Repositório RCAAP

Eficiência hospedeira de oito cultivares de bananeira a fitonematóides

Os cultivares de bananeira (Musa spp.) Grande Naine, Nanicão Jangada, Nanicão (Grupo AAA), Enxerto, Prata, Prata Zulu, Maçã e Mysore (Grupo AAB) foram plantados em campo e avaliados quanto à eficiência hospedeira a nematóides. Todos eles apresentaram elevadas populações de Meloidogyne arenaria raça 1, sendo considerados, portanto, hospedeiros favoráveis dessa espécie. Os cultivares do grupo AAA e Mysore foram também hospedeiros favoráveis de Radopholus similis, enquanto os demais do grupo AAB se comportaram como hospedeiros pouco favoráveis. Helicotylenchus dihystera foi detectado em baixas populações, em raízes e no solo da rizosfera de todos os cultivares.

Ano

1996

Creators

Dinardo-Miranda,Leila Lucí Teixeira,Luiz Antonio Junqueira

Ocorrência e sintomas da mancha de Ascochyta em feijão-vagem

A mancha de ascochita (Ascochyta phaseolorum Sacc.) foi identificada como uma das principais doenças do feijão-vagem (Phaseolus vulgaris L.), na região de Itatiba (SP), em levantamento realizado de abril de 1991 a março de 92. Seus sintomas são manchas foliares arredondadas, tipicamente zonadas e de tamanho variável, necrosando, às vezes, extensas áreas do limbo e provocando desfolha prematura. Associado a esse sintoma foliar, o patógeno pode causar lesões nas hastes, pecíolos e vagens, assumindo proporções severas. As lesões necróticas das hastes podem estrangula-las e provocar a morte da planta acima da região afetada. Nas vagens, as lesões tendem a ser circulares e zonadas, como as das folhas, porém os anéis concêntricos são menos evidentes. Isolamentos, características culturais e morfológicas e testes de patogenicidade permitiram diagnosticar a moléstia, que vinha sendo confundida com a mancha foliar de alternária, ou com a podridão de macrofomina, quando atacava a parte inferior da haste. A identificação do patógeno, por ter permitido o diagnóstico preciso da doença. poderá embasar o emprego de métodos adequados de controle.

Ano

1996

Creators

Tanaka,Maria Aparecida de Souza Ito,Margarida Fumiko Dudienas,Christina Yuki,Valdir Atsushi

Avaliação da resistencia a ferrugem tropical em linhagens de milho

Avaliaram-se 440 linhagens endogâmicas de milho do Instituto Agronômico de Campinas, obtidas a partir de diversas populações, quanto à severidade da ferrugem tropical, causada por Physopella zeae, em condições naturais de infecção. Foram instalados 22 experimentos em blocos ao acaso com duas repetições, em 1993/94, em Ribeirão Preto (SP) e utilizados como testemunhas resistente e suscetível os híbridos Z 8568 e P 3069 respectivamente, incluídos de forma intercalar. A avaliação foi realizada aos 30 dias após o florescimento, mediante uma escala de notas de 1 a 9, correspondendo a 0%; 1%; 2,5%; 5%; 10%; 25%; 50%; 75% e >75% de área foliar afetada. Todas as populações estudadas apresentaram variabilidade quanto à resistência a P. zeae, indicando que a utilização de métodos de seleção recorrente pode ser eficaz no melhoramento de populações visando à resistência ao patógeno.

Ano

1996

Creators

Lima,Marlene Paterniani,Maria Elisa Ayres Guidetti Zagatto Dudienas,Christina Siqueira,Walter José Sawazaki,Eduardo De Sordi,Guido

Adaptação hospedeira de variedades de abacaxi a meloidogyne incognita raça 1

Avaliou-se, em campo naturalmente infestado, a adaptação hospedeira das variedades de abacaxi Smooth Cayenne, Abacaxi-de-gomo, Bico-de-rosa, Boituva, Guiana, Huitota, Manzana, Natal Queen, Pérola, Perolera, Rondon, Roxo-de-Tefé e Turi Verde a Meloidogyne incognita raça 1. Somente 'Huitota' apresentou populações do nematóide significativamente menores que aquelas encontradas na 'Smooth Cayenne', considerada boa hospedeira da espécie.

Ano

1996

Creators

Dinardo-Miranda,Leila Lucí Spironello,Ademar Martins,Antonio Lúcio Mello

Efeito de inseticidas sistêmicos aplicados no solo na produção do feijoeiro

Este trabalho objetivou o estudo dos componentes de produção na cultura do feijoeiro (Phaseolus vulgaris L.), quando se utilizaram os inseticidas sistêmicos Aldicarb 150 G (6 kg/ha) e Fosthiazate 100 G (10, 20, 30 e 40 kg/ha), além da testemunha. A pesquisa foi desenvolvida na Universidade Federal de Viçosa, Viçosa (MG), em abril-julho de 1994. O delineamento experimental foi em blocos casualizados com quatro repetições, sendo a unidade experimental constituída de 500 plantas. Avaliaram-se altura das plantas, número de nós, mortalidade de plantas, número de flores, vagens, óvulos e grãos danificados (identificando-se os causadores dos danos). Foi estimada a produtividade média de cada tratamento, as perdas ocorridas e suas causas. A partir desses dados, confeccionou-se tabela de vida para a cultura. Não se verificou efeito dos inseticidas Aldicarb e Fosthiazate quanto à altura e ao número de nós das plantas de feijoeiro. O componente de produção que mais sofreu perdas foi a vagem devido ao ataque de Etiella zinckenella (Treitschke) (Lepidoptera: Pyralidae)] seguido da mortalidade de plantas na fase vegetativa e grãos (pelo ataque do fungo Colletotrichum lindemuthianum). A flutuação de perdas totais foi mais influenciada pela mortalidade de plantas seguida pelo abortamento de flores. Ocorreu menor mortalidade de plantas na fase vegetativa com o aumento na dosagem de Fosthiazate.

Ano

1996

Creators

Leite,Germano Leao Demolin Picanço,Marcelo Madeira,Nuno Rodrigo Zanuncio,José Cola

Ocorrência de Serratia marcescens bizio sobre lagartas de Heliothis virescens (Fabr.)

Observou-se, em laboratório, grande número de lagartas mortas em uma criação de Heliothis virescens (Fabr.). Dessas lagartas, isolou-se uma bactéria, posteriormente identificada como Serratia marcescens Bizio. O presente trabalho registra sua ocorrência e comprova-lhe a patogenicidade sobre aquelas lagartas.

Ano

1996

Creators

Ito,Margarida Fumiko Paradela Filho,Osvaldo Rodrigues Neto,Júlio Beriam,Luis Otávio Saggion Longo,Ronaldo de Souza Santos,João Miguel dos

Caracterização tecnológica de caules de quatro variedades de mandioca como fonte de fibras celulósicas para papel

No presente estudo, procedeu-se à caracterização tecnológica dos caules de quatro variedades de mandioca (Manihot esculenta Crantz) - IAC 12.829, Branca de Santa Catarina, Roxinha ou Mico e Fibra - como fonte de fibras celulósicas para a produção de celulose e papel. Os resultados mostraram que os rendimentos em fibras celulósicas dos caules de mandioca variaram de 239,7 a 317,6 g/kg. As variedades Fibra e Branca de Santa Catarina, respectivamente, foram as que apresentaram o menor (18,2 g/kg) e o maior (35,0 g/kg) teor de fração medular. As frações lenhosas do caule forneceram fibras mais curtas (0,77 a 0,96 mm) que as liberianas (1,71 a 2,61 mm). As relações entre as dimensões das fibras indicaram valores adequados à produção de celulose e papel com boas características físico-mecânicas.

Ano

1996

Creators

Azzini,Anisio Gondim-Tomaz,Rose Marry Araújo Costa,Antonio Alberto Valle,Teresa Losada

Manutenção da qualidade e aumento da longevidade floral de crisântemo cv. White polaris

0 objetivo do trabalho foi determinar o melhor tratamento pós-colheita para manutenção floral e aumento da longevidade de crisântemo de maço do tipo pompom (Dendranthema grandiflorum (Ramat.) S. Kitamura) cv. White Polaris. Estabeleceu-se como ponto de colheita o momento em que as hastes apresentavam três inflorescências apicais com as pétalas externas em ângulo de 45° em relação à horizontal. Durante o ensaio em laboratório, as hastes, colhidas em estufa de produção comercial, após totalmente imersas em água de torneira, à sombra, durante três horas, foram cortadas sob água na base do caule entre 50 e 60 cm. As hastes foram distribuídas nos diferentes tratamentos de "pulsing" durante 24 horas, com luz contínua de 1.500 lux, 60 a 90% de umidade relativa do ar e temperatura ambiente de 25 ± 2°C. No primeiro experimento, testou-se a eficiência de 8-hidroxiquinolina (8-HQ) e tiabendazole (TBZ) como germicidas de manutenção da qualidade na solução de "pulsing"; testaram-se, também, dois reguladores de crescimento, a saber: ácido giberélico (GA3), 6-benzilaminopurina (6-BA) ou a mistura dos dois, com o objetivo de preservar a cor e a turgidez da folhagem. Os melhores resultados foram com 8-HQ (0,69 mol/m³) e GA3 (0,058 mo1/m³). No segundo experimento, avaliaram-se os seguintes inibidores de etileno: tiossulfato de prata (STS), nitrato de prata (AgNO3) e cloreto de cobalto (COC1(2)). A melhor resposta foi obtida com AgNO3 (2,9 e 4,4 mo1/m³).

Ano

1996

Creators

Flórez-Roncancio,Victor Julio Castro,Carlos Eduardo Ferreira de Demattê,Maria Esmeralda Soares Payão

Densidade de plantio associada ao uso de regulador de crescimento na cultura do algodoeiro

Estudaram-se três densidades de plantio (4, 8 e 16 plantas por metro) em algodoeiro, utilizando-se a variedade IAC 18, com espaçamento de 1,0 m entre as linhas, com e sem aplicação do regulador de crescimento cloreto de clorocolina (CCC), na dose de 50g ingrediente ativo por hectare, aos 60-70 dias após a emergência das plantas, durante quatro anos agrícolas (1976/77 a 79/80), nas seguintes localidades paulistas: Leme, Sumaré e Araras. Nos locais onde o algodoeiro apresentou porte elevado (>140cm), a produção foi menor na maior densidade de plantio (16 plantas por metro) e o regulador promoveu aumento significativo de produção. Quando o algodoeiro foi menor do que 140cm, a produção foi menos afetada, embora significativamente, pela densidade de plantio, e não houve efeito do CCC. O regulador ocasionou diminuição na altura de plantas; aumento no número de capulhos localizados abaixo de 35cm; diminuição no número de carimãs (capulhos "mal-abertos") e aumento na precocidade da colheita. Além disso, originou, na média das três densidades, aumento no peso de cem sementes e de um capulho, e no comprimento, maturidade e tenacidade da fibra. Originou, também, diminuição na porcentagem de fibra, não afetando o índice Micronaire e a uniformidade de comprimento da fibra.

Ano

1996

Creators

Cia,Edivaldo Alleoni,Luis Reynaldo Ferracciu Ferraz,Carlos Antonio Menezes Fuzatto,Milton Geraldo Kondo,Julio Isao Carvalho,Luiz Henrique Chiavegato,Ederaldo José Sabino,Nelson Paulieri

Efeito da frequência de capinas na produção do cafeeiro

Foram estudados quatro intervalos entre capinas manuais com enxada em cafezais e uso de herbicidas, e seu efeito sobre a produção, de 1959 a 1973. Os tratamentos foram: intervalos entre capinas de 15, 30, 45 e 60 dias, e aplicação de herbicidas (três vezes ao ano). Os resultados mostraram não haver diferenças entre a capina manual e a química na produção do cafeeiro; o intervalo de 45 dias entre capinas foi o que mais favoreceu a produção do cafeeiro, além de ser o mais econômico. O grande desenvolvimento do mato entre o 45.° e o 60.° dia de intervalo entre capinas aumentou bastante o custo da capina posterior. Houve grande absorção de PO4 pelas plantas invasoras na fase final de desenvolvimento, uma vez que, aos 60 dias, o mato encontra-se florescido e/ou frutificado.

Ano

1996

Creators

Toledo,Sérgio Vasco de Moraes,Mário Vieira de Barros,Inácio de

Crescimento e desenvolvimento de frutos de lichia cv. Brewster

Acompanhou-se o crescimento e desenvolvimento de frutos de lichia (Litchi chinensis Sonn.) cv. Brewster, em Viçosa (MG). Da abertura das panículas até cerca de 45 dias após o florescimento (DAF), 95% da matéria fresca total dos frutos correspondeu à soma das massas da semente e da casca. A matéria fresca dos frutos aumentou exponencialmente entre 45 e 80 DAF; observaram-se, porém, incrementos menores de matéria até o final do desenvolvimento, aos 104 DAF. Próximo ao final do ciclo de desenvolvimento do fruto, atribuiu-se 60% da matéria fresca total ao arilo, enquanto 14 e 26% corresponderam à semente e à casca respectivamente. Os frutos apresentaram maior conteúdo de sólidos solúveis totais aos 77 DAF. A acidez total foi reduzida de 6,0%, aos 45 DAF, para 0,6%, aos 89 DAF. Obtiveram-se frutos vermelhos maduros aos 89 DAF. Frutos colhidos aos 104 DAF apresentaram casca marrom-escura.

Ano

1996

Creators

Vieira,Gerival Finger,Fernando Luiz Agnes,Ernani Luiz

Cultivares de arroz e idade de mudas para transplantio

O presente trabalho foi desenvolvido em nível de campo, na Estação Experimental de Pindamonhangaba (SP), do Instituto Agronômico, nos anos agrícolas 91/92, 92/93 e 93/94, com o objetivo de avaliar os efeitos da utilização de mudas de arroz (Oriza sativa L.) com diferentes idades, sobre o comportamento produtivo e fenológico de cultivares de arroz irrigado recomendados para o Estado de São Paulo, com semeadura efetuada em uma única época. Utilizou-se o delineamento experimental em blocos ao acaso, no esquema fatorial com quatro repetições. Para os anos agrícolas 91/92 e 92/93, utilizaram-se os cultivares IAC 4440, IAC 100, IAC 101 e IAC 102, com mudas de 25, 32, 39, 46, 53 e 60 dias de emergência, e no ano agrícola 93/94, os cultivares IAC 100, IAC 101 e IAC 102, com mudas de 21, 28, 35, 42, 49 e 56 dias. Pode-se verificar que, para todos os cultivares, à medida que se utilizam mudas mais velhas, ocorre um alongamento do ciclo das plantas, recomendando-se empregar mudas com, no máximo, 28 dias de idade, devido ao fato de que mudas com mais de 35 dias ocasionam uma redução na produtividade de grãos. O cultivar IAC 102 mostrou-se o mais tolerante à utilização de mudas mais velhas.

Ano

1996

Creators

Villela,Omar Vieira Furlani Junior,Enes

Desenvolvimento de cultivares e espécies de pereira enxertados em plântulas de Taiwan Nashi-C na fase de formação de mudas

Pesquisou-se, no Instituto Agronômico (IAC), em julho-dezembro de 1993, o desenvolvimento inicial da pereira 'Okussankichi' (Pyrus serotina Rehder), enxertada em plântulas de Taiwan Nashi-C (P. calleryana Decne.) nos diâmetros de 4, 6, 8, 10 e 12 mm. Pesquisou-se, ainda, o comportamento de outras oito pereiras em enxertia interespecífica em plântulas de doze meses. Pôde-se observar, por meio da enxertia por garfagem do tipo inglês simples, o adequado comportamento das mudas na fase de junção dos tecidos cambiais, sem que nenhum sintoma de incompatibilidade inicial fosse detectado. As espécies e cultivares estudados apresentaram cerca de 95% de pegamento dos enxertos, comprovado pelas brotações vigorosas emitidas após 45 dias da enxertia. Os porta-enxertos com diâmetros de 10 e 12 mm proporcionaram os maiores índices de crescimento vegetativo: transcorridos quatro meses, os enxertos de 'Okussankichi' já apresentavam excelente padrão de desenvolvimento; com mais de 100 cm de altura, diâmetro próximo a 9 mm e mais de 30 folhas, as mudas estavam aptas a ser plantadas no campo. Nos porta-enxertos com diâmetros de 4 e 6 mm, ocorreu baixo desenvolvimento das mudas, bem inferior ao padrão mínimo desejável. O desenvolvimento dessas pereiras, em campo, está sob contínua investigação; em três anos de cultivo, não se verificaram sinais de incompatibilidade de enxertia.

Ano

1996

Creators

Barbosa,Wilson Campo-Dall'Orto,Fernando Antonio Ojima,Mario Martins,Fernando Picarelli Castro,Jairo Lopes de

Calagem e adubação nitrogenada e potássica para o cafeeiro

A calagem do cafeeiro é realizada com base em resultados da análise de solo de amostras coletadas na projeção da copa, a parte mais acidificada do terreno devido à aplicação de adubos nitrogenados. Isso tem suscitado dúvidas, por existirem partes da área do solo menos ácidas em cafezais, mormente nas entrelinhas, onde ocorre o acúmulo de bases em vista da arruação. Outro problema da cafeicultura é o uso rotineiro de fórmulas com altos teores de N e de K, sem atentar para as reais necessidades da cultura. Neste trabalho, estudaram-se a calagem e as adubações nitrogenada e potássica, em dois cafezais em produção, os quais vinham sendo normalmente calcariados e adubados. Os dois ensaios foram desenvolvidos em solo podzolizado-de-Lins-e-marïlia do município de Garça (SP) entre 1987 e 1992. Utilizou-se um delineamento fatorial fracionado 1/2 (4 x 4 x 4), com as seguintes doses: calcário - 400, 1.600, 3.600 e 6.400 kg/ha; nitrogênio - 64, 121, 196 e 289 g/cova; potássio (K2O) - 36, 81, 144 e 225 g/cova. Constatou-se efeito maior de nitrogênio e menor de calcário; o potássio não afetou as produções. A saturação por bases, na projeção da copa, foi bem inferior aos 70% preconizados como meta de calagem para o cafeeiro. 0 efeito de N nas produções, não muito acentuado, foi coerente com os teores altos nas folhas. 0 solo continha teores médios a altos de potássio na camada de 0-20 cm e médios nas camadas de 20-40 e 40-60 cm de profundidade, o que explica a ausência de resposta ao nutriente. Pode-se concluir que é necessário rever a meta de saturação por bases para a calagem do cafeeiro, que a adubação nitrogenada pode ser monitorada pela análise foliar e a adubação potássica, pela análise de solo.

Ano

1996

Creators

Van Raij,Bernardo Costa,Waldir Marques da Igue,Toshio Serra,José Renato Miranda Guerreiro,Gustavo

Metodologias para obtenção de resistência e/ou tolerância da soja à ferrugem-asiática

Os objetivos deste trabalho foram complementar os estudos dos mecanismos genéticos da resistência e tolerância da soja à ferrugem-asiática e sugerir metodologias de melhoramento que permitam o acúmulo de genes maiores e menores. Seis experimentos foram realizados durante três safras em Londrina, PR, de 2005/06 a 2007/08, envolvendo cinco parentais e as gerações derivadas F2, F3 e F4. Foi utilizado o delineamento inteiramente casualizado, com parcelas em covas. As metodologias propostas foram planejadas para superar as dificuldades do melhorista em selecionar genes menores na presença de genes maiores. Isto é resolvido conduzindo populações segregantes F2, F3 e F4 numerosas para melhorar as chances de encontrar recombinações favoráveis e submetendo-as à pressão do patógeno para aumentar a frequência de genótipos resistentes/tolerantes na população F4 ou F5 quando plantas individuais serão selecionadas para formação de progênies. Consequentemente, a frequência de progênies F5 ou F6 superiores possuidoras de alelos nos genes menores e maiores também será aumentada.

Ano

2012

Creators

Lima,Wilmar Ferreira Prete,Cássio Egídio Cavenaghi Ribeiro,Aliny Simony Oliveira,Marcelo Fernandes de Carneiro,Geraldo Estevam de Souza Arias,Carlos Alberto Arrabal Pípolo,Antonio Eduardo Toledo,José Francisco Ferraz de

Resistência da soja à ferrugem-asiática avaliada pela análise da produtividade de grãos

Os objetivos desse trabalho foram estudar a resistência e/ou tolerância da soja à ferrugem-asiática, expresso por genes maiores e menores e selecionar as linhagens resistentes e/ou tolerantes mais produtivas. Foram utilizados dados de seis experimentos realizados nas safras 2005/2006, 2006/2007 e 2007/2008, em Londrina, PR, envolvendo cinco parentais e as gerações segregantes F2, F3 e F4. Foi utilizado o delineamento inteiramente casualizado utilizando a metodologia de cultivo em covas (01 parcela = 01 cova = 01planta). Os resultados indicaram que a resistência e/ou tolerância genética à ferrugem-asiática é controlada por genes maiores e menores dispersos nos parentais que expressam ação predominantemente aditiva. Os dados também indicaram que sob pressão de inóculo é possível selecionar linhagens de soja com produtividades de grãos superiores ao parental com maior produtividade de grãos na maioria dos cruzamentos, indicando que a seleção resultou em genótipos resistentes e/ou tolerantes. A herdabilidade no sentido restrito da produtividade de grãos, na presença da ferrugem-asiática, variou de média a alta (0,324 a 0,815) ao nível de progênies F3, demonstrando ser possível selecionar progênies resistentes e/ou tolerantes à ferrugem-asiática já nas gerações iniciais dos programas de melhoramento.

Ano

2012

Creators

Lima,Wilmar Ferreira Prete,Cássio Egídio Cavenaghi Ribeiro,Aliny Simony Toledo,José Francisco Ferraz de

Efeito de restritores hídricos sobre a germinação, comprimento da radícula e níveis de detecção de Colletotrichum gossypii var. cephalosporioides em sementes de algodão

O fungo Colletotrichum gossypii var. cephalosporioides, agente causal da ramulose do algodoeiro, é transmitido pela semente que se constitui em uma das mais importantes fontes de inóculo inicial e de introdução da doença em áreas indenes. Para que se possa identificar sua presença em lotes de sementes, é importante que se empreguem métodos de detecção rápidos e seguros. O mais empregado é o do papel de filtro, que se baseia na avaliação de sinais do patógeno desenvolvidos sobre as sementes, seguida da sua identificação morfológica. O método apresenta a desvantagem do crescimento das plântulas no período de incubação das sementes que pode favorecer o desenvolvimento de outros fungos e prejudicar a caracterização do patógeno. Para minimizar este problema vem sendo empregada a técnica da restrição hídrica. O presente trabalho teve como objetivo avaliar o efeito de três solutos em dois potenciais osmóticos, comparados ao tratamento padrão de água destilada, ao congelamento e ao 2,4 D, sobre a germinação, comprimento da radícula e detecção do agente causal da ramulose, durante o teste de sanidade. Os solutos Manitol e NaCl foram mais eficientes em inibir a germinação e favorecer a incidência do patógeno no potencial osmótico de -0,8 MPa. O KCl mostrou-se eficiente em inibir a germinação nos dois potenciais osmóticos testados, -0,6 e -0,8 MPa, porém reduziu a incidência do patógeno no potencial de -0,8 MPa. Os solutos Manitol, nos potenciais osmóticos de -0,8 e -0,6 MPa e o NaCl no potencial osmótico de -0,8 foram eficientes em reduzir o comprimento da radícula, sem interferir negativamente nos níveis de detecção de C. gossypii var. cephalosporioides, podendo ser recomendados para uso em análises sanitárias de rotina.

Ano

2012

Creators

Araújo,Alderi Emídio de Menten,José Otávio Machado Dias,Carlos Tadeu dos Santos Czermainski,Ana Beatriz Costa Santos,José Wellingthon dos Moraes,Maria Heloísa Duarte

Patogenicidade de Sphaeropsis sapinea em árvores jovens de Araucaria angustifolia

Sphaeropsis sapinea é um patógeno que causa seca de ponteiros e morte de árvores em plantios comerciais de coníferas do mundo. No Brasil, a literatura apresenta este fungo em mudas e toras de Araucaria angustifolia após a colheita, sem relatos de seca de ramos e de ponteiros. Este estudo teve como objetivo verificar a patogenicidade de S. sapinea em Araucaria angustifolia. O postulado de Koch foi realizado em 25 árvores com 2 anos de idade de A. angustifolia. Discos de micélio-ágar de um isolado agressivo obtido de Pinus taeda, retirado de culturas com 10 dias de idade, foram inoculados em ramos injuriados. Três ramos foram inoculados com o fungo, deixando-se um ramo como testemunha, por planta. Todas as plantas foram mantidas em casa de vegetação por 30 dias. Ramos com e sem sintomas foram colocados em câmara úmida, sob iluminação, para reisolar o patógeno. Oito árvores inoculadas apresentaram sintomas similares aos provocados pelo S. sapinea em pínus. O fungo foi reisolado de 68 % das árvores inoculadas. Confirmou-se a seca de ramos causado por S. sapinea em árvores jovens de araucária.

Ano

2012

Creators

Corrêa,Paula Rachel Rabelo Auer,Celso Garcia Santos,Álvaro Figueredo dos

Avaliação de danos causados pelo Tomato severe rugose virus (ToSRV) em cultivares de pimentão

A espécie Tomato severe rugose virus (ToSRV) é a predominante em áreas de cultivo de pimentão no Estado de São Paulo. Sua ocorrência na cultura é relativamente recente de modo que não existem informações sobre os danos causados nesta cultura. Os objetivos do presente trabalho foram avaliar a produtividade e qualidade dos frutos de pimentão de três cultivares (Magda, Amanda e Rubia R) quando infectadas com o ToSRV. Verificou-se acentuada redução no número de frutos e menor crescimento das plantas, porém, o ToSRV não influenciou significativamente na massa, diâmetro e comprimento dos frutos. Os resultados obtidos até o momento permitem concluir que o ToSRV causa danos em pimentão e que há necessidade de estudos visando resistência ao ToSRV.

Ano

2012

Creators

Rocha,Kelly Cristina Sakate,Renate Krause Pavan,Marcelo Agenor Kobori,Rômulo Fugito Gioria,Ricardo Yuki,Valdir Atsushi

Interação entre temperatura do solo, profundidade de semeadura e tratamento de sementes com fungicida na emergência de plantas de milho

O trabalho avaliou a interação entre temperaturas do solo (13ºC, 15ºC, 17ºC e 19ºC), profundidades de semeadura (2,5; 5,0 e 7,5 cm) e tratamento de semente com fungicida (captan + tiabendazole) na emergência de plantas de milho. Utilizaram-se sementes do híbrido AS 1565 com 22% de incidência de Fusarium verticillioides e solo de lavoura naturalmente infestado. O ensaio foi conduzido em câmaras climatizadas por 25 dias, com contagem diária da emergência. Houve diferença significativa entre sementes tratadas e não tratadas, sendo que quanto menor a temperatura do solo e maior a profundidade de semeadura, maior a resposta ao tratamento de sementes na emergência de plantas. A estabilidade de emergência ocorreu aos 23, 18, 12 e 12 dias após a semeadura respectivamente para 13ºC, 15ºC, 17ºC e 19ºC, mostrando redução na velocidade de emergência nas temperaturas baixas.

Ano

2012

Creators

Casa,Ricardo Trezzi Kuhnem Júnior,Paulo Roberto Reis,Erlei Melo Bolzan,Jonatha Marcel Moreira,Éder Novaes