RCAAP Repository
Correlação clínica e radiológica de pacientes portadores de dor lombar crônica com a discografia
OBJETIVO: correlacionar dados clínicos e de imagem com resposta à discografia em pacientes portadores de dor lombar crônica. MÉTODOS: análise prospectiva de 33 discografias em 20 pacientes portadores de dor lombar crônica. A avaliação constou de exame clínico e radiológico por meio de um protocolo contendo dados da anamnese, VAS, Oswestry e achados da ressonância magnética. RESULTADOS: dos 33 discos examinados, 14 exames foram positivos e 19 negativos. A média de idade dos pacientes com discografia positiva foi de 40,7 anos e para discografia negativa foi de 43,14 anos. Os pacientes com dor lombar associada à ciática tiveram discografia positiva em 87,5% dos casos, enquanto pacientes com apenas lombalgia, 50% (p=0,008). A positividade da discografia foi de 88,9% para pacientes com mais de quatro episódios, enquanto entre um a quatro episódios tiveram positividade de 50% (p=0,004). A Escala Visual Analógica (EVA) média e a avaliação conforme a escala de Oswestry não diferiram de modo significativo. Em relação à ressonância magnética, foi evidenciada uma positividade de 80% nos discos com HIZ (High Intesity Zone) (p=0,045) e de 75% nos discos com alterações de Modic9 (p=0,083). O endpoint foi avaliado como com ou sem resistência á injeção intradiscal, e os exames com resistência tiveram menor positividade (31,58%, p=0,0143). CONCLUSÃO: pacientes com queixa principal de dor lombar associada à ciática, que tiveram mais de quatro agudizações associados a presença de HIZ na ressonância magnética têm maior incidência de positividade na discografia. Na discografia, endpoint com resistência tem maior associação com incidência de discos assintomáticos. Mesmo sem demonstrar diferença estatisticamente significante, existe uma forte associação entre alterações tipo Modic9 com discografia positiva.
2009
Vialle,Emiliano Neves Vialle,Luiz Roberto Gomes Gusmão,Mauricio Santos Henao,Juan Esteban Suarez Rangel,Túlio Albuquerque de Moura Moron,Rubem Cardenas
Fratura toracolombar explosão: correlação entre o comprometimento do canal vertebral e os resultados do tratamento conservador
INTRODUÇÃO: o tratamento das fraturas explosão toracolombares sem comprometimento neurológico é controverso. A porcentagem de estreitamento do canal vertebral tem sido utilizada como parâmetro de indicação cirúrgica, mas a sua significância em pacientes sem comprometimento neurológico permanece incerta. OBJETIVO: avaliar pacientes com fratura toracolombar explosão, correlacionando o estreitamento inicial do canal vertebral e os resultados clínicos do tratamento conservador. MÉTODOS: foram avaliados de forma retrospectiva os prontuários, radiografias e filmes de tomografia computadorizada (TC) de pacientes adultos, portadores de fratura toracolombar explosão, incluindo os níveis de T11 a L2, do tipo A3 da classificação de Magerl, com menos de 10 dias de evolução, tratados conservadoramente com o uso de órtese tipo TLSO (Jewett) ou gesso em hiperextensão. Foi ainda aplicado um questionário que incluía as escalas visual-analógico de dor ou EVA, escala de Dor e Trabalho de Denis, índice de Oswestry e questionário de qualidade de vida SF-36. RESULTADOS: não houve correlação entre o estreitamento canal vertebral e a EVA ou a Escala de Dor de Denis. Houve correlação negativa entre a porcentagem de estenose do canal vertebral e a Escala de Trabalho de Denis. Também houve correlação negativa entre o índice de Oswestry e a porcentagem de estenose do canal vertebral, indicando que os pacientes com maiores escores de incapacidade apresentaram menor porcentage de estenose. Na análise de correlação entre os índices obtidos nos domínios do SF-36 e a porcentagem de estenose do canal vertebral, houve correlação significativa apenas no domínio capacidade funcional, indicando que os pacientes com melhor capacidade funcional ou escores mais próximos a 100%, também apresentavam maior porcentagem de estenose. CONCLUSÃO: os resultados obtidos confirmam a inexistência de correlação entre maior estreitamento do canal vertebral e piores resultados clínicos, conforme descrito na literatura.
2009
Avanzi,Osmar Landin,Elcio Meves,Robert Caffaro,Maria Fernanda Silber Bortoli,Juliano de
Vertebroplasty and kyphoplasty: complementary tecniques for the treatment of painful osteoporotic vertebral compression fractures
OBJECTIVE: in a prospective study, we aimed to evaluate the potential use of kyphoplasty (KP) and vertebroplasty (VP) as complementary techniques in the treatment of painful osteoporotic vertebral compression fractures (VCFs). METHODS: after one month of conservative treatment for VCFs, patients with intractable pain were offered treatment with KP or VP according to a treatment algorithm that considers time from fracture (Ät) and amount of Vertebral Body Collapse (VBC). Bone biopsy was obtained intraoperatively to exclude patients affected by malignancy or osteomalacia. RESULTS: hundred and sixty-four patients were included according to the above criteria. Mean age was 67.6 years. Mean followup was 33 months. Ten patients (6.1%) were lost to follow-up and 154 reached the minimum two years follow-up. 118 (69.5%) underwent VP and 36 (30.5%) underwent KP. Complications affected five patients treated with VP, whose one suffered a transient intercostal neuropathy and four a subsequent VCF (two at adjacent level). Results in terms of VAS and Oswestry scores were not different among treatment groups. CONCLUSION: in conclusion, at an average follow-up of almost 3 years from surgical treatment of osteoporotic VCFs, VP and KP show similar good clinical outcomes and appear to be complementary techniques with specific different indications.
2009
Lovi,Alessio Teli,Marco Ortolina,Alessandro Costa,Francesco Fornari,Maurizio Brayda-Bruno,Marco
Intraobserver and interobserver reliability of the Landim's Classification System for lumbar spinal stenosis
OBJECTIVE: the Classification proposed by Landim for lumbar spine stenosis could be a method of diagnostic standardization once, on the literature, there are no studies that standardize the use of a classification which allows the comparison of results. It is necessary the evaluation of intra and interobservers' reproducibility for such system as to validate it for this matter. METHODS: pre-operative image exam of lumbosacral column of 11 patients diagnosed with symptomatic lumbar stenosis were selected. The criteria for selection were image exams with good quality and diverse etiologies. The age group ranged from 15 to 87 years and included both sexes. The studied samples were followed at the Ambulatory of Spine Column of the Department of Orthopaedics and Traumatology of the Hospital das Clínicas, Universidade de Campinas (Unicamp), city of Campinas, state of São Paulo, Brazil. Twelve spine surgeons classified the 11 sample exams according to Landim's Classification in two different moments with a time interval of 3 weeks. The intra and interobservers' statistical analysis used were the Wilcoxon and the Alpha of Cronbach Tests, respectively. Significant results were considered as P<0.05. RESULTS: the analysis of the addition of the first and second classifications from the 11 cases appraised by 12 spine surgeons with a time interval of 3 weeks, resulted in percentual accordance among intra and interobserver of 65% and 83% for global classification; 80% and 91% for "segment"; 86% and 95% for "type"; 85% and 82% for "area", respectively. The intraobserver reproducibility was 79% and interobserver, 88%. CONCLUSION: the proposed Classification of Landim has an easy applicability and may become a possible mean to standardize information with good levels of reproducibility and confidence intra and interobservers for more consistent future conclusions related to the pathology of lumbar stenosis.
2009
Medeiros,Rodrigo Castro de Cardoso,Igor Machado Jaccard,Alexandre Phillipe Boss Landim,Elcio Pasqualini,Wagner Veiga,Ivan Guidolin Risso Neto,Marcelo Ítalo Cavali,Paulo Tadeu Maia
Medida da área do canal vertebral lombar em diferentes faixas etárias
OBJETIVO: medir as dimensões do canal vertebral lombar por meio de tomografia computadorizada, de modo a comparar os valores das diferentes faixas etárias e determinação da possível diferença entre elas. MÉTODOS: a área do canal vertebral lombar foi medida em 78 indivíduos, divididos em oito grupos etários, com dados obtidos de exames de tomografia computadorizada do abdômen. As medidas foram realizadas nos cortes axiais nas vértebras L1, L3 e L5 ao nível da região trans-pedicular. Utilizado o método estatístico de ANOVA (análise de variância) com análise de diferentes "p-value" para cada grupo estudado. RESULTADOS: as medidas para L1 produziram um "p-value" de 0,586 para a faixa etária e um "p-value" de 0,003 para o sexo. Portanto, não há diferença entre as faixas etárias e há diferença entre os sexos, sendo maior no sexo masculino. Para L3, o "p-value" da faixa etária foi de 0,258 e para o sexo de 0,062; no caso de L5, o "p-value" para a faixa etária foi de 0,279 e para o sexo de 0,003. CONCLUSÃO: não foi observada diferença estatística da área do canal vertebral lombar nos níveis L1, L3 e L5 nas diferentes faixas etárias. No entanto o diâmetro no sexo masculino foi maior com diferença estatística.
2009
Ortiz,Jair Oliveira Junior,Alex Veneziano Zabeu,José Luis Amim
Fratura na coluna vertebral por mieloma múltiplo: correlação entre sobrevida e índices de Tomita e Tokuhashi
OBJETIVO: o mieloma múltiplo (MM) é a neoplasia óssea primária mais freqüente na coluna vertebral. Em razão da grande morbi-mortalidade destas lesões, discute-se qual o melhor tratamento nestes pacientes. Na prática, observamos similaridade das opções de tratamento entre os pacientes portadores de metástases ósseas e MM. Os índices de sobrevida de Tomita e Tokuhashi são utilizados com o intuito de auxiliar na escolha do tratamento nos portadores de metástases. Faltam estudos sobre a aplicabilidade destes índices em pacientes portadores de MM. Neste trabalho vamos avaliar a aplicabilidade dos índices de Tomita e Tokuhashi nos pacientes portadores de MM e lesão vertebral. MÉTODOS: estudo retrospectivo mediante avaliação de prontuários e radiografias de portadores de MM por meio da aplicação dos critérios de Tomita e Tokuhashi. RESULTADOS: em um ano, 19 (63,3%) estavam vivos, em dois anos 13 (43,3%) e em cinco anos quatro (13,3%) pacientes estavam vivos. Não houve correlação entre os índices (Tomita e Tokuhashi) e a taxa de sobrevida nestes pacientes (p= 0,2255). CONCLUSÃO: há necessidade de adaptação dos índices de Tomita e Tokuhashi para apresentarem aplicabilidade nos portadores de MM na coluna.
2009
Avanzi,Osmar Landim,Elcio Meves,Robert Caffaro,Maria Fernanda Silber Lima,Marcos Vaz de
Anatomic considerations for C2 pedicle screw placement: the use of computerized tomography measurements
OBJECTIVE: more detailed anatomical knowledge of the C2 pedicle is required to optimize and minimize the risk of screw placement. The aim of this study was to evaluate the linear and angular dimensions of the true C2 pedicle using axial CT. METHODS: ninety three patients (47 males, 46 females mean age 48 years) who had cervical spinal CT imaging performed were evaluated for this study. Axial images of the C2 pedicle were selected and the following pedicle parameters were determined: pedicle width (PW, the mediolateral diameter of the pedicle isthmus, perpendicular to the pedicle axis) and pedicle transverse angle (PTA, that is, the angle between the pedicle axis and the midline of the vertebral body). RESULTS: the overall mean pedicle width was 5.8 1.2mm. The mean pedicle width in males (6.01.3mm) was greater than that in the female subjects (5.6 1.1mm). This difference was not found to be statistically significant (p=.6790). The overall mean pedicle transverse angle was 43.93.9 degrees. The mean PTA in males was 43.23.8 degrees, while that in females was 44.73.7 degrees. CONCLUSION: preoperative planning is absolutely mandatory, particularly in determining not only screw trajectory, but in analyzing individual patient anatomy and reception to a C2 pedicle screw.
2009
Onibokun,Adebukoa Bistazzoni,Simona Sassi,Marco Khoo,Larry T.
A novel minimally invasive percutaneous facet augmentation device for the treatment of lumbar radiculopathy and axial back pain: technical description, surgical technique and case presentations
OBJECTIVE: to describe a new posterior minimally invasive method of facet stabilization for treatment of the degenerating lumbar motion segment. The biomechanics of this Percudyn (Interventional Spine; Irvine, CA) system are distinct from that of other interspinous dynamic stabilization systems as it acts bilaterally directly within the middle column of the spine. Based on biomechanical evalution, the paired prosthesis supports, cushions, and reinforces the facet complexes by limiting both extension and lateral bending thereby maintaining central and foraminal volumes. METHODS: the Percudyn device consists of a pedicle anchor upon which sits a cushioning polycarbonate-urethane stabilizer that serves as a mechanically reinforcing stop between the inferior and superior articular facets. A 1.5 cm skin incision is made bilaterally over the lower pedicle of the treated segment through which a Jamshidi needle is percutaneously targeted under biplanar fluoroscopic guidance into the caudal aspect of the superior articular process directly underneath the lip of the inferior facet from the level above. Progressive onestep tubular dilation is then performed to secure a small disposable working portal. Through this access, the Percudyn stabilizers are then placed over the wire and anchored bilaterally into the inferior pedicles of the degenerated motion segment. RESULTS: three patients (ages 26-41, male) with significant low back pain as well as radiculopathy with lateral recess stenosis from a large disc herniation/ ligamentum and facet hypertrophy (L4-5 and/or L5-S1) underwent a minimally invasive decompression/ discectomy and bilateral Percudyn placement at each disease level. Each patient had significant relief of both his radiculopathy and axial back pain post-operatively and was discharged home within 18 hours without sequelae. CONCLUSION: this novel technique of percutaneous posterior facet augmentation allows for safe placement of bilateral middle column prostheses that act as mechanical cushions between the articulating facets thereby limiting extension and lateral bending and also preventing compression of the neural elements. As the Percudyn device serves to reinforce the middle column directly at the level of the facet, it represents a new class of posterior motionpreserving stabilization which may serve to mitigate segmental axial back pain as has been described for other posterior dynamic stabilization systems.
2009
Khoo,Larry T. Chen,Nan Fu Armin,Sean Stiner,Eric Dipp,Juan Flores,Ricardo Palmer,Sylvain
Suporte articulado para o tratamento cirúrgico da escoliose: nota prévia
Foi desenvolvido um suporte para ser utilizado nas cirurgias de correção da escoliose que permite a realização de manobras para a correção da deformidade. O objetivo deste relato inicial é a apresentação do conceito do suporte desenvolvido e os resultados iniciais com a sua utilização.
2009
Santos Neto,Francisco Limeira dos
Columna cervical reumática
La artritis reumatoidea (AR) afecta a millones de personas en el mundo. Hasta un 86% de los pacientes presenta alteraciones a nivel cervical. Los patrones de inestabilidad cervical asociados a la artritis reumatoidea son: inestabilidad atlanto-axial, impactación atlanto-axial y subluxación subaxial. Una vez que aparecen alteraciones neurológicas su progresión puede ser rápida y llevar incluso a la muerte. El tratamiento de la AR es fundamentalmente médico. Los medicamentos y esquemas actuales podrían prevenir o retardar la aparición de alteraciones a nivel atlanto-axial. El examen clínico y radiológico periódico permite detectar a los pacientes que ya presentan compromiso neurológico, o a los que están en riesgo de desarrollarlo, en cuyos casos debe considerarse la cirugía como opción terapéutica. La recuperación neurológica post-quirúrgica depende del nivel de compromiso neurológico previo, lo que refuerza la importancia de la detección y derivación precoz de los pacientes en riesgo. El tratamiento quirúrgico debe llevarse a cabo en centros especializados, por grupos multidisciplinarios. Esto, junto con la intervención temprana, ayudaría a reducir las complicaciones peri-operatorias.
2009
Cornejo,Nicolás Macchiavello Villagrán,Marcos Ganga Pucci,Manuel Pellegrini Ibaceta,Ronald Schulz
Pigmented villonodular synovitis of the thoracic spine: case report and review of the literature
Pigmented Villonodular Synovitis (PVNS), a lesion of the synovial tissues, is rarely found in the spine. We present a 73-year-old male with increasing lower extremity weakness and paresthesias. MRI scans revealed disc herniation and spinal cord compression at the T11-T12 and T12- L1 levels. Intraoperative exploration revealed an epidural mass originating in the T12 lamina, compressing the spinal cord at T11-T12. Pathologic examination was consistent with pigmented villonodular synovitis.
2009
Arnold,Paul M. Dunlay,Ryan P. Haynes,Neal G. Tawfik,Ossama Hodges,Jacob
Correlação entre o número de parafusos e o percentual de correção no tratamento cirúrgico da escoliose neuromuscular
OBJETIVO: avaliar se existe relação entre o número de parafusos pediculares (densidade de parafusos) e o percentual de correção da curva principal no tratamento cirúrgico das escolioses neuromusculares. MÉTODOS: foram avaliados, retrospectivamente, 55 pacientes portadores de escoliose neuromuscular submetidos ao tratamento cirúrgico por meio de artrodese exclusivamente pela via posterior. Foram analisados o valor da curva pré-operatória, o percentual de correção e o valor da curva pós-operatória nas radiografias no pré-operatório e no pós-operatório imediato. Foi calculada a densidade de parafuso (número de parafusos por pedículo na área correspondente à curva principal) e avaliada a sua relação com o percentual de correção pela análise de correlação de Spearman. RESULTADOS: dos 55 pacientes, 28 (51%) eram do sexo feminino e 27 (49%) do masculino, com média de idade de 16,04 anos (dp=4,45). A doença de base mais frequente foi a paralisia cerebral. O valor da escoliose pré-operatória foi, em média, de 81,96º (dp=25,49) e da escoliose residual de 33,82º (dp=19,02), com percentual de correção de 60,28% (dp=15,89). Houve uma relação positiva (r=0,266) e estatisticamente significante entre a densidade de parafusos e a correção da deformidade (p=0,045). CONCLUSÕES: no tratamento cirúrgico das deformidades neuromusculares existe uma relação positiva entre o maior número de parafusos dentro da área da curva principal e o percentual de correção.
2009
Daher,Murilo Tavares Cavali,Paulo Tadeu Maia Santo,Marcus Alexandre Mello Rossato,Alexander Junqueira Lehoczki,Mauricio Antonelli Landim,Élcio
Comparação do poder de correção do instrumental de Luque-Galveston e do parafuso pedicular no tratamento cirúrgico da escoliose neuromuscular
OBJETIVO: avaliar o poder de correção do parafuso pedicular em comparação ao sistema de Luque-Galveston no tratamento cirúrgico da escoliose neuromuscular. MÉTODOS: foram avaliados 74 pacientes submetidos à artrodese exclusivamente pela via posterior, estendendo-se da região torácica alta ao sacro. Vinte e quatro pacientes foram submetidos à fixação com sistema de Luque-Galveston (Grupo 1) e 50, com parafusos pediculares (Grupo 2). Foram avaliadas as radiografias pré-operatórias, em tração e no pós-operatório imediato e mediu-se o valor da curva principal do período pré-operatório (Cobb pré), na tração (Cobb tração), e no pós-operatório (Cobb pós), e calculou-se a flexibilidade da curva e a correção final. Também foi calculado o Índice de Cincinnati, que leva em consideração a correção final e a flexibilidade (Cincinnati = Correção/Flexibilidade). Os mesmos parâmetros foram calculados para a obliquidade pélvica (OP): OP pré, OP tração, OP pós, Flexibilidade OP, Correção OP e Índice de Cincinnati para OP. RESULTADOS: a média da idade dos pacientes do Grupo 1 foi de 12,24 anos e do Grupo 2, de 16,13 anos (p=0,001). No Grupo 1, a principal doença foi a amiotrofia espinhal (38%) e no Grupo 2, a paralisia cerebral (62%). O ângulo de Cobb pré foi de 76,67º para o Grupo 1 e 85,54º para o Grupo 2. A flexibilidade foi de 45,32% para o Grupo 1 e 39,47% para o Grupo 2. A Correção foi de 63,07% para o Grupo 1 e 59,80% para o Grupo 2. O índice de Cincinnati para o Grupo 1 foi de 1,44 e de 1,71 para o Grupo 2. Quanto à OP, tivemos OP pré de 20,71º para o Grupo 1 e 26,60º para o Grupo 2. A Flexibilidade OP foi de 73,61% para o Grupo 1 e 56,54% para o Grupo 2 (p=0,047). A Correção OP foi de 73,47% para o Grupo 1 e de 72,11% para o Grupo 2. O Índice de Cincinnati da OP foi de 1,09 e 1,49, respectivamente para os Grupos 1 e 2 (p=0,045). CONCLUSÕES: a instrumentação com parafusos pediculares mostrou correção da escoliose semelhante à fixação com Luque-Galveston e maior poder de correção da obliquidade pélvica no tratamento das deformidades neuromuscluares.
2009
Daher,Murilo Tavares Cavali,Paulo Tadeu Maia Santo,Marcus Alexandre Mello Rossato,Alexander Junqueira Lehoczki,Mauricio Antonelli Landim,Élcio
Influência do estreitamento do canal vertebral e do tempo para a descompressão na recuperação locomotora de ratos
OBJETIVO: o objetivo deste trabalho foi estudar as consequências da lesão por contusão da medula espinhal, associada ao estreitamento do canal vertebral, no comportamento motor de ratos, avaliando-se o efeito do tempo para descompressão na recuperação neurológica dos animais. MÉTODOS: foram utilizados ratos Wistar machos (n=6 por grupo), subdivididos nos seguintes grupos experimentais: laminectomia (T9-T10, Grupo Controle), contusão por queda de peso (10 g de peso, 15 cm de altura), estreitamento do canal vertebral em 35% (hastes de policarbonato; espessura de 0,78 mm) e contusão associada ao estreitamento do canal vertebral. O grupo de lesão associada foi ainda subdividido em sem ou com descompressão 24 ou 72 horas após a cirurgia. Os animais foram sacrificados sete dias após os procedimentos cirúrgicos. A função locomotora dos animais foi avaliada por meio do teste do campo aberto, do teste do plano inclinado e pela aplicação da escala BBB, antes da cirurgia, 24 e 72 horas depois da cirurgia e após 7 dias do procedimento cirúrgico. RESULTADOS: a lesão por queda de peso e compressão da medula espinhal, bem como a lesão mista, prejudicaram o comportamento motor dos animais, sendo que a descompressão cirúrgica após 24 e 72 horas da cirurgia não melhorou a recuperação motora dos animais, como mostram os resultados da avaliação de campo aberto, no plano inclinado e pela escala BBB. Por outro lado, os animais que sofreram lesão medular por queda de peso apresentaram melhores escores na escala BBB e ângulos maiores no plano inclinado do que aqueles que sofreram lesão por estreitamento do canal vertebral ou lesão mista. CONCLUSÕES: a lesão por queda de peso ou estreitamento do canal vertebral provocou alterações no comportamento motor dos animais, sendo que a descompressão não trouxe melhora funcional significativa.
2009
Souza,Albert Schiaveto de Escobar,Felipe Barros de Del Bel,Elaine Aparecida
Influência do macheamento na interface do parafuso e do tecido ósseo na fase imediata pós-implante
OBJETIVO: analisar experimentalmente as alterações agudas da interface entre o osso e o implante nas vértebras cervicais após a realização do macheamento do orifício piloto. MÉTODOS: foram utilizados cinco carneiros da raça Santa Inês deslanados. Na terceira vértebra cervical, foram feitos orifícios de 2,5 mm, de ambos os lados, na parte proximal e distal. No orifício proximal direito, foi realizado o macheamento antes da inserção do parafuso cortical de 3,5 mm (Grupo A); no orifício proximal esquerdo, o parafuso foi inserido sem macheamento (Grupo B); os outros dois orifícios distais foram utilizados como controle (Grupo C). As alterações da interface entre o osso e o implante foram analisadas por meio de estudo histomorfométrico, considerando o número de trabéculas fraturadas entre os filetes de rosca; a maior distância da fratura trabecular transversal provocada pela inserção do parafuso; a maior extensão da fratura trabecular longitudinal provocada pela inserção do parafuso e a linha de contato na interface osso-parafuso. RESULTADOS: o macheamento do orifício piloto provocou alterações da microestrutura do tecido ósseo ao redor do implante quando comparado às alterações produzidas pela inserção do parafuso sem o macheamento ou orifício piloto. A avaliação do contato entre o osso e o implante foi o parâmetro que apresentou diferença estatística na comparação entre a colocação do implante com e sem machemanto. CONCLUSÃO: na comparação com o orifício piloto, todos os parâmetros analisados apresentaram diferença estatística.
2009
Masson,Fabiano Pinheiro de Lemos Shimano,Antônio Carlos Defino,Helton LA
Discectomia lombar transforaminal: estudo quantitativo em cadáveres
OBJETIVO: avaliar a eficácia da discectomia lombar por via transforaminal, de modo quantitativo, em estudo experimental com cadáveres. MÉTODOS: este estudo utilizou cinco cadáveres humanos frescos, submetidos à discectomia pela via de acesso póstero-lateral nos níveis L3-L4 e L4-L5, visando remover a maior quantidade de material discal possível. Uma abordagem anterior complementar, expondo os mesmos discos intervertebrais, permitiu a remoção do material discal remanescente, para posterior comparação. RESULTADOS: em L3-L4, a remoção transforaminal do disco obteve, em média, 48% do volume total, e em L4-L5, cerca de 38%. CONCLUSÃO: apesar de segura e de fácil realização, a via transforaminal não é tão eficaz quanto à via anterior na remoção do disco intervertebral.
2009
Vialle,Emiliano Neves Vialle,Luiz Roberto Gomes Gusmão,Maurício Santos Rangel,Túlio Albuquerque de Moura Moron,Ruben Cardenas Rocha,Sérgio Krieger,Antônio Bernardo de Queiroz Moreira,Guilherme
Uso terapêutico da radiofrequência pulsátil no gânglio dorsal da raiz de L2 na lombalgia discogênica
OBJETIVO: Avaliar a eficácia da radiofrequência pulsátil sobre o gânglio da raiz dorsal de L2 no tratamento dos pacientes com lombalgia discogênica. MÉTODOS: Realizou-se análise retrospectiva de 50 pacientes portadores de lombalgia crônica discogênica atendidos no período de janeiro de 2004 a julho de 2007. O processo diagnóstico foi constituído por exame físico, ressonância magnética e bloqueio diagnóstico do gânglio da raiz dorsal de L2. Todos os pacientes foram submetidos à radiofrequência pulsátil no gânglio da raiz dorsal de L2 e acompanhados por, no mínimo, 12 meses. A intensidade de dor foi medida pela escala visual analógica (EVA) de dor. RESULTADOS: A análise estatística mostrou melhora significativa da intensidade de dor (p<0,001) após 12 meses de seguimento. O uso da radiofrequência pulsátil no gânglio da raiz dorsal de L2 mostrou-se um método alternativo inespecífico eficaz às cirurgias convencionais, apesar do curto seguimento desta série.
2009
Assis,Fabrício Dias Amaral,Charles Tucci,Carlos Costa,Sílvia Maria Bordignon da
Artrodese cervical anterior em três e quatro níveis com dispositivo intersomático não associado à placa cervical
OBJETIVO: avaliar a taxa de consolidação em pacientes submetidos à artrodese cervical anterior de três e quatro níveis utilizando dispositivo intersomático não associado à placa cervical no sexto mês de pós-operatório. MÉTODOS: no período de Novembro de 2005 a Julho de 2008, 20 pacientes foram submetidos ao tratamento cirúrgico proposto. Os critérios de inclusão foram: diagnóstico clínico e por imagem de doença discal degenerativa cervical em três ou quatro níveis; dor axial e/ou irradiada com, no mínimo, seis meses de pós-operatório. O critério de exclusão foi a presença de instabilidade cervical traumática. Foram avaliadas as taxas de consolidação, a presença de sintomas, a taxa de complicações e a posição dos dispositivos intersomáticos (subsidence) após seis meses. RESULTADOS: todos os pacientes obtiveram consolidação em três meses, porém, dois pacientes apresentaram fenômeno de subsidence, ou seja, migração com consolidação em cifose, sem alterar os resultados clínicos e a consolidação da artrodese após seis meses de pós-operatório. Os pacientes tiveram melhora da dor pré-operatória e apenas três (15%) apresentaram dor residual. Não houve complicações maiores. O tempo de hospitalização foi de dois dias. Não foi utilizada imobilização rígida no pós-operatório. CONCLUSÃO: obteve-se consolidação com esta técnica em todos os casos. A técnica se mostrou segura e promoveu bons resultados radiológicos e clínicos.
2009
Benato,Marcel Luiz Zaninell,Ed Marcelo Graells,Xavier Soler i Sonagli,Marcos Andre
Tratamento conservador da fratura toracolombar do tipo explosão: análise radiográfica da cifose pós-traumática
INTRODUÇÃO: a cifose pós-traumática é uma complicação do tratamento conservador da fratura toracolombar tipo explosão. A maioria das séries avalia todos os subtipos de Magerl e discute seus achados com base na perda média de cifose no acompanhamento. OBJETIVO: avaliação do desfecho radiográfico quanto à cifose nos portadores de fraturas do subtipo A3 de Magerl de acordo com a variação das médias entre os indivíduos após acompanhamento mínimo de um ano. MÉTODOS: estudo retrospectivo com 36 pacientes submetidos à realização de gesso antigravitacional ou colete TLSO. A mensuração da cifose foi realizada pelo método de Cobb no momento da admissão no hospital e no final do acompanhamento médio de 66 meses. RESULTADOS: não houve diferença estatística entre a cifose antes e após o tratamento (12,2° versus 13,4°; p=0,2544). CONCLUSÃO: a cifose radiográfica no final do acompanhamento é similar à cifose encontrada nas radiografias iniciais neste grupo de pacientes.
2009
Avanzi,Osmar Landim,Elcio Meves,Robert Caffaro,Maria Fernanda Silber Umeta,Ricardo Shigueaki Miguel Neto,Cristovam
Anterior approach to the cervicothoracic junction: case series and literature review
OBJECTIVES: the authors report their experience with the anterior approach to the cervicothoracic junction at C7 to T4 vertebral bodies, how the radiological investigation was performed in order to define the need for manubriotomy, how was the surgical pitfalls and the clinical evaluation. METHODS: prospective cohort study with 14 patients who underwent an anterior approach to the cervicothoracic surgery during the period of January 1996 to January 2009. The patients underwent radiographic evaluation with computed tomography and magnetic resonance before surgery in order to identify when the manubriotomy was necessary. The surgery was usually performed from the left side through an anterior Smith-Robinson approach and manubriotomy when necessary. Mesh and cervical plate system were used for stabilization when corpectomy was performed. Nevertheless, in the cases with discal herniation C7-T1, the reconstruction was done with PEEK and cervical plate system. RESULTS: the mean age was 63 years old (range, 30-77 years) and seven of the patients were men. The majority of cases had metastatic disease (n=8) or disc herniation (n=4). There were two complications related to the surgical procedures: one patient with dysphonia caused by a local hematoma and other one with lung infection. The mean surgical time, bleeding volume, pain intensity, medication intake and length of hospital stay were lower in the cases in which manubriotomy was not necessary. CONCLUSIONS: the anterior approach to the cervicothoracic junction is effective and presents low morbidity rate. In cases of injuries involving the C7 vertebral body and C7-T1 intervertebral disc herniation, a transcervical approach without the manubriotomy was indicated; when a T1 and/or T2 corpectomy was necessary, the transmanubrial approach usually was necessary in order to provide a good working space to perform a corpectomy and reconstruction. Performing manubriotomy increases surgical time, bleeding, pain intensity, analgesic drugs intake and the length of hospital stay.
2009
Falavigna,Asdrubal Righesso,Orlando Pinto Filho,Darcy Ribeiro Teles,Alisson Roberto Kleber,Fabrício Diniz