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Uma proposta de seleção para caracteres quantitativos e qualitativos em aveia
Em aveia (Avena sativa L.), a utilização de técnicas que minimizem os efeitos de ambiente na expressão do fenótipo e que facilitem a identificação de genótipos de superior rendimento de grãos, baixa estatura e tolerantes ao alumínio tóxico são aspectos de fundamental importância para o desenvolvimento de cultivares mais promissores e com adaptabilidade a áreas consideradas marginais. Desta forma, genótipos selecionados pelo método colméia de condução de populações segregantes, em três diferentes cruzamentos, foram submetidos a testes simultâneos para tolerância ao alumínio tóxico (Al+3) e insensibilidade ao ácido giberélico (AG3), objetivando a identificação de constituições genéticas superiores. A técnica utilizada possibilitou a seleção de plantas de alto potencial produtivo, menor estatura (insensíveis ao AG3) e mais tolerantes ao Al+3, podendo ser aplicada com sucesso em programas de melhoramento genético com a cultura da aveia hexaplóide cultivada.
2004
Benin,Giovani Carvalho,Fernando Irajá Félix de Oliveira,Antônio Costa Silva,José Antonio Gonzales da Lorencetti,Claudir Maia,Melissa Batista Marchioro,Volmir Sérgio Freitas,Fabio Hartwig,Irineu
Identificação de variáveis causadoras de erro experimental na variável rendimento de grãos de milho
Dois experimentos bifatoriais de milho (cultivar x densidade) foram conduzidos em Santa Maria - RS, usando-se o delineamento blocos ao acaso com seis repetições, durante o ano agrícola de 2000/2001. Foram avaliadas 30 cultivares de ciclo precoce e 16 de ciclo superprecoce em duas densidades de semeadura. O trabalho teve como objetivo verificar as variáveis fenológicas e morfológicas que interferem na magnitude do erro experimental do rendimento de grãos de milho. Foram estimadas a média e a variância das variáveis rendimento de grãos, número de dias até pendoamento, estatura das plantas, estatura de inserção da primeira espiga, número de plantas e número de espigas, entre as seis repetições para cada cultivar e densidade. Em cada experimento, estimaram-se as correlações lineares entre as variáveis e aplicou-se uma análise de trilha, verificando-se os efeitos diretos e indiretos das variáveis explicativas sobre a variável principal (variância do rendimento de grãos). Concluiu-se que, para a redução do erro experimental da variável rendimento de grãos de milho, a escolha de cultivares deve recair sobre as que têm maior homogeneidade de número de espigas e as que apresentam ciclo mais longo.
2004
Cargnelutti Filho,Alberto Storck,Lindolfo Dal' Col Lúcio,Alessandro
Envelhecimento acelerado como teste de vigor para sementes de milho e soja
A avaliação do vigor de sementes tem sido ferramenta fundamental dentro do programa de controle de qualidade, sendo o teste de envelhecimento acelerado (EA) parte importante do processo. O trabalho foi desenvolvido com o objetivo de confirmar metodologia específica para avaliação do vigor de sementes, em laboratório, tendo como base o EA. Utilizou sementes de milho e soja, seis lotes para cada espécie, com padrões de qualidade (germinação) comercialmente aceitas. As condições de envelhecimento préestabelecidas foram 42ºC/96h e 45ºC/72h para milho e 41ºC/48 e 72h e 42ºC/48 e 72h para soja. Para cada combinação de temperatura e período de envelhecimento, as sementes foram colocadas em caixas plásticas, sobre tela, com 40mL de água destilada, distribuídas em camada única e com base no peso das mesmas. O envelhecimento foi feito usando-se dois tipos de câmara, BOD e jaquetada de água (CJ). Foi determinado o teor de água (TA) e a germinação das sementes antes e após o EA. A absorção de água pelas sementes considerando-se todas as combinações de período de exposição e temperatura, as duas câmaras e as duas formas de determinação do TA, foi maior quando as sementes foram acondicionadas em camada única em relação aquelas pesadas (massa constante), usando-se a câmara jaquetada. Para o milho, a combinação de 45ºC/72h com o acondicionamento das sementes em camada única foi o método mais eficiente para a separação dos lotes quanto ao vigor. Para soja, a combinação 42ºC/48h foi mais eficiente na separação dos lotes, não havendo interferência do método de acondicionamento das sementes, na tela. Conclui-se que a camada única e a câmara tipo BOD devem ser preferencialmente utilizadas no teste EA face aos menores custos de aquisição e manutenção da BOD, visando à separação de lotes quanto aos níveis de vigor, para milho e soja.
2004
Dutra,Alek Sandro Vieira,Roberval Daiton
Análise de repetibilidade de caracteres forrageiros de genótipos de Panicum maximum, avaliados com e sem restrição solar
O objetivo do trabalho foi determinar o número de medições necessárias à predição do desempenho de cinco genótipos de Panicum maximum Jacq. Os genótipos (Gatton, Vencedor, Mombaça, Tanzânia e Tobiatã) foram avaliados sob os sistemas de cultivo com e sem restrição solar, na Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária, situada em Tupanciretã - Rio Grande do Sul. No sistema de cultivo com restrição solar, os genótipos foram avaliados sob um bosque de eucalipto. Em cada uma das oito medições (cortes), foram avaliadas a matéria seca total, matéria seca de folhas, matéria seca de colmo, matéria seca folha + colmo, altura de planta e relação matéria seca folha/colmo. As estimativas dos coeficientes de repetibilidade foram obtidas por três métodos - análise da variância, componentes principais e análise estrutural. Concluiu-se que os oito cortes possibilitaram selecionar genótipos superiores em relação a todas as características, com 80% de exatidão no prognóstico de seu valor real.
2004
Cargnelutti Filho,Alberto Castilhos,Zélia Maria de Souza Storck,Lindolfo Savian,José Flores
Concentração de potássio na solução nutritiva e a qualidade e número de frutos de melão por planta em hidroponia
O experimento foi conduzido em hidroponia (NFT) no período de junho a novembro de 2001, na FCAV-UNESP em Jaboticabal-SP, situada a 21º15 22" Sul, 48º1858" Oeste, e altitude de 575 metros. O híbrido Bônus n0 2 foi cultivado em blocos casualizados, em esquema de parcelas subdivididas, com seis repetições. Os elementos avaliados foram número de frutos por planta (2, 3, 4 e fixação livre) e concentração de potássio na solução nutritiva (66; 115,5; 165 e 247,5mg L-1). O experimento teve como objetivo avaliar a concentração de potássio na solução nutritiva e número de frutos por planta sobre a qualidade dos frutos do meloeiro. Concentrações maiores do que 66mg L-1 de potássio na solução nutritiva não promoveram incrementos nas características de qualidade dos frutos do meloeiro como: teor de sólidos solúveis médio de todos os frutos da planta, do segundo fruto, da acidez total titulável média de todos os frutos da planta, do primeiro fruto, do segundo fruto, do índice de maturação, da espessura da polpa e do índice de formato dos frutos. Frutos oriundos de plantas de melão com dois frutos apresentaram maior teor de sólidos solúveis e acidez total titulável, independente da concentração de potássio na solução nutritiva. O maior número de frutos por planta reduziu a espessura do mesocarpo dos frutos.
2004
Costa,Caciana Cavalcanti Cecílio Filho,Arthur Bernardes Cavarianni,Rodrigo Luiz Barbosa,José Carlos
Maturação da maçã Fuji em função do atraso na colheita e da aplicação pré-colheita de aminoetoxivinilglicina
Este trabalho foi conduzido com o objetivo de avaliar o efeito do atraso na colheita e da aplicação pré-colheita de aminoetoxivinilglicina sobre a queda de frutos e maturação da maçã Fuji. Os tratamentos usados foram três doses de aminoetoxivinilglicina (0,90 e 125g.ha-1) combinadas com três épocas de colheita (195, 204 e 225 dias após o pleno florescimento). Não houve interação entre os fatores dose de aminoetoxivinilglicina e época de colheita. A aplicação de aminoetoxivinilglicina na cultivar Fuji manteve a cor da epiderme mais verde, reduziu a respiração, a produção de etileno e a incidência de pingo-de-mel. O atraso na colheita proporcionou frutos com menor respiração, cor vermelha mais intensa e sólidos solúveis totais mais elevados. Além disso, o retardamento na colheita causou maior queda de frutos, amarelecimento da epiderme, maior incidência de pingo-de-mel, índice iodo-amido mais elevado, alta produção de etileno, menor firmeza de polpa e menor acidez titulável.
2004
Brackmann,Auri Steffens,Cristiano André Giehl,Ricardo Fabiano Hettwer
Suculência e solubilização de pectinas em maçãs Gala, armazenadas em atmosfera controlada, em dois níveis de umidade relativa
O objetivo deste trabalho foi o de avaliar o efeito de umidades relativas (UR) de 96 e 90%, em maçãs Gala armazenadas por 8 meses em atmosfera controlada (AC) sobre a perda de suculência, firmeza de polpa, conteúdo de pectina solúvel (PS) e atividade das enzimas pectinametilesterase (PME) e poligalacturonase (PG). A temperatura de armazenamento em AC foi de 0,5°C. Ao final do período em AC e mais 7 dias a 20°C, foram avaliadas a suculência, a firmeza de polpa, o conteúdo de PS e as atividades da PME e PG. A UR na faixa de 96 a 90% não afetou a suculência, a firmeza, o conteúdo de PS e a atividade da PME, mas em 90% de UR ocorreu aumento da atividade da PG, após 8 meses em AC e mais 7 dias a 20°C.
2004
Lunardi,Rosangela Brackmann,Auri Sestari,Ivan Zanatta,Jocemar Francisco Silva,Jorge Adolfo da Rombaldi,Cesar Valmor
Atividade polifenoloxidase e compostos fenólicos em pós-colheita de pêssegos cultivado em pomar com cobertura vegetal e cultivo tradicional
Estudou-se o efeito do manejo do solo, com e sem cobertura vegetal, na atividade da polifenolaxidase e compostos fenólico em pêssegos cvs. Chimarrita e Cerrito, durante o armazenamento refrigerado. As frutas foram colhidas em três estádios de maturação e armazenadas em refrigeração à 0ºC ± 0,5ºC, com umidade relativa do ar de 90% ± 5%. As avaliações do teor de fenóis, atividade da polifenoloxidase e a ocorrência de distúrbios fisiológicos foram feitas na colheita e após 6, 12 e 18 dias de armazenamento, mais 3 dias de simulação de comercialização (± 25ºC). Os resultados mostraram que na cultivar Chimarrita, tanto na colheita quanto durante o armazenamento, os pêssegos produzidos em pomar com cobertura vegetal apresentaram maior atividade de polifenoloxidase e compostos fenólicos do que os de pomar com manejo do solo sem cobertura. Pêssegos da cv. Cerrito não apresentaram diferenças na atividade polifenoloxidase e no teor de fenóis nos períodos avaliados. Ambas as cultivares não apresentaram aparecimento de qualquer distúrbio fisiológico durante os períodos avaliados.
2004
Martins,Carlos Roberto Cantillano,Rufino Fernando Flores Farias,Roseli de Mello Rombaldi,Cesar Valmor
Modificações em propriedades físicas com a compactação do solo causada pelo tráfego induzido de um trator em plantio direto
Com a intensa utilização de tecnologias voltadas à motomecanização das operações agrícolas, o processo de compactação do solo, causado pelo tráfego, é um fator limitante à obtenção de maior produtividade agrícola. Com o objetivo de avaliar o efeito do tráfego de máquinas na alteração das propriedades físicas do solo sob plantio direto, conduziu-se um experimento no ano de 2001, na UFSM (RS), aplicando-se níveis de tráfego na superfície de um Argissolo Vermelho-Amarelo Distrófico arênico. Para isso, foi utilizada uma carregadora com massa de 10Mg, munida de pneus radiais com pressão interna de 0,35MPa e pressão de contato pneu/solo de 0,11MPa. Os tratamentos constaram de: T0 - sem compactação adicional; T1 - compactação adicional por tráfego em duas vezes de máquina com massa de 10Mg; T2 - compactação adicional por tráfego em quatro vezes de máquina com massa de 10Mg. Com os diferentes níveis de tráfego aplicados, observou-se redução na macroporosidade e porosidade total sem aumento para microporosidade. A densidade e a resistência à penetração se elevaram para os tratamentos com tráfego. A resistência à penetração foi o parâmetro físico que melhor evidenciou o efeito do número de passadas do rodado da máquina sobre o solo.
2004
Streck,Carlos Arnoldo Reinert,Dalvan José Reichert,José Miguel Kaiser,Douglas Rodrigo
Semeadura direta de forrageiras de estação fria em campo natural com aplicação de herbicidas: I. Produção de forragem e contribuição relativa das espécies
Os campos naturais apresentam estacionalidade na sua produção forrageira, a qual pode ser atenuada com a introdução de espécies de estação fria através de semeadura direta, aumentando a produção forrageira no inverno. Durante quatro anos, conduziu-se um experimento de semeadura direta de forragem de inverno, sobre campo nativo, em um Argissolo Vermelho-Amarelo, de textura superficial arenosa do norte do Uruguai. Em delineamento de blocos ao acaso com parcelas sub-subdivididas, foram testadas doses de herbicidas (glifosate 1L ha-1, glifosate 4L ha-1, paraquat 3L ha-1 e testemunha), como tratamento principal, aplicadas no ano 1994. A repetição ou não das mesmas doses no ano 1995 constituiu-se na subparcela, e a aplicação ou não das mesmas doses no ano 1996 constituiu-se na sub-subparcela. Os resultados mostraram que o maior distúrbio sobre a produção de forrageiras e contribuição das espécies do campo nativo foi provocado com a aplicação continuada de herbicidas sistêmicos na maior dose. Quando não foi aplicado herbicida (testemunha) havia onze espécies e com aplicação de glifosate 4L ha-1 havia seis espécies, bem como ocorreu uma substituição de espécies perenes por anuais. O herbicida paraquat e a dose baixa de glifosate mostraram efeitos intermediários entre o observado no campo nativo semeado com triticale e azevém sem tratar com herbicida e os provocados com glifosate na dose alta. Por outro lado, os rendimentos de matéria seca das espécies forrageiras invernais semeadas foram 63% maiores na dose mais alta de glifosate do que na testemunha, devido a um maior controle da competição que exercia o campo nativo.
2004
Pérez Gomar,Enrique Reichert,José Miguel Reinert,Dalvan José García Prechac,Fernando Berretta,Elbio Marchesi,Claudia
Semeadura direta de forrageiras de estação fria em campo natural submetido à aplicação de herbicidas: II. Composição botânica
A semeadura direta de espécies forrageiras de estação fria permite reduzir a marcada estacionalidade da sua produção em campos naturais. Durante quatro anos, conduziu-se um experimento de aplicação de herbicidas sobre campo nativo, em um solo Argissolo Vermelho-Amarelo, de textura arenosa do norte do Uruguai visando introduzir forrageiras de estação fria e estudar o impacto dos herbicidas na composição botânica de espécies estivais. Foram testadas doses de herbicidas (glifosate 1L ha-1, glifosate 4L ha-1, paraquat 3L ha-1 e testemunha), como tratamento principal, aplicadas no ano 1994, em um delineamento blocos ao acaso. A repetição ou não das mesmas doses no ano 1995 constituiu a subparcela e a aplicação ou não das mesmas doses no ano de 1996 constituiu a sub-subparcela. No levantamento de espécies da vegetação existentes no outono de 1998, observou-se que o maior distúrbio sobre a composição botânica do campo nativo foi provocado com a aplicação continuada da dose de 4L ha-1 de glifosate, onde foram identificadas seis espécies. No levantamento de espécies existentes no tratamento testemunha, no outono, foram identificadas onze espécies, sendo que as espécies Andropogon lateralis, Paspalum notatum, Conyza bonariensis, Eryngium horridum, Desmodium incanum, Cyperus sp. e Digitaria sp. constituiram 90% da composição botânica. Com a aplicação de herbicida, ocorreu uma substituição de espécies perenes por anuais.
2004
Pérez Gomar,Enrique Reichert,José Miguel Reinert,Dalvan José García Prechac,Fernando Berretta,Elbio Marchesi,Claudia
Acidentes de trabalho envolvendo conjuntos tratorizados em propriedades rurais do Rio Grande do Sul, Brasil
O presente trabalho teve como objetivo determinar as causas genéricas e específicas dos acidentes de trabalho envolvendo conjuntos tratorizados, no intuito de subsidiar a tomada de medidas mais efetivas de prevenção dos mesmos. A pesquisa foi executada em 21 municípios pertencentes a três microregiões geográficas do Rio Grande do Sul: Santa Maria, Restinga Seca e Cachoeira do Sul. Foram amostradas aleatoriamente 114 propriedades, dentro das quais 141 operadores foram entrevistados. Os acidentes analisados foram tanto aqueles ocorridos com o proprietário ou empregados da propriedade amostrada como aqueles ocorridos com operadores não pertencentes à propriedade, mas dos quais os entrevistados tinham conhecimento. 82% dos acidentes de trabalho envolvendo conjuntos tratorizados foram causados por atitudes inseguras e 18% por condições inseguras. As principais causas específicas de acidentes foram a operação do trator em condições para as quais não foi projetado, a perda de controle em aclives/declives, a permissão de carona e o consumo excessivo de álcool. Com base nestes resultados, pode-se concluir que as ações visando à prevenção dos acidentes de trabalho envolvendo conjuntos tratorizados devem dar ênfase à eliminação das causas específicas apuradas.
2004
Debiasi,Henrique Schlosser,José Fernando Willes,Jorge Alex
Avaliação do ambiente térmico em instalação para crescimento e terminação de suínos utilizando os índices de conforto térmico nas condições tropicais
Neste trabalho, avaliou-se o ambiente térmico de uma instalação de crescimento e terminação de suínos e compararam-se os índices de temperatura e umidade (ITU) e de globo negro e umidade (ITGU) na indicação do conforto térmico nas condições tropicais. Foram medidas a temperatura de bulbo seco, a umidade relativa do ar e a velocidade do vento, e determinados os índices de temperatura e umidade, de globo negro e umidade e da carga térmica radiante (CTR). As mesmas análises foram realizadas para o ambiente externo (área não sombreada). As médias de ITGUs pela instalação, no verão e inverno, ficaram entre 68,9 a 74,8 e de 55,3 a 61,2, respectivamente, e foram observadas diferenças (P<0,05) em relação à área não sombreada principalmente nos períodos mais quentes do dia. O ITGU foi mais adequado na indicação do conforto térmico em relação ao ITU, principalmente no verão. A redução da CTR em função da instalação foi de até 35% quando comparado com a área não sombreada.
2004
Sampaio,Carlos Augusto de Paiva Cristani,José Dubiela,Juliana Aparecida Boff,César Eduardo Oliveira,Marco Antônio de
Índice de mecanização de propriedades orizícolas no Rio Grande do Sul, Brasil
Caracterizada como atividade de alta expressão econômica no Rio Grande do Sul, a orizicultura é praticada de forma intensa, sobretudo na aplicação da mecanização. Tendo como objetivo diagnosticar o nível de mecanização (kW/ha), em função da área agrícola utilizada com arroz (AARR) e da área agrícola total (AAGT), foi analisada uma amostra de 87 propriedades, que, dentre suas atividades, desenvolvem a orizicultura. Para a representação da escala das propriedades no índice estudado, foram aplicados oito estratos em função da área agrícola total das mesmas, sendo considerada a potência dos tratores agrícolas em atividade e as áreas produtivas declaradas. A participação diferenciada da área de cultivo de arroz nos diferentes estratos acarretou diferenças expressivas no índice de mecanização, quando analisadas a área de arroz e a área agrícola total. A estratificação mostrou-se eficiente na determinação da variação do índice de mecanização nos estratos estudados, ocorrendo diferença significativa apenas entre os estratos 3 (31 a 45 ha) e 4 (46 a 90 ha) e os estratos 6 (131 a 180 ha) e 7 (181 a 400 ha), quando relacionado o índice estudado à área orizícola, sendo representados por intervalos de classe eficientemente diferenciados para as demais médias.
2004
Schlosser,José Fernando Machado,Otávio Dias da Costa Debiasi,Henrique Pinheiro,Eder Dornelles
Rede admirável epidural rostral e caudal e suas fontes de suprimento sangüíneo em javali (Sus scrofa scrofa)
Este trabalho visou descrever e sistematizar, no javali, as fontes que supriram as redes admiráveis epidurais rostrais e caudais (RAER e RAEC) responsáveis pela irrigação do encéfalo. Foram coletadas 32 cabeças, das quais 30 foram injetadas com látex 603, e duas com resina odontológica, pelas artérias carótidas comuns. A artéria (A.) carótida comum dividiu-se nas artérias carótidas interna e externa. A A. carótida interna emitiu as artérias: occipital e condilar, ramificando-se na formação da RAER, como sua principal fonte. A A. carótida externa continuou-se como A. maxilar, que emitiu as artérias meníngea média e oftálmica externa, as quais cooperaram com ramos para a RAER. As redes rostrais anastomosaram-se em rede, formando um "H", e delas confluíram as artérias carótidas do cérebro. Cada RAEC foi constituída principalmente pela A. occipital, com cooperação das artérias condilar e vertebral, e originaram a A. basilar.
2004
Oliveira,João Cesar Dias Campos,Rui
Efeito do extrato da casca de Syzygium cumini sobre a atividade da acetilcolinesterase em ratos normais e diabéticos
Este estudo verificou a eficiência do extrato etanólico da casca de Syzygium cumini sobre o sistema colinérgico de ratos normais e diabéticos induzidos com aloxano. Os animais foram divididos em grupo controle (C), tratado com Syzygium cumini (TS), diabético (D) e diabético tratado com Syzygium cumini (DS). A atividade da acetilcolinesterase (AChE) foi analisada nas seguintes estruturas cerebrais: cerebelo, córtex, estriado e hipocampo. O extrato etanólico da casca de Syzygium cumini na dose de 1g.kg-1 foi administrado diariamente por um período de trinta dias. Foi verificado após este período que o extrato inibiu a atividade da AChE no cerebelo e córtex cerebral dos ratos do grupo DS (P<0,05), comparado com o TS. No estriado houve um aumento significativo na atividade da AChE nos ratos do grupo TS (P<0,01) comparado com o C, e no hipocampo não foi encontrada nenhuma variação significativa. Esses resultados indicam que o extrato da casca do Jambolão, possui um efeito inibitório da AChE no cerebelo e córtex cerebral e um efeito ativador sobre essa enzima no estriado, indicando uma possível alteração na funcionalidade do sistema colinérgico nestas estruturas cerebrais.
2004
Mazzanti,Cinthia Melazzo Schossler,Deila Rosély Filappi,Andreane Prestes,Danívia Silva,Adriane Cismoski Correa,Maisa Schetinger,Maria Rosa Chitolina Morsch,Vera Maria Lunkes,Gilberto Gonzaga,Wellington de Abreu Cecim,Marcelo
Avaliação da buprenorfina pelas vias intravenosa ou intramuscular em cães anestesiados pelo desfluorano
Objetivou-se avaliar comparativamente os efeitos da buprenorfina, administrada pelas vias intramuscular(IM) ou intravenosa (IV), sobre variáveis cardiovasculares, em cães anestesiados com desfluorano. Para tanto, foram utilizados dezesseis cães adultos, clinicamente saudáveis, distribuídos em dois grupos (n=8) denominados de GI e GII. Em ambos os grupos, a anestesia foi induzida com propofol (8 mg/kg, IV) e em seguida os animais foram intubados com sonda orotraqueal de Magill, a qual foi conectada ao aparelho de anestesia volátil para administração de desfluorano (1,5 CAM). Após 30 minutos do início da anestesia inalatória, foi aplicado no GI buprenorfina na dose de 0,02 mg/kg pela via IV, enquanto no GII administrou-se o opióide na mesma dose porém pela via IM. Avaliaram-se: freqüência cardíaca (FC); pressões arteriais sistólica, diastólica e média (PAS, PAD e PAM); débito cardíaco (DC); pressão venosa central (PVC) e pressão da artéria pulmonar (PAP). As colheitas foram feitas nos seguintes momentos: M1 - 30 minutos após o início da anestesia inalatória antes da aplicação do opióide; M2 - 15 minutos após a administração da buprenorfina; M3, M4 e M5 - de 15 em 15 minutos após M2. A avaliação estatística dos dados foi efetuada por meio de Análise de Perfil (p<0,05). As variáveis PAS, PAM, DC, PVC e PAP, não apresentaram alterações significativas de seus valores em ambos os grupos. Entretanto, a FC e a PAD apresentaram reduções significativas após a administração do opióide apenas no GI. Assim, pôde-se concluir que a buprenorfina administrada pelas vias IV ou IM não interferiu nos índices cardiovasculares de forma a manifestar efeitos clínicos importantes em cães anestesiados com desfluorano.
2004
Souza,Almir Pereira de Nishimori,Celina Tie Santos,Paulo Sérgio Patto dos Paula,Danielli Parrilha de Nunes,Newton Rezende,Márlis Langenegger de Henao-Guerrero,Piedad Natalia
Alterações cardiovasculares e intracranianas promovidas pela buprenorfina em cães anestesiados com desflurano
Objetivou-se com a realização deste experimento, estudar possíveis alterações nas variáveis cardiovasculares e intracranianas promovidas pela buprenorfina, em cães anestesiados com desflurano. Para tanto, foram utilizados oito cães adultos, clinicamente saudáveis. A anestesia foi induzida com propofol (8 mg/kg IV) e em seguida os animais foram intubados com sonda orotraqueal de Magill, a qual foi conectada ao aparelho de anestesia volátil para administração de desflurano (1,5 CAM). Os animais foram mantidos sob ventilação controlada durante todo o período experimental. Após 20 minutos do posicionamento do cateter de pressão intracraniana (PIC), administrou-se buprenorfina (0,02 mg/kg IV). Foram avaliados: PIC; pressão de perfusão cerebral (PPC); FC; PAS, PAM e PAD; débito cardíaco (DC); pressão venosa central (PVC); e pressão da artéria pulmonar (PAP). As colheitas foram feitas nos seguintes momentos: M1 - 20 minutos após o posicionamento do cateter de PIC; M2 - 15 minutos após a administração do opióide; M3, M4 e M5 - de 15 em 15 minutos após M2. A avaliação estatística dos dados foi efetuada por meio de ANOVA seguida do Teste de Tukey (p<0,05). A PIC permaneceu estável durante todo o período experimental. Entretanto, registrou-se uma queda acentuada, estatisticamente significativa, da PPC após o M2. As variáveis cardiovasculares FC, PAS, PAM, PAD, DC e PAP, apresentaram redução significativa de seus valores após M2, mantendo-se estáveis no restante do período experimental. Quanto à PVC, o teste estatístico não registrou alterações significativas. Assim, pôde-se concluir que a buprenorfina não interferiu na PIC. Entretanto, a queda dos índices cardiovasculares, especialmente da PAM, determinada pela administração do opióide, causa redução da PPC em cães anestesiados com desflurano.
2004
Souza,Almir Pereira de Rezende,Márlis Langenegger de Nunes,Newton Nishimori,Celina Tie Santos,Paulo Sérgio Patto dos Paula,Danielli Parrilha de
Poliuretana de mamona (Ricinus communis) para desvio da crista tibial no cão
A luxação medial de patela é uma das principais afecções ortopédicas que afetam cães de raças de pequeno porte. Tendo como princípio que o desvio da crista tibial é uma das alterações anatômicas encontradas, este estudo objetivou avaliar o efeito da poliuretana de mamona (Ricinus communis) aplicada em defeitos produzidos experimentalmente na porção proximal medial da tíbia de cães normais em fase de crescimento. Para isto, foram utilizados 12 cães subdivididos aleatoriamente em 3 grupos de igual número, com mesmo tratamento, mas com análise histopatológica aos 30 (GI), 60 (GII) e 90 (GIII) dias. O estudo constou de avaliações clínica, radiográfica, macroscópica, histopatológica, tomográfica e análise estatística. Avaliação clínica demonstrou não haver rejeição do implante. A análise radiográfica revelou intensa reação periosteal e neoformações ósseas no local da implantação. Macroscopicamente observou-se espessamento da crista tibial, neoformações ósseas e desvio lateral da crista. Os achados à microscopia óptica revelaram presença de tecido conjuntivo fibroso ao redor da poliuretana, ausência de proliferação óssea em direção ao implante e proliferação de periósteo na face medial das tíbias. A tomografia computadorizada revelou desvio lateral da crista em 11 animais e estes desvios foram estatisticamente significantes em nível de 5% por meio do teste t pareado.
2004
Maria,Patricia Popak Padilha Filho,João Guilherme Canola,Júlio Carlos Castro,Márcio Botelho
Colopexia incisional por celiotomia ou transparietal auxiliada por laparoscopia em cães
Com a finalidade de desenvolver a técnica de colopexia transparietal auxiliada por laparoscopia e comparar seus resultados com os da incisional por celiotomia, foram utilizados 24 cães separados em dois grupos, denominados GA e GL. No GA, constituído de oito animais, foram realizadas colopexias incisionais por celiotomia. No GL, realizaram-se colopexias transparietais auxiliadas por laparoscopia. Os cães do GL foram separados em quatro subgrupos (S1, S2, S3, S4) com quatro animais cada, sendo utilizado um material diferente para o apoio externo das suturas para cada subgrupo, a citar: equipo de infusão (S1), disco plástico a partir de frasco de Solução de NaCl (S2), disco confeccionado em borracha de câmara de pneu (S3) e disco construído com tubo de silicone (S4). Aos 14 e aos 28 dias de pós-operatório, realizaram-se novos procedimentos laparoscópicos para avaliação das colopexias e coleta das biópsias. O tempo necessário para a realização das cirurgias foi significativamente maior no GL (p=0,02). Em sete cães do GA, constatou-se a manutenção da colopexia, sendo que todos apresentavam aderência do omento na região da sutura abdominal. Já em três animais do GL, todos do S4, as colopexias não foram mantidas. Na totalidade dos cães desse grupo, foram observadas dermatites e/ou celulites, sendo os melhores resultados obtidos no S3. As principais observações nos exames histológicos aos 14 dias nos animais do GL se referem a maior deposição de tecido conjuntivo no local de aderência do cólon e infiltração deste na musculatura esquelética associada. Já aos 28 dias, não se constataram diferenças entre os grupos. Em ambas as situações, as fibras de colágeno apresentavam-se maturas. Conclui-se que a técnica auxiliada por laparoscopia é viável; contudo, está associada à ocorrência de lesões teciduais no local de contato com os materiais de apoio para a sutura. Entre estes, o disco de borracha é o que demonstra melhores resultados.
2004
Brun,Maurício Veloso Pippi,Ney Luis Beck,Carlos Afonso de Castro Contesini,Emerson Antônio Pereira,Rosecler Alves Stedile,Rafael Bonfada,Adamas Tassinari Columé,Lucas Marques Gomes,Kleber Vieira Junior,Antônio Roberto Pinheiro Silva,Thiago Félix da