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Correção da cifose de Scheuermann: estudo comparativo da fixação híbrida com ganchos e parafusos versus fixação apenas com parafusos
OBJETIVOS: avaliar o grau de correção da cifose de Scheuermann, em 6 pacientes que se submeteram à instrumentação híbrida composta por ganchos e parafusos (H) e 17 fixados apenas com parafusos (P). MÉTODOS: 23 pacientes, com cifose de Scheuermann, submetidos a tratamento cirúrgico por dupla via com início pela via anterior, seguido pela via posterior. Do conjunto de pacientes, 6 foram operados com fixação híbrida e 17 com uso exclusivo de parafusos pediculares. O tratamento cirúrgico foi indicado para cifose rígida, variando de 60º e 105º e portadores do sinal de Risser acima de 4. RESULTADOS: observou-se, no Grupo H, cifose pré-operatória média de 84,17º e no pós-operatório de 47,5º. No Grupo P, a média de cifose no pré-operatório era de 80,35º e, no pós-operatório, de 33,53º. CONCLUSÃO: concluiu-se que os dois tipos de fixação apresentaram resultados muito satisfatórios, contudo, sendo ainda superior quando fixados só com parafusos.
2009
Garcia,Enguer Beraldo Souza,Sebastião Vasconcelos de Gonçalves,Roberto Garcia Silveira,Ramon Teodoro Garcia,Eduardo Beraldo Garcia,Liliane Faria Garcia,Juliana Faria
Resultados imediatos da correção cirúrgica de escoliose idiopática do adolescente por via posterior com instrumentação após liberação anterior por videotoracoscopia
OBJETIVO: descrever os resultados imediatos da aplicação da liberação anterior por videotoracoscopia, seguida de instrumentação por via posterior para correção cirúrgica da escoliose idiopática do adolescente. MÉTODOS: foram selecionados 20 pacientes, no período de agosto de 1989 a maio de 2001, com escoliose idiopática do adolescente, padrão de curva torácica direita rígida, King III. Inicialmente realizou-se a abordagem pela via anterior com liberação por videotoracoscopia e depois a via posterior para correção e fixação com instrumental de Hartshill, em um mesmo tempo cirúrgico. RESULTADOS: todos os procedimentos foram completados com sucesso com videotoracoscopia, sem necessidade de conversão para toracotomia. A média de idade dos pacientes foi de 15,7 anos (12 a 21 anos). Em relação aos dias de internação, obteve-se um tempo médio de permanência de 9,45 dias (5 a 26 dias). A média entre os valores angulares foi, no pré-operatório, de 66,25º Cobb (48º a 92º Cobb), e no pós-operatório, de 31,2º Cobb (15º a 45º Cobb). Como complicações, quatro pacientes tiveram nevralgia intercostal (20%) e um caso de atelectasia (5%). CONCLUSÕES: a discectomia por videotoracoscopia é um método efetivo e seguro para tornar flexíveis as curvas escolióticas rígidas. No entanto, trata-se de um procedimento tecnicamente difícil, que requer treinamento árduo e prolongado, com curva de aprendizado extensa.
2009
Puertas,Eduardo Barros Curto,David Del Ueta,Renato Hiroshi Salvioni Martins Filho,Délio Eulálio Wajchenberg,Marcelo
Tumores benignos produtores de osso na coluna: estudo de 30 casos
OBJETIVO: o osteoma osteoide e o osteoblastoma são tumores benignos do osso incomuns. Diante da raridade dessas neoplasias e de literatura nacional escassa, em especial no que tange à coluna, realizou-se um estudo retrospectivo com a experiência adquirida no trato desses pacientes por 27 anos, obtendo uma expressiva série de casos para descrição dos resultados do tratamento. MÉTODOS: avaliação de prontuários e exames laboratoriais de 30 pacientes, com um seguimento médio de 47 meses, tratados entre 1975 e 2002. RESULTADOS: em relação ao osteoma osteoide (16 pacientes), verificou-se que a deformidade e a presença de dor foram queixas principais para o diagnóstico precoce. O prognóstico foi satisfatório após a ressecção do tumor. Nos portadores de osteoblastoma (14 pacientes), a apresentação clínica foi mais agressiva, com presença de disfunção neurológica (quatro pacientes) e recidiva da lesão após ressecção cirúrgica da neoplasia (quatro pacientes). CONCLUSÕES: apesar da opção da radioterapia e embolização nos casos inoperáveis, o tratamento definitivo desses tumores foi a ressecção cirúrgica do tumor.
2009
Avanzi,Osmar Meves,Robert Caffaro,Maria Fernanda Silber Chalouhi,José Moussa
Atrial Fibrillation and Non-cardiovascular Diseases: A Systematic Review
Atrial fibrillation (AF) is the most common cardiac arrhythmia and is associated with an unfavorable prognosis, increasing the risk of stroke and death. Although traditionally associated with cardiovascular diseases, there is increasing evidence of high incidence of AF in patients with highly prevalent noncardiovascular diseases, such as cancer, sepsis, chronic obstructive pulmonary disease, obstructive sleep apnea and chronic kidney disease. Therefore, considerable number of patients has been affected by these comorbidities, leading to an increased risk of adverse outcomes.The authors performed a systematic review of the literature aiming to better elucidate the interaction between these conditions.Several mechanisms seem to contribute to the concomitant presence of AF and noncardiovascular diseases. Comorbidities, advanced age, autonomic dysfunction, electrolyte disturbance and inflammation are common to these conditions and may predispose to AF.The treatment of AF in these patients represents a clinical challenge, especially in terms of antithrombotic therapy, since the scores for stratification of thromboembolic risk, such as the CHADS2 and CHA2DS2VASc scores, and the scores for hemorrhagic risk, like the HAS-BLED score have limitations when applied in these conditions.The evidence in this area is still scarce and further investigations to elucidate aspects like epidemiology, pathogenesis, prevention and treatment of AF in noncardiovascular diseases are still needed.
2015
Ferreira,Cátia Providência,Rui Ferreira,Maria João Gonçalves,Lino Manuel
Case 5/2015 – 88-Year-Old Female with Chronic Coronary Artery Disease, Upper Limb Thrombosis, Atrial Fibrillation and Cardiac Arrest
No summary/description provided
2015
Marçula,Magaly Aiello,Vera Demarchi
Coronary Fistulas in a Patient with a Novel Long QT Syndrome Mutation
No summary/description provided
2015
Plácido,Rui Cortez-Dias,Nuno Veiga,Arminda Jorge,Cláudia Miltenberger-Miltény,Gábriel Pinto,Fausto
Post-Hospital Syndrome: A New Challenge in Cardiovascular Practice
AbstractThe image of the hospital representing the modern medicine and its diagnostic and therapeutic advances becomes more evident in the face of an aging population and patients with multiple comorbidities requiring highly complex care. However, recent studies have shown a growing number of hospital readmissions within 30 days after discharge. The post-hospital syndrome is a new clinical entity associated with multiple vulnerabilities that contribute to hospital readmissions. During hospitalization, the patient is exposed to different stressors of physical, environmental, and psychosocial natures that trigger pathophysiological and multisystemic responses and increase the risk of complications after hospital discharge. Patients with a cardiac disease have high rates of readmission within 30 days. Therefore, it is important for cardiologists to recognize the post-hospital syndrome since it may impact their daily practice. This review aims at discussing the current scientific evidence regarding predictors and stressors involved in the post-hospital syndrome and the measures that are currently being taken to minimize their effects.
2015
Mesquita,Evandro Tinoco Cruz,Larissa Nascimento Mariano,Bruna Melo Jorge,Antonio José Lagoeiro
Arteriovenous and Intercoronary Fistulae Presenting as Heart Failure in an Adult
No summary/description provided
2015
Petrou,Emmanouil Girasis,Chrysafios
Methodological Gaps in Left Atrial Function Assessment by 2D Speckle Tracking Echocardiography
Abstract The assessment of left atrial (LA) function is used in various cardiovascular diseases. LA plays a complementary role in cardiac performance by modulating left ventricular (LV) function. Transthoracic two-dimensional (2D) phasic volumes and Doppler echocardiography can measure LA function non‑invasively. However, evaluation of LA deformation derived from 2D speckle tracking echocardiography (STE) is a new feasible and promising approach for assessment of LA mechanics. These parameters are able to detect subclinical LA dysfunction in different pathological condition. Normal ranges for LA deformation and cut-off values to diagnose LA dysfunction with different diseases have been reported, but data are still conflicting, probably because of some methodological and technical issues. This review highlights the importance of an unique standardized technique to assess the LA phasic functions by STE, and discusses recent studies on the most important clinical applications of this technique.
2015
Rimbaş,Roxana Cristina Dulgheru,Raluca Elena Vinereanu,Dragoş
Case 6/2015 – 40-Year-Old Female with Acute Chest Pain, Dyspnea and Shock
No summary/description provided
2015
Daiana Zupirolli,Gonçalves Paulo Sampaio,Gutierrez
Resolution of Extensive Coronary Thrombosis under Rivaroxaban Treatment
No summary/description provided
2015
Yuksel,Murat Yildiz,Abdulkadir Tapan,Umit Ertas,Faruk Alan,Sait
Avaliação radiográfica da descompensação do tronco após artrodese seletiva torácica em portadores de escoliose idiopática do adolescente King II (Lenke B e C)
OBJETIVO: avaliar a incidência de descompensação radiográfica do tronco após a artrodese seletiva torácica com instrumental de 3º geração na escoliose idiopática do adolescente (EIA) King II (Lenke B e C) após acompanhamento mínimo de um ano. MÉTODOS: foram avaliadas retrospectivamente as radiografias pré-operatórias, pós-operatórias imediatas e do último acompanhamento de 22 pacientes tratadas no período de 1993 a 2007. Observou-se a porcentagem de correção da curva torácica e lombar pelo método de Cobb, e o balanço coronal do tronco do início e do final do acompanhamento foi avaliado pelos critérios da Scoliosis Research Society. RESULTADOS: após correção média da curva torácica de 56 ± 11% e da lombar de 49 ±13%, verificamos descompensação coronal imediata em seis pacientes (27,20%). Após acompanhamento médio de 65 meses, quatro pacientes (18,18%) estavam com o tronco descompensado. Em apenas um paciente foi necessária extensão da artrodese, incluindo a curva lombar. CONCLUSÕES: a descompensação grave do tronco com necessidade de segundo procedimento para artrodese lombar foi complicação não frequente nesta série de casos.
2009
Avanzi,Osmar Landim,Elcio Meves,Robert Cafaro,Maria Fernanda Silber Umeta,Ricardo Shigueaki Galhego Kruppa,Jose Thiago Portella
Avaliação radiológica e funcional dos pacientes com fratura da coluna cervical subaxial
OBJETIVO: Avaliar 17 pacientes portadores de fratura luxação da coluna cervical (C3 a C7), que foram tratados em um período de dois anos. Os pacientes foram avaliados com parâmetros radiológicos, clínicos e funcionais. MÉTODOS: A indicação do tratamento utilizado em cada paciente foi baseada em seu quadro clínico e neurológico. Todos os pacientes foram tratados pela mesma técnica cirúrgica. O seguimento pós-operatório mínimo foi de seis meses. RESULTADOS: Dez pacientes não apresentavam nenhum comprometimento neurológico e sete pacientes apresentavam algum grau de acometimento neurológico. Na avaliação radiográfica do seguimento ambulatorial, todos os pacientes apresentaram sinais de consolidação da artrodese. Todos ficaram relacionados entre os níveis excelente e regular, de acordo com os critérios de Odom. Treze pacientes apresentaram 20% de limitação pelo questionário Neck Pain Disability Index. Encontrou-se uma complicação de falha no implante para artrodese anterior com um ano e meio de evolução. CONCLUSÃO: O tratamento da fratura-luxação da coluna cervical iniciado o mais rápido possível, pela técnica de descompressão do nível lesado e redução aberta cirúrgica anterior, é um método efetivo, com menor morbidade e com um baixo grau de complicações.
2009
Canto,Fabiano Ricardo de Tavares Santos Neto,Paulo Roberto Castro,Ilton José Carrilho de Canto,Roberto Sérgio de Tavares Santos,Hector Abreu dos Nascimento,Marcus Vinicius Martins do
Uso de morfina intratecal en artrodesis lumbar
OBJETIVO: determinar la eficacia y la seguridad del uso de morfina intratecal, en bajas dosis, en pacientes sometidos a cirugía de instrumentación y artrodesis lumbar. MÉTODOS: estudio prospectivo, randomizado, ciego y controlado. Fueron utilizados dos grupos de pacientes: Grupo Estudio, que recibió morfina intratecal al final de su cirugía, y Grupo Control que sólo recibió el protocolo de analgesia estándar. RESULTADOS: se encontraron diferencias significativas en la escala visual análoga (EVA) entre los dos grupos a las 12 horas postoperatorias. La EVA en reposo promedio del Grupo Estudio fue de 2,15 cm y el del Grupo Control, 5 cm (p=0,013). En actividad, el Grupo Estudio presentó una EVA promedio de 4,36 cm, y el Grupo Control 6,9 cm (p=0,029). No se encontraron diferencias en relación a las complicaciones entre los dos grupos. CONCLUSIÓN: el uso de morfina intratecal, en bajas dosis, es seguro y efectivo en el control del dolor en las primeras 12 horas postoperatorias en cirugía de artrodesis lumbar.
2009
Ibaceta,Ronald Schulz Cornejo,Nicolás Macchiavello Ramirez,Sergio Escobar,Jaime Villagrán,Marcos Ganga Schulz,Hermann
Estudo prospectivo de avaliação de dor e incapacidade de pacientes operados de estenose de canal lombar com seguimento mínimo de dois anos
OBJETIVO: realizar uma análise prospectiva de dor e incapacidade em pacientes operados de estenose de canal lombar após dois anos do procedimento através da escala VAS e Roland Morris. MÉTODOS: trinta e oito pacientes foram avaliados por meio dos questionários em um momento pré-operatório, pós-operatório um mês, seis meses, um ano e dois anos, tendo sido realizada descompressão e artrodese com instrumentação pedicular associada. RESULTADOS: foi observado melhora nas análises comparativas de dor e incapacidade no decorrer do seguimento em relação aos valores iniciais, porém uma tendência à estabilização do quadro com sua evolução. CONCLUSÃO: o tratamento cirúrgico da estenose do canal lombar, quando criteriosamente indicado, melhora a dor e a incapacidade após dois anos de seguimento.
2009
Valesin Filho,Edgar Santiago Ueno,Fabricio Hidetoshi Cabral,Luciano Temporal Borges Yonezaki,Adriano Masayuki Nicolau,Rodrigo Junqueira Rodrigues,Luciano Miller Reis
Avaliação epidemiológica das fraturas da coluna torácica e lombar dos pacientes atendidos no Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Getúlio Vargas em Recife/PE
INTRODUÇÃO: as fraturas da coluna torácica e lombar estão se tornando mais frequentes, devido ao aumento dos acidentes de alta energia. Elas apresentam um elevado índice de morbidade e mortalidade, acarretando grandes prejuízos socioeconômicos. OBJETIVO: analisar a epidemiologia das fraturas torácicas e lombares de pacientes atendidas no Serviço de Ortopedia e Traumatologia do Hospital Getúlio Vargas em Recife (PE). MÉTODOS: este estudo é uma análise epidemiológica dos pacientes com fraturas da coluna torácica e lombar, admitidos na emergência do Hospital Getúlio Vargas no período de 1º de novembro de 2007 a 30 de abril de 2008. Foram admitidos 42 pacientes com fraturas da coluna torácica e lombar, perfazendo um total de 54 vértebras fraturadas. RESULTADOS: observou-se que as fraturas da coluna torácica e lombar foram mais frequentes no gênero masculino, com uma média de idade de 39 anos. As quedas de altura foram responsáveis por 61,9% dos casos, seguida dos acidentes com motos (19,05%). Lesões neurológicas estiveram presentes em 14,28% dos casos e o tratamento cirúrgico foi realizado em 50% deles. CONCLUSÃO: as fraturas da coluna torácica e lombar, no presente estudo, foram frequentes nos adultos jovens, do gênero masculino, trabalhadores e causadas por queda de altura.
2009
Pereira,André Flávio Freire Portela,Luiz Eduardo Duque Lima,Guilherme Didier de Andrade Carneiro,Wagner Cabral Gomes Ferreira,Marcus André Costa Rangel,Túlio Albuquerque de Moura Santos,Ricardo Barreto Monteiro dos
Perfil funcional de locomoção em um grupo de pacientes com lesão medular atendidos em um centro de reabilitação
OBJETIVO: descrever o perfil de locomoção de um grupo de pacientes com lesão medular (LM), correlacionando-o com as características da amostra. MÉTODOS: setenta pacientes (50 com LM traumática e 20 com LM não-traumática). Instrumentos: Classificação Funcional da Marcha Modificada (CFMM), WISCI-II, Escala de Ashworth Modificada (EAM), Classificação AIS, Lower Extremities Muscle Score (AIS-LEMS). Estatística: descritiva, comparação entre grupos, testes de correlação considerando p<0,05. RESULTADOS: a média da idade dos pacientes foi de 36 anos; 72,9% dos pacientes eram homens; tempo médio de lesão: 4,7 anos; AIS: 38,6% A, 10% B, 22,8% C, 28,6% D; Nível de lesão: 32,8% cervical, 52,9% torácico, 14,3% lombossacro. Causas mais frequentes: PAF 30%; acidente automobilístico 18,6%; CFMM: CR 34,3%; marcha terapêutica 20%; domiciliar 12,8%; comunitária 32,9%. WISCI-II: 7,5. AIS-LEMS: 13,4. Houve diferença entre os grupos LM traumática e não-traumática quanto à idade, sexo, AIS, AIS-LEMS, CFMM e WISCI-II. Correlações significativas: AIS correlacionou-se positivamente com CFMM, WISCI-II, AIS-LEMS. Nível de lesão correlacionado negativamente com EAM. AIS-LEMS positivamente com a AIS, CFMM, WISCI-II e negativamente com apoio e órteses na deambulação. O tempo de lesão e a presença de dor incapacitante não se correlacionaram com as variáveis estudadas. CONCLUSÕES: o grupo de LM traumática era composto por pacientes mais jovens e com maior prevalência de lesão completa. A idade se correlacionou com o uso de aparelhos de auxílio à marcha e órteses. O desempenho funcional da marcha esteve ligado à AIS e ao AIS-LEMS, sendo que a marcha comunitária necessitou de um AIS-LEMS de pelo menos 32 pontos.
2009
Franzoi,Ana Cristina Baptista,Ana Luiza Carvalho,Ana Maria Gonçalves,Wagner Rosa,Anna Christina Boari Pinto,Alexandre Carvalho,Kátia Regina
Uso da câmara de ar em cirurgia ortopédica: aplicações, vantagens e desvantagens
OBJETIVO: o trabalho visou à difundir o uso da câmara de ar, de forma sistemática, em cirurgias ortopédicas, como suporte e protetor das saliências ósseas, em especial nas cirurgias de longa duração. MÉTODOS: trata-se de um estudo prospectivo não randomizado, realizado entre 2002 e 2007, totalizando de 264 procedimentos ortopédicos. RESULTADOS: verificou-se que, independente do tempo de cirurgia, não houve áreas de pressão nas proeminências ósseas ou lesões de nervos periféricos no pós-operatório. CONCLUSÃO: os resultados do presente estudo permitiram recomendar a câmara de ar como uma excelente opção de suporte em cirurgias ortopédicas, pois se trata de um dispositivo de baixo custo, fácil obtenção e alta reprodutibilidade.
2009
Goncalves,Jose Carlos Barbl Fernandes,Yvens Barbosa Silva,Rafael Barreto Cipoli,Fernando
Avaliação do efeito antinociceptivo do fentanil transdérmico no controle da dor lombar pós-operatória
OBJETIVO: pacientes submetidos à laminectomia por via posterior geralmente reclamam de dor severa. A aplicação por via transdérmica de fentanil resulta em sua liberação contínua e poderia ser útil no controle da dor. Este estudo visou avaliar a eficácia do fentanil (F) transdérmico em dor aguda pós-operatória secundária à laminectomia por via posterior. MÉTODOS: após aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa e consentimento adquirido, 24 pacientes foram distribuídos de forma aleatória e duplamente encoberta em dois grupos, sendo que 12 pacientes receberam o adesivo de F transdérmico (25 mcg/h) e outros 12 receberam o adesivo placebo. Todos os pacientes foram submetidos à laminectomia posterior, sob anestesia geral padronizada. Os adesivos transdérmicos foram colocados nos pacientes dez horas antes do início da cirurgia e removidos 24 horas após o término dessa. Cetoprofeno por via venosa foi administrado no início da cirurgia, dipirona estava disponível para analgesia de resgate, se necessário, a intervalos mínimos de seis horas. RESULTADOS: os pacientes que receberam F transdérmico apresentaram redução de 60% no consumo de dipirona no período pós-operatório (p<0,05); e menor VAS para dor após a 12ª hora, o que se manteve até a 36ª hora de avaliação (p<0,02). Os parâmetros fisiológicos variaram dentro dos limites de normalidade e foram semelhantes entre os grupos. A incidência de efeitos adversos foi similar entre os grupos, sendo constatado apenas eritema local no Grupo F transdérmico (30 versus 5%, p<0,05). CONCLUSÃO: o adesivo transdérmico de F associado ao cetoprofeno foi efetivo em controlar a dor pós-operatória após laminectomia por via posterior, com tolerância e segurança semelhante ao Grupo Placebo.
2009
Lauretti,Gabriela Rocha Trevellin,Wilder Mattos,Anita Leocádia de Righeti,Cláudia Cristiane Feracini Pacchioni,Alexandre
Quantas medidas de pressões respiratórias são necessárias para se obterem medidas máximas em pacientes com tetraplegia?
INTRODUÇÃO: pressões inspiratórias (PImax) ou expiratórias (PEmax) máximas constituem um método simples e não-invasivo para avaliação da força de músculos respiratórios e auxiliam a identificação de fraqueza dos músculos respiratórios, presente em diversas doenças e situações clínicas, como a tetraplegia. OBJETIVO: avaliar o número de manobras necessárias para atingir as pressões máximas em pacientes com tetraplegia. MÉTODOS: oito pacientes com tetraplegia (sete homens), média de idade de 37,8±11,96 anos, com diagnóstico de lesão raquimedular cervical completa realizaram 10 medidas de PImax e PEmax nas posições sentada e deitada, totalizando 320 medidas. Os dados foram comparados pelo teste de Wilcoxon (p<0,05). RESULTADOS: as medidas obtidas na primeira e décima medidas de PImax na posição sentada variaram de 74,1±15,1 a 74,8±19,8 cmH2O e de PEmax de 32,4±6,8 a 32,4±9,0 cmH2O; na posição deitada, de 76,5±18,6 a 91,1±13,3 cmH2O (p<0,05) e de 32,5±5,8 a 32,9±5,1 cmH2O, respectivamente. Os resultados das 3 e 5 primeiras medidas com 10 medidas de PImax na posição sentada foram 81,1±19,5 cmH2O; 81,5±18,8 cmH2O e 83,0±18,9 cmH2O e de PEmax 35,0±8,2 cmH2O; 35,3±7,9 cmH2O e 36,8±8,0 cmH2O. A PImax na posição deitada foi 90,3±17,8 cmH2O; 94,6±16,0 cmH2O e 97,4±17,8 cmH2O (p<0,05) e a PEmax 33,3±5,8 cmH2O; 35,6±5,4 cmH2O e 36,9±4,9 cmH2O). O maior valor foi observado a partir da sexta medida em 40% dos testes. CONCLUSÃO: Para obtenção de valores máximos de pressões respiratórias em pacientes com tetraplegia, é necessária a repetição de ao menos dez medidas em cada avaliação.
2009
Gastaldi,Ada Clarice Freitas Filho,Getúlio Antonio de Pereira,Ana Paula Manfio Silveira,Janne Marques