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A morte inventada: depoimentos e análise sobre a alienação parental e sua síndrome
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2022-12-06T14:05:11Z
Costa,Ana Ludmila Freire
Fatores de stress e estratégias de coping entre adolescentes no 12º ano de escolaridade
Este trabalho apresenta um estudo realizado com 341 finalistas do ensino secundário do Norte de Portugal, visando à exploração do tipo e níveis de stress experienciados pelos alunos, e estratégias de coping mais frequentemente utilizadas. Os dados - recolhidos por meio do Inventário de Fatores de Stress (12º ano) e do Inventário de Estratégias de Coping dos Adolescentes face a Experiências Problemáticas - revelam níveis de stress medianos, destacando-se a área acadêmica como a de maior dificuldade. A "Procura de apoio fora da família "; a "Resolução ativa dos problemas "e a "Distração e relativização da situação "surgem como as estratégias de coping mais frequentes. Destaca-se o papel diferenciador das variáveis gênero, escolaridade dos pais e rendimento escolar dos alunos nos níveis de stress experienciado.
2022-12-06T14:05:11Z
Caires,Susana Silva,Cândida
Validação da escala clima para criatividade em sala de aula
O objetivo deste estudo foi adaptar e validar a Escala sobre o Clima para Criatividade em Sala de Aula para alunos da 5ª série do ensino fundamental. O instrumento foi aplicado em 504 alunos de escolas públicas e particulares do Distrito Federal, a fim de se avaliar o clima de sala de aula na disciplina de língua portuguesa e de matemática. Os resultados da análise fatorial confirmatória indicaram três dimensões associadas ao clima de sala de aula para criatividade: estímulo do professor à criatividade, autopercepção do aluno sobre características criativas e motivação do aluno para aprendizagem. Os valores de alfa de Cronbach oscilaram entre 0,69 e 0,88. Conclui-se que o modelo de três fatores é adequado, e, portanto, a escala pode ser utilizada para pesquisa e avaliação do quanto o clima de sala de aula favorece o desenvolvimento da criatividade.
2022-12-06T14:05:11Z
Fleith,Denise de Souza Almeida,Leandro Silva Peixoto,Francisco José Brito
A influência do autoconceito profissional na satisfação com a equipe de trabalho
Os avanços do conhecimento relativo ao desempenho de equipes de trabalho revelam que atributos dos membros são importantes preditores. Dentre eles, a imagem que o trabalhador tem de si como profissional pode oferecer contribuições significativas a esse campo, especialmente em relação a variáveis afetivas, como a satisfação com a equipe. Acredita-se que essa autopercepção esteja associada à satisfação com o grupo. Para testar a hipótese, foi realizado um estudo empírico com informações coletadas por meio de questionários de 373 empregados de empresas de tecnologia. Os dados foram analisados a partir da construção de regressão hierárquica, tendo sido os quatro fatores da escala de mensuração do autoconceito avaliados como preditores. Os resultados evidenciaram que o conjunto de fatores explica aproximadamente 14% da variância da satisfação. Logo, entender qual a percepção que o trabalhador tem de si permite compreender uma parcela considerável da sua satisfação com a equipe de trabalho.
2022-12-06T14:05:11Z
Souza,Maíra Gabriela Santos de Puente-Palacios,Katia Elizabeth
Estrutura e suporte familiar como fatores de risco de stress infantil
Este estudo investigou a relação entre a percepção acerca do suporte familiar e o stress infantil em 30 crianças, de ambos os sexos, de 7 a 12 anos de idade, participantes do Projeto Família em Ação, promovido pela Secretaria Municipal de Saúde do Município de Matelândia. Trata-se de um estudo descritivo exploratório, que utilizou como instrumento para coleta de dados o Inventário de Percepção do Suporte Familiar e a Escala de Estresse Infantil, aplicados individualmente. Os resultados indicaram que 60% das crianças apresentaram baixo suporte familiar e stress ; dessas, 50% moravam com suas famílias intactas. A sintomatologia de stress predominante é psicológica, com 50%, indicando a vulnerabilidade da criança para a inadaptação psicossocial. Discute-se, dessa forma, a importância de trabalhos de prevenção e fortalecimento das redes de apoio social nas quais a família esteja inclusa, visando o bem-estar psicológico das crianças.
2022-12-06T14:05:11Z
Mombelli,Mônica Augusta Costa,Jaquilene Barreto da Marcon,Sonia Silva Moura,Cynthia Borges de
Efeitos da exposição a estímulos aversivos e apetitivos incontroláveis sobre o comportamento verbal em contingências de reforço positivo
Foram analisados efeitos de diferentes histórias de incontrolabilidade por perda ou ganho de pontos sobre o desempenho posterior de participantes humanos na construção de frases. Inicialmente, os participantes podiam ganhar ou perder pontos independentemente de qualquer característica da frase construída. Posteriormente, recebiam pontos por construir frases iniciadas apenas pelo pronome "ele". Os resultados mostram que a exposição à incontrolabilidade pode dificultar condições posteriores de novas aprendizagens sob reforçamento positivo. Interessantemente, essas dificuldades foram menos acentuadas e, em certos casos, até mesmo superadas, no caso de uma história de exposição a ganhos incontroláveis de pontos. Em contrapartida, no caso de uma história de perdas incontroláveis de pontos, aprendizagens subsequentes sob reforço positivo tenderam a ser prejudicadas. Esses resultados contribuem para os estudos de incontrolabilidade e desamparo aprendido, em particular por apresentar alternativas metodológicas passíveis de aplicação a respostas verbais em humanos.
2022-12-06T14:05:11Z
Porto,Tatiany Honório Carmo,Maria Beatriz Barreto do Aguiar,Reginaldo do Carmo Penna-Gonçalves,Vanessa Tomanari,Gerson Yukio
Proposta metodológica para o módulo de consumo alimentar pessoal na pesquisa brasileira de orçamentos familiares
As alterações que vêm ocorrendo no cenário epidemiológico brasileiro, nas últimas décadas, resultam de profundas modificações sociais e econômicas que incluem, entre outros aspectos, mudanças nos hábitos de alimentação. No Brasil, o único estudo que investigou o consumo alimentar da família com abrangência nacional foi o Estudo Nacional sobre Despesa Familiar, em 1974-1975. Embora sejam de utilidade incontestável, estudos nacionais de consumo alimentar são onerosos e poucos países conseguem desenvolvê-los regularmente. Por outro lado, as pesquisas de orçamentos familiares são importantes fontes de dados de disponibilidade de alimentos no domicílio, a qual é inferida a partir do registro da compra de produtos alimentícios. As recentes modificações nos hábitos de consumo, particularmente, a realização de refeições fora do domicílio constituem limitações para a utilização de dados das pesquisas brasileira de orçamentos familiares como estimativa do consumo alimentar. Assim, o governo brasileiro propôs que a próxima pesquisa de orçamento familiar, a ser desenvolvida em 2008-2009, incluísse um módulo de consumo alimentar individual. As informações sobre o consumo dietético individual serão utilizadas para completar os dados sobre compra de alimentos. O objetivo deste trabalho é relatar a construção e o desenvolvimento da metodologia a ser utilizada no módulo de consumo alimentar individual da pesquisa de orçamento familiar 2008-2009. Os dados a serem obtidos serão combinados com as informações de disponibilidade de alimentos no domicílio para estimar o consumo alimentar usual individual.
2022-12-06T14:05:11Z
Yokoo,Edna Massae Pereira,Rosângela Alves Veiga,Glória Valéria da Nascimento,Siléia Costa,Rosana Salles Marins,Vânia Maria Ramos de Lobato,Jackeline Christiane Pinto Sichieri,Rosely
Nota da Editora
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2022-12-06T14:05:11Z
Medeiros,Maria Angélica Tavares de
Food insecurity measurement and indicators
The United Nations define food security as "People having at all times, physical, social and economic access to sufficient, safe and nutritious food which meets their dietary needs and food preferences for an active and healthy life." There are five methods that are commonly applied in national surveys that can be used to assess food insecurity. Of these, four are indirect or derivative measures of food insecurity (United Nations Food and Agriculture Organization method, household expenditure surveys, dietary intake assessment and anthropometry). The only method that represents a fundamental or direct measure of food insecurity is the one based on experience-based food insecurity scales. All the methods complement each other and the method of choice depends on the question being answered and the economic and logistical resources available to collect valid data. All the methods have serious measurement error issues that can be reduced by fully understanding the principles underlying them and the use of highly trained and standardized research field workers. As shown in Brazil, the use of experience-based food insecurity measurement scales for mapping, targeting, and understanding the determinants and consequences of food insecurity is very promising. Thus, we recommend the Latin American and Caribbean Region to work towards the adoption of a single regional module that can be adapted to the local contexts based on qualitative cognitive research followed by quantitative confirmation of the scale's psychometric properties. The Brazilian experience-based food insecurity measurement project is likely to provide useful insights to other countries in the region.
2022-12-06T14:05:11Z
Pérez-Escamilla,Rafael Segall-Corrêa,Ana Maria
Measuring household food security: the global experience
Measuring household food insecurity represents a challenge due to the complexity and wide array of factors associated with this phenomenon. For over one decade, researchers and agencies throughout the world have been using and assessing the validity of variations of the United States Department of Agriculture Household Food Security Supplemental Module. Thanks to numerous studies of diverse design, size, and purpose, the Household Food Security Supplemental Module has shown its suitability to directly evaluate the perceptions of individuals on their food security status. In addition, challenges and limitations are becoming clearer and new research questions are emerging as the process advances. The purpose of this article is to describe the development, validation procedures, and use of the Household Food Security Supplemental Module in very diverse settings. The most common Household Food Security Supplemental Module related studies have been conducted using criterion validity, Rasch modeling and Cronbach-Alpha Coefficient. It is critical that researchers, policy makers, governmental and non-governmental agencies intensify their efforts to further develop tools that provide valid and reliable measures of food security in diverse population groups. Additional work is needed to synthesize a universally applicable tool able to capture the global human phenomenon of food insecurity.
2022-12-06T14:05:11Z
Melgar-Quinonez,Hugo Hackett,Michelle
Transferência de renda e segurança alimentar no Brasil: análise dos dados nacionais
OBJETIVO: O objetivo deste trabalho foi analisar, na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2004, a hipótese de que a participação em programas governamentais de Transferência de Renda está associada à situação de segurança alimentar no domicílio. MÉTODOS: Utilizaram-se dados secundários da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios com entrevistas em 112.716 domicílios. Incluíram-se neste trabalho os domicílios particulares permanentes e improvisados, em que as informações sobre segurança alimentar foram fornecidas por um morador, limitando-se ainda àqueles com rendimento domiciliar per capita de até um salário-mínimo, representando isto 51,2% dos domicílios da amostra. Foram elaborados três modelos de estimativas de transferência de renda com resultados semelhantes; escolheu-se o Modelo 3 por resultar em menor probabilidade de superestimar efeitos. Para estimar o efeito da transferência de renda na prevalência de segurança alimentar, foram incluídos apenas os domicílios que recebiam transferência de renda correspondendo a 14,2% do total de domicílios entrevistados. A associação entre segurança alimentar e transferência de renda, controlando por outras variáveis independentes, foi estimada mediante modelos de regressão logística, método stepwise, para cada uma das três faixas de rendimento domiciliar per capita. RESULTADOS: Os programas de transferência de renda considerados neste estudo apresentaram um valor médio de benefícios de R$81,68 por domicílio. A regressão logística múltipla mostrou aumento em torno de 8,0% na chance de segurança alimentar, para cada 10 reais de acréscimo nos valores das transferências. As condições de: residência em área rural, pessoa de referência do sexo masculino e de raça/cor branca também apresentaram associação positiva com segurança alimentar. CONCLUSÃO: Os resultados confirmam a hipótese do estudo, indicando associação positiva da transferência de renda sobre a segurança alimentar, independentemente do efeito de outras condições explicativas.
2022-12-06T14:05:11Z
Segall-Corrêa,Ana Maria Marin-Leon,Leticia Helito,Hugo Pérez-Escamilla,Rafael Santos,Leonor Maria Pacheco Paes-Sousa,Rômulo
Percepção e compreensão dos conceitos contidos na Escala Brasileira de Insegurança Alimentar, em comunidades indígenas no estado do Amazonas, Brasil
OBJETIVO: Este estudo teve como objetivo avaliar a percepção e a compreensão de conceitos e terminologia da segurança e insegurança alimentar, especialmente os que compõem a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar, no contexto da realidade sócio-cultural indígena. MÉTODOS: Foram utilizados recursos de pesquisa qualitativa para a abordagem das comunidades indígenas Cacau, Flexeira e Mamori, situadas na bacia hidrográfica do Médio Juruá, nos municípios de Envira e Eirunepé (AM), baseando-se em metodologia já previamente utilizada no Brasil e adaptada ao presente contexto, em uma reunião com especialistas da área. Em seguida foram organizados grupos focais, com 18 participantes das três comunidades indígenas. RESULTADOS: A fome apareceu como situação vivenciada por muitos dos participantes dos grupos focais das três comunidades estudadas. Os conceitos e as terminologias como segurança alimentar, fome e comida boa foram bem compreendidos, no entanto, comida variada, comida suficiente e estratégia para evitar problemas com comida foram conceitos não compreendidos por eles. A rotina de vida desses povos baseia-se nas relações familiares que permitem trocas, diferindo de outros grupos focais da área urbana e rural, conduzidos como parte da validação da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar, nos quais a dificuldade de acesso aos alimentos era conseqüência da falta de recursos financeiros. CONCLUSÃO: São necessários novos e aprofundados estudos, qualitativos e quantitativos, para o desenvolvimento de um instrumento de mensuração de insegurança alimentar que reflita a realidade desses povos, ao mesmo tempo em que busquem fornecer resultados comparáveis com aqueles de outros povos indígenas e mesmo os obtidos pela Escala Brasileira de Insegurança Alimentar em outras populações. Será necessário um instrumento que contemple a questão da troca, o aspecto coletivo, a importância e o uso do ambiente nas experiências de segurança ou insegurança alimentar. Sugere-se ainda que, para estudos quantitativos, o questionário deva ser mais resumido e simples.
2022-12-06T14:05:11Z
Yuyama,Lucia Kiyoko Ozaki Py-Daniel,Victor Ishikawa,Noemia Kazue Medeiros,Jansen Fernandes Kepple,Anne Walleser Segall-Corrêa,Ana Maria
Segurança alimentar e nutricional: desenvolvimento de indicadores e experimentação em um município da Bahia, Brasil
OBJETIVO: O objetivo foi propor e aplicar uma metodologia sensível ao fenômeno da segurança alimentar e viável para o monitoramento e a avaliação em municípios de pequeno porte, tendo um município pequeno e pobre como Mutuípe, na Bahia, Brasil, como ilustração. MÉTODOS: A partir de pesquisa em várias fontes nacionais e internacionais, da seleção de um conceito guia de segurança alimentar e nutricional e da identificação das suas dimensões, foi elaborado um protocolo com 20 indicadores incluindo variáveis consideradas capazes de expressar a situação no município. O protocolo contempla também as premissas que dão inteligibilidade ao modelo, os meios de verificação, os cálculos dos indicadores, os parâmetros e o plano de análise dos resultados. RESULTADOS: A aplicação da metodologia no município mostrou-se viável, sendo que a não disponibilidade de dados relevantes para a mensuração da segurança alimentar e nutricional foi um dos principais fatores de constrangimento. No entanto, foi possível identificar que em Mutuípe, considerando as dimensões da disponibilidade, acesso e consumo de alimentos e a utilização biológica de nutrientes, a insegurança alimentar e nutricional é moderada. CONCLUSÃO: O protocolo proposto é operacional e capaz de expressar a situação desejada em municípios pequenos, sendo útil à orientação das políticas locais.
2022-12-06T14:05:11Z
Panelli-Martins,Bárbara Eduarda Santos,Sandra Maria Chaves dos Assis,Ana Marlúcia Oliveira
A rede de causalidade da insegurança alimentar e nutricional de comunidades quilombolas com a construção da rodovia BR-163, Pará, Brasil
OBJETIVO: Trata-se da descrição de resultados baseados na elaboração de um modelo de determinação causal de forma participativa e abrangente, realizada em seis comunidades quilombolas no município de Santarém, no Estado do Pará, sobre a rede de causalidade da insegurança alimentar e nutricional com a abertura da Rodovia BR-163. MÉTODOS: O processo investigativo utilizou métodos de abordagem sócio-antropológica tendo como base o desenvolvimento de um modelo de causalidade construído por meio da realização de grupos focais com representantes da comunidade. RESULTADOS: Os resultados do estudo demonstraram que a utilização de abordagens participativas estimula a auto-estima da comunidade e o empoderamento sobre os fatores que determinam seus problemas. O modelo causal construído revela que a insegurança alimentar e nutricional, para as comunidades, estabelece que fatores históricos relacionados à posse da terra e ao seu uso atual baseado em práticas predatórias, são os aspectos fundamentais na compreensão da rede de determinação causal da insegurança alimentar e nutricional. CONCLUSÃO: O racismo e suas nuances sociais têm contribuído para a invisibilidade social dessas comunidades nas políticas públicas brasileiras. As comunidades quilombolas se consideram em insegurança alimentar e nutricional e indicam que a abertura da Rodovia BR-163 pode ser uma ameaça ao etno-desenvolvimento sustentável na região. E referem que o desenvolvimento econômico esperado com a abertura desta rodovia, se não for realizado com base na participação da comunidade, pode aumentar a fome, a miséria e o racismo.
2022-12-06T14:05:11Z
Silva,Denise Oliveira e Guerrero,Ana Felisa Hurtado Guerrero,Camilo Hurtado Toledo,Luciano Medeiros de
Associação entre fatores socioeconômicos e insegurança alimentar: estudo de base populacional na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, Brasil
OBJETIVO: Estimar a prevalência de insegurança alimentar em famílias de Duque de Caxias, município localizado na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, e avaliar a associação entre indicadores socioeconômicos e insegurança alimentar. MÉTODOS: Desenvolveu-se estudo transversal, de base populacional, em famílias do distrito de Campos Elíseos, município de Duque de Caxias, Rio de Janeiro, que investigou amostra probabilística composta por 1.085 domicílios. As informações sobre condições socioeconômicas foram obtidas por meio de entrevista, utilizando questionário estruturado. A insegurança alimentar foi avaliada com o uso da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar, que permite classificar as famílias em segurança alimentar ou em insegurança alimentar leve, moderada ou grave. As análises foram desenvolvidas levando em consideração o efeito do desenho da amostra. Foi estimada a prevalência de insegurança alimentar, avaliando-se sua associação com as variáveis socioeconômicas aplicando-se o teste do qui-quadrado (p<0,05). RESULTADOS: A prevalência de insegurança alimentar foi de 53,8%. As variáveis renda familiar mensal per capita, escolaridade do chefe da família, nível socioeconômico (avaliado segundo os critérios da Associação Brasileira de Institutos de Pesquisa de Mercados), número de pessoas e presença de filtro de água no domicílio, apresentaram associação inversa significante com a insegurança alimentar. CONCLUSÃO: A renda familiar foi o indicador que discriminou tanto a segurança quanto a insegurança alimentar.
2022-12-06T14:05:11Z
Salles-Costa,Rosana Pereira,Rosangela Alves Vasconcellos,Maurício Teixeira Leite de Veiga,Gloria Valeria da Marins,Vânia Maria Ramos de Jardim,Beatriz Cordeiro Gomes,Fábio da Silva Sichieri,Rosely
Insegurança alimentar das famílias residentes em municípios do interior do estado da Paraíba, Brasil
OBJETIVO: Identificar a prevalência de segurança alimentar e dos diferentes graus de insegurança alimentar entre famílias residentes em 14 municípios da Paraíba e a relacionar com o perfil social, demográfico e econômico destas famílias. MÉTODOS: Realizou-se inquérito populacional no qual 4.533 famílias foram entrevistadas. Utilizou-se questionário para avaliar as características sócio-demográficas, juntamente com a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar. Foram calculadas medidas de prevalência e verificada a associação entre as variáveis do estudo pelo teste qui-quadrado. Ajustou-se um modelo de regressão logística para examinar a associação dos fatores de risco à segurança e à insegurança alimentar. RESULTADOS: Observou-se prevalência de 11,3% de insegurança alimentar grave, 17,6% de insegurança moderada, 23,6% de insegurança leve; 47,5% da população foi classificada em situação de segurança alimentar. As áreas rurais apresentaram pior situação. O principal motivo referido para insegurança alimentar foi a falta de dinheiro para aquisição de comida. A regressão logística final foi composta por três variáveis: baixa renda familiar per capita (R$25,00 versus R$300,00, Odds Ratio=19,10), moradia precária (Odds Ratio=1,98) e falta de água permanente (Odds Ratio=1,38). As famílias do menor estrato de renda apresentaram menor prevalência de insegurança alimentar grave, quando incluídas em programas sociais. CONCLUSÃO: A prevalência de insegurança alimentar foi elevada. O instrumento utilizado demonstrou ser uma ferramenta importante de avaliação da situação de segurança alimentar e útil para o monitoramento de políticas públicas, como é o caso dos programas sociais que integram a estratégia Fome Zero do Governo Federal.
2022-12-06T14:05:11Z
Vianna,Rodrigo Pinheiro de Toledo Segall-Corrêa,Ana Maria
Consumo alimentar e ecologia de populações ribeirinhas em dois ecossistemas amazônicos: um estudo comparativo
OBJETIVO: Este artigo analisa e compara os dados de consumo alimentar de duas populações ribeirinhas da Amazônia vivendo em ecossistemas contrastantes de floresta tropical: a várzea estacional e a floresta de terra firme. MÉTODOS: Foi estudado o consumo alimentar de 11 unidades domésticas na várzea (Ilha de Ituqui, Município de Santarém) e 17 na terra firme (Floresta Nacional de Caxiuanã, Municípios de Melgaço e Portel). O método utilizado foi o recordatório de 24 horas. As análises estatísticas foram executadas com o auxílio do programa Statistical Package for Social Sciences 12.0. RESULTADOS: Em ambos os ecossistemas, os resultados confirmam a centralidade do pescado e da mandioca na dieta local. Porém, a contribuição de outros itens alimentares secundários, tais como o açaí (em Caxiuanã) e o leite in natura (em Ituqui), também foi significante. Além disso, o açúcar revelou ser uma fonte de energia confiável para enfrentar as flutuações sazonais dos recursos naturais. Parece haver ainda uma maior contribuição energética dos peixes para a dieta de Ituqui, provavelmente em função da maior produtividade dos rios e lagos da várzea em relação à terra firme. Por fim, Ituqui revelou uma maior dependência de itens alimentares comprados, enquanto Caxiuanã mostrou estar ainda bastante vinculada à agricultura e às redes locais de troca. CONCLUSÃO: Além dos resultados confirmarem a importância do pescado e da mandioca, também mostraram que produtos industrializados, como o açúcar, têm um papel importante nas dietas, podendo apontar para tendências no consumo alimentar relacionadas com a atual transição nutricional e com a erosão, em diferentes níveis, dos sistemas de subsistência locais.
2022-12-06T14:05:11Z
Murrieta,Rui Sérgio Sereni Bakri,Maissa Salah Adams,Cristina Oliveira,Perpétuo Socorro de Souza Strumpf,Roberto
Insegurança alimentar intrafamiliar e perfil de consumo de alimentos
OBJETIVO: Descrever e avaliar o perfil de consumo diário de alimentos entre famílias em situação de insegurança alimentar. MÉTODOS: Inquérito populacional realizado em Campinas (SP), em 2003, com 456 famílias. Realizou-se levantamento do consumo diário de 14 grupos de alimentos, mediante informação de membro qualificado da família. Para categorização da insegurança alimentar utilizou-se uma escala dividida em 3 categorias: 1) Segurança alimentar; 2) Insegurança alimentar leve; 3) Insegurança alimentar moderada ou grave. RESULTADOS: Foram detectadas diferenças significativas entre categorias de segurança alimentar e consumo alimentar. A proporção de famílias em situação de insegurança, cujo informante não consome diariamente leite e derivados, frutas, verduras/legumes, e carnes é significantemente maior do que aquelas em situação de segurança alimentar (p<0,001). Nas famílias em segurança alimentar, o consumo de pelo menos uma fruta diariamente foi 73,7% e de derivados do leite 62,1%. Essas proporções são 11,4% e 5,5%, respectivamente, em famílias que experimentam insegurança alimentar moderada ou grave. Nestas últimas, a maioria consome diariamente apenas cereais, óleo, açúcar e feijão e gasta cerca de 68,0% da renda com despesas em alimentação. Existem diferenças significantes na freqüência das principais refeições diárias entre as categorias de segurança, sempre com menor freqüência entre os informantes das famílias em insegurança alimentar moderada ou grave. CONCLUSÃO: Famílias em insegurança alimentar moderada ou grave apresentaram dieta monótona, basicamente composta por alimentos energéticos. A condição de acesso ao alimento entre famílias em segurança alimentar, entretanto, não garantiu a adequação qualitativa da dieta. Esses resultados trazem a necessidade de reforçar, nas políticas de segurança alimentar, ações educativas direcionadas à promoção de alimentação saudável.
2022-12-06T14:05:11Z
Panigassi,Giseli Segall-Corrêa,Ana Maria Marin-León,Letícia Pérez-Escamilla,Rafael Maranha,Lucia Kurdian Sampaio,Maria de Fátima Archanjo
Autoconsumo e segurança alimentar: a agricultura familiar a partir dos saberes e práticas da alimentação
OBJETIVO: Identificar e analisar as classificações e representações da alimentação, bem como as práticas de produção e consumo de alimentos entre agricultores e agricultoras da região do Vale do Taquari (Rio Grande do Sul, Brasil). MÉTODOS: Os dados e as informações foram obtidos a partir de entrevistas e observação participante, orientadas por um esquema metodológico qualitativo. Participaram da pesquisa, realizada em 2004 e 2005, 48 famílias rurais, de três diferentes localidades. Os recursos teórico-analíticos utilizados foram os da antropologia da alimentação e da abordagem da reciprocidade. RESULTADOS: Entre as famílias estudadas é significativa a produção de alimentos para autoconsumo, sendo as mulheres as principais responsáveis por sua obtenção. As práticas alimentares, embora tenham sofrido modificações, em função da modernização da agricultura e da incorporação de produtos industrializados, guardam especificidades locais e estão relacionadas a diversas expressões de sociabilidade, como a circulação de alimentos e a realização de festas comunitárias, que, impregnadas por simbolismos, atualizam um modo de vida e têm garantido segurança alimentar. CONCLUSÃO: As práticas de produção para autoconsumo das famílias estudadas estão associadas à sua segurança alimentar e, desse modo, às suas estratégias de reprodução social. A circulação de alimentos e as escolhas alimentares expressam relações de sociabilidade e de identidade nas comunidades rurais estudadas. Aspectos socioculturais e distintos níveis de relações sociais apresentam-se em transformação, podendo colocar em risco a segurança alimentar das famílias. Tais processos inspiram a realização novos estudos.
2022-12-06T14:05:11Z
Menasche,Renata Marques,Flávia Charão Zanetti,Cândida
Interventions to reduce household food insecurity: a synthesis of current concepts and approaches for Latin America
Food insecurity has been documented in countries throughout the range of national incomes. Most Latin American countries, including Brazil, fall in the middle of this range. Although responses to problems of food insecurity need to be developed for specific contexts, valuable lessons for successful interventions can be learned from both low- and high-income countries. This article begins by describing a continuum of country-level food security contexts. The basic elements of food security, including food availability, access, and utilization, are reviewed as are more recent developments in the field, including livelihood analysis, vulnerability, and risk management strategies. A selection of public sector food security interventions is described that focus on improving agricultural production, increasing employment and household income, developing human capital, and distributing food. Recent international experiences and insights are used to develop themes for orientation of these types of food security interventions in Latin America. These include: the importance of planning relief efforts to be synergistic with long-run development; the tailoring of interventions to the needs of specific contexts; and the related expansion of information systems to support these activities. The article also describes the need to improve food security without leading to over-consumption, a problem of increasing concern in Latin America and elsewhere. Finally, development of local capacity through community-based participatory actions is suggested as a means for improving program outcomes as well as promoting human rights.
2022-12-06T14:05:11Z
Rose,Donald Diego