de Barra do Choça; b) café natural de Encruzilhada; c) café despolpado de Barra do Choça e d) café despolpado de Encruzilhada; e 5 repetições. Foram coletadas 20 amostras de grãos de café oriundas de diferentes propriedades cafeeiras nestes municípios. Os resultados obtidos foram avaliados pelo teste de médias t de Bonferroni a 5% de probabilidade. Houve diferença estatística significativa entre os tratamentos analisados para a infestação fúngica. Os gêneros detectados foram: Aspergillus, Penicillium e Fusarium, sendo que o gênero Aspergillus foi o de maior incidência, no qual foram identificadas oito espécies: Aspergillus ochraceus, A. niger, A. flavus, A. foetidus, A. tubingensis, A. auricomus, A. sojae e A. oryzae. Foi detectada a maior incidência de fungos em grãos de café oriundos de processamento natural do que de processamento despolpado.

Ano

2011

Creators

Ferreira,Gabriel Fernandes Pinto Novaes,Quelmo Silva de Batista,Luis Roberto Souza,Sandra Elizabeth de Azevedo,Gileno Brito de Silva,Daiani Maria da

Adjuvantes e assistência de ar em pulverizador de barras sobre a deposição da calda e controle de Phakopsora pachyrhizi (Sydow & Sydow)

Com o intuito de melhorar a cobertura da pulverização e diminuir as perdas na produtividade da cultura da soja, o estudo objetivou avaliar o efeito da adição de adjuvantes à calda combinado ou não ao uso da assistência de ar sobre a deposição da pulverização, controle de Phakopsora pachyrhizi H. Sydow & P. Sydow, perdas de produção (peso de 1000 grãos) e produtividade da cultura (kg ha-1). Dois experimentos a campo foram conduzidos na cultura da soja, variedade Conquista, safra agrícola 2008/09. Um deles no delineamento em blocos ao acaso com três doses de adjuvantes associados a um marcador cúprico combinadas a dois níveis de ar na barra de pulverização (0 e 29 km h-1), totalizando 6 tratamentos e 4 repetições. Outro experimento foi instalado no mesmo local do anterior. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos ao acaso com 7 tratamentos: fungicida e dois adjuvantes associados ao fungicida, combinados a dois níveis de ar na barra de pulverização (0 e 29 km h-1), mais testemunha, e 4 repetições. Após a pulverização do fungicida piraclostrobina + epoxiconazole com diferentes tecnologias, procedeu-se a avaliação da severidade da doença através da estimativa da área abaixo da curva de progresso da doença (AACPD) e da produtividade da cultura da soja. A assistência de ar na velocidade máxima gerada pelo ventilador (29 km h-1), combinada ao fungicida piraclostrobina + epoxiconazole mais o adjuvante organosiliconado Silwet L-77 contribuiu para melhor controle da ferrugem asiática, proporcionando incremento na produtividade e no peso de 1000 grãos.

Ano

2011

Creators

Aguiar Júnior,Hélio Oliveira Raetano,Carlos Gilberto Prado,Evandro Pereira Pogetto,Mário Henrique Ferreira do Aamaral Dal Christovam,Rafael de Souza Gimenes,Marcelo Júnior

Influência da adubação nitrogenada, época de plantio e aerosporos sobre a severidade da mancha de grãos em arroz de terras altas

A mancha de grãos (MG) ocupa o segundo lugar em importância econômica entre as doenças do arroz. Foi estudada a influência de níveis de adubação nitrogenada, época de plantio e concentração de esporos no ar sobre a severidade da doença no campo. A severidade de MG, na cultivar BRS Bonança, foi avaliada em duas épocas de plantio (30/11/2006 e 21/12/2006) e cinco doses de adubação nitrogenada (0, 30, 60, 120 e 240 kg de N.ha-1) utilizando o delineamento experimental de blocos ao acaso em esquema de parcelas subdivididas com três repetições. O efeito de dose de N sobre a severidade de MG não foi significativo. A correlação entre a severidade de MG e espiguetas vazias foi positiva e significativa. A população de fungos no ar (aerosporos) foi quantificada utilizando armadilhas volumétricas, Rotorod Sampler, desde a emissão até o amadurecimento das panículas. A mancha de grãos aumentou linearmente com tempo (r = 0,98; P < 0,01), o mesmo não ocorreu com o aumento total de fungos que variou de 0,23 a 2,97 esporos/litro de ar/minuto. Os fungos presentes no ar em ordem decrescente de concentração foram Nigrospora sp., Pyricularia oryzae, Pithomyces sp., Alternaria sp., Cercospora sp., Fusarium sp., Curvularia sp. e Bipolaris sp. Estes fungos e Phoma sp. entre outros também foram detectados no teste de sanidade de sementes. A correlação entre a quantidade de esporos de P. oryzae e outros fungos foi linear e positiva (r = 0,80, P < 0,01). O número de esporos aumentou com o aumento da umidade relativa e diminuiu com o aumento da temperatura máxima de maneira exponencial.

Ano

2011

Creators

Silva-Lobo,Valácia Lemes da Lacerda,Maria da Guia Filippi,Marta Cristina de Silva,Gisele Barata da Prabhu,Anne Sitarama

Efeitos da simulação da solarização do solo com materiais vegetais sobre o crescimento micelial de fungos fitopatogênicos habitantes do solo

A incorporação de materiais vegetais específicos associados à solarização do solo tem sido um avanço promissor no controle de fungos fitopatogênicos habitantes do solo. O objetivo do trabalho foi avaliar determinados efeitos da incorporação e decomposição de brócolis, mamona, mandioca brava e mansa, no solo, em condições de microcosmo mantido em BOD (37±2ºC), sobre o micélio de Fusarium oxysporum f. sp. lycopersici Raça 2, Macrophomina phaseolina, Rhizoctonia solani AG-4 HGI e de Sclerotium rolfsii. Assim, quatro ensaios idênticos foram instalados em conjunto de microcosmos, com cinco tratamentos e quatro períodos de tempo diferentes e independentes (7, 14, 21 e 28 dias). O parâmetro avaliado foi os efeitos inócuo, fungistático e fungicida dos tratamentos sobre o micélio dos fungos. Verificou-se efeito fungistático e fungicida no crescimento micelial de F. oxysporum f. sp. lycopersici Raça 2, R. solani AG-4 HGI e de S. rolfsii. Os fungos que apresentaram efeito fungistático apresentaram uma velocidade média de crescimento micelial inferior ao controle geral, que consistiu na incubação dos fungos em temperatura de 25±2ºC. O efeito fungicida ocorreu aos 21 dias de incubação para F. oxysporum e R. solani e aos 28 dias para S. rolfsii. Para M. phaseolina, observou-se apenas efeito inócuo. Associação da temperatura de 37±2ºC mais o período de tempo dos tratamentos foi o fator responsável pelos efeitos fungistático e fungicida no micélio dos fitopatógenos estudados. Essa associação também interferiu na velocidade do crescimento micelial dos fungos que apresentaram efeito fungistático.

Ano

2011

Creators

Basseto,Marco Antonio Bueno,César Júnior Chagas,Haroldo Antunes Rosa,Daniel Dias Padovani,Carlos Roberto Furtado,Edson Luiz

Controle alternativo da podridão peduncular em manga

O objetivo dessa pesquisa foi verificar o efeito de produtos alternativos em mangas inoculadas com Lasiodiplodia theobromae e a influência desses sobre o crescimento micelial do fitopatógeno. Mangas foram tratadas com fosfato de potássio (FP) (50, 100 e 150), ácido hidroxidobenzóico (AH) (5, 10 e 15), cloreto de cálcio (CC) (0,13, 0,26 e 0,39) (em milimolar), Luz ultravioleta (LUV) (10; 20 e 30 min.), extratos de alho (EA), melão-de-são-caetano (EM), casca de manga (ECM) (25, 50 e 75%) e água (testemunha). Inoculou-se 10m de suspensão de 10(6) conídios/mL de L. theobromae imediatamente (T1), 12 horas (T2) e 24 horas, após os tratamentos (T3). No T1, os melhores tratamentos foram FP (50 mmol) e CC (0,13 mmol). No T2 foram CC (0,13 mmol), AH (5 mmol), EA (25%) e FP (100 mmol). No T3 não houve diferença entre os tratamentos. In vitro, os produtos foram misturados ao meio de cultura. Após solidificação, depositaram-se no centro de cada placa, estruturas do fitopatógeno. Quarenta e oito horas após, mediu-se o diâmetro da colônia. Os melhores tratamentos foram FP (100 e 150 mmol), ECM (50 e 75%) e EA (50%).

Ano

2011

Creators

Lins,Severina Rodrigues de Oliveira Oliveira,Sônia Maria Alves de Alexandre,Elizabeth Rodrigues Santos,Alice Maria Gonçalves Oliveira,Thiago Alves Santos de

Ocorrência da mancha-bacteriana do feijão-caupi em Roraima e reação de cultivares

A mancha-bacteriana, causada por Xanthomonas axonopodis pv. vignicola, é uma doença que apresenta potencial de dano à cultura do feijão-caupi. Esse trabalho teve como objetivos registrar a ocorrência do patógeno em Roraima e prover informações sobre a reação de cultivares de feijão-caupi à doença. As cultivares utilizadas foram BRS-Amapá, BR02-Bragança, BRS Guariba, BR17-Gurguéia, BRS Mazagão, BRS Milênio, BRS Patativa, Pitiúba, BR03-Tracuateua e Vita-7. Em casa-de-vegetação, o delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado, com quatro repetições, cada repetição foi representada por duas plantas/vaso. Os parâmetros de avaliação foram período de incubação e severidade da doença aos 25 dias após a inoculação. O experimento de campo foi conduzido em delineamento de blocos ao acaso com 4 blocos, sendo cada um constituído por 10 parcelas, sendo cada parcela semeada com uma cultivar. As inoculações foram realizadas aos 35 dias após a semeadura, em estádio de início da emissão do botão floral. Os parâmetros avaliados foram período de incubação, severidade da doença aos 12, 18, 22, 27 e 29 dias após a inoculação. A transmissibilidade da bactéria por meio de sementes foi verificada a partir da deposição em placas de Petri contendo o meio 523 de alíquotas de 100 µl de suspensões obtidas de diluições seriadas em fator 1:10 de 150 g de sementes de cada lote. Verificou-se que as cultivares BRS Mazagão, BR 17- Gurguéia e Vita-7 apresentaram reação de resistência à mancha-bacteriana. Não foi verificada a ocorrência da transmissibilidade da bactéria nas condições experimentais.

Ano

2011

Creators

Halfeld-Vieira,Bernardo de Almeida Nechet,Kátia de Lima Souza,Giovanni Ribeiro de

Tolerância de três cultivares de cebola ao Ioxynil e Oxyfluorfen em semeadura direta

Estimou-se, em um experimento instalado em Viçosa (MG), a tolerância de três cultivares de cebola. Allium cepa L., Baia Periforme Super Precoce, Granex Ouro e Texas Grano 502 PRR. cultivados por semeadura direta, ao Ioxynil e Oxyfluorfen, e a eficiência dos tratamentos com relação ao controle de plantas daninhas. Avaliaram-se três doses de cada herbicida (0,125, 0,250 e 0,375 kg/ha, e 0,096, 0,192, 0,288 kg/ha respectivamente) aplicadas 27 dias após a semeadura, distribuídas em um modelo hierárquico com quatro repetições no delineamento em blocos casualizados. O Ioxynil foi mais seletivo para a cebola do que o Oxyfluorfen, principalmente nas doses mais altas; a mais baixa de Ioxynil mostrou-se inadequada para um controle eficaz da maior parte das plantas daninhas presentes. A tolerância das plantas de cebola foi maior para o cultivar Baia Periforme Super Precoce em relação ao Texas Grano 502 PRR. A suscetibilidade do 'Texas Grano 502 PRR' ao Oxyfluorfen expressou-se por meio de reduções significativas na população final de plantas e na produção de bulbos.

Ano

1995

Creators

Oliveira Junior,Rubem Silvério de Silva,José Francisco da Ferreira,Lino Roberto Reis,Fernando Pinheiro

Controle de plantas daninhas em arroz irrigado mediante o momento da admissão e da altura da lâmina de água

Este trabalho, desenvolvido ao nível de campo, na Fazenda Experimental Edgárdia, da Faculdade de Ciências Agronômicas da UNESP, Botucatu, no ano agrícola 1990/91, objetivou avaliar os efeitos do momento de admissão da água e da altura da lâmina de água sobre o desenvolvimento das plantas daninhas e os reflexos sobre as de arroz. O delineamento experimental usado foi de blocos ao acaso com parcelas subsubdivididas. Às parcelas, corresponderam os momentos de admissão de água M1, M2 e M3, respectivamente, 15, 42 e 74 dias após a emergência das plantas de arroz. As subparcelas corresponderam às alturas das lâminas de água L5, L10 e L15, respectivamente, 5, 10 e 15 cm e as subsubparcelas, a dois sistemas de condução: com capina (cc) e sem capina (sc). Verificou-se que o desenvolvimento das plantas daninhas foi afetado tanto pelo momento de admissão de água como pela altura da lâmina de água sendo a produção de grãos reduzida 61,5% devido à competição das plantas daninhas com a cultura.

Ano

1995

Creators

Furlani Junior,Enes Machado,José Ricardo Velini,Edivaldo Domingues

Ensaio de longa duração com calcário e cloreto de potássio na cultura do algodoeiro

Decorridos cinco anos de um ensaio de calagem e adubação potássica do algodoeiro, em latossolo roxo distrófico do município de Guaíra (SP), reaplicou-se o calcário nas mesmas doses da primeira fase (0, 2, 4 e 6 t/ha). Utilizou-se o calcário dolomítico com 25,3% de CaO, 19,9% de MgO e 68% de PRNT. O potássio foi aplicado em subparcelas nas doses anuais de 0, 50, 100 e 150 kg/ha de K2O, na forma de cloreto de potássio. Fez-se, anualmente, a adubação com N, P2O5 e B nas doses respectivas de 60, 100 e 1,5 kg/ha. O efeito da calagem no aumento dos valores de pH e da saturação por bases da camada arável do solo foi imediato, havendo, no entanto, um decréscimo nos valores desses índices após o segundo ano e um retorno aos níveis da fase anterior. Concomitantemente, a lixiviação de Ca e de Mg foi acentuada a partir do segundo ano após a reaplicação do calcário. O efeito do potássio na produção de algodão foi mais evidente com a calagem. Sintomas de sua deficiência foram observados nas plantas das parcelas com calcário e sem adubação potássica. Na ausência de calagem, a dose máxima de potássio provocou injúria nas plantas. O índice de 90% da produtividade máxima esperada foi alcançado em presença da adubação potássica e quando a saturação por bases aumentou até 60% na camada arável e 40% nas profundidades de 20-40 cm e 40-60 cm.

Ano

1995

Creators

Silva,Nelson Machado da Carvalho,Luiz Henrique Quaggio,José Antonio

Calagem e aplicação de cobalto e molibdênio na cultura do amendoim

O experimento compreendeu dois cultivos consecutivos de amendoim "das águas" em um latossolo vermelho-escuro distrófico, textura média, com o objetivo de avaliar os efeitos da calagem e da aplicação de cobalto e molibdênio nas sementes sobre a produção de amendoim. Empregaram-se quatro doses de calcário dolomítico calcinado: 0, 4, 6 e 8 t/ha; dois cultivares de amendoim: Tatu e Tupã, e quatro tratamentos de sementes: não tratadas, tratadas com cobalto, com molibdênio e com cobalto mais molibdênio. Verificou-se que a calagem elevou a produção de amendoim em função do aumento proporcionado no número e massa de grãos por vagem. A máxima produção de vagens foi obtida para pH (CaCl2 0,01M) 5,0, teor de cálcio trocável de 23,5 mmol c/dm³ e saturação por bases do solo de 50%. A aplicação de cobalto, com ou sem molibdênio, nas sementes, não influenciou a produção de amendoim, independentemente das condições de acidez do solo. A maior produtividade de vagens do cultivar Tupã, em relação ao 'Tatu', quando ocorre, é devida à maior proporção de cascas e não de grãos.

Ano

1995

Creators

Caires,Eduardo Fávero Rosolem,Ciro Antonio

Trigo duro: tolerância à toxicidade de alumínio, manganês e ferro em soluções nutritivas

Avaliou-se o comportamento diferencial de 23 linhagens de trigo duro (Triticum durum L.) em compraração com os seguintes cultivares de trigo (T. aestivum L.): IAC-24, BH-1146, Siete Cerros e IAC-60, quanto aos níveis de Al3+ (0;0,2;0,4; 0,6; 0,8 e 1,0 mg/L), de Mn2+ (0,11; 300; 600 c 1.200 mg/L) e de Fe2+ (0,56; 5; 10 e 20 mg/L) em solução nutritiva. Os cultivares de trigo Siete Cerros (sensível à toxicidade de Al3+), BH-1146, IAC-60 e IAC-24 (tolerantes à toxicidade de Al3+), exibiram crescimento das raízes na presença de 1 mg/L de Al3+, e todas as linhagens de trigo duro avaliadas foram totalmente sensíveis a 0,4 mg/L de Al3+, com paralisação irreversível do crescimento das raízes. O aumento das concentrações de Mn2+(0,11 a 1.200 mg/L) e de Fe2+ (0,56 a 20 mg/L) nas soluções causou uma redução significativa no comprimento das raízes dos genótipos em estudo. As linhagens de trigo duro I (Avetoro "S" x Anhinga "S" - Purcell "S"/D.67.2), 2 (Cando - Yavaros "S"), 6 (Chen "S") e 8 (Carcomum "S") apresentaram-se muito tolerantes à toxicidade de Mn2+ em relação ao controle 'Siete Cerros'. O 'Siete Cerros' e as linhagens de trigo duro 1, 6, 12 (CI 14955 x Yavaros "S"- Gediz "S"/Tropic Bird), 16 e 21 (Swan "S") c 20 (Boyeros "S"/Cocorit-71/5/Crane/Ganso//Marte "S"/3/Tildillo "S"/4/ Memo "S") exibiram tolerância à presença de elevadas quantidades de Fe2+ nas soluções nutritivas.

Ano

1995

Creators

Camargo,Carlos Eduardo de Oliveira Felício,João Carlos Freitas,José Guilherme de Ferreira Filho,Antonio Wilson Penteado

Efeitos da calagem e da adubação potássica sobre características agronômicas e propriedades tecnológicas da fibra do algodoeiro

Em latossolo roxo, ácido e de baixa fertilidade, do município de Guaíra (SP), implantou-se, em 1976, um ensaio permanente de calagem e adubação potássica com o algodoeiro, variedade IAC 18. Em esquema de parcelas subdivididas, o calcário dolomítico foi incorporado às parcelas nas doses de 0, 2, 4 e 6 t/ha no primeiro ano. O potássio foi aplicado anualmente, nas doses de 0, 50, 100 e 150 kg/ha de K2O, na forma de cloreto e na presença de doses constantes de N, P2O5 e, quando necessário, boro. No sexto ano (1981/82), reaplicou-se o calcário nas doses originais e, nos anos subseqüentes até 1985/86, utilizou-se a variedade IAC 20. No primeiro ciclo de calagem, o calcário alterou positivamente a massa de um capulho e deprimiu a de cem sementes. Ambas as características foram beneficiadas pela adubação potássica. Quanto às propriedades tecnológicas da fibra, o comprimento, a maturidade, o índice Micronaire e a tenacidade diminuíram com a calagem, enquanto a adubação potássica proporcionou melhoria apenas à uniformidade de comprimento e índice Micronaire. A porcentagem de fibra não foi afetada pela calagem e teve seus valores diminuídos pela ação do potássio. Os resultados do segundo ciclo de calagem confirmaram o efeito positivo do calcário sobre a massa de um capulho e da adubação potássica nessa característica e também na massa de cem sementes. Verificou-se, ainda, efeito depressivo do corretivo na porcentagem de fibra. Quanto às propriedades tecnológicas da fibra, a calagem se mostrou tão prejudicial como na primeira fase, enquanto o uso do potássio continuou concorrendo para aumentar a uniformidade de comprimento, o índice Micronaire e a maturidade da fibra. Essa prática deprimiu os valores de tenacidade da fibra. Em nenhum dos dois ciclos, verificou-se interação entre calagem e adubação potássica.

Ano

1995

Creators

Sabino,Nelson Paulieri Kondo,Julio Isao Silva,Nelson Machado da Sabino,José Carlos Igue,Toshio

Efeitos da compactação em algumas propriedades físicas do solo e seu reflexo no desenvolvimento das raízes de plantas de soja

Estudou-se o efeito de vários níveis de compactação na densidade do solo, porosidade total e resistência à penetração, objetivando determinar o nível que impede o desenvolvimento das raízes de plantas de soja. O trabalho foi realizado em casa de vegetação, com amostras deformadas do horizonte superficial de uma terra roxa estruturada e de um latossolo roxo, controlando os níveis de compactação e o teor de água. A influência da compactação no desenvolvimento das raízes foi avaliada um mês após a germinação. Os valores de densidade do solo, para um mesmo nível de compactação, foram maiores para a terra roxa estruturada. O teor de água ótimo para a compactação foi de 21,0% para a terra roxa estruturada e de 29,8 para o latossolo roxo. A compactação artificial do solo acarretou aumento da resistência à penetração e diminuição da porosidade total. A elevação da sua densidade de 0,90 para 1,30 kg/m³ para a terra roxa estruturada, e de 0,90 para 1,23 kg/m³ para o latossolo roxo, promoveu, respectivamente, diminuição de 39 e de 41% na massa seca das raízes. O desenvolvimento das raízes das plantas ficou impedido quando a densidade do solo atingiu valores de 1,30 e 1,23 kg/m³, respectivamente, para a terra roxa estruturada e o latossolo roxo.

Ano

1995

Creators

Moraes,Maria Helena Benez,Sergio Hugo Libardi,Paulo Leonel

Variabilidade espacial do potencial de erosão das chuvas do Estado de São Paulo

Utilizaram-se dados de 292 pluviômetros da rede oficial do Estado de São Paulo para o cálculo do fator R da equação universal de perdas de solo, segundo modelo disponível na literatura. O objetivo deste trabalho foi usar a geoestatística para estudar a variabilidade espacial do potencial de erosão das chuvas e construir mapas de isolinhas com precisão. Calculou-se a dependência espacial através do semivariograma para os períodos das secas (abril a setembro), das águas (outubro a março) e para a erosividade média anual. Os alcances dos semivariogramas variaram de 50 a 70 km, porém a autovalidação das estimativas mostrou que o número de vizinhos utilizados em uma estimativa não deve ultrapassar 16 para que as hipóteses a respeito dos dados não sejam invalidadas. Estimou-se um total de 2.460 valores para todo o Estado, com uma separação de 20 km entre pontos para boa precisão na construção dos mapas de isolinhas. Os mapas de isolinhas mostraram que, no período das secas, existe aumento de erosividade na direção sul do Estado; no período das águas, dá-se o inverso: o aumento da erosividade é na direção norte.

Ano

1995

Creators

Vieira,Sidney Rosa Lombardi Neto,Francisco

Épocas de início da inundação do solo e altura da lâmina de água em arroz irrigado

Este trabalho, desenvolvido na Fazenda Experimental Edgárdia da Faculdade de Ciências Agronômicas da UNESP, Botucatu, no ano agrícola de 1990/91, objetivou avaliar os efeitos de épocas de início da inundação do solo e da altura da lâmina de água sobre o desenvolvimento de plantas de arroz (Oryza sativa L.), cultivar IAC 242. O delineamento experimental foi de blocos ao acaso; as parcelas subdivididas, com quatro repetições, corresponderam a três épocas de início da irrigação (15, 42 e 74 dias após a emergência das plantas) e as subparcelas, a três alturas de lâminas de água (5, 10 e 15 cm). Verificou-se que a produtividade de grãos não foi afetada pela altura da lâmina de água e que a utilização da lâmina de 15 em reduziu o perfilhamento, com conseqüente diminuição do número de colmos e de panículas por metro quadrado. O início da irrigação aos 74 dias reduziu a produtividade de grãos, em decorrência do menor número de espiguetas granadas por panícula. A época de início da irrigação mostrou-se mais importante para a produtividade de grãos do que a altura da lâmina de água para o cultivar.

Ano

1995

Creators

Furlani Junior,Enes Machado,José Ricardo Velini,Edivaldo Domingues

Modificações microclimáticas provocadas por estufa com cobertura plástica

Embora o uso de estufas com cobertura plástica tenha aumentado muito na Região Sul do Brasil, as alterações microclimáticas provocadas por esse ambiente modificado ainda não são bem conhecidas. Sendo assim, desenvolveu-se este trabalho com o objetivo de caracterizar as variações da temperatura e umidade do ar e a temperatura do solo, no interior de uma estufa coberta com polietileno de baixa densidade, na região de Campinas (SP). Os resultados mostraram que a temperatura máxima do ar foi sempre maior no interior da estufa, mas os valores elevados foram evitados com a abertura das cortinas laterais. Em noites frias, principalmente com céu limpo e ausência de vento, nas quais a temperatura do ar atingiu valores abaixo de 10°C, a temperatura mínima na estufa foi sempre superior à observada no canteiro desprotegido. A umidade relativa no interior da estufa, quando fechada, mostrou-se mais elevada em relação ao ambiente externo, situação igualada pelo manejo das cortinas laterais da estufa. As temperaturas máximas e mínimas do solo mostraram-se sempre superiores no interior da estufa.

Ano

1995

Creators

Pezzopane,José Eduardo Macedo Pedro Júnior,Mário José Ortolani,Altino Aldo

Índice climático de crescimento para gramíneas forrageiras no Estado de São Paulo

Utilizou-se o índice climático de crescimento (ICC) para gramíneas forrageiras, com base em temperatura, radiação solar e relação entre evapotranspiração real e potencial, a fim de estimar a produção de matéria seca (TAMS) de capim-colonião, gordura, jaraguá e pangola através da seguinte equação exponencial: ICC = a EXP (b ICC), onde a e b são constantes que diferem para cada espécie. Determinou-se o índice climático médio mensal para 47 localidades paulistas e regiões limítrofes. A variação espacial do índice para o inverno e para o verão é apresentada em forma de mapas. Os valores de ICC no inverno, período crítico, variaram de 0,1 a 0,15 na região central do Estado; no Norte e no Oeste, foram superiores a 0,15 e, na Serra da Mantiqueira, inferiores a 0,1.

Estimativa da temperatura mínima de relva e da diferença de temperatura entre o abrigo e a relva em noites de geada

Analisaram-se os dados de temperatura mínima do ar junto à relva (RELVA) o os da diferença entre a temperatura mínima do ar em abrigo meteorológico e a observada junto à relva (DIF) de dez locais paulistas, utilizando dados históricos de noites com geada. Essas infor nações foram correlacionadas com os seguintes elementos meteorológicos: temperatura mínima do ar obtida em abrigo meteorológico (TMÍN); velocidade média do vento (VENTO); temperatura do ar às 21 h em abrigo meteorológico (T21h); temperatura do ponto de orvalho as 21 h (To21h), e nebulosidade (NEB). O valor médio da DIF foi de 4,1°C, variando de 3,3 a 5,7°C. To21h e TMÍN foram os elementos de melhor correlação com a RELVA, enquanto VENTO e To21h mostraram melhor ajuste com a DIF. Obtiveram-se equações de regressão de estimativa da RELVA e da DIF para cada local estudado e outra, de caráter geral, para o Estado. A estimativa da RELVA apresentou os melhores ajustes em relação à da DIF.

Ano

1995

Creators

Sentelhas,Paulo Cesar Ortolan,Altino Aldo Pezzopane,José Ricardo Macedo