Repositório RCAAP
Desempenho operacional de um arado de discos
Desenvolveu-se este trabalho com o objetivo de avaliar o desempenho de um arado de três discos, reversível, e estabelecer uma relação em função da velocidade de deslocamento e do ângulo de ataque horizontal dos discos, caracterizados pela resistência específica e pelo consumo de combustível por volume de solo mobilizado. Os resultados mostraram que a resistência específica do solo não diferiu significativamente nem com a velocidade de deslocamento nem com o ângulo de ataque horizontal dos discos. O consumo de combustível variou com a velocidade, mas não em relação ao ângulo de ataque horizontal dos discos. Os valores da resistência específica variaram na faixa de 6,37 a 7,22 N/cm², em média, enquanto o consumo de combustível por volume de solo mobilizado variou entre 6,17 e 9,05 mL/m³, em média, trabalhando a uma profundidade média de 20 cm, e velocidades de deslocamento de 2,5 a 6,0 km/h, em média.
1995
Mello,Roberto da Cunha Magalhães,Paulo Sérgio Graziano
Indução de estruturas embriogênicas em tecidos de rizoma e pseudocaule de bananeira
Tecidos de rizoma e pseudocaule de bananeira (Musa spp.), de plântulas micropropagadas, dos cultivares Maçã, Nanicão e GN-60 foram utilizados para indução de estruturas embriogênicas. Explantes obtidos desses tecidos foram cultivados em meio de cultura, segundo Schenk & Hildebrandt, com vitaminas de Staba em concentrações modificadas por Novak et al., acrescido do regulador de crescimento Dicamba, nas concentrações de 0; 2,0; 3,5 e 6,63 mg/L. A formação de tecidos com capacidade embriogênica (calos e estruturas globulares) foi observada em tecidos localizados próximo ao ápice meristemático, para os três cultivares testados. A partir dessas estruturas, foram obtidas suspensões celulares que deram origem a estruturas semelhantes a embriões somáticos, que, após germinação, emitiram raiz ou parte aérea, não apresentando, no entanto, germinação satisfatória.
1996
Domingues,Edson Tobias Tulmann Neto,Augusto Mendes,Beatriz M. Januzzi
Efeito de diferentes concentrações do meio MS, nitrogênio e sacarose na micropropagação de crisântemo 'orange reagen'
Realizaram-se experimentos objetivando estabelecer concentrações satisfatórias do meio básico a ser utilizado, Murashige e Skoog (MS), de nitrogênio e de sacarose para a propagação "in vitro" de crisântemo (Dendranthema grandiflora Tzvelev.) cv. Orange Reagen. Testaram-se as concentrações 0, 25, 50, 75, 100, 125 e 150% do meio MS combinadas com 0; 0,75; 1,5; 3,0; 6,0 e 12,0% de sacarose. Num segundo experimento, as concentrações 0, 25, 50, 75, 100, 125 e 150% de nitrogênio (em relação ao MS) foram testadas em combinação com as mesmas concentrações de sacarose. Observou-se melhor desenvolvimento de brotos em meios com concentrações entre 50 e 150%, em relação ao MS, combinados com 6% de sacarose. Na concentração de 50% do MS, o tamanho dos brotos obtidos não foi satisfatório. Concentrações elevadas de meio de cultura inibiram a formação de raízes. Verificaram-se resultados semelhantes para as concentrações testadas de nitrogênio. Pode-se então recomendar a utilização de 75% do meio MS com 75% de nitrogênio, acrescido de 6% de sacarose.
1996
Oliveira,Patrícia Duarte de Pasqual,Moacir Paiva,Renato
Micropropagação de cebola a partir de bulbinhos induzidos in vitro
Visando determinar um método para micropropagação a partir de bulbinhos in vitro, de cultivares de cebola (Allium cepa L.), foram realizados três experimentos, avaliando-se a influência do 6-benzilaminopurina (BAP) x ácido naftalenoacético (ANA) e posição do explante no meio de cultura, a influência de bulbinhos desenvolvidos em diversas concentrações de sacarose e o efeito do diâmetro dos bulbinhos sobre a taxa de multiplicação in vitro. Pelos resultados, a posição vertical dos explantes mostrou maior tendência para porcentagem de regeneração nos cultivares Pira Ouro e Pirana Precoce. 0 efeito das concentrações de fitorreguladores na porcentagem de regeneração não foi verificado para o 'Pira Ouro', enquanto para o 'Pirana Precoce', porcentagem mais elevada foi obtida em 4,0 mg/L de BAP x 0,5 mg/L de ANA. Maior taxa de multiplicação foi observada para os dois cultivares em BAP (2,0 mg/L) x ANA (0,25 mg/L). Bulbinhos do cultivar Pira Ouro e híbrido entre Pira Ouro e Pirana Precoce, desenvolvidos em 120 g/L de sacarose, mostraram-se mais adequados à micropropagação in vitro no material utilizado. Com relação ao diâmetro inicial do explante, o 'Pira Ouro' não mostrou diferença estatística para os parâmetros avaliados, enquanto no 'Pirana Precoce' maior porcentagem de regeneração foi obtida nos diâmetros M (5 a 10 mm) e P (< 5 mm), e maior número de brotos no diâmetro M.
1996
Rodrigues,Benedita Maria Pinto,José Eduardo Brasil P. Maluf,Wilson Roberto Souza,Clóvis Maurílio de
Caracterização botânica de cultivares de morangueiro
Foi realizado um estudo de caracterização botânica em seis cultivares de morangueiro (Fragaria X ananassa Duch.) quatro desenvolvidos no Brasil - 'Campinas (IAC-2712)', 'Guarani (IAC-5074)', 'AGF 080' e 'IAC Princesa Isabel' - e dois introduzidos - 'Reiko', do Japão, e 'Sequóia', dos Estados Unidos - visando sua distinção taxonômica. Os experimentos foram desenvolvidos na Estação Experimental de Monte Alegre do Sul (SP) durante os anos agrícolas de 1992/93. Os caracteres morfológicos que se mostraram úteis na diferenciação dos seis cultivares foram os seguintes: tipo de planta; número de folíolos; coloração da folha; razão entre o comprimento e a largura dos folíolos medianos; ângulo da base do limbo do folíolo mediano; comprimento das estipulas; posição das flores primárias em relação à folhagem; número de pétalas das flores primárias; razão entre o comprimento e a largura das pétalas; receptáculo do ovário; forma das infrutescências e da base da infrutescência; posição do cálice e calículo; espaços vazios no interior da infrutescência e comprimento e largura da infrutescência. Para a identificação dos cultivares, foi elaborada uma chave analítica. Os cultivares AGF 080 e Campinas não foram distinguidos com base nos caracteres analisados.
1996
Queiroz Voltan,Rachel Benetti Mendaçolli,Sigrid Luiza Jung Passos,Francisco Antonio Santos,Rui Ribeiro dos
Caracterização morfológica de acessos de amendoim: avaliação da sensibilidade de alguns descritores
Este trabalho teve por objetivo avaliar a sensibilidade de doze descritores morfológicos, utilizados na caracterização dos acessos de amendoim (Arachis hypogaea L.) do banco ativo de germoplasma (BAG) do Instituto Agronômico (IAC), quando aplicados a acessos com pouca variabilidade morfológica, a fim de verificar sua eficácia na descrição em alguns cultivares comercializados no País. Para o germoplasma estudado, adotaram-se os seguintes descritores: dimensões dos folíolos, frutos e sementes; coloração das folhas; hábito de crescimento; pigmentação do ramo e "peg"; profundidade inter-reticular, bico e constrição do fruto; coloração da semente; número de sementes por fruto e pilosidade dos ramos e folhas. Estimando-se a média (Y) com o desvio-padrão de 10% (0,10 Y), observa-se que determinados descritores necessitam ser revistos, para uso descritivo de cultivares, e que mudanças no tamanho das amostras e no número de avaliadores devem ser também levados em consideração. Os descritores mais eficientes foram: hábito de crescimento e dimensão das sementes.
1996
Veiga,Renato Ferraz de Arruda Nagai,Violeta Godoy,Ignácio José de Carvalho,Luiz Henrique Martins,Antonio Lúcio de Mello
Caracterização do material de reserva em feijão-guandu, lablabe e mucuna
Com o intuito de caracterizar, em nível citoquímico, as principais reservas presentes em guandu, lablabe e mucuna, sementes foram fixadas e processadas para a microscopia, utilizando-se tanto métodos gerais como específicos para proteínas, lipídios, polissacarídeos neutros e ácidos, procedendo-se, à dosagem e à caracterização dessas reservas nas sementes. O amido revelou-se como principal material, seguido por proteínas e, em menor grau, por lipídios. O conteúdo de amido foi de 55% da matéria seca (MS) para guandu, 53% para lablabe e 40% para mucuna. As proteínas foram mais abundantes em lablabe, com 26% da MS, seguindo-se o guandu (19%) e a mucuna (17%). Lipídios representaram menos de 2% da MS dessas sementes, com uma quantidade maior em mucuna do que nas demais espécies. As análises dos açúcares neutros presentes indicaram grande conteúdo de glicose em função do amido e quantidade apreciável de galactose e arabinose, sempre em maior quantidade em mucuna. Os perfis eletroforéticos revelaram semelhança maior entre as proteínas de guandu e lablabe, sugerindo maior proximidade filogenética entre tais espécies. As proteínas mais abundantes apresentaram massa molecular relativa entre 65 e 70 kg/mol.
1996
Seno,Maria Silvia Gomes,Laurecir Cortelazzo,Angelo Luiz
Análise dialélica da capacidade combinatória de cultivares de tomateiro
Os cultivares de tomateiro (Lycopersicon esculentum Mill.) Ângela I.5100, Floradade, IPA-05, IPA-06, Jumbo e Santa Clara, e os 15 possíveis híbridos F1s foram avaliados quanto à produção de frutos comerciáveis (PFC), espessura média da polpa (EMP), número médio de lóculos por fruto (NML) e teor de sólidos solúveis (TSS), com o objetivo de identificar parentais e híbridos promissores para programas de melhoramento. A análise dialélica, com base no método de Griffing, revelou a predominância dos efeitos gênicos não aditivos para o caráter PFC, ao contrário de EMP, enquanto NML acusou equivalência para os efeitos aditivos e não aditivos. Em decorrência das estimativas da capacidade geral de combinação (Gi) os cultivares Ângela I.5100, IPA-05 e IPA-06 são indicados para o desenvolvimento de programas de melhoramento.
1996
Amaral Júnior,Antonio Teixeira do Casali,Vicente Wagner Dias Scapim,Carlos Alberto Silva,Derly José Henriques da Cruz,Cosme Damião
Avaliação de progênies de algodoeiro para resistência à broca-da-raiz
Com base nos resultados de seleção, obtidos pela equipe de melhoramento do algodoeiro do Instituto Agronômico (IAC), numa gleba naturalmente infestada pela broca-da-raiz, Eutinobothrus brasiliensis (Hambleton), da Estação Experimental de Tietê, em 1966-81, três índices de avaliação foram propostos para a resistência dessa planta à praga. O coeficiente de correlação simples entre as duas repetições dos testes anuais de progênies foi adotado como parâmetro para estudar a eficiência dos índices na seleção de progênies resistentes. Pelo estudo comparativo, escolheu-se, como o mais adequado, o índice obtido pela contagem de furos (galerias) observados na parte lenhosa, em corte oblíquo dos caules das plantas, feito na região do colo, no meio da parte hipertrofiada. Apresentam-se os coeficientes de correlação de 1972-81 e a discussão sobre a eficiência do índice escolhido que proporcionou, durante o período, um aumento gradual do coeficiente de correlação, significando um provável acúmulo de genes favoráveis à resistência nas progênies selecionadas. A prática de picar e enterrar a parte infestada dos caules, após a colheita dos dados, contribuiu para manter alta infestação da área pela broca. Aplicado, posteriormente, à avaliação de linhagens do programa de melhoramento do algodoeiro, o índice permitiu melhorar 50% o nível geral de resistência das linhagens em estudo.
1996
Gridi-Papp,Imre Lajos Cia,Edivaldo Fuzatto,Milton Geraldo Chiavegato,Ederaldo José Sabino,José Carlos Veiga,Ary de Arruda
Suscetibilidade de oito cultivares de bananeira à sigatoka-amarela na região de Marília (SP)
A suscetibilidade de oito cultivares de bananeira à sigatoka-amarela (Mycosphaerella musicola) foi avaliada em um experimento de campo, na região de Marília (SP). Três cultivares pertenciam ao Grupo AAA ('Nanicão', 'Nanicão Jangada' e 'Grande Naine') e cinco, ao AAB ('Prata', 'Enxerto', 'Maçã', 'Mysore' e 'Prata Zulu'). O experimento foi implantado em fevereiro de 1992 e, durante os três primeiros anos, não foi feito controle de sigatoka. A suscetibilidade dos materiais foi estimada mediante avaliações em três épocas: março de 93, abril e julho de 94. Na primeira avaliação, foi contado o número de manchas na segunda folha e, nas outras, foram atribuídas notas de acordo com a intensidade dos sintomas. Os cultivares foram agrupados em três classes: altamente suscetível (AS), suscetível (S) ou parcialmente resistente (PR). Nenhum dos cultivares pôde ser considerado imune, pois todos apresentaram lesões foliares. Os cultivares mais suscetíveis foram os do Grupo AAA, Subgrupo Cavendish ('Nanicão', 'Grande Naine' e 'Nanicão Jangada') e 'Enxerto' (AAB). 'Mysore' (AAB) e 'Prata Zulu' (AAB) foram classificados como parcialmente resistentes. 'Prata' (AAB) e 'Maçã' (AAB) mostraram-se medianamente suscetíveis.
1996
Teixeira,Luiz Antonio Junqueira Ribeiro,Ivan José Antunes Foltran,Dulcinéia Elizabete Zamariolli,Luís Eduardo Rissato
Patogenicidade de Meloidogyne exigua e M. incognita raça 1 a mudas de cafeeiros
O presente trabalho teve por objetivo avaliar os danos causados por Meloidogyne exigua e M. incognita raça 1 a mudas de cafeeiros (Coffea spp.) Coffea arabica cv. Mundo Novo (LCP 515-20) e de C. canephora cv. Robusta (C 2258). O ensaio foi desenvolvido em casa de vegetação, em vasos de um litro, contendo uma plântula cada um. Aos vinte dias após o transplante, as plântulas foram inoculadas separadamente com 0, 2.000, 4.000 e 8.000 ovos de cada nematóide. As populações dos parasitos nas raízes e alguns parâmetros de crescimento das plantas foram avaliados aos 150 dias da inoculação. Verificou-se que M. incognita raça 1 foi mais patogênica que M. exigua ao cultivar Mundo Novo. O cafeeiro C 2258 comportou-se como hospedeiro não eficiente (FR < 1) de M. incognita raça 1, embora o crescimento das plantas tenha sido significativamente reduzido. M. exigua mostrou-se incapaz de parasitar o cafeeiro C 2258.
1996
Gonçalves,Wallace Ferraz,Luiz Carlos Camargo Barbosa Lima,Marinez Muraro Alues de Silvarolla,Maria Bernadete
Hábito de crescimento de Colletotrichum gossypii e C. gossypii var. Cephalosporioides em sementes de algodoeiro
Observações sobre o hábito de crescimento de Colletotrichum gossypii e C. gossypii var. cephalosporioides em sementes de algodoeiro, inoculadas artificialmente e incubadas a 20-22°C durante cinco a sete dias, evidenciaram as seguintes características: (a) em raízes: acérvulos isolados ou em grupos, massa conidial cor branco-suja, alaranjada ou salmão (mais freqüente), setas marrom-escuras, muitas vezes encobertas pela matriz gelatinosa; conídios produzidos também no micélio aéreo ou nas extremidades das setas, onde ficam aderidos, formando pequenos aglomerados; (b) na superfície das sementes: conídios produzidos nos ápices de setas que emergem diretamente do tegumento, ficando aderidos uns aos outros, formando cachos, semelhantes a cadeias, que são vistos brilhantes sob a luz, em estereomicroscópio. As setas férteis são formadas também no micélio aéreo que recobre as sementes, geralmente após cinco dias de incubação. Os acérvulos com massa conidial raramente são visíveis, exceto em sementes danificadas ou mortas. Como característica de C. gossypii, observou-se que as sementes exibem, de modo geral, uma coloração rosada, em decorrência da abundante esporulação; a ausência ou escassez de micélio aéreo e as setas curtas resultam em um crescimento rente ao tegumento e aspecto compacto. Comparativamente, nas sementes com C. gossypii var. cephalosporioides, as setas são mais longas e menos densas; o micélio aéreo com setas férteis ocorre com mais freqüência, conferindo às sementes tonalidades acinzentadas e aspecto solto. A constatação de setas férteis em lesões foliares de ramulose evidencia que, no campo, essas estruturas podem funcionar como autênticos conidióforos, desempenhando um importante papel epidemiológico, ao possibilitar a disseminação dos esporos pelos ventos, a longas distâncias.
1996
Tanaka,Maria Aparecida de Souza Menten,José Otavio Machado Machado,José da Cruz
"Mancha-cafe" em soja: seleção para resistência e interação entre genótipos e épocas de inoculação
Em condições de campo, realizaram-se seleções em linhagens de soja contra manchamento de sementes causado pelo vírus do mosaico comum da soja (VMCS). Conhecido como "mancha-café", o sintoma caracteriza-se pelo derramamento dos pigmentos do hilo da semente. Produzidas no Centro Experimental de Campinas, pertencente ao IAC, as sementes de 131 linhagens da geração F5 do cruzamento entre IAC78-2318 e 'Santa Rosa' (ambos suscetíveis ao VMCS) foram avaliadas, em 1987, quanto ao grau de manchamento, de acordo com uma escala de notas de 1 (sementes sem manchas) a 5 (sementes com tegumento quase totalmente manchado). Quatro linhagens obtiveram nota 1, enquanto a maioria recebeu nota 3. Essa distribuição de notas pode indicar que a herança da resistência ao manchamento da semente é de origem poligênica. Para verificar a repetibilidade do manchamento, em 1988, nas mesmas condições, procedeu-se ao ensaio com dezessete linhagens avaliadas no ano anterior mais o cultivar Santa Rosa, representando as cinco notas. Houve similaridade entre as notas nos dois anos, sendo o valor do coeficiente de correlação (r) igual a 0,96, altamente significativo. Para estudar o efeito da inoculação do vírus em três estádios fenológicos em linhagens e cultivares, realizou-se, em 1992, um experimento em casa de vegetação. Efetuaram-se inoculações mecânicas em cinco linhagens (uma de cada nota) mais os genótipos Santa Rosa, IAC-Santa Rosa DF e IAC-Santa Rosa PC, nos estádios V2-V3, V5-V6 e R1, segundo a escala de Fehr. Avaliou-se a incidência de "mancha-café", a massa e o número de sementes por três plantas, a presença de haste-verde (senescência anormal) e a massa de cem sementes. A linhagem IAC87-5934, com nota 1 nas avaliações de 1987 e 1988, mostrou a menor incidência de 'mancha-café" em todas as épocas de inoculação, sendo a única que não apresentou plântulas com sintomas de mosaico, oriundas de sementes de plantas que haviam sido infectadas no estádio vegetativo. Esses resultados fortalecem a diretriz utilizada no programa de melhoramento da Seção de Leguminosas do IAC: a de eliminar plantas e/ou linhagens com incidência de "mancha-café".
1996
Lourençao,André Luiz Miranda,Manoel Albino Coelho de Costa,Alvaro Santos
Seca-da-mangueira: XV. Resistência varietal a dois isolados de Ceratocystis fimbriata
O objetivo deste trabalho é avaliar a resistência de 15 variedades de mangueira em relação a dois isolados do fungo Ceratocystis fimbriata Ell. & Halst.: o IAC FITO 4905, muito patogênico ao cultivar Jasmim, e o IAC FITO 334-1, não patogênico ao 'Jasmim'. As inoculações foram feitas no campo, em ramos a 40 cm do ápice, utilizando-se plantas com oito anos de idade, com delineamento em blocos completos ao acaso e parcelas subdivididas. Os cultivares São Quirino, Irwin, Edwards e Van Dyke foram resistentes aos dois isolados, e Glenn, Joe Welch, Zill e Haden suscetíveis. 'IAC 100 Bourbon' mostrou resistência moderada aos dois isolados e o 'Kent' comportou-se como o 'Jasmim' resistente ao isolado FITO 334-1 e suscetível ao IAC FITO 4905, podendo ser utilizado como diferenciador desses isolados.
1996
Rossetto,Carlos J. Ribeiro,Ivan J.A. Igue,Toshio Gallo,Paulo Boller
Tratamentos pré-germinativos de sementes da palmeira inajá
O objetivo da pesquisa foi buscar técnicas promotoras ou aceleradoras da germinação de sementes da palmeira inajá (Maximiliana regia Mart.), espécie produtora de palmito. Para tanto, frutos verdes e maduros (com e sem polpa) foram submetidos a tratamentos de vernalização, KNO3, H2SO4, H2O-80°C, retirada do opérculo e armazenamento. Foi concluído que, entre os procedimentos pré-germinativos, o despolpamento dos frutos pode ser indicado para acelerar e elevar a germinação. Paralelamente, foi observado que sementes de frutos maduros despolpados são mais negativamente afetadas no armazenamento do que as dos frutos maduros não despolpados.
1996
Martins,Cibele Chalita Silva,Walter Rodrigues da Bovi,Marilene Leao Alves
Discriminação entre lotes de sementes de grão-de-bico mediante teste de envelhecimento artificial
Sementes de onze lotes de grão-de-bico (Cicer arietinurn L.) foram submetidas ao teste de envelhecimento artificial, utilizando-se a temperatura de 42°C e aproximadamente 100% de umidade relativa por períodos de 0, 24, 48, 72 e 96 horas de exposição, na tentativa de melhor discriminar os lotes quanto ao seu nível de vigor. 0 período de 96 horas foi excessivo para a semente de grão-de-bico; o de 48 horas também se mostrou ineficiente para a espécie. Os tempos de 24 e 72 horas classificaram os lotes no mesmo número de níveis de vigor; entretanto, recomenda-se o maior período, uma vez que os lotes que apresentaram germinação acima de 82% foram mais bem discriminados quando se utilizaram 72 horas de câmara de vigor.
1996
Maeda,Jocely Andreuccetti Wutke,Elaine Bahia
Efeito da torção na regularidade e na quantidade de neps em fios de algodão de títulos Ne20, Ne30 e Ne40
Estudaram-se a regularidade e a quantidade de "neps" em fios de algodão de títulos Ne20, Ne30 e Ne40 para diferentes coeficientes de torção, representados pelas constantes 3,4, 3,6, 3,8, 4,0, 4,2, 4,5 e 4,7. Utilizaram-se, para tanto, três variedades paulistas de algodoeiro: IAC 16, IAC 13-1 e IAC 17. Obtiveram-se a regularidade dos fios e a quantidade de "neps" por meio dos resultados fornecidos, respectivamente, pelo integrador e pelo contador de imperfeições, ambos da linha Uster Evenness Tester. Com base nos resultados, concluiu-se que, ao aumento do número de torções do fio, correspondeu o crescimento do número de "neps", o qual se intensificou, sucessivamente, nos títulos Ne20, Ne30 e Ne40, e, notadamente, nas variedades com tendência acentuada para essa anormalidade. Não se verificou efeito da torção na regularidade do fio. Títulos mais altos resultaram em aumentos na irregularidade e na quantidade de "neps", sobretudo em relação à IAC 13-1, mais sujeita a esses defeitos.
1996
Sabino,Nelson Paulieri Kondo,Julio Isao Gondim-Tomaz,Rose Marry Araújo
Palha de cana-de-açúcar como matéria-prima na obtenção de fibras celulósicas para papel
No presente estudo, procedeu-se à caracterização morfológica das fibras celulósicas obtidas a partir da palha de cana-de-açúcar. Esse material, classificado como um resíduo fibroso, apresentou comprimento médio (1,24 mm) intercalado das fibras do eucalipto (1,0 mm) e do Pinus (4,0 mm), principais fontes de matérias-primas celulósicas. Para as demais dimensões da fibra, os valores médios obtidos foram de 4,33, 4,15 e 12,80 µm, respectivamente, para a espessura da parede celular, diâmetro do lume e largura da fibra. Embora os rendimentos em fibras, tanto no processo ácido (34,63%) como no básico (33,97%), tenham sido relativamente baixos, esse material, pelas características micrométricas das fibras, pode ser utilizado na obtenção de celulose e papel, para usos que requeiram baixos níveis de resistência.
1996
Azzini,Anisio Zimback,Leo Gondim-Tomaz,Rose Marry Araújo
Germinação carpogênica de Sclerotinia sclerotiorum sob diferentes resíduos e extratos de plantas cultivadas
Os efeitos de resíduos de plantas cultivadas e seus extratos sobre Sclerotinia sclerotiorum são poucos conhecidos. Três experimentos foram conduzidos, com resíduos de plantas cultivadas e seus extratos etanólicos e suas partições. Resíduos e extratos de culturas de aveia, ervilhaca, feijão, milheto, milho e trigo foram avaliados em condições controladas. Escleródios cobertos com resíduos de aveia, ervilhaca, feijão e milheto não germinaram carpogenicamente. Extratos etanólicos de resíduos de aveia e ervilhaca mostraram-se eficientes na inibição da germinação carpogênica, enquanto que do milheto e do trigo não diferiram da testemunha. Todas as partições de extratos etanólicos avaliadas reduziram a germinação carpogênica. Resíduos vegetais afetaram negativamente o número de apotécios emitidos por escleródio.
2011
Silva,Francimar Perez Matheus da Gavassoni,Walber Luiz Bacchi,Lilian Maria Arruda Garcez,Fernanda Rodrigues
Controle de Botryosphaeria ribis causador de seca de ponteiro em Corymbia citriodora, com extratos vegetais e fungicidas
A seca de ponteiros é uma doença que vem acarretando danos severos em plantas de eucalipto, causando cancros ao longo do ramo principal. O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito de fungicidas e extratos vegetais no controle de Botryosphaeria ribis. O teste "in vitro" dos fungicidas foi inteiramente casualizado com oito tratamentos: carbendazim, clorotalonil, difenoconazole, picoxystrobin + ciproconazole, ciproconazole, azoxystrobin, picoxystrobin e testemunha, quatro doses: 1 µg/mL, 10 µg/mL, 100 µg/mL e 1000 µg/mL; com cinco repetições. Após homogeneização do meio foram vertidas para as placas, repicado um disco de meio de cultura contendo o patógeno para estas placas e mantidas em BOD a 25°C por cinco dias. A avaliação foi feita através de medição diária do crescimento radial do micélio em centímetros. O delineamento experimental do controle químico a campo foi em fatorial 5x3, com cinco fungicidas e três métodos de aplicação (poda, pincelado e pulverizado), com quatro repetições. Foram feitas quatro aplicações, com intervalo de quinze dias. Os tratamentos foram: 1. azoxystrobin, 2. carbendazim, 3. clorotalonil + tiofanato-metílico, 4. difenoconazole e 5. testemunha. Simultaneamente foram feitas avaliações seguindo uma escala de notas de 1 a 6. O delineamento experimental do teste "in vitro" dos extratos vegetais foi em fatorial 5x4, com três repetições. Os tratamentos avaliados foram os extratos de: mil folhas, melão de são caetano, eucalipto , álcool e testemunha, nas concentrações de 5, 10, 15 e 20%. Os extratos e o álcool foram misturados ao meio de cultura previamente autoclavado, sendo estes colocados em placas de Petri. A avaliação foi feita através de medição diária do crescimento radial do micélio em centímetros. No teste com mudas o delineamento experimental foi em fatorial 2 x 2 x 4, sendo utilizado no experimento de duas procedências, dois modos de tratamento (preventivo e convencional) e quatro produtos para o controle (extrato de melão de são caetano, extrato de Corymbia citriodora, álcool e água). A inoculação do patógeno foi feita no caule das mudas. Foram feitas aplicações dos produtos e avaliações semanais. A avaliação foi feita através da contagem de plantas doentes. O ingrediente ativo carbendazin foi o que mostrou os melhores resultados "in vitro" diferindo estatísticamente dos outros tratamentos pelo teste Tukey a 1% de probabilidade; seguido pelo clorotalonil e difenoconazole. Todos os ingredientes ativos avaliados mostraram-se superiores a testemunha. A campo, azoxystrobin foi superior aos demais tratamentos e não houve diferença significativa entre os métodos de aplicação. "In vitro", os extratos de mil folhas, melão e eucalipto não diferiram entre si pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade. O álcool proporcionou a maior inibição do crescimento micelial e diferiu estatisticamente dos outros tratamentos utilizados. As concentrações de 10, 15 e 20% dos extratos não diferiram entre si, mas foram superiores a concentração de 5%. No teste em mudas, a aplicação preventiva mostrou-se superior a aplicação curativa, sendo que o álcool e o extrato de C. citriodora não diferiram entre si, mas foram superiores ao extrato de melão-de-são-caetano. Todos os produtos foram superiores a testemunha.
2011
Colturato,Adimara Bentivoglio Furtado,Edson Luiz