Repositório RCAAP
Modelo matemático para simulação do controle biológico da broca-da-cana com o parasitóide Trichogramma galloi: I. Modelos conceituais
Um modelo, compartimental e determinístico, foi desenvolvido para simular a dinâmica do sistema cana-de-açúcar-broca(Diatrea saccharalis)-Trichogramma galloi-ambiente, estruturado de modo a permitir que se estude cada parte do sistema, admitindo modificações tanto nos parâmetros como nas equações, que deverão ser realizadas com o avanço das pesquisas. Após a construção dos modelos conceituais, as descrições dos processos, ou seja, as inter-relações entre seus componentes, foram representadas em equações matemáticas e codificadas em linguagem de computador (Pascal). Utilizando dados da literatura e informações de pesquisadores da área, estimaram-se os parâmetros e determinaram-se as condições iniciais para executar o programa. A seguir, foram iniciadas as simulações e a validação do modelo.
1996
Ambrosano,Glaucia Maria Bovi Stimac,Jerry Lynn Silveira Neto,Sinval Igue,Toshio Nagai,Violeta
RESPOSTA DE SEMENTES DE MILHO À RADIAÇÃO GAMA EM FUNÇÃO DO TEOR DE ÁGUA
O estudo dos fatores que afetam a eficiência da radiação é importante, pois facilita a obtenção de mutantes que possam servir como fonte de variabilidade em programas de melhoramento e de aberrações cromossômicas estruturais para estudos citogenéticos. O presente trabalho foi realizado com o objetivo de investigar a influência do teor de água na resposta de sementes de milho à radiação gama. Verificou-se, nos experimentos realizados, o efeito radiossensibilizador da água, uma vez que, nas sementes com maior teor de umidade, intensificaram-se os danos causados pela radiação. Verificou-se, também, que o aumento dos danos foi diretamente proporcional às doses de radiação.
1997
VICCINI,LYDERSON FACIO SARAIVA,LUIZ SÉRGIO CRUZ,COSME DAMIÃO
CARACTERIZAÇÃO DA VARIABILIDADE GENÉTICA EM COUVE-MANTEIGA UTILIZANDO ISOENZIMAS E RAPD
Estudou-se a variabilidade genética em couve (Brassica oleracea L. var. acephala D.C.) tipo manteiga por intermédio do polimorfismo enzimático em gel de poliacrilamida e do polimorfismo de DNA, denominado RAPD (Random Amplified Polymorphic DNA), com base na amplificação de segmentos de DNA ao acaso. Avaliaram-se quinze clones de couve-manteiga do Banco Ativo de Germoplasma do Instituto Agronômico (IAC), utilizando-se extratos de folhas para análise de isoenzimas e marcador RAPD com os "primers" dos kits A e B da Operon Technologies. Entre as isoenzimas estudadas, as mais polimórficas foram as fosfoglucomutase (PGM), peroxidase (PRX) e esterase (EST), tendo o sistema PGM realizado a melhor caracterização. Verificou-se a ocorrência de variabilidade genética por meio de isoenzimas e RAPD, porém não foi observada a similaridade entre os dendrogramas obtidos por ambos os tipos de marcadores, sugerindo que as isoenzimas forneceram menos informação sobre o genoma. A maior eficácia do RAPD foi devida à possibilidade de processar maior número de análises, evidenciando mais detalhes sobre o genoma.
1997
SAWAZAKI,HAIKO ENOK NAGAI,IROSHI SODEK,LADASLAV
SELEÇÃO DE TOMATEIROS RESISTENTES A TOSPOVÍRUS
A partir de 1987/88 e durante sete anos agrícolas, avaliou-se, no Centro Experimental de Campinas do Instituto Agronômico, em condições de campo, o comportamento de progênies e cultivares de tomateiros em relação à infecção causada por tospovírus, cujos sintomas são conhecidos como "vira-cabeça do tomateiro". Do germoplasma referido como resistente a tospovírus, LA 444-1 (Lycopersicon peruvianum), PI 134417 (L. hirsutum) e TSW-10 confirmaram sua resistência, enquanto `Platense' (L. esculentum), `Rey de los Tempranos' (L. esculentum), `Leopardo' e HE-233 comportaram-se como suscetíveis. Linhagens derivadas de L. peruvianum foram comparadas com germoplasma oriundo de L. hirsutum; embora ambos os parentais, LA 444-1 e PI 134417, sejam resistentes ao vírus, as menores infecções ocorreram nas linhagens descendentes de L. peruvianum, ao passo que no outro grupo se constatou comportamento de suscetibilidade. O cultivar Stevens, desenvolvido na África do Sul, descendente de L. peruvianum, confirmou resistência a tospovírus; linhagens (grupo IAC S4) obtidas de cruzamentos entre `Stevens' e `IPA-6' exibiram resistência igual ou superior ao parental resistente, além de boas caracte-rísticas agronômicas.
1997
LOURENÇÃO,ANDRÉ LUIZ NAGAI,HIROSHI SIQUEIRA,WALTER JOSÉ USBERTI FILHO,JOSÉ ALFREDO MELO,ARLETE MARCHI TAVARES DE
MELHORAMENTO DO TOMATEIRO: II. PROCEDIMENTO DE GARDNER E EBERHART NA ANÁLISE HETERÓTICA DE CARACTERÍSTICAS MORFOAGRONÔMICAS E DA QUALIDADE DOS FRUTOS
Cinco cultivares de tomateiro (Lycopersicon esculentum Mill.) - Ângela I.5100, Floradade, IPA-05, Jumbo AG-592 e Santa Clara - e seus p (p - 1)/2 cruzamentos foram avaliados quanto a dez características morfoagronômicas e cinco relacionadas à qualidade dos frutos, pelo método de Gardner e Eberhart. Os resultados evidenciaram suficiente variabilidade entre os parentais para a maioria das características, indicando uma situação favorável à aplicação do melhoramento genético. A potencialização das características `teor de carotenóides totais' e `conteúdo de beta-caroteno' nos frutos poderá ser alcançada por meio dos intercruzamentos envolvendo os cultivares Ângela I.5100, Floradade e Jumbo AG-592, enquanto apenas a combinação Jumbo AG-592 x Ângela I.5100 revelou possibilidade de incrementos nos teores de vitamina C. Considerando-se conjuntamente as características morfoagronômicas e as relacionadas à qualidade dos frutos, conclui-se que os cultivares Ângela I.5100, Floradade e Santa Clara são os de maior potencial para compor intercruzamentos.
1997
AMARAL JÚNIOR,ANTÔNIO TEIXEIRA DO CASALI,VICENTE WAGNER DIAS CRUZ,COSME DAMIÃO FINGER,FERNANDO LUIZ SCAPIM,CARLOS ALBERTO
AVALIAÇÃO DE PROGÊNIES DERIVADAS DO HÍBRIDO DE TIMOR COM RESISTÊNCIA AO AGENTE DA FERRUGEM
A ferrugem alaranjada das folhas (Hemileia vastatrix Berk. & Br.) é a principal moléstia do cafeeiro (Coffea arabica) no Brasil. Numerosos híbridos portadores de fatores genéticos que conferem resistência às raças desse fungo foram sintetizados e testados no Centro de Investigação das Ferrugens do Cafeeiro (CIFC) em Oeiras, Portugal. Dentre esses híbridos, destacam-se os derivados do cruzamento entre as variedades Caturra Vermelho x Híbrido de Timor (CV x HT) e Vila Sarchi x Híbrido de Timor (VS x HT). A partir de 1968, progênies de Caturra Vermelho x Híbrido de Timor e Vila Sarchi x Híbrido de Timor foram enviadas pelo CIFC ao Instituto Agronômico e, posteriormente, a vários outros centros experimentais para fins de seleção. Em 1982, instalou-se no Centro Experimental de Campinas um experimento (EP299), contendo 30 progênies de CV x HT, 12 de VS x HT e 15 de `Catuaí', sendo 9 de `Catuaí Amarelo' e 6 de `Catuaí Vermelho'. Nenhum tratamento fitossanitário foi feito para controlar o agente da ferrugem. O mate-rial foi avaliado quanto à produção, colhendo-se as plantas individualmente em 1984-89, e quanto ao aspecto vegetativo associado à produção, maturação dos frutos, altura e diâmetro da copa e incidência da ferrugem. A progênie de Catuaí Vermelho LCH2077-2-5-81-2 foi utilizada como testemunha. Verificou-se a existência de alta correlação positiva entre todas as variáveis estudadas. Os tratamentos puderam ser classificados em dois grupos, segundo a análise em componentes principais (ACP). O primeiro grupo é representado pelas linhagens dos cultivares Catuaí Vermelho e Catuaí Amarelo e o segundo grupo, pelos derivados de CV x HT e VS x HT. As plantas pertencentes ao primeiro grupo são mais produtivas, têm maior índice de avaliação visual (IAV), são mais tardias e suscetíveis ao agente da ferrugem, são mais altas e apresentam maior diâmetro da copa do que as do segundo grupo. Material bastante promissor foi observado na população C2591-5 derivada de CV x HT, que além de produtivo apresenta resistência ao agente da ferrugem.
1997
SILVAROLLA,MARIA BERNADETE GUERREIRO FILHO,OLIVEIRO LIMA,MARINEZ MURARO ALVES DE FAZUOLI,LUIZ CARLOS
SHOOT AND ROOT EVALUATIONS ON SEEDLINGS FROM Coffea GENOTYPES
Roots and shoots from seedlings of 29 coffee genotypes were studied to better characterize the entries from the Coffea germplasm bank of the Instituto Agronômico (IAC), Campinas, State of São Paulo, Brasil. The varieties were seeded in a randomized complete block design with 6 replications and 10 plants per plot. The characters evaluated were: plant (PL), shoot (SL) and root (RL) length; total plant (PDM), shoot (SDM), root (RDM) and lateral root (LRDM) dry matter. A lateral root index (LRI) and shoot root dry matter (SRDM = SDM/RDM) and length ratios; (SRL = SL/RL) were calculated. The dwarf varieties (Catuaí, Icatu-caturra, Vila Sarchi, San Ramon, Vila Lobos, São Bernardo) presented higher LRDM and lower SDM than the normal size varieties such as Mundo Novo, Bourbon Vermelho, Arábica, Amarelo de Botucatu, Glaucia, etc. The varieties Macrodiscus, Icatu-caturra, Bourbon Amarelo, Vila Lobos and C. congensis showed higher root development related to shoot. The Arábica coffee standard variety showed intermediary root and shoot development. Genotypes of high yield background were higher in SL and SDM, while the dwarf types had only lower SL than the normal ones, but higher RL and dry matters. Seedlings from genotypes of known higher field drought tolerance had lower SL and RL, but higher RDM. Significant phenotypic and genotypic correlation coefficients were obtained, such the genotypes for PL and PDM (r = 0.64; P = 0.01), SL and SDM (r = 0.40; P = 0.05), SDM and LRDM (r = 0.52; P = 0.05), RDM and LRI (r = 0.68; P = 0.01), LRI and SRDM (r = 0.85; P = 0.01) and LRI and LRDM (r = 0.84; P = 0.01). High genotypic correlations suggest that selection directed to one character will directly affect the other. Conversely, low or non-significant correlations suggest independence of association, an indication that it would be possible to select two characteristics to diverse directions. Selection could be done towards different goals to change root and shoot measures (length and dry matter) because they were genotypically independent. However, care should be taken in controlling the environmental effects, because of significant positive phenotypic correlations.
1997
RAMOS,LUIS CARLOS DA SILVA CARVALHO,ALCIDES
ASPECTOS BIOLÓGICOS DO REDUZIDO NÚMERO DE SEMENTES DA TANGERINA 'SUNKI'
Estudaram-se as causas biológicas do reduzido número de sementes da tangerina `Sunki' (Citrus sunki Hort. ex. Tan.), promissor porta-enxerto para a citricultura brasileira. As seguintes hipóteses foram investigadas: (1) existência de uma limitação na anatomia do fruto, decorrente do pequeno número de óvulos por ovário; (2) ocorrência de esterilidade gamética em função do desenvolvimento anormal do saco embrionário e/ou dos grãos de pólen; (3) presença de auto-incompatibilidade. Realizaram-se cortes histológicos de ovários e de sacos embrionários, observações detalhadas de frutos e suas sementes, bem como polinizações com outras espécies e cultivares. Concluiu-se que apesar de a tangerina `Sunki' produzir normalmente apenas duas a três sementes viáveis, possui potencial biológico para originar até dezessete sementes por fruto. A formação de gametas tanto masculinos como femininos é normal. Quanto ao reduzido número de sementes por fruto, pode-se explicá-lo em razão do acentuado grau de auto-incompatibilidade. Quando polinizada com espécies compatíveis, há um aumento significativo no número de sementes por fruto, cuja magnitude depende do polinizador específico utilizado. Em termos biológicos, é possível e praticamente exeqüível aumentar o número de sementes da tangerina `Sunki' por meio de polinizadores adequados, no entanto, esse aumento é acompanhado pelo maior número de plantas zigóticas e não de nucelares como seria de interesse comercial.
1997
CARVALHO,MARLI REZENDE TESSARINI DE BORDIGNON,RITA BALLVÉ,ROSA MARIA LIZANA PINTO-MAGLIO,CECÍLIA ALZIRA FERREIRA MEDINA FILHO,HERCULANO PENNA
IAC-MARAVILHA, IAC-UNA, IAC-CARIOCA PYATÃ, IAC-CARIOCA ARUÃ, IAC-CARIOCA AKYTÃ E IAC-BICO DE OURO: NOVOS CULTIVARES DE FEIJOEIRO
Os novos cultivares de feijoeiro, IAC-Una, IAC-Maravilha, IAC-Carioca Aruã, IAC-Carioca Pyatã, IAC-Carioca Akytã e IAC-Bico de Ouro são descritos, neste trabalho, quanto à origem, características da planta, vagem, semente e tegumento. `IAC-Una' e `IAC-Maravilha', ambos do grupo Preto, são resistentes aos patógenos da antracnose, ferrugem e mosaico comum. `IAC-Carioca Pyatã', `IAC-Carioca Akytã', `IAC-Carioca Aruã', do grupo Diversos, com sementes tipo Carioca, e `IAC-Bico de Ouro', do grupo do mesmo nome, comportam-se como resistentes aos agentes patogênicos da antracnose, mosaico comum e exibem bons níveis de resistência aos fungos da ferrugem e da mancha-angular. Pela arquitetura de suas plantas, resistência a vários patógenos e por suas elevadas produções médias, `IAC-Una', `IAC-Maravilha', `IAC-Carioca Aruã', `IAC-Carioca Pyatã' e `IAC-Carioca Akytã', com 2.133, 1.966, 2.041, 2.234 e 2.138 kg/ha, respectivamente, são recomendados para o plantio das águas, da seca e de inverno, enquanto `IAC-Bico de Ouro', com 2.075 kg/ha, é indicado para o cultivo das águas e de inverno, em todo o Estado de São Paulo.
1997
POMPEU,ANTONIO SIDNEY
OCCURRENCE OF MELOIDOGYNE JAVANICA PARASITING ROOTS AND NODULES OF PEANUTS IN PARAGUAY
The root-knot nematode Meloidogyne javanica (Treub, 1885) Chitwood, 1949, was identified in roots, nodules and shells of peanut plants (Arachis hypogaea L.), cv. Florman-INTA, collected from a field in Menno colony, Chaco Central region of Paraguay. Infected plants were observed in patches, showing wilting and drying of vegetative parts. Peanut had been grown ininterruptly for many years in the same area and patches had already been observed in the preceding year in cv. Starr. Nematodes collected from roots in this field reproduced on tomato cultivar rutgers and peanut cultivar florunner and produced egg-masses on roots, nodules and shells of cultivar Florman. This is the first report on M. javanica parasiting peanut in Paraguay.
1997
LORDELLO,RUBENS RODOLFO ALBUQUERQUE LORDELLO,ANA INES LUCENA GODOY,IGNÁCIO JOSÉ DE
QUALIDADE DA FIBRA E DA SEMENTE EM PLANTAS DE ALGODOEIRO AFETADAS PELO "MURCHAMENTO AVERMELHADO"
Avaliaram-se as perdas na qualidade das fibras e sementes produzidas por algodo-eiros afetados pelo "murchamento avermelhado", em Tatuí (SP), no ano agrícola 1993/94. Nos dois casos, a qualidade do produto foi reduzida proporcionalmente à severidade dos sintomas apresentados pelas plantas. Todas as propriedades tecnológicas da fibra foram comprometidas, sobretudo o comprimento e a maturidade. Também as sementes tiveram todas suas características físicas e fisiológicas substancialmente prejudicadas.
1997
FUZATTO,MILTON GERALDO CHIAVEGATO,EDERALDO JOSÉ CIA,EDIVALDO LAGO,ANTONIO AUGUSTO KONDO,JULIO ISAO GONDIM-TOMAZ,ROSE MARRY ARAÚJO SABINO,NELSON PAULIERI PETTINELLI JÚNIOR,ARMANDO
COMPORTAMENTO DE SEMENTES DE GRÃO-DE-BICO NA ARMAZENAGEM
Lotes homogêneos de sementes de grão-de-bico (Cicer arietinum L.) colhidas em quatro locais no Estado de São Paulo, em 1991, foram analisados, no início, quanto à umidade, germinação, vigor e massa de mil sementes. Em seguida, procedeu-se ao armazenamento, por dois anos, nas seguintes situações: (a) em câmara à temperatura de 12oC e 48% de umidade relativa, (b) em laboratório sem controle das condições ambientes. Efetuaram-se testes de germinação e de vigor pelo método de envelhecimento acelerado (42oC/48 horas), aos 6, 12 e 24 meses, a fim de avaliar o comportamento das sementes nas diferentes formas de armazenagem. As sementes colhidas em Campinas revelaram maior massa que as demais, apesar da semelhança entre os lotes, quanto ao teor de umidade. Os índices de germinação e de vigor decresceram de maneira significativa com o tempo de armazenamento. Sementes conservadas em câmara, cujas condições eram controladas, mantiveram melhor qualidade em relação às armazenadas em laboratório. Sementes oriundas de Monte Alegre do Sul mostraram índices de germinação e vigor superiores aos das demais localidades; quanto aos valores menos satisfatórios, pôde-se observá-los no material de Campinas.
1997
ALMEIDA,LUIZ D'ARTAGNAN DE BRAGA,NELSON RAIMUNDO SANTOS,RUI RIBEIRO DOS GALLO,PAULO BOLLER PEREIRA,JOSÉ CARLOS VILA NOVA ALVES
MISTURAS DE HERBICIDAS: EFEITOS DE ADJUVANTES NO CONTROLE DE PLANTAS INFESTANTES NA CULTURA DA SOJA
Estudaram-se efeitos de misturas de graminicidas com latifolicidas, aplicados em pós-emergência, acrescidos ou não de seus respectivos adjuvantes, no controle de plantas infestantes na cultura da soja (Glycine max (L.) Merrill) cv. IAC-8, em condições de campo. Os tratamentos consistiram em quatro graminicidas (haloxifop-metil, HM; sethoxydim, S; quizalofop-etil, QE e fluazifop-p-butil, FpB) e quatro latifolicidas (chlorimuron-etil, CE; fomesafen, Fom; fluoroglycofen, Flu e lactofen, Lac), aplicados isoladamente e em misturas, além das testemunhas com e sem convivência da cultura com a comunidade infestante. Os resultados mostraram que os adjuvantes, de maneira geral, intensificaram a injúria dos herbicidas. Os graminicidas mais eficazes, aplicados isoladamente ou em misturas, no controle de Eleusine indica e de monocotiledôneas, foram HM, QE e FpB. Não houve diferenças significativas no controle de Digitaria horizontalis entre os quatro graminicidas isolados; porém, as melhores misturas foram as que utilizaram os graminicidas QE ou HM. Para controle de Mollugo verticillata, os melhores tratamentos foram obtidos com Lac aplicado isoladamente e com as misturas de QE, S ou HM com Fom e seus respectivos adjuvantes. As misturas de tanque apresentaram efeitos predominantemente antagonísticos no controle de E. indica, D. horizontalis e monocotiledôneas. Efeitos estatis-ticamente antagonísticos e sinergísticos no controle de M. verticillata foram obtidos, respec-tivamente, nas misturas de tanque com Lac e com Fom. Uma possível interação entre os adjuvantes e as misturas de herbicidas ocorreu nas avaliações de controle para E. indica, quando as misturas de S ou de HM foram usadas com ou sem adjuvantes. Os tratamentos com herbicidas não influíram na produção do cultivar de soja IAC-8.
1997
PERESSIN,VALDEMIR ANTONIO VICTÓRIA FILHO,RICARDO PERECIN,DILERMANDO
PRODUTIVIDADE DE LINHAGENS DE FEIJOEIRO NO ESTADO DE SÃO PAULO
Desenvolveu-se este trabalho, visando conhecer a capacidade produtiva e a reação aos principais patógenos apresentadas por linhagens de feijoeiro para a recomendação de novos cultivares. Para tanto, instalaram-se ensaios em blocos ao acaso com cinco repetições, nos seguintes cultivos: (a) da seca: de 1990-93, nos municípios de Capão Bonito e Itaberá; de 1990-91, em Itararé e Paranapanema; de 1990 e 1992, em Mococa; de 1992-93, em Pariquera-Açu; de 1990, em Itaí; de 1991, em Riversul; (b) de inverno: de 1990-93, em Ribeirão Preto e Votuporanga; de 1990-92, em Aguaí e Pariquera-Açu; de 1992-93, em Roseira; de 1990, em São José dos Campos; (c) das águas: de 1990-92, em Capão Bonito, Paranapanema e Mococa; de 1990 e 1992, em Itaberá; de 1991, em Itaí; de 1992, em Ribeirão Preto. A análise conjunta dos dados obtidos para as três épocas de plantio mostrou que as linhagens H853-50-2, H853-50 e H853-50-6, com produções médias de 2.196, 2.107 e 2.089 kg/ha, respectivamente, foram superiores ao controle `Carioca 80SH', que obteve 1.968 kg/ha. Essas linhagens são resistentes aos fungos da antracnose e mancha- -angular, ao vírus do mosaico comum e com bom nível de resistência ao patógeno da ferrugem. A linhagem H8557-54, com 1.176 kg/ha, não demonstrou bom desempenho no plantio da seca, mas apresentou bons rendimentos médios no inverno e nas águas, com 2.281 e 1.771 kg/ha respectivamente. Com base nos resultados desses experimentos, foi possível lançar e recomendar as linhagens H853-50-2 e H853-50-6, denominadas, respectivamente, IAC-Carioca Pyatã e IAC-Carioca Akytã para o cultivo, nas três épocas de plantio, no Estado de São Paulo, o mesmo acontecendo para a linhagem DOR41.H1178-100 51-1-1-1, que em mistura com 51-1-1-2, sua irmã, constituiu o cultivar IAC-Una. Com esses dados, mais os obtidos no cultivo de inverno de 1989, a linhagem H8557-54, agora IAC-Bico de Ouro, foi lançada e recomendada para o cultivo das águas e de inverno em São Paulo.
1997
POMPEU,ANTONIO SIDNEY BORTOLETTO,NELSON Gallo,PAULO BOLLER PEREIRA,JOSÉ CARLOS VILA NOVA ALVES CASTRO,JAIRO LOPES DE SAKAI,MAURO VILLELA,OMAR VIEIRA YASBECK,WALDEMAR VALENTINI,MARCOS LUDOVICO DORNELLES,CARLO RODRIGO FANCKIN
CONTROLE QUÍMICO E CULTURAL DAS PLANTAS DANINHAS NA VIDEIRA 'NIAGARA ROSADA'
Estudou-se o controle das plantas daninhas e a seletividade dos herbicidas diclobenil, diuron e simazine à cultura da videira `Niagara Rosada', procurando-se separar os efeitos da cobertura morta sobre os fatores de produção e o teor de sólidos solúveis do suco da uva. O delineamento experimental utilizado foi de blocos ao acaso com quatro repetições. Verificou-se que os herbicidas diuron (2,0 kg/ha), simazine (2,4 kg/ha) e diclobenil (3,04; 4,05 e 5,06 kg/ha) foram seletivos à cultura da videira e eficientes no controle das plantas daninhas capim-colchão (Digitaria horizontalis Willd.), caruru (Amaranthus hibridus L.), guanxuma (Sida spp.) e picão-preto (Bidens pilosa L.). A cobertura vegetal de capim-gordura (Melinis minutiflora L.) foi eficiente no controle das plantas daninhas.
1997
PAULO,EDISON MARTINS FUJIWARA,MAMOR TERRA,MAURILO MONTEIRO MARTINS,FERNANDO PICARELLI PIRES,ERASMO JOSÉ PAIOLI
EFEITOS DA LARGURA DA FAIXA DE CAPINA NA CULTURA DA MAMONA
Estudou-se a influência de diferentes larguras de faixas de controle de plantas daninhas sobre a altura, o número de racemos e a produção de grãos da mamoneira (Ricinus communis L.) var. IAC-80, objetivando-se determinar a área vegetada entre as linhas de plantio. Os experimentos foram desenvolvidos em Adamantina, na Estação Experimental de Agronomia da Alta Paulista do Instituto Agronômico (IAC), nos anos agrícolas 1989/90, 1990/91 e 1991/92. O delineamento estatístico adotado foi o de blocos ao acaso com quatro repetições e oito tratamentos. Os tratamentos consistiram em faixas com 0,0; 0,5; 1,0; 1,5; 2,0; 2,5 e 3,0 m de largura capinadas ao longo da linha de plantio e mantidas sempre livres de plantas daninhas; além dessas, mateve-se uma faixa de 1,0 m de largura e mesmo procedimento, na qual a comunidade infestante das entrelinhas era roçada manual- mente sempre que a altura média de 0,3 m era atingida. Concluiu-se que faixas de capina menores do que 1,0 m aplicadas sobre a linha de plantio da cultura diminuíram a produção de grãos, o número de racemos e a altura da mamoneira.
1997
PAULO,EDISON MARTINS KASAI,FRANCISCO SEIITI SAVY FILHO,ÂNGELO
EFEITO DO TAMANHO DO RIZOMA-SEMENTE, DA ÉPOCA E DO LOCAL DE PLANTIO, NA PRODUÇÃO DE RIZOMAS DE MANGARÁ
As características culinárias peculiares dos rizomas de mangará ( Xanthosoma mafaffa Schott ), mais conhecido como mangarito, fazem com que seja muito apreciado pela popu-lação rural paulista que o produz. Pode, no entanto, popularizar-se como produto hortigrangeiro nacional, caso haja aumento da produção e da qualidade comercial de seus rizomas mediante progresso tecnológico. Neste trabalho, estudou-se o efeito de dois tama-nhos de rizoma-semente (grande e pequeno, 5 e 2 g respectivamente), de três épocas de plantio (início, meado e fim de outubro de 1985), em três locais do Estado de São Paulo, sem a utilização de irrigação complementar. Serra Negra, com solo aluvial e produtividade média de 17,1 t/ha, ofereceu as melhores condições para o desenvolvimento da planta, seguida de Monte Alegre do Sul, que alcançou 10,2 t/ha em um Podzólico Vermelho-Amarelo orto. Nesses dois locais, as produções decresceram na medida em que se atrasou o plantio. Em Itu, num solo Podzólico Vermelho-Amarelo variação Laras, não houve produção por deficiência hídrica. Em geral, os rizomas-semente do tipo grande superaram os pequenos em termos de produção e houve interações entre o tamanho dos rizomas- -semente e a época de plantio; observou-se que o efeito do tamanho da muda foi sempre mais evidenciado na primeira época de plantio.
1997
MONTEIRO,DOMINGOS ANTONIO PERESSIN,VALDEMIR ANTONIO
AVALIAÇÃO DO CLONE HÍBRIDO A1105 DE UVAS BRANCAS SEM SEMENTES SOBRE DOIS PORTA-ENXERTOS
O clone híbrido A1105 de uvas brancas sem sementes, obtido no Arkansas (EUA), foi avaliado sobre os porta-enxertos IAC 766 e Kober 5BB, em Campinas (SP). As obser-vações foram efetuadas em 1994 quando, após a segunda poda de produção, acompanhou-se o desenvolvimento de seu ciclo vegetativo. Na colheita, avaliaram-se: produção de uvas por planta, número, massa, comprimento e largura dos cachos, massa, comprimento e largura das bagas, teor de sólidos solúveis totais e o diâmetro do caule a 60 cm do solo. O comportamento do A1105 foi semelhante sobre os dois porta-enxertos, sendo a largura das bagas a única característica influenciada diferencialmente por eles. As bagas mostraram variação da massa entre 3 e 6 g, mesmo sem aplicação de ácido giberélico; sabor neutro agradável e textura crocante. As plantas, vigorosas, de boa fertilidade de gemas, podem produzir até 26 cachos em um metro de cordão esporonado, o que representaria produção de mais de 20 t/ha. Os cachos são bem formados, de compacidade média, cônicos, com massa média de mais de 225 g. O ciclo vegetativo foi curto, de 113 dias, mostrando ser material genético bem precoce.
1997
POMMER,CELSO VALDEVINO MARTINS,FERNANDO PICARELLI PASSOS,ILENE RIBEIRO DA SILVA PIRES,ERASMO JOSÉ PAIOLI TERRA,MAURILO MONTEIRO
TERMOFOSFATOS: ALTERAÇÕES EM PROPRIEDADES QUÍMICAS EM UM LATOSSOLO VERMELHO-ESCURO E EFICIÊNCIA AGRONÔMICA
Visando avaliar as alterações químicas decorrentes da aplicação de termofosfatos em solo típico da região dos cerrados e a eficiência agronômica desses fertilizantes, realizou-se o presente trabalho, no período de novembro de 1993 a fevereiro de 1994, em casa de vegetação telada, do Departamento de Ciência do Solo da Faculdade de Ciências Agronômicas/UNESP, em Botucatu (SP). Utilizaram-se vasos cerâmicos contendo 5 L de terra da camada arável de um latossolo vermelho-escuro álico, textura média, em três cultivos sucessivos de plantas de alface. Os tratamentos, além de um controle sem fósforo, foram constituídos por aplicações ao solo de 200 mg/dm3 de P na forma de superfosfato triplo (ST), termofosfato "Yoorin Master" em pó (TMpó) e granular (TMgr) e termofosfato "MG-Yoorin" em pó (T). As disponibilidades de fósforo, cálcio e magnésio no solo com termofosfato granular foram superestimadas pela extração com resina trocadora apresentando valores superiores às demais fontes, não compatíveis com as concentrações desses nutrientes no tecido foliar. O termofosfato magnesiano (T) proporcionou o maior acúmulo de fósforo na parte aérea das plantas. A capacidade de neutralização da acidez do solo dos termofosfatos em pó foi superior ao da forma granular. As diferenças no tamanho de partículas, alterando sensivelmente a solubilidade do termofosfato granular, proporcionaram produções de biomassa e índice de eficiência agronômica dessa fonte infe-riores àqueles obtidos com os termofosfatos em pó.
1997
BÜLL,LEONARDO THEODORO LACERDA,SUMAYA NAKAGAWA,JÚLIO
VARIABILIDADE ESPACIAL DE ARGILA, SILTE E ATRIBUTOS QUÍMICOS EM UMA PARCELA EXPERIMENTAL DE UM LATOSSOLO ROXO DE CAMPINAS (SP)
A grande maioria dos ensaios de manejo e fertilidade do solo utiliza o método de delineamentos experimentais, segundo o qual as observações devem ser independentes umas das outras e as parcelas experimentais, uniformes quanto aos atributos estudados. A hipótese de independência entre as amostras apenas pode ser satisfeita e verificada na prática, se a amostragem contiver informações geográficas, como, por exemplo, as coordenadas com referências a um eixo arbitrário para possibilitar análises da geoestatística. O objetivo deste trabalho foi estudar a variabilidade espacial de alguns atributos químicos e granulométricos do solo dentro de uma parcela experimental e mostrar o uso da geoestatística para analisar os dados. O campo estudado localiza-se no Centro Experimental de Campinas do Instituto Agronômico, Campinas (SP), em um latossolo roxo distrófico sob preparo convencional nos últimos dez anos. Marcou-se uma parcela de 30 m por 30 m a cada 5 m em duas direções, resultando em um reticulado quadrado de 49 pontos de amostragem. Em cada ponto, coletaram-se amostras de solo das camadas 0-25 cm e 25-50 cm de profundidade, as quais foram levadas ao laboratório, secas ao ar, peneiradas em uma malha de 2 mm e submetidas às análises granulométricas e químicas de rotina para obter teor de argila, teor de silte, delta pH, soma de bases (S), capacidade de troca catiônica (CTC) e saturação por bases (V%). Para a análise de variabilidade espacial, utilizou-se a geoestatística. Os coeficientes de variação encontrados são mais altos na camada 0-25 cm do que na 25-50 cm, provavelmente devido à região de maior alteração com cultivo. Foi encontrada dependência espacial para todos os atributos analisados para a camada 0-25 cm, e dependência fraca para a camada 25-50 cm. Considerando que o campo engloba apenas uma área de 30 m por 30 m, conclui-se que a variabilidade encontrada para os atributos químicos do solo foi grande e que a amostragem ao acaso falharia em detectá-la e, por isso, esconderia a realidade.
1997
VIEIRA,SIDNEY ROSA