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Estudo comparativo entre manitol e polietilenoglicol no preparo intestinal para colonoscopia
OBJETIVOS: O estudo visa comparar o preparo intestinal para colonoscopia com manitol a 10%, com o uso de polietilenoglicol (PEG). Levou-se em conta o custo de cada preparo, tolerabilidade, eficácia, e alterações bioquímicas causadas pela administração. MÉTODOS: Desenvolveu-se um ensaio clínico randomizado, duplo-cego, unicêntrico. Pacientes que já haviam feito o exame foram excluídos. Fez-se a dosagem de hematócrito, sódio, potássio e cloretos antes e depois do preparo. Escalas de sintomatologia e eficácia foram utilizadas. O custo foi calculado pelo volume médio necessário para obter-se evacuação com líquido claro sem resíduos. RESULTADOS: Foi necessário um litro a mais de solução de PEG para o preparo. Apesar disso, a tolerabilidade desta solução foi melhor. Na avaliação do colonoscopista sobre a qualidade do preparo, o manitol obteve vantagem. Não houveram alterações bioquímicas significativas, e o custo foi comparável. CONCLUSÃO: O manitol, apesar de parecer provocar mais sintomatologia nos pacientes, é mais eficaz na limpeza do cólon. Apesar de não ter seu uso endossado pelos últimos consensos internacionais, mostra-se seguro e eficaz. O PEG torna-se de custo vantajoso quando comprado pelo paciente, porém o manitol é mais barato em ambiente hospitalar.
2009
Britto,Marcelo Alexandre Pinto de Fillmann,Lúcio Sarubbi Seabra,Marcela Krug Fillmann,Henrique Sarubbi Fillmann,Érico Ernesto Pretzel Parizotto,José Francisco Benedetti
Cordoma Sacrococcígeo gigante: relato de caso
Cordoma sacrococcígeo é uma neoplasia maligna rara que se origina de remanescentes da notocorda. A localização crítica, comportamento localmente agressivo, reconhecida resistência à radioterapia, significativa morbimortalidade cirúrgica e elevada taxa de recidiva tornam seu tratamento um desafio. Descrevemos um caso de cordoma sacrococcígeo gigante.
2009
Ghezzi,Tiago Leal Pereira Filho,Gustavo Cigerza,Giuliano Chemale Corleta,Oly Campos
Intussuscepção de intestino delgado em paciente adulto por Gist: relato de caso e revisão da literatura
A intussuscepção do intestino delgado em adultos é rara e geralmente está associada à presença de neoplasias. Dentre estas, o GIST, a neoplasia mesenquimal em 30% dos casos é considerada de alto grau de malignidade , são ainda menos comuns. A intussuscepção relacionada ao GIST tem sintomatologia inespecífica e pode manifestar-se com obstrução, massa palpável no abdômen, hemorragia ou perfuração intestinal. Relata-se caso de intussuscepção intestinal em paciente adulto por GIST, com ênfase em seu diagnóstico e tratamento.
2009
Balsamo,Flávia Pozzobon,Bárbara Heloisa Zanchetta Wolf,Juliana Suarez Horta,Sérgio Henrique Couto Formiga,Galdino José Sitonio
Divertículo solitário de peco perfurado: relato de caso e revisão da literatura
Divertículo solitário do intestino grosso é uma entidade relativamente rara, sendo mais frequentemente encontrado sob a forma de múltiplos divertículos. Tais divertículos são mais comuns no ceco e cólon ascendente, e geralmente são divertículos verdadeiros, ou seja, possuem todas as paredes do intestino. Quando o divertículo de ceco evolui para inflamação os pacientes geralmente se apresentam com sintomas sugestivos de apendicite aguda. Um caso de divertículo de ceco perfurado é relatado em uma mulher de 49 anos, cujo diagnóstico foi realizado somente após a cirurgia. Aspectos clínicos, propedêutica e terapia cirúrgica são discutidos.
2009
Alencar,Mário Henrique Leite de Speranzini,Manlio Basílio Lins,Tiago Salessi Mendonça,Aloísio Laurindo de Attab,Cyomara Sanches
Doença de Hodgkin do sigmoide: relato de caso
Doença de Hodgkin no cólon é uma afecção rara. Relata-se um caso de Doença de Hodgkin extranodal com acometimento de sigmoide, cuja confirmação diagnóstica somente foi realizada após a cirurgia de ressecção tumoral e estudo imunohistoquímico.
2009
Pincinato,André Luigi Monteiro,Elisângela Plazas Lopes,Juliana Magalhães Carvalho,Rodrigo Britto de Formiga,Galdino José Sitonio
Rastreamento e seguimento dos portadores das lesões anais induzidas pelo papilomavírus humano como prevenção do carcinoma anal
O Papilomavírus humano (HPV) é o agente sexualmente transmissível mais comum na região perianal. O vírus provoca lesões clínicas e subclínicas que podem evoluir para carcinoma anal. É descrito o aumento da incidência desse tipo de tumor naqueles que praticam sexo anal; nos portadores, de ambos os sexos, de lesões genitais HPV induzidas; nas pessoas com neoplasias intraepiteliais anais de alto grau, o precursor do carcinoma, com maior incidência nos infectados pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), e com outras causas de supressão imunológica. Outra característica das lesões HPV induzidas é a elevada incidência de recidivas. Daí, a importância do seguimento por longo prazo e da pesquisa de meios terapêuticos para reduzir essa ocorrência. A possibilidade da detecção das lesões precursoras indica que programas padronizados de rastreamento para a prevenção do câncer anal deveriam ser instituídos. Os esfregaços anais para citologia vêm sendo realizados, com eficácia semelhante a das coletas cervicais e a colposcopia anal tem sido indicada para biópsias dirigidas quando a citologia mostrou-se alterada, embora muitos recomendam-na, também, como método de rastreamento. Nesse artigo, descrevemos a padronização da coleta de material para citologia anal e o método de realização da colposcopia anal, bem como a periodicidade com que devem ser repetidos.
2009
Nadal,Sidney Roberto Manzione,Carmen Ruth
Impacto do uso da solução reveladora de linfonodos no estadiamento do câncer colorretal
INTRODUÇÃO: A avaliação anátomo-patológica do câncer colorretal (CCR) em relação ao acometimento linfonodal é fundamental para o prognóstico da doença e para a indicação de terapias adjuvantes. Tem sido considerado um número mínimo de 12 linfonodos na peça cirúrgica para que se obtenha adequado estadiamento linfonodal, embora se admita que quanto maior o número de linfonodos dissecados, maior é a probabilidade de se encontrar linfonodos metastáticos. OBJETIVOS: avaliar o número de linfonodos obtidos em peças cirúrgicas de CCR antes e após a utilização rotineira de solução reveladora de linfonodos na gordura mesocólica. MATERIAL E MÉTODOS: Foram avaliados 706 laudos anátomo-patológicos de CCR, sendo 582 sem tratamento do espécime cirúrgico com solução reveladora e 124 após uso de solução reveladora. Resultados: Houve predominância do sexo feminino (57,6%) e a média de idade foi de 61,36 anos. A maioria dos tumores localizava-se distalmente à flexura esplênica (60%). A média de linfonodos dissecados após uso da solução reveladora foi igual a 28,97, enquanto que no período anterior ao uso desta solução esta média foi de 16,73 (p < 0,001). A porcentagem de peças com 11 linfonodos dissecados ou menos (pNx) diminuiu significativamente após a utilização da solução reveladora (32,7 para 3,2%, com p < 0,0001). Ao contrário, houve aumento significativo do número de casos estadiados como pN0, pN1, pN2 e pN3 após o uso da solução reveladora. CONCLUSÃO: O uso da solução reveladora de linfonodos causa grande impacto no estudo anátomo-patológico das peças cirúrgicas do CCR, sendo altamente aconselhável sua introdução na rotina dos serviços de patologia cirúrgica.
2009
Araújo,Stanley de Almeida Cabral,Mônica Maria Demas Álvares Lacerda Filho,Antonio Horta,Jacques Gabriel Álvares Luz,Magda Maria Profeta da Silva,Rodrigo Gomes da
Ultrassom anorretal tri-dimensional pode selecionar pacientes com tumor no reto após neoadjuvância para cirurgia de preservação esfincteriana?
OBJETIVO: Avaliar a resposta pós-quimioradioterapia-QT no tratamento do tumor no reto utilizando ultrassom anorretal tridimensional(US-3-D) visando definir a estratégia cirúrgica adequada. MÉTODO: Avaliou-se prospectivamente 32 pacientes com adenocarcinoma no reto médio e inferior. Realizou-se US-3-D para estadiamento e avaliação quanto à invasão no canal anal ou distância(cm) entre tumor e esfíncter anal interno-EAI: GrupoI-invasão no canal anal; GrupoII-distância menor-ou-igual 2cm, GrupoIII-distância maior 2. Foram encaminhados neoadjuvância e realizado US-3D após 50-55 dias. A escolha da estratégia cirúrgica baseou-se na resposta pós-QT e achados do US-3-D/pós-QT e comparado com histopatológico. RESULTADOS: O US-3-D/pós-QT coincidiu com histopatológico em 31/32, eficácia de 97%. Evidenciou-se 26/27 casos com lesão residual, sensibilidade de 96%, sendo 19(59%) resposta parcial e 07 (22%) sem resposta. Em 5/5 o US-3-D/pós-QT demonstrou resposta completa, especificidade e valor preditivo positivo 100%. Valor preditivo negativo 83% pois um(3%) caso inconclusivo. Realizou-se cirurgia de preservação esfincteriana em 16 pacientes (05 com resposta completa, 10 com resposta parcial e um inconclusivo) com margem maior que 2cm. Confirmados ao histopatológico com margem livre. O índice Kappa na avaliação de linfonodos demonstrou concordância substancial(87,5%). Conclui-se que o US-3D pode ser útil na escolha de pacientes que irão beneficiar-se com a cirurgia de preservação esfincteriana.
2009
Murad-Regadas,Sthela Maria Regadas,Francisco Sérgio P. Rodrigues,Lusmar V. Crispin,Francisco Jean Monteiro,Francisco Coracy C. Holanda,Erico C Oliveira,Letícia Nogueira,Felipe Ramos
Sensibilidade e especificidade da citologia anal com escova no diagnóstico das lesões clínicas provocadas pelo papilomavírus humano, comparando uma com duas coletas
OBJETIVO: comparar os resultados da coleta única com duas amostras para avaliar se haverá melhora da sensibilidade e especificidade do exame. MÉTODO: Foram 112 doentes masculinos HIV-positivo com doença anal pregressa ou atual pelo Papilomavírus humano (HPV). As lesões HPV induzidas foram observadas em 58 deles. Colhemos material do canal anal utilizando duas escovas (cytobrush) Comparamos estatisticamente os resultados da primeira amostra com a soma das duas coletas. RESULTADOS: dos 58 doentes com lesões clínicas, a primeira amostra confirmou a doença em 40 (69%) e a soma das duas coletas revelou lesões em 51 (88%). Os resultados mostraram sensibilidade de 69% com a primeira coleta e 88% quando somadas as duas amostras. Essa diferença foi confirmada estatisticamente. A especificidade foi menor para as duas amostras, porém sem diferença estatística. CONCLUSÃO: Concluímos que a sensibilidade foi maior e a especificidade foi semelhante quando os resultados foram obtidos com a somação das duas amostras da citologia anal.
2009
Nadal,Sidney Roberto Calore,Edenilson Eduardo Manzione,Carmen Ruth Arruda,Cibelle Nunes de Cha,Jonathan Doyun Formiga,Fernanda Bellotti Manzione,Thiago da Silveira
Avaliação da expressão tecidual do gene de reparo MLH1 e dos níveis de dano oxidativo ao DNA em doentes com câncer colorretal
O dano oxidativo ao DNA provocado por radicais livres de oxigênio representa um dos principais mecanismos responsáveis pelas etapas iniciais da carcinogênese colorretal. O estresse oxidativo ocasiona erros de pareamento de bases possibilitando o aparecimento de mutações em genes controladores do ciclo celular. As células possuem um sistema de defesa representado pelos genes de reparo do DNA que corrigindo os erros de pareamento impedem o desenvolvimento de mutações. Poucos estudos avaliaram a relação entre dano oxidativo ao DNA e a expressão tecidual do gene de reparo MLH1. OBJETIVO: O objetivo do presente estudo foi avaliar os níveis de estresse oxidativo ao DNA e a expressão tecidual do gene de reparo MLH1 nas células da mucosa cólica normal e neoplásica de doentes com câncer colorretal. MATERIAL E MÉTODO: Foram estudados 44 doentes com diagnóstico de adenocarcinoma colorretal. Foram excluídos os doentes com câncer colorretal hereditário, portadores de câncer relacionado às doenças inflamatórias intestinais e os submetidos à radioquimioterapia neoadjuvante. Para a avaliação dos níveis de dano oxidativo ao DNA utilizou-se a técnica da eletroforese alcalina em gel de célula isolada (ensaio do cometa) avaliando 100 células obtidas dos tecidos normal e neoplásico. Para a avaliação da expressão do gene MLH1 utilizou-se a técnica de reação de polimerase em cadeia em tempo real (RT-PCR) com primer especificamente desenhados para amplificação do gene. A comparação dos resultados encontrados para os níveis de estresse oxidativo ao DNA, e expressão do gene MLH1 nos tecidos normais e neoplásicos foi feito pelo teste t de Student, adotando-se nível de significância de 5% (p<0,05). RESULTADOS: Os níveis de dano oxidativo ao DNA no tecido neoplásico foram significativamente mais elevados quando comparados ao tecido normal (p=0,0001). A expressão tecidual do gene MLH1 no tecido neoplásico foi significativamente menor quando comparado ao tecido normal (p=0,02). CONCLUSÃO: O gene de reparo MLH1 encontra-se menos expresso no tecido neoplásico e inversamente relacionado aos níveis de dano oxidativo ao DNA.
2009
Martinez,Carlos Augusto Real Cordeiro,Adriana Teixeira Priolli,Denise Gonçalves Miranda,Daniel Duarte da Conceição Bartchewsky Júnior,Waldemar Margarido,Nelson Fontana Ribeiro,Marcelo Lima
Tratamento cirúrgico do câncer da porção distal do têrço inferior do reto pela ressecção anterior ultrabaixa e interesfinctérica com anastomose coloanal por videolaparoscopia
OBJETIVO: Identificar as complicações pós-operatórias, a duração da internação hospitalar, os resultados funcionais clínicos, e os resultados oncológicos num seguimento médio de 2,5 anos nos pacientes com câncer do reto distal submetidosà ressecção anterior ultrabaixa e interesfinctérica com anastomose coloanal por videolaparoscopia. CASUÍSTICA E MÉTODOS: De um total de 491 pacientes operados pelo acesso videolaparoscópico, foram selecionados para esse estudo prospectivo 13 doentes , nove do sexo feminino,com câncer da porção distal do reto inferior entre os 172 pacientes com câncer do reto.Nenhum tumor T4 ou com resposta completa à quimiorradioterapia foi selecionado. A quimiorradioterapia neo-adjuvante foi aplicada em 8 doentes. RESULTADOS: A taxa de complicaçãos pós-operatória foi de 23,1%., sendo de 7,7% o índice de fístula anastomótica. A mortalide foi nula. A alta hospitalar ocorreu até o 7° dia de pós-operatório para 8 pacientes (61,5%), 4 dos quais no quinto dia.. O número médio de linfonodos por peça foi 13. A margem distal média foi de 1,5 cm. A margem circunferencial foi positiva em um caso (7,7%). Evacuação fracionada foi relatada por 11 pacientes (91%) e incontinência fecal por 5 pacientes (41%). Onze pacientes (84%) estão satisfeitos com a operação. Um paciente continua ileostomizado (7,7%). Em um seguimento médio de 30 meses ocorreu uma recidiva local (7,7%) e dois casos de metástase pulmonar (15,4 %). As três pacientes faleceram da doença. Dez pacientes (77%) estão sem doença. CONCLUSÕES: Apesar da pequena casuística, a analise permitiu as seguintes conclusões: a) A técnica empregada mostrou ser viável e segura, pois apresentou baixo índice de complicação pós-operatória e mortalidade nula; b) O emprego dessa técnica permitiu período de internação hospitalar pós-operatório curto; c) Apesar dos resultados funcionais com avaliação clínica regular, evitou-se a colostomia definitiva em 92,3% dos doentes; d) A utilização dessa técnica não comprometeu os resultados oncológicos num período médio de 30 meses de seguimento.
2009
Ramos,José Reinan Mesquita,Ronaldo Machado Valory,Eduardo A. Santos,Felipe
Cisto pilonidal sacrococcígeo: resultados do tratamento cirúrgico com incisão e curetagem
duzentos e treze doentes com cisto pilonidal sacrococcígeo foram submetidos a tratamento cirúrgico pela técnica de incisão e curetagem, no período de janeiro de 1997 a dezembro de 2006. Foram avaliados o sexo, a idade o tipo de anestesia, o tempo de internação, período de cicatrização, complicações e seguimento. Conclui-se que a técnica de incisão e curetagemé uma boa opção no tratamento cirúrgico do cisto pilonidal sacrococcígeo, proporcionando tempo aceitável de cicatrização e baixos índices de recidiva.
2009
Balsamo,Flávia Borges,Alline Maciel Pinheiro Formiga,Galdino José Sitonio
Interação da gestação na atividade da doença inflamatória intestinal e sua influência sobre o prognóstico gestacional e na fecundidade
INTRODUÇÃO: A maioria das mulheres que desenvolvem doença inflamatória intestinal (DII) encontra-se em idade fértil, despertando preocupação dos médicos e mulheres no entendimento desta interação. Avaliamos a influência da DII sobre a fecundidade e gestação e vice- versa. MÉTODOS: Os protocolos de pacientes com doença de Crohn (DC) e retocolite ulcerativa (RC), de 1984 a 2006, em idade fértil, cadastrados no ambulatório de DII, foram revisados. Pacientes foram entrevistados para preenchimento de dados não encontrados nos protocolos. Outros tipos de colites, investigação incompleta, pacientes que não estavam em idade fértil ou sem capacidade cognitiva foram excluídos. Prematuridade, baixo peso ao nascer, anomalias congênitas, natimortalidade, abortamentos, tipos de partos, localização da doença na gestante e uso de medicamentos durante a gestação foram investigados. O método estatístico adotado foi o teste de qui- quadrado e Fisher, com nível de significância de 5%. Nenhum paciente se recusou a participar desta pesquisa. RESULTADOS: 140 gestações em 104 pacientes com DII foram avaliados (RC em 63 gestações e DC em 77). Houve redução da fecundidade após o início dos sintomas relacionados à DII em 41,6%, com influência da doença sobre a opção de não ter filhos em 20,6% (10,3% dos pacientes por medo da doença; 6,5% por orientação médica e 2,2% por más condições clínicas), sem diferenças entre DC e RC. A grande maioria não quis engravidar por já ter filhos, por ser solteira ou estar ter baixa idade (53,3%). A atividade da RC não foi alterada durante a gestação na maioria das pacientes (77,8%; p>0,003). A atividade da doença melhorou durante a gestação mais nas gestantes com DC do que nas com RC (p>0.0007). A incidência de prematuros, baixo peso ao nascer e natimortos foi maior quando todo o cólon estava acometido na RC (p< 0.037). A proporção estimada de prematuros e baixos pesos ao nascer foi de 83,3% [IC 95%: 10,3%; 100,0%]. Não houve diferença estatística quanto à localização da doença e alterações do feto na DC (p> 0,6513). Em 21 gestantes foram administrados aminossalicilatos e em 15, corticosteroides. Em 106 gestações, nenhum medicamento foi administrado. Não houve maior taxa de alterações do concepto quando aminossalicilatos ou corticosteroides foram administrados às gestantes com DII (p> 0,17 and p> 0,1585, respectivamente). CONCLUSÃO: A DII não influenciou diretamente na fecundidade na grande maioria das pacientes. A gestação influenciou positivamente a evolução da DC, independente do uso de medicamentos. A taxa de prematuridade foi maior nas proles de mães com DC. Houve maior taxa de proles com alterações quando todo o cólon estava comprometido na mãe com RC. A DC influenciou o tipo de parto, apenas nos casos de doença perianal extensa associada à doença colônica.
2009
Rodrigues,Leonardo Corrêa de Oliveira Teixeira,Magaly Gemio Arashiro,Roberta Thiery Godoy Kiss,Desidério Roberto
Colonoscopia: morbidade negligenciada
OBJETIVO: Avaliar fatores de risco que determinam morbidade ao exame de colonoscopia. MÉTODOS: No período de março a junho de 2009 foram analisados prospectivamente 170 pacientes submetidos a exame colonoscópico. Fatores de risco como idade, sexo, indicação, exame ambulatorial/internado, efeitos adversos e qualidade do preparo intestinal, procedimento endoscópico, diagnóstico e intercorrência peri-procedimento foram relacionados. RESULTADOS: A média de idade da amostra foi 60,16 ± 14,69 anos, com predominância do sexo feminino. A indicação mais prevalente do exame foi seguimento pós-operatório. Três exames foram inconclusivos por mau preparo. Do restante, 36,53% foram normais e a maioria dos alterados apresentou pólipos, adenomatosos predominantemente. Quanto as comorbidades, 48,82% dos pacientes possuíam alguma comorbidade, sendo Hipertensão Arterial Sistêmica a mais prevalente. Apenas 22,94% dos pacientes apresentaram algum efeito adverso ao preparo. O preparo foi limpo em 65,88% dos exames, mostrando significância quando comparado a morbidade. Outro fator de significância estatística foi a realização de procedimentos (44,7% dos exames), sendo a maioria polipectomias. A morbidade chegou a 16,47%, sendo a desidratação a mais prevalente. Não houve mortalidade. CONCLUSÃO: A qualidade do preparo intestinal e a realização de procedimento endoscópico são fatores diretamente relacionados a morbidade do exame de colonoscopia.
2009
Formiga,Fernanda Bellotti Rocha,Karina Gomes da Magri,Karina Dagre Carvalho,Matheus Porto Credidio,Alessandra Vicentini Cruz,Sylvia Heloisa Arantes Candelária,Paulo de Azeredo Passos Fang,Chia Bin Capelhuchnik,Peretz Klug,Wilmar Artur
Evolução do carcinoma colorretal, comparando doentes com idades acima e abaixo de 40 anos, quanto à diferenciação tumoral e ao estádio do tumor
OBJETIVO: A incidência elevada do carcinoma colorretal o torna problema de saúde pública no nosso país. Os poucos trabalhos na literatura, bem como as dúvidas relacionando a idade com a evolução da doença, estimularam-nos a realizar esse trabalho para conhecer as divergências quanto à diferenciação tumoral e o estádio na evolução dessa neoplasia, comparando doentes com idades acima e abaixo de 40 anos. MÉTODO: Comparar 205 doentes de adenocarcinoma colorretal com idades acima e abaixo de 40 anos quanto ao tempo de sintomas, história familiar, localização do tumor, estádio do tumor, diferenciação, morte operatória, local de metástases e mortalidade até 3 anos. RESULTADOS: Eram 20 no grupo mais jovem e 185 entre os mais idosos. Não houve diferença em relação ao sexo, ao tempo de início de sintomas, à história familiar, ao local de tumor no cólon, ao estádio, ao aparecimento de recidivas, à mortalidade operatória e à sobrevivência até o terceiro ano pós-operatório. No grupo mais jovem os tumores foram mais indiferenciados e as metástases abdominais predominaram. No grupo mais velho houve maior incidência de metástases hepáticas e pulmonares. CONCLUSÃO: Os resultados obtidos nas condições de execução do presente estudo, em que comparamos doentes portadores de adenocarcinoma colorretal com idades acima e abaixo de 40 anos, permitiram concluir que os tumores foram mais indiferenciados entre os mais jovens embora a evolução pós-tratamento tenha sido semelhante.
2009
Nadal,Luis Roberto Manzione Adachi,Caroline Terumi Nunes,Marcus Aurelius Araujo Ishiy,Carlos Augusto André Bobotis,Vasilius Charilaos Andreotti,Ana Paula Nadal,Sidney Roberto Bin,Fang Chia Capelhuchnik,Peretz Klug,Wilmar Artur
Existe importância na utilização de exames de fisiologia ano retal no diagnóstico da sindrome do intestino irritável?
INTRODUÇÃO: Em alguns pacientes a síndrome do intestino irritável e a constipação funcional se confundem, principalmente quando o sintoma predominante na síndrome do cólon irritável é a constipação. Dentre os vários exames alguns testes fisiológicos ano retais avaliam a função esfincteriana e sensibilidade retal OBJETIVO: Verificar se existem diferenças entre as manometrias anais dos pacientes com constipação funcional e síndrome do intestino irritável. MÉTODO: Trata-se de estudo de 55 manometrias e testes de sensibilidade anais realizadas em pacientes atendidos no ambulatório de Fisiologia Anal do Serviço de Clínica Cirúrgica do Hospital Universitário de Taubaté com diagnóstico de constipação intestinal ou síndrome do intestino irritável no período de janeiro de 2006 a maio de 2007. Todos os pacientes possuíam colonoscopia a normal e foram incluídos nos critérios diagnósticos de Roma II para Constipação Funcional e Síndrome do Intestino Irritável. As manometrias foram realizadas com aparelho ALACER, de perfusão com 8 canais. RESULTADOS: Não foram encontradas diferenças entre as manometrias quanto às pressões de repouso, contração e evacuação, assim como nos valores de sensibilidade retal. Encontramos diferenças quanto à dor abdominal desencadeada nos pacientes com síndrome do intestino irritável no momento do volume máximo tolerável em que 69,2% destes pacientes apresentaram dor abdominal. CONCLUSÃO: Os pacientes com a síndrome do intestino irritável apresentam dor à distensão da ampola retal, que não ocorre nos pacientes constipados, na aferição do volume máximo tolerável, não houve diferença em relação aos outros dados da manometria.
2009
Cesar,Maria Auxiliadora Prolungatti Oliveira,Camila Carneiro de
Atualização no tratamento da diverticulite aguda do cólon
Nas últimas décadas a incidência da moléstia diverticular do cólon e de suas complicações tem aumentado. Durante esse período o número de publicações a respeito do tema se expandiu, bem como as opções terapêuticas. Apesar disso, muitas dúvidas persistem e as decisões terapêuticas continuam relativamente imutadas, baseadas muitas vezes em dados antigos e de baixo poder estatístico. Nesta revisão apresentamos as evidências científicas atuais acerca da terapêutica desta complexa patologia.
2009
Dias,André Roncon Gondim,Ana Cecília Neiva Nahas,Sérgio Carlos
Uso de terapia biológica na doença de Crohn metastática: relato de caso e revisão da literatura
A doença de Crohn metastática envolve a infiltração cutânea granulomatosa em locais anatomicamente separados do trato gastrointestinal, com tendência à cronicidade. É relatado caso de paciente masculino, 20 anos, há seis meses com dor e eliminação de secreção purulenta de úlceras em região perianal, inguinal direita e genital, sem melhora com o uso metronidazol e ciprofloxacina. Antecedente de proctocolectomia em 2002. Ao exame, à inspeção, evidenciava-se orifício fistuloso posterior a 2,0 cm da borda anal, úlcera de 5,0 cm na base do escroto e outra úlcera circundando a base do pênis; ao toque, ânus fibrótico e encarcerado. Realizada fistulotomia, biópsia e curetagem das úlceras genital e inguinal. O resultado histopatológico evidenciou processo inflamatório granuloso não caseoso. Em virtude da falha terapêutica dos antimicrobianos, foi optado pelo tratamento com infliximabe na dose 5 mg/kg nas semanas 0, 2 e 6, e azatioprina 2 mg/kg/dia. Ao término da fase de indução, o paciente apresentava cicatrização parcial das lesões ulceradas, ausência de secreção e alívio da dor. Atualmente em acompanhamento ambulatorial com infusões de infliximabe a cada oito semanas.
2009
Batista,Rodrigo Rocha Pozzobon,Bárbara Heloisa Zanchetta Lopes,Juliana Magalhães Albuquerque,Idblan Carvalho de Formiga,Galdino José Sitonio
Colite cística profunda: relato de caso
A colite cística profunda consiste na presença de cistos submucosos, contendo muco, principalmente no reto e no cólon esquerdo. De etiologia controversa, com pouco mais de 200 casos relatados na literatura mundial. Tem importância pela capacidade de mimetizar neoplasia maligna colorretal. Descreveremos um caso de colite cística profunda localizada no reto e submetida a tratamento cirúrgico, seu acompanhamento pós-operatório e revisão da literatura.
2009
Felício,Felipe Santos,José Mauro dos Oliveira,João Carlos Costa de Lyra Junior,Humberto Fenner Froehner Junior,Ilario Mello Jr,Sergio Campos
Infestação por miíase em prolapso retal: relato de caso e revisão de literatura
INTRODUÇÃO: a miíase é uma afecção causada pela presença de larvas de moscas em órgãos ou tecidos do homem e de outros animais. Sua localização preferida em humanos é na pele, com ocorrências descritas nas cavidades naturais. Seu tratamento é baseado na remoção mecânica das larvas e no desbridamento cirúrgico de tecidos desvitalizados. OBJETIVO: descrição do caso de um paciente com prolapso retal associado à infestação por miíase, discutindo sua incidência, sintomatologia e tratamento. RELATO DO CASO: L.C.S, 36 anos, masculino, com prolapso retal há um ano. Habitante de região rural, com baixo nível sócio-econômico, não possuía banheiros ou qualquer tipo de saneamento básico em sua residência. Ao exame proctológico, evidenciava-se prolapso retal edemaciado, com áreas cavitárias com necrose, secreção purulenta e grande quantidade de larvas de míiase. Realizou-se retirada mecânica das larvas com posterior debridamento cirúrgico. Optou-se pela confecção de uma colostomia em alça do sigmóide, devido à extensa área cruenta com lesão esfincteriana interna. CONCLUSÕES: O acometimento da miíase retal em prolapsos é raro, e deve ser prontamente diagnosticado e tratado. Um simples exame proctológico é fundamental para este fim. Salienta-se a necessidade contínua da educação em saúde, bem como se enfatiza a importância dos hábitos de higiene na população.
2009
Kotze,Paulo Gustavo Martins,Juliana Ferreira Steckert,Juliana Stradiotto Scolaro,Bruno Lorenzo Rocha,Juliana Gonçalves Miranda,Eron Fábio Sartor,Maria Cristina