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Pimentas do gênero Capsicum cultivadas em Roraima, Amazônia Brasileira. I. Espécies domesticadas
Foram inventariadas as pimentas domesticadas do gênero Capsicum que são cultivadas no Estado de Roraima, extremo norte da Amazônia brasileira. O levantamento foi realizado em comunidades indígenas e não indígenas. Dos 163 acessos registrados, C. chinense Jacq. (76,7%) foi a espécie com o maior número, seguida de C. frutescens L. (9,8%), C. annuum L. (8,0%) e C. baccatum v. pendulum Wild. (5,5%). As formas de fruto mais encontradas foram "alongada" (42,9%) e "ovalada" (27,0%). C. chinense apresentou a maior diversidade de formas enquanto que as demais estavam concentradas na forma "alongada". A cor predominante dos frutos maduros foi a vermelha (64,4%). Isoladamente, C. chinense foi melhor distribuída entre as cores básicas amarela (44,8%) e vermelha (55,2%), independente das diferentes tonalidades assumidas por cada acesso (alaranjado, vermelho-escuro, etc). O nível de pungência sensorial com maior número de registros foi o "alto" (62,6%), seguido do "médio" (16,0%), "baixo" (15,3%) e "muito alto" (6,1%). Dos 105 acessos de coloração vermelha, 67,6% possuía pungência "alta" ou "muito alta". C. chinense do tipo "murupi" e "olho-de-peixe", juntamente com "malagueta" (C. frutescens) são os morfotipos mais tradicionalmente consumidos entre as comunidades indígenas locais.
2022-12-06T14:40:28Z
BARBOSA,Reinaldo Imbrozio LUZ,Francisco Joaci Freitas NASCIMENTO FILHO,Herundino Ribeiro do MADURO,Cice Batalha
Tolerância de leguminosas de cobertura do solo a Herbicidas
São poucas as pesquisas de tolerância de leguminosas de cobertura do solo a herbicidas visando selecionar produtos que sejam seletivos a estas plantas e que apresentem controle satisfatório das plantas daninhas. Com o objetivo avaliar a tolerância de quatro leguminosas a herbicidas, instalou-se um experimento em condições de casa-de-vegetação. As leguminosas foram plantadas em sacos plásticos de dois litros, contendo substrato homogeneizado com duas sementes das leguminosas Pueraria phaseoloides, Desmodium ovalifolium, Mucuna aterrima e Mucuna cochinchinensis. Os herbicidas aplicados foram 2,4-DB, em pós-emergência, e alachlor, imazaquin e pendimethalin em pré-emergência. O delineamento experimental foi inteiramente ao acaso, em esquema fatorial de 4x4x5x4 com quatro espécies de leguminosas, quatro herbicidas e cinco doses de cada herbicida, respectivamente, repetidos quatro vezes. Aos trinta e seis dias após o plantio a Pueraria phaseoloides mostrou-se tolerante aos herbicidas alachlor e imazaquin e suscetível ao 2,4-DB e pendimethalin. O Desmodium ovalifolium foi suscetível aos herbicidas nas doses usadas, exceto o alachlor. A Mucuna aterrima apresentou tolerância ao alachlor, imazaquin e pendimethalin e foi suscetível ao 2,4-DB. Os herbicidas alachlor e imazaquin não foram fítotóxicos à Mucuna cochinchinensis, enquanto 2,4-DB e pendimethalin causaram severas injúrias.
2022-12-06T14:40:28Z
SILVA,José Ferreira da BUENO,Carlos Roberto
Leptolejeunea e Rhaphidolejeunea (Lejeuneaceae) na estação científica Ferreira Penna, Pará, Brasil
Em um inventário da família Lejeuneaceae (Hepaticae) na Estação Científica Ferreira Penna, município de Melgaço, Pará, foi observada a ocorrência de Leptolejeunea elliptica (Lehm. & Lindenb.) Schiffn., Leptolejeunea tridentata Bischler e Rhaphidolejeunea polyrhiza (Nees) Bischler. Leptolejeunea tridentata é uma nova ocorrência para o Brasil. Todas as espécies são descritas e ilustradas, com comentários adicionais. Uma chave artificial para a separação das mesmas é apresentada.
2022-12-06T14:40:28Z
ILKIU-BORGES,Anna Luiza LISBOA,Regina Célia Lobato
Características Morfológicas e Bioquímicas do pólen coletado por cinco espécies de Meliponíneos da Amazônia Central
Durante um ano, o pólen transportado por Melipona compressipes manaosensis, Melipona seminigra merrillae, Melipona seminigra seminigra, Frieseomelitta sp. e Scaptotrigona sp. foi coletado diretamente das corbículas das operárias. Feita a identificação dos grãos de pólen constatou-se que a abelha mais generalista foi Scaptotrigona sp., seguida de Frieseomelitta sp., as quais juntas coletaram mais tipos polínicos que as três espécies de meliponas. Duas espécies de plantas: Miconia myrianthera e Myrcia amazonica, tiveram seu pólen coletado pelas cinco espécies de meliponíneos durante o ano todo. Quanto à morfologia do pólen, não houve correlação significativa que comprovasse que as abelhas coletassem o pólen de acordo com a forma, ornamentação e o tamanho dos grãos. As cinco espécies de meliponíneos coletaram pólen de diversas formas e tamanhos. Tudo indica que as abelhas coletam o pólen de acordo com os nutrientes contidos no seu protoplasma. Análises bioquímicas de alguns tipos polínicos encontrados nas corbículas das abelhas apresentaram alto teor de açúcares solúveis totais, açúcares redutores e amido.
2022-12-06T14:40:28Z
MARQUES-SOUZA,Antonio Carlos MIRANDA,Ires Paula de Andrade MOURA,Cleonice de Oliveira RABELO,Afonso BARBOSA,Edelcílio Marques
Seasonal changes of leaf Nitrogen content in trees of Amazonian floodplains
In Amazonian floodplains the trees are exposed to extreme flooding of up to 230 days a year. Waterlogging of the roots and stems affects growth and metabolic activity of the trees. An increased leaf fall in the aquatic period and annual increment rings in the wood indicate periodical growth reductions. The present study aims at documenting seasonal changes of metabolism and vitality of adult trees in the annual cycle as expressed by changes of leaf nitrogen content. Leaves of six tree species common in floodplains in Central Amazonia and typical representants of different growth strategies were collected every month between May 1994 and June 1995 in the vicinity of Manaus, Brazil. Mean leaf nitrogen content varied between 1.3% and 3.2% in the non-flooded trees. Three species showed significantly lower Ν content in the flooded period (p=0.05, 0.001, 0.001), the difference ranging 20-25% lower than in the non-flooded period. Two species showed no significant difference while Nectandra amazonum showed 32% more Ν in the flooded season (p=0.001). Leaf nitrogen content was generally high when new leaves were flushed (in the flooded period) and decreased continuously thereafter in all species. Three species showed an additional peak of nitrogen during the first month of the terrestrial phase, in leaves which had flushed earlier, indicating that flooding may disturb nitrogen uptake.
2022-12-06T14:40:28Z
PAROLIN,Pia ARMBRÜSTER,Nicole JUNK,Wolfgang J.
The relationship between stem vessel parameters and the development of strata in the early stages of secondary forest succession in Amazonia
In order to compare the development of strata in the early stages of secondary forest succession with vessel parameters of the tree species, a forest inventory was carried out in 4-year (Q1: 48 m2), 11-year (Q2: 400 m2) and 20-year (Q3: 400 m2) forests and vessel parameters were investigated from stem cross sections of 18 species obtained in Q2. Thirty three species (21 families), 77 species (35 families), 39 species (20 families) were found in Ql, Q2, Q3, respectively. The percentage of dead individuals, dead stems and the percentage of individuals with multiple stems increased with time after clear cutting. Also, the total D2H of Q3 was 26.1 times that of Q1, and the development of strata started in Q2 and Q3. The image analysis of vessel size, area and number of vessels revealed that species which reach the forest canopy had a large D2H value, vessel diameter and area, while species which remain near the forest floor had smaller ones. Poecilanthe effusa (Huber) Ducke is an example of the latter case, with a large number of individuals and abundant sprouting of new stems from stumps, but with high mortality.
2022-12-06T14:40:28Z
TSUCHIYA,Akio HIRABUKI,Yoshihiko NISHIZAWA,Toshie LISBOA,Pedro Braga SILVA,Carlos Rosário da
Os solos de uma Topossequencia na ilha de Algodoal/ Maiandeua, nordeste do estado do Pará, Brasil: composição química e produção de matéria orgânica
O estudo foi realizado na Ilha de Algodoal/Maiandeua no nordeste do Estado do Pará (00° 34' 35" S, 00° 40'00" S e 47° 39'35" WGr, 47° 3Γ25" WGr). Amostraram-se o solo e a matéria orgânica leve, nas profundidades de 0-5 cm, 5-10 cm c 10-20 cm, e a manta orgânica ao longo de uma toposseqüência com solos e cobertura vegetal diversificados. Não foram verificadas diferenças estatísticas entre os componentes químicos da fração ácido fúlvico nos solos estudados.
2022-12-06T14:40:28Z
RUIVO,Maria de Lourdes P. AMARAL,Idême Gomes RIBEIRO,Elton Luciano da C. GUEDES,André Luis Santos
Composição química e percentual de adequação da dieta dos servidores do instituto nacional de pesquisas da Amazônia, Manaus, AM, Brasil
Foi avaliada a composição química e percentual de adequação das dietas coletadas por meio da porção em duplicata de 36 servidores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). De acordo com os resultados obtidos, verificou-se uma diversificação de alimentos frequentemente consumidos, dentre eles: açúcar (91,7%), arroz (80,6%), café (77,8%), leite (72,3%), carne bovina e pão (63,9%), farinha de mandioca (58,4%), batata inglesa (55,6%), feijão (50,04%), aves (38,9%), banana, cenoura e embutidos (33,4%), ovo, refrigerantes e tomate (30,6%). Considerando as recomendações nutricionais para a faixa etária de 25 a 50 anos, as adequações calóricas foram 40% e 52,7% para homens e mulheres respectivamente, protéica 76,4% (homens) e 96,3% (mulheres). Os minerais Ca, Mg e Zn (homens) apresentaram adequação inferior a 50%, enquanto que o Fe apresentou adequação de 89,1% (homens) e 59.4% (mulheres). Os minerais Na, Cu, Cl, Cr e I apresentaram valores acima do recomendado em ambos os sexos. Apesar da grande variedade de alimentos ingeridos por esta população, verificou-se valores limitantes para a maioria dos nutrientes, independentemente do sexo. Mesmo pertencendo a um nível sócio-cultural mais privilegiado, fica patente a importância da orientação alimentar a esse grupo populacional, pois é um dos pontos principais no que concerne as condições de saúde e nutrição da população.
2022-12-06T14:40:28Z
NAGAHAMA,Dionisia YUYAMA,Lúcia K. O. AGUIAR,Jaime P. L. MACEDO,Sonja Η. M. YONEKURA,Lina ALENCAR,Fernando H. FÁVARO,Deborah I. T. AFONSO,Claudia VASCONCELOS,Marina B. A.
Changes in the floristic composition of a Terra Firme rain forest In Brazilian Amazonia over an eight-year period In response to logging
Changes in the floristic composition over an eight-year period in a logged area at the Tapajós National Forest in Brazilian Amazonia arc discussed. Two treatments of different intensities of logging were compared with an undisturbed (control) forest. Data were collected from permanent sample-plots. The effects of logging on floristic composition were stronger in the more heavily logged treatment. The number of species decreased immediately after logging, but started to increase before the fifth year after logging and was higher at the end of the study period than before logging. The more heavily logged plots responded more to disturbances, as judged by the increase in the number of species during the period after logging. This forest appears to recover its initial floristic composition after disturbance without intervention.
2022-12-06T14:40:28Z
CARVALHO,João Olegário Pereira de
Descrição de duas espécies novas de Cerathybos Bezzi (Diptera, Empididae, Hybotinae)
Duas espécies novas de Cerathybos Bezzi (Diptera, Empididae, Hybotinae) são descritas: Cerathybos bezzii, do Equador, Colômbia e Bolívia, e Cerathybos nigripes, do Peru, incluindo os primeiros machos conhecidos deste gênero; um novo registro de C. schnusei é feito para a Colômbia e aspectos da terminália masculina são discutidos.
2022-12-06T14:40:28Z
ALE-ROCHA,Rosaly
Revisão do gênero Euhybus Coquillett (Diptera, Empididae, Hybotinae) da região Neotropical. Grupo dimidiatus
As espécies de Euhybus Coquillett do grupo dimidiatus são revisadas, cinco espécies novas da região amazônica são descritas, E. amazonicus (Santiago, Sierra de Cutucu, Ecuador), Ε. dubius (Parque Nacional do Jaú, Amazonas, Brasil), E. ikedai (Novo Aripuanã, Amazonas, Brasil), E. setulosus (Mocoa, Puntamayo, Colômbia) e E. symmetricus (Parque Nacional do Jaú, Amazonas, Brasil), novos registros geográficos são feitos, novas sinonímias estabelecidas e uma chave para os grupos de espécies de Euhybus é apresentada.
2022-12-06T14:40:28Z
ALE-ROCHA,Rosaly
Uma nova espécie da Amazônia Brasileira para Amastris StĂL, 1862 (Hemiptera, Auchenorrhyncha, Membracidae, Smiliinae)
Uma nova espécie de Amastris Stal, 1862, A. duckei sp.n., da Amazônia brasileira é descrita e ilustrada.
2022-12-06T14:40:28Z
CREÃO-DUARTE,Antonio José
On the Brazilian Prosierola (Hymenoptera, Bethylidae), with description of a new species from Amazonas, Brazil
Prosierola rotunda sp. nov. from northern Brazil is described and illustrated. Additional specimens of P. lata (Cameron, 1888) were examined with species variation analyzed and new distribution data are added.
2022-12-06T14:40:28Z
SCHIFFLER,Gustavo AZEVEDO,Celso Oliveira
Aceitabilidade alimentar de Paulinia acuminata (De Geer, 1773) (Orthoptera: Pauliniidae) na Várzea da Amazônia Central
Ninfas e adultos do gafanhoto Paulinia acuminata aceitaram como alimento cinco (5) espécies de macrófitas aquáticas entre as 20 testadas, durante 12 dias: Pistia stratiotes, Salvinia auriculata, S. minima, Azolla sp. e Ludwigia natans. As baixas taxas de sobrevivência de adultos (26%) alimentados com Azolla sp. e de ninfas (40%) e adultos (30%) em L. natans indicam que estas plantas podem representar recursos alimentares alternativos. Experimentos com P. stratiotes e S. auriculata dentro de gaiolas flutuantes, no campo, sem P. acuminata, resultaram num aumento do peso fresco das plantas (51-64%). Com 20 gafanhotos (ninfas e adultos) houve decréscimo de peso (40-45%). Estes dados reforçam o potencial dc P. acuminata como agente de controle biológico de macrófitas aquáticas específicas.
2022-12-06T14:40:28Z
VIEIRA,Maria de Fátima ADIS,Joachim Ulrich
Composição do Zooplâncton em diferentes ambientes do lago Camaleão, na ilha da Marchantaria, Amazonas, Brasil
Este trabalho teve o objetivo de verificar a ocorrência e a distribuição dos principais grupos de zooplâncton em três diferentes sub-habitats do lago Camaleão: canal, macrófitas aquáticas e floresta alagada, no período de cheia (agosto de 1996). Nos três ambientes estudados, Cladocera, Copepoda e Rotifera ocorreram com abundância relativa diferentes. No canal, Cladocera ocorreu com maior número de espécies e de indivíduos, sendo dominante a espécie Bosminopsis deitersi (89%). Na floresta alagada Cladocera e Copepoda foram igualmente dominantes, ressaltando-se que somente ocorreram as formas imaturas de copépodes, náuplios e copepoditos. Nas macrófitas, o grupo de maior ocorrência foi Rotifera, com a dominância de Lecane quadrídentata, Keratella americana e Brachionus patulus seguido de copépodes (formas imaturas) e de cladóceros, estes na maioria da família Chydoridae (21.4%).
2022-12-06T14:40:28Z
WAICHMAN,Andrea V. GARCÍA-DÁVILA,Carmen R. HARDY,Elsa R. ROBERTSON,Bárbara A.
Características, uso agrícola atual e potencial das Várzeas no estado do Amazonas, Brasil1
Neste trabalho procura-se destacar as principais características das várzeas que ocorrem no Estado do Amazonas e suas influências sobre as atividades agrícolas, tomando-se como base trabalhos desenvolvidos nesse ecossistema. No Amazonas são diferenciados dois grandes ecossistemas: "terra firme" e "várzeas". Terra firme é um termo genérico, usado na Amazônia, para designar locais que não sofrem inundações provocadas pelos rios. O termo "Várzea" é utilizado para designar áreas situadas às margens dos rios de água "barrenta" ou "branca", sujeitas a inundações periódicas causadas pelos rios. Essas enchentes contribuem anualmente com novos depósitos de sedimentos, oferecendo uma camada de solo novo e fértil, às margens do rio Solimões e afluentes. Nas margens dos rios de água clara ou preta, não há formação de várzeas. As que se formam às margens desses rios são por influência dos rios de água barrenta e são menos férteis do que aquelas que ocorrem às margens desses rios. As várzeas, por apresentarem solos de fertilidade mais elevada, são intensivamente utilizados para fins agrícolas, no período em que não estão inundadas. As produtividades das culturas nesse ecossistema são mais elevadas do que nas terras firmes mas, o cultivo contínuo, sem inundação dos rios, leva a decair essa produtividade. Um dos principais fatores limitantes para o uso contínuo da várzea é a infestação por ervas daninhas. A distância dos mercados consumidores é um fator que deve ser considerado, quando da definição da utilização das várzeas, para fins agrícolas.
2022-12-06T14:40:28Z
CRAVO,Manoel da Silva XAVIER,José Jackson Β. Ν. DIAS,Miguel Costa BARRETO,João Ferdinando
Fenologia da gravioleira (Annona muricata) em área de cerrado do Amapá, Brasil
O trabalho teve como objetivo avaliar a fenologia de graviola (Annona muricata L.) cultivada em área de cerrado do Amapá. Foram escolhidas quatro plantas, ao acaso, de seis progênies de graviola, da coleção do Campo Experimental do Cerrado, no Centro de Pesquisa Agroflorestal do Amapá (CPAF-Embrapa). As progênies avaliadas foram a graviola A, graviola B, FAO II, Morada, Lisa e plantas oriundas da matriz 415 (M-415) da coleção do Centro de Pesquisa Agroflorestal da Amazônia Oriental (CPATU-Embrapa). O clima é do tipo Ami e o solo é um Latossolo Amarelo arenoso distrófico. Foram observadas queda de folhas em todas as progênies de graviola após a safra (maio a julho) e na seca estacional (setembro a outubro). A floração ocorreu durante o período chuvoso, com picos em fevereiro e julho. A produção anual de flores foi superior na graviola Β (115) e FAO II (97). A frutificação foi expressiva de dezembro a março. O vingamento de frutos sobressaiu-se na graviola A (9%) e FAO II (6,7%). O pico da colheita foi no mês de março, exceto para a graviola A que foi em maio.
2022-12-06T14:40:28Z
NASCIMENTO,Tânia Brito do GAZEL FILHO,Aderaldo B. SANTOS,Jackson de A. dos
Implicações ecológicas da fenologia reprodutiva de Salix martiana Leyb. (Salicaceae) em áreas de várzea da Amazônia Central1
Salix martiana Leyb. é uma planta que ocupa margens de rios de água branca, situando-se em cotas a partir de 23 m sobre o nível do mar (s.n.m.). Com o objetivo de verificar a influência do tempo de inundação anual e da precipitação no comportamento fenológico desta espécie, três sítios em diferentes cotas, de 23 a 27 m (s.n.m.), foram escolhidos e em cada um deles 25 árvores foram marcadas e observadas semanalmente, durante 14 meses. Para determinação do tempo médio de formação dos frutos, três árvores por sítio tiveram 25 inflorescências marcadas, das quais 79% formaram frutos, com uma média de 48 frutos formados por inflorescência. Não houve interferência da inundação ou da precipitação em qualquer das fenofases, sendo a produção de sementes contínua ao longo do ano. Dentro das populações não foi observada variação individual nos eventos reprodutivos. Considerando o ambiente instável habitado pela espécie, a produção ininterrupta de sementes pode representar uma importante adaptação para aumentar o sucesso reprodutivo.
2022-12-06T14:40:28Z
OLIVEIRA,Astrid Câmara de PIEDADE,Maria Teresa Fernandez
Dinâmica do sub-bosque e do estado arbóreo de floresta tropical primária fragmentada na Amazônia Oriental1
Objetivou-se neste trabalho avaliar a dinâmica florestal, sobretudo da regeneração natural, em um fragmento de floresta tropical primária, entre 1998 c 1999, em Peixe-Boi (PA). Foram demarcadas três parcelas permanentes (1 ha cada) onde todos os indivíduos com DAP ≥ 10 cm foram registrados; os indivíduos com 10cm ≥ DAP ≥ 5cm foram amostrados em 6.000 m2, aqueles entre 5cm ≥ DAP ≥ 2cm em 2.400 m2 e com DAP ≤ 2cm em 240 m2. Foram estimados 143.000 indivíduos, desde plântulas até árvores pertencentes a 337 espécies e 76 famílias. Mimosaceae foi a família de maior riqueza (44 espécies); 14 famílias ocorreram com uma única espécie sendo que metade delas apresentaram também um único indivíduo. Independentemente da classe diamétrica verificou-se o egresso de 56 espécies versus o ingresso de 68, gerando um ganho líquido de 12 espécies. A dinâmica da composição e da abundância da regeneração natural foi muito intensa. Observou-se a saída de uma família face ao ingresso de outras 14, aumentando cm quase 30% o número de espécies. A maior mortalidade foi verificada em Bauhinia cf. rutilans e Mabea aff. speciosa (300 e 21 indivíduos). Rinorea negleta e Leçythis idatimon recrutaram 171 e 89 espécimes. A razão recrutamento/ mortalidade foi, em quaisquer das classes diamétricas, sempre superior a unidade. O estoque de mudas para se obter uma árvore, uma arvoreta e uma vara foi, respectivamente de 297, 160 e 48 mudas. O número de espécies e a abundância aumentaram no período, assim como a área basal e a biomassa.
2022-12-06T14:40:28Z
SALOMÃO,Rafael de Paiva MATOS,Aires Henriques de ROSA,Nélson de Araújo
Biologia da polinização e sistema reprodutivo de Passiflora coccinea Aubl. Em Manaus, Amazonas, Brasil1
Foi estudada a biologia da polinização e o sistema reprodutivo de Passiflora coccinea uma Passifloraceae comum na região Amazônica, conhecida popularmente por maracujá-poranga ou tomé-assu. Este estudo foi realizado em uma área perturbada, na Estação Experimental de Silvicultura Tropical do INPA (03º06'08" S, 59º58'54" W), em agosto e setembro de 1999. Dados de morfometria, horário de abertura e tempo de vida das flores foram obtidos. Diariamente foram observados os animais visitantes, o tipo de alimento procurado, horário e frequência das visitas às flores. Foram realizadas experiências sobre o sistema de reprodução, como também, observada a produção natural de frutos na área. A flor de P. coccinea apresenta a síndrome da ornitofilia pois tem antese diurna, é vermelha, não possui odor e apresenta néctar em abundância. Os beija-flores Amazilia sp. e Phaethornis superciliosus foram considerados seus polinizadores. Duas espécies de Hymenoptera c duas de Lepidoptera foram consideradas "ladras de pólen" e "ladras de néctar", respectivamente, pois não contactam a superfície estigmatífera. O sistema de reprodução desta espécie de maracujá é a xenogamia visto que não foram produzidos frutos por apomixia e por autogamia. A taxa natural de produção de frutos aumentou de 15% para aproximadamente 54% com a realização de polinizações manuais.
2022-12-06T14:40:28Z
STORTI,Eliana Fernandez