RCAAP Repository
Influência do estado nutricional, distribuição da gordura corporal e força muscular na estabilometria de idosas
OBJETIVO: Investigar as associações entre diversas medidas indicadoras do estado nutricional, a força muscular e as diferentes variáveis estabilométricas em uma amostra de idosas. MÉTODOS: Neste estudo exploratório de corte transversal, 108 idosas tiveram suas variáveis estabilométricas avaliadas através de uma plataforma de força, em duas condições experimentais: olhos abertos e olhos fechados. Verificaram-se as associações entre as variáveis explicativas: idade, massa corporal, estatura, índice de massa corporal, circunferência de quadril, circunferência de cintura, relação cintura/quadril, percentual de gordura corporal, massa gorda, massa magra, área muscular de braço corrigida, força isométrica voluntária máxima e diversas variáveis estabilométricas: amplitude anteroposterior, deslocamento da oscilação e área elíptica da superfície, dentre outras. RESULTADOS: Com exceção da estatura, todas as variáveis explicativas associaram-se significativamente com as variáveis estabilométricas. A regressão múltipla (forward) revelou que a circunferência de cintura e a força isométrica voluntária máxima foram as variáveis que mais influenciaram as variáveis estabilométricas, entretanto sem diferenças significativas entre as condições olhos abertos e olhos fechados. O percentual de gordura parece não sobrecarregar o sistema de controle postural. Na condição olhos abertos, a variável estabilométrica desvio--padrão médio-lateral foi a mais influenciada pelas variáveis explicativas. A circunferência de cintura foi respon-sável por 8,8% de toda variação do desvio-padrão médio-lateral e a força isométrica voluntária máxima contribuiu com 9,4% adicionais. CONCLUSÃO: Os resultados sugerem que a distribuição centrípeta de gordura corporal associada à diminuição da força muscular são as principais responsáveis pelas alterações estabilométricas em idosas.
2015
Siqueira,Fabiano da Mota Silva Geraldes,Amandio Aristides Rihan
Effects of dietary high fructose corn syrup on regulation of energy intake and leptin gene expression in rats
OBJECTIVE: To evaluate in Wistar rats the effect of chronic use of high fructose corn syrup on serum lipids, body weight, energy intake regulation, and expression of associated genes. METHODS: For 11 weeks, male rats were fed a standard diet with either water (control) or 15% high fructose corn syrup solution, or fed a high-fat diet. The rats' food intake and body weight were measured weekly. Expression of leptin and fatty acid synthase genes was quantified in their brain and adipose tissue upon sacrifice at age 119 days using real-time polymerase chain reaction. RESULTS: The intake of 15% high fructose corn syrup did not affect the rats' weight, only the rats on the high-fat diet gained significant weight. The rats in both diets had lower levels of leptin expression and high levels of fatty acid synthase in the brain, which were associated with high serum triglycerides. CONCLUSION: Fifteen percent high fructose corn syrup intake and the high-fat diet reduced leptin gene expression in the brain of Wistar rats, with differential effects on weight gain.
2015
López-Rodríguez,Guadalupe Osuna,Silke Kotasek García,Marcos Galván Dieguez,Teodoro Suárez
Qualidade da dieta de escolares de 7 a 10 anos do município de São Paulo: associação com o número e os locais de refeições
OBJETIVO: Analisar a relação entre a qualidade da dieta e o número e os locais de refeições de escolares de 7 a 10 anos do município de São Paulo. MÉTODOS: Trata-se de um estudo transversal, feito em 2013, com escolares de 7 a 10 anos de idade de duas escolas municipais de São Paulo. O consumo alimentar foi coletado a partir de três recordatórios de 24 horas, tendo sido calculado o Índice de Qualidade da Dieta Revisado. As médias de cada componente do índice foram analisadas segundo hábito de tomar café da manhã, número de refeições diárias, em casa, na escola e fora do lar. RESULTADOS: A maioria dos escolares ingeriu café da manhã, realizou menos de cinco refeições, nenhuma refeição na escola, três ou mais refeições em casa e nenhum consumo de refeições fora do lar. O hábito de tomar café da manhã apresentou associação com o maior consumo de vegetais e de leite e o maior número de refeições diárias com o menor consumo de sódio. O maior consumo de refeições em casa esteve associado ao menor consumo de gordura saturada, calorias de gordura sólida e açúcar e a melhor qualidade da dieta. As refeições fora do lar apresentaram associação com o maior consumo de cereais integrais e de calorias de gordura sólida e açúcar. CONCLUSÃO: O maior consumo de alimentos saudáveis ocorre em casa, portanto ações de educação alimentar e nutricional devem incentivar o consumo de alimentos no lar e as escolhas alimentares saudáveis fora do lar.
2015
Prado,Bárbara Grassi Hinnig,Patrícia de Fragas Tanaka,Luana Fiengo Latorre,Maria do Rosário Dias de Oliveira
Antropometria e composição corporal de recém-nascidos pré-termo na idade gestacional e no peso equivalente ao termo
OBJETIVO: Analisar o crescimento e a composição corporal de recém-nascidos pré-termo na idade gestacional corrigida de termo e ao alcançarem um peso entre 3,0 e 3,5 kg. MÉTODOS: Estudo longitudinal, realizado no Instituto Fernandes Figueira, Rio de Janeiro, com 39 recém-nascidos pré-termo e que apresentaram muito baixo peso ao nascer. Medidas antropométricas e água corporal total foram avaliadas no primeiro, no sétimo e no dia da recuperação do peso de nascimento, na idade gestacional corrigida do termo e em torno de três semanas de idade gestacional corrigida (correspondente ao tempo de vida para alcançar um peso entre 3,0 e 3,5 kg). O grupo de referência foi constituído por 32 recém-nascidos a termo, adequados para a idade gestacional, avaliados no segundo dia de vida. Considerou-se restrição de crescimento o escore-Z menor do que -2 para peso, comprimento e perímetro cefálico. RESULTADOS: Na idade de termo, 71,8% dos recém-nascidos pré-termo apresentaram restrição do crescimento para peso, 61,5% para comprimento e 25,6% para perímetro cefálico. Com três semanas de idade gestacional corrigida, esses recém-nascidos apresentaram a prega cutânea tricipital e a circunferência abdominal estatisticamente maiores que o grupo de referência enquanto o comprimento e a porcentagem de água corporal total foram menores. CONCLUSÃO: Os recém-nascidos pré-termo apresentaram perfil antropométrico e de água corporal diferente dos recém--nascidos a termo, sugerindo acúmulo de gordura. Houve recuperação do crescimento entre a idade de termo e três semanas de idade corrigida, sendo mais evidente esse crescimento em relação ao perímetro cefálico e peso.
2015
Villela,Letícia Duarte Mendes Soares,Fernanda Valente Abranches,Andrea Dunshee de GOMES Junior,Saint-Clair Méio,Maria Dalva Barbosa Baker Moreira,Maria Elisabeth Lopes
Influência do uso de chupeta e mamadeira no aleitamento materno exclusivo entre mães atendidas em um Banco de Leite Humano
OBJETIVO: Avaliar o uso de chupeta e mamadeira e sua influência na prevalência do aleitamento materno exclusivo entre lactentes de mães atendidas em um Banco de Leite Humano. MÉTODOS: Estudo transversal com mães atendidas em um Banco de Leite Humano entre 2009 e 2011 a partir de informações (sociodemográficas, antecedentes obstétricos, dados sobre aleitamento materno exclusivo, mamadeira e chupeta) obtidas por meio de questionário estruturado. Realizaram-se análise descritiva, teste de Qui-quadrado e regressão de Poisson. RESULTADOS: Avaliaram-se 9 474 mães, 65,2% com escolaridade até o ensino médio e 60,6% referiram aleitamento materno exclusivo. A prevalência de uso de mamadeira e chupeta foi de 22,9 e 25,0%, respectivamente. A amamentação exclusiva foi menor entre os lactentes que usavam chupeta (38,4 versus 43,2%; p<0,001) e mamadeira (13,5 versus 46,6%; p<0,001). O uso de mamadeira se associou à menor prevalência de aleitamento exclusivo (RP=0,43; IC95%=0,35-0,53), em contraste com a amamentação sob livre demanda (RP=5,5; IC95%=4,17-7,3), maior nível de escolaridade materna (RP=1,2; IC95%=1,08-1,35), pré-natal (RP=1,25; IC95%=1,13-1,38) e a mãe orientada sobre amamentação (RP=1,10; IC95%=1,02-1,18), que favoreceram esta prática. O uso de chupeta não se associou à prevalência de aleitamento materno exclusivo (RP=1,10; IC95%=1,00-1,21). CONCLUSÃO: O uso de mamadeira exerceu influência negativa na prevalência do aleitamento materno exclusivo e deve ser considerado alvo de estratégias para incremento dessa prática.
2015
Pellegrinelli,Ana Luiza Rodrigues Pereira,Simone Cardoso Lisboa Ribeiro,Iêda Passos Santos,Luana Caroline dos
Agenda para Intensificação da Atenção Nutricional à Desnutrição Infantil: resultados de uma pactuação interfederativa no Sistema Único de Saúde
OBJETIVO: Avaliar o cumprimento das metas da Agenda para Intensificação da Atenção Nutricional à Desnutrição Infantil no ano de 2013, por meio da identificação das possíveis variáveis associadas ao desempenho dos municípios diante das metas pactuadas. MÉTODOS: Foi realizado um estudo transversal utilizando a base de dados secundários do Ministério da Saúde, em que foram considerados os 212 municípios que compõem a Agenda e as três metas obrigatórias pactuadas para o ano de 2013. Também foram utilizadas informações provenientes do formulário eletrônico aplicado pelo Ministério da Saúde que trata da implementação da Agenda. Para analisar os dados, utilizou-se o teste do Qui-quadrado, e nível de significância de 5%. RESULTADOS: Entre as variáveis que contribuíram simultaneamente para o bom desempenho no acompanhamento nutricional no Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional e nas famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família, tem-se: o menor porte populacional, a distribuição geográfica na região Nordeste, o município ter utilizado o recurso, a maior cobertura da Atenção Básica e do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional. CONCLUSÃO: Apesar de este trabalho apresentar dados parciais de avaliação, torna-se evidente que o monitoramento dos desempenhos municipais é ação essencial para contribuir com a efetividade dessa Agenda, permitindo com-preender seu processo de implementação e identificar os fatores que possam ter dificultado sua execução, a fim de possibilitar que outras estratégias sejam elaboradas de acordo com realidade e limitações/perfil desses municípios para o próximo ciclo de avaliação.
2015
Ramos,Mayara Kelly Pereira Lima,Ana Maria Cavalcante de Gubert,Muriel Bauermann
(In)segurança alimentar entre famílias com crianças menores de cinco anos residentes em área de vulnerabilidade social de Campina Grande, Paraíba
OBJETIVO: Avaliar a situação de (in)segurança alimentar de famílias com crianças menores de cinco anos residentes em área de vulnerabilidade social e sua associação com características biológicas, com a situação de saúde das crianças e com o contexto socioeconômico familiar. MÉTODOS: Estudo transversal, envolvendo 76 famílias com crianças menores de cinco anos e com algum membro ex-catador de materiais recicláveis do lixão desativado de Campina Grande, Paraíba. A segurança alimentar foi avaliada pela Escala Brasileira de Insegurança Alimentar. Foi estudada a associação da situação da insegurança alimentar com características das crianças e socioeconômicas por meio de análise múltipla de determinação. RESULTADOS: A prevalência de insegurança alimentar caracterizou 96,1% das famílias, predominando as formas moderada (34,2%) e grave (32,4%). As famílias em cujo núcleo havia crianças que tiveram perda de peso nos últimos 15 dias e aquelas com destino de lixo não coletado apresentaram maiores chances de insegurança alimen-tar moderada e insegurança alimentar grave, de 9,49 vezes (IC95%=1,95-46,26) e 6,71 vezes (IC95%=1,34-33,59), respectivamente. CONCLUSÃO: A alta vulnerabilidade dessa população reflete-se em condições de insegurança alimentar associadas à condição social e de saúde que precisam ser equacionadas a fim de se garantir o direito humano à alimentação adequada.
2015
Bezerra,Thaíse Alves Pedraza,Dixis Figueroa
Ansiedade, depressão e estresse em estudantes universitários: o impacto da COVID-19
Resumo A pandemia e a inerente alteração de comportamentos, a par da parca previsibilidade, geraram maior ansiedade na população. Nesse sentido, este trabalho teve como objetivo analisar se os níveis de depressão, ansiedade e estresse em estudantes universitários se alteraram no período pandêmico (2020) comparativamente a períodos anteriores/normais. O estudo foi constituído por dois grupos, sendo a amostra 1 constituída por 460 sujeitos com idade média de 20,14 anos, e a amostra 2 por 159 sujeitos com idade média de 20,40 anos. Todos preencheram um questionário sociodemográfico e as escalas de ansiedade, depressão e estresse. Os estudantes que integraram o estudo no período pandêmico apresentaram níveis significativamente mais elevados de depressão, ansiedade e estresse comparativamente aos que integraram o estudo no período normal. Os resultados sugerem um impacto psicológico negativo da pandemia nos estudantes. Importa continuar a explorar as implicações da pandemia na saúde mental dos estudantes, para que se possam prevenir e minorar os seus efeitos.
2020
MAIA,Berta Rodrigues DIAS,Paulo César
Representações e ancoragens sociais do novo coronavírus e do tratamento da COVID-19 por brasileiros
Resumo Objetivou-se neste estudo apreender a gênese das representações sociais do novo coronavírus, bem como do tratamento da COVID-19, considerando-se diferentes ancoragens sociais de brasileiros. Contou-se com 595 participantes, predominantemente do sexo feminino (69,9%) e da região Nordeste do Brasil (64,9%). Os dados, coletados através de um questionário online, permitiram análises de Classificações Hierárquicas Descendentes, indicando que a gênese das representações sociais do novo coronavírus é marcada por preocupações relativas à sua disseminação e implicações psicossociais e afetivas. Já o campo representacional do tratamento enfatiza a remissão ou a amenização dos sintomas causados pela COVID-19. As variações nas representações sociais identificadas nesta pesquisa, em função dos diferentes grupos sociais, indicam que futuras intervenções devem considerar as especificidades de cada um deles na disseminação de representações e práticas sociais direcionadas para conter o estado pandêmico.
2020
DO BÚ,Emerson Araújo ALEXANDRE,Maria Edna Silva de BEZERRA,Viviane Alves dos Santos SÁ-SERAFIM,Roseane Christhina da Nova COUTINHO,Maria da Penha de Lima
COVID-19: implicações e aplicações da Psicologia Positiva em tempos de pandemia
Resumo A pandemia causada pela dispersão da COVID-19 no mundo obrigou muitos países a adotarem o isolamento social como medida de contenção do vírus. Pesquisas prévias indicam que pessoas submetidas ao isolamento social desenvolvem sintomas psicológicos variados, principalmente relacionados ao estresse, ansiedade e depressão, decorrentes da privação social e do confinamento. Este artigo objetiva apresentar pesquisas produzidas pela Psicologia Positiva e indicar como esses achados podem subsidiar intervenções para a promoção de saúde mental e bem-estar durante o isolamento social. Dentre os construtos descritos, destacam-se pesquisas sobre autocompaixão, resiliência, criatividade, otimismo, esperança, bem-estar subjetivo e práticas de meditação mindfulness para lidar com os efeitos adversos do isolamento. Considerações e implicações dessas práticas são discutidas em detalhes.
2020
Zanon,Cristian Dellazzana-Zanon,Letícia Lovato Wechsler,Solange Muglia Fabretti,Rodrigo Rodrigues Rocha,Karina Nalevaiko da
COVID-19 e saúde mental: a emergência do cuidado
Resumo Considerando-se a situação atual mundial, marcada por importantes crises na saúde pública e, mais recentemente, a pandemia causada pela COVID-19, o presente artigo buscou reunir informações e achados de pesquisa a respeito do impacto de tais crises na saúde mental. O texto traz conceitos relacionados à problemática do novo coronavírus e analisa consequências de medidas adotadas para lidar com situações desse tipo, tais como distanciamento social, quarentena e isolamento, ao longo de três períodos distintos: pré-crise, intracrise e pós-crise. O artigo enfoca as repercussões observadas na saúde mental da população, refletindo acerca dos desfechos favoráveis e desfavoráveis dentro do processo de crise. Por fim, são apresentadas questões relacionadas à emergência do cuidado em saúde mental, tanto aquele prestado pela Psicologia, como aquele que pode ser desenvolvido pelos demais profissionais de saúde, de modo a minimizar os impactos negativos da crise e atuar de modo preventivo.
2020
Faro,André Bahiano,Milena de Andrade Nakano,Tatiana de Cassia Reis,Catiele Silva,Brenda Fernanda Pereira da Vitti,Laís Santos
Terminalidade, morte e luto na pandemia de COVID-19: demandas psicológicas emergentes e implicações práticas
Resumo A doença causada pelo novo coronavírus (COVID-19) tem sido considerada uma grave crise sob o ponto de vista epidemiológico e, também, psicológico. Além das perdas em massa em curto espaço de tempo, as dificuldades para realização de rituais de despedida entre pessoas na iminência da morte e seus familiares, bem como de rituais funerários, podem dificultar a experiência de luto. O objetivo deste estudo é sistematizar conhecimentos sobre os processos de terminalidade, morte e luto no contexto da pandemia de COVID-19. Por meio de revisão narrativa da literatura, foram sumarizadas experiências relatadas em diferentes países durante a pandemia. Apresentam-se características das demandas psicológicas emergentes e implicações para a prática profissional do psicólogo. Considerando que expressões de afeto, condolências e espiritualidade sofrem alterações nesse cenário, discute-se a importância de potencializar formas alternativas e respeitosas para ritualização dos processos vividos, o que parece essencial para ressignificar perdas e enfrentar desafios durante e após a vigência da pandemia.
2020
Crepaldi,Maria Aparecida Schmidt,Beatriz Noal,Débora da Silva Bolze,Simone Dill Azeredo Gabarra,Letícia Macedo
Avaliação psicológica online: considerações a partir da pandemia do novo coronavírus (COVID-19) para a prática e o ensino no contexto a distância
Resumo As restrições impostas pelo distanciamento social decorrente da pandemia do novo coronavírus exigiram adaptações dos psicólogos a uma nova realidade de trabalho que privilegia atividades remotas. O ensino e a prática em Avaliação Psicológica foram algumas das áreas afetadas, demandando que psicólogos, conselho profissional e sociedades científicas discutam diretrizes para o contexto da pandemia. Também, ainda que exista um aumento de cursos a distância, são apontadas restrições para o ensino de técnicas psicológicas em ambiente online. Visto as mudanças no cenário de trabalho e a necessidade de adaptação à situação atual, este estudo busca discutir a viabilidade de processos de Avaliação Psicológica online e apontar direções para seu aperfeiçoamento. Procura-se também apresentar possibilidades para ensino e supervisão a distância. Discutem-se evidências científicas e regulamentações nacionais e internacionais que embasam essas práticas. Por fim, reforça-se a necessidade do desenvolvimento de tecnologias que permitam conduzir o processo de maneira ética e segura.
2020
Marasca,Aline Riboli Yates,Denise Balem Schneider,Andreia Mello de Almeida Feijó,Luan Paris Bandeira,Denise Ruschel
Reflexões baseadas na Psicologia sobre efeitos da pandemia COVID-19 no desenvolvimento infantil
Resumo De forma inquestionável, a pandemia da COVID-19 ameaça a saúde física e mental da população na contemporaneidade. Embora as crianças sejam menos contaminadas na forma sintomática e grave da COVID-19, essas podem ser mais afetadas no âmbito do desenvolvimento psicológico por serem uma população vulnerável. O presente artigo aborda aspectos conceituais da Teoria do Caos no desenvolvimento e do estresse tóxico, associados aos conceitos de autorregulação e enfrentamento do estresse (coping), visando subsidiar reflexões, do ponto de vista psicológico, sobre os efeitos potenciais da condição da adversidade da pandemia no desenvolvimento das crianças e na parentalidade. A fundamentação teórico-conceitual oferece suporte à compreensão dos tipos de enfrentamento adaptativo ou desadaptado frente a essa experiência adversa e potencialmente traumática da contemporaneidade.
2020
Linhares,Maria Beatriz Martins Enumo,Sônia Regina Fiorim
Risk factors for antisocial behavior in children: comparison between boys and girls
Abstract Recognizing the importance of assessing the risk of antisocial behavior, this study aimed to characterize the risk factors for the occurrence of antisocial behavior, seeking to understand if there are differences between boys and girls. Eighty-five cases of children referred by the promotion and protection system due to the display of antisocial behaviors were reviewed. A total of 65 were boys and 20 were girls, aged between six and eleven years. Data collection was performed using the Portuguese version of the risk assessment instruments Early Assessment Risk List for boys and for girls. Gender differences were assessed, with boys exhibiting a higher risk level for antisocial behavior, adopting more serious behaviors (e.g., impulsive behaviors). Girls engaged in less serious behavior (e.g., disrespect). By characterizing the most prevalent risk factors, the results of this study may contribute to the identification of intervention priorities.
2020
Coelho,Inês Castro Neves,Ana Cristina Caridade,Sónia
Psychopathy Checklist: Youth Version psychometric properties in an Item Response Theory polytomous model
Abstract This study assessed the applicability of the Psychopathy Checklist: Youth Version in a sample of teenagers confined in socio-educational institutions. Using an Item Response Theory approach, item properties of this instrument were reviewed using the generalized partial credit model. Eight of the original twenty items of the original instrument were discarded due to low discrimination parameters. As expected, the most discriminating items in the assessment of psychiatric traits were those which affective characteristics are more typical in the description of psychopathic traits, and their larger variability among juveniles is reflected in the checklist’s answers. Item anchoring, in turn, determined five anchor levels. Conclusions based on the results are twofold: (a) a shorter version of this measure can offer the same level of information obtained from the full instrument and (b) the measure provides more information on average latent trait levels and is inadequate for clinical use.
2020
Ferraz,Raul Corrêa Moreira Junior,Fernando de Jesus Vargas,Fernanda de Hoffmeister,Fernanda Xavier Gauer,Gabriel José Chittó Vasconcellos,Silvio José Lemos
Vocational interests and professional choice self-efficacy of adolescents and youngsters
Abstract This study aimed to analyze the relationships between self-efficacy beliefs and professional interests of 613 adolescents and young people from the interior of the State of São Paulo, Brazil, aged 15-19 years (M = 16.65; SD = 0.75) of which 350 were female, coming from public (84%) and private (15.8%) schools. The instruments used were the Self-Directed Search Career Explorer and the Self-Efficacy Scale for Professional Choice. Women had higher mean in the Social type and men in the Realistic, Entrepreneurial and Conventional types. In self-efficacy for professional choice, students from private schools revealed higher mean than students from public schools. The general level of self-efficacy was explained by investigative, artistic, social interests and type of school. The results also indicate the importance of analyzing the differences found in gender interests. In addition, the study can contribute to the work of counselors regarding the insertion of discussions that help adolescents to understand the influences of interests and self-efficacy in the construction of professional projects, besides bringing more systematic data on the articulation between such constructs.
2020
MURGO,Camélia Santina BARROS,Leonardo de Oliveira SENA,Bárbara Cristina Soares
Construction and preliminary evidence of validity of the Scale of Perceived Threat from the Mentally Ill
Abstract The perception that mental patients represent a threat may support attitudes and behaviours of social exclusion and a contrary position to the precepts of the Psychiatric Reform. In this sense, this article has the objective of elaborating the Scale of Perceived Threat from the Mentally Ill and reporting the preliminary evidences of its factorial validity and internal consistence. For this purpose, two studies were performed: Study 1 performed an exploratory factor analysis composed of 244 university students aged 17 to 56 years old (M = 22.98; SD = 5.61); and study 2 performed a confirmation factor analysis from a sample of 247 university students aged between 17 and 51 years old (M = 23.08; SD = 5.75). The final scale was composed of nine items grouped into two factors: dangerousness and unpredictability, and presented good psychometric properties, being able to be used adequately to evaluate the perception of threat regarding the mentally Ill.
2020
MACIEL,Silvana Carneiro SOUZA,Luana Elayne Cunha de LIMA,Tiago Jessé Souza de SOUSA,Patrícia Fonseca de PEREIRA,Cícero Roberto
Internal structure of the Parenting Practices Scales in a vulnerable sample: a confirmatory factor analysis
Abstract The objective of this study was to assess the internal structure of the Brazilian version of the Parenting Practices Scales, examining its dimensionality and the internal consistency of their subscales in a sample of vulnerable young individuals (N = 452). The six-factor structure was replicated through Confirmatory Factor Analysis; however, Cronbach’s alpha values for two factors indicated poor internal consistency: autonomy granting (α = 0.55) and punitive control (α = 0.51). Considering the correlations between the factors and the theoretical framework, a 2nd-order structure was performed, evidencing two correlated latent dimensions: demandingness and responsiveness. This model presented a good fit to the data and the 2nd latent dimensions achieved satisfactory internal consistency. The results were discussed considering sociocultural-related issues. Recommendations about the usage of this instrument were made, regarding both assessment and intervention contexts.
2020
PINHEIRO-CAROZZO,Nádia Prazeres GATO,Jorge Júlio de Carvalho Valadas FONTAINE,Anne Marie Germaine Victorine MURTA,Sheila Giardini
Associations between maternal depressive symptoms, children’s behavioral problems and perceptions regarding family interactions
Abstract The aim of this study was to verify possible associations between maternal depressive symptoms, children’s behavioral problems and perceptions regarding the family interactions, considering the reports of mothers and children. A total of 60 mothers and their school-age children were divided into two equal groups, according to the presence or absence of maternal depression indicators, and evaluated using the following instruments: Sociodemographic Questionnaire, Patient Health Questionnaire-9, Strengths and Difficulties Questionnaire, and scales of family interaction (Escalas de Qualidade nas Interações Familiares). The results indicate that maternal depressive symptoms were associated with children’s behavioral problems and with family interactions reported by mothers and children. Maternal depression and positive family interactions reported by the mothers predicted behavioral problems in children. Positive family interactions reported by the mothers also mediated the association between maternal depression and children’s behavioral problems, highlighting the relevance of interventions with mothers with depression indicators that have school-age children.
2020
RODRIGUES-PALUCCI,Claudia Mazzer PIZETA,Fernanda Aguiar LOUREIRO,Sonia Regina