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Confiabilidade interavaliadores do paquímetro na mensuração da distância inter-retos e sua acurácia no diagnóstico da diástase dos músculos retos do abdome no terceiro trimestre gestacional
CENÁRIO: O paquímetro é um instrumento que vem sendo empregado na mensuração da distância inter-retos (DIR) e no diagnóstico da diástase dos músculos retos do abdome (DMRA), tanto na gestação, como no puerpério. Todavia, sua confiabilidade e acurácia precisam ser elucidadas no período gestacional. OBJETIVO: determinar a confiabilidade inter-avaliador do paquímetro na mensuração da Distância Inter-retos do abdome e a sua acurácia no diagnóstico da Diástase dos Músculos Retos do Abdome, no terceiro trimestre gestacional, em comparação com a ultrassonografia abdominal. MÉTODOS: trata-se de um estudo piloto de acurácia, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CAAE 30780314.2.0000.5182), realizado em uma maternidade pública na cidade de Campina Grande-PB, no período de junho à outubro de 2014. A amostra foi formada por 54 gestantes de baixo risco entre 28 e 41 semanas, na faixa etária de 18 a 35 anos. Medidas antropométricas foram coletadas e a DIR foi mensurada nos pontos: 3cm supra-umbilical (SU), na cicatriz umbilical (CU) e 2cm infra-umbilical. Com a paciente em decúbito dorsal, foi solicitado uma flexão anterior de tronco durante a expiração, e realizado a mensuração da DIR pelo avaliador 1 com o ultrassom (Philips HD3xe, transdutor linear de 5-9MHz). Em seguida, a DIR foi medida com o paquímetro digital (Starret 799), por dois avaliadores, nos mesmos pontos do avaliador 1. Os 3 avaliadores foram independentes e mascarados e cada um realizou 3 medições em cada ponto. A confiabilidade interavaliador na medição da DIR foi calculada através do coeficiente de correlação intra-classe (ICC) e intervalo de confiança (IC) à 95%, e no diagnóstico da DMRA através do Kappa e valor de p. A concordância de mensuração entre o paquímetro e a ultrassonografia foi apresentada através do gráfico de Bland-Altman. Para avaliação da acurácia, foram apresentados sensibilidade, especificidade, valores preditivo positivo (VPP) e negativo (VPN) e razões de verossimilhança positiva (RVP) e negativa (RVN).Utilizou-se o programa SPSS 20.0 e o Stata. RESULTADOS:. comparando-se os dois avaliadores do paquímetro, o instrumento apresentou ótima confiabilidade interavaliador especialmente no ponto supra-umbilical (ICC 0,86, IC95%= 0,72 - 0,92) e na CU (ICC 0,96, IC95%= 0,92 - 0,98). Porém, ao ser comparado com a USG, o instrumento apresentou reprodutibilidade pobre em todos os pontos, especialmente na CU (ICC -0,14, IC95%: -0,39 a 0,13). Na confiabilidade para o diagnóstico da DRAM, comparando-se os dois avaliadores do paquímetro, obteve-se um kappa de 0,56, p< 0,01 para a região infraumbilical (IU) e de 0,12, p= 0,19 para a região da CU. Ao ser comparado com a USG, o instrumento apresentou kappa de 0,02, p= 0,84 para a região IU e 0,05, p= 0,59 para a CU. Na região da CU, o paquímetro apresentou RVP de 1,05 (0,86 – 1,30), RVN de 0,63 (0,12 – 3,43); na região IU: RVP de 1,16 (0,6 a 1,9), RVN de 0,85 (0,48 a 1,41). Não foi possível calcular a confiabilidade no diagnóstico da DMRA, nem a acurácia do instrumento na região supra-umbilical, pois o paquímetro não detctou nenhum caso de DMRA nesse ponto. CONCLUSÃO: o paquímetro não apresenta boa confiabilidade interavaliador na medição da DIR nem no diagnóstico da DRAM no terceiro trimestre gestacional, especialmente ao ser comparado com o ultrassom. O instrumento apresenta acurácia ruim em todos os pontos investigados.
2022-12-06T16:27:23Z
BELO, Maíra Creusa Farias
O uso pedagógico do twitter no desenvolvimento das hailidades para o letramento: possibilidades de comunicação e interação mediadas pelas tecnologias digitais
CAPES
2022-12-06T16:24:09Z
SILVA, Lygia de Assis
Mediações didáticas da tutoria online da geometria analítica: Uma análise à luz da orquestração instrumental e das representações semióticas
CAPES
2022-12-06T16:26:49Z
COUTO, Rosilângela Maria de Lucena Scanoni
Análise da colaboração em situação de formação de professores de matemática online
CAPES
2022-12-06T16:28:10Z
FILHO, Roberto Mariano de Araujo
A teoria da delegação na integração regional européia : uma análise da performance da comissão executiva
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
2022-12-06T16:25:14Z
Regina Campos Ricardo da Silva, Cinthia
Princípio fundamental da contagem: conhecimentos de professores de matemática sobre seu uso na resolução de situações combinatórias
CAPES
2022-12-06T16:26:33Z
LIMA, Ana Paula Barbosa de
Um algoritmo genético baseado em tipos abstratos de dados e sua especificação em Z
Este trabalho apresenta ummodelo de algoritmo genético baseado emtipos abstratos de dados, denominado de GAADT, no qual o cromossomo é representado por um tipo estratificado em dois níveis de percepção (gene e base), em contra ponto aos demais modelos. A adaptação do cromossomo é comprometida com a relevância das informações codificadas nele. A estratégia de busca do GAADT é altamente objetiva, devido à utilização, como critério de preservação dos cromossomos na população seguinte, de uma função baseada na dinâmica adaptativa da população. A presença explícita do ambiente na funcionalidade do GAADT confere a este algoritmo a capacidade de tratar problemas com alto grau de dinamicidade, como está explorado na aplicação do sistema de monitoramento de sinais vitais de pacientes em unidades de tratamento intensivo de um hospital. Um esboço de uma teoria de processos evolutivos é desenvolvido para descrever a convergência do GAADT, independente da natureza do problema, da representação adotada para o cromossomo, e da população inicial considerada. A aplicação do GAADT a um problema requer a definição dos elementos do ambiente específicos para o problema em foco, os quais devem atender as propriedades estabelecidas na definição do ambiente. A prova de que as definições dos elementos do ambiente, para um dado problema, satisfazem as propriedades exigidas, e que o GAADT quando instanciado para estes elementos satisfaz as propriedades de corretude e aplicabilidade são feitas com o formalismo Z, conferindo assim ao GAADT um rigor matemático. Um estudo comparativo entre a convergência do GAADT com outros modelos é apresentado. As experiências avaliadas neste estudo indicam que o GAADT apresenta maior velocidade de convergência. Por fim, são feitas algumas considerações relevantes sobre o GAADT e sugeridas algumas questões interessantes para trabalhos futuros
2022-12-06T16:28:59Z
Vilhena Vieira Lopes, Roberta
Padrões de distribuição, idade e crescimento de peixes-donzela (Pomacentridae): uma abordagem de variações espaciais e temporais
Esta tese, dividida em cinco capítulos, aborda os padrões de distribuição de peixes-donzela em diferentes sistemas recifais brasileiros e na costa caribenha do Panamá, bem como o estudo sobre os parâmetros da história de vida da espécie Stegastes fuscus amplamente distribuída na costa brasileira. Em relação à sua distribuição na costa brasileira, o objetivo específico é determinar quais os fatores ambientais são responsáveis pelos padrões observados e se estes apresentam o mesmo efeito em se tratando de recifes de origem e morfologia diferentes. O capítulo intitulado "Padrões de distribuição de peixes-donzela no Sudoeste do Atlântico: uma comparação entre sistemas recifais tropicais e subtropicais", aborda a distribuição de peixes-donzela, considerando fatores como a exposição a ondas, profundidade e cobertura bentônica em recifes tropicais (Tamandaré-PE) e subtropicais (Arraial do Cabo- RJ). Os principais resultados mostram que a exposição é um importante fator para a distribuição da espécie Stegastes fuscus, que em ambos os sistemas apresenta maior densidade em ambientes abrigados, enquanto que o padrão contrário é encontrado para S. variabilis. Virtualmente ausente no recife tropical costeiro raso, onde é encontrado em maior abundância em habitats mais profundos, S. pictus esteve presente apenas no recife subtropical na faixa de profundidades estudada (até 12 metros). A cobertura bentônica também se mostrou importante considerando a preferência por microhabitas apresentada por cada espécie, o que pode ter mediado diretamente uma mortalidade seletiva. Stegastes fuscus, nos dois sistemas estudados, se associou a territórios que lhe ofereceram melhores recursos em relação a refúgio e alimento, como um tamanho de tocas medindo entre 5-10 cm2 e uma maior cobertura de algas filamentosas, respectivamente. Stegastes variabilis, espécie de menor porte, se distribuiu em áreas menos habitadas por Stegastes fuscus, evitando competição, e nos recifes subtropicais se associou a outros atributos que lhe proporcionou maior proteção frente a predadores, como ouriços e maior rugosidade em baixas profundidades. Já em recifes tropicais, fundos dominados por macroalgas foi aparentemente o habitat preferencial desta Em relação aos recifes do caribe panamenho, o capítulo “Partição espacial entre peixes- donzela na costa caribenha do Panamá: o papel da preferência do habitat”, aborda a distribuição e uso do hábitat por seis espécies que ocorrem simpatricamente em Bocas del Toro. O objetivo específico deste capítulo foi determinar os padrões de distribuição de peixes- donzela e confrontá-los aos encontrados por trabalhos realizados em recifes caribenhos nos espécie últimos 30 anos para detectar mudanças nos padrões de distribuição devido às mudanças ocorridas nesses recifes. Os mesmos fatores utilizados no capítulo referente à costa brasileira capítulo foram considerados nesse estudo. Uma segregação entre as espécies foi encontrada, e os territórios das espécies mais abundantes (S. planifrons e S. adustus) nunca se sobrepõem. Stegastes planifrons é preferencialmente encontrada em 'patches' com maior cobertura de corais massivos, enquanto S. adustus é encontrado em recifes rasos com maior exposição a ondas e maior cobertura do coral-de-fogo Millepora spp. Os resultados encontrados são congruentes aos estudos realizados no Caribe nas últimas três décadas, o que indica que apesar de uma alta estabilidade populacional destas espécies, sua resiliência pode ser afetada frente a distúrbios ocasionando perda significativa de habitat. No que se refere ao estudo da idade e crescimento de Stegastes fuscus “Padrões de idade e crescimento em um peixe recifal tropical amplamente distribuído no Atlântico Sul” compara a idade e os parâmetros de crescimento desta espécie em recifes tropicais (Tamandaré-PE) e subtropicais (Arraial do Cabo-RJ) e ainda temporalmente as populações de Tamandaré entre os anos de 1995 e 2011. Os resultados mostraram que a espécie estudada apresenta tendências similares às encontradas para outras espécies de peixes tropicais em estudos anteriores, nos quais foi constatado que os indivíduos apresentam menor longevidade e menor comprimento total em populações de latitudes mais baixas. A estrutura populacional e parâmetros de crescimento também variaram, em menor intensidade, entre os anos estudados em Tamandaré, indicando que a influência de outros fatores, como predação e competição, afetaram a estrutura populacional desta espécie, possivelmente mediadas através de medidas de manejo adotadas localmente. O último capítulo apresenta as principais conclusões sobre os resultados encontrados nos três principais capítulos desta tese, assim como considerações sobre futuras direções para cada um deles.
2022-12-06T16:23:51Z
CHAVES, Laís de Carvalho Teixeira
Uso de índices ambientais como ferramentas de avaliação do estado trófico (qualitativo e quantitativo) de estuários no estado de Pernambuco
O aumento das atividades antrópicas que acontece nas regiões costeiras vem intensificando os processos de eutrofização, em conseqüência dos resíduos lançados. Isto demanda o uso de ferramentas para avaliar o estado trófico de águas estuarino- costeiras, entre estas, o uso de índices de estado trófico vem ganhando importância na avaliação do grau de influência antrópica eutrofizando e impactando os ambientes estuarinos e costeiros. O uso de ferramentas para avaliação do estado de eutrofização são muito importantes na avaliação do grau de influência antrópica. No presente trabalho foram utilizadas ferramentas (modelo ASSETS e índice TRIX) para avaliar o estado de eutrofização dos estuários dos rios: Massangana, Capibaribe, Jaboatão e Carrapicho, além de implementar o índice TRIX, o adaptando às regiões tropicais submetidas a impactos causados, principalmente pela descarga de nutrientes (TRIXM). Foi visto que os estados de eutrofização destes estuários variaram bastante. Utilizando o ASSETS qualificando os estuários dos rios Massangana e Capibaribe com os estados de eutrofização moderado e ruim, respectivamente. O nível de eutrofização analisado de acordo com o TRIX e o modificado para regiões tropicais demonstrou graus diferentes entre os estuários, onde no estuário do rio Massangana os valores do TRIX mostraram uma tendência de aumento à medida que se penetra no estuário indo de 2,26 na preamar, demonstrando um nível de estado trófico médio e uma boa qualidade da água, a 6,43 na baixa-mar, mostrando uma eutrofização muito alta e uma baixa qualidade da água. No estuário do rio Capibaribe 93% das análises utilizando o TRIX e 100% utilizando o TRIXM demonstraram um estado da qualidade da água baixo e elevado nível de eutrofização. O estuário do rio Jaboatão se apresentou de maneira similar ao Capibaribe, com níveis de eutrofização um pouco mais baixos de acordo com o TRIX e o TRIXM. Enquanto o estuário do rio Carrapicho apresentou menores níveis de eutrofização analisados pelo TRIX e TRIXM. Além da avaliação dos níveis de eutrofização foi realizada uma associação entre esses níveis e as frações do nitrogênio inorgânico dissolvido- NID-(Nitrito [NO2], Nitrato [NO3] e nitrogênio amoniacal [NH3+NH4]) nos ambientes estuarinos do Carrapicho, Capibaribe e Jaboatão e apesar da carga do NID ser diferente entre os estuários foi constatado que quanto maior a contribuição do NH3+NH4, maior o nível de eutrofização do ambiente. Sendo visível e comprovado que os aportes continentais estão acelerando os processos de eutrofização nestes ambientes. Estas informações servirão de subsídios para programas que melhorem as condições ambientais destes estuários.
2022-12-06T16:25:45Z
NASCIMENTO FILHO, Gilson Alves do
Revisão do gênero Neogonodactylus Manning, 1995 e análise filogenética da superfamília Gonodactyloidea Giesbrecht, 1910 (Crustacea: Stomatopoda)
Gonodactyloidea é considerada a segunda maior superfamília de Stomatopoda em número de espécies. A complexidade morfológica e a grande representatividade de exemplares, principalmente do gênero Neogonodactylus, em águas brasileiras, chamou a atenção para importância de estudar este grupo. Este gênero possui distribuição anfi-americana e é registrado em ambos os hemisférios. A monofilia da superfamília, família e gênero ainda não havia sido comprovada, o que gerou o interesse e necessidade de reavaliar o grupo. Portanto, o presente trabalho teve como objetivo testar a monofilia da superfamília, bem como da família Gonodactylidae, com enfoque principal no gênero Neogonodactylus, que foi analisado quanto à sua taxonomia, sistemática e filogenia. O material utilizado proveio principalmente das coleções carcinológicas do Museu de Oceanografia Petrônio Alves Coelho (Brasil) e National Museum of Natural History (EUA), abrangendo mais de mil exemplares de 38 espécies. O presente trabalho foi realizado a partir da construção de duas matrizes de caracteres geradas no programa DELTA 1.0-RC4, uma para avaliação da superfamília e família, contendo dezoito taxa e 59 caracteres; e outra para análise de Neogonodactylus, incluindo suas 22 espécies mais uma de Gonodactylus como grupo externo com 54 caracteres. As análises filogenéticas foram geradas com base nessas matrizes, através do programa PAUP 4.0, pelo método de busca heurística, com 1000 réplicas, onde os caracteres não foram pesados nem ordenados. Os índices de Bremer e Bootstrap foram utilizados para avaliar a consistência dos ramos. Apesar dos índices filogenéticos não apresentarem valores altos, a monofilia da superfamília Gonodactyloidea surge com a retirada de Alainosquillidae da mesma. Esta era a única família a possuir espécies do grupo funcional spearers, porém a posição desta família não ficou clara na presente análise. Desta forma, o presente trabalho traz uma proposta de monofilia tanto de Gonodactyloidea, quanto de Gonodactylidae. Pela primeira vez foi realizada a filogenia do gênero Neogonodactylus englobando todas as espécies existentes, desta forma o gênero começa a ser mais bem compreendido. Redescrições, desenhos e chave de identificação para o gênero Neogonodactylus foram confeccionados. Variações e informações adicionais também foram analisadas e fornecidas para cada espécie. Assim o presente trabalho contribuiu de forma inédita para a melhor compreensão de Gonodactyloidea, da família Gonodactylidae e de Neogonodactylus.
2022-12-06T16:27:39Z
ALBUQUERQUE, Débora Lucatelli de
Efeito da deficiência dietética em ácido ascórbico sobre parâmetros morfológicos e funcionais da reprodução em cobaios (Cavia parcellus) machos adultos
O presente trabalho estudou o efeito da deficiência em ácido ascórbico (AA) em cobaios machos adultos, durante 21 dias, sobre o peso e a histoarquitetura (histologia e histometria) do testículo e cauda do epidídimo, sobre a qualidade (número, motilidade e morfologia) dos espermatozóides e sobre os níveis plasmáticos de testosterona e a resposta secretória das células intersticiais testiculares ao estímulo gonadotrófico com hCG e ao tratamento in vitro com AA. A deficiência em AA causou diminuição de 32 % no peso corporal O peso absoluto do testículo foi reduzido em 30,5 % enquanto o seu peso relativo não foi modificado pela deficiência em AA. O peso absoluto e relativo da cauda do epidídimo diminuiram em 44,8 % e 25,2 %, respectivamente. A histoarquitetura dos dois órgãos foi alterada pela carência em AA. O parênquima do testículo apresentou alterações do epitélio germinativo dos túbulos seminíferos. A cauda do epidídimo apresentou diminuição na altura do epitélio colunar de revestimento e do número de espermatozóides na luz tubular. O número e motilidade dos espermatozóides diminuiram (73 % e 27,5 %, respectivamente), como também sua morfologia foi alterada pela deficiência em AA. Os níveis plasmáticos de testosterona foram reduzidos em 72,6 % nos animais deficientes em AA. A produção de testosterona pelas células intersticiais testiculares estimulada com uma dose elevada de hCG (10 mUI/ml) in vitro foi menor nos animais deficientes em AA. O tratamento com uma dose alta de AA (100 μM) in vitro não modificou a secreção basal de testosterona em nenhum dos grupos de animais, mas inibiu a secreção estimulada pelohCG no grupo controle, não modificando a secreção no grupo deficiente em AA. Nossos estudos confirmam prévias referências e fornecem evidências adicionais da importância do AA na manutenção da integridade estrutural e funcional do testículo e epidídimo. Os resultados também indicam que o efeito primário da deficiência em AA parece estar no testículo, reduzindo a produção de testosterona e, conseqüentemente, privando desse hormônio os órgãos da reprodução
2022-12-06T16:25:14Z
FERREIRA JÚNIOR, João Batista
Orientação de anticorpos em alumínio empregando monocamadas auto-organizadas para produção de microsensores capacitivos
Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco
2022-12-06T16:29:47Z
SANTOS, Renata Fabiana Rodrigues
Produção de lectina em culturas de tecidos de Bauhinia monandra (calos, raízes convencionais e transformadas por Agrobacterium rhizogenes) ; avaliação de extratos das folhas da planta como fonte de compostos antioxidantes e hipoglicemiantes
Lectinas, proteínas que reconhecem específica e reversivelmente carboidratos, podem ser purificadas por cromatografia de afinidade. O gênero Bauhinia (Fabaceae) inclui espécies nativas ou introduzidas usadas no tratamento de diabetes. Uma lectina específica à galactose foi previamente purificada de folhas de B. monandra (BmoLL) e disponível em quantidades de miligramas; IgG anti BmoLL de coelho estava também disponível, como tal e conjugada à peroxidase. O trabalho teve por objetivo produzir lectinas em diferentes culturas de tecidos de B. monandra (calos, raízes convencionais e transformadas por Agrobacterium rhizogenes), imunodetectar lectina nas diferentes preparações de B. monandra através de técnicas de imunodifusão e transferência eletroforética, assim como avaliar extratos das folhas da planta como fonte de compostos antioxidantes e hipoglicemiantes. Culturas foram obtidas de sementes de B. monandra; extratos (10 %, p/v) e preparações F 0-60% foram realizadas com tampão citrato-fosfato 10 mM, pH 6.5. Atividade hemaglutinante foi detectada na F 0-60% das culturas de tecidos quando testadas com eritrócitos de coelho e humanos do grupo sanguíneo AB. Imunodifusão com anti-BmoLL IgG revelou linhas de precipitação em todas as culturas. A eletroforese em gel de poliacrilamida da F 0-60% das culturas de tecidos apresentou padrão de bandas de massa molecular similar a BmoLL. Polipeptídeos de diferentes preparações de B. monandra interagiram com anti-BmoLL IgG. Folhas de B. monandra contêm no mínimo três diferentes compostos com atividade antioxidante. O efeito agudo de extrato etanólico (E) de folhas de B. monandra foi investigado sobre os níveis de glicose e insulina em ratos Wistar submetidos a mánutrição intra-uterina (ME) e em seus respectivos controles (CE) comparando com animais tratados com veículo (V), os grupos CV e MV. A administração aguda do E reduziu o nível de glicose, mas não variou a secreção de insulina em ratos controles. A capacidade dos ratos submetidos à má-nutrição intra-uterina de secretar insulina parece ter sido restaurada; a hipoglicemia induzida pelo E foi devido à secreção de insulina
2022-12-06T16:26:33Z
ARGÔLO, Adriana Carla Cavalcante Malta
Estrutura da comunidade e produção dos copépodes pelágicos dos recifes da APA Costa dos Corais (Tamandaré, PE, Brasil)
O objetivo deste trabalho foi analisar a estrutura da comunidade e estimar produção dos copépodes pelágicos do ambiente recifal em diferentes escalas temporais. As amostras foram coletadas em uma estação fixa dentro da baía Tamandaré durante a maré vazante, ao longo de quatro ciclos lunares, durante os períodos seco (novembro/dezembro de 2010) e chuvoso (julho/agosto 2010) e durante os períodos diurnos e noturnos. Foram coletados dados de pluviometria, temperatura, salinidade, material particulado em suspensão e clorofila-a. As amostras de plâncton foram obtidas através da utilização de arrastos subsuperfíciais horizontais usando uma rede cônica (malha de abertura de 200 μm). O material coletado foi fixado e as amostras foram analisadas por contagem, identificação, classificação por estágio de desenvolvimento, sexo e medição das espécies de copépodes presentes nas subamostras. Foram realizados cálculos de densidade, diversidade, riqueza e a frequência de ocorrência para todas as espécies de copépodes pelágicos. A partir das medidas do prossomo dos copépodes foi calculado o peso dos organismos e subsequentemente foram feitos os cálculos de biomassa e das taxas de crescimento e finalmente dos dados de produtividade. As análises realizadas sugerem que a comunidade de copépodes pelágicos do mesozooplâncton associada aos recifes de Tamandaré é regida por fatores ambientais totalmente associados a variações sazonais, principalmente pela pluviosidade, MPS e também pela salinidade. Foram identificados 22 espécies para região, e as espécies que mais frequentes e abundantes ao longo de todo estudo foram: Acartia lilljeborgi, Paracalanus quasimodo, Temora turbinata, Pseudodiaptomus acutus e Calanopia americana. Os valores densidade (694,6 ± 239,4 e 260,7 ± 481,2 ind.m-3 seco e chuvoso), biomassa (1452,02 ± 1072,40 e 200,43 ± 200,27 μg C m-3 seco e chuvoso) e produção (360,640 ± 261,60 e 50,147 ± 50,12 μg C m-3 dia-1 seco e chuvoso) foram significativamente diferentes entre os períodos seco e chuvoso, com maiores valores observados no período seco. Em relação aos turnos diurno/noturmo também existe diferenças significativas para os valores de densidade, biomassa e produção, e os maiores valores foram registrados durante a noite. Portanto, pode-se concluir que assim como a estrutura da comunidade, a produção estimada das principais espécies de copépodes pelágicos de um ambiente recifal é influenciada pelas variações sazonais e nictemeral. Existe influencia das fases da lua, sobre a estrutura da comunidade considerando cada período individualmente e estes dados foram corroborados pelas análises estatísticas ANOVA e PERMANOVA aplicados aos dados de densidade total e das espécies, respectivamente. Em relação aos dados de biomassa e produção, analisados de forma geral, as variações dos ciclos lunares não parecem influenciar de forma significativa a produtividade das espécies de copépodes da região.
2022-12-06T16:24:58Z
FIDELIS, Valdylene Tavares Pessoa
Contaminação ambiental por microplásticos em Fernando de Noronha, Abrolhos e Trindade
Recentemente, a comunidade científica especializada vem concentrando seus esforços na identificação, caracterização e quantificação dos microplásticos, definidos pela literatura como partículas plásticas menores que 5 milímetros. Microplásticos então presentes na superfície dos oceanos, em praias arenosas e ambientes lamosos, desde o Equador até os Pólos, em praias urbanas e regiões remotas do globo, e ainda depositados em sedimentos profundos (>2.000m). Experimentos de laboratório indicam que estas partículas plásticas podem ser ingeridas por organismos de todos os níveis da teia trófica marinha. Poluentes orgânicos, como DDTs e PCBs, e inorgânicos presentes na água do mar podem estar adsorvidos a estes plásticos, transportando contaminantes químicos para diversas regiões do globo, ou sendo liberados quando no trato gastrointestinal de vertebrados e invertebrados se ingeridos, podendo ainda ser transportados ao longo da teia trófica marinha. Há mais de 10 anos relata-se que no Oceano Pacífico Norte microplásticos estão presentes principalmente no centro do giro subtropical, aparentemente influenciados por variáveis oceanográficas. Para o Oceano Atlântico tropical, evidências sobre a presença de microplásticos existiam apenas para as praias arenosas do Arquipélago de Fernando de Noronha (3°S, 32°W), e para as águas adjacentes ao Arquipélago de São Pedro e São Paulo. Para preencher esta lacuna, microplásticos foram o foco da amostragem em três importantes ambientes insulares no oeste do Oceano Atlântico tropical: Arquipélago de Fernando de Noronha, Arquipélago de Abrolhos (17°S, 38°W) e a Ilha da Trindade (20°S, 29°W) em 4 expedições científicas realizadas entre dezembro de 2011 e março de 2013. Plásticos flutuantes foram amostrados através de arrastos planctônicos (neuston) nas áreas marinhas adjacentes a estes ambientes. Um total de 160 arrastos foi realizado. Em Trindade, mais de 90% dos arrastos estavam contaminados por microplásticos, identificados como fragmentos duros, fragmentos moles, paint chips, linhas e fibras. Em Noronha e Abrolhos aproximadamente metade dos arrastos estava contaminada. Fragmentos plásticos duros foram os tipos de itens mais amostrados assim como em outros estudos de microplásticos em amostras de plâncton. Entre os fragmentos, >75% tinham 5mm ou menos. A contaminação média foi de 0,03 partículas por m3, inferior às quantidades previamente conhecidas no Oceano Pacífico. As amostras de microplásticos depositados na superfície do sedimento foram coletadas nas praias arenosas em cada uma das ilhas através de quadrantes. As amostras coletadas também foram analisadas quanto a granulometria predominante, já que estas informações ainda eram inexistentes para as ilhas estudadas. Em Abrolhos nenhuma partícula plástica foi amostrada. Fragmentos plásticos duros e esférulas plásticas foram identificados somente em Fernando de Noronha e Trindade, sendo que o lado mais exposto à ação de ventos e corrente superficias predominantes estava mais contaminado, quando comparado ao lado relativamente mais protegido nas ilhas estudadas. Estes resultados são os primeiros indícios da contaminação do oeste do Oceano Atlântico tropical em relação à contaminação por microplásticos. A presença destes microplásticos alerta para a vulnerabilidade destas ilhas e sua biota em relação á contaminação por plásticos.
2022-12-06T16:26:49Z
SUL, Juliana Assunção Ivar do
Produção de Copepoda do plâncton em um estuário impactado no nordeste brasileiro
A presente tese teve como objetivo geral conhecer como a produtividade de Copepoda é afetada pelo grau de poluição em estuários. Para a estimativa da produtividade de Copepoda foram usadas regressões comprimento-peso para as principais espécies de Copepoda e foram utilizadas equações disponíveis na literatura para conversão de sua biomassa em produtividade secundária. Para acessar a massa d’água dominante foram obtidos dados de temperatura e salinidade e para obter informações sobre o grau de poluição foram medidos o oxigênio dissolvido e a clorofila-a. As amostras foram coletadas em uma estação fixa na Bacia do Pina, em marés de sizígia e quadratura com redes de plâncton com 64 e 200 μm de abertura de malha, através de arrastos horizontais superficiais. Foi também coletado sedimento para o cultivo em laboratório de cistos de resistência inseridos no mesmo, e importantes para uma possível recolonização de ambientes após períodos adversos, representando fonte potencial para o recrutamento de náuplios na coluna d’água. As maiores profundidades ocorreram durante as preamares de sizígia, com máximo de 2,50 m. A temperatura da água apresentou valores variando entre 26 e 31° C e a salinidade entre 26 e 37, evidenciando estuário variando de polihalino a euhalino. O oxigênio dissolvido indicou área poluída na baixa-mar com cerca de 40% de saturação, sendo esta poluição reduzida durante as preamares quando chega a mais de 100% de saturação. A clorofila-a apresentou altas concentrações com maiores valores médios na maré de quadratura (20 mL.L-1 ) em relação a sizígia (6 mL.L-1 ). O zooplâncton esteve representado por 44 taxa pertencentes aos clados Rotifera, Ciliophora, Foraminífera, Cnidaria, Mollusca, Bryozoa, Annelida, Arthropoda, Chaetognatha e Chordata. Copepoda destacou-se com 18 espécies, entre as quais foram frequentes e abundantes nas duas frações estudadas Oithona oswaldocruzi, O. hebes, Dioithona oculata, Parvocalanus crassirostris, Acartia lilljeborgi, Temora turbinata e Euterpina acutifrons. Este grupo caracteriza os estuários tropicais brasileiros. A densidade média mínima de Copepoda foi de 3420 ± 1906 ind.m-3 na maré de sizígia na fração do mesozooplâncton e o máximo foi de 80528 ± 51246 ind.m-3 na maré de quadratura na fração do microzooplâncton. Em termos gerais, a densidade de Copepoda na fração do microzooplâncton foi mais de 10 vezes a quantidade da fração do mesozooplâncton; na maré de quadratura, essa fração foi cerca de 3 vezes mais densa do que a encontrada na sizígia e cerca de 1,5 vezes mais que na fração do mesozooplâncton. Para as estimativas de produção foram consideradas: Oithona oswaldocruzi, O. hebes, D. oculata, Acartia lilljeborgi e Parvocalanus crassirostris, que juntas totalizaram mais de 60% de toda comunidade. Em termos de produção total, as taxas mais altas ocorreram durante a quadratura (10,07 mgC m -3 dia-1 , para a comunidade do microzooplâncton; e 6,1 mgC m -3 dia-1 , para o mesozooplâncton). Embora esse ecossistema estuarino apresente alto grau de poluição nas baixamares de quadratura, a mesma é amenizada pela grande penetração do fluxo marinho, apresentando o ambiente uma melhor qualidade nas preamares de sizígia. As taxas mais elevadas de produção no período de maior poluição mostram a grande resiliência das espécies estudadas de Copepoda aos impactos antropogênicos, contudo quando comparado a estuários similares observou-se, que a produção é reduzida pela forte poluição.
2022-12-06T16:25:14Z
MAGALHÃES, Glenda Mugrabe de Oliveira
A Importância das praias para o desenvolvimento inicial de assembleias de peixes e macrocrustáceos: variação espaço-temporal da ictiofauna em praias adjacentes a um estuário tropical (Resex Acaú-Goina PE/PB, Brasil)
As zonas costeiras são consideradas áreas de transição entre os domínios continental e marinho, apresentando alta complexidade e dinamismo. Representando aproximadamente 10% das áreas emersas habitáveis, abrigam atualmente cerca de dois terços da população mundial proporcionando inúmeros serviços econômico-sociais a sociedade humana, que em constante expansão sobrecarrega cada vez mais esses ambientes que exercem papéis ecológicos fundamentais na manutenção da biodiversidade (e produtividade) local e de ecossistemas adjacentes (terrestre e marinho). Dentre os diferentes ecossistemas costeiros, os sistemas estuarinos são bastante conhecidos por estarem presentes em praticamente toda a costa brasileira, assim como por apresentarem grande importância ecológica, econômica e social. Na costa nordeste do Brasil muitos ecossistemas estuarinos ainda encontram-se pouco ou até mesmo não estudados, deixando uma lacuna nos estudos ecológicos referentes a esses ecossistemas que além de grande dinamismo também apresentam muitas particularidades, principalmente ao longo dessa região (NE) onde a plataforma continental é mais estreita. Dessa forma, durante o período de doze meses o habitat praia estabelecido na porção externa do estuário do Rio Goiana foi amplamente estudado, tendo como objetivo principal, avaliar o potencial desse ambiente como berçário para as assembleias de peixes. Um total de três desenhos amostrais foram elaborados e executados nas praias adjacentes a foz do Rio Goiana. A partir do esforço amostral, aspectos relacionados à composição e dinâmica da comunidade de fauna, assim como, características morfodinâmicas e ambientais, foram descritos pela primeira vez nesse habitat, que atualmente encontra-se sob a condição de Reserva Extrativista (RESEX Acaú-Goiana). Foi identificado que as praias adjacentes ao estuário ocorrem junto a um extenso terraço de baixa-mar, cortado pelo canal principal do rio ao longo da margem sul do estuário. Por se tratar de um ambiente dominado pela maré, diferentes ciclos ambientais como o ciclo lunar e circadiano, apresentaram grande influencia nos padrões das variáveis ambientais (salinidade, temperatura da agua, oxigênio dissolvido e profundidade), assim como, no uso do habitat pelas diferentes espécies da fauna. A diferença no regime de chuvas ao longo do ciclo sazonal mostrou-se determinante na composição da comunidade biótica das praias, dominadas por espécies estuarinas durante a estação chuvosa, e abrigando um maior número de espécies costeiras durante a estação seca. Esse ciclo sazonal do habitat, estimulado pelas oscilações de variáveis ambientais como salinidade e temperatura, permite que o habitat contemple um maior número de espécies, e aumenta a eficiência do fluxo de energia entre a porção interna do estuário e habitats costeiros adjacentes. A porção externa do estuário do Rio Goiana proporciona um extenso habitat de aguas rasas, ideal para o desenvolvimento inicial de varias espécies de peixes e crustáceos. É nesse habitat, que o berçário de espécies chave para a subsistência de famílias tradicionais como, Mugil spp. e Callinectes danae ocorre. O grande acúmulo de matéria orgânica, típico de terraços de maré, associado às baixas profundidades e transparência, promovem proteção e recursos alimentares para inúmeras espécies em desenvolvimento inicial, se apresentando assim, como uma importante alternativa de berçário para as assembleias de peixes e crustáceos. As praias estudadas podem exercer um importante papel na manutenção da biodiversidade do ecossistema estuarino e adjacente. As informações levantadas no presente estudo são inéditas, podendo servir de auxilio aos órgãos competentes, em seus planos de manejo de ecossistemas costeiros em unidades de conservação.
2022-12-06T16:25:45Z
LACERDA, Carlos Henrique Figueiredo
Taxonomia e biomassa fitoplanctônica no estuário do rio Capibaribe (Recife, Pernambuco, Brasil)
A presente pesquisa teve como objetivo efetuar uma análise espaço-temporal da estrutura da comunidade fitoplanctônica, biomassa e parâmetros hidrológicos no estuário do rio Capibaribe (Recife, Pernambuco, Brasil). As coletas foram realizadas em três pontos fixos durante o período de estiagem (outubro, novembro e dezembro de 2010) e chuvoso (maio, junho e julho de 2011) abrangendo dois ciclos de marés (baixa- mar e preamar). As amostras de microfitoplâncton foram coletadas com auxílio de uma rede de plâncton com abertura de malha de 64μm. Os dados de pluviometria foram fornecidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia - 3° Distrito de Meteorologia (INMET - 3° DISME), provenientes da Estação Meteorológica. Foram aferidos in situ dados sobre as variáveis abióticas: profundidade local, temperatura e transparência da água; concomitantemente, foram coletadas amostras de água, com garrafa oceanográfica do tipo Kitahara, para análise da salinidade e clorofila a. Foram identificados 96 táxons, distribuídos entre os filos Ochrophyta (61,46%), Chlorophyta (12,50%), Cianobacteria (11,46%), Myzozoa (7,29%), Euglenozoa (4,17%) e Charophyta (3,12%), sequenciados em ordem de riqueza taxonômica e abundância, destacando-se como dominantes: as cianobactérias Oscillatoria sp e Planktothrix sp; e as ochrophytas (diatomáceas) Aulacoseira granulata, Cyclotella glomerata, Cyclotella sp, Cylindrotheca closterium, Helicotheca thamesis, Skeletonema costatum e Thalassiosira sp. A biomassa fitoplanctônica variou de 0,66 a 52,69mg.m-3 , com média geral de 13,46mg.m-3 e juntamente com a salinidade, temperatura e transparência da água apresentaram maiores valores no período de estiagem. Foram registrados valores de salinidade, temperatura e transparência da água mais elevados nas preamares e biomassa fitoplanctônica nas baixa-mares. Os resultados obtidos indicam uma variação sazonal bem definida da biomassa fitoplanctônica e composição florística do microfitoplâncton, influenciada pelo efeito sinergético dos parâmetros climatológicos e hidrológicos, notadamente com relação à penetração da luz solar no ambiente. Conclui-se que, a região estuarina do rio Capibaribe é um ambiente eutrófico, e que o ciclo de maré foi o fator determinante na variação da biomassa fitoplanctônica e composição do microfitoplâncton.
2022-12-06T16:28:43Z
ANJOS, Diego Lira dos
Ecologia da herbivoria por peixes-papagaio no Atlântico Oeste: organização social, ontogenia e papel funcional
A herbivoria é um dos fatores responsáveis pelo controle da biomassa e cobertura de algas, bem como molda a composição específica de suas assembleias. Vários organismos são herbívoros, dentre eles os peixes-papagaio (família Scaridae), que através do consumo de algas abrem espaço para o assentamento e crescimento de corais juvenis, realizando um papel central na manutenção dos recifes de coral. Estudos recentes têm associado a diminuição da cobertura viva de recifes de coral à diminuição da abundância de peixes herbívoros da família Scaridae, causada pela intensa pesca dirigida a estas espécies, várias ja classificadas como ameaçadas ou quase ameaçadas segundo critérios da IUCN. Vários trabalhos têm sido desenvolvidos abordando a função dos peixes-papagaio, porém a maioria das teorias que envolvem a herbivoria por peixes recifais foi desenvolvida no Indo-Pacífico e no Caribe. Entretanto, tais estudos geralmente tratam a alimentação como uma característica de cada espécie, negligenciando potenciais efeitos da organização social e ontogenia em sua composição alimentar. Nesse âmbito, a presente tese teve como objetivo elucidar três pontos principais, que resultaram na composição de três capítulos, analisando: (1) a influência de distintas organizações sociais na alimentação de peixes-papagaio; (2) a influência de mudanças ontogenéticas e no uso de distintos habitats na alimentação de peixes-papagaio; (3) o efeito da herbivoria por peixes-papagaio nos recifes de coral brasileiros. Para o primeiro capítulo, a espécie Scarus iseri, uma das espécies de peixe-papagaio mais abundantes do Caribe, foi selecionada tendo em vista que a maioria dos estudos abordando a ecologia social de peixes-papagaio foram realizados com esta espécie. Durante o presente trabalho, foram identificadas duas distintas organizações sociais para esta espécie, os grupos estacionários e os territoriais, ambos consistindo de poucos indivíduos que usam uma área limitada, mas agressivamente defendida por seus membros apenas no último grupo. Foi observado que indivíduos em diferentes grupos sociais se distribuíram de forma distinta no ambiente recifal e que possuíam estruturas de tamanho diferenciadas, sendo os indivíduos jovens mais abundantes nos ambientes de grupos estacionários, devido a exclusão competitiva por indivíduos territoriais. As agressões intraespecíficas, mais frequentes nos grupos territoriais, foram utilizadas para defender habitats com maior disponibilidade de alimento preferido por S. iseri. Os indivíduos em grupos territorialistas se alimentaram principalmente de algas filamentosas, um item de maior palatabilidade e alta produção, enquanto que a dieta de indivíduos em grupos estacionários foi composta por detritos presentes no substrato e sobre esponjas. Foi possível observar que os peixes-papagaio podem mudar sua ecologia alimentar de acordo com sua organização social, alterando por conseguinte sua função do ambiente recifal. No segundo capítulo a espécie estudada foi Sparisoma axillare, o peixe-papagaio mais abundante na maioria dos recifes de coral brasileiros. Este estudo focou sua ecologia alimentar na fase jovem em quatro diferentes habitats dos recifes de Tamandaré: (1) os bancos de algas, (2) o back reef, (3) o topo recifal e (4) o fore reef. Os indivíduos menores de 5 cm preferiram habitar os bancos de macroalgas e o topo recifal, enquanto os indivíduos maiores que 5 cm habitaram em maior número o back e o fore reef, diferença devida a distintas condições pós-assentamento entre estes habitats. Interações agressivas com o peixe-donzela Stegastes fuscus foram o principal fator influenciando essa distribuição e as taxas de alimentação de S. axillare. Indivíduos menores ocorreram em habitats dominados por S. fuscus por apresentar comportamento críptico e se alimentaram em baixa frequência, ao crescer estes indivíduos aumentaram suas taxas de alimentação e passaram ao comportamento vagueador. A preferência alimentar dos jovens foi determinada pela disponibilidade de alimento em cada habitat, entretanto algas filamentosas foram o principal alimento de indivíduos menores, enquanto que para indivíduos maiores de 10 cm uma maior ingestão de areia foi constatada. Através deste estudo foi observado que uma espécie de peixe-papagaio pode variar sua dieta de acordo com a disponibilidade de alimento em cada ambiente, o que pode ser dependente do seu tamanho e sua interação com outras espécies. No terceiro capítulo foi abordado o efeito da herbivoria por peixes-papagio nos recifes de coral costeiros do Brasil. Para tal, três experimentos utilizando a exclusão da herbivoria com gaiolas foram realizados, observando: (1) a influência da herbivoria na biomassa de algas; (2) a influência da herbivoria na percentual de cobertura bentônica; (3) a influência da herbivoria na sucessão ecológica da cobertura bentônica. Foi observado que a exclusão da herbivoria não resultou em um aumento da biomassa de algas, como observado na literatura. Entretanto, foi registrado um aumento na cobertura e riqueza das algas filamentosas nos tratamentos de exclusão da herbivoria, que ocorreram de forma elítica e epifítica. Com o aumento da cobertura de algas filamentosas, foi observado uma diminuição na cobertura de algas folhosas e calcárias articuladas, onde o último grupo apresentou uma relação positiva com a temperatura ao longo do experimento. As algas filamentosas também apresentaram uma relação positiva com a temperatura e em períodos de maior turbidez o crescimento de sua cobertura foi interrompido. No experimento de sucessão, a exclusão da herbivoria resultou em uma maior continuidade das espécies pioneiras na sucessão ecológica, as algas filamentosas. Entretanto, apesar da remoção da herbivoria a asesembleia de algas retornou a um estado de dominância de algas calcárias articuladas, um estado sucessional avançado. Os achados obtidos no presente estudo resultaram da baixa densidade de herbívoros raspadores (i.e. peixes- papagaio), capazes de retirar grandes porções de algas calcárias articuladas com sua alimentação, abrindo espaços no substrato para o assentamento de corais. Através da presente tese, se salienta e embasa a prioridade da criação de estratégias de manejo voltadas para a preservação de tal grupo, para que a saúde dos ambientes recifais seja garantida.
2022-12-06T16:27:06Z
FEITOSA, João Lucas Leão
Aprimoramento de método com náuplios de Tisbe biminiensis (Copepoda: Hartacticoida) e sua utilização no estudo de Avaliação e Identificação da Toxicidade das águas do complexo estuarino de Suape
O Complexo Industrial Portuário-SUAPE, localizado no complexo estuarino de Suape (Pernambuco, Brasil), conta com grandes empresas das mais diversas atividades produtivas. A região possui grande importância ecológica e econômica e estudos relatam a ocorrência de modificações fisiográficas, hidrológicas e ecológicas desde a implantação de SUAPE. Segundo estudos ecotoxicológicos realizados, a área apresenta contaminação moderada e variável. Contudo, ainda não foi possível indicar quais substâncias poderiam estar relacionadas com a toxicidade das amostras ambientais. Neste sentido, o teste de Avaliação e Identificação da Toxicidade – AIT surge como uma importante ferramenta, pois permite a identificação de contaminantes potencialmente causadores da toxicidade. O emprego de um ensaio ecotoxicológico rápido com um organismo-teste sensível antes e após as manipulações de AIT é necessário para este tipo de análise. Os náuplios de copépodos, dentre estes o da espécie Tisbe biminiensis, têm sido indicados para avaliação de amostras de água marinha devido a maior sensibilidade dos estágios larvais, porém o teste normalmente é realizado em microplacas o que o torna bastante laborioso. Este trabalho teve como objetivos aprimorar um protocolo para realização de bioensaios com náuplios de T. biminiensis e avaliar sua sensibilidade usando uma substância de referência, no caso o sulfato de zinco. Posteriormente, o teste foi empregado na avaliação da toxicidade de amostras de água superficial coletadas em diferentes pontos de Suape entre os anos de 2011 e 2013. Visando aumentar a sensibilidade do método, além dos parâmetros de mortalidade, desenvolvimento e inibição, também foram avaliados tamanho e estágio de desenvolvimento dos copepoditos. Para AIT foram estudadas amostras de água superficial coletadas em Abril e Setembro de 2013, sendo realizadas análises químicas de metais, amônia, hidrocarbonetos e agrotóxicos neste último mês. O tempo de duração do teste foi definido em 72 horas. Os testes de alimentação utilizando as microalgas Chaetoceros gracilis e Thalassiosira fluviatilis com e sem adição de ração para peixe demonstraram o pior desempenho de T. fluviatilis sem adição de ração como alimento. Foi verificado que o desenvolvimento nas concentrações de C. gracilis superiores a 2,5 x 105 células mL-1 foram estatisticamente maiores do que controle (água do mar sem adição de alimento) quando na temperatura de 28°C após 72 h. Entretanto a 25°C após 72 horas, apenas a partir da concentração de 5,5 x 105 células mL-1 de C. gracilis, o desenvolvimento dos náuplios para copepoditos foi superior ao controle, indicando que a temperatura de 28°C promove maior desenvolvimento. Logo, foram definidas as seguintes condições para o teste: concentração de C. gracilis de 2,5 x 105 células mL-1 , temperatura de 28°C e um tempo de 72 h. Após os sete testes de sensibilidade foram estimadas as CE50/72h, CL50/72h e a CENO em 3,25 ± 0.59; 3,46 ± 0.72 e 2,0 mg L- 1 para o ZnSO4.7H2O, indicando que os náuplios de T. biminiensis são tão sensíveis quanto outros copépodos frequentemente empregados em estudos ecotoxicológicos. Avaliando-se amostras de água superficial coletadas na região de Suape verificou-se a presença de toxicidade sub-letal para os náuplios de T. biminiensis, mais associada ao mês de Setembro, início do período seco. Dentre os parâmetros avaliados, a inibição foi o que mais indicou toxicidade, seguido pelo desenvolvimento. Apesar da obtenção das medidas dos comprimentos total e da cabeça (geral e por estágio de copepoditos) e da frequência de estágios reduzirem a praticidade do método, em um dos pontos de coleta elas aumentaram a detecção de efeitos tóxicos. O estudo de AIT indicou que os compostos orgânicos, os metais e a amônia seriam os principais agentes causadores da toxicidade das águas de Suape, sendo os resultados da caracterização da fase I do AIT considerados bastante complexos. Nas análises químicas, os Hidrocarbonetos Aromáticos de Petróleo Dissolvidos ou Dispersos estavam em níveis subletais, os agrotóxicos não foram detectados e houve diminuição das concentrações de Fe após a macroalga Ulva sp. A adição de novos parâmetros no teste com náuplios T. biminiensis foi importante para confirmação dos resultados obtidos. A variedade de agentes tóxicos indicados pode ser atribuída à diversidade de atividades realizadas na área, às diferentes influências sofridas pelos pontos estudados e ao regime de chuvas, marés e correntes, indicando a necessidade de monitoramento e avaliação constantes das condições ambientais da região.
2022-12-06T16:27:23Z
LAVORANTE, Beatriz Regina Brito de Oliveira