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Manganês e potencial fisiológico de sementes de soja
O trabalho teve por objetivo avaliar a influência de diferentes fontes e modos de aplicação de manganês, em plantas de soja, sobre o potencial fisiológico das sementes produzidas e a massa de mil sementes. Os tratamentos constaram de fontes de manganês aplicadas via solo (MnSO4.4H2O e Oxi-sulfato Mn) e via foliar (MnSO4.4H2O, Quelado Cl-, Quelado NO3- e Quelado SO4(2-)); para as sementes produzidas, determinaram-se a massa de mil sementes, a germinação e o vigor (envelhecimento acelerado e condutividade elétrica). Diante dos resultados obtidos, concluiu-se que a aplicação de manganês exerceu influência positiva sobre a massa das sementes de soja produzidas e que o estado nutricional das plantas, em relação ao manganês, não influenciou o potencial fisiológico das sementes produzidas.
2002
Melarato,Marcelo Panobianco,Maristela Vitti,Godofredo Cesar Vieira,Roberval Daiton
Potencial de emissão de metano em lavouras de arroz irrigado
Nos últimos anos, grande atenção tem sido dirigida aos problemas potenciais ocasionáveis pelo "efeito estufa". O homem, através da atividade industrial, consumo de combustíveis fósseis, destruição de florestas e da adoção de certas práticas agrícolas, é o principal responsável pelo fenômeno. Os principais gases que causam o efeito estufa são dióxido de carbono (CO2), metano (CH4), óxido nitroso (N2O) e clorofluorcarbonos (CFCs). O metano destaca-se dentre eles pela quantidade produzida e pela atividade na absorção do calor atmosférico. As principais fontes produtoras de metano são solos naturalmente alagados ou cultivados sob inundação, os quais respondem por aproximadamente 40% do total de metano emitido; destes, 37% são emitidos a partir do arroz cultivado sob inundação. Neste contexto, a presente revisão de literatura tem como objetivos descrever os processos que governam a produção e a emissão de metano, bem como discutir práticas de manejo e características da cultura que afetam a emissão do gás. Do total de metano originado em lavouras de arroz durante a estação de crescimento, entre 60 e 90% dá-se através das plantas de arroz. Embora o metano não seja o principal responsável pelo efeito estufa e a orizicultura não represente a maior fonte produtora de metano, a redução na emissão do gás poderá ser alcançada através de alterações nas práticas de cultivo do arroz. Dentre as alternativas que podem ser trabalhadas incluem-se os manejos da água de irrigação e da adubação e a utilização de cultivares do cereal que apresentem menor número de aerênquimas e menor produção de fitomassa, mas que mantenham o potencial de rendimento da cultura.
2002
Agostinetto,Dirceu Fleck,Nilson Gilberto Rizzardi,Mauro Antonio Balbinot Jr,Alvadi Antonio
Auto-incompatibilidade em plantas
A auto-incompatibilidade (AI) é a incapacidade de uma planta fértil formar sementes quando fertilizada por seu próprio pólen. É um mecanismo fisiólogico, com base genética, que promove a alogamia, e tem despertado a atenção de geneticistas e melhoristas de plantas. Atualmente, a ênfase nas pesquisas está na identificação e entendimento dos processos moleculares e celulares que levam ao reconhecimento e à rejeição do pólen auto-incompatível, incluindo a identificação, localização e seqüenciamento das proteínas, enzimas e genes envolvidos. Existem dois tipos principais de AI, a gametofítica (AIG), em que a especificidade do pólén é gerada pelo alelo S do genoma haplóide do grão do pólen (gametófito), e a esporofítica (AIE), em que a especificidade é gerada pelo genótipo diplóide da planta adulta (esporófito) que deu origem ao grão de pólen. A AIE pode ser homomórfica, quando não existem modificações florais que acompanham o processo, ou heteromórfica, quando, com o processo de AI, ocorrem modificações florais. A reação da AI engloba desde o impedimento da germinação do pólen até o rompimento do tubo polínico. A ocorrência de AI em espécies de interesse econômico pode ter uma importância muito grande, sendo muito positiva em alguns casos e um empecilho em outros, dependendo da parte da planta (vegetativa ou reprodutiva) que é colhida e do tipo de reprodução, sexual ou vegetativa. A utilização da AI no melhoramento de plantas é feita há bastante tempo, mas existe uma lacuna entre o grau de detalhamento do conhecimento teórico, como as bases genética e molecular, e a aplicação deste conhecimento no melhoramento.
2002
Schifino-Wittmann,Maria Teresa DallAgnol,Miguel
Desfolhamentos contínuos e seqüenciais simulando danos de pragas sobre a cultivar de soja BRS 137
O objetivo deste trabalho foi avaliar os efeitos dos desfolhamentos contínuo e seqüencial, tanto na fase vegetativa como reprodutiva, sobre o rendimento de grãos de soja (cultivar BRS 137), utilizando os níveis de danos estabelecidos para o manejo de pragas nessa cultura. O trabalho foi realizado na Universidade de Passo Fundo, RS, na safra 1999/2000. O delineamento experimental foi blocos ao acaso e os tratamentos, com quatro repetições, foram: desfolhamentos contínuos de (i) 33% nas fases V4 a V9 e de (ii) 17 e (iii) 33% nas fases R1 a R4 (escala de FEHR & CAVINESS, 1977); desfolhamento seqüencial de (iv) 33+17% e (v) 17+33%, respectivamente nas fases V4 a V9 e nas fases R1 a R4; e (vi) testemunha (sem desfolhamento). Observou-se que os níveis de desfolhamento de 33% na fase vegetativa e 17% na reprodutiva, não afetaram o rendimento de grãos (kg ha-1), enquanto o desfolhamento seqüencial de 33+17% e 17+33% nas fases vegetativa e reprodutiva, respectivamente, e 33% na reprodutiva, reduziram o rendimento de grãos. O rendimento de grãos por planta, número de legumes normais e de grãos, e o peso do grão foram os componentes determinantes na redução do rendimento de grãos de soja (kg ha-1), devido os desfolhamentos seqüenciais de 33+17% e 17+33%. Todos os desfolhamentos reduziram o número de grãos por planta e de legumes normais por planta. Considerando os níveis de desfolhamento recomendados para o controle de insetos filófagos, pode ser indicado, para a cultivar BRS 137, desfolhamento de 33% na fase vegetativa (V4 até V9) ou 17% na fase reprodutiva (R1 até R4).
2003
Reichert,João Luiz Costa,Ervandil Corrêa
Consumo de mesofilo foliar por Tuta absoluta (Meyrick, 1971) (Lepidoptera: Gelechidae) em três cultivares de Lycopersicon esculentum Mill
A "traça-do-tomateiro", Tuta absoluta (Meyrick) (Lepidoptera: Gelechiidae), é uma das principais pragas do tomateiro na atualidade. Suas larvas atacam folhas, hastes, brotos, flores e frutos, causando severos danos à cultura. Trabalhos de quantificação do dano são relativamente raros e restringem-se à contagem do número de frutos atacados e estimativa dos danos foliares, nos testes de controle químico. Desta forma, realizou-se este trabalho objetivando quantificar o consumo de mesofilo foliar por este inseto em três cultivares de tomateiro (Carmem, Santa Clara e Empire). No Laboratório de Entomologia, do Departamento de Fitossanidade da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi realizada a criação de lagartas nas três cultivares de tomateiro, sob condições controladas (temp. 25±1°C; U.R. 65±10% e fotofase de 12h). Através do uso de um medidor de área foliar (Li-cor Model LI-3000) mediu-se a área de mesofilo foliar consumida, correspondente ao dano em cada um dos ínstares. Não foram observadas diferenças no consumo de mesofilo foliar nas três cultivares. O consumo no 4º ínstar foi significativamente superior aos demais, chegando na cultivar Santa Clara, a mais consumida, a 2,207±0,258cm², valor equivalente a 78,9% do total consumido durante a fase larval.
2003
Bogorni,Paulo Cesar Silva,Ricardo Adaime da Carvalho,Gervásio Silva
Técnicas de aplicação de fungicida em trigo para o controle de Giberela (Gibberella zeae)
Durante muitos anos, a giberela, causada pelo fungo Gibberella zeae (anamorfo Fusarium graminearum), foi considerada de importância secundária no sul do Brasil. O aumento da intensidade e da freqüência de ocorrência, tornou a giberela uma das doenças de maior importância na cultura do trigo. A giberela é uma doença de infecção floral e mesmo os fungicidas sistêmicos recomendados apresentam apenas efeito protetor das anteras. Os objetivos do presente trabalho foram avaliar a eficiência de controle e os efeitos nos grãos colhidos, de dois tipos de pontas de pulverização (leque e duplo leque), diferentes arranjos dos bicos na barra de aplicação e dois volumes de calda. A desuniformidade da antese aparece como um dos principais fatores envolvidos com a baixa eficiência dos fungicidas. Nos experimentos, realizados no ano 2000, a aplicação dos tratamentos reduziu significativamente a incidência, o número de espiguetas gibereladas e a severidade da doença, aumentando o rendimento de grãos. As pontas de pulverização, seus arranjos na barra e os volumes de calda utilizados comportaram-se de maneira semelhante em todas as variáveis avaliadas. O incremento no rendimento de grãos, obtido em relação à testemunha, sugere que se deve recomendar a aplicação de fungicidas para o controle da giberela, utilizando pontas que geram gotas finas a médias com volume de calda de 200 L.ha-1.
2003
Panisson,Edivan Boller,Walter Reis,Erlei Melo Hoffmann,Laércio
Rendimentos de grãos, seus componentes e características morfológicas do fejoeiro comum cultivado em quatro densidades de semeadura na safrinha
A cultivar de feijoeiro comum Iraí, tipo I, foi cultivada durante a safrinha de 2001 em Santa Maria-RS, em quatro populações de plantas (200, 300, 400 e 500 mil plantas ha-1). O delineamento experimental utilizado foi o de blocos ao acaso com quatro repetições. Foram avaliados o rendimento de grãos, os componentes do rendimento e algumas características morfológicas. Não houve diferença no rendimento de grãos, no número de legumes m-2, número de grãos legume-1, peso médio de 100 grãos e estatura de planta entre as populações testadas.
2003
Jauer,Adilson Dutra,Luiz Marcelo Costa Lucca Filho,Orlando Antônio Santi,Antônio Luis Zabot,Licio Uhry,Daniel Bonadimam,Rafael Bellé,Gustavo Luiz Lúcio,Alessandro Dal'Col
Cultivares de arroz irrigado e nutrientes na água de drenagem em diferentes sistemas de cultivos
Este trabalho teve como objetivo avaliar o rendimento de grãos e componentes do rendimento de quatro cultivares de arroz irrigado submetidas a diferentes sistemas de cultivo, bem como verificar a concentração de nutrientes na água de drenagem inicial dos sistemas. O experimento foi conduzido no ano agrícola 1998/1999 em área de várzea em PLANOSSOLO HIDROMÓRFICO Eutrófico arênico na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Santa Maria (RS). Foram avaliadas quatro cultivares de arroz irrigado (IRGA 417, EL PASO 144, BRS TAIM e EPAGRI 108) em cinco sistemas de cultivo (convencional, cultivo mínimo, pré-germinado, "mix" de pré-germinado e transplante de mudas). O delineamento experimental foi o de blocos ao acaso, esquema bifatorial em parcelas subdivididas, com quatro repetições. A semeadura no sistema convencional e cultivo mínimo foi realizada dia 01 de novembro de 1998 e os sistemas pré-germinado, mix de pré-germinado e transplante de mudas foi realizado dia 18 de novembro de 1998. O rendimento de grãos das cultivares foi influenciado pelos sistemas de cultivo, exceto a EL PASO 144, que apresentou rendimento de grãos semelhante em todos os sistemas. A EPAGRI 108 obteve maior rendimento de grãos com 9.612 kg ha-1sob sistema transplante de mudas. As cultivares de arroz no sistema pré-germinado e mix de pré-germinado apresentaram maior número de panículas por m² e, no transplante de mudas, maior número de grãos por panícula. Independentemente dos sistemas, a cultivar EL PASO 144 obteve maior número de grãos por panícula, e a EPAGRI 108 maior massa de mil grãos. A concentração total de nutrientes na água de drenagem inicial dos sistemas pré-germinado, mix de pré-germinado e transplante de mudas foram similares, sendo verificada a concentração média de N, P, K, Ca, Mg e Fe de 5,02, 2,06, 10,33, 6,38, 3,51 e 2,56 mg l-1, respectivamente.
2003
Weber,Lauro Marchezan,Enio Carlesso,Reimar Marzari,Victor
Crescimento e desenvolvimento de plantas de alface provenientes de mudas com diferentes idades fisiológicas
O trabalho teve como objetivo determinar o efeito da idade fisiológica das mudas de alface no momento do transplante sobre o crescimento e desenvolvimento das plantas na lavoura. As mudas foram produzidas em bandejas de poliestireno, empregando substrato comercial, sem aplicação de nutrientes. A água foi fornecida por irrigação, feita periodicamente para compensar as perdas por evapotranspiração, da mesma forma como praticado na produção comercial de mudas. Os tratamentos consistiram de quatro datas de semeadura: 5, 11, 19 e 26 de julho, respectivamente T1, T2, T3 e T4. O transplante para os canteiros de produção foi feito em 3 de setembro, aos 60; 54; 46 e 39 dias após a semeadura, respectivamente. Nessa data, o número médio de folhas por muda foi de 6,0; 6,0; 4,8 e 4,0 e a massa seca de 0,7; 0,5; 0,5 e 0,3g/muda, respectivamente. Foi determinado o número de folhas, a massa seca e a superfície foliar específica (SLA) das folhas das plantas de cada tratamento aos 25, 30, 35, 42, 46 e 51 dias após o transplante (DAT). Ao final do experimento, o número médio de folhas foi similar em T1, T2 e T3, totalizando 21,2; 21,2 e 20,6 folhas/planta, respectivamente, enquanto em T4 foi inferior com 15,4 folhas/planta. O crescimento foi similar em T1, T2 e T3, totalizando ao final do experimento 12,4; 12,2 e 11,2g/planta, respectivamente, sem diferenças significativas, enquanto T4 diferiu com 6,0g/planta. Quanto ao SLA, os valores de T1, T2 e T3 foram crescentes até os 46 DAT, decrescendo apenas na última coleta, sem diferenças significativas. Em T4, esses valores decresceram durante todo o período, diferindo dos demais no final do experimento. Concluiu-se que o transplante pode ser efetuado com 5,0 folhas/muda e 0,5g/muda, podendo ser retardado no período de inverno e primavera até as mudas atingirem 6,0 folhas/muda e 0,7g/muda.
2003
Andriolo,Jerônimo Luiz Espindola,Maria Carolina Grigoletto Stefanello,Moisés Osmari
Eficiência de dois fosfatos naturais farelados em função do tamanho da partícula
Este trabalho foi realizado com objetivo de relacionar o tamanho da partícula de dois fosfatos naturais com seu índice de eficiência agronômica (IEA) para fósforo acumulado em plantas de milho, em dois cultivos sucessivos, sem revolvimento do solo, em casa de vegetação, num LATOSSOLO VERMELHO Distrófico típico corrigido para pH 5,5. As fontes de fosfatos naturais utilizadas foram o fosfato de Gafsa e o fosfato de Gantour Black, com os seguintes tamanhos de partículas: a) < 0,074mm, b) de 0,074 a 0,149mm, c) de 0,149 a 0,297mm, d) de 0,297 a 0,71mm, e) de 0,71 a 1,41mm, f) >1,41mm e g) farelados, em que mais de 80% das partículas tinham tamanho entre 0,074 e 0,5mm. O superfosfato triplo, com grânulos entre 2 e 4mm, foi utilizado como fonte padrão comparativa de fósforo. No primeiro cultivo, os fosfatos naturais finamente moídos (<0,074mm) apresentaram maior IEA; à medida que aumentou o tamanho das partículas diminuiu o IEA dos fosfatos naturais, entretanto, partículas com tamanho até 0,297mm foram reativas. No segundo cultivo, o IEA para partículas com tamanho entre 0,149 e 0,71mm, aumentou e o IEA dos fosfatos naturais farelados foi pouco reduzido em relação aos finamente moídos (<0,074mm). Partículas maiores do que 0,71mm não reagiram durante os dois cultivos. Os fosfatos naturais na forma física farelada mantiveram IEA próximo a 40% nos dois cultivos do milho. O fosfato natural de Gafsa foi mais eficiente do que o fosfato de Gantour Black no suprimento de fósforo no crescimento inicial de plântulas de milho.
2003
Horowitz,Nelson Meurer,Egon José
Modificações nos atributos químicos de solo sob campo nativo submetido à queima
Estudos envolvendo a dinâmica de nutrientes no solo sob campo nativo submetido a queimas no Sul do Brasil são escassos. O presente trabalho tem por objetivo avaliar as modificações nos atributos químicos do solo oriundas da queima das pastagens nativas. O estudo foi desenvolvido em Lages - SC, num Cambissolo Húmico Alumínico, argiloso e com alto teor de matéria orgânica. Os tratamentos consistiram de duas áreas contíguas, uma de 5,06ha com pastejo e queima, e outra, de 3,4ha, somente submetida ao pastejo. A temperatura do solo, a 1cm de profundidade, da área queimada, foi medida por sonda elétrica. As amostragens de solo, em três camadas (0 <FONT FACE=Symbol>¾</FONT> 2, 2 <FONT FACE=Symbol>¾</FONT> 5 e 5 <FONT FACE=Symbol>¾</FONT> 10cm), foram efetuadas 3 dias antes da queima, imediatamente após a queima e 30, 60, 90, 150, 220 e 350 dias após a queima, para o tratamento queimado; e 3 dias antes da queima, 90 e 220 dias após a queima, para o tratamento não queimado. Avaliaram-se o pH em água e os teores de N-total, N-NO3-+NO2, N-NH4+, Ca+Mg, K, Al e P. A camada superficial do solo (0 <FONT FACE=Symbol>¾</FONT> 2 cm) foi a que mostrou ser mais sensível à ação do fogo, atingindo temperatura máxima de 70ºC aos 4 minutos. Nessa camada, logo após a queima, ocorreu aumento nos teores de nitrato e diminuição nos teores de amônio. Também a queima aumentou os teores de K, Ca+Mg e os valores de pH e diminuiu os teores de Al+3. De um modo geral, todos os atributos químicos do solo avaliados tenderam aos valores originais a partir dos 90 dias após a queima.
2003
Rheinheimer,Danilo dos Santos Santos,Júlio César Pires Fernandes,Valesca Barros Barcelos Mafra,Álvaro Luis Almeida,Jaime Antonio
Nitrogênio e fósforo no crescimento de plantas de ginseng brasileiro [Pfaffia glomerata(Spreng.) Pedersen] cultivadas in vitro
O ginseng brasileiro [Pfaffia glomerata (Spreng.) Pedersen] apresenta propriedades medicinais marcantes e, por isso, atualmente, é largamente explorado de forma extrativista, tanto por parte dos coletores de ervas como pela indústria farmacêutica. Este trabalho objetivou caracterizar o efeito da variação isolada da concentração de N e P do meio MS no crescimento de plantas de P. glomerata cultivadas in vitro. Segmentos nodais de 1,0cm de comprimento e sem folhas, de plantas já estabelecidas in vitro, foram cultivados em meio MS contendo cinco concentrações (0, 25, 50, 100 e 150% da concentração padrão do meio de cultura MS) de nitrogênio ou fósforo. Aos 15 dias após a inoculação (DAI), o número de raízes e o percentual de enraizamento são maiores na concentração de N e P equivalentes a 50% daquela do meio de cultura MS. Aos 40 DAI, o crescimento em altura das brotações, número de segmentos nodais, índice de área foliar, número de folhas, matéria seca de raízes, da parte aérea e total da planta é maior na concentração de N e P, em média, próxima a 80% daquela do meio de cultura MS.
2003
Russowski,Denise Nicoloso,Fernando Teixeira
Lixiviação de nitrogênio afetada pela forma de aplicação da uréia e manejo dos restos culturais de aveia em dois solos com texturas contrastantes
A lixiviação de nitrato é um dos principais processos responsáveis pela perda de nitrogênio do solo. O presente trabalho objetivou avaliar o efeito da forma de aplicação da uréia e do manejo dos resíduos culturais de aveia preta sobre as perdas de N por lixiviação, em solos com diferentes conteúdos de argila e matéria orgânica (MO). Dois experimentos foram conduzidos em laboratório, num Nitossolo Vermelho (NV) e num Neossolo Quartzarênico (NQ), contendo 520 e 50g.dm-3 de argila, respectivamente. Os tratamentos consistiram da combinação de três sistemas de manejo da cobertura de inverno (sem palha, palha aplicada na superfície e palha incorporada no solo) e três formas de aplicação do adubo nitrogenado (sem N, N na superfície e N incorporado). Utilizou-se palha de aveia preta, na quantidade equivalente a 4Mg.ha-1. As doses de N foram de 129 e 90mg.kg-1 de solo para o NV e NQ, respectivamente, na forma de uréia sólida. A lixiviação foi aproximadamente quatro vezes maior no NV do que no NQ quando não se aplicou nitrogênio. A aplicação superficial da uréia propiciou menor lixiviação de N do que a incorporação, nos dois solos estudados. A adição da palha de aveia sobre a superfície do solo aumentou a lixiviação de N no NV, independentemente do manejo da adubação nitrogenada. A aplicação do N na superfície e a incorporação dos resíduos de aveia ao solo mantiveram maior quantidade de nitrogênio mineral (N-NO3-1 + N-NH4+1) remanescente no NV. A quantidade de N remanescente foi maior no NV do que no NQ.
2003
Sangoi,Luís Ernani,Paulo Roberto Lech,Vanderlei Adilson Rampazzo,Clair
Variáveis morfogênicas de Andropogon lateralis Nees submetido a níveis de nitrogênio nas quatro estações do ano
Este trabalho foi realizado com o objetivo de avaliar a resposta morfogênica de Andropogon lateralis ao uso de diferentes níveis de nitrogênio, sob a forma de uréia. Foram utilizadas plantas em canteiros com afilhos marcados para se monitorar as variáveis em estudo. Em cada estação do ano, afilhos foram marcados e aplicados os tratamentos: 0, 100, 200 e 400kg/ha de N. Foram avaliadas taxas de: alongamento, aparecimento, senescência, filocrono e comprimento de folhas expandidas. O tratamento com 200kg/ha de N apresentou as maiores taxas de alongamento e aparecimento de folhas (P<FONT FACE=Symbol>£</FONT>0,061) nas quatro estações do ano. As demais doses de N apresentaram respostas diferentes no decorrer das estações, com diferenças entre tratamentos nas estações. A senescência foliar, nos tratamentos que receberam N, foi maior no outono e inverno, não apresentando diferença nas demais estações. O filocrono não diferiu entre tratamentos, apenas sofrendo alternância de valores com as diferentes estações. O comprimento médio de folhas completamente expandidas foi superior no tratamento com 200kg/ha de N.
2003
Bandinelli,Duilio Guerra Quadros,Fernando Luiz Ferreira de Gonçalves,Edna Nunes Rocha,Marta Gomes da
Zoneamento ambiental dos banhados da Estação Ecológica do Taim, RS
O "Zoneamento Ambiental dos Banhados da Estação Ecológica do Taim" permitiu avaliar a deterioração ambiental dos ecossistemas existentes na Estação Ecológica do Taim (ESEC/TAIM), municípios de Rio Grande e Santa Vitória do Palmar (RS). Consideraram-se dois tipos distintos de ecossistemas: o do Banhado (ECO1 = Ecossistema Límnico) e o da Planície Marítima (ECO2 = Ecossistema Planície Marítima). A ECO TOTAL (ECO1 + ECO2) apresentou 64% de classe APP (Área de Preservação Permanente), 27,6% de ACP (Área de Conservação Permanente), 5,6% de AUO (Uso e Ocupação); em menor porcentagem encontrou-se a classe AR (Área de Restauração) com 2,8%. A deterioração ambiental média para o ECO1 foi de 10,32%, sendo menor que a ECO2 (23,94%). A deterioração ambiental da ESEC/TAIM (ECO) ficou em 13,65%. Com relação à análise de regressão para ECO1, concluiu-se que com 06 parâmetros ambientais se obteve a precisão de 95%, enquanto que, com 04 parâmetros ambientais obteve-se a mesma precisão para a ECO2. Com relação à análise fatorial concluiu-se que essa técnica permitiu conhecer a estrutura dos dados, mostrando as correlações entre cada variável (classes de exuberância) e seu respectivo fator, entretanto não foi possível separar grupos ou quantificar a influência de uma ou mais variáveis sobre outra de interesse (variável resposta), como por exemplo: quantos parâmetros são necessários para elaborar um zoneamento ambiental, sendo esta pergunta respondida pela análise de regressão. Recomenda-se que o zoneamento ambiental seja elaborado pelos órgãos públicos ambientais nas demais estações ecológicas e nas unidades de conservação.
2003
Kurtz,Fabio Charão Rocha,José Sales Mariano da Kurtz,Silvia Margareti de Juli Morais Robaina,Adroaldo Dias Garcia,Sandra Maria Santos,Alessandro Herbert de Oliveira Dill,Paulo Roberto Jaques Ataides,Paulo Roberto Vasques de Bolzan,Fabrina
O crescimento da Nectandra megapotamica Mez., em floresta nativa na depressão central do Estado do Rio Grande do Sul
Este trabalho foi realizado com o objetivo de estudar o crescimento em diâmetro, volume comercial, fator de forma comercial e incremento corrente anual do volume comercial em porcentagem (ICA%) para duas árvores dominantes de canela-preta (Nectandra megapotamica), em uma Floresta Estacional Decidual, localizada no município de Santa Maria na depressão central do Estado do Rio Grande do Sul. Os dados foram obtidos mediante análise de tronco e as tendências de crescimento em diâmetro, volume comercial, fator de forma e ICA%, foram ajustados com a utilização dos modelos de Mitscherlich & Sontag (1982), Backman (1943), Richards (1959), e um modelo parabólico do segundo grau. O ajuste dos modelos indicou que, para as variáveis diâmetro e volume comercial, o melhor modelo foi o de Mitscherlich & Sontag, para a árvore 1,sendo que, para a árvore 2, o modelo de Richards apresentou melhor ajuste. Para o incremento corrente anual do volume comercial em porcentagem, o melhor modelo foi o de Backmam, sendo o modelo parabólico, o de melhor ajuste para o fator de forma comercial.
2003
Tonini,Helio Finger,Cesar Augusto Guimarães Schneider,Paulo Renato
Reconhecimento da prole por operárias companheiras e não companheiras de ninho em Acromyrmex laticeps nigrosetosus Forel, 1908 (Hymenoptera, Formicidae)
Estudou-se a capacidade de discriminação de formas jovens de Acromyrmex laticeps nigrosetosus por operárias adultas da mesma subespécie. Eram oferecidas, na área de forrageamento, larvas e pupas companheiras e não companheiras de ninho, sendo quantificado o comportamento frente a essas formas jovens. Foram utilizadas colônias oriundas do município de Paraopeba, MG, Brasil, mantidas em condições de laboratório. Os resultados evidenciaram que essa subespécie não é capaz de discriminar formas jovens companheiras e não companheiras de ninho, ou seja, transportaram indiscriminadamente as formas jovens oferecidas para o interior do ninho. Também não se observou diferença significativa para o tempo de resposta de aceitação de prole companheira e não companheira de ninho.
2003
Souza,Danival José de Della Lucia,Terezinha Maria Castro Errard,Christine D'Ettorre,Patrizia Mercier,Jean Luc
Revisão de 26 casos clínicos de duodeno-jejunite proximal em eqüinos (1996-2000)
Os dados de 26 eqüinos com duodeno-jejunite proximal (DJP), examinados no HOVET-FMVZ-USP entre dezembro de 1996 e novembro de 2000, foram revisados. Durante esse período, foram atendidos 1555 animais, dos quais 205 apresentavam distúrbios gastrintestinais (13,2%). Os casos de DJP representaram 1,7% do total de eqüinos atendidos. A idade, os achados clínico-laboratoriais e a evolução clínica foram comparados entre eqüinos sobreviventes (grupo 1) e eqüinos não sobreviventes (grupo 2). Vinte eqüinos (76,9%) sobreviveram. Todos os animais foram submetidos exclusivamente a tratamento médico. A análise dos resultados foi feita através de comparação entre médias pelo teste t de Student com significância de 5%. Houve diferença significativa entre os dois grupos em relação aos seguintes parâmetros analisados: contagem total de leucócitos no sangue, creatinina sérica e freqüência cardíaca. A principal complicação nos animais recuperados foi laminite (30,8%).
2003
Fernandes,Wilson Roberto Coelho,Clarisse Simões Marques,Melanie Schoelzel Baccarin,Raquel Yvonne Arantes Silva,Luis Claudio Lopes Correia da
Aspectos clínicos e macroscópicos da palatoplastia imediata com implante de cartilagem da pina articular, conservada em glicerina a 98%, após indução experimental de fenda palatina em cães
Os defeitos de espessura completa do palato que resultam em comunicação oro-nasal raramente cicatrizam espontaneamente. Eles requerem reparo cirúrgico, porém, pode ser difícil obter cicatrização satisfatória devido às condições próprias das cavidades nasal e oral. Neste experimento, foram utilizados 14 cães, reunidos em dois grupos de igual número. Todos animais foram submetidos à indução de fenda palatina experimental. O grupo G1 foi o controle, cuja palatoplastia foi realizada a partir da confecção de "flap" muco-periósteo. No grupo G2, foi utilizada cartilagem da pina auricular conservada em glicerina a 98% entre o osso palatino e o muco-periósteo. Os animais foram avaliados macroscopicamente quanto ao processo cicatricial, por radiografias para a regeneração óssea e por rinoscopia para observar a regeneração da mucosa nasal. Foi observada a cicatrização da mucosa oral a partir do 10º dia, com deiscência de sutura em dois animais do grupo G1. A radiografia demonstrou evolução na cicatrização óssea, num processo mais acelerado no grupo G2 quando comparado ao grupo G1. A rinoscopia revelou, aos 60 dias, completa regeneração da mucosa nasal em ambos os grupos. Ao final do período de avaliação foi observada macroscopicamente, completa fusão óssea nos animais do grupo G2 e incompleta nos do grupo G1, o que demonstrou a interferência benéfica do implante no processo cicatricial do grupo G2.
2003
Contesini,Emerson Antônio Pippi,Ney Luis Beck,Carlos Afonso de Castro Brun,Maurício Veloso Leme,Marshal da Costa Raiser,Alceu Gaspar Pellegrini,Luis Carlos de Bonfada,Adamas Tassinari Silva,Thiago Félix da Costa,Jane Stella Cândido da Trindade,Anelise Bonilla França,Evandro Pezzini
Sensibilidade do carrapato Boophilus microplus a solventes
Os experimentos envolvendo o uso de acaricidas sintéticos ou naturais, geralmente necessitam da utilização de um solvente. Com a finalidade de verificar a sensibilidade do carrapato bovino Boophilus microplus a diferentes solventes, larvas e fêmeas ingurgitadas deste ectoparasito foram expostas a sete solventes em cinco diferentes concentrações, na ausência e presença de azeite de oliva. Os resultados mostraram que a utilização do azeite de oliva não produz resultados diferentes estatisticamente em testes de larvas com papel impregnado, fato não verificado em testes de imersão de adultos com compostos hidrofílicos. A mortalidade média causada pelos solventes foi menor nos testes com papel impregnado, aumentando nos testes de imersão de larvas e de adultos. Solventes de baixo peso molecular e pouca viscosidade como o álcool metílico e o álcool etílico, não interferiram na mortalidade média em testes biológicos de B. microplus, principalmente em concentrações inferiores a 76%.
2003
Chagas,Ana Carolina de Souza Leite,Romário Cerqueira Furlong,John Prates,Hélio Teixeira Passos,Wanderley Mascarenhas