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Infra-estrutura e projeto urbano

A hipótese que conduz o trabalho atribui às infra-estruturas uma progressiva importância na estruturação e qualificação espacial das cidades cada vez mais cambiantes, ao constituírem as estruturas físicas e as funções urbanas e metropolitanas de maior permanência. Na primeira parte da tese, são avaliadas as infra-estruturas de menor porte, compostas pela parte capilar das redes urbanas, como avenidas de pequena importância viária, ruas, praças e demais logradouros menores, que configuram o espaço do convívio público enquanto estrutura espacial e arcabouço simbólico da escala local. A segunda parte é dedicada às infraestruturas de maior porte, constituídas pela rede dos principais fluxos metropolitanos, as quais, ao mesmo tempo em que promovem articulações funcionais de grande distância, são, em geral, conflitantes com o espaço urbano local por onde passam e fatores da sua desestruturação. O trabalho defende que as grandes infra-estruturas, quando se tornam objeto de preocupações urbanísticas e incorporam critérios além daqueles funcionais e específicos dos respectivos sistemas, podem adquirir condição similar às das pequenas infra-estruturas, estabelecendo intensa relação com sua vizinhança. Nesta condição, desempenham papel relevante na qualificação espacial dos arredores e contribuem para a construção de espaços de convívio adequados, física e simbolicamente, em ambas as escalas: a urbana e a metropolitana.

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2022-12-06T14:53:25Z

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Milton Liebentritt de Almeida Braga

De Uruk à Villa Hadriana: contribuição ao estudo da urbanização na antigüidade

Este trabalho condensa extensa pesquisa dos processos de constituição arquitetônica e urbanística da Antigüidade, sustentando a tese de que é possível estabelecer um quadro geral do processo de urbanização da Antigüidade com base no estudo dos ambientes construídos de uso coletivo. Por quadro geral entendemos o produto da decisão metodológica de adoção de parâmetros de longa duração e larga extensão para os ambientes construídos de uso coletivo, a saber do 3º milênio ªC. ao VII d.C., na região da Afreurásia. Propõe, com base em tal recorte metodológico original, reler o mundo clássico em uma perspectiva mais próxima dos sentidos que os homens daquele tempo compartilhavam, com o amparo de testemunhos de época e de resgates arqueológicos, evitando distorções de projeção teleológica e contribuindo para a superação do olhar eurocêntrico dos estudos clássicos de urbanização. O procedimento adotado permitiu o estabelecimento de alguns contrastes críticos sobre os conjuntos urbanos daquele período, entre as concepções daquele universo e as do presente, propiciando novos enfoques para as discussões de hierarquização e transição entre espaços públicos e privados.

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2022-12-06T14:53:25Z

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Antonio Celso Xavier de Oliveira

Impacto da altura de edifícios nas condições de ventilação natural do meio urbano

Esta pesquisa teve como objetivo verificar a alteração do campo de vento na área de estudo, decorrente da alteração de gabarito quanto à ventilação natural, e avaliar o impacto nas condições de conforto dos pedestres. A verificação das condições de ventilação natural nas cidades, com estudos em modelos, auxilia na elaboração de projetos arquitetônicos, ou de planejamento, possibilitando uma análise da influência do efeito do vento em determinados locais da área em análise. O objeto de estudo da tese é a relação entre a alteração de gabarito (altura dos edifícios) e as mudanças ocasionadas na ventilação natural em espaços urbanos na área entre o Canal 1 e 2 (Bairro Pompéia) na cidade de Santos/SP. Partiu-se da hipótese que a ventilação natural em áreas urbanas depende da altura dos edifícios, da direção e velocidade dos ventos. Foi utilizado método experimental com simulação da configuração urbana em túnel de vento, medidas in loco para a verificação das condições climáticas, simulação com software CFD (Computer Fluids Dynamics) e a aplicação de um índice de neutralidade térmica. Trata-se de uma tese de caráter experimental e exploratório, onde os métodos utilizados demonstraram ser aplicáveis para o entendimento das condições de ventilação natural em meio urbano.

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2022-12-06T14:53:25Z

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Alessandra Rodrigues Prata

Olhar (-se): pela poética na arquitetura

Trata-se de trabalho realizado por uma arquiteta e professora de projeto que pretende mostrar a importância da observação direta das poéticas dos arquitetos, tanto para a produção da arquitetura quanto para sua teoria e seu ensino. Ele se baseia na idéia de uma separação entre os campos da história, da crítica e da teoria da arquitetura, esta não tendo um caráter valorativo, mas sendo vista como um catalisador da produção. Nessa posição de frente, a teoria necessariamente passa a necessitar das poéticas dos próprios arquitetos o lugar onde a invenção ocorre. A valorização das poéticas também se explica pela crise por que passa o pensamento racionalista em todas as disciplinas, a qual permite o aparecimento do pluralismo de idéias e o afrouxamento da dicotomia subjetividade/objetividade. Essas poéticas, embora revelem idéias e conceitos particulares, forjam permanentemente uma teoria mais geral, através do diálogo com outras poéticas, a crítica e a história. Para isso ela analisou seus próprios projetos realizados entre 1970 e 1990 e entrevistas e projetos de outros arquitetos publicados de 1990 até o momento.

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2022-12-06T14:53:25Z

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Maria Luiza Corrêa

Operações urbanas em São Paulo: interesse público ou construção especulativa do lugar

O instrumento das operações urbanas foi definido pela lei federal brasileira do Estatuto da Cidade como instrumento de política urbana que permite à administração pública municipal, através de parcerias com o setor privado, realizar transformações estruturais em setores territoriais definidos, com recursos provenientes do setor privado. Em São Paulo, as operações urbanas foram propostas como instrumento de planejamento urbano em projeto de plano diretor elaborado em 1985, iniciando-se a partir daí uma trajetória que incluiu diferentes interpretações e formas de aplicação. O trabalho aqui apresentado reconstitui essa trajetória desde as primeiras concepções do instrumento até o ano de 2000, ou seja, o período que compreende suas primeiras formulações e que antecede a promulgação do Estatuto da Cidade. Foram comparadas e analisadas as cinco operações urbanas formuladas nesse período, colocando-as em relação a três processos articulados: urbanização, imobiliário e institucional. Com fundamento nas análises realizadas, argumenta-se que as operações urbanas tal como foram desenvolvidas em São Paulo nesse período, subordinaram-se à lógica do empreendedorismo imobiliário, contribuindo para processos de construção especulativa do lugar. Para que as operações urbanas desempenhem papel ativo como instrumento de políticas públicas voltado para uma cidade mais justa e menos desigual será preciso alterar as próprias bases constitutivas e os processos operativos das parcerias público-privado, em sua concepção e em sua origem.

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2022-12-06T14:53:25Z

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Luiz Guilherme Rivera de Castro

Transformações urbanas: atos, normas, decretos, leis na administração da cidade Porto Alegre 1937 / 1961

Este trabalho enfoca a cidade de Porto Alegre no período de 1937 a 1961,reconstruindo no tempo a produção das idéias e práticas do urbanismo desenvolvidos no âmbito das administrações municipais da cidade. O ponto central é a produção do conjunto de dispositivos legais que vão sendo produzidos como instrumentos de ordenação e controle da produção do espaço urbano, público e privado. Mostra-se como esses instrumentos vão sendo idealizados relacionados às idéias difundidas nos meios técnicos e políticos locais a cada tempo. Procura-se identificar a origem dessas idéias sobre a cidade e o urbanismo a partir do discurso e das práticas adotadas pelos especialistas e pelos dirigentes a cada período. Privilegia-se a avaliação daqueles instrumentos que vão determinar o controle da altura das edificações e, portanto vão influir no processo de verticalização da cidade. As avaliações são procedidas dentro de um campo contextualizado, identificando-se a cidade especialmente, no âmbito políticoadministrativo, meio no qual vai sendo produzido o instrumental jurídico analisado.

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2022-12-06T14:53:25Z

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Maria Soares de Almeida

Parques públicos municipais de São Paulo: a ação da municipalidade no provimento de áreas verdes de recreação

A ação da municipalidade de São Paulo no provimento de áreas verdes de recreação foi investigada desde o final do século XIX, quando se criou um órgão administrativo específico para tratar das áreas verdes municipais, até os dias de hoje. Este intervalo de tempo foi subdividido em períodos marcados por mudanças na organização, nas atribuições e na produção deste órgão e também por mudanças nos hábitos e nas necessidades de lazer da população. A análise se deu em torno de quatro variáveis, tratadas sistematicamente em cada período, quais sejam: as formas de lazer nas áreas verdes da cidade; a organização administrativa para atender às demandas por áreas verdes de lazer; a produção de áreas verdes pelo poder municipal; planos e projetos de áreas verdes de recreação. Para analisar o desempenho da Prefeitura no período mais recente, fizeram-se entrevistas com os freqüentadores de oito parques municipais: Aclimação, Anhanguera, Carmo, Guarapiranga, Ibirapuera, Luz, Piqueri e Previdência. Concluiu-se que o provimento de áreas verdes de lazer pela Prefeitura se deu de maneira irregular, sem planejamento e por decisões que escapavam ao controle do órgão administrativo competente. Viu-se também que a maior parte da produção dos projetos se deu distanciada dos debates programáticos e estéticos contemporâneos a cada período considerado. A pesquisa de campo realizada com os freqüentadores dos oito parques selecionados mostrou a importância que a maior parte deles atribui aos valores paisagístico-ambientais dos parques, revelando ao mesmo tempo que a falta de cuidado com o ambiente do parque como um todo, as falhas de manutenção de espaços ou equipamentos específicos e a falta de segurança, são os aspectos que mais os incomodam nos parques municipais.

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2022-12-06T14:53:25Z

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Vladimir Bartalini

A gestão integrada de Bacias Hidrográficas: a abertura de uma oportunidade para o desenvolvimento sustentável do Alto Paranapanema

A metodologia da tese e a discussão da hipótese aventada. A situação dos Re-cursos Hídricos de maneira global. A água como recurso natural renovável e a situação da água no mundo atual. Considerações sob o uso dos recursos hídri-cos no Brasil e a caracterização dos impactos sobre esses recursos. Os concei-tos chaves mais importantes para a definição de Gestão: o conceito de desen-volvimento sustentável e o de gerenciamento integrado dos recursos hídricos. A gestão integrada dos recursos hídricos vista por meio do conceito de bacias hi-drográficas. A bacia como unidade de análise, planejamento e gerenciamento. A experiência dos comitês no exterior, casos de exemplos de comitês europeus e latino americanos. Os aspectos institucionais e legais da gestão dos recursos hídricos e dos comitês de bacia no Brasil. A construção dos sistemas estaduais de Recursos Hídricos, especialmente sobre a construção do sistema paulista de recursos hídricos e a estruturação dos comitês de bacia. A regionalização do Estado de São Paulo sob a nova regionalização ambiental.A caracterização da bacias hidrográficas do Rio Paraná e do Rio Paranapanema e, mais especifica-mente, a caracterização geral da Bacia Hidrográfica do Alto Paranapanema. O desenvolvimento da metodologia utilizada na pesquisa qualitativa. As interfaces setoriais dos recursos hídricos na Bacia do Alto Paranapanema com outros seto-res e a sua hierarquização. Um balanço da gestão do Comitê do Alto Parana-panema. Uma avaliação qualitativa, detalhando a metodologia de avaliação empregada e a definição dos indicadores básicos. Os indicadores básicos e as escalas de avaliação. As ações aprovadas no Comitê do Alto Paranapanema, contidas em Atas do Comitê entre 1996-2004. A avaliação das deliberações aprovadas em Atas e os projetos enviados ao Fehidro por este Comitê. Uma avaliação qualitativa dos projetos indicados ao Fehidro pelo Comitê da Bacia do Alto Paranapanema e a calibragem das escalas utilizadas na avaliação, a síntese da avaliação da pesquisa realizada. Uma avaliação conclusiva da contribuição do Comitê para a gestão integrada da Bacia Hidrográfica do Alto Paranapa-nema

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2022-12-06T14:53:25Z

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José Flávio Cury

Qualidade ambiental nos espaços livres de áreas verticalizadas da cidade de São Paulo\".

Este trabalho versa sobre a verticalização em São Paulo e seus impactos sobre a qualidade ambiental dos espaços livres. Parte-se do pressuposto de que a não compreensão, por parte do corpo técnico e da população em geral, dos problemas resultantes da verticalização (tais como: sombreamentos, canalização de ventos, alteração da umidade do ar, maior aquecimento e agravamento da poluição) piora a qualidade ambiental dos espaços livres. No corpo do trabalho são introduzidos os procedimentos básicos para o aprimoramento da qualidade ambiental, que devem ser conhecidos e aplicados normalmente no projeto dos espaços livres. Os espaços livres públicos, como as vias, praças e parques, assim como os espaços privados, que são os espaços livres existentes nos lotes, em torno das edificações; têm perdido sua habitabilidade em conseqüência da verticalização e do adensamento urbano, mesmo com a aplicação da atual legislação de uso e ocupação do solo. Implantada em 1972, ela gera espaços livres mais generosos do que anteriormente, com a obrigatoriedade de novos recuos e menores taxas de ocupação. Esta legislação ao determinar espaços livres um pouco maiores, cria condições para que os incorporadores agreguem, aos seus empreendimentos, equipamentos para o lazer, mesmo que essas áreas sejam ambientalmente inadequadas. A qualidade ambiental resultante é analisada sob o aspecto perceptivo-sensorial, considerando-se a influência que o Meio Urbano Verticalizado (malha viária, espaços livres, quadras, lotes e edificações) tem sobre as variáveis ambientais do Meio Natural (radiação solar, ar, água, solo, vegetação e fauna). As variáveis ambientais são analisadas em cinco regiões com bairros densamente verticalizados: a) Centro: Higienópolis; b) Norte: Freguesia do Ó; c) Sul: Moema; d) Leste: Vila Gomes Cardim; e) Oeste: Perdizes. Como resultado, são apresentadas recomendações, implementáveis no processo de projeto, para melhorar a qualidade ambiental nos espaços livres urbanos de áreas verticalizadas.

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2022-12-06T14:53:25Z

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Manuel Francisco Navarro Moreno

A prática profissional do arquiteto em discussão

O objetivo dessa tese é analisar a prática profissional do arquiteto e a relação que a produção do projeto arquitetônico, entendido como expressão da arte e da técnica, estabelece com o mercado. O objeto analisado é constituído por depoimentos e entrevistas de 206 arquitetos selecionados em 91 exemplares da Revista AU Arquitetura e Urbanismo, no período de 1985 a 2000. Esse período é particularmente significativo porque nesses quinze anos são observadas mudanças como a intensificação do fenômeno social, econômico e político denominado globalização e a difusão da informática, alterando a produção do projeto; no plano político nacional significa o término do período militar. A hipótese norteadora desta pesquisa é que a tensão entre arte, técnica e mercado, observada na prática profissional do arquiteto desde o Renascimento, se intensifica nesse contexto.

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2022-12-06T14:53:25Z

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Francisco Segnini Junior

"Desenho e uso do espaço habitável do apartamento metropolitano na virada do século 21: um olhar sobre o tipo "dois-dormitórios" na cidade de São Paulo"

Partindo-se da hipótese da necessidade de haver uma relação entre o atual projeto de moradia e os hábitos domésticos contemporâneos, o objetivo deste trabalho é investigar o projeto de espaços habitáveis de apartamentos em São Paulo, avaliando-se a compatibilidade entre sua configuração tipológica e as transformações do uso da habitação, ocorridas nas últimas décadas do século 20 – aqui observadas a dinâmica e contínua alteração tipológica dos arranjos familiares e a invasão de novas tecnologias ao espaço doméstico. Constituindo-se uma tentativa de colaboração para o repensar do habitar metropolitano contemporâneo, esta dissertação está estruturada em quatro capítulos. O primeiro constitui-se de uma ambientação histórica do processo de modernização da indústria brasileira, englobando o início da cultura de habitar apartamentos na cidade de São Paulo, até a cristalização desse hábito, nas últimas décadas do século 20. Estabelece-se aí um paralelo entre a relação do usuário com sua moradia e a introdução de progressos tecnológicos no cotidiano doméstico. No segundo capítulo visitam-se as transformações dos modos de vida contemporâneos, dadas em função tanto das mudanças dos grupos domésticos, as quais passaram a alterar o conceito tradicional de família nuclear, quanto da invasão de novas tecnologias ao ambiente doméstico. O terceiro capítulo – etapa essencial deste trabalho – constitui-se do estudo de plantas de apartamentos de dois dormitórios lançados na Região Metroplitana de São Paulo nas décadas de 1980 e 1990 e do estudo de caso de apartamentos de dois dormitórios de um edifício situado na cidade de São Paulo, com a análise dos espaços habitados e dos diversos usos a eles atribuídos. Partindo-se do quarto capítulo, no qual se estabelecem reflexões sobre novas tendências de desenhos para o modelo do espaço habitável, este voltado à contemporaneidade urbana, estabelecem-se duas constatações básicas: Por um lado, diante das transformações dos grupos domésticos e do largo uso de novos aparatos tecnológicos no espaço da habitação, a produção de apartamentos do final do século 20 apresenta-se em descompasso com a diversidade dos novos modos de morar adquiridos, caracterizando-se por certa morosidade quanto ao surgimento de novas propostas que contemplem a variedade de perfis dos atuais grupos de usuários urbanos. Por outro lado, é definida como apenas relativa a contemporaneidade identificada no uso dos apartamentos, uma vez que antigas tradições ainda permanecem na produção do ambiente doméstico, não tendo sido totalmente substituídas pelos novos modos de viver contemporâneos.

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2022-12-06T14:53:25Z

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Érica Negreiros de Camargo

Arquitetura hospitalar: projetos ambientalmente sustentáveis, conforto e qualidade. Proposta de um instrumento de avaliação

A partir da análise dos conceitos de sustentabilidade, de arquitetura hospitalar, de conforto e qualidade, é constatada a importância da preocupação que projetos hospitalares devam ter, desde o início, com os recursos naturais e a sua adequação ao meio ambiente. Através de uma Avaliação Pós-Ocupação do Hospital Universitário de Londrina é verificado que os principais problemas detectados pelos usuários - problemas esses responsáveis pela sua insatisfação na avaliação dos ambientes - são aqueles que estão diretamente relacionados ao projeto e a sua inadequação ao local. É proposto um instrumento de avaliação, um guia que pode ser utilizado por arquitetos durante a elaboração de projetos hospitalares, na avaliação de projetos prontos e de edifícios construídos e em uso, capaz de verificar o comprometimento do projeto sob os aspectos ambientais, de conforto e qualidade, funcionais, construtivos e estéticos.

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2022-12-06T14:53:25Z

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Ana Virginia Carvalhaes de Faria Sampaio

A relação da sala de cinema e o espaço urbano em São Paulo: do provinciano ao cosmopolita.

Para analisar a evolução da relação das salas de cinema com o espaço urbano em São Paulo, esta pesquisa pressupõe que tal vinculação entre o edificado (sua arquitetura) e a situação em que está inserido (o urbano) remete a uma idéia de cidade. O estudo busca apurar os diferentes papéis das salas de cinema no espaço urbano. Aprecia inicialmente a passagem da exibição móvel para a fixa, edificada, e posteriormente traça os vários papéis das salas de cinema à medida que dispersam e se diferenciam, sempre discorrendo sobre as alterações na relação do urbano com as salas. Nesta trajetória, podemos observar que sua localização antes em lugares de chão batido, improvisados, quase fora da cidade passa a fazer parte de projetos e planos para a metrópole, alcançando assim o papel privilegiado que o cinema adquiriria no novo modo de vida cosmopolita. Ao examinar tal relação, esse trabalho mostra que salas de cinema são freqüentemente projetadas e situadas não apenas para atender a uma necessidade urbana, mas para criar um cenário urbano. No caso de São Paulo, parecem às vezes (principalmente entre 1900 e 1930) satisfazer a um desejo de cenário urbano que simbolizasse progresso e civilização, distanciando-se do rural; em outros momentos (especialmente de 1930 a 1960), representavam um espaço urbano que buscava se distinguir não mais do campo, mas da cidade provinciana, no processo de construção de um modo de vida cosmopolita.

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2022-12-06T14:53:25Z

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Paula Freire Santoro

Desenho urbano e bairros centrais de São Paulo: um estudo sobre a formação e transformação do Brás, Bom Retiro e Pari

Este trabalho analisa um setor urbano de São Paulo que é formado pelo anel de bairros que envolve o núcleo central da cidade. Seu objetivo é identificar como a espacialidade dos bairros centrais foi definida e para isso foram investigados os agentes e fenômenos que regeram a formação desse setor urbano e como se assemelharam ou diferenciaram dentro do processo de urbanização da cidade. Foram focalizados três distritos em particular, o Brás, o Bom Retiro e o Parí, que reúnem uma série de bairros cuja estruturação reporta a própria estruturação da cidade. Buscou-se compreender as condicionantes que definiram as características da morfologia urbana dos bairros mencionados e as mudanças ocorridas nessas áreas, que se constituíram no primeiro locus da industrialização da cidade, e que também abrigaram funções habitacionais e comerciais diversificadas. A análise aborda a implantação da infra-estrutura de transportes na cidade, considerando-a junto com a normatização do uso do solo, as principais componentes da estruturação espacial dos bairros centrais até a década de 1940. A partir desse período, outros processos interferiram no arranjo desse setor urbano, provocando ao mesmo tempo, a permanência das suas características morfológicas e funcionais e uma crescente sub-utilização para fins habitacionais. O trabalho foi organizado em três escalas de abrangência para o estudo das questões relativas ao tema: . Escala da cidade envolvendo a macro-configuração, a estruturação dos bairros centrais e as interfaces existentes no arranjo intra-urbano entre os bairros e entre o núcleo central. Relação das políticas públicas com os aspectos ligados à infra-estrutura, ao parcelamento e à edificação. Análise das características funcionais e morfológicas gerais e tendências recentes de transformação. . Escala dos bairros caracterização dos bairros centrais presentes nos distritos Brás, Bom Retiro e Parí. Delimitação dos setores e sub-setores, estudo das características funcionais e morfológicas. Planos e projetos incidentes e articulação com as propostas de requalificação física-ambiental. . Escala local estudo de alternativas e cenários para o desenho urbano local, relacionando as propostas urbanísticas formuladas para essas áreas e hipóteses de desenho urbano para espaços nesses bairros.

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2022-12-06T14:53:25Z

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Decio Amadio

Modernidade e assimetrias na paisagem: a fragmentação de ecossistemas naturais e humanos na baía noroeste de Vitória - ES

O espaço moderno produz segundo uma lógica de simultaneidade paisagens contrastantes e com caracteríscas de ocupação distintas. A cidade de Vitória revela uma paisagem de dimensão singular e plural, de natureza fragmentada: a paisagem da região nordeste, correspondente à orla marítima, expressa a riqueza e os signos da cidade global, criando assim, uma condição antagônica à paisagem da região noroeste, cujos ecossistemas naturais e humanos coexistem precariamente. Essas assimetrias espaciais representam um processo dialético de inclusão e exclusão social inerentes à modernidade. A pesquisa teve por objetivo analisar a paisagem da Baía Noroeste no âmbito do município, buscando compreender os processos sociais e espaciais cumulativos que impuseram profundas transformações à sua base natural e sócio-espacial, considerando os seguintes aspectos: os impactos e correspondências que se estabelecem entre as regiões - nordeste e noroeste - a partir da instauração do capital industrial e da solicitação de um espaço compatível com a modernização; a forma como a região da Baía Noroeste se integra à produção e à gestão empresarial do município; os desafios e expectativas que se apresentam para a paisagem e a comunidade da Ilha das Caieiras a partir de sua inserção no Pólo Turístico; e por fim, a discussão da importância da participação da população na preservação do ecossistema manguezal como elemento estruturador da paisagem, da identidade e da cultura urbana capixaba. Desse modo, pretende-se uma nova abordagem sobre a paisagem do lugar, mostrando que a globalização se configura, não pela ausência de referenciais locais, mas por um excesso de representações ideológicas materializadas no cotidiano que redefinem seu conteúdo. E nesse contexto, mostrar que, a articulação do espaço econômico inclui o político, não apenas como externalidade, mas como estruturante na conformação da paisagem.

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2022-12-06T14:53:25Z

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Isabella Batalha Muniz Barbosa

A gestão local na reabilitação urbana de áreas centrais: os casos de Lisboa e São Paulo

Esta dissertação apresenta e analisa as experiências realizadas em São Paulo e Lisboa com reabilitação urbana de suas áreas centrais, degradadas fisicamente e habitadas por população provida de escassos recursos econômicos, com o objetivo de apontar aspectos limitantes e outros bem sucedidos na gestão do processo de reabilitação, do ponto de vista institucional e operacional de sua implementação pelos governos municipais. Resguardadas as especificidades dessas duas realidades abordadas, a dissertação destaca as similaridades referentes ao papel desempenhado pela dimensão habitacional como força motriz alavancando o processo da reabilitação, suas premissas, e a concepção de escritórios de base geográfica (GTL em Lisboa e EA em São Paulo), enquanto extensão do poder público municipal para coordenar a reabilitação. Assinala a importância do suporte político e social e a adoção de um modelo institucional alternativo, por meio desses escritórios, que viabilize a instauração de um processo participativo e integrado no planejamento e na gestão da reabilitação urbana, buscando na experiência portuguesa elementos para reflexão sobre a insipiente experiência brasileira.

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2022-12-06T14:53:25Z

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Paula Wernecke Padovani

Arquitetura para educação: escolas públicas na cidade de São Paulo (1934-1962)

Este trabalho tem como objeto de estudo a arquitetura das escolas públicas, construídas na cidade de São Paulo, entre 1934 e 1962, a qual é analisada de duas maneiras distintas: uma geral e uma específica. A análise geral identificou uma maneira de projetar que impregna todos os projetos, com exceção dos últimos, do período escolhido. Nesse sentido, a arquitetura daquelas escolas teve como uma das referências principais os conhecimentos técnicos, científicos e pedagógicos como base fundamental para a definição dos seus espaços internos e para sua organização volumétrica. Ao final da década de 1950 e início da década de 1960 desaparecem totalmente os referenciais científicos e parte dos referenciais técnicos, restando os referenciais pedagógicos e construtivos. A análise específica permitiu identificar cinco tipos de soluções arquitetônicas: a concepção por extrusão (1934-1947), a composição aditiva de volumes especializados (1948-1958), a concepção de um volume gerado pela seqüência de pórticos aparentes em concreto armado (1959-1961), a concepção por sobreposição de planos estruturais e planos de vedação (1962) e as soluções emergenciais, que foram as escolas sem arquitetura e as construções temporárias (1954-1959). Essa classificação ao longo da história da arquitetura de escolas públicas na cidade possibilitou visualizar os elos que elas possuem em comum, até o final da década de 1950. Nesse momento, encerrando a periodização histórica adotada, ocorre uma série de mudanças na maneira pela qual o poder público (Estado e Município) exerce sua capacidade de ampliar a rede física da educação pública na cidade, contribuindo para a alternância de concepções arquitetônicas para os projetos de escolas.

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2022-12-06T14:53:25Z

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Mário Henrique de Castro Caldeira

Ubatuba - SP: urbanização, paisagem e meio ambiente

Este é um trabalho que mostra um processo de modificação na paisagem e meio-ambiente de uma área litorânea, notado no decorrer das últimas décadas, por sucessivas ações antrópicas sobre o meio natural, sobretudo as que dizem respeito aos procedimentos de urbanização. Trata-se da área correspondente ao Município de Ubatuba, inserida na região do Litoral Norte do Estado de São Paulo, que apresenta dentro de seus limites territoriais um recorte significativo, para a elaboração de um estudo dessa natureza, principalmente: por estabelecer um trecho preciso de Zona Costeira quanto à sua delimitação; por ser uma área ambientalmente sensível ao manejo em geral, mas sobretudo aos processos de ocupação; por apresentar um quadro natural diversificado, seja pela beleza cênica e riqueza de sua paisagem, seja pela complexidade e biodiversidade de seus ecossistemas; por ser um pólo de atração turística (estância balneária), que demanda conservação da qualidade do ambiente, principalmente nos períodos de alta estação; por estar sujeita a um processo de especulação imobiliária, dada a grande procura por segundas residências; enfim, por apresentar atualmente um perfil urbanístico de grandes contrastes, alternando situações extremamente processadas a outras muito pouco (ou nada) processadas. Parte-se do pressuposto de que a terra litorânea tem sido explorada ao máximo e sem planejamento adequado, em função de uma indústria turístico/imobiliária, que só tem como expectativa os lucros imediatos, e estabelece práticas de um urbanismo padronizado através do uso de velhas fórmulas, acarretando sérios danos à paisagem e ao meio ambiente. Sob este prisma, tem-se como objetivo mostrar, através de estudos comparativos, os impactos da urbanização sobre o meio natural (paisagem/meio ambiente) e os procedimentos urbanísticos do município, na última década, visando a um posicionamento ético/crítico sobre uma situação já estabelecida e/ou em estabelecimento, segundo a óptica de um arquiteto e urbanista, que busca alternativas para um manejo sustentável, quanto ao desenvolvimento urbano (incorporando o elemento natural, a conservação da paisagem e a manutenção da dinâmica ambiental). O trabalho está dividido em três partes, a saber: 1 - ASPECTOS DA PAISAGEM REGIONAL E MAIS ALGUNS CONCEITOS. Expõe-se uma vista global, sobre a inserção da área de estudo em relação à região (Litoral Norte), levantando alguns pressupostos, conceitos iniciais, e aspectos da paisagem regional como: o processo de ocupação, a política de desenvolvimento, e o quadro de modificações nas últimas décadas. 2 - A ÁREA DE ESTUDO: UBATUBA-SP. Apresenta-se um quadro descritivo sobre a área de estudo (Município de Ubatuba), enfocando aspectos urbanísticos, paisagísticos e ambientais, tendo como base o desenvolvimento, as modificações notadas nas últimas décadas e a situação geral atual, além de alguns outros questionamentos. 3 - ESTUDO DE CASOS E CONCLUSÕES. Trata-se de um levantamento analítico de todas as áreas urbanizadas do município, caso a caso, padronizando-as de modo a possibilitar a leitura comparativa, objeto e foco principal desse trabalho. Ao final deste estudo, apresentam-se algumas conclusões. Este é um trabalho que visa a abrir caminho para as novas discussões sobre velhos e novos processos e modelos de ocupação, bem como de seus respectivos impactos, seja na Paisagem, seja no Meio Ambiente.

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2022-12-06T14:53:25Z

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Omar de Almeida Cardoso

Princípios de Arquitetura Moderna na obra de Oswaldo Arthur Bratke

O trabalho analisa a produção do arquiteto paulista Oswaldo Arthur Bratke segundo os princípios da arquitetura moderna, com o objetivo de demonstrar sua fidelidade a esse movimento. A primeira parte apresenta as idéias modernas iniciais, identifica os princípios sob os quais se desenvolveu a produção arquitetônica moderna, confere sua adaptação na América, com destaque a um desdobramento exemplar, o programa Case Study House, dada sua estreita relação com a produção de Bratke. Analisa a introdução da arquitetura moderna no Brasil e as particularidades do seu desenvolvimento. A Segunda parte do trabalho analisa a obra do arquiteto através dos princípios levantados. Bratke foi um dos profissionais mais produtivos na cidade de São Paulo, tendo desenvolvido mais de 1500 projetos, de elementos construtivos a cidades, entre as décadas de 30 a 60. Seu início foi à frente de uma construtora, onde desenvolveu o racionalismo construtivo por meio da experimentação de estilos variados e foi incorporando paulatinamente os princípios da nova arquitetura. A partir de 1942, passou a dedicar-se exclusivamente ao projeto, produzindo uma arquitetura funcional, caracterizada pela simplicidade formal, elaborada com rigor, segundos os princípios modernos. Sua produção coincide com a introdução e o desenvolvimento da arquitetura moderna no país e sua análise permite resgatar seus paradigmas, dilemas, certezas e confrontos, o que a torna absolutamente adequada à discussão dos princípios da arquitetura moderna.

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2022-12-06T14:53:25Z

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Monica Junqueira de Camargo

Da Califórnia a São Paulo: referências norte americanas na casa moderna paulista 1945-1960

Da Califórnia a São Paulo é um estudo da casa paulista moderna, situando-a em relação à arquitetura norte-americana, especialmente a que teve origem na Costa Oeste. A conexão entre os projetos de São Paulo e as inovações surgidas na Califórnia, propagadas pelo mundo afora ao fim da Segunda Guerra, é uma vertente ainda não abordada. Ela pode ajudar a reconhecer os princípios que estimularam certas modificações na tipologia da casa paulista. No estudo da relação entre a casa moderna paulista e a americana convergem três referências simultâneas. Além da Califórnia, com seu programa das Case Study Houses, é preciso considerar a obra de Marcel Breuer, na Costa Leste, e a Escola de Sarasota, na Florida, representada por Paul Rudolph e Ralph Twitchell. A casa torna-se o centro das atenções nos Estados Unidos do Segundo Pós-guerra. Em São Paulo, cidade aberta às diversas tendências internacionais, o exemplo americano é acompanhado com atenção. A modernização torna-se sinônimo de americanização.

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2022-12-06T14:53:25Z

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Adriana Marta Irigoyen de Touceda