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Carlos Ribeiro e Oeiras. Razões de uma Homenagem

Carlos Ribeiro (1813-1882) teve, como geólogo e arqueólogo, um intenso e recorrente contacto com o território Oeirense. Ao proceder ao reconhecimento geológico dos arredores da capital, trabalho realizado em diversas ocasiões e que em parte se relacionou com abastecimento de água a Lisboa, trabalhos de que existe registo desde a década de 1850 até à de 1870, cartografou os afloramentos geológicos de diversas épocas que ocupam este tracto de terreno, representados na Carta Geológica de Portugal na escala de 1/500 000, em co-autoria com J. F. Nery Delgado, seu adjunto na Secção dos Trabalhos Geológicos, cuja primeira edição data de 1876, logo seguida de segunda edição, dois anos volvidos. No decurso desses levantamentos geológicos, identificou duas estações arqueológicas de grande relevância no território concelhio: o povoado pré-histórico de Leceia e a necrópole da gruta natural da Ponte da Lage, na margem esquerda da ribeira de Lage, fronteira à povoação do mesmo nome.

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2013

Creators

Cardoso, João Luís

Camilo em seara alheia

O duplo centenário do nascimento do académico Carlos Ribeiro não passou estranhamente despercebido. Coronel, não se terá distinguido na carreira das armas, mas no campo da ciência ganhou renome, como antropólogo, arqueólogo e geólogo.

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2013

Creators

Chorão, João Bigotte

Carlos Ribeiro, a “Breve noticia acerca do terreno quaternário de Portugal”, e a questão do Homem terciário em Portugal

O manuscrito que agora se publica, intitulado “Breve noticia do terreno quaternario de Portugal” encontrava-se até agora inédito, apresentando-se a sua transcrição integral no final deste estudo. Corresponde à segunda parte da monografia publicada por Carlos Ribeiro em 1866, dedicada à caracterização geológica dos, por ele considerados, terrenos quaternários das bacias sedimentares do Tejo e do Sado, incluindo espólios e estações arqueológicas correlativas, sumariamente mencionadas por Carlos Ribeiro, designadamente as produções atribuídas ao Homem terciário, as quais serão adiante abordadas, e os concheiros mesolíticos das ribeiras de Magos e de Muge.

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2013

Creators

Cardoso, João Luís

Carlos Ribeiro e o reconhecimento do Solo Quaternário do vale do Tejo: enquadramento geológico dos concheiros mesolíticos das ribeiras de Magos e de Muge

As questões científicas suscitadas pelas investigações conduzidas por Carlos Ribeiro nos concheiros de Muge, que descobriu e escavou, assumiram um papel de primeira importância na época, não só pela importância excepcional intrínseca das próprias estações, mas também pelos problemas que os resultados obtidos, tanto arqueológicos como antropológicos suscitaram, vindo a ocupar outros investigadores, não menos informados, ao longo de todo o século XX, projectando-se, com outros protagonistas e outras metodologias e recursos, na actualidade.

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2013

Creators

Cardoso, João Luís

Carlos Ribeiro (1813-1882) e o suposto Solo Quaternário

Deixamos aqui exaradas as opiniões e comentários possíveis em face da análise de um documento que de todo não parece ter estado pronto para o prelo. É antes um simples rascunho, sem ordem clara de subdivisões nem critério estabelecido, transcrito de um manuscrito onde nem todas as palavras puderam ser decifradas. De certo modo, corresponde a um desenvolvimento da memória sobre o Solo Quaternário, limitada às bacias hidrográficas do Tejo e Sado.

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2013

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Antunes, Miguel Telles

A obra de Carlos Ribeiro na década de 1857 a 1867 e o problemático abastecimento de agua potável à cidade de Lisboa

Como abastecer de água a cidade de Lisboa? Com água subterrânea de nascente ou com água superficial captada por galerias filtrantes no rio Tejo? A estas e a outras questões relacionadas procurou responder Carlos Ribeiro por incumbência governamental nas décadas de 50 e 60 do século 19. Em 1857, Carlos Ribeiro foi chamado a fazer o reconhecimento geológico e hidrogeológico dos terrenos das vizinhanças de Lisboa, com o objectivo de avaliar as fontes disponíveis para abastecimento à cidade. Desenvolveu um trabalho minucioso e importante, que justificou a sua apresentação à Academia Real das Ciências e a publicação, em secções, nos Annaes das Sciencias e Lettras da mesma Academia, em 1857 e 1858.

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2013

Creators

Simões, Manuela

Os estudos metalogénicos de Carlos Ribeiro: Breves comentários

Ao lado da sua carreira militar vai desenvolvendo uma linha de actividades técnico-científicas ligada ao domínio geo-mineiro. Inicia esta actividade cedo, por 1840. E neste campo, aquele que nos interessa considerar, agora, duas constantes emergem: o intenso trabalho de campo, suportado por conhecimentos de geologia regional imprescindíveis para o adequado enquadramento dos seus estudos e projectos mineiros e a procura de ligação ao conhecimento geo-mineiro internacional já que no país era domínio praticamente por desbravar.

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2013

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Aires-Barros, Luís

Carlos Ribeiro e o Carvão em Portugal

Carlos Ribeiro distinguiu-se sempre como pioneiro em variados domínios: Arqueologia, Hidrogeologia e Geologia Mineira, neste último caso, quer de minas de minérios metálicos, quer de combustíveis fósseis. O presente trabalho respeita, como o seu próprio título indica, aos estudos de Carlos Ribeiro sobre ocorrências de carvão em Portugal.

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2013

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Sousa, M. J. Lemos de Jesus, A. Pinto de Chaminé, H. I. Rodrigues, C. F.

Aspectos do Centro-Norte do Ocidente Peninsular no Final da Idade do Bronze: Povoamento, Metalurgia e Sociedade

O Mundo Baiões/Santa Luzia constitui um dos casos regionais melhor conhecidos do mosaico cultural em que, no Bronze Final, se organiza o espaço peninsular. A implantação da respectiva rede de povoamento representa uma manifesta ruptura com os momentos precedentes bem como o emergir de novas formas de territorialidade. Para além das novas realidades perceptíveis no domínio macro-espacial, também as organizações interiores dos principais sítios de habitat permitem, propor modelos de organização e dinâmica social, onde avulta uma metalurgia própria, conquanto dominantemente de cariz Atlântico na qual, contudo, cedo se detecta um conjunto de importantes influências mediterrânicas. O progresso das últimas décadas no que toca a outras regiões, nomeadamente Beira Interior, Noroeste (Minho-Galiza) e o trabalho recentemente desenvolvido no arqueosítio da Fraga dos Corvos (Macedo de Cavaleiros) configuram um mosaico regional complexo onde avulta a importância social da metalurgia do Bronze como forma preferencial de expressão de poder. Funcionando perifericamente em relação ao interlaçar, a partir do séc. VIII AC, das redes de contacto atlântica e mediterrânica, a vulnerabilidade destes sistemas a alterações nos circuitos de troca de metais levante a questão de como se explica o respectivo colapso/transformação às portas da idade do Ferro.

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2013

Creators

Senna-Martinez, João Carlos de

O povoamento da Beira Interior durante o Bronze Final: evidências, interacção e simbolismos

Neste texto não se pretende apresentar uma síntese exaustiva dos conhecimentos e problemas relativos ao povoamento do Bronze Final da Beira Interior. Selecionaram-se apenas alguns, que serão discutidos ou comentados, com profundidade também distinta.

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2013

Creators

Vilaça, Raquel

Do vale à Montanha, da Montanha ao monte: a ocupação do final da Idade do Bronze no Alentejo Central

Em trabalho recente (MATALOTO, 2012) tivemos o ensejo de efectuar um balanço sobre o estado da investigação do final da Idade do Bronze no Alentejo Central, pelo que em larga medida este artigo será baseado na perspectiva aí apresentada. Contudo, desde 2008, data de redacção daquele original, novos dados vieram alargar a informação disponível permitindo hoje novas leituras e a melhor sustentação de outras, então apenas equacionadas.

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2013

Creators

Mataloto, Rui

O sistema de povoamento do Bronze Final no Baixo Alentejo – Bacia do Guadiana

A região que irá ser objecto de estudo constitui grosso modo o Baixo Alentejo interior. Trata-se de uma peneplanície, atravessada sensivelmente a meio, no sentido norte-sul, pelo rio Guadiana. É este rio, qual espinha dorsal, que estrutura a região. Terá sido, desde sempre, a via de penetração por excelência do litoral para o interior, o elemento que une as duas margens, mas também a barreira que as pode separar, o reservatório de água que dá vida às populações que vivem na sua proximidade. O rio Guadiana e os seus afluentes terão assim constituído factores importantes, quando não o factor principal, para a fixação das comunidades agro-pastoris pré e proto-históricas, designadamente as do Bronze Final, de que nos ocuparemos neste trabalho.

Year

2013

Creators

Soares, António M. Monge

Cronologia absoluta para o Bronze do Sudoeste. Periodização, base de dados, tratamento estatístico

A discussão em torno da sequência cultural e histórica do final das comunidades calcolíticas do sul do território actualmente português deve fazer-se sob dois vectores, nem sempre coincidentes: um, cultural, caracterizado pela evolução das leituras apresentadas pelos diversos autores, pelo menos desde a segunda metade do séc. XX, principalmente a partir da proposta fundadora de H. Schubart; um segundo, claramente derivado do anterior, referente à cronologia, que sofreu enormes transformações. Abordemos, então, inicialmente, a proposta cultural onde, ainda hoje, se continuam a esgrimir dois dos conceitos-chave utilizados na proposta de H. Schubart apresentada no início dos anos 70: “Horizonte de Ferradeira” e “Campaniforme”.

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2013

Creators

Mataloto, Rui Martins, José M. Matos Soares, António M. Monge

O final da Idade do Bronze no Algarve: balanço e resultados da investigação arqueológica

De um modo geral, pode-se afirmar que a informação disponível sobre o final da Idade do Bronze no Algarve se encontra muito dispersa e é bastante desequilibrada, no que respeita à quantidade e qualidade dos dados publicados para cada um dos sítios onde foi reconhecida uma ocupação dessa fase. Com efeito, apesar dos importantes contributos da investigação nos últimos 30 anos, o quadro de referência é ainda bastante pobre, uma vez que se conhecem poucos sítios ocupados durante o Bronze Final e, destes , apenas uma minoria foi alvo de intervenção arqueológica. Este cenário é ainda agravado pelo facto dos resultados de algumas dessas escavações permanecerem, parcial ou totalmente, inéditos. Não obstante, como se verá seguidamente, os parcos dados disponíveis são demonstrativos de um sistema de povoamento que integra diversas formas de ocupação do território.

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2013

Creators

Carlos, Oliveira

O povoado pré-histórico de Leceia (Oeiras): estudo dos utensílios de pedra lascada

O espólio arqueológico recolhido no decurso de vinte anos ininterruptos de trabalhos arqueológicos no povoado pré-histórico de Leceia dirigidos por um de nós (J.L.C.) forneceu uma base documental única no que concerne ao Neolítico Final e ao Calcolítico da Estremadura, realidade bem evidenciada pela indústria de pedra lascada, integrando tipos artefactuais bastante diversificados. Do grande volume de materiais recolhidos serão estudados apenas os utensílios, isto é, os artefactos a que é possível atribuir uma determinada utilização funcional. Procedeu-se ao desenho e à análise da totalidade dos 1146 utensílios recuperados, dos quais 216 utensílios são da Camada 4, 427 são da Camada 3, e 503 são da Camada 2.

Year

2013

Creators

Cardoso, João Luís Martins, Filipe

O campaniforme de Freiria (Cascais)

O sítio de Freiria, correspondente a um pequeno aglomerado populacional, provavelmente um casal agrícola de carácter familiar, ocupado no último quartel do 3.º milénio a.C., deveria articular-se com um sítio de altura, onde se sediaria, no modelo ora proposto, o segmento da sociedade a quem competiria a gestão de um determinado território onde este sítio se situaria, realidade que não se diferenciaria de verificada na mesma região, cerca de mil anos depois, em pleno Bronze Final.

Year

2013

Creators

Cardoso, João Luís Cardoso, Guilherme Encarnação, José d'

A necrópole campaniforme da gruta da Ponte da Lage (Oeiras): estudo dos espólios cerâmicos e metálicos e respectiva cronologia absoluta

A gruta da Ponte da Lage, ou dos Mouros, situa-se em afloramento de calcários duros recifais do Cenomaniano superior (antigo Turoniano) existente na margem esquerda da ribeira da Laje e a pouca distância para montante da ponte que lhe deu o nome, já existente na época da primeira intervenção arqueológica, em 1879, a qual, entretanto, foi reconstruída. Trata-se de uma cavidade cársica, caracterizada por uma galeria estreita e sinuosa, que acaba num pequeno nicho, com o comprimento máximo de aproximadamente 18 metros. A entrada possui forma de ferradura e poderá ter sido afeiçoada, aproximando-se, com efeito, da morfologia das passagens observadas entre os corredores e as câmaras de algumas grutas artificiais, como as da Quinta do Anjo (Palmela).

Year

2013

Creators

Cardoso, João Luís

Las producciones de adorno personal en rocas verdes del SW peninsular: los casos de Leceia, Moita da Ladra y Penha Verde

En este trabajo abordamos, a partir del estudio de unos casos concretos, la problemática de la presencia de los adornos de piedras verdes en la Prehistoria Reciente del SW peninsular. Para ello, hemos realizado una investigación arqueométrica (XRF) de piedras verdes procedentes de varios poblados (Leceia, Moita da Ladra y Penha Verde) que comparamos con las fuentes de aprovisionamiento y minas de variscita de Pico Centeno (Encinasola, Huelva) y Palazuelo de las Cuevas (Zamora) recientemente prospectadas. Los resultados provisionales más destacables, en torno a los que planteamos la discusión, es que durante el III milenio ANE en el Sur peninsular se emplearon diversas materias primas (variscita, moscovita y talco) para la manufactura de elementos de adorno y su inclusión en redes de circulación de “productos exóticos” y otros elementos a escala regional y suprarregional.

Year

2013

Creators

Odriozola, Carlos P. García, Rodrigo Villalobos Boaventura, Rui Sousa, Ana Catarina Martinez-Blanes, J. M. Cardoso, João Luís

O povoado do Bronze Final do Castelo da Amoreira (Odivelas)

O presente trabalho pretende elaborar uma síntese sobre o estado dos conhecimentos em torno deste relevante sítio arqueológico, revendo os dados dos trabalhos arqueológicos efectuados e apresentando algum do espólio mais relevante ali achado, entretanto depositado no Museu Municipal da Quinta do Conventinho (Loures).

Year

2013

Creators

Boaventura, Rui Pimenta, João Valles, Edgar